Supremo Tribunal Federal



Documentos relacionados
Supremo Tribunal Federal

: MIN. LUIZ FUX :GILMAR ROBERTO BERTOLDO :CARLOS ALBERTO NASCIMENTO :LUÍS ALFREDO COSTA :MICHELANGELO DE AGUIAR COIRO :ANDRÉ ANDRADE DE ARAÚJO

Supremo Tribunal Federal

28/10/2014 PRIMEIRA TURMA : MIN. DIAS TOFFOLI EMENTA

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal

: MIN. DIAS TOFFOLI SÃO PAULO

Supremo Tribunal Federal

: MIN. DIAS TOFFOLI PETRÓLEO LTDA CATARINA SANTA CATARINA

Supremo Tribunal Federal

: MIN. DIAS TOFFOLI TRABALHO MEDICO

22/09/2015 SEGUNDA TURMA : MIN. DIAS TOFFOLI EMENTA

RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nº / DF

: MIN. DIAS TOFFOLI :MUNICÍPIO DE VENÂNCIO AIRES : FLÁVIO CÉSAR INNOCENTI E OUTRO(A/S)

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal

: MIN. CÁRMEN LÚCIA DECISÃO

Supremo Tribunal Federal

03/09/2015 PLENÁRIO : ADRIANO DIGIÁCOMO E OUTRO(A/S) :UNIÃO :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL

Transcrição:

RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.136 CEARÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX :MARIA AURINETE CHAVES :MARTHA MARIA ALBUQUERQUE MONTENEGRO :MARIA MARLENE DE CARVALHO CASTRO :MARIA OLIVEIRA DE CARVALHO :JOSEFA CAVALCANTE DE SOUZA :MARIA IOLANDA VIANA FREIRE :CARLOS EURICO MELO ARRUDA REPRESENTADO POR FRANCISCA BEATRIZ DE MELO ARRUDA :ANDREZZA DE ALBUQUERQUE ESPÍNDOLA REPRESENTADA POR FABIO ESPÍNDOLA EMYGIDIO DE CASTRO :ALEXANDRE SANTOS CAVALCANTE REPRESENTADO POR MARIA DE FÁTIMA PAULA DOS SANTOS :GLAUCIO DOURADO FERNANDES ARRAES REPRESENTADO POR FLORIZA DOURADO ADV.(A/S) ADV.(A/S) RECDO.(A/S) PROC.(A/S)(ES) :FRANCISCO FERREIRA MACIEL :MARIA FILOMENA DE CASTRO MACIEL :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE INCREMENTO DA FISCALIZAÇÃO E DA ARRECADAÇÃO - GIFA. EXTENSÃO AOS SERVIDORES INATIVOS. NATUREZA DA GRATIFICAÇÃO. MATÉRIA DE ORDEM INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM BASE NA ALÍNEA B DO INC. III DO ART. 102 DA CF. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284.

INCIDÊNCIA. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. A Gratificação de Incremento da Fiscalização e Arrecadação GIFA e sua extensão aos servidores inativos, quando sub judice a controvérsia sobre sua natureza, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Precedente: RE 765.140-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 26/11/2013. 2. A admissibilidade do recurso extraordinário interposto com fulcro na alínea b do permissivo constitucional exige que o recorrente demonstre inequivocamente que o Tribunal a quo declarou a inconstitucionalidade de tratado ou de lei federal, o que não se verifica na espécie. 3. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, 3º, da CF). 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ADMINISTRATIVO. LEI Nº. 10.910/2004. GRATIFICAÇÃO DE INCREMENTO DA 2

FISCALIZAÇÃO E DA ARRECADAÇÃO - GIFA. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. INEXISTÊNCIA. 5. Recurso Extraordinário DESPROVIDO. DECISÃO: Trata-se de recurso extraordinário interposto por MARIA AURINETE CHAVES, MARTHA MARIA ALBUQUERQUE MONTENEGRO, MARIA MARLENE DE CARVALHO CASTRO, MARIA OLIVEIRA DE CARVALHO, JOSEFA CAVALCANTE DE SOUZA, MARIA IOLANDA VIANA FREIRE, CARLOS EURICO MELO ARRUDA representado por FRANCISCA BEATRIZ DE MELO ARRUDA, ANDREZZA DE ALBUQUERQUE ESPÍNDOLA representada por FABIO ESPÍNDOLA EMYGIDIO DE CASTRO, ALEXANDRE SANTOS CAVALCANTE representado por MARIA DE FÁTIMA PAULA DOS SANTOS e GLAUCIO DOURADO FERNANDES ARRAES representado por FLORIZA DOURADO, com arrimo nas alíneas a e b do permissivo Constitucional, contra acórdão assim ementado: ADMINISTRATIVO. LEI Nº. 10.910/2004. GRATIFICAÇÃO DE INCREMENTO DA FISCALIZAÇÃO E DA ARRECADAÇÃO - GIFA. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. INEXISTÊNCIA. 1. A Lei nº.10.910/2004 que instituiu a Gratificação de Incremento da Fiscalização e da Arrecadação - GIFA não violou o princípio da isonomia. 2. A GIFA é uma gratificação obtida mediante avaliação do desempenho funcional e da contribuição individual no cumprimento das metas de arrecadação e da avaliação do resultado institucional das unidades da Secretaria da Receita Federal e do INSS. Portanto, diante da impossibilidade de se avaliar os servidores inativos, foi estabelecido um percentual único a ser aplicado a essa categoria. 3. Há um elo entre a referida gratificação, a qual tem natureza variável, com o fito de premiar os servidores mais eficientes, e a produtividade do servidor, o que demonstra não se tratar de gratificação geral, motivo pelo qual não se vislumbra violação ao princípio da isonomia entre inativos e ativos, não havendo, pois, que se falar em paridade constitucional, com fulcro no art. 7º da EC 3

41/2003. 4. Precedentes desta Corte Regional. 5. Apelação a que se nega provimento (fl. 34 do volume 3). Nas razões do apelo extremo, os recorrentes sustentam preliminar de repercussão geral e, no mérito, alegam violação ao artigo 5º, XXXVI, da Constituição Federal, bem como ao art. 7º da EC 41/2003. É o relatório. DECIDO. O recurso não merece prosperar. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, 3º, da CF). A controvérsia posta nos autos trata de pedido de pagamento da Gratificação de Incremento da Fiscalização e da Arrecadação - GIFA, instituída pela Lei nº 10.910/2004, para servidores inativos, no mesmo percentual concedido aos ativos. Verifica-se, in casu, que a controvérsia foi dirimida na origem com amparo na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. A Gratificação de Incremento da Fiscalização e Arrecadação GIFA e sua extensão aos servidores inativos, quando sub judice a controvérsia sobre sua natureza, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Nesse sentido: DIREITO ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE INCREMENTO DA FISCALIZAÇÃO E DA ARRECADAÇÃO GIFA. NATUREZA DA VANTAGEM. EXTENSÃO AOS INATIVOS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 17.6.2010. A análise da ocorrência de eventual afronta aos 4

preceitos constitucionais invocados no apelo extremo demandaria a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que é vedado a esta instância extraordinária. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. (RE 765.140 AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 26/11/2013) Por fim, a admissibilidade do recurso extraordinário interposto com fulcro na alínea b do permissivo constitucional exige que o recorrente demonstre inequivocamente que o Tribunal a quo declarou a inconstitucionalidade de tratado ou de lei federal, o que não se verifica na espécie. Desta feita, aplica-se o teor da Súmula nº 284/STF, verbis: É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO COM BASE NA ALÍNEA B DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. INEXISTÊNCIA DE DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE TRATADO OU LEI FEDERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (RE 539.347-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 19/2/2010). Ex positis, DESPROVEJO o recurso extraordinário, com fundamento no disposto no artigo 21, 1º, do RISTF. Publique-se. Brasília, 19 de março de 2014. Ministro LUIZ FUX Relator Documento assinado digitalmente 5