Fundamentos de Ecologia (Introdução)



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Transcrição:

Fundamentos de Ecologia (Introdução) 1 Indrodução durante muito tempo desconhecida do grande público e relegada a um segundo plano por muitos cientistas, a ecologia surgiu no século XX como um dos mais populares aspectos da biologia. Isto porque se tornou evidente que a maioria dos problemas que o homem vem enfrentando, como crescimento populacional, poluição ambiental, fome e todos os problemas sociológicos e políticos atuais, são em grande parte ecológicos. Uma observação importante deve ser colocada com relação à expressão meio ambiente (consagrada de forma imprópria pelo uso) que aqui será desdobrada e tratada como sinonímia (tal como deve ser), pois a expressão meio deve ser colocada como sinônimo de ambiente, para evitar redundância. Sob outro aspecto, se for utilizada as duas expressões conjuntas pode se até pensar no ambiente pela metade (meio) e ele é um todo e, portanto, inteiro. A expressão meio ou ambiente inclui tanto os organismos de uma maneira em geral, quanto o meio físico onde se encontram inseridos e envolve relações intra específicas (entre indivíduos de uma mesma espécie ou população) como interespecíficas, ou seja, entre aqueles de espécies ou populações diferentes. Essas interações entre os indivíduos, as populações e os organismos e seu ambiente formam sistemas ecológicos, ou ecossistemas. A ecologia também já foi definida como "o estudo das inter relações dos organismos e seu ambiente, e vice versa", como "a economia da natureza", e como "a biologia dos ecossistemas". 2 Aspectos Históricos a ecologia que inicialmente não foi bem definida, encontra seus primeiros antecedentes na história natural dos gregos, especialmente em um Teofrasto (discípulo de Aristóteles), que foi primeiro botânico a descrever a vida vegetal e suas relações com habitats, biótopos e comunidades, na antiga Grécia e por isso, é considerado o primeiro ecologista. Antes disso, o grande filósofo grego Platão (428 348 a.c.), já demonstrava em seus escritos, um pensamento eminentemente ecológico, tendo criado algumas leis que deveriam reger uma população como, por exemplo, limitando um certo número de famílias para uma dada área geográfica, e mantendo este número sempre constante.

Posteriormente, as bases preconizadas e depois estabelecidas para a ecologia moderna foram lançadas nos primeiros trabalhos dos fisiologistas sobre animais e vegetais. Muito embora a ecologia seja uma nova ciência, muitas civilizações já estudavam e aplicavam os seus princípios fundamentais há milhares de anos atrás. Os povos pré históricos já tinham noção sobre a Ecologia do trigo e do milho a fim de obterem sucesso no plantio e na colheita. Os índios habitantes das planícies norte americanas eram praticamente obrigados a entender o máximo possível sobre ecologia do bisão, pois precisavam muito desse animal para a sobrevivência das tribos. No início e em meados do século XX, dois grupos de botânicos, um na Europa e outro nos Estados Unidos, estudaram comunidades vegetais sob dois diferentes pontos de vista. Os botânicos europeus se preocuparam em estudar a composição, a estrutura e a distribuição das comunidades vegetais, enquanto os americanos estudaram o desenvolvimento dessas comunidades, ou sua sucessão. As ecologias animal e vegetal se desenvolveram separadamente até que os biólogos americanos deram ênfase à inter relação de comunidades vegetais e animais como um todo biótico. Nascida em torno de 1.930, a ecologia moderna atingiu uma posição central entre as ciências que preocupam o homem em virtude de estudar dois problemas dos quais, no que muitos acreditam, depende da nossa sobrevivência neste pequeno planeta: o crescimento demográfico e a poluição. 3 Definição etimologicamente falando, o termo ecologia, vem do grego oikos (que quer dizer casa ou um lugar para morar ) e logos (que significa estudo ou tratado ou discurso ). Então a ecologia é o estudo das casas ou ambientes dos organismos vivos: tudo que os cerca, inclusive outros animais e plantas, o clima, o solo, e outros. Cunhada pelo zoólogo alemão Ernest Haeckel, em 1.866, para designar a "relação dos animais com seu meio ou ambiente orgânico e inorgânico". Portanto, para um melhor entendimento pode se definir ecologia como o ramo da biologia que estuda o relacionamento dos seres vivos entre si e destes com o ambiente, ou seja, é o estudo da estrutura e função da natureza. Esta terminologia é atualmente utilizada também pelos geógrafos e sociólogos e finalmente por todos os outros especialistas nas ciências naturais.

Particularmente, para os biólogos, a ecologia compreende o estudo analítico das condições criadas pelo meio (temperatura, umidade, salinidade, iluminação, oxigenação, etc), da ação deste sobre os seres vivos que nele vivem, da maneira pela qual se adaptam para sobreviver e do modo pelo qual sua atividade modifica o meio. A ecologia dá especial atenção aos ambientes onde se manifesta à vida. Essa manifestação vai de uma simples bactéria a sequóia gigante, de uma ameba até a baleia azul, do vírus ao homem. A ecologia é, portanto, a ciência que estuda as condições de existência dos seres vivos e as interações de todos os tipos que existem entre estes seres vivos e seu meio. Pode se constatar que, de fato, o ambiente exerce uma influência sobre os seres vivos (ação), estes últimos, em contrapartida, influenciam o meio (reação) e os próprios organismos influenciam se entre si (coação). Também não se deve contrapor à ecologia animal, pois os dois reinos são sempre interdependentes, e não se pode negligenciar um deles se quer compreender as reações do outro. Todos estes fenômenos bioenergéticos se passam no seio de um mesmo conjunto, a biosfera, sendo que a única forma de energia exterior a este sistema é a irradiação solar. O ecologista não estuda o ser vivo isolado, mas em ligação com o que cerca (auto ecologia) e, por outro lado, dirige suas pesquisas não sobre indivíduo, mas sobre populações (sinecologia). Segundo Schröter (1.896) a auto ecologia estuda a relação de uma só espécie com o seu ambiente, enquanto que a sinecologia (do grego syn: conjunto, oikos: casa, logos = tratado) é a ecologia que estuda as relações do conjunto das diferentes espécies em um certo ambiente. Ecologia, ciência que tem alcançado uma importância extraordinária nos dias hodiernos, pois, como se sabe, o ser humano vem interferindo de forma considerável no ambiente, processo este que vem acelerando se substancialmente nas últimas décadas, acarretando sérios estragos que levam ao desequilíbrio dos ecossistemas. Dessa maneira, torna se importante o conhecimento da estrutura e funcionamento dos sistemas ecológicos, objetivando propor e introduzir formas racionais de utilização dos recursos naturalmente disponíveis, sem que isto possa acarretar catástrofes ecológicas ambiental. 4 Importância da Ecologia: 4.1 Agricultura sabendo se as condições climáticas, edáficas, entre outras, pode se plantar o tipo de cultura adequada e com isto melhorar a produção de alimentos.

4.2 Reservas Florestais através da fotossíntese, os vegetais retiram o gás carbônico (CO 2 ) do ar e elimina um importante subproduto, o oxigênio livre (O 2 ), necessário a toda vida animal da superfície terrestre. Através da transpiração, os vegetais eliminam vapores d água para a atmosfera, o que se chama de umidade, contribuindo dessa maneira para a saturação do ar e conseqüente formação de chuvas, perenidade dos rios, e outros elementos importantes para a biosfera. 4.3 Estudo da Flora compreendendo o estudo dos vegetais e estes se condicionam ao tipo de clima, as condições do solo, temperatura, pressão, luminosidade e outros fatores importantes. 4.4 Estudo da Fauna o tipo de flora condiciona a um determinado tipo de fauna. 4.5 Oceanografia que a vida começou no mar, disso não se tem a menor dúvida e o futuro do homem encontra se nas reservas marinhas. É do mar que vem a maior parte do oxigênio consumido na nossa respiração, além de outros elementos que serão vistos adiante. 4.6 Desequilíbrio Ecológico descobrir e relacionar os princípios que regulam a atividade da comunidade e suas partes integrantes ou estudar o equilíbrio do meio e, evidentemente, o seu desequilíbrio procurando corrigi lo. Sem conhecimento do equilíbrio da natureza repetir se á a historia dos pastores que sistematicamente destruíam os grandes gaviões da redondeza porque roubavam seus cordeirinhos. Em breve a região estava infestada de ratos, coelhos e lebre, que devoravam impiedosamente a vegetação e em particular os ratos começaram a semear a peste. 4.7 Poluição o homem levou milhares de anos para desequilibrar a natureza, agindo como o mais irracional dos animais. Agora ele tem pouco tempo para reparar os estragos causados por ele, que se diz superior, dotado de raciocínio e inteligência. 4.8 Extinção dos Seres Vivos através da caça desenfreada, na pesca inescrupulosa, das queima das florestas e dos pastos, ou mesmo na poluição dos ecossistemas. 4.9 Futuro do Homem será que nunca se para raciocinar que a poluição e a bomba atômica são os dois maiores perigos para a espécie humana? O homem pode destruir o seu próprio lar, explodindo o em pedaços coma bomba de hidrogênio, ou mais demoradamente, mais igualmente efetivo, tornando o inabitável através da poluição.

5 Termos Ecológicos: 5.1 Componentes Bióticos são os componentes vivos de um ecossistema, representados pelos macroorganismos (animais e vegetais) e microorganismos (bactérias, fungos, vírus e outros). 5.2 Componentes Abióticos são representados pelos elementos inertes de um sistema ecológico, ou seja, são os componentes físicos e químicos do meio. 5.3 Autotróficos são seres capazes de absorver a energia luminosa, (solar) e sintetizar alimentos a partir de elementos minerais, tais como as plantas clorofiladas e bactérias fotossintetizantes e quimiossintetizantes (que retiram energia de substâncias químicas). 5.4 Heterotróficos são seres incapazes de sintetizar o seu próprio alimento e por isso se utilizam as substâncias produzidas pelos seres autotróficos, tais como animais, fungos e bactérias em geral. 5.5 Decompositores são seres que decompõem os restos orgânicos dos animais e vegetais, transformando os em substâncias mais simples para a reciclagem da matéria e energia. Por exemplo, bactérias de putrefação, fungos, entre outros. 5.6 Habitat é o lugar onde vive um ser vivo, ou seja, é o local onde se pode encontrar um organismo, correspondendo ao endereço de uma determinada espécie dentro da comunidade. O habitat pode ser desde o intestino de um animal com relação a um certo parasito até o oco de uma árvore uma caverna, uma lagoa ou lago, o campo, o solo, entre outros. 5.7 Biótopo ou Esótopo é o substrato ou local onde vive uma comunidade, sendo representado pelo solo, água, entre inúmeros outros. Na realidade, biótopo é o lugar onde as condições para a sobrevivência de uma ou várias espécies são mais ou menos uniformes e mantêm se constante em diferentes áreas ou regiões. É o local onde permanece uma ou mais comunidades, podendo ser de natureza orgânica ou inorgânica. O biótopo não é somente inorgânico como o solo, a água, e outros, mas também a reunião de todos os fatores físico químicos como a temperatura, concentrações iônicas (ph) e luminosidade, entre outros. O termo

habitat não deve ser confundido com biótopo, pois o primeiro abriga uma espécie e o segundo abriga uma biocenose. 5.8 Biotipo ou Biótipo é um conjunto de organismos com as mesmas características hereditárias. Um rebanho de bois, um bando de avestruzes, uma matilha, um cardume, são exemplos disso. 5.9 Comunidade ou Biocenose é a associação de organismos de um mesmo biótopo, ou seja, é o conjunto de seres (população) habitando o mesmo biótopo. 5.10 Ecótopo é o abrigo físico de um animal por um certo espaço de tempo, protegendo se contra fatores adversos do ambiente. O ecótopo compreende uma combinação de conceitos de habitat, fontes e hábitos tróficos ou alimentares. Exs: uma toca, uma sombra, um buraco, uma fresta, debaixo de uma pedra ou de um tronco de madeira, entre outros. 5.11 Nicho Ecológico ou Edículo é o papel desempenhado por um ser vivo num sistema ecológico. Conhecendo se o nicho ecológico, sabe se o que faz um ser numa comunidade, ou seja, seu modo de vida: de que se alimenta, suas presas e seus predadores, e outros. Cada espécie ocupa, portanto, no meio em que vive, um lugar definido por seus comportamentos alimentares, reprodutores e territoriais, entre outros, e isto constitui o seu nicho ecológico. Conhecendo o nicho ecológico de uma espécie se pode saber como, onde e a custa de que se alimenta, para quem ela serve de alimento, onde e como se reproduz, entre outros hábitos. Dois tipos de plantas ou animais não podem exatamente ocupar o mesmo nicho ecológico por muito tempo, pois quando isto acontece ocorre uma competição entre si e um acaba vencendo. Um bom exemplo disto é o bisão: ele era quase o único animal que pastava nas planícies da América do Norte, este era seu nicho. Atualmente ele está sendo tomado em parte pelo gado bovino e em parte pelas ovelhas. Cada ser vivo tem seu nicho: as girafas procuram árvores, os rinocerontes escolhem moitas menores, e assim por diante. Certos nichos são altamente especializados, como por exemplo, o tamanduá bandeira só come formigas e cupins; muitas lagartas de mariposas e borboletas só comem folhas de determinada planta (maracujá) e, no entanto, vivem nos campos; e os herbívoros se alimentam de vegetais.

5.12 Sitícoro é a área alimentar no caso de animais que não saem de seu local de distribuição que é muito estreita. 5.13 Bioma é complexo de comunidades maduras, vivendo em um mesmo ambiente, sendo caracterizado por uma delas. Exs: a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, a Tundra, a Taiga, uma Pradaria, a Floresta Caducifólia, o Deserto, entre outras. 5.14 Ecossistema é um conjunto de componentes bióticos e abióticos, que num determinado meio, trocam matéria e energia. Um rio, uma lagoa, uma floresta, o oceano, são exemplos de ecossistemas. 5.15 Ecótono ou Ecótene é a região de transição entre dois ecossistemas ou biomas estabelecidos, podem ter pequena ou grande dimensão. Por exemplo: uma praia, às margens de um rio ou de uma lagoa, o cerrado, uma mata ciliar, entre outros. A zona de transição entre duas biocenoses produz se o que se convencionou chamar de efeito limite ou efeito de borda, sendo aí o local onde os seres vivos são mais numerosos que nas duas comunidades contíguas. 5.16 Produtores ou Autótrofos são seres que no ecossistema conseguem sintetizar (fabricar) substâncias orgânicas a partir de compostos inorgânicos como a água, gás carbônico e elementos minerais mais simples. 5.17 Consumidores ou Heterótrofos são os organismos que pela incapacidade de produzirem seus alimentos, utilizam, de forma direta ou indireta, os alimentos elaborados pelos produtores. 5.18 Decompositores são os indivíduos que degradam compostos orgânicos de cadáveres de vegetais e animais, transformando os em substâncias simples, para a reciclagem da matéria e energia. 5.19 Santuário é uma área criada pelo homem com a finalidade de preservar determinadas espécies com numa reserva biológica. Existem vários tipos de santuários, inclusive com patrimônio da humanidade, tais como a Reserva Biológica de Jacarepaguá, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, ambos no Rio de Janeiro.

Nota este texto é, na realidade, uma breve introdução, por isso queremos esclarecer aos interessados no assunto, que para obter o texto na íntegra (total), basta solicitá-lo, que atenderemos todos os pedidos e enviaremos os mesmos pelos Correios e Telégrafos; portanto, entre em contato conosco através dos nossos telefones ou e-mail. À Direção. Maceió, Janeiro de 2.012 Autor: Mário Jorge Martins. Prof. Adjunto de Saúde Coletiva da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (UNCISAL). Mestre em Parasitologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Médico da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA).