CONSUMO DE MATERIAIS MADEIRAS E FERROS

Documentos relacionados
CONSUMO DE MATERIAIS Madeiras e Ferros

CONSUMO DE MATERIAIS Madeiras e Ferros TAB.2 CONCRETAGEM EM CONJUNTO

CONSUMO DE MATERIAIS Exercício IV

LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE ELEMENTOS ESTRUTURAIS. Prof. Janine Gomes da Silva

FATEC - SP Faculdade de Tecnologia de São Paulo. ESTACAS DE CONCRETO PARA FUNDAÇÕES - carga de trabalho e comprimento

Aços Longos. Treliças Nervuradas Belgo

Professor: José Junio Lopes

E S P E C I F I C A Ç Õ E S T É C N I C A S

Aços Longos. Treliças Nervuradas Belgo

CONSUMO DE MATERIAIS Sistema Convencional Concretagem em Conjunto BLOCOS CERÂMICOS

PROJETO DAS FÔRMAS PROJETO DAS FÔRMAS RACIONALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO DA ESTRUTURA DE CONCRETO ARMADO

PRODUTOS GERDAU PARA PAREDES DE CONCRETO

CAPÍTULO 4 4. ELEMENTOS ESTRUTURAIS. 4.1 Classificação Geométrica dos Elementos Estruturais

Exemplos de lajes mistas

LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE PROJETOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL

LAJES PRÉ-FABRICADAS Tipologia e procedimentos

REPRESENTAÇÃO TÉCNICA BÁSICA DE PROJETO ARQUITETÔNICO


Loja com forte ar condicionado. Garagem. Fissuras no pilar. Fissuras no pilar. 6m 6m 6m 6m. Juntas entre as vigas. Pilar até à cobertura

Construções e Eletrificação Rural

ALVENARIA ESTRUTURAL. - projeto - LUIS ALBERTO CARVALHO la @yahoo.com.br

*Baseado na fórmula histórica desenvolvida pelo Dr Blumenau no século 19, para combate aos cupins e ao apodrecimento das madeiras

GESTEC. Tecnologia da Construção de Edifícios Mestrado Integrado em Engenharia Civil. DECivil ESCORAMENTOS PARA CIMBRES AO SOLO CAP.

Atividade. 04) Qual a finalidade da cura do concreto? De que maneira a cura pode ser realizada (cite no mínimo 3 exemplos)?

Soluções para Autoconstrução Praticidade, economia e agilidade na sua obra

Supressão de vistas em peças prismáticas e piramidais

COBERTURAS. CEG218 Desenho arquitetônico I Prof. Márcio Carboni. UFPR - DEGRAF - CEG218 DESENHO ARQUITETÔNICO I - Prof.

Estaca Escavada Circular

PVC e Concreto CONCEITO

Bloco de Concreto CONCEITO

Todo concreto estrutural deverá ser usinado e dosado em peso, não se aceitando dosagens volumétricas.

OFICINA CULTURAL GLAUCO PINTO DE MORAIS

Conjuntos mecânicos II

FUNDAÇÕES RASAS DIMENSIONAMENTO GEOTÉCNICO

built build to LAJES LINEAR

ESCOLA ESTADUAL DR. JOSÉ MARQUES DE OLIVEIRA - ANO 2013 RECUPERAÇÃO ESTUDOS INDENPENDENTES

Memorial de Projeto: Instalações Hidráulicas

Calculando o comprimento de peças dobradas ou curvadas

Tecnologia da Construção Civil - I Fundações. Roberto dos Santos Monteiro

ESTRUTURAS DE FUNDAÇÕES RASAS

O telhado compõe-se da estrutura, cobertura e dos condutores de águas pluviais.

NBR 10126/87 CORTE TOTAL LONGITUDINAL E TRANSVERSAL

INFRAESTRUTURA-FUNDAÇÃO DIRETA. Elizeth Neves Cardoso Soares 2016

Tecnologia da Construção Civil - I Estruturas de concreto. Roberto dos Santos Monteiro

Capítulo 4 Cisalhamento

METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA ETAPA 2. PROJETO de pesquisa

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE SANTA CATARINA

LEB- 418 COSNTRUÇOES RURAIS Capacidade de Carga. Transmitir o peso da estrutura à superfície do terreno.

ENGENHARIA DE FORTIFICAÇÃO E CONSTRUÇÃO CADERNO DE QUESTÕES 2015/2016

CONTACTOS. > Sítio: > pedro.lanca@estig.ipbeja.pt. Pré-dimensionamento. Processos de Construção Docente: Pedro Lança

Escalas ESCALAS COTAGEM

Aula 5 Projetos elétricos

Fresando engrenagens cônicas com dentes retos

Construção Civil. Lajes Nervuradas com EPS / Fachadas e Rodatetos em EPS. A leveza do EPS, gerando economia

fundamentos e aplicações

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS ESCAVAÇÃO MANUAL EM SOLO-PROF. ATE 1,50 m

EDIFICAÇÕES. Técnicas construtivas Memória de aula 04 FUNDAÇÕES

Fundações Diretas Rasas

Resistência mecânica Isolamento térmico e acústico Resistência ao fogo Estanqueidade Durabilidade

Problema Experimental 1

Certificação do Controlo da Produção das Centrais de Betão

Painéis de Concreto Armado

TECNOLOGIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL 1

Painel dos projetistas

Execução de Fôrma. Aprovado por: Leonardo Neri Data: 13/07/2016 SUMÁRIO

1) O que é Não-Linearidade?

Projeto arquitetônico: Cortes Professora Valéria Peixoto Borges

1. INTRODUÇÃO 1.1. GENERALIDADES

MURO DE CONTENÇÃO. As juntas de assentamento serão de aproximadamente 2,5 cm, com traço de 1:3 (cim:areia). Conforme a imagem 01.

Orçamento de Obras. Aula 05 Levantamento de Quantitativo e Composição de Custo Unitário de Estrutura de Concreto

LICITAÇÃO Nº 006/2011-PREGÃO ANEXO I TERMO DE REFERÊNCIA

LISTA DE EXERCÍCIOS MECÂNICA DOS SÓLIDOS I

COMUNICADO TÉCNICO Nº 04

ORIENTAÇÕES PARA DESENVOLVIMENTO DE PLANTAS ARQUITETÔNICAS

COMO CONSTRUIR SUA CALÇADA

UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES CAMPUS VILLA LOBOS. Construção Civil

ALICERCES Fundações Rasas Obras de Pequeno Porte

MEMORIAL DESCRITIVO ASSOCIAÇÃO MATOGROSSENSE DOS MUNICÍPIOS

Manual do Usuário. Quiz Online

Padrão de entrada para baixa tensão 380/220v

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO

Engenheiro Civil, Doutor em Estruturas, Sócio de Vitório & Melo Projetos Estruturais e Consultoria Ltda.

CC-MD25 - ALAMBRADO ESCOLA LYGIA MARIA

TÉCNICO EM EDIFICAÇÕES CÁLCULO ESTRUTURAL AULA 10

Rodas Laminadas para Acabamento Rodas Laminadas para Remoção de Rebarbas Leves Scotch-Brite Industrial

SAPATAS ARMADAS. Fundações rasas Solos arenosos. Prof. Marco Pádua

Sabendo então destes futuros contra-tempos, você deve estar se perguntado:

AULA 7 FUNDAÇÕES PROFUNDAS. Estimativa da Capacidade de carga de fundações profundas

OBRA: CONSTRUÇÃO DE CISTERNA E CAIXA D'ÁGUA ESCOLA: EEM MARIA BERNARDO DE CASTRO ASSUNTO: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

FATEC - SP Faculdade de Tecnologia de São Paulo. ESTACAS DE CONCRETO PARA FUNDAÇÕES - carga de trabalho e comprimento

Vigas baldrame

FERRAMENTAS DA QUALIDADE

CADERNO DE ESPECIFICAÇÕES

MEMORIAL DE CALCULO - QUANTITATIVOS

PEDIDO DE ESCLARECIMENTO PREGÃO Nº 33/12. Foco Soluções Corporativas Ltda., CNPJ / , solicita os seguintes esclarecimentos:

MEMORIAL DESCRITIVO ARQUITETÔNICO

RELATÓRIO FOTOGRÁFICO 2ª MEDIÇÃO

elementos estruturais

EXEMPLO DE PONTE DE CONCRETO ARMADO, COM DUAS VIGAS PRINCIPAIS

Transcrição:

CONSUMO DE MATERIAIS MADEIRAS E FERROS ROTEIRO Prof. Marco Pádua É NECESSÁRIO DEFINIR O TIPO DE CONCRETAGEM. A seguir vamos fornecer os passos necessários para planejar a execução das formas e escoramentos, das armaduras, tomando-se por base o seu projeto. Para as formas sugerimos tábuas de 30 cm compondo as caixas. Fazendo o travamento das caixas, as gravatas, que serão feitas com sarrafos de 5 cm. O escoramento será executado com caibros travados com sarrafos de 10 cm. Para as armaduras é necessário que você discrimine as barras longitudinais e as transversais, ou seja, os estribos. A sapata terá uma única bitola para a gaiola. Dimensione a estrutura: sapatas = X cm vigas = X cm pilares = X cm Se possível defina o esquema modular entre - eixos como sugerido abaixo. profmarcopadua.net-------------------------------------------tab. III--------------------------------------------------------------------1

A idéia é planejar passo a passo o consumo de madeiras e ferros necessários a execução da estrutura. O pé direito deve ser definido até o respaldo da viga que servirá de base para a laje ou telhado. O corte a seguir demonstra esquema estrutural. FORMAS: - Sapatas. As fundações sendo rasas, as escavações também serão. O desenho abaixo mostra como será a montagem da forma da sapata. As tábuas são pregadas de topo e quanto a sua espessura consideramos igual a 3 cm. Calcular a metragem das madeiras e multiplicar pelo total de sapatas necessárias: TIPO POR SAPATA (m) TOTAL (m) Caibro 6 X 8 cm Obs: As perdas serão acrescentadas no final. profmarcopadua.net-------------------------------------------tab. III--------------------------------------------------------------------2

- Vigas baldrames. O esquema abaixo mostra como serão as caixas e o das gravatas e sua dimensão. Vamos desprezar o travamento junto ao solo, pois normalmente são utilizados sobras de madeira. Calcular a metragem das madeiras e multiplicar pelo total de vigas necessárias: Obs.: Consideramos as peças com a mesma dimensão, embora não sejam, por simplicidade. Nº de gravatas = comprimento da viga + 1 TIPO POR VIGA (m) TOTAL (m) Sarrafo de 5 cm - Vigas aéreas. Quando a concretagem é feita em conjunto com a alvenaria, estas servem de fundo para as formas. Se no seu caso for independente, considere uma peça a mais para o fundo da caixa. Os escoramentos também deverão ser previstos. Para as gravatas valem os mesmos dados das vigas baldrames. profmarcopadua.net-------------------------------------------tab. III--------------------------------------------------------------------3

CONCRETAGEM INDEPENDENTE CONCRETAGEM EM CONJUNTO Calcular a metragem das madeiras e multiplicar pelo total de vigas necessárias: Nº de gravatas = comprimento da viga + 1 TIPO POR VIGA (m) TOTAL (m) Sarrafo de 5 cm Sarrafo de 10 cm Caibro 6 X 8 cm cm. Obs.: Se a concretagem for em conjunto desconsidere o gasto com caibro e sarrafo de 10 profmarcopadua.net-------------------------------------------tab. III--------------------------------------------------------------------4

- Pilares. Quando a concretagem é feita em conjunto com a alvenaria, estas servem de formas para os pilares, como já mencionamos para as vigas. Usamos duas tábuas de fechamento e duas camadas de gravatas. Se os pilares são isolados, estes são concretados previamente. A alvenaria tem papel de fechamento apenas e sua execução fica a critério do projetista. Precisamos então de quatro peças para formar a caixa e travamento com quatro camadas de gravatas. O desenho abaixo relembra a situação. CONCRETAGEM INDEPENDENTE CONCRETAGEM EM CONJUNTO profmarcopadua.net-------------------------------------------tab. III--------------------------------------------------------------------5

Calcular a metragem das madeiras e multiplicar pelo total de pilares necessários: Nº de gravatas = comprimento do pilar + 1 TIPO POR PILAR (m) TOTAL (m) Sarrafo de 5 cm ARMADURAS: - Sapatas. São conhecidas como gaiola e seu formato depende das forças atuantes sobre as mesmas e tem a finalidade de transmitir para o solo as cargas do edifício. Em pequenas obras elas acabam tendo formato quadrangular e as barras retangulares devido ao uso de tábuas de 30 cm para as formas, como já vimos. Considere as suas dimensões e calcule a quantidade de barras necessárias para todas as sapatas: Obs.: O recobrimento de concreto deverá ser de 5 cm, conforme a Norma Técnica. TIPO POR SAPATA (m) TOTAL (m) Barra de mm -Vigas. Formando um paralelepípedo essas estruturas garantem a rigidez da peça através da sua flexibilidade e sustentação. Se montadas na obra, é possível ter uma estimativa da quantidade de ferros necessários. profmarcopadua.net-------------------------------------------tab. III--------------------------------------------------------------------6

Calcular a metragem das barras e multiplicar pelo total de vigas necessárias: Obs.: O recobrimento mínimo das barras é de 1,5 cm sendo que na base deve ter 3 cm, segundo a Norma Técnica. Nº de estribos = comprimento da viga + 1 TIPO POR VIGA (m) TOTAL (m) Barra de mm Barra de mm - Pilares. Como as vigas, vamos considerar as armaduras dos pilares também montadas na obra. A configuração mínima é a de quatro barras. As observações anteriores também valem para os pilares salvo o recobrimento que deve ser de 1,5 cm em todos os lados. Abaixo discriminamos sua configuração. profmarcopadua.net-------------------------------------------tab. III--------------------------------------------------------------------7

Calcular a metragem das barras e multiplicar pelo total de pilares necessários: Nº de estribos = comprimento do pilar + 1 TIPO POR PILAR (m) TOTAL (m) Barra de mm Barra de mm RESUMO - Madeiras: somar as várias etapas e acrescentar as perdas. TIPO SAPATAS VIGAS PILARES TOTAL (m) TOTAL + 10 % (m) Sarrafo de 5 cm Sarrafo de 10 cm Caibro 6 X 8 cm - Ferros: somar as várias etapas e acrescentar as perdas. TIPO SAPATAS VIGAS PILARES TOTAL (m) TOTAL + 10 % (m) Barra de 10 mm Barra de 4,2 mm profmarcopadua.net-------------------------------------------tab. III--------------------------------------------------------------------8