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Resolução da prova de Contabilidade Geral AFRF 2005 Gabarito 1 ATIVOS 2000 2001 Balancete de verificação 31.12.2002 Disponibilidades 1.500 3.500 31.000 Duplicatas a Receber 224.000 210.000 257.500 (-) PDD (2.000) (4.000) (5.000) Estoques 25.000 30.000 70.000 Participações Societárias Cia. SOL 0 80.000 80.000 Cia. LUA 0 150.000 150.000 Cia. ESTRELA 1.500 1.500 1.500 Terrenos 60.000 60.000 180.000 Veículos 40.000 40.000 40.000 Edificações 20.000 20.000 20.000 Obras em andamento 54.000 150.000 Depreciação Acumulada (10.000) (20.000) (30.000) CMV 170.000 Despesas Administrativas 0 0 70.000 Devedores Duvidosos 0 0 5.000 Despesas Financeiras 0 0 40.000 Depreciação 0 0 10.000 TOTAL DO ATIVO + DESPESAS 360.000 625.000 1.240.000 Fornecedor 25.000 40.000 56.000 Contas a Pagar 15.000 22.000 80.000 Impostos, Contribuição e Participação a Pagar 11.000 26.000 0 Dividendos a Pagar 25.000 35.000 0 Empréstimos e Financiamentos 40.000 60.000 200.000 Capital 200.000 400.000 430.000 Reserva Legal 4.000 12.000 12.000 Reservas de Lucros 30.000 10.000 0 Lucros/Prejuízos Acumulados 10.000 20.000 0 Vendas 0 0 460.000 Reversão de PDD 0 0 2.000 TOTAL DO PASSIVO +PL+RECEITAS 360.000 625.000 1.240.000 II - A empresa provisiona, ao final do exercício, o valor de 86.100, que corresponde a 30% do lucro contábil, para o pagamento dos Impostos, contribuições e participações incidentes sobre o lucro apurado. Distribui ainda dividendos à base de 20% do total dos lucros líquidos, destinando ainda parte desses lucros à base de 5% para Reserva Legal e de 20% para Reservas de Lucros. III. Nos exercícios de 2000 e 2001, a empresa registrou Custos de Mercadorias Vendidas no valor de 120.000 e 145.000, respectivamente.

IV. A conta Empréstimos e Financiamentos refere-se a uma operação financeira realizada em dezembro de 2000, vencível em 10 anos, com carência de 5 anos e juros de 0,5% pagos no final de cada mês. V. Dados sobre as Participações Societárias: Dados dos Investimentos em Participações Societárias % De Participação Cia. SOL 40% das ações ordinárias Cia. LUA 80% do capital total Cia. ESTRELA 2% das ações preferenciais PL Final em 31.12.20x1 Informações sobre as Investidas Total PL ajustado em 31.12.20x2 antes da Reavaliação distribuição dos de Ativos dividendos e da efetuados por reavaliação de investidas em ativos pelas 21.12.20x2 investidas Dividendos distribuídos ao final de 2002 200.000 370.000 100.000 20.000 187.500 287.500 0 30.000 75.000 300.000 50.000 100.000 Observação: Em 31.12.2002 ocorreu na Cia. SOL uma integralização de Capital em dinheiro 75.000. Para resolução das diversas questões relacionadas às informações fornecidas é necessário identificar o patrimônio da empresa em 2002. Resolução: Conforme informação II, a empresa provisiona, ao final do exercício, o valor de 86.100, que corresponde a 30% do lucro contábil, para o pagamento dos Impostos, contribuições e participações incidentes sobre o lucro apurado. Se $ 86.100 equivale a 30% do Lucro Contábil, 100% valerá $ 287.000. Desta forma, o Lucro antes da Tributação e das participações vale $ 287.000. O lucro após os tributos vale, portanto, $ 200.900 ($ 287.000 - $ 86.100). A Reserva Legal é calculada com 5% do Lucro Líquido do Exercício, logo esta Reserva vale $ 10.045 (5% x $ 200.900). Os Dividendos são calculados à base de 20% do total dos lucros líquidos, ou seja, 20% x $ 200.900, $ 40.180. Mais 20% são destinados à constituição de Reservas de Lucros, totalizando $ 40.180. Assim, do Lucro de $ 287.000, $ 86.100 foram destinados ao pagamento dos impostos e participações, $ 40.180 ao pagamento de dividendos, $ 10.045 para Reserva Legal e $

40.180 para outras Reservas de Lucros. Restam, portanto, $ 110.495 na conta de Lucros Acumulados. Para finalizar, precisamos saber o impacto dos investimentos no patrimônio da investidora. Para tanto é necessário saber se as participações societárias serão avaliadas pelo custo ou pela equivalência patrimonial. Pelas informações fornecidas, a participação na Cia. Estrela é avaliada pelo Custo de Aquisição, pois só possui 2% das ações preferenciais. Já as participações em SOL e LUA são avaliadas pelo Método da Equivalência Patrimonial, pois são em Coligadas/Controladas, e são relevantes, pois representam mais de 15% do PL da investidora. Desta forma, os investimentos valerão: Cia. SOL 40% de participação aplicando a equivalência patrimonial PL da Investida $ 370.000 (antes das destinações) + $ 100.000 (reavaliação) = $ 470.000 Valor do investimento 40% x $ 470.000 = $ 188.000 Como a participação societária valia $ 80.000 no início do exercício, o aumento no valor do investimento será de $ 108.000. Deste aumento de $ 108.000, $ 40.000 vem da Reavaliação de Ativos da coligada, $ 30.000 do aumento de capital ocorrido em 31.12 e o restante ($ 38.000) decorrente do lucro gerado pela investida. Como ocorre a proposta de distribuição de $ 20.000, a investidora tem direito de 40% deste valor, ou seja, $ 8.000, que será lançado como Dividendos a Receber em contrapartida do valor do Investimento. Assim, ao final de todas as contabilizações, as alterações no Patrimônio da Investidora, serão: Valor do Investimento - $ 180.000 Dividendos a Receber - $ 8.000 Ganho de Equivalência Patrimonial - $ 38.000 Reserva de Reavaliação Reflexa - $ 40.000 Redução de $ 30.000 no caixa pela integralização do capital social (40% x $ 75.000). Cia. LUA 80% de participação aplicando a equivalência patrimonial PL da Investida $ 287.500 (antes das destinações) Valor do investimento 80% x $ 287.500 = $ 230.000 Como a participação societária valia $ 150.000 no início do exercício, o aumento no valor do investimento será de $ 80.000. Este aumento decorre do resultado apurado pela investida, devendo ser lançado como Ganho de Equivalência Patrimonial. Como ocorre a proposta de distribuição de $ 30.000, a investidora tem direito de 80% deste valor, ou seja, $ 24.000, que será lançado como Dividendos a Receber em contrapartida do valor do Investimento.

Assim, ao final de todas as contabilizações, as alterações no Patrimônio da Investidora, serão: Valor do Investimento - $ 206.000 Dividendos a Receber - $ 24.000 Ganho de Equivalência Patrimonial - $ 80.000 Por fim, como o investimento na Cia. Estrela é avaliado pelo Custo de Aquisição, os dividendos recebidos (2% x $ 100.000) serão registrados como Receita de Dividendos em contrapartida de Dividendos a Receber. O Patrimônio da Investidora, em 2002 será, então, de: ATIVOS 2000 2001 Balancete de verificação 31.12.2002 Disponibilidades 1.500 3.500 1.000 Duplicatas a Receber 224.000 210.000 257.500 (-) PDD (2.000) (4.000) (5.000) Estoques 25.000 30.000 70.000 Dividendos a Receber 34.000 Participações Societárias Cia. SOL 0 80.000 180.000 Cia. LUA 0 150.000 206.000 Cia. ESTRELA 1.500 1.500 1.500 Terrenos 60.000 60.000 180.000 Veículos 40.000 40.000 40.000 Edificações 20.000 20.000 20.000 Obras em andamento 54.000 150.000 Depreciação Acumulada (10.000) (20.000) (30.000) Tributos sobre o Lucro e Participações 86.100 TOTAL DO ATIVO + DESPESAS 360.000 625.000 1.105.000 Fornecedor 25.000 40.000 56.000 Contas a Pagar 15.000 22.000 80.000 Impostos, Contribuição e Participação a Pagar 11.000 26.000 86.100 Dividendos a Pagar 25.000 35.000 40.180 Empréstimos e Financiamentos 40.000 60.000 200.000 Capital 200.000 400.000 430.000 Reserva Legal 4.000 12.000 22.045 Reservas de Lucros 30.000 10.000 40.180 Reserva de Reavaliação Reflexa 40.000 Lucros/Prejuízos Acumulados 10.000 20.000 110.495 TOTAL DO PASSIVO +PL+RECEITAS 360.000 625.000 1.105.000 Vendas 460.000 CMV (170.000) Lucro Bruto 290.000 Despesas Administrativas (70.000)

Devedores Duvidosos (5.000) Despesas Financeiras (40.000) Depreciação (10.000) Ganho de Equivalência Patrimonial 118.000 Receita de Dividendos 2.000 Reversão de PDD 2.000 Lucro Antes da Tributação e Participações 287.000 Tributos sobre o Lucro e Participações (86.100) Lucro Líquido do Exercício 200.900 21-Observando os valores inscritos no Patrimônio Líquido, é verdadeiro afirmar que: a) em 2001, os sócios integralizaram o Capital Social com subscrição de ações no valor de 80.000. b) nos exercícios de 2000 e 2001, não foram utilizados saldos de reservas para aumentar capital. c) no exercício de 2001, a empresa deu prejuízo e não efetuou a distribuição do lucro. d) em 2002 a empresa aumentou seu capital com subscrição de sócios. e) em 2000, a participação do capital próprio na composição das fontes de recursos é de 68%. O Capital Próprio em 2000 vale $ 244.000 e o capital Total à disposição da Entidade (fontes de recursos) vale $ 360.000. A relação equivale, portanto, a 67,77% (aproximando para 68%). Gabarito E 22-Com relação aos dividendos distribuídos por suas investidas, a Cia. Firmamento, quando da apuração de seu resultado do exercício de 2002, deve dar o seguinte tratamento contábil: a) recolher como receitas não-operacionais o valor de 20.000. b) registrar como receita de dividendos o valor de 8.000. c) lançar a crédito de Participações Societárias o valor de 32.000. d) debitar Participações Societárias no valor de 34.000. e) creditar como Outras Receitas Operacionais o valor de 10.000. Solução: Conforme já resolvido no início, somente duas participações são avaliadas pela Equivalência Patrimonial e os dividendos distribuídos pelas investidas valem $ 34.000. Deste total, $ 32.000 são daquelas avaliadas pela equivalência patrimonial (SOL e LUA), devendo ser registrado como redução do valor do investimento. Gabarito C 23-Na apuração do resultado do exercício de 2002 da Cia Firmamento, o valor registrado a crédito na conta Reserva Legal deve ser:

a) 9.005 b) 10.045 c) 9.505 d) 9.045 e) 9.845 Solução: Também já resolvido no início das questões. Reserva Legal igual a $ 10.045. Gabarito B 24- Em 2001, o valor das compras de mercadorias efetuadas foi de a) 170.000. b) 140.000. c) 120.000. d) 150.000. e) 210.000. Solução: Questão simples. O CMV de 2001 foi fornecido - $ 145.000. Lembrando: CMV = Estoque Inicial + Compras Estoque Final 145.000 = 25.000 + Compras 30.000 Compras = 150.000 Gabarito D 25-Analisando a variação do CCL - Capital Circulante Líquido da empresa, pode-se afirmar que o valor do CCL: a) de 2002 é menor do que o apurado em 2000. b) de 2001 é maior do que o apurado em 2000. c) de 2000 é menor do que o apurado em 2002. d) de 2002 é maior do que o apurado em 2001. e) de 2001 é menor do que o apurado em 2002. Solução: A dificuldade estava em encontrar o valor do CCL em 2002. Já resolvemos no início. Assim: CCL 2000 = 248.500 (AC) 76.000 (PC) = 172.500 CCL 2001 = 239.500 (AC) 123.000 (PC) = 116.500 CCL 2002 = 357.500 (AC) 262.280 (PC) = 95.220

Gabarito A 26-Em 2001, o valor total pago aos fornecedores foi de: a) 130.000. b) 145.000. c) 140.000. d) 150.000. e) 135.000. Solução: Questão de Fluxo de Caixa. Repare que no início do ano a conta fornecedores valia $ 25.000, significando compras efetuadas em 2000 que deixaram para serem pagas em 2001. Em 2001 as compras foram de $ 150.000, conforme questão número 24. Deveria a empresa pagar, então, $ 175.000, incluindo as compras de 2000. Como no final do ano a conta fornecedores tem um saldo de $ 40.000, significa que a empresa deixou de pagar este valor para pagar no ano seguinte. Ou seja, a empresa quitou apenas $ 135.000 ($ 175.000 - $ 40.000) este ano das dívidas com fornecedores. Gabarito E 27- O Índice de Imobilização da empresa, em 2002, é: a) 1,64. b) 1,16. c) 1,35. d) 1,20. e) 1,83. Solução: A questão quer saber o índice de imobilização do capital próprio, ou seja, Ativo Permanente/Patrimônio Líquido.Logo: Imobilização = $ 747.500/$ 642.720 = 1,16 Gabarito B 28- Pode-se afirmar que a participação do capital de terceiros em: a) 2001 é de 0,48. b) 2000 é de 0,98. c) 2001 é de 0,83. d) 2002 é de 0,72. e) 2000 é de 0,46. Solução: A Participação do Capital de Terceiros pode ser obtida pela relação Capital de Terceiros/Passivo Total. Logo: 2000 = $ 116.000/$ 360.000 = 0,32

2001 = $ 183.000/$ 625.000 = 0,29 2002 = $ 462.280/ $ 1.105.000 = 0,42 Porém, se considerarmos que a Participação do capital de Terceiros é obtida pela relação Capital de Terceiros/Patrimônio Líquido, teremos os seguintes índices: 2000 = $ 116.000/$ 244.000 = 0,48 2001 = $ 183.000/$ 442.000 = 0,42 2002 = $ 462.280/ $ 642.720 = 0,72 Gabarito D A Cia. Saturno, em 31.12.2000, na sua DOAR Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos apresenta como resultado ajustado um prejuízo de 10.000. Os valores ajustados no resultado eram os seguintes itens: Despesa anual de depreciação 3.000 Resultado de Equivalência Patrimonial Operacional (5.000) Ganhos de Capital na alienação de Imobilizado (15.000) Variação Cambial Passiva 2.000 Tomando por base esses dados, responder as questões 29 e 30. 29-O Resultado Operacional obtido pela empresa em dezembro de 2000 foi: a) um lucro de 25.000. b) um prejuízo de 25.000. c) um prejuízo de 15.000. d) um lucro de 15.000. e) um prejuízo de 10.000. Solução: Partindo do princípio de que os valores informados no quadro foram efetivamente ajustados, pois foi isso que foi informado, temos um Resultado Ajustado de $ 10.000,00 negativo. Para se chegar ao Resultado Ajustado, partimos de Resultado Contábil e passamos a eliminar os efeitos das Receitas e Despesas que, tendo afetado o lucro, não afetaram o Capital Circulante Líquido. Nesta questão, o problema está no ajuste do ganho de Capital na Alienação de Imobilizado. Este fato é uma origem, que pode ser ajustada ao lucro e informada como origem decorrente da Alienação de Imobilizado, ou simplesmente ser mantida no resultado e não aparecendo como outras origens. Conforme informação do examinador, este ganho foi ajustado. Assim:

Resultado Contábil X + Despesa anual de depreciação 3.000 - Resultado de Equivalência Patrimonial Operacional (5.000) - Ganhos de Capital na alienação de Imobilizado (15.000) + Variação Cambial Passiva 2.000 = Resultado Ajustado (10.000) Fazendo a conta inversa, encontramos o Resultado Contábil. X + 3.000 5.000 15.000 + 2.000 = -10.000 X = 5.000 A questão pede o resultado operacional. Então temos que refazer o Resultado do Exercício. Assim: Lucro Operacional Y + Ganhos de Capital na alienação de Imobilizado 15.000 = Resultado Contábil 5.000 Refazendo, o resultado, encontramos o Lucro Operacional. Y + 15.000 = 5.000 Y = (10.000) Desta forma, o Resultado seria um prejuízo de $ 10.000. Porém, o gabarito indica como resultado um Prejuízo de $ 25.000. Entendo que cabe recurso. Para se chegar ao resultado negativo de $ 25.000 temos que entender que o ganho na Alienação do Imobilizado não foi ajustado, o que não corresponde a informação do problema. Gabarito Oficial B 30- A verificação de um ajuste de Variação Cambial Passiva no resultado, identificado na DOAR de 2000, indica que no exercício ocorreu um lançamento de: a) atualização de saldo devedor em passivos de longo prazo. b) débito em conta de exigíveis a longo prazo. c) atualizações monetárias de itens do Capital Circulante Líquido. d) crédito em operações de financiamentos do passivo circulante. e) registro de novos empréstimos contraídos pela empresa. Solução: O ajuste no resultado indica que a despesa e/ou a receita afetaram o lucro, mas não afetaram o capital circulante líquido. Assim, a contrapartida da variação cambial

passiva tem que ser efetuada em conta de Ativo e/ou Passivo de Longo Prazo. Nesta hipótese, somente a letra A corresponde a uma possibilidade. Apenas o examinador pretendeu confundir o candidato ao escrever saldo devedor em passivo de longo prazo. O saldo devedor informado não é o saldo contábil, e sim o saldo econômico, ou seja, a empresa tem uma dívida de longo prazo. Gabarito A 31-Na ocorrência de descontinuidade operacional de bens reavaliados, uma empresa deve: a) alterar o critério de avaliação para o registro pelo valor original, mantendo as respectivas reservas de reavaliação e a provisão dos tributos incidentes sobre a reavaliação. b) modificar o critério de avaliação para o registro pelo valor original, estornando-se a parcela da reavaliação incluída no ativo, as respectivas reservas de reavaliação e a provisão dos tributos incidentes sobre a reavaliação. c) realizar toda a reserva de reavaliação, mantendo o ativo pelo valor original e efetuando o recolhimento dos tributos incidentes sobre a reavaliação. d) alterar o critério de avaliação para o registro pelo valor original, estornando-se a parcela da reavaliação incluída no ativo, as respectivas reservas de reavaliação e recolhendo os tributos incidentes sobre a reavaliação. e) manter o critério de reavaliação, estornando-se as respectivas reservas de reavaliação e a provisão dos tributos incidentes sobre a reavaliação. Solução: Questão literal da Deliberação nº 183/95 da CVM, que trata de Reserva de Reavaliação. Em seu item 18, a Deliberação determina: Gabarito - B Imobilizado Descontinuado 18 No caso de ativos reavaliados, componentes de uma linha de atividade que estiver sendo descontinuada, deve-se voltar ao conceito de custo corrigido, estornandose, para tanto, a parcela da reavaliação embutida no ativo e as respectivas reserva de reavaliação e provisão para impostos e contribuições. 32-Uma empresa com Patrimônio Líquido Negativo deve evidenciar esse valor: a) após o Capital Social no Grupo de Patrimônio Líquido como conta devedora. b) após a conta Financiamentos como um Exigível a Longo Prazo em uma conta devedora. c) após a conta de Despesas pré-operacionais, como um Ativo Diferido em uma conta credora.

d) após o ativo diferido em Grupo de Passivo a Descoberto como conta credora. e) após a conta de Empréstimos a Receber, como um Realizável a Longo Prazo em uma conta credora. Solução: Quando o Patrimônio Líquido está negativo, a equação fundamental do patrimônio pode ser assim representada: A = P PL A + PL = P Desta forma, o Patrimônio Líquido Negativo fica representado do lado do Ativo. Porém, ele deve ser representado como um Saldo DEVEDOR e não com saldo credor, como foi o Gabarito da questão. Esta questão deve ser anulada. Gabarito Oficial - D 33-Em conformidade com a legislação societária e para que se beneficie da dedutibilidade do valor do imposto de renda, devem as empresas de capital aberto contabilizar o pagamento dos juros sobre o capital próprio como: a) dividendos pagos, estornando para receita financeira na demonstração de resultados. b) destinação da conta de reserva de capital, revertendo o valor para resultado do exercício. c) despesas financeiras, revertendo o valor na última linha da demonstração de resultados. d) conta redutora do capital social, por tratar-se de remuneração para o acionista do capital emprestado. e) destinação de lucros acumulados sem transitar pela demonstração de resultados. Solução: Questão bastante difícil, pois está prevista em uma norma da CVM, Deliberação 207/96, que não costuma ser cobrada em prova na área fiscal. Determina esta norma, em seu item VIII: VIII - Caso a companhia opte, para fins de atendimento às disposições tributárias, por contabilizar os juros sobre o capital próprio pagos/creditados ou recebidos/auferidos como despesa ou receita financeira, deverá proceder à reversão desses valores, nos registros mercantis, de forma a que o lucro líquido ou o prejuízo do exercício seja apurado nos termos desta Deliberação

Gabarito C 34-No processo produtivo da empresa Desperdício S.A., no mês de julho de 2005, ocorreram perdas com rebarbas decorrentes do corte de tecidos da linha de produção. Em virtude da contratação de funcionário sem experiência houve a perda de 100 itens por mau uso de equipamentos. De acordo com os conceitos contábeis, devem ser registradas essas perdas: a) ambas como custo dos produtos vendidos. b) respectivamente, como despesa operacional e custo. c) ambas como despesas não-operacionais no resultado. d) ambas como despesas operacionais no resultado. e) respectivamente, como custo e despesa operacional. Solução: Esta questão é de contabilidade de custos. As perdas normais no processo produtivo devem ser classificadas como Custo de Produção. Aquelas que não são normais ao processo produtivo devem ser classificadas como despesas operacionais para não mascarar, de forma indevida, o custo de produção. Os valores relativos às perdas por mau uso de equipamento pelo funcionário novo e com treinamento incompleto não são normais ao processo produtivo, por isso devem ser classificadas como despesas operacionais. Gabarito E 35-A empresa Capita Tudo S.A. decide modificar sua estrutura de capitais, hoje dependente de recursos de curto prazo, utilizando recursos capitados por meio de debêntures conversíveis em ações. No ato da emissão das debêntures mediante recebimento dos recursos, o lançamento de registro a ser efetuado é: Débito Crédito a) Bancos Debênture Exigível a Longo Prazo Débito Crédito b) Bancos Capital Social Débito Crédito c) Debênture Exigível a Longo Prazo Bancos Débito Crédito d) Bancos Debênture Realizável a Longo Prazo Débito Crédito e) Capital Social Bancos

Solução: Questão que considero fácil. Se a empresa está recebendo recursos, está entrando dinheiro em sua conta corrente (débito de Bancos). Se a origem é a emissão de Debêntures, estará assumindo uma obrigação futura de resgatar estas debêntures, portanto um Passivo (Crédito de Debêntures Exigíveis a Longo Prazo). Gabarito A 36-Os procedimentos de controles internos têm sido fundamentais na prevenção e inibição de desvios, identificação de erros nos processos contábeis e deterioração ou perdas dos ativos das empresas. Identifique a seguir o procedimento relativo ao controle dos estoques. a) Limites de alçada escalonados de acordo com os cargos para aprovação de vendas. b) Segregação de funções do departamento de contas a pagar e do gestor financeiro. c) Restrições de acesso aos ativos da empresa realizando movimentações via requisições. d) Circularização semestral de fornecedores de ativos para confirmação dos saldos. e) Inventário físico dos bens patrimoniais da empresa pelo menos uma vez ao ano. Solução: A Resolução CFC Nº 820 trata em seu item 11.2.5 da importância, para o auditor, do estudo e da avaliação do sistema contábil e de controles internos. Neste item, a norma define que o sistema de controles internos de uma determinada empresa compreende o plano de organização e o conjunto integrado de método e procedimentos adotados pela entidade na proteção do seu patrimônio, promoção da confiabilidade e tempestividade dos seus registros e demonstrações contábeis, e da sua eficácia operacional. Acrescenta que os controles internos são de responsabilidade da administração da empresa e que o auditor deve efetuar sugestões objetivas para seu aprimoramento. Para o Conselho Federal de Contabilidade o auditor independente ao avaliar os procedimentos de controle deve considerar, dentre outros pontos: a) a definição de funções de toda a administração; b) a estrutura organizacional da entidade e os métodos de delegação de autoridade e responsabilidade; c) as políticas de pessoal e segregação de funções; d) o sistema de aprovação e guarda de documentos; e) a comparação de dados internos com fontes externas de informação (circularização); f) os procedimentos de inspeções físicas periódicas em ativos da entidade; g) a limitação do acesso físico a ativos e registros; e O primeiro detalhe a ser observado na analise da questão é o fato de que a Norma fala em proteção do Patrimônio da empresa, ou seja, qualquer tipo de ativo, enquanto que a pergunta da prova trata especificamente do ativo estoque.

Todas as letras da pergunta falam de um procedimento de auditoria, previsto na norma do CFC, que quando implementado e efetivamente executado pela empresa proporciona a proteção do patrimônio, promove a confiabilidade dos registros contábeis e a eficácia operacional, ajudando na prevenção e inibição de desvios, na identificação de erros e na redução de perdas dos ativos. A letra (a) fala dos limites de alçada escalonados de acordo com os cargos, mas está errada por mencionar o componente receite de vendas. A letra (b) trata de segregação de funções, mas fala especificamente do componente de contas a pagar. A letra (d) menciona o procedimento de circularização, e falha ao relacionar o procedimento com um componente do passivo, mais especificamente fornecedores. Finalmente ainda está errada a letra (e), que aborda o procedimento de Inventário físico de bens, mas não define qual o ativo de referência, deixando em aberto a possibilidade de da realização de um inventário para qualquer ativo, inclusive ativo ativos permanentes do grupo imobilizado. A única letra que não deixa dúvida por relacionar um procedimento de auditoria previsto na norma que é a restrições de acesso aos ativos da empresa, com a conta ativa que representa o estoque é sem dúvida a letra (e), tendo em vista que apenas o estoque de mercadorias poderia ser movimentado através de requisições. Gabarito C 37-Representa uma origem de recursos que afeta o Capital Circulante Líquido a) aquisição de Máquinas com Financiamentos de Longo Prazo. b) conversão de Debêntures em ações. c) integralização de Capital com entrega de Equipamentos. d) recebimento de Empréstimos Concedidos de Longo Prazo. e) troca de um Terreno por um Edifício. Solução: Questão de DOAR teórica. Origem é tudo aquilo que aumenta Capital Circulante Líquido. Apenas uma das opções altera este Capital Circulante Líquido: o recebimento de Empréstimos Concedidos de Longo Prazo. Entra dinheiro no Caixa (Ativo Circulante) e diminui Ativo Realizável a Longo Prazo (diminuição dos empréstimos concedidos). Gabarito D 38-Aempresa Divergências S.A. contabilizou a folha de provisão para férias do mês de outubro de 2005 com erro. Foram provisionados em duplicidade o equivalente a 20% dos duodécimos. Considerando que a apropriação da folha de férias é feita em 30% para custo dos estoques e 70% para despesas administrativas e que de tudo que se fabrica no mês, se

vende 50%, indique qual estorno abaixo representa um ajuste necessário, uma vez que o referido lançamento só foi constatado na conciliação feita no mês seguinte. a) 6% dos 20% dos duodécimos da folha de provisão de férias de outubro de 2005, contabilizados a maior, registrados nos estoques devem ser estornados. b) 70% da folha de provisão de férias de outubro de 2005 devem ser estornados das despesas administrativas. c) 14% da folha de provisão de férias de outubro de 2005 devem ser estornados dos estoques. d) 30% da folha de provisão de férias de outubro de 2005 devem ser estornados do custo dos estoques contra a provisão de férias. e) 3% do total dos duodécimos contabilizados em duplicidade, da folha de férias de outubro de 2005, devem ser estornados do custo das mercadorias vendidas, contra a provisão de férias. Solução: Questão difícil. Ao elaborar a provisão para férias, houve o lançamento em duplicidade de 20% dos duodécimos. Este valor gera uma despesa. Porém 30% deste valor é lançado, na empresa, como custo de produção. Ou seja, 6% (30% x 20%) da provisão vai para custo de produção. Esta parcela fica estocada até que a mercadoria (o produto) seja vendida. Como 50% do estoque foi vendido, apenas a metade dos 6% foram lançados como custo de mercadorias vendidas. É verdade que este não é o único ajuste a ser feito, porém, é a única opção que tem uma correção verdadeira. Gabarito E 39-A Empresa Café Torrado S.A. fecha contrato de aluguel de imóvel que não utiliza mais em seu processo produtivo por 5 anos. A empresa Antecipa Tudo S.A., a qual pagou antecipadamente o valor de $ 3.500.000,00, aceitou constar do contrato, cláusula prevendo a não-devolução de valores em caso de rescisão antecipada. Dessa forma, esses valores devem ser registrados na Empresa Café Torrado S.A., proprietária do imóvel, como: a) Receita de Aluguéis no Grupo de Resultado de Exercícios Futuros. b) receitas a apropriar no Passivo Circulante e Exigível a Longo Prazo. c) receitas não-operacionais na Demonstração de Resultados. d) despesa Antecipada no Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo. e) outras receitas operacionais, na Demonstração de Resultados. Solução: Questão típica de aplicação de Resultados de Exercícios Futuros. Caracteriza uma Receita de Exercício Futuro o recebimento antecipado com a cláusula de não devolução dos recursos em caso de rescisão antecipada. Gabarito A 40-Quando da Realização da Reserva de Lucros a Realizar, esta deve ser revertida para:

a) lucros ou prejuízos acumulados, quando o evento realizar-se economicamente. b) lucros ou prejuízos acumulados, quando o evento realizar-se financeiramente. c) reserva de capital destinada diretamente para distribuição de dividendos. d) resultado do exercício, quando o evento econômico realizar-se financeiramente. e) resultado do exercício, quando o evento financeiro realizar-se economicamente. Solução: A característica principal da Reserva de Lucros a Realizar é o entendimento de que os valores ali lançados se referem a Ganhos realizados economicamente (princípio da competência), porém não realizados financeiramente. A sua realização é incerta, como no caso do Ganho de Equivalência Patrimonial, em que sua realização depende da distribuição de dividendos ou da venda das ações, ou a realização é demorada, como no caso dos lucros nas vendas de ativos, cujo recebimento do todo ou parte, serão efetuadas após o término do exercício seguinte. Quando se constitui o a Reserva, debita-se Lucro e credita-se Reserva. Quando se reverte a reserva, debita-se Reserva e Credita-se Lucros ou Prejuízos Acumulados. Gabarito - B