OS AGENTES ECONÓMICOS E AS SUAS RELAÇÕES



Documentos relacionados
Economia e Negócios Internacionais MACROECONOMIA

Fluxo Circular da Renda. Fluxo Circular da Renda. Aula 2: Agregados Macroeconômicos

Fluxo Circular da Renda. Fluxo Circular da Renda. Aula 1: Agregados Macroeconômicos

CAPITULO 6. Rendimentos e repartição dos rendimentos

ECONOMIA E SOCIOLOGIA MÓDULO EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

Macroeconomia. Prof. Regis Augusto Ely. Fevereiro Componentes do produto

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA DE VISEU CURSO DE CONTABILIDADE E ADMINISTRAÇÃO ECONOMIA II Exercícios - nº /01

Introdução à Economia Licenciaturas de Economia 2005/2006

LISTA 5A. 3) Financiamento do investimento: poupança 4) Poupança, crescimento econômico e sistema financeiro

ECONOMIA E SOCIOLOGIA EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO. Nº de garrafas encontradas

Economia II. A medição dos principais agregados macroeconómicos. Francisco Camões / Sofia Vale / Vivaldo Mendes. Setembro 2007

Agregados macroeconômicos: construções estatísticas que sintetizam aspectos relevantes da atividade econômica em um período de tempo.

Contabilidade Social

Centro de Competência de Ciências Sociais

Prof. Eliezer Lopes UNIDADE II - PARTE I CONTAS NACIONAIS

Cursos Científico-Humanísticos Ano Lectivo 2013/2014 PLANIFICAÇÃO ANUAL ECONOMIA A (11º ano)

Aula 01 Balanço de Pagamentos

II Semana Contábil e Fiscal de Estados e Municípios Estatísticas de Finanças Públicas Tesouro Nacional

alocação de custo têm que ser feita de maneira estimada e muitas vezes arbitrária (como o aluguel, a supervisão, as chefias, etc.

Unidade 1 Aula 3 Profª. Mariana Cristina Silva. Economia e Mercado

CONTABILIDADE I. Universidade da Madeira. Ano: 2015/2016. Docente: José Eduardo Gonçalves

Análise Macroeconômica Brasileira

Economia. Prof.Carlos Nemer 1. Determinação do Nível de Renda e Produto Nacionais: o Mercado de Bens e Serviços.

Macroeconomia aberta: conceitos básicos

Noções de Economia Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata

Mercado Monetário Interbancário

CAPITULO 4. Preços e Mercados

Economia A 11º ano Planificação, por unidade letiva, havendo aulas às 2ªs, 4ªs e 5ªs

Resumo Aula-tema 04: A Macroeconomia do Setor Externo: Uma Introdução

DIRETORIA DE PESQUISAS - DPE COORDENAÇÃO DE CONTAS NACIONAIS CONAC. Sistema de Contas Nacionais - Brasil Referência Nota Metodológica nº 24

3 Padrões de troca de Polanyi

QUESTÕES RELACIONADAS À DECLARAÇÃO SOBRE A UTILIZAÇÃO DE RECURSOS EM MOEDA ESTRANGEIRA DECORRENTES DO RECEBIMENTO DE EXPORTAÇÕES (DEREX) (IN-SRF

Aula 26 - TP002 - Economia 31 /05/2010 Capítulo 32 MANKIW (2007) continuação...

Conceito: Balanço de Pagamento. Conceito: Balanço de Pagamento. Aula 1: Balanço Pagamentos e Câmbio. O Balanço de Pagamentos no Brasil

Conceitos Básicos A função BP. O Mercado Cambial. Março 2014

Sistema de Contas Nacionais Brasil

Banco Central anuncia novo status da dívida externa brasileira

Vale Inovação. Dezembro de Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME (SI QUALIFICAÇÃO PME)

Administração AULA- 8. Macro Economia - Políticas. Prof. Isnard Martins. Bibliografia:

GUIA PRÁTICO ATENDIMENTO AÇÃO SOCIAL

Economia Florestal. Problemas económicos fundamentais

Contas Nacionais. Professor Gilmar Ferreira Curso de Exercícios de Macroeconomia - ESAF

ECONOMIA FLORESTAL. Análise Custo-Benefício

NOVOS PROCEDIMENTOS PARA A REALIZAÇÃO DE OPERAÇÕES CAMBIAIS

Mercado de Trabalho e Subsídio de Desemprego

MATRIZ DA PROVA DE EXAME A NÍVEL DE ESCOLA AO ABRIGO DO DECRETO-LEI Nº 357/2007, DE 29 DE OUTUBRO (Duração: 90 minutos + 30 minutos de tolerância)

Economia Internacional I

Diagnóstico da Convergência às Normas Internacionais IAS 21 - The Effects of Changes in Foreign Exchange Rates

PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS CÓD. 14

2. COMPARAÇÃO DE PERFIL ENTRE ADIMPLENTES E INADIMPLENTES

USP-FEA Curso de Administração Disciplina: EAC0111 Noções de Contabilidade para Administradores. Quais são os objetivos do tópico...

Darcy Francisco Carvalho dos Santos Junho/2015.

UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais CONTABILIDADE FINANCEIRA II. 2ª Frequência

Prof. Rodrigo Marchesin. Unidade I ECONOMIA E MERCADO

POLÍTICA DE PREVENÇÃO DE BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS E FINANCIAMENTO DO TERRORISMO

Análise de Políticas e Interpretação de Indicadores Macroeconómicos/ Pobreza e Desenvolvimento

Ficha de Unidade Curricular (FUC) de Contabilidade de Custos e de Gestão

ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS Receita Federal 2009

CIRCULAR SÉRIE A N.º 1364

Boletim Econômico Edição nº 24 abril de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico

3º Trabalho de GI Análise DFD

Prova Escrita de Avaliação de Capacidade

a) Bens não duráveis de consumo; b) Serviços de consumo; c) Bens de consumo e investimento. Marque a alternativa que complete os espaços acima:

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE

Aula 01 Balanço de Pagamentos e Contas Nacionais

Conhecimentos Bancários

PASSAPORTE PARA ANGOLA

Avaliação a Distância AD2. Período /2º. Disciplina: CONTABILIDADE GERAL II. Coordenadora: TEREZA DE JESUS RAMOS DA SILVA

Conceito: Balanço de Pagamento. Conceito: Balanço de Pagamento. Aula 1: Balanço Pagamentos e Câmbio. O Balanço de Pagamentos no Brasil

Perguntas e respostas sobre a instituição do Regime de Previdência Complementar para os servidores públicos da União

CONTABILIDADE I. Universidade da Madeira. Ano: 2011/2012. Docente: José Eduardo Gonçalves

Unidade 10 Análise combinatória. Introdução Princípio Fundamental da contagem Fatorial

Guia Prático Redução de taxa contributiva Apoio à contratação a termo de trabalhadores mais velhos e públicos específicos

Linha de Crédito PME Investe V

Exercícios de Macro III

REGIMES ESPECIAIS DE TRIBUTAÇÃO REGIME ESPECIAL DE TRIBUTAÇÃO DO OURO PARA INVESTIMENTO MÓDULO 4

Página 59 Inserir as questões a seguir após a questão 08.

Contabilidade Social Carmen Feijó [et al.] 4ª edição

QUAIS AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS IMPOSTOS MAIS IMPORTANTES - PARTE I

Constituição de Empresas e Fiscalidade em Cabo Verde. João Afonso Fialho

FIQUE LIGADO. A principal função do SFN é a intermediação do fluxo monetário entre os agentes econômicos superavitários e os deficitários.

UMA ABORDAGEM SOBRE ANALISE DO PONTO DE EQUILÍBRIO PARA QUESTÕES DE APREÇAMENTO CONSIDERANDO AS QUANTIDADES TRANSACIONADAS

Universidade de São Paulo. Escola de Comunicação e Artes, ECA-USP

1 Princípios econômicos

O SEBRAE E O QUE ELE PODE FAZER PELO SEU NEGÓCIO

DIAS E HORÁRIO DE ATENDIMENTO PARA A MATRÍCULA: DOCUMENTOS PARA MATRÍCULA E PARA COMPROVAÇÃO DAS POLÍTICAS DE AÇÕES AFIRMATIVAS

Análise Macroeconômica. AULA 1 Prof. Vladimir Fernandes Maciel

LFG MAPS. Conceitos fundamentais 6 questões

A Palavra Economia Dez Princípios de Economia. Uma Casa e a Economia Enfrentam... Correlação x Causa. Decisões. Escassez... Decisões?

Ficha de Informação Normalizada para Depósitos Depósitos à ordem

PLANO NACIONAL DE FORMAÇÃO FINANCEIRA. Gere o teu dinheiro

Modelo Keynesiano Simples

CYRELA BRAZIL REALTY S/A EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES

Aula 3: Modelos de Determinação de Renda de Curto Prazo: Modelos IS/LM

WESTERN UNION CORRETORA DE CÂMBIO S.A. E BANCO WESTERN UNION DO BRASIL S.A. ( WU BRASIL ) Relatório de Gerenciamento de Risco de Crédito

Guia do uso consciente do crédito. O crédito está aí para melhorar sua vida, é só se planejar que ele não vai faltar.

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Transcrição:

OS AGENTES ECONÓMICOS E AS SUAS RELAÇÕES Cristina Maria Jesus Carvalho Aluno Nº 21130375 Leonor Carmona Ribeiro Aluno Nº 21140297 RESUMO: Os Agentes Económicos e as suas relações estão representados num circuito económico. O circuito económico é um diagrama que representa os fluxos entre agentes económicos de forma a ter-se uma visão simplificada da realidade económica. Tendo em conta a importância dos fluxos e dos agentes económicos, seguem-se as relações existentes entre eles. - INSTITUT0 POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL MAIO DE 2007 1

Índice 1-Fluxos 3 2-Agentes Económicos 3 3-Economia Fechada 3.1- e 3 3.2- e Estado 4 3.3-,, Estado e Capital 7 4-Economia Aberta 4.1-,, Estado, Capital e Resto do Mundo 9 5-Conclusão 10 6- Conceitos Chave 11 7-Bibliografia 11 2

1. Os Fluxos Os fluxos, ao traduzirem relações económicas entre categorias de agentes económicos, podem ser classificados em fluxos reais - quando correspondem a fluxos de bens e serviços e em fluxos monetários - quando correspondem a fluxos de dinheiro. Nem todos os fluxos correspondem a transacções realizadas, deve-se ter em conta os que se relacionam com transacções imputadas (como exemplo, temos a operação de aluguer (arrendamento) que o proprietário de uma habitação faz a ele próprio, enquanto inquilino, para usufruir da respectiva habitação). Deve-se ter em conta que pode-se encontrar transacções independentes e combinadas, correspondendo as primeiras a fluxos num só sentido, enquanto, as segundas correspondem a fluxos de sentido oposto para a mesma operação, podendo a contrapartida ser imediata ou não imediata. Em resumo são operações de troca de bens, serviços e moeda entre agentes económicos. 2. Agentes Económicos Os agentes económicos são indivíduos, instituições ou conjunto de instituições que, através das suas decisões e acções, tomadas racionalmente, influenciam de alguma forma a economia. São eles as que tomam decisões sobre o consumo e a oferta de trabalho, as que tomam decisões sobre investimento, sobre produção e sobre a procura de trabalho, o Estado que toma decisões de consumo, de investimento e de política económica (instituição pública com poder de coesão) e o Capital (Instituições financeiras) que não podemos afirmar que é um verdadeiro agente. Estes quatro agentes formam uma Economia Fechada. Devemos ainda incluir um quinto agente ao qual chamamos Resto do Mundo ou Exterior que representa todos os agentes externos à economia e toma decisões sobre todas as questões anteriores. Este agente está presente, em geral, em todas as economias mundiais, quando esta economia é uma Economia Aberta. 3. Economia Fechada Actividade económica que contabiliza as relações entre os diversos agentes económicos (,, Estado e Instituições financeiras) dentro de um determinado território. O comércio com o exterior é praticamente inexistente. 3.1 e As oferecem as empresas o que elas precisam para existir: o fluxo real recursos naturais, trabalho, capital, tecnologia e capacidade empresarial. As restituem as famílias, na mesma ordem, alugueis, salários, juros e lucros. Estas são as remunerações aos recursos, pois fluxo real = recursos = factores económicos. 3

Vamos supor que na nossa economia apenas existem e. As primeiras, são unidades de consumo e as segundas, as unidades de produção. Assim os bens produzidos nas destinam-se a ser consumidos pelas. As unidades de consumo, as, para além de serem consumidoras também são unidades de produção (força de trabalho, terras, recursos naturais, etc.). As e as trocam entre si o trabalho e os bens que produzem. As unidades de consumo, para além de fornecerem os serviços do trabalho, são proprietárias dessas mesmas unidades de produção. Significa que as deverão retribuir em troca do trabalho e da propriedade das com o pagamento de salários e de lucros. O consumo de bens, por parte das, obriga a que estas paguem esses bens às, dando origem ao consumo. Trabalho Bens em compras Figura 1: Relação / Com esta representação, passa-se a dispor dos fluxos essenciais que caracterizam as relações entre as e as. Às cabe a escolha entre as utilizações alternativas dos recursos disponíveis para a produção de bens que têm, por sua vez, de ser aprovados pelos consumidores (). Estes dois agentes resumem, através do seu comportamento, o essencial da presença do mercado nas economias capitalistas. Relacionam por meio de dois mercados: o mercado de factores e o mercado de bens e produtos. 4

3.2, e Estado O circuito anterior pode ser melhorado se tivermos em conta nas nossas economias de um importante agente económico: o Estado. Como se relaciona o Estado com os dois outros agentes, e, já presentes no circuito económico? O Estado emprega agentes económicos e compra bens às e em contrapartida obtêm receitas através dos impostos sobre as e sobre as. Supõem-se que estes impostos recaem sobre os rendimentos das e sobre os lucros das. Trabalho Bens Trabalho Estado Bens Figura 2: Relação // Estado Os fluxos que partem e chegam ao Estado representam outras tantas formas possíveis de intervenção deste agente na actividade económica das e. As transacções representadas acima são transacções combinadas. As cedem trabalho e obtêm rendimentos que pagam esses serviços. As vendem bens que produzem e obtêm o valor desses bens das e do Estado através das despesas em bens. O Estado recebe impostos em troca dos mais variados serviços que presta. A imputação destas operações do Estado com as e as obedece a regras próprias acordadas entre economistas. Por esta última razão apenas estas operações do Estado (recebimento dos impostos) não surgem com o fluxo correspondente (e oposto) de venda de serviços. 5

Considerando apenas os fluxos monetários, então o circuito económico, a seguir representado, traduz essa situação: Estado Figura 3: Relação // Estado Fluxos monetários Representando as actividades dos agentes no circuito, através do que designamos de conta e que, representa as entradas e as saídas de fluxos monetários para cada categoria de agentes. Assim, a conta apresenta como entradas os salários e os lucros pagos pelas e os salários pagos pelo Estado. Como saídas, esta conta regista os impostos e as despesas em bens de consumo que as produzem. A compensação entre fluxos monetários de saída e de entrada pode não se verificar, a sua verificação será apenas obra do acaso. Vamos tomar como exemplo as - O facto da soma dos rendimentos que recebem das e do Estado ser superior ao montante que gastam em bens produzidos pelas e em impostos pagos ao Estado. Esta situação apenas nos diz que as efectuam poupança. Também as e até o Estado podem encontrar-se em situações em que o montante que recebem não é idêntico ao montante de todos os seus pagamentos. Estamos em situação de criar um novo agente económico - esta nova categoria é designada por Capital. 6

3.3,, Estado e Capital A introdução da conta Capital vai permitir que a partir deste momento cada conta esteja equilibrada. O equilíbrio vai obter-se através de fluxos da e para a conta Capital. Estado Capital Figura 4: Relação // Estado/ Capital Fluxos monetários Os fluxos que entram e saem da conta Capital são de grande importância uma vez que nos informam da capacidade de realizar poupança e, da forma como essa poupança é originada na economia. Para que se fique com uma visão dos fluxos principais que caracterizam uma economia capitalista, precisamos ainda de introduzir no nosso circuito um importante tipo de despesas das e, duas formas importantes de intervenção do Estado na economia. O primeiro objectivo das consiste na produção de bens que satisfaçam a necessidades dos consumidores. A forma de cumprir este objectivo leva as a adquirir meios de produção e sobretudo a adquirir bens de Capital. É graças à aquisição de bens de Capital e às combinações que as fazem com outros factores de produção, a produção aumenta periodicamente. 7

É então, importante identificar os montantes de acréscimo do stock de Capital de uma economia. Estes acréscimos são designados por Investimento e devem figurar no conjunto de fluxos que integram o circuito económico. Temos, ainda, dois outros fluxos importantes nas nossas economias capitalistas. Tratam- -se das transferências que o Estado realiza: transferências para as (subsídios, pensões, indemnizações, etc) e transferências para as (subsídios). Vejamos o novo circuito económico: + Transf. Estado + Subsídios Capital Investimento Figura 5: Relação // Estado/ Capital Novo fluxo: o investimento Com este último Circuito ficamos com uma visão dos principais fluxos que caracterizam uma economia. Verificamos que a poupança total não pode ser superior ao montante de poupança das, mais o montante das e do Estado (no caso deste também contribuir). O aumento de poupança na economia terá de ser o resultado do acréscimo de poupança das, e Estado (ou redução da utilização da poupança deste). Depara-se aqui com uma imagem da questão fundamental da existência de recursos escassos com usos alternativos. Neste caso a questão refere-se à decisão de produção para consumo no presente ou no futuro. O circuito, tal como acabado de apresentar, caracteriza uma economia fechada, uma economia sem relações com as economias exteriores. Não é difícil perceber que as economias não são, em geral, economias fechadas. Elas são economias com relações com o exterior e por isso designadas por economias abertas. 8

4. Economia Aberta Actividade económica de um país que contabiliza as relações entre todos os agentes económicos (,, Estado, Instituições financeiras e o Exterior). Inclui portanto, as relações económicas com outros países (Importações, exportações, movimento de capitais, etc). 4.1,, Estado, Capital e Resto do Mundo Para podermos ter em conta uma economia aberta, isto é, uma economia com relações com o exterior devemos inserir no nosso circuito um novo agente que se designa como Resto do Mundo ou Exterior. Em termos de fluxos reais, esta nova conta recebe das bens, que correspondem às exportações, e fornece bens, correspondentes às importações, que se destinam às, Estado e. + Transf. Estado + Subsídios Capital Investimento Resto do Mundo Importações Exportações 9

Vamos supor que as relações com o exterior se limitam as importações e exportações, podemos então dizer que se as exportações forem inferiores as importações, o Resto do Mundo contribui para a nossa poupança, à qual chamamos poupança do exterior. Na conta Capital vamos encontrar os contributos das,, Estado e também do Exterior (Resto do Mundo). Quando incluímos o exterior no nosso Circuito representativo das actividades económicas adopta-se a hipótese das e o Estado não comprarem bens importados directamente do exterior. Estes agentes compram os bens importados às que entretanto os importaram. Desta forma, os fluxos com o exterior partem e chegam apenas às. Acerca da poupança, pode-se acrescentar que o aumento de poupança na economia pode também ser o resultado da contribuição da poupança do exterior. Vamos ver um exemplo: A poupança do Estado, das e das é nula. O Estado, as e as gastam todos os seus rendimentos, assim, não contribuem para a formação da poupança. Desta forma, não encontramos qualquer movimento interno no sentido de alimentar a poupança. Suponhamos que as importam os bens que vão ser utilizados como meios de produção. Como as exportações são nulas, essas compras traduzem-se num saldo negativo das transacções com o exterior e são assim aquilo que designamos por - Exterior. O investimento realizado foi feito apenas à custa dessa poupança exterior. De não esquecer que estamos a representar o circuito económico apenas com os fluxos monetários. 5. Conclusão: Embora bastante simples este circuito económico com todos os Agentes Económicos descritos constitui uma representação dos principais sujeitos económicos na nossa economia e das principais transacções entre esses sujeitos que reflectem comportamentos de natureza económica. È com base no circuito económico que os economistas conseguem medir o Produto Interno Bruto (PIB). Este é o valor a que se chega quando se aplica a medida monetária aos diversos bens e serviços que um país produz com os seus recursos de terra, trabalho e Capital. È a soma dos valores monetários do consumo, do investimento bruto, das compras de bens e serviços pelo Estado e das exportações líquidas produzidos num país durante um ano. A primeira utilização deste circuito vai ser feita na apresentação da Contabilidade Nacional. Por detrás das grandezas da Contabilidade Nacional temos um Circuito Económico como aquele que acabamos de descrever. 10

6. Conceitos Chave Agentes Económicos Fluxos reais e monetários Circuito Económico Economia Fechada e Economia Aberta 7. Bibliografia: ANDRADE, João Sousa, Introdução à Economia, Minerva, 1998 SAMUELSON, Paul A. e NORDHAUS,William Economia, McGraw-Hill de Portugal, 1993 MANKIW, N. Gregory, Introdução à Economia, Thomson http://www.angelfire.com/mac/jpedro/economia/txt3.pdf, 26 de Maio de 2007 http://www.notapositiva.com/dicionario_economia/agenteeconom.htm, 23 de Abril de 2007 http://br.geocities.com/bartimeu/htm/economia01.htm, 3 de Maio de 2007 http://www.jfpb.gov.br/esmafe/pdf_hemeroteca/racionalidadedosagenteseconmicos%5 B1%5D.pdf, 26 de Maio de 2007 http://www.dge.ubi.pt/aisilva/economia/texto_apoio_5.pdf, 27de Maio de 2007 11