CÁLCULOS
SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO CONCEITO: é o valor que serve de base de cálculo para incidência das alíquotas das contribuições previdenciárias (fonte de custeio) e para o cálculo do salário benefício. Todos os salários-de-contribuição são atualizados (art. 201, parágrafo 3º da CF) pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor- INPC (art.29-b, da Lei 8213/91) O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde ao piso salarial legal ou normativo da categoria ou, INEXISTINDO ESTE, ao salário mínimo, tomado no seu valor mensal, diário ou horário; O limite máximo do salário de contribuição é aquele publicado mediante portaria do Ministério da Previdência e atualmente equivale a R$ 4.663,75.
SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO Art. 214, Dec. 3048/99 I - para o EMPREGADO e o TRABALHADOR AVULSO: a remuneração auferida, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; II - para o EMPREGADO DOMÉSTICO: a remuneração registrada na CTPS, observados os limites mínimo e máximo legais; III - para o CONTIBUINTE INDIVIDUAL: o valor por ele percebido no mês, não podendo exceder o limite legal.; IV - para o DIRIGENTE SINDICAL: na qualidade de empregado: a remuneração paga, devida ou creditada pela entidade sindical, pela empresa ou por ambas; V - para o DIRIGENTE SINDICAL: na qualidade de trabalhador avulso: devida ou creditada pela entidade sindical; remuneração paga, VI- para o SEGURADO FACULTATIVO: o valor por ele declarado, observados os limites mínimo e máximo do Salário de Contribuição. OBS: Quando a admissão, a dispensa, o afastamento ou a falta do empregado, inclusive doméstico, ocorrer no curso do mês, o Salário de Contribuição será proporcional ao número de dias efetivamente trabalhados.
TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO, EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2015. Salários de Contribuição Alíquotas Até R$1399,12 8% de R$1399,13 até R$2331,88 de R$2331,89 até R$4663,75 9% 11%
CLASSIFICAÇÃO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO Contribuinte Individual RESPONSÁVEL EFETUAR O RECOLHIMENTO ALÍQUOTA FUNDAMENTAÇÃO Normal CI 20% Art. 21 da LC CI (exceção) Opção pela exclusão da aposentadoria por TC CI 11% sobre o salário mínimo Art. 21, 2, I da LC CI prestador de serviço a PJ Tomador de serviços 11% Art. 4, da Lei 1066/03 Microempreendedor Individual MEI 5% sobre o salário mínimo Art. 21, 2, II, alínea a da LC
SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO Contribuinte Facultativo CLASSIFICAÇÃO ALÍQUOTA FUNDAMENTAÇÃO Normal 20% Art. 21 da LC EXCEÇÃO Opção pela exclusão da aposentadoria por TC 11% sobre o salário mínimo Art. 21, 2, I da LC Do lar (baixa renda) 5% sobre o salário mínimo Art. 21, 2, II, alínea b da LC
PBC O PBC corresponde ao período básico de cálculo, ou seja, lapso temporal utilizado para se obter a média dos Salários-de- Contribuição que serão utilizados para compor o Salário-de- Benefício e a correspondente Renda Mensal Inicial. Vejamos como isto ocorreu no Brasil: Os cálculos dos benefícios concedidos até a vinda da CF/88; O Período da Constituição de 1988 até a edição da Lei 9.876/99, ou seja, até a data de 28/11/99; O Período posterior a Lei 9.876/99, até os dias atuais;
SALÁRIO DE BENEFÍCIO CONCEITO O salário de benefício é o valor básico usado para o cálculo da renda mensal inicial (RMI), dos principais benefícios previdenciários. Assim, enquanto na parte ligada ao Custeio temos a definição de SC, na parte ligada aos benefícios tem-se a noção conceitual de SB, senão vejamos: É a importância apurada a partir dos salários de contribuição do segurado. Mas não há correspondência absoluta entre o valor do salário de benefício e o valor do benefício, pois este último resulta de nova apuração aritmética. Definição Legal Artigo 28 da Lei 8.213/91 define o salário de benefício como sendo " o valor do benefício de prestação continuada, inclusive o regido por norma especial e o decorrente de acidente de trabalho, exceto o salário família e o salário maternidade, será calculado com base no salário-de-benefício." Artigo 31 do Decreto 3048/99 define o salário de benefício como " o valor-básico utilizado para cálculo da renda mensal inicial dos benefícios de prestação continuada, inclusive os regidos por normas especiais, exceto o salário-família, a pensão por morte, o salário maternidade e os demais benefícios de legislação especial."
SALÁRIO DE BENEFÍCIO BENEFÍCIOS QUE NÃO SERÃO CALCULADOS COM BASE NO SALÁRIO DE BENEFÍCIO BENEFÍCIO Salário- família Salário maternidade APURAÇÃO DO VALOR DO BENEFÍCIO O valor é o mesmo para todos aqueles que têm direito; Remuneração mensal de até R$ 725,02- recebe R$ 37,18 por dependente. Remuneração mensal entre R$ 725,03 e R$ 1.089,72- recebe R$ 26,20 por dependente. remuneração integral no caso da empregada e avulsa; valor do último salário de contribuição para a doméstica; 1/12 do valor sobre o qual incidiu a última contribuição anual para a segurada especial; 1/12 da média dos últimos salários de contribuição, apurados em período não superior a 15 meses, para a segurada contribuinte individual. Pensão por morte Auxílio- reclusão O valor é calculado com base no valor da aposentadoria que o segurado recebia ou daquela a que teria direito se tivesse aposentado por invalidez na data de seu falecimento. O valor é de 100% da aposentadoria que o segurado percebia no dia de sua prisão ou que teria se estivesse aposentado por invalidez.
BENEFÍCIO Tempo Contribuição de CÁLCULO DO SALÁRIO DE BENEFÍCIO Média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo, multiplicada pelo fator previdenciário na por idade o FP é opcional - (se anterior a 28/11/99 o período de PBC será de julho de 94 para frente, se posterior a partir da inscrição/filiação) Idade Invalidez Especial Auxílio-Doença Auxílio-Acidente Média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo (se anterior a 28/11/99 o período de PBC será de julho de 94 para frente, se posterior a partir da inscrição/filiação) OBS.: Se for AD teremos um teto limite de média ponderável Lei 13135/15: Art. 29. (...) 10. O auxílio-doença não poderá exceder a média aritmética simples dos últimos doze salários-de-contribuição, inclusive no caso de remuneração variável, ou, se não alcançado o número de doze, a média aritmética simples dos salários-de-contribuição existentes. (NR)
MÍNIMO DIVISOR Lei 9876/99 Art. 3 o Para o segurado filiado à Previdência Social até o dia anterior à data de publicação desta Lei, que vier a cumprir as condições exigidas para a concessão dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, no cálculo do salário-debenefício será considerada a média aritmética simples dos maiores salários-decontribuição, correspondentes a, no mínimo, oitenta por cento de todo o período contributivo decorrido desde a competência julho de 1994, observado o disposto nos incisos I e II do caput do art. 29 da Lei n o 8.213, de 1991, com a redação dada por esta Lei. 2 o No caso das aposentadorias de que tratam as alíneas b, c e d do inciso I do art. 18, o divisor considerado no cálculo da média a que se refere o caput e o 1 o não poderá ser inferior a sessenta por cento do período decorrido da competência julho de 1994 até a data de início do benefício, limitado a cem por cento de todo o período contributivo.
FATOR PREVIDENCIÁRIO É levado em consideração para o cálculo do Fator Previdenciário: IDADE do segurado na data de sua aposentadoria O TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO para a previdência; EXPECTATIVA DE SOBREVIDA, ou seja o prazo médio o qual o benefício será pago (fonte IBGE).
FATOR PREVIDENCIÁRIO Para efeito da aplicação do fator previdenciário, ao tempo de contribuição do segurado serão adicionados: (artigo 29 parágrafo 9 da Lei 9.876/99) a) cinco anos, quando se tratar de mulher; b) cinco anos, quando se tratar de professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio; c) dez anos, quando se tratar de professora que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental médio.
FATOR PREVIDENCIÁRIO f= Tc x a x [1+(Id + Tc X a)] Es 100 f - fator previdenciário FÓRMULA DE CÁLCULO Es - expectativa de sobrevida no momento da aposentadoria Tc - tempo de contribuição até o momento da aposentadoria Id - idade no momento da aposentadoria a - alíquota de contribuição correspondente a 0,31 (20% da empresa e 11% do segurado)
RENDA MENSAL INICIAL É a primeira parcela do benefício de prestação continuada a ser paga pela Previdência Social. O valor dependerá da espécie de benefício e do valor do salário do benefício. Formula do cálculo: RMI= SBXCF RMI - Renda Mensal Inicial SB - Salário de Benefício CF - Coeficiente de Cálculo (cada benefício tem o seu, conforme tabela a seguir)
RENDA MENSAL INICIAL Auxílio-doença Benefício 91% do SB Renda Mensal Inicial Aposentadoria especial Aposentadoria por invalidez Aposentadoria por tempo de contribuição Auxílio-acidente Aposentadoria por idade - julho de 94 Aposentadoria por tempo de contribuição (proporcional) - inscritos até 16/12/98 100% do SB 100% do SB 100% do SB 50% do SB 70% do SB + 1% por grupo de 12 contribuições mensais até o limite de 100% 70% do SB + 5% por grupo de 12 contribuições mensais até o limite de 100%