Criosfera Gelo Marinho e Gelo de superfície



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Transcrição:

Criosfera Gelo Marinho e Gelo de superfície Dinâmica do Clima Profª Maria Dolores Alunos: Fernanda Santana Guilherme Chagas

Introdução O gelo cobre cerca de 11% do solo terrestre e 7% dos oceanos do mundo. Neste trabalho vamos estar analisando, em específico, o gelo marinho e o gelo em superfície. Figura 1 Representa a quantidade actual de gelo sobre as calotas polares.

Desenvolvimento Gelo Marinho o O gelo marinho é formado pelo congelamento das águas do oceano, o Este age como uma espécie de isolante para a transferência de calor e momento entre os oceanos e a atmosfera,

o o o o o é possível ver que há uma maior variação sazonal de gelo marinho na região da calota polar sul do que na calota polar norte, no inverno, a distribuição de gelo marinho se estende até 60ºS de latitude, no verão o gelo é confinado até no máximo a 70ºS, a distribuição de gelo na Antárctica é mais simétrico do que no Artico, Ocorre maiores variações na estrutura (regional) do gelo marinho na Antárctica do que no Árctico, pois no Artico há uma maior porção de continente a sua volta do que propriamente oceano. E na Antárctica é envolto por oceano.

o Essas placas de gelo marinho, ao se fragmentarem, movem-se pelos oceanos podendo se colidir e em certas situações se unirem a placas de gelo em uma região chamada de Zonas Marginais de Gelos. Porém esse movimento, que é sazonal, modifica a distribuição de radiação nesta região por consequência da mudança de albedo. Estas Zonas Marginais de Gelos são regiões onde há a ocorrência de upwelling, com esse fenómeno os nutrientes que estão depositados no declive da plataforma continental são emergidos. Nesta região é onde existe mais vida marinha nas calotas polares, como exemplo na Antárctica é encontra a maior reserva de fito plâncton que é de importância fundamental para a geração de oxigénio para o planeta. A preservação desta é reserva é fundamental para a cadeia alimentar.

o As variações sazonais do gelo marinho na Antárctica são entre 3 e 18x10 6 Km 2 e no Árctico de 7 e 15x10 6 Km 2. No Árctico o gelo marinho é menos denso que na Antárctica porque há mais continente que oceano. (Barry, 1995). No verão dos hemisférios (Dezembro, Janeiro, Fevereiro no H.S. e Junho, Julho, Agosto no H.N.) existe menos gelo marinho na Antárctica porque este não fica confinado como no H.N.. Figura 3 Ciclo anual de gelo marinho em Km2 para a Antárctica, o Árctico e o seu total, Ropelewski (1989).

Corpos de Gelo Terrestres e Marinhos encontrados nos pólos e montanhas glaciares, grandes diferenças são observadas entre os dois: corpos de gelo terrestres são encontrados em Gronelândia, glaciares de montanhas, e no Leste Antarctico repousam sobre terra acima do nível médio do mar. corpos de gelo marinhos são encontrados no Oeste Antarctico, principalmente no Mar de Ross e no Mar de Weddell são constituidos por gelo abaixo do nível médio do mar

Os corpos de gelo marinho são mais afectados por: eventuais flutuações climáticas alterações no nível médio do mar. Os corpos de gelo terrestre são mais susceptíveis à: mudanças no acumulo de neve alterações na temperatura Os corpos de gelo marinho são alterados mais rapidamente quando comparados aos corpos de gelo terrestre

O degelo da Gronelândia (massa de gelo em torno de 3.0x10 kg): elevaria o nível médio do mar em 8m No Oeste Antartico elevaria o nível médio do mar em 8m No Leste Antartico acarretaria em 65m de elevação. A quantitade de energia necessária para degelo total está na ordem de 10**25, aproximadamente o dobro do necessário para elevar a temperatura de todo os oceanos em 1K.

Em consequencia das baixas temperaturas, não se observa degelo superficial apreciável na Antártica. acúmulo de massa em superfície é balanceado pela separação de icebergs da camada de gelo principal, e, em menor grau, pelo derretimento abaixo das camadas de gelo localizadas sobre o oceano. Na Gronelândia observa-se elevado derretimento superficial e degelo em profundidade apreciável.

Os glaciares são encontrados em regiões montanhosas em variadas latitudes. Representam uma pequena porção da criosfera total e afetam apenas o clima local. São caracterizados por grande acúmulo de massa sazonal e degelo, portanto são mais susceptíveis a mudanças climáticas.