DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA... 70 DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO... 71 PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES... 72



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Transcrição:

ÍNDICE RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO 2007... 3 MENSAGEM DA ADMINISTRAÇÃO...3 CENÁRIO ECONÔMICO... 4 INVESTIMENTOS... 5 COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA... 7 DESEMPENHO ECONÔMICO - FINANCEIRO... 11 LIQUIDEZ E FLUXO DE CAIXA... 16 POLÍTICA DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS E GESTÃO DA DÍVIDA... 17 PROPOSTA DE DESTINAÇÃO DO LUCRO... 18 RELACIONAMENTO COM OS AUDITORES INDEPENDENTES... 19 GOVERNANÇA CORPORATIVA... 19 GERENCIAMENTO DE RISCOS... 20 GESTÃO... 22 RESPONSABILIDADE SOCIAL... 23 CONSIDERAÇÕES FINAIS... 27 BALANÇO SOCIAL DA CEMIG DISTRIBUIÇÃO... 26 A CEMIG DISTRIBUIÇÃO EM NÚMEROS... 27 COMPOSIÇÃO DOS CONSELHOS E DA DIRETORIA... 28 BALANÇOS PATRIMONIAIS... 29 DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS... 31 DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO... 32 DEMONSTRAÇÕES DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS... 33 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS... 34 1) CONTEXTO OPERACIONAL... 34 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS... 34 3) DAS CONCESSÕES... 39 4) DISPONIBILIDADES... 39 5) CONSUMIDORES E REVENDEDORES... 40 6) ATIVOS E PASSIVOS REGULATÓRIOS... 41 7) - RECOMPOSIÇÃO TARIFÁRIA EXTRAORDINÁRIA E PARCELA A... 41 8) DESPESAS ANTECIPADAS E PASSIVOS REGULATÓRIOS CVA... 44 9) TRIBUTOS COMPENSÁVEIS... 44 10) CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS... 45 11) REAJUSTE TARIFÁRIO DIFERIDO... 46 12) ATIVO REGULATÓRIO PIS-PASEP/COFINS... 47 13) IMOBILIZADO E INTANGÍVEL... 47 14) FORNECEDORES... 49 15) IMPOSTOS, TAXAS E CONTRIBUIÇÕES... 49 16) EMPRÉSTIMOS, FINANCIAMENTOS E DEBÊNTURES... 50 17) ENCARGOS REGULATÓRIOS... 52 18) OBRIGAÇÕES PÓS-EMPREGO... 53 19) PROVISÕES PARA CONTINGÊNCIAS... 56 20) PATRIMÔNIO LÍQUIDO... 57 21) FORNECIMENTO BRUTO DE ENERGIA ELÉTRICA E RECEITA DE USO DA REDE CONSUMIDORES CATIVOS... 59 22) RECEITA DE USO DA REDE CONSUMIDORES LIVRES... 59 23) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS... 60 24) DEDUÇÕES À RECEITA OPERACIONAL... 60 25) CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS... 60 26) RECEITAS FINANCEIRAS LÍQUIDAS... 62 27) RESULTADO NÃO OPERACIONAL... 62 28) PARTICIPAÇÕES DOS EMPREGADOS NOS RESULTADOS... 63 29) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS... 63

30) EXPOSIÇÃO E GERENCIAMENTO DE RISCOS... 64 31) INSTRUMENTOS FINANCEIROS... 65 32) SEGUROS... 67 33) OBRIGAÇÕES CONTRATUAIS... 67 34) REVISÃO TARIFÁRIA PERIÓDICA DA CEMIG DISTRIBUIÇÃO FATO RELEVANTE... 68 DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA... 70 DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO... 71 PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES... 72 2

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO 2007 Senhores acionistas, A Cemig Distribuição S.A. submete à apreciação de V.Sas. o Relatório da Administração em conjunto com as Demonstrações Financeiras e pareceres do Conselho Fiscal e dos Auditores Independentes referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2007. MENSAGEM DA ADMINISTRAÇÃO No terceiro ano de atuação da Cemig Distribuição, obtivemos novamente excelentes resultados financeiros. Atingimos em 2007 um lucro líquido de R$771 milhões e a geração de caixa de R$1.867 milhões, medida pelo LAJIDA (Lucro antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) cresceu 31,2% em relação ao ano anterior. Esses resultados mostram o acerto nas ações gerenciais empreendidas e que trouxeram melhorias nas margens da empresa. Crescemos nos indicadores margem operacional de 24,3% em 2007 e de 19,5% em 2006; margem do LAJIDA de 31,2% em 2007 e de 26,3% em 2006. A margem líquida de 12,9% em 2007 ficou abaixo da margem de 14,2% em 2006, impactado pela maior participação dos empregados no resultado da empresa em 2007. O planejamento realizado para 2008 reforça a busca pela excelência operacional de nossos ativos que também vão ser submetidos a uma revisão de processos, visando torná-los mais eficientes e mais econômicos. Para isto vamos contratar uma empresa de consultoria de renome internacional que possa trazer novas práticas que, em conjunto com as práticas atuais, irão proporcionar redução de custos que agregarão não só grande valor aos nossos acionistas, mas também benefícios aos consumidores atendidos pelas Concessionárias de Distribuição. Continuamos a implementar a nossa política de gestão do capital humano visando a adotar, de forma definitiva, uma melhor prática de remuneração de nossos empregados vinculando-a ao seu desempenho. Esta prática irá materializar os ganhos de eficiência obtidos pela revisão de projetos em aumentos de produtividade e lucratividade. Nos últimos três anos, investimos mais de R$2,5 bilhões em nossas atividades de distribuição de energia elétrica. Somente o Programa Luz para Todos, de universalização do acesso ao serviço público de energia elétrica, representou investimentos de R$1,6 bilhão no acumulado dos dois últimos anos. Esses investimentos se materializaram na ligação de 200 mil novos consumidores no exercício de 2007, o que permitiu a redução significativa do número de pessoas que vivem na área rural do estado de Minas Gerais sem acesso à energia elétrica. Reestruturamos o processo de planejamento estratégico para permitir que as mudanças conjunturais sejam incorporadas na medida de sua identificação. Este aspecto irá agregar uma maior dinamicidade na avaliação dos impactos causados pelas mudanças e comprometer um maior número de executivos no redirecionamento das iniciativas estratégicas para a consecução das metas estabelecidas no Plano Diretor. Temos confiança de que, por meio de práticas corporativas responsáveis e sustentáveis, aliadas ao nosso compromisso de agregar valor no longo prazo, nosso acionista continuará a ter um retorno adequado para os seus investimentos. 3

As atividades de distribuição de energia elétrica continuam com estratégias bem posicionadas nos aspectos de sustentabilidade, e muito colaborou com a nossa controladora, que, mais uma vez, foi incluída entre as empresas líderes mundiais de acordo com o Índice Mundial de Sustentabilidade Dow Jones (Dow Jones Sustainability World Index). A Cemig foi reconhecida como a melhor empresa no supersetor de concessionárias de serviço público, segmento que engloba empresas de energia elétrica, gás, saneamento e outros serviços de utilidade pública em todo o mundo. Além do reconhecimento internacional, que reafirma, mais uma vez, sua condição de empresa de classe mundial, fomos reconhecidos por nossos clientes como a melhor concessionária de energia elétrica da Região Sudeste do País, dentre as que possuem mais de 400 mil consumidores, pelo Prêmio Iasc 2006 Índice Aneel de Satisfação do Consumidor. Estamos conscientes dos desafios de 2008, cujo ambiente econômico será de muita incerteza e instabilidade, com destaque para a preocupação crescente com a garantia do fornecimento de energia elétrica nos próximos anos. Neste cenário, a CEMIG se apresenta como empresa-líder, investindo com rígida disciplina financeira, o que garante criação de valor, com fundamentos sólidos em seus negócios de distribuição de eletricidade, pautados pela permanente atualização de acordo com as exigências do setor elétrico e das melhores práticas de gestão empresarial. Agradecemos ao acionista a confiança em nosso trabalho e, de forma especial, aos nossos empregados pelo comprometimento e dedicação, aos nossos clientes e fornecedores e a todos aqueles que participam direta e indiretamente das atividades da empresa. CENÁRIO ECONÔMICO O ano de 2007 foi marcado pela melhoria de praticamente todos os indicadores da economia brasileira. O Brasil apresentou um crescimento relevante da sua economia em 2007, o Produto Interno Bruto PIB teve uma variação positiva superior a 5%, conforme estimativas do mercado financeiro, sendo esse aumento impulsionado principalmente pelo mercado interno. Contribuiu para o crescimento da economia brasileira a redução gradativa e constante das taxas de juros, a SELIC diminuiu de 13,25% ao ano no final de 2006 para 11,25% em dezembro de 2007. A manutenção do processo de redução das taxas de juros em 2008 dependerá principalmente do comportamento da inflação, que apresentou um crescimento preocupante no final do ano. Apesar desse crescimento, a inflação acumulada no período de janeiro a dezembro, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo IPCA, foi de 4,46%, dentro da meta estabelecida pelas autoridades monetárias do País. No que se refere à Balança Comercial, continuamos a apresentar um superávit expressivo, entre os maiores do mundo, no montante de R$ 40 bilhões, mas 14,1% inferior ao verificado em 2006. Apesar das exportações terem crescido 17% no ano, impactada positivamente pelo aumento do preço dos preços de produtos básicos exportados, houve uma pressão de aumento nas importações, que cresceram em um ritmo mais acelerado, 32% em 2007. Essa redução no saldo da balança comercial pode ser explicada pelo comportamento da taxa de câmbio, com o fortalecimento do Real em relação ao Dólar Norte-americano. A cotação do dólar, de R$2,1380 em 31 de dezembro de 2006 reduziu-se para R$1,7713 no final de 2007, um percentual de depreciação superior a 17%. 4

Para 2008, espera-se novamente uma taxa expressiva de crescimento da economia brasileira e, em contrapartida, uma maior preocupação das autoridades monetárias com a manutenção das taxas de inflação dentro das metas estabelecidas, o que pode contribuir para a redução no ritmo de queda das taxas de juros. Esse crescimento da economia brasileira previsto para o próximo ano terá um impacto direto no consumo de energia elétrica, o que torna ainda mais necessário o aumento expressivo dos investimentos na expansão da oferta de energia elétrica, com a manutenção de um ambiente regulatório que estimule a entrada de novos investidores no setor. INVESTIMENTOS A Cemig Distribuição investiu em 2007 o expressivo montante de R$734 milhões, relacionado principalmente ao Programa Luz para Todos e também em novas redes e linhas de distribuição constantes dos Programas Clarear e Campos de Luz. Programa Luz para Todos Universalização do acesso e uso da energia elétrica A Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica se tornou obrigatória através da Lei 10.438, de 26/04/02 alterada pela Lei nº. 10.762, de 11 de novembro de 2003. A ANEEL e concessionárias de energia elétrica estabeleceram metas de universalização, do acesso ao serviço público de energia elétrica, para unidades consumidoras com carga instalada de até 50 kw atendidas em tensão secundária esem ônus de qualquer espécie para o solicitante. O Programa instituído pelo Governo Federal em 2003 e denominado Luz para Todos, teve como objetivo antecipar a meta de universalização, prevista inicialmente para 2015 para o ano de 2008. Na área de concessão da Cemig Distribuição, dentro do Programa de Universalização, foram ligados aproximadamente 180 mil consumidores, basicamente na área rural, uma população de aproximadamente 840 mil pessoas e com um custo total até 31 de dezembro de 2007, no valor de R$1.599 milhões. Há pelo menos um favorecido em todos os 774 municípios da área de concessão da Cemig Distribuição, sendo que em 475 deles o mercado potencial original foi até mesmo superado. Essa performance faz a empresa campeã de ligações do Programa entre a concessionárias brasileiras. O Programa teve a participação de recursos do Governo Federal e Governo Estadual, nos valores de R$593 milhões e R$79 milhões, respectivamente. O valor remanescente de R$927 milhões foi financiado através de recursos próprios da Companhia. Entre meados de 2004 e dezembro de 2007, foram construídos quase 56 mil km de redes e correspondente a cerca de 22% de toda a rede rural construída pela Cemig Distribuição no Estado. No mesmo período, foram também instalados 106 mil transformadores e 476 mil postes. Além disso, 1.700 painéis fotovoltaicos foram instalados naqueles lugares em que não foi possível estabelecer redes convencionais, devido a entraves como questões ambientais, distância e barreiras físicas. O mercado atendido pelo Programa, além dos produtores e estabelecimentos rurais, abrange as populações atingidas por barragens, escolas municipais e estaduais, poços de abastecimento d'água comunitários, assentamentos rurais, comunidades remanescentes de quilombos e minorias raciais. Com o aumento contínuo do Mercado Potencial gerado devido à ocorrência de desmembramentos de propriedades, à construção de novas residências e ao próprio crescimento vegetativo, estima-se que existam ainda outros 92 mil novos consumidores beneficiários do Programa em todo o Estado. Com isso, a Cemig Distribuição está negociando com o Governo Federal a inclusão de novas ligações dentro do Programa para execução no biênio 2008/2009. 5

Programa Campos de Luz Com um custo orçado de R$18 milhões, este Programa tem por objetivo incentivar a prática de esportes com a iluminação de campos de futebol, por meio de um convênio entre a Cemig Distribuição e o Governo do Estado de Minas Gerais. Com a iluminação dos campos de futebol, permitindo a prática de esportes à noite, a violência e a criminalidade nas áreas circunvizinhas estão tendo uma acentuada redução. De acordo com o Instituto de Pesquisa Olhar, 92% dos moradores entrevistados aprovaram a iluminação do campo em sua comunidade. Na primeira etapa do Programa, realizada em 2004 e 2005, foram iluminados 156 campos de futebol, através do convênio celebrado entre a Cemig Distribuição e a CODEMIG. Na segunda etapa, que se iniciou em 2006, já foram atendidos 332 campos, com previsão de alcançar 410 campos até o final de 2008. Programa Nacional de Iluminação Pública Eficiente Reluz O objetivo principal deste programa é modernizar os sistemas de Iluminação Pública com a introdução de tecnologia mais eficiente, visando a redução do consumo de energia elétrica no horário de ponta do sistema elétrico, com redução dos gastos com operação e manutenção e aumento da segurança nas vias públicas. Em 2007 foram executados projetos de melhoria e expansão da iluminação pública envolvendo cerca de 52 mil pontos com investimentos da ordem de R$14 milhões principalmente na região metropolitana de Belo Horizonte. Programa Cresce Minas Aprovado pela Diretoria Executiva e pelo Conselho de Administração da Cemig Distribuição, o Programa Cresce Minas, com investimentos de R$759 milhões, deverá ser executado em 4 anos, a partir de 2006. Os principais objetivos do programa são a recuperação das condições do sistema elétrico para o atendimento ao mercado de Minas Gerais frente à retomada do crescimento; a expansão dos mercados associados à irrigação e aos agronegócios; e a recuperação e manutenção dos níveis de qualidade de serviço dentro dos parâmetros regulatórios. O projeto Cresce Minas é composto por obras de reforço em subestações, linhas e redes de distribuição no Estado de Minas Gerais, compreendendo um conjunto de 687 km de linhas de distribuição, 11 novas subestações e 101 obras de ampliações em subestações diversas existentes. Este conjunto de obras beneficiará aproximadamente 340 municípios (41% do total), uma população aproximada de 4,1 milhões e cerca de 1,1 milhão de consumidores em todo o estado. 6

COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA Leilões de Energia Elétrica Durante o exercício de 2007, a Cemig Distribuição participou de diversos leilões no ambiente regulado conforme segue: Negociações no Ambiente Regulado Data Leilão Montante comprado pela Cemig Distribuição Preço Médio 18/6/2007 Fontes Alternativas 61 MW médios (15 anos) R$138,85/MWh 18/6/2007 Fontes Alternativas 20 MW médios (30 anos) R$134,99/MWh 26/7/2007 A-3 431,173 MW médios (15 anos) R$134,67/MWh 27/9/2007 6º Leilão de ajuste 3,5 MW médios (1 ano) R$138,74/MWh 16/10/2007 A-5 56 MW médios (30 anos) R$128,73/MWh 16/10/2007 A-5 126 MW médios (15 anos) R$128,73/MWh 10/12/2007 Santo Antonio 30.002.603,786 MWh (30 anos) R$78,87/MWh Fornecimento de Energia Elétrica Na tabela abaixo podem ser observadas as variações na quantidade de energia vendida a consumidores finais, suas respectivas receitas e tarifa média: GWh Em R$ (Milhões) Tarifa Média (R$) 2007 2006 Var % 2007 2006 Var % 2007 2007 Var % Residencial 6.813 6.647 2,50 3.553 3.301 7,63 521,50 496,62 5,01 Industrial 4.831 4.839 (0,17) 1.489 1.422 4,71 308,22 293,86 4,89 Comercial 4.078 3.851 5,89 1.871 1.680 11,37 458,80 436,25 5,17 Rural 2.200 1.937 13,58 595 514 15,76 270,45 265,36 1,92 Poder Público 640 599 6,84 286 252 13,49 446,88 420,70 6,22 Iluminação Pública 1.038 1.051 (1,24) 280 269 4,09 269,75 255,95 5,39 Serviço Público 1.060 1.016 4,33 299 263 13,69 282,08 258,86 8,97 Total 20.660 19.940 3,61 8.373 7.701 8,73 405,28 386,21 4,94 Observamos que o volume de vendas de energia da Cemig Distribuição apresenta aumentos nas principais classes de consumo, com uma pequena queda nas classes industrial e iluminação pública, quando comparado com o mesmo período do ano anterior. 7

As vendas a consumidores finais totalizaram 20.660 GWh com crescimento de 3,61%, devido principalmente ao desempenho das classes residencial, comercial e rural, conforme explicado a seguir: A classe Residencial apresentou melhoria de performance quanto ao consumo, com incremento de 2,50%, explicada pelo aumento do número de consumidores faturados e pelo bom desempenho de fatores condicionantes, tais como: aumento do emprego e da renda real, oferta de crédito em abundância e o crescimento no volume de vendas de eletrodomésticos. A classe Industrial apresentou um pequeno decréscimo de 0,17%. Este decréscimo foi influenciado pela redução da oferta de energia especial em 2007 e pela migração de clientes para o ambiente de livre contratação. Devido a esses fatores, alguns ramos de atividade apresentaram decréscimo significativo de consumo, a saber: Química (25,0%), Celulose/Papel/Papelão (50,4%), Metalurgia (11,9%) e Bebidas (10,3%). Por outro lado, alguns ramos apresentaram desempenho positivo: Extrativa Mineral (27,4%), Material de Transporte (14,5%) e Mat. Elétrico e de Comunicação (10,6%). A classe Comercial apresentou acréscimo de 5,89% em relação a 2006, reflexo do aumento do consumo dos principais ramos de atividade: Comércio Varejista (5,2%), Alojamento e Alimentação (4,5%) e Serviços de Comunicação (8,7%), que participam com 51,7% do total das vendas para o mercado cativo. Na classe Rural, o acréscimo de novas unidades consumidoras convencionais ligadas por meio do Programa Luz Para Todos e o crescimento do consumo destinado à irrigação, influenciado pela menor incidência de chuvas e temperaturas mais elevadas, levaram a um aumento de consumo em relação ao ano anterior de 13,58%. As classes mais representativas, tanto na quantidade faturada quanto na geração de receita são a residencial, comercial e industrial, conforme pode ser observado nos gráficos abaixo: PERCENTUAL EM GWh POR CLASSE PERCENTUAL DA RECEITA POR CLASSE Outros 13,2% Industrial 23,4% Outros 10,3% Rural 7,1% Industrial 17,8% Rural 10,7% Comercial 19,7% Residencial 33,0% Comercial 22,4% Residencial 42,4% Reajuste / Revisão tarifária da Cemig Distribuição Reajuste tarifário O reajuste das tarifas da Cemig Distribuição foi homologado pela Resolução da ANEEL nº 446 de 3 de abril de 2007, e detalhado pela Notas Técnicas nº 072 e 077/2007 e voto do relator. 8

O reajuste tarifário teve aplicação diferenciada por categoria de consumo com o objetivo de eliminar gradualmente os subsídios cruzados existentes entre os grupos de consumidores. O impacto médio do reajuste nas contas de energia foi de 5,16%, sendo que o efeito na fatura dos consumidores de baixa tensão foi de 6,50% enquanto nas tarifas dos consumidores de alta tensão foi de 2,89%. Revisão tarifária A ANEEL está em processo de revisão das tarifas de fornecimento e TUSD da Cemig Distribuição, 2º ciclo que corresponde ao período de 2008 a 2013, sendo que a Audiência Pública ocorrerá em 05 de março de 2008 e as novas tarifas entrarão em vigor a partir de 08 de abril de 2008. O percentual médio de correção, divulgado provisoriamente pela ANEEL, corresponde a uma redução de 9,72%, Para a definição desse valor foram considerados parâmetros do 1º ciclo que também estão sendo ajustados, como indicadores de produtividade, valor da base de ativos a serem remunerados e também o custo médio de capital. Este percentual provisório poderá ainda ser alterado em função das contribuições que serão recebidas na audiência pública e da definição pela ANEEL do valor efetivo da base de ativos a ser remunerada no 2º ciclo de revisão tarifária. Proteção da Receita - Gestão das Perdas Os últimos anos têm sido marcados por um aumento nas perdas comerciais, motivado principalmente pelas regras impostas pelo racionamento de energia elétrica em 2001, pela situação econômica dos clientes e pela banalização da criminalidade. A Cemig Distribuição apresenta-se dentre as Distribuidoras com menores índices de perdas comerciais do Brasil. Seus índices são comparáveis aos das melhores empresas do mundo. Atualmente, a perda comercial da Empresa encontra-se em torno de 2,78% do montante de energia ingressada no sistema de distribuição, enquanto a média nacional situa-se em torno de 6%. Os resultados de identificação e recuperação de perdas comerciais totalizaram 147,8 GWh em 2007, representando um aumento de 11,5% em relação ao valor obtido em 2006. Isso corresponde a cerca de R$108,7 milhões (crescimento de 20,8% em relação a 2006), além de, aproximadamente, R$91,4 milhões decorrentes da perda evitada ou incremento de consumo das unidades consumidoras regularizadas. Em 2007, visando melhorar ainda mais a capacidade da Empresa de reação ao aumento da prática de irregularidades foram implementadas várias ações, dentre as quais destacamos: Implantação de análise de probabilidade e risco de perda para cada unidade consumidora com suspeita de irregularidade, associada ao sistema de Gestão de Ordens de Inspeção via Web (WGOI), buscando maior eficiência na identificação de unidades com irregularidade e potencialização dos resultados do processo; Melhoria do sistema corporativo para controle de selos e medidores disponibilizados, bem como das regrais gerais para controle de selos, buscando garantir a rastreabilidade desses dispositivos e equipamentos; Implementação e execução do Projeto de Agregação de Valor (PAV) para Proteção da Receita, o qual demonstrou a viabilidade econômica das ações de combate às Perdas e Inadimplência, propiciando maior aporte de recursos nessas atividades com a conseqüente agregação de receita. Aprovação do Plano de Proteção da Receita com foco na medição, para implantação a partir de 2008, com o objetivo de focar a questão e o tratamento das perdas comerciais da Cemig Distribuição, agregando em um grande projeto, tecnologias e ações para blindagem da receita dos consumidores de médio e grande porte e aplicação de tecnologias complementares para os demais consumidores. 9

Desenvolvimento e incorporação do sistema de gestão de perdas no novo Sistema de Gestão de Clientes (SGC/SAP) adquirido e em implantação pela Cemig Distribuição, tornando as informações plenamente rastreáveis e disponíveis a todos os envolvidos. Qualidade no fornecimento Os gráficos a seguir apresentam a evolução histórica dos indicadores de qualidade da Cemig Distribuição. Privação de Fornecimento por Consumidor - Minutos/Mês 54 55 61 65 66 Interrupções de Fornecimento Consumidor - Hora/Ano - DEC 10,74 10,93 12,21 13,03 13,14 Frequência de Interrupções por Consumidor - FEC Nº Interrupções/Ano 6,78 6,58 6,42 6,43 6,39 2003 2004 2005 2006 2007 2003 2004 2005 2006 2007 2003 2004 2005 2006 2007 Em relação aos valores apurados para esses índices, cerca de 18% do DEC e 13% do FEC se referem aos desligamentos programados realizados para melhorias na rede elétrica. Esses desligamentos são precedidos de avisos aos consumidores e, portanto, reduzem o impacto do corte temporário de energia. Política de atendimento A Cemig Distribuição tem consolidado um conjunto de práticas de relacionamento comercial com seus clientes alicerçado, principalmente, na qualidade de seus produtos e serviços, na preservação da credibilidade junto aos clientes, aos acionistas e à sociedade e na força de sua marca e em sua participação efetiva no desenvolvimento sócio-econômico em toda a sua área de atuação. A Empresa oferece canais de relacionamento que permitem aos clientes realizar negócios, reclamar, sugerir e solicitar serviços de forma eficiente e ágil. Os principais canais disponíveis são: Fale com a Cemig; Agências de Atendimento; Agentes de Relacionamento, Postos de Atendimento Simplificado (PAS); Cemig Fácil e Agência Virtual que está disponível dentro do Portal Cemig: www.cemig.com.br. Além do investimento contínuo na melhoria dos canais já existentes, a Cemig Distribuição busca novas formas de relacionamento para oferecer opções mais cômodas e ágeis de contato com a Empresa. O cliente também tem a seu dispor, periodicamente, outras opções de relacionamento através do trailer da agência móvel e do Programa Cemig na Praça. Ambos têm o objetivo de levar a Cemig até o cliente. O trailer da agência móvel percorre municípios de algumas regiões do Estado prestando serviços e orientações à população. Já o Programa Cemig na Praça abrange municípios de todas as regiões levando serviços, informações e orientações aos clientes em uma tenda personalizada. Eficiência Energética Os recursos destinados a programas de eficiência energética no ano de 2007 representaram R$43 milhões e referem-se ao Programa de Eficiência Energética - PEE Cemig Distribuição/Aneel. 10

No Programa Cemig/Aneel de eficiência energética, em iluminação pública foram eficientizados em 2007 43 mil pontos, em 140 municípios do estado de Minas Gerais, com investimentos de R$15 milhões, resultando em uma redução anual de 2.500 kw de demanda e 10.700 MWh no consumo de energia elétrica. No Projeto de Melhoria da Iluminação Pública - Reluz, financiado pela Eletrobrás, em 2007 foi realizda a modernização de 15 mil pontos de iluminação pública, no município de Betim, com investimentos de R$5 milhões, levando a uma redução anual de 270 kw de demanda e 1.150 MWh no consumo de energia. O Projeto Conviver teve por objetivo orientar clientes de baixa renda, através do Agente de Relacionamento Comunitário, sobre as ações e medidas de eficiência energética, visando promover o acesso e o uso consciente dos serviços prestados pela Cemig Distribuição nas comunidades populares da Região metropolitana de Belo Horizonte e no interior do Estado, elevando o número de famílias que utilizam os benefícios proporcionados pela energia elétrica de forma regular, eficiente, segura e com conta compatível com sua capacidade econômica. Também é esperado, com a implementação dessas ações e medidas, aumentar a integração da concessionária com essas comunidades, a fim de promover o desenvolvimento sustentável dessas localidades. Serão selecionadas as localidades que apresentam maior incidência de comunidades populares e onde a Cemig Distribuição enfrenta problemas de acesso para a devida prestação de serviços. Estaremos perfazendo um total aproximado de 300.000 moradias, atendidas em cinco anos, em todo o estado de Minas Gerais. DESEMPENHO ECONÔMICO - FINANCEIRO (Em milhões de reais, exceto se indicado de outra forma) (As informações operacionais não foram objeto de exame por parte dos auditores independentes) Lucro do Período A Cemig Distribuição apresentou, no exercício de 2007, um lucro líquido de R$771 milhões em comparação ao lucro líquido de R$770 milhões no exercício de 2006, apresentando um aumento de 0,13%. Receita Operacional 2007 2006 Var % Fornecimento Bruto de Energia elétrica 3.308 3.088 7,12 Receita de Uso da Rede Consumidores Cativos 5.203 4.878 6,66 8.511 7.966 6,84 Receitas de uso da rede Consumidores Livres 1.321 1.261 4,76 Outras 68 56 21,43 Total 9.900 9.283 6,65 11

Fornecimento bruto de energia elétrica e receita de uso da rede consumidores cativos Os principais impactos na receita de 2007 decorreram dos seguintes fatores: Reajuste tarifário com impacto médio nas tarifas dos consumidores de 7,05%, a partir de 8 de abril de 2006 (efeito integral em 2007); Reajuste tarifário com impacto médio nas tarifas dos consumidores de 5,16%, a partir de 8 de abril de 2007; Aumento de 3,61% no volume de energia faturada a consumidores finais, excluindo consumo próprio (20.660 GWh em 2007 comparados a 19.940 GWh em 2006). Redução na receita de subvenção para consumidores de baixa renda em função de revisão dos critérios adotados pela Companhia na apuração desta receita. As variações trimestrais no fornecimento podem ser observadas no gráfico a seguir: GWh faturados - consumidores finais 4.897 4.848 5.263 4.979 5.164 5.062 5.336 5.051 1ª Trim 2º Trim 3º Trim 4º Trim 2007 2006 Mais informações sobre o comportamento do mercado de energia elétrica em 2007 podem ser obtidas no item Comercialização de Energia Elétrica. Receita de uso da rede Esta receita refere-se à Tarifa de Uso dos Sistemas de Distribuição de Energia Elétrica - TUSD advinda de transporte cobrado dos consumidores livres sobre a energia vendida por outros agentes na área de concessão da Companhia, principalmente pela Cemig Geração e Transmissão e apresentou um aumento de 4,76% (R$1.321 milhões em 2007 comparados a R$1.261 em 2006). Este crescimento decorre principalmente do maior volume de energia transportada em 2007, reflexo do crescimento da produção industrial e da migração de clientes do mercado cativo para o ambiente de livre contratação, ocorridas em 2007. Custos não controláveis As diferenças entre os somatórios dos custos não controláveis (também denominados CVA ) utilizados como referência no cálculo do reajuste tarifário e os desembolsos efetivamente realizados são compensados nos reajustes tarifários subseqüentes, sendo registrados no ativo ou passivo. Em função de alteração do plano de contas da ANEEL, alguns itens foram transferidos para a conta Deduções à Receita Operacional. Mais informações nas notas explicativas nº 2 e nº 7 às Demonstrações Financeiras. Deduções à receita operacional As deduções à receita operacional foram de R$3.924 milhões no exercício de 2007 comparados a R$3.864 milhões no exercício de 2006, um aumento de 1,55%. As principais variações nas deduções à receita são como segue: 12

Conta de Consumo de Combustível CCC A dedução à receita referente a CCC foi de R$287 milhões no exercício de 2007 comparados a R$443 milhões no exercício de 2006, representando uma redução de 35,21%. Refere-se aos custos de operação das usinas térmicas dos sistemas interligado e isolado brasileiro rateados entre os concessionários de energia elétrica através de Resolução da ANEEL. Este é um custo não controlável, sendo que a dedução á receita registrada corresponde ao valor efetivamente repassado para a tarifa. Conta de Desenvolvimento Energético - CDE A dedução à receita referente a CDE foi de R$304 milhões no exercício de 2007 comparados a R$294 no exercício de 2006, um aumento de 3,40%. Os pagamentos são definidos através de Resolução da ANEEL. Este é um custo não controlável, sendo que a despesa reconhecida no resultado corresponde ao valor efetivamente repassado para a tarifa. Reserva Global de Reversão - RGR A RGR no exercício de 2007 correspondeu a uma dedução à receita no montante de R$52 milhões comparados a R$9 milhões em 2006. A variação entre os períodos comparados deve-se aos seguintes fatores: Maior despesa em 2007 decorrente do aumento do valor contábil do ativo imobilizado em serviço, base de cálculo da referida despesa para a Cemig Distribuição, e da contabilização em março de 2007, em cumprimento à orientações da ANEEL, de uma complementação à despesa no montante de R$15 milhões, referente ao período de janeiro a março de 2005. Reversão na provisão em 2006, referente ao exercício de 2004, no montante de R$28 milhões, em função da homologação pela ANEEL da referida despesa em um montante inferior ao estimado pela Companhia. As demais deduções à receita referem-se a impostos calculados com base em percentual do faturamento, portanto, as suas variações decorrem, substancialmente, da evolução da receita. Custos e despesas operacionais (excluindo resultado financeiro) 2007 2006 Var. % Custos não Controláveis Energia Elétrica Comprada para Revenda 2.164 1.981 9,24 Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos 3 12 (75,00) Encargos de Uso da Rede Básica de Transmissão 447 515 (13,20) 2.614 2.508 4,23 Custos Controláveis Pessoal 619 734 (15,67) Obrigações Pós-Emprego 73 116 (37,07) Materiais 69 59 16,95 Serviços de Terceiros 396 329 20,36 Provisões Operacionais 176 109 61,47 Depreciação e Amortização 417 367 13,62 Outras Despesas Líquidas 162 141 14,89 1.912 1.855 3,07 4.526 4.363 3,74 13

O aumento de 3,74% nos custos e despesas operacionais decorre, principalmente, da variação dos custos com energia elétrica comprada para revenda, provisões operacionais e serviços de terceiros, sendo parcialmente compensada por uma redução na despesa com pessoal. Vide mais informações sobre a composição dos custos e despesas operacionais na nota explicativa nº 25 às Demonstrações Financeiras. As principais variações nas despesas estão descritas a seguir: Energia Elétrica Comprada para Revenda A despesa com energia elétrica comprada para revenda foi de R$2.164 milhões no exercício de 2007, comparados a R$1.981 milhões no exercício de 2006, representando um aumento de 9,24%. Este é um custo não controlável, sendo que a despesa reconhecida no resultado corresponde ao valor efetivamente repassado para a tarifa. Vide mais informações na nota explicativa nº 25 às Demonstrações Financeiras. Encargos de Uso da Rede Básica de Transmissão A despesa com encargos de uso da rede de transmissão foi de R$447 milhões no exercício de 2007, comparados a R$515 milhões no exercício de 2006, representando uma redução de 13,20%. Esta despesa refere-se aos encargos devidos pelos agentes de distribuição e geração de energia elétrica pela utilização das instalações, componentes da rede básica, conforme definido através de Resolução pela ANEEL. Este é um custo não controlável, sendo que a despesa reconhecida no resultado corresponde ao valor efetivamente repassado para a tarifa. Pessoal A despesa com pessoal no exercício de 2007 foi de R$619 milhões, comparados a R$734 milhões no exercício de 2006, uma redução de 15,67%. Este resultado decorre principalmente da provisão para indenização dos anuênios futuros dos empregados, feita em junho de 2006, no montante de R$127 milhões, compensada parcialmente pelo reajustes salariais de 4,00% e 5,00% concedido aos empregados em novembro de 2006 e 2007, respectivamente, e pelo aumento de 3,14% na quantidade de empregados que passou de 8.064 empregados em dezembro de 2006 para 8.317 em dezembro de 2007. Vide a composição da despesa com pessoal na nota explicativa nº 25 às Demonstrações Financeiras. Depreciação/Amortização A despesa com depreciação e amortização foi de R$417 milhões no exercício de 2007 comparados a R$367 milhões no exercício de 2006, representando um aumento de 13,62%. Este resultado decorre substancialmente da entrada em operação de novas redes e linhas de distribuição, conseqüência dos investimentos no Programa Luz Para Todos. Obrigações Pós-Emprego A despesa com obrigações pós-emprego foi de R$73 milhões no exercício de 2007, comparados a R$116 milhões no período de 2006, representando uma redução de 37,07%. Estas despesas representam basicamente os juros incidentes sobre as obrigações atuariais da Cemig Distribuição, líquidos do rendimento esperado dos ativos dos planos, estimados por atuário externo. A redução na despesa decorre do maior crescimento dos ativos do plano de pensão em relação às obrigações com os participantes. 14

Provisões Operacionais As provisões operacionais foram de R$176 milhões no exercício de 2007 comparados a R$109 milhões no período de 2006, um aumento de 61,47%. Esta variação decorre principalmente das provisões para Processos Administrativos da ANEEL e Cíveis Majoração Tributária, ambas nos valores de R$36 milhões. A variação nesta conta foi parcialmente compensada pela redução de R$7 milhões na provisão para créditos de liquidação duvidosa (R$98 milhões em 2007 contra R$105 milhões em 2006). Vide mais informações nas notas explicativas nº 19 e nº 25 às Demonstrações Financeiras. Lucro Antes do Resultado Financeiro, Impostos e Depreciação - LAJIDA Conforme pode ser verificado na tabela abaixo, o LAJIDA da Companhia apresentou um aumento de 31,20%, ajustada aos itens não recorrentes apresentou um aumento de 8, 37%. Em R$ mil 2007 2006 Var % Lucro Líquido 771 770 0,13 + Provisão IR,C.Social e IR 312 300 4,00 + Resultado não Operacional 43 25 72,00 + Resultado Financeiro (8) (189) (95,77) + Amortização e Depreciação 417 367 13,62 + Participação dos Empregados no Resultado 332 150 121,33 = LAJIDA 1.867 1.423 31,20 Itens não recorrentes (*): + Custos com eficiência energética de exercícios anteriores - 81 - + Recomposição CVA da TUSD - 93 - + Anuênio - 127 - - Reversão da provisão da RGR - (28) - - CVA energia (29) - - = LAJIDA AJUSTADO (Não auditado) 1.838 1.696 8,37 ( * ) Os ajustes não recorrentes correspondem à interpretação da Companhia sobre os eventos que julga como extraordinários, não relacionados às operações correntes. Resultado Financeiro O resultado financeiro no exercício de 2007 foi uma receita financeira líquida de R$8 milhões, comparada a uma receita financeira líquida de R$189 milhões no exercício de 2006. Os principais fatores que impactaram o resultado financeiro estão relacionados a seguir: Redução de R$17 milhões na receita com acréscimo moratório em conta de energia elétrica, R$107 milhões no exercício de 2007 em comparação a R$124 milhões no exercício de 2006. Esta variação decorre, principalmente, da receita registrada no segundo trimestre de 2006, no montante de R$48 milhões, referente à baixa de contas recebidas de grandes consumidores industriais relacionadas a anos anteriores, cujo valor de principal era consideravelmente inferior ao montante acrescido referente a encargos financeiros. 15

Redução de 33,33% na receita com variação monetária e juros incidentes sobre o Reajuste Tarifário Diferido, R$130 milhões no exercício de 2007 comparados a R$195 milhões no exercício de 2006. Este resultado deve-se principalmente à redução do ativo, na comparação entre os dois períodos, em conseqüência do recebimento dos valores nas contas de energia. Mais explicações vide nota explicativa nº 11 às Demonstrações Financeiras. Ganhos líquidos com variações cambiais no exercício de 2007, no montante de R$78 milhões em comparação a ganhos líquidos de R$65 milhões no exercício de 2006, advindos basicamente dos empréstimos e financiamentos em moeda estrangeira. Em 2007, o real apresentou uma valorização de 17,15% frente ao dólar norte-americano em comparação a uma valorização de 8,66% em 2006. Perda líquida com instrumentos financeiros no exercício de 2007, no montante de R$85 milhões em comparação a perda líquida de R$76 milhões no exercício de 2006. Este resultado decorre principalmente de uma maior desvalorização do dólar norte-americano em 2007 se comparada com a desvalorização do ano anterior. Vide a composição das receitas e despesas financeiras na nota explicativa nº 26 às Demonstrações Financeiras. Imposto de Renda e Contribuição Social A Cemig Distribuição apurou, no exercício de 2007, despesas com Imposto de Renda e Contribuição Social no montante de R$312 milhões em relação ao lucro de R$1.415 milhões, antes dos efeitos fiscais, um percentual de 22,05%. No exercício de 2006, a Companhia apurou despesas com Imposto de Renda e Contribuição Social no montante de R$300 milhões em relação ao lucro de R$1.220 milhões, antes dos efeitos fiscais, um percentual de 24,59%. Essas taxas efetivas estão conciliadas com as taxas nominais na nota explicativa nº 10 às Demonstrações Financeiras. Participação dos Empregados no Resultado A Cemig Distribuição, em conformidade com o Acordo Coletivo de Trabalho de 2007, destinou aos seus empregados a título de participação nos resultados, um montante de R$332 milhões (R$150 milhões em 2006). Mais explicações, vide notas explicativas nºs 2 e 28 às Demonstrações Financeiras. LIQUIDEZ E FLUXO DE CAIXA O caixa no fim do exercício somava R$636 milhões (R$219 milhões em 2006). O caixa gerado nas operações foi de R$1.442 milhões em comparação a R$1.273 milhões em 2006. O aumento no caixa gerado pelas operações deve-se, principalmente, ao maior valor recebido em 2007 referente a ativos regulatórios. As atividades de financiamento representaram uma saída líquida de caixa de R$291 milhões, oriunda de empréstimos e financiamentos obtidos no montante de R$1.159 milhões contra amortizações no valor de R$773 milhões e pagamento de juros sobre capital próprio e dividendos no montante de R$677 milhões. No que se refere aos investimentos, a Companhia investiu R$734 milhões em 2007 em comparação a R$919 milhões em 2006, valores relacionados principalmente ao Programa Luz para Todos. 16

POLÍTICA DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS E GESTÃO DA DÍVIDA A captação de recursos de terceiros, em 2007, apoiou-se em operações com o mercado de capitais, na forma de commercial papers e debêntures, suportadas por garantias firmes de colocação dos títulos pelas instituições financeiras. Tais operações visaram ao pagamento de dívidas vincendas e à recomposição do caixa em função das dívidas pagas ao longo do ano. A elevada liquidez favoreceu a contratação de operações em condições bastante satisfatórias. Em 02/01/2007, a Cemig Distribuição S.A. realizou sua 2ª Emissão de Notas Promissórias (Commercial Papers) no valor total de R$200 milhões, com vencimento em 180 dias. Sobre o principal dessas notas promissórias incidiram juros correspondentes à taxa de 102% do CDI. As Notas Promissórias foram garantidas por aval da Companhia Energética de Minas Gerais CEMIG. Essas notas promissórias foram liquidadas com recursos provenientes da 3ª Emissão de Notas Promissórias que a Cemig Distribuição S.A. emitiu em 29/06/2007, no valor de R$400 milhões, com vencimento de 180 dias. Sobre o principal dessas notas promissórias incidiram juros correspondentes à taxa de 101,60 % do CDI. As Notas Promissórias também foram garantidas por aval da CEMIG. Essa emissão de curto prazo foi refinanciada pela 2ª Emissão Pública de Debêntures Simples, Não Conversíveis em Ações, da Espécie Quirografária, em Série Única, resultando em uma operação de longo prazo. No dia 21/12/2007, foram subscritas e integralizadas 40.000 debêntures de valor nominal unitário de R$10.000,00, emitidas em 15/12/2007, perfazendo um montante de R$400 milhões. As debêntures são indexadas ao IPCA e rendem juros anuais à taxa de 7,96%a.a.. Os juros serão pagos anualmente e o pagamento do principal ocorrerá em três parcelas iguais em dezembro de 2015, 2016 e 2017. A emissão contou com a garantia firme de colocação pelo Banco do Brasil Investimentos S.A., o qual subscreveu 46% das debêntures. Merece destaque o prazo total de 10 anos estabelecido para o vencimento das debêntures. Tal prazo tem sido considerado notável na conjuntura atual e uma comparação com a remuneração que é paga por um título público de igual prazo e indexador (NTN- B), aponta que a Cemig Distribuição S.A. captou recursos com um custo muito próximo ao de um ativo livre de risco. A combinação de prazo e custo desta emissão reflete a confiança dos investidores na capacidade de crédito da Empresa e no seu potencial de crescimento. Aos recursos acima somam-se os recursos captados junto à Eletrobrás para o financiamento do Programa Luz para Todos e do Projeto Reluz, no total de R$159 milhões (exceto recursos da CDE). Em resumo, no ano de 2007, R$1.159 milhões de recursos de terceiros ingressaram na Cemig Distribuição S.A. A utilização do mercado bancário para atender às necessidades de financiamento vinha contribuindo, nos últimos anos, para aumentar a participação do CDI na composição da dívida. Entretanto, a emissão, no final de 2007, de debêntures da Cemig Distribuição S.A. indexadas ao IPCA, refinanciando notas promissórias indexadas ao CDI, resultou na seguinte configuração da dívida: 17

Perfil da Dívida - Posição em Dezembro/2007 CDI 44% Ipca 15% Igpm 19% Dólar 9% Outros RGR/Finel 1% 12% O cronograma de amortizações da dívida está satisfatoriamente escalonado, com prazo médio de 5,3 anos, como pode ser visto no gráfico a seguir, atendendo à diretriz da Empresa de se evitar a concentração de dívida vencendo no curto prazo, mitigando o risco de refinanciamento e eliminando qualquer pressão no fluxo de caixa que possa comprometer a disponibilização de recursos para investimento. Cronograma de Amortizações da Dívida R$ milhões Valores referentes a Dezembro/2007 500 400 300 200 100 0 403 144 271 238 332 421 412 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 a 2024 Outra diretriz da Empresa, de redução do custo médio da dívida, tem sido atendida, verificando-se, ao final do ano, uma taxa de 7,82% a.a. a preços constantes, reflexo da tendência de queda das taxas de juros presente na política monetária do Governo Federal. A posição da dívida de 9% em moeda estrangeira não representa risco financeiro material para a Empresa, já que boa parte dela está contratualmente protegida por operações de troca de indexadores (swap). 164 367 PROPOSTA DE DESTINAÇÃO DO LUCRO O Conselho de Administração irá propor à Assembléia Geral Ordinária - AGO a realizar-se em abril de 2008 que, ao lucro líquido do exercício, no montante de R$771 milhões, seja dada a seguinte destinação: R$681 milhões (88,33% do lucro líquido) para pagamento de dividendos, sendo o montante de R$150 milhões na forma de juros sobre o capital próprio e R$531 milhões na forma de dividendos complementares. 18

R$38 milhões (5% do lucro líquido) para a constituição de Reserva Legal. R$52 milhões serão mantidos no Patrimônio Líquido, em Reserva de Retenção de Lucros, com o objetivo de financiar aplicações em investimentos aprovados pelo Conselho de Administração e/ou pagamento de dividendos extraordinários no futuro. RELACIONAMENTO COM OS AUDITORES INDEPENDENTES Adotamos um sistema de rodízio de nossos auditores independentes com periodicidade de cinco anos. Nossas Demonstrações Contábeis, até 31 de março de 2007 foram auditadas pela Deloitte Touche Tohmatsu, e, a partir dessa data, pela KPMG Auditores Independentes. Os serviços prestados pelos auditores independentes da Cemig Distribuição, em 2007 e 2006, foram: Serviços Auditoria 2007 R$ mil % em relação à auditoria 2006 R$ mil % em relação à auditoria Deloitte 11 6,11 166 100,00 KPMG 169 93,89 - - Total de Serviços de Auditoria 180 100,00 166 100,00 Outros Serviços: - Adequação e aderência às exigências SOX Seção 302 e 404 Deloitte - - 686 313,25 KPMG 75 41,67 - - Total Geral 255 141,67 852 413,25 Os serviços adicionais mencionados foram aprovados pelo Conselho de Administração, tendo em vista que não configuram, na avaliação da Administração, em perda da independência dos Auditores Independentes e não constam dos impedimentos previstos na Lei Sarbanes-Oxley e no Art. 23 da Instrução CVM nº 308, de 14 de maio de 1999. GOVERNANÇA CORPORATIVA O nosso modelo de governança corporativa é baseado em princípios de transparência, eqüidade e prestação de contas, possuindo entre suas principais características a definição clara dos papéis e responsabilidades do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva na formulação, aprovação e execução das políticas e diretrizes referentes à condução dos negócios da Companhia. Buscamos o desenvolvimento sustentável da Empresa por meio do equilíbrio entre os aspectos econômicos, financeiros, ambientais e sociais de nossos empreendimentos, com o intuito de aprimorar o relacionamento com os nossos acionistas, clientes, colaboradores, sociedade e demais stakeholders. Ressaltamos que nossos processos relevantes, relacionados com as Demonstrações Financeiras Consolidadas, estão adequados aos requisitos da seção 404 da lei americana Sarbanes Oxley desde o final de 2006. Nosso Conselho de Administração é composto de 14 membros, indicados pelos acionistas. Todos os conselheiros têm mandato de 3 (três) anos, podendo ser reconduzidos após o término do mandato. Para aumentar a eficiência de sua atuação, o Conselho constituiu 5 (cinco) comitês que atuam de forma mais específica nas questões relacionadas à Estratégia, Governança, Finanças, Auditoria e Riscos e Recursos Humanos.. 19

O Conselho Fiscal é permanente e constituído de 5 (cinco) membros, indicados pelos acionistas e que atendem aos requisitos de independência conforme práticas internacionais. O Conselho Fiscal, tal como constituído, atende aos requisitos de isenção da constituição de um comitê de auditoria em conformidade ao Securities Act e Lei Sarbanes-Oxley. Em 2007 foram realizadas 12 reuniões do Conselho Fiscal. Além disso, uma estrutura de comitês composta de executivos de diversas áreas, garante a tomada de decisões estratégicas a partir do suporte de critérios técnicos. Anualmente, realizamos nosso encontro com analistas do mercado de capitais e com investidores para divulgar informações sobre a situação econômico-financeira, projetos e perspectivas, além de realizarmos diversas reuniões com as associações regionais de analistas. GERENCIAMENTO DE RISCOS A principal premissa do gerenciamento de riscos corporativos adotado pela Cemig Distribuição é a de que toda empresa existe para prover valor aos seus acionistas. Enfrenta-se o desafio permanente de se determinar o quanto a corporação está preparada para garantir o seu desenvolvimento sustentável, considerando os riscos e oportunidades apresentados. O principal objetivo da Cemig Distribuição não é eliminar os riscos e sim ser pró-ativa na sua identificação, análise, avaliação, tratamento e monitoramento contínuo, visando obter vantagens competitivas. Conforme a figura abaixo, o sucesso do gerenciamento de riscos corporativos depende de uma cultura de gerenciamento de riscos disseminada servindo como base para sustentação dos 3 pilares, a saber: Gestão dos processos: conhecimento dos processos da empresa visando à melhoria da eficiência operacional; Gestão de riscos de maior severidade: identificação dos riscos iminentes que requerem decisões de curto prazo visando a redução da volatilidade nos resultados, maior previsibilidade de retorno para o acionista e decisão no tratamento dos riscos; Gestão de riscos e mensuração do custo de capital: alocação ótima de capital, análise de sensibilidade, utilização de modelagem compreensível com hipóteses fundamentadas. Portanto, o gerenciamento de riscos corporativos é uma ferramenta de gestão integrante das nossas práticas de Governança Corporativa. Para que seja mais eficaz e para que possa ser inserido mais facilmente na cultura da organização, procuramos fazer o alinhamento com o Processo de Planejamento Estratégico da Cemig Distribuição, o qual define os objetivos estratégicos dos negócios da empresa. Quanto aos demais ciclos de gestão com os quais o gerenciamento de riscos corporativos se relaciona, podemos citar como exemplos o Comitê de Governança Corporativa, Atendimento à Lei Sarbanes Oxley, Comitê de Priorização do Orçamento, Auditoria Interna, Comitê de Gerenciamento de Riscos de Energia, Comitê de Riscos Seguráveis, Comitê de Controle e Gestão, etc. As atividades de gerenciamento de riscos corporativos dão origem a diversos produtos os quais são de grande valia no processo decisório, a saber: 1- Matriz de riscos corporativos: apresenta todos os riscos corporativos mapeados, classificados conforme: a) Exposição Financeira, resultado do produto do impacto no negócio pela probabilidade de ocorrência do risco ou b) Exposição Final, resultado da associação da exposição financeira do risco ponderada com a análise do seu impacto intangível. 20