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Transcrição:

Hipertensão e gravidez " Istênio F. Pascoal Resumo As doenças hipertensivas da gravidez, que complicam 5 % a 8% de todas as gestações, contribuem significativamente tanto para a morbimortalidade materna quanto reta!. Uma importante distinção deve ser feita entre a síndrome préeclâmpsia/eclâmpsia, reconhecida quando há elevação da pressão arterial pela primeira vez durante a gravidez, e a hipertensão preexistente (crônica). As duas situações, embora ambas caracterizadas por hipertensão, são fisiopatologicamente diversas e têm diferentes implicações agudas e a longo prazo para a mãe e para o feto. Pré-eclâmpsia ocorre mais freqüentemente e é mais grave em mulheres com hipertensão crônica do que em mulheres normotensas antes da gravidez. Complicações fetais incluem crescimento feta! restrito, prematuridade e mortalidade feta! e neonata!. Palavras-chave: Hipertensão; Gestação; Mulher; Pré-eclâmpsia. Recebido: 28/08/02-Aceito: 13/09/02 Rev Bras ffipertens 9: 256-261, 2002 ;",""'c,,, Introdução coce e o correto manuseio clínico que ocorre principalmente em primidestas pacientes evitará, em grande gestas após a 2oa semana de gestação, A gravidez po~ ser complicada medida, o aparecimento de formas mais freqüentemente próximo ao terpor quatro formas distintas de hiperten- clínicas mais graves. mo. Caracteriza-se pelo desenvolvisão: 1) pré-eclâmpsia/eclâmpsia (doen- mento gradual de hipertensão, proteiça hipertensiva específica da gravidez);.-núria, edema generalizado e, às vezes, 2) hipertensão crônica, de qualquer DefiolçaO alterações da coagulação e da função etiologia; 3) pré-eclâmpsia sobreposta O d o Ó. d ho -hepática. A sobreveniência de convulhi -A o fr o lagn stico e lpertensao na - d fi ç a pertensao cromca ou ne opatia e.d ' ç. d,. sao e me uma lorma grave c hama da o -o gravi ez e leito quan o os mvels A., 4) hipertensao gestaclonal. Avanços, o -'. o eclampsla. Em mulheres nulíparas, a.o.pressoncos sao IguaIs ou supenores a.o d A. d ' I A.' no conhecimento da fislopatologla da /90 mmh mci encla e pre-ec ampsla e de hipertensão arterial têm proporcionado, 140 g. aproxim~damente 6% nos países também, uma melhor compreensão desenvolvidos e 2 ou 3 vezes maior em dos mecanismos que desencadeiam e Classificação países subdesenvolvidos. agravam a hipertensão na gravidez, O nível de proteinúria é consideraparticularmente pré-eclâmpsia, embo- do anormal quando superior a 300 mg/ ra ainda se d~sconheça sua eti~logia. Pré-eclâmpsia/eclâmpsia 24 h~ra~ ou pelo m~noos 2+ em análise Esta melhor mterpretação fislopato- qualitativa. Na malona das vezes, a gênica tem permitido bases terapêuti -Pré-eclâmpsia é uma doença hiper -proteinúria é uma manifestação tardia cas mais eficazes. O diagnóstico pre- tensiva peculiar à gravidez humana, da pré-eclâmpsia; portanto, urna abor-.",. "c'pc',.;' 'c' Correspondência:.." 'v"" ] Istênio F. Pascoal 4. Clínica do Rim SEPS 715/915 -Cjo A -Térreo-Sala 1 CEP 70390-155 -Brasília, DF Te1./Fax: (61) 245-8208 E-mail: ipascoa1@abordo.comobr.. Pascoal IF Rev Bras Hipertens vo; 9(3): julho/setembro de 2002 ~

257 dagem clínica apropriada deve tratar Pré-eclâmpsia Etiologia e fisiopatologia como pré-eclâmpticas mulheres grávidas com hipertensão de novo, mesmo A pré-eclâmpsia é uma doença antes de a proteinúria se desenvolver. Curso clínico de etiologia desconhecida, que Edema ocorre normalmente no curso envolve virtualmente cada órgão e da gravidez e sua presença isolada Pré-eclâmpsia, especialmente sistema do organismo. Há grande não é um critério diagnóstico útil de quando sobreposta à hipertensão crô- aumento na resistência vascular proé-eclâmpsia, embora a vasta maioria nica, é a forma de hipertensão na periférica e hiper-reatividade a das mulheres com pré-eclâmpsia gravidez que mais ameaça a mãe e vasoconstritores, negando a vaapresentedema, particularmente nas seu feto. A evolução da pré-eclâmpsia sodilatação e refratariedade vascular mãos e na face. é imprevisível, mesmo quando a pres- próprias da gravidez normal. Alguns são arterial está apenas discre- eventos fisiopatológicos, incluindo Hipertensão crônica tamente elevada. Por isso, uma falha placentação anormal e hipersenem reconhecê-ia pode ter sérias sibilidade vascular, podem ocorrer Hipertensão crônica se refere à conseqüências. A pré-eclâmpsia pode semanas ou meses antes do reconhepresença de hipertensão antes da progredir para eclâmpsia (convulsão) cimento clínico da doença. gravidez ou da 2~ semana de ges- ou para uma forma intermediária, O caráter sistêmico da prétação. Hipertensão diagnosticada em chamada iminência de eclâmpsia, que eclâmpsia po~e ser causado por qualquer fase da gravidez, mas que é caracterizada por cefaléia intensa, extensa disfunção endotelial, vasoespersiste além de seis semanas após o distúrbio visual, hiper-reflexia, dorepi- pasmo e ativação variável dos meparto, é também considerada hiper- gástrica e hemoconcentração. Algu- canismos de coagulação. Efetitensão crônica. mas vezes, entretanto, as convulsões vamente, existem evidências bioeclâmpticas ocorrem subitamente, químicas e morfológicas de que a Hipertensão crônica com sem aviso, em paciente aparente- pré-eclâmpsia é precedida e/ou pré-eclâmpsia superaj untada mente assintomática ou com discreta acompanhada por lesão endotelial. O elevação da pressão arterial. Por isso, endotélio vascular elabora uma mi- A pré-eclâmp ia pode ocorrer em a pré-eclâmpsia-independentemente ríade de moléculas vasoativas, que mulheres com hipertensão pre- da gravidade aparente -representa contribuem criticamente para areguexistente e, em tais casos, o prognós- sempre um risco potencial para a lação do tônus, permeabilidade coatico para a mãe e o feto é pior do que mãe e o feto. gulação vasculares, e cujas ações ou qualquer uma das condições isolada- Uma variante da pré-eclâmpsia, concentrações tendem a se alterar mente. O diagnóstico é feito quando denominada síndrome HELLP, cons- em direções opostas durante a há aumento da pressão arterial (30 titui uma emergência que, na maioria gravidez normal ou pré-eclâmpsia. mmhg sistólica ou 15 mmhg diastó- das vezes, requer a interrupção da Há também evidências de que lica) acompanhado de proteinúria ou gravidez. Entretanto, em pacientes fatores imunológicos relacionados a edema, após a 204 semana de apresentando apenas discreta eleva- antígenos do esperma paterno são gestação. ção da pressão arterial, pequena dimi- importantes na gênese da pré-eclâmpnuição do número de plaquetas, mo- sia. Embora primigrávidas jovens Hipertensão gestacional desta elevação das enzimas hepáticas apresente maiores riscos, multigráe nenhuma alteração da função renal, vidas com um novo parceiro têm alta O termo hipertensão gestacional uma conduta conservadora pode ser incidência de pré-eclâmpsia. Por outro define a circunstância em que ocorre considerada, sabendo-se, entretanto, lado, a duração da coabitação antes elevação da pressão arterial durante que esta forma de pré-eclâmpsia pode da concepção se relaciona inversaa gravidez, ou nas primeiras 24 horas evoluir rapidamente para uma condi -mente com o risco de pré-eclâmpsia, após o parto, sem outros sinais de ção ameaçadora, com intensa hemó- sugerindo que prolongada exposição a pré-eclâmpsia ou hipertensão pre- lise, alterações da coagulação e eleva- antígenos do esperma paterno confere existente. Esta condição parece ser ção descomunal (> 2000 VI) dos proteção. preditiva do desenvolvimento poste- níveis de transaminases. A hiper- A lesão renal da pré-eclâmpsia rior de hipertensão essencial e tende tensão pré-eclâmptica freqüente- pode ser responsável pela aumentada a recorrer em gestações subse- mente desaparece dentro de duas a excreção protéica bem como pela qüentes. seis semanas após o parto. diminuição na filtração glomerular e Pascoal IF Rev Bras Hipertens vol 9(3): julho/setembro de 2002

L.:>lS no clearan~e de á.cido ~rico, o último Propedêutica ~ade materna quando não diagnoscausando hiperuncemia. Desde que o ticado, sua presença deve ser avaliaritmo de filtração glomerular e o clea- da, mesmo se a suspeição clínica for rance de ácido úrico aumentam nor- Avaliação pré-concepcional mínima. Doença renal, colagenose, malmente durante a gravidez, níveis aldosteronismo primário e feoséricos de creatinina e ácido Úrico Mulheres hipertensas que desejam cromocitoma podem ser detectados superiores a 0,9 e 5 mg/dl, respecti- engravidardevem ser cuidadosamente em exames de sangue e urina. Hiperv~ente, são considerados anormais avaliadas antes da concepção. A tensão renovascular e síndrome de em mulheres grávidas e requerem possibilidade de hipertensão secundária Cushing dificilmente são diagnostiavaliação complementar. deve ser investigada, porque pacientes cadas durante a gravidez e, na maioria A excreção renal de sódio diminui com doença renal, feocromocitoma das vezes, são investigadas apenas na pré-eclâmpsia, causando retenção ou hipertensão renovascular têm após o parto. hidrossalina, embora formas graves maiores riscos de complicações A avaliação basal da função renal da doença possam ocorrer na au- durante a gravidez. Drogas anti- e do número de plaquetas deve ser sência de edema. A maior parte do hipertensivas cujo uso não seja realizada precocemente no curso da fluido retido se localiza no espaço recomendado durante a gravidez, gravidez, para que possa ser comintersticial; assim, mesmo na presença especialmente os inibi dores da enzima parada com valores obtidos em fases de edema, pacientes pré-eclâmpticas conversora da angiotensina e os posteriores da gestação e ajudar a apresentam diminuição do volume bloqueadores do receptor da angio- determinar se elevações da pressão intravascular e hemoconcentração. tensina li, devem ser suspensas. A arterial no terceiro trimestre repre- Os níveis de albumina circulantes evolução é favorável na maioria dos sentamo aumento fisiológico esperado podem ser baixos, não devido à perda casos de hipertensão essencial leve a ou o início de pré-eclâmpsia. renal ou disfunção hepática, mas em moderada, mas há riscos de pré- Todas as pacientes hipertensas decorrência do extravasamento de eclâmpsia superajuntada e outras grávidas devem ser seguidas de perto. proteína para o inters~íci~ (capillary complicações, se doença renal, ~a ~a~oria delas, a.pressão art~ria! leak). Enquanto a maio~ia dos casos diabetes ou colagenose estiverem dimm~i no s:gun?o ~estre, dev~do a de ede~~ agud~ depulmao observad? associadas. Em pacientes com doença vasodilat~.çao fisiolog~ca da gravidez, em gravidas hipertensas se deve,a renal primária e hipertensão arterial e conse~uente red.uça~ na ~os~ ou sobrecarga de volume, algumas pre- simultaneamente além da maior mor- suspensao da medicaçao anti-hipereclâmpticas apresentam quadro bidadeemortali&deperinatal fun -tensivapode ser necessária. Aincidênsemelhante à síndrome da angústia renal m te d d t,.a çao cia de pré-eclâmpsia superajuntada.,. ra ' p 'd e.. a ma po I e t e enorar-se ' se eleva exponencialmente,. podendo respiratona aguda, com pressão.i a IrreversIve men e., capilar pulmonar normal ou baixa, acometer ate 50% das pacientes. intensa diminuição da pressão Embora seja dificil predizer quem oncótica plasmática e eventual comprometimento da extração de oxi-.--desenvolverá AvalIaçao durante a gestaçao pré-eclâmpsia, a ausên- cia de redução da pressão arterial no gênio..,~hipertensão precoce (antes da segun?o. trimestre é um mau sinal Pode-se concluir que a pre-eclam- 20!! semana de gestação) prognostico. psia é, na realidade, uma doença generalizada, sendo a hipertensão ape-...' ~maionadasmulheresc~mhiper- -. Hlp~rtensa: tardia - nas uma de suas manifestações. tensao presente antes da 20 semana (apos a 20 semana de gestaçao) Observam-se lesões em vários órgãos, de gestação tem hipertensão crônica, Quando a hipertensão ~urge após incluindo cérebro, figado e coração. primária na maioria das vezes. Algu- a 2Da semana da gravidez, o diagnós- Há também diminuição na perfusão mas são avaliadas para hipertensão tico pode ser pré-eclâmpsia, hipertenplacentária, o que responde, em parte, secundári antes da gravidez. Outras, são transitória ou hipertensão crônica pela aumentada incidência de retardo sequer sabem ser hipertensas. A com ou sempré-eclâmpsia superajunde crescimento intra-uterino e de perda possibilidade de hipertensão secun- tada. Em mulheres com hipertensão fetal. A restrição ao fluxo placentário dária deve ser considerada, princi- crônica leve, a hipertensão pode não provavelmente se deve ao estreita- palmente se a hipertensão é moderada ser observadaté o terceiro trimestre, mento dos vasos deciduais por uma ou grave. Desde que o feocromoci- quando a pressão arterial recupera os lesão específica chamada "aterose". toma está associado com alta mortali- níveis pré-gestacionais. A hipertensão Pascoal IF Rev Bras Hipertens voi9(3): julho/setembro de 2002 ---~

259 transitória e a hipertensão crônica não Tratamento dificil decidir a época adequada do complicada são situações relativamen- parto. Se o feto for muito prematuro «te benignas, em contraste com pré- 30 semanas), a pressão arterial for eclâmpsia (pura ou superajuntada), Pré-eclâmpsia apenas moderadamente elevada e não que é potencialmente grave. A síndro- houver outros sinais de gravidade me HELLP designa uma constelação O tratamento definitivo da pré- materna, pode-se tentar retardar o parto. de anormalidades laboratoriais eclâmpsia consiste em interrupção da Deve-se ter em mente, entretanto, que indicativas de gravidade e, quando gravidez e prevenção das complica- a pré-eclâmpsia não remite esponpresente, a interrupção da gestação é ções maternas. Se não tratada, a pré- taneamente e, na maioria dos casos, a desejável. É importante saber, entre- eclâmpsia se associa a maior risco de doença piora com o tempo. Assim, tanto, que estas alterações podem estar morte fetal e neonatal. Em pacientes monitorização com vigilância materna presentes a despeito de modestas ci- que progridem para pré-eclâmpsia e fetal diária é imperativa. Indepeniras hipertensivas. graveoueclâmpsia(convulsões),mor- dentemente da idade gestacional, a Uma vez estabelecido o diagnós- te materna pode ocorrer, devido, prin- interrupção da gestação deve ser tico de pré-eclâmpsia, a paciente deve cipalmente, à hemorragia intracerebral. considerada na presença de sofrimento ser hospitalizada para monitorização Hipertensão grave persistente fetal (incluindo crescimento intradas condições maternas e fetais. Se (diastólica acima de 110 mmhg), uterino retardado), ou de sinais de risco o diagnóstico for incerto, também é cefaléia, distúrbios visuais, deterio- matemo, como hipertensão grave não mais seguro internar a paciente, ração da função renal e síndrome controladá, hemólise, elevação de permitindo que as alterações clínicas HELLP são outros sinais de doença enzimas hepáticas e plaquetopenia e laboratoriais possam ser apreciadas grave que requerem a imediata (síndrome HELLP), evidência de antes de as condições clínicas dete- interrupção da gravidez. O manuseio deterioração da firnçãorenal, distúrbios riorarem-se. conservador em tais casos pode visuais, dorepigástrica e hiper-reflexia. resultar em sérias complicações ma- Avaliação após o parto temas. Em casos menos graves, entre- Tratamento antitanto, o retardamento do parto pode hipertensivo Embora a interrupção da gravidez ser adotado para se obter maior seja considerada a única forma de maturidade fetal. Tal conduta deve O uso de medicação anti-hiperten- "cura efetiva" da pré-eclâmpsia, a ser considerada se a pré-eclâmpsia se siva na pré-eclâmpsia é controverso, pressão arterial pode não se normalizar desenvolve precocemente (antes da devido à constatação de que o fluxo por dias ou semanas após o parto. 32a.semana) e a hipertensão é discreta sanguíneoútero-placentárioestádimi- Em geral, quanto mais intensa e e moderada, as funções renal e he- nuído na pré-eclâmpsia e o impacto da duradoura a hipertensão antes do parto, pática são estáveis e se não há distúr -diminuição da pressão arterial sobre a mais tardiamente se dará a normali- bios da coagulação ou sofrimento fetal. perfusão placentária não é bem zação. Em alguns casos, a pressão A abordagem terapêutica consiste conhecido. Desde que a redução da arterial pode ser mesmo mais alta na emhospitalização com repouso no leito, pressão arterial não interfere na primeira semana do puerpério do que controle da pressão arterial, profilaxiada fisiopatologia da pré-eclâmpsia, o no período anterior ao parto. As alte- convulsão (quando sinais de eclâmpsia tratamento anti-hipertensivo deveria rações laboratoriais também podem iminente estão presentes) e o apropriado ser prescrito visando apenas à proteção demorar vários dias para reverter. Em término da gestação. A intervenção materna. Há considerável desacordo alguns casos de síndrome HELLP, o terapêutica é paliativa e não altera a sobre que níveis de pressão arterial número de plaquetas continua a fisiopatologiadapré-eclâmpsia;quando deveriam ser tratados, mas em geral diminuir nos primeiros dois dias após o muito, pode retardar sua progressão. se inicia a terapêuticaanti-hipertensiva parto, para, então, se normalizar pro- Sejá houver maturidade pulmonar fetal, quando a pressão arterial diastólica é gressivamente. Embora raramente, a a gravidez deve ser interrompida, uma igualou superior a 105 rnrnhg (fase V pré-eclâmpsia pode se desenvolver vez que a pré-eclâmpsia é com- de KorotkofJ). Redução excessiva nopuerpério imediato ou serdiagnos- pletamente reversível e começa a da pressão arterial deve ser evitada, ticadaduranteoparto.seahipertensão desaparecer com o parto. As difi- para não comprometer o fluxo sanpersistir além de seis semanas após o culdades aumentam quando a pré- guíneo útero-placentário e, assim, preparto, um diagnóstico de hipertensão eclâmpsia se desenvolve antes da dispor a complicações, tais como o crônica se impõe. maturidade fetal, situação em que é descolamento prematuro da placenta. Pascoal IF Rev Bras Hipertens voi9(3): julho/setembro de 2002

oaç-. apresaoa ena e,por an o,os ;I.- naru- e a gravl ez sao pequenos. ç ão de só t. d - mulhe r es q ue S e têm beneficiado desta 260 Quando o parto é iminente, a droga vidas maternas e fetais, principalmente hipertensão crônica seja devido a esta de primeira escolha ainda é a hidra- em países subdesenvolvidos onde as complicação. Até o momento não exislazina endovenosa, administrada na conseqüências da pré-eclâmpsia são tem evidências de que a terapêutica dose de 5 mg. Doses subseqüentes são devastadoras. No passado, a restrição anti-hipertensiva reduza a incidência ditadas pela resposta inicial e usadas a dietética de sal e administração profi- de pré-eclâmpsia supera juntada; porintervalos de 20 minutos. Se um total lática de diuréticos foram utilizadas tanto, nenhuma medicação deveria de 20 mg for administrado sem respos- com esta finalidade. Entretanto, não há ser prescrita com esta finalidade. Com ta terapêutica satisfatória, outros agen- evidências consistentes de que a limi- respeito ao bem-estar fetal, permanece tes devem ser considerados. A admi- tação do sódio dietético modifique a controverso se há algum beneficio do nistração oral de bloqueadores de incidência ou a intensidade da pré- tratamentoanti-hipertensivo. Redução canais de cálcio tem sido utilizada na eclâmpsia, e as orientações nutricionais excessiva da pressão arterial deve ser pré-eclâmpsia, e embora haja atrativos atuais recomendam conteúdo normal evitada. Se a pressão diastólica no nesta opção, tais como a eficácia anti- de sal durante a gestação. Uma meta- primeiro trimestre estiver entre 90 e hipertensiva, a facilidade da adminis- nálise de estudos randomizados de mais 100 mmhg, é razoável aguardar a tração e o rápido início de ação, a expe- de 7.000 mulheres encontrou seme- queda fisiológica da pressão arterial riência na gravidez ainda não é sufi- lhanteincidênciadepré-eclâmpsiaentre no segundo trimestre, antes da utilicientemente ampla. Uma outra preocu- pacientes que receberam diurético zação de anti-hipertensivos. Se a prespação a respeito destes agentes é rela- profilático ou placebo. Duas outras são diastólica for inferior a 90 mmhg cionada ao uso concomitante de sulfato tentativas de prevenir a pré-eclâmpsia em uma paciente já em uso de drogas de magnésio, que freqüentemente é são a baixa dose de aspirina (60 a 100 no início da gravidez, a medicação utilizado para prevenir convulsões. mg/dia, começando na 122 semana de pode ser diminuída ou eventualmente Os inibidores da enzima conversara gestação) e a suplementação dietética suspensa. O tratamento anti-hipertenda angiotensina (ECA) e os bloquea- de cálcio (aproximadamente 2 g/dia) sivo deve ser instituído ou reiniciado dores dos receptores da angiotensina durante a gravidez. Revisões sistemáti- quando a pressão arterial estiver repeti- Il podem agravar a isquemia uterina e cas têm sugerido que aspirina tem um damente maior do que 100 mmhg..- fi b.. d ". d ' 1.armaco OglCO alxa letetica CIO Quando a declsao or contempo- com mgesta e ca causar insuficiência renal no feto, por pequeno efeito na prevenção de préisso são contra-indicados durante a eclâmpsia e que a suplementação oral Tratamento nãogestação. de cálcio em pacientes de alto risco e f I,. ri~ar, um agente oral é preferível. também reduz a incidência de pré- Durante a gravidez, a abordagem Deve-se ter em mente que a terapêu- eclâmpsia. não-farmacológica da hipertensão tica anti-hipertensiva visa, principal- arterial consiste em restrição genérica mente, ao beneficio materno. As Ho t -". das atividades. Estratégias como perda vantagens potenciais para o feto é que lper ensao cronlca de peso e exercícios não são recomeno controle da pressão arterial pode A d.. d. t dadas durante a gr avidez mas se uma."...gran e malona as paclen es ' permitir a continuidade da gravidez h. rt -A.. d mulher é obesa e está P lanei ando uma,...com lpe ensao crornca na gravi ez ;I ate um ponto onde haja maior matun- t d. ta d d 1 gr avidez redu ç ão de P eso antes da.,. apresen a lscre oumo era ae eva-, dade fetal. A metzldopa e considerada - d - rt. 1 t t gestaç ã o é desejável Restri por..a melhor.fiscos e comp lcaçoes.- vascu ares muitos como a opçao, face. d 1 1 dioérecomendadaa p enas p araa q uelas a ampla expenencla com esta droga. d Se ela nao for bem tolerada, beta- Devido à vasodilatação fisiológica da medida antes da gravidez. Desde que a bloqueadores, alfa-betabloqueado-. d tas " lh '. d supervl sa- o me ' d i ca S eja estreita a.gravi ez, em mui mu eres gravi as ;I' r~s,.bloq"ueado:es ~e canals _de a medicação anti-hipertensiva pode monitorização da pressão arterial em calclo e hldralazma sao boas opçoes d. da 1 t.-casa pod eaiudarno seu efetivo controle. I :I d ". 1.ser re UZI e, em a guns casos, re a luvas ou a temativas... rada, desde que estas pacientes sejam cuidadosamente acompanhadas. Prevenção A Paci.entescomhipertensãocrôni~a Terapêutica anti-.i, te~mal~rchance"de desenv~l:er,p~e- hipertensiva A descoberta da prevenção dapre- eclampsla supera juntada e ha mdlclos eclâmpsia revolucionaria o acompa- de que o aumento da morbidade e da Se a decisão for diminuir a pressão nhamento pré-natal e salvaria muitas mortalidade perinatal associada com arterial com medicação anti-hiper- I Pascoal IF Rev Bras Hipertens voi9(3): julho/setembro de 2002!

I 261 I f I - l 1973.52.2682-9 ran omlse na o ow d ose tensiva, deve-se combinar a eficácia meira linha, eles têm sido utilizados sido associado à insuficiência renal anti-hipertensiva com o mínimo de como drogas de segunda linha, em aguda dos neonatos. efeitos sobre o feto. Novamente, a adição à metildopa ou ao betabloquea- Poucas informações são disponídroga mais amplamente utilizada na dores. Embora os diuréticos não sejam veis a respeito dos efeitos da ingestão gravidez é a metildopa. Se a resposta recomendados em mulheres com pré- materna de drogas anti-hipertensivas à metildopa não for satisfatória, ou se a eclâmpsia, se uma mulher grávida com sobre o aleitamento. Deve ser assumidroga for mal tolerada, há várias hipertensão crônica vem sendo tratada do que a maioria dos agentes será alternativas aceitáveis. Betabloquea- satisfatoriamente com estes agentes detectada no leite matemo, embora dor e alfa-betabloqueador são re- antes da gravidez, não é necessário não sejam conhecidos seus efeitos sobre lativamente seguros e eficazes durante suspendê-ios, mas, se possível, a dose o recém-nascido. Se a pressão arterial a gravidez, mas estão associados com deve ser reduzida. Os inibidores da estiver apenas discretamente elevada, retardo de crescimento intra-uterino ECA e os bloqueadores do receptor pode ser possível retirar a medicação quando usados no início da gravidez. da angiotensina II devem ser evitados por alguns meses. Se a hipertensão for Como os bloqueadores de canais de duranteagravidez.emboranãotenham mais grave, a medicação deve sermancálcio ainda não foram estudados su- sido observados efeitos teratogênicos tida, mas se múltiplos agentes forem neficientemente na gravidez para serem em seres humanos, o uso destes agentes, cessários, o aleitamento matemo não é recomendados como agentes de pri- no segundo e terceiro trimestres, tem recomendado.. - Abstract Hypertension and pregnancy Hypertensive disorders of pregnancy, which affect an estimated five to eight percent of pregnancies in the United States, contribute significantly to serious complications for both the fetus anq the mother. An important distinction exists between the preeclampsia syndrome, recognized when elevated blood pressure occurs for the first time during pregnancy, and preexisting (chronic) hypertension. The two disorders, although both characterized by high blood pressure, are strikingly different pathophysiologically and have very different acute and long-range implications formother and infant. Preeclampsia occurs more frequently and is more severe in women with preexisting hypertension than in women who are normotensive prior to pregnancy. Fetalcomplicationsofhypertensivedisordersofpregnancy include growth restriction, prematurity, and stillbirth. Keywords: Hypertension; Pregnancy; Women; Preeclampsia. Rev Bras Hipertens 9: 256-261, 2002 Referências Contraction and Relaxation Abnonnalities 111 activity in women with hypertension in Resistance Arteries of Preeclamptic during pregnancy. ObsteI Gynecol 1985; 1. Fisher Lindheimer KA, Luger MD. Hypertension A, Spargo BH, in women. J C/in Invest, in press. 5. Mochlzukl M, Monkawa H, Y~~asa~1 9. 65: 301-5. Friedam DF. Pathophysiology of prepregnancy: clinical-pathological M, Maruo T. Vascular rea.ctlvlty m eclampsia. C/in Perinatol 1991; 18(4): correlations and remote prognosis. n~nnal a~d abnonnal gestatlon. Am J 661-82. Ud.. e lcme 1981.60.267-76,.. KldneyDlsI991;2:139-43. 6 W Ii b HCS H d..10. Collins R, YusufS, Peto R. Overview of 2. Hughes EC (ed.). Obstetric-Gynecologic Termmology. Phlladelphla, DavIs, 1972,.a en urg.emo ynamlcs m d. d. I f d... h rt. I R b PC ran omlse tna s o luretlcs m ype enslve pregnancy. n: u en. B 11 JVJe dj 1985.,. 290 ' 17 23 ( d ) H t.. P pregnancy. r -. e..yper enslon m regnancy. pp. 422-3. Handbook of Hypertension, vol.l0. 11. Meta-analysis of low dose aspirin for 3. Gant NF, Delay GL, Chand S, Whalley Amsterdam, EIsevier, 1988; pp. 66-101. prevention of pregnancy-induced PJ, Mac Donald PC. A study of 7. Saleh AA, Bottoms SF, Mammen EF. hypertensive disease. JAMA 1991; angiotensin 11 pressor response Preeclampsia, delivery, and the 266(2): 260-4. throughout primigravid pregnancy. J C/in homostatic system. Am J ObsteI Gynecol 12 CLA SP A d. d t. nvest,.. 1987,157.331-36. aspirin for the prevention and tteatiffent 4. Pascoal IF, Lindheimer MD, Nalbantian- 8. Weiner CP, Kwaan HC, Xu C, Paul M, of pre-eclampsia among 9364 pregnant Brandt C, Moawad Ali, Umans Ja. BunneisterL, HauckW. Antitrombine women.lanceti994;343:619-29. Pascoal IF Rev Bras Hipertens vol 9(3): julhó/setembrode 2002