Parte 3 CONTROLE INTEGRADO DE PRAGAS

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Transcrição:

Parte 3 CONTROLE INTEGRADO DE PRAGAS Curso Integrado de Pragas JPGomes November 11th, 2006 Slide 1 Controle Integrado de Roedores e Insetos Instalações: O surgimento de roedores e insetos é conseqüência da disponibilidade de : Abrigo Alimento Água Curso Integrado de Pragas JPGomes November 11th, 2006 Slide 2

Atividades de Controle Realizadas por empresas devidamente registradas (PCOs/Desinsetizadoras) Utilização de rodenticidas de uso profissional Tecnologia e domínio do conhecimento especializado do assunto: Profissionais 31%formiga,29%baratas,22%moscas/ mosquitos, 18%outros (roedores) Identificação dos fatores que favorecem a infestação, instalação e proliferação Gerenciar fatores que dificultam o controle Curso Integrado de Pragas JPGomes November 11th, 2006 Slide 3 3.11 Responsável Técnico Técnico legalmente habilitado responsável pela qualidade, eficácia e segurança dos serviços prestados, sua supervisão, treinamento dos funcionários e aquisição de produtos desinfestantes domissanitários. A exigência de profissional deste profissional se justifica pela necessidade de amplo conhecimento para uma atuação responsável, incluindo informações referentes a toxicologia, hábitos e características dos vetores e pragas urbanas, equipamentos e métodos de aplicação, produtos, composição e uso, considerando que o controle de pragas tem pôr finalidade evitar os danos ocasionados pelas pragas sem riscos à saúde do usuário do serviço, do operador e sem prejuízo ao meio ambiente. Curso Integrado de Pragas JPGomes November 11th, 2006 Slide 4

7.1 Responsável Técnico Toda empresa que atue neste setor deverá ter Responsável Técnico, legalmente habilitado, para o exercício das funções relativas aos aspectos técnicos do Serviço de Controle de Vetores e Pragas Urbanas, podendo ser os seguintes profissionais: biólogo, farmacêutico, químico, engenheiro químico, engenheiro agrônomo, engenheiro florestal, médico veterinário e outros profissionais que possuam nas atribuições do conselho de classe respectivo, competência para exercer tal função. 7.1.1 - O Responsável Técnico responde pela aquisição, utilização e controle dos produtos desinfestantes domissanitários utilizados. Curso Integrado de Pragas JPGomes November 11th, 2006 Slide 5 Etapas do Controle Integrado de Roedores e Insetos Inspeção Identificação das espécies Diagnóstico Controle químico Controle mecânico Medidas preventivas e corretivas Monitoramento Curso Integrado de Pragas JPGomes November 11th, 2006 Slide 6

Inspeção Total e detalhada das áreas internas e externas, com acompanhamento de um responsável (anote tudo!) Contatos com os funcionários de cada área de trabalho Cozinhas, despensas, almoxarifados, vestiários, refeitórios, áreas de recebimento, lavanderias, caixas de gordura, redes de esgoto e cabines de força, áreas ajardinadas e de estacionamentos Rota dos alimentos + rota do lixo - Como os roedores e os insetos penetram nas Unidades, como se dispersam e se instalam Curso Integrado de Pragas JPGomes November 11th, 2006 Slide 7 Identificação das Espécies Os roedores e os insetos devem ser eliminados em virtude do risco potencial que representam como transmissores de doenças, prejuízos econômicos, além do impacto negativo na imagem da instituição. Rato Preto : Rattus rattus Ratazana : Rattus novergicus Barata do esgoto: Periplaneta americana Curso Integrado de Pragas JPGomes November 11th, 2006 Slide 8

Diagnóstico Planejamento do trabalho, determinando as áreas críticas de controle Definição dos locais de aplicação do inseticida e das iscas rodenticidas, a quantidade ideal e a freqüência operacional de tratamentos. Necessidade de calcular o número de funcionários para cada fase de controle. Curso Integrado de Pragas JPGomes November 11th, 2006 Slide 9 Silo Tanque d Água Rodilon Blocos 10 metros Racumin Pó Rodilon Pellets Intervalo de Aplicação: 10 dias e monitoramento Curso Integrado de Pragas JPGomes November 11th, 2006 Slide 10

Área Área Sala Sala de de de Almoxarifado de lavagem resíduos caixas caixas e jornais Nascedouro Sala de Vacina Nascedouro Nascedouro Incubadora wc wc Incubadoras Sala de ovos Responsar, aplicar em todas as áreas Dedevap, aplicar em todas as áreas Curso Integrado de Pragas JPGomes November 11th, 2006 Slide 11 CONTROLE QUÍMICO Utilização de inseticidas/rodenticidas EFETIVOS BAIXA TOXICIDADE PARA ESPÉCIES NÃO ALVO BAIXO IMPACTO AMBIENTAL Curso Integrado de Pragas JPGomes November 11th, 2006 Slide 12

CONTROLE QUÍMICO Seguir princípios básicos de segurança (E.P.I.); Uso de caixas protetoras; Pó de contacto; Pellets; Blocos; Adulticidas; Larvicidas (I.G.R.) Curso Integrado de Pragas JPGomes November 11th, 2006 Slide 13 CONTROLE QUÍMICO Curso Integrado de Pragas JPGomes November 11th, 2006 Slide 14

CONTROLE QUÍMICO Ventilação e Exaustão Motores elétricos Atrás de equipamentos Debaixo de pias e bancadas Em cima e dentro dos armários Debaixo dos armários de cozinha Curso Integrado de Pragas JPGomes November 11th, 2006 Slide 15 CONTROLE MECÂNICO Ratoeiras Telas Armadilhas de captura Armadilhas colantes Equipamentos ultra-sônicos Curso Integrado de Pragas JPGomes November 11th, 2006 Slide 16

MEDIDAS PREVENTIVAS E CORRETIVAS Refazer o rejunte dos azulejos e vedar todos os buracos que possam ser utilizados como abrigo de roedor e insetos Lixo, detritos, restos, desperdícios, devem ser acondicionados em recipientes fechados Os ralos devem ser telados e fechados Limpeza periódica do interior de canos e manilhas do sistema de esgotos Educação das pessoas, através da implementação das Boas Práticas de Fabricação. Curso Integrado de Pragas JPGomes November 11th, 2006 Slide 17 MONITORAMENTO O controle será conseqüência de um conjunto de medidas que visa reduzir as chances de invasão e instalação dos insetos e roedores, envolvendo o monitoramento contínuo das infestações, a criação de barreiras ambientais e a intervenção cultural de modo a conscientizar os operadores sobre comportamentos que favorecem o desenvolvimento de novas infestações. Curso Integrado de Pragas JPGomes November 11th, 2006 Slide 18

PROJETO BIOSSSEGURANÇA BAYER (Controle de Roedores) LOCAL: DATA SETOR ESPÉCIES ACHADAS SINAIS Iscas Iscas Consumidas Acidentes Norway Roof House Excre- Roe- Danos Norway Roof House rats rats mice mentos duras Pellets Blocos Pó Pellets Blocos Pó rats rats mice Observações: Curso Integrado de Pragas JPGomes November 11th, 2006 Slide 19 CONCLUSÕES O controle não é tarefa fácil. Requer suporte profissional de PCOs que tenham plenos conhecimentos técnicos da atividade. Necessita do emprego de produtos de qualidade produzidos por empresas idôneas. Precisa ser encarado como uma relação de parceria, acompanhada de perto e com monitoramento constante. Curso Integrado de Pragas JPGomes November 11th, 2006 Slide 20