GABINETE PARA O CENTRO HISTÓRICO



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Transcrição:

GABINETE PARA O CENTRO HISTÓRICO FICHA TÉCNICA DA OBRA Recuperação do Imóvel sito na Rua Joaquim António de Aguiar, nºs 48 a 52

Dono de Obra: Câmara Municipal de Coimbra Localização e Implantação: Projecto: Arquitectura: GCH/Arqt.ª Cristina Osório Estabilidade: GCH/ Eng.º Paulo Carvalho Rede predial de distribuição de águas: GCH/Eng.º Paulo Carvalho Rede predial de drenagem de águas residuais e pluviais: GCH/ Eng.º Paulo Carvalho Redes - EDP, PT e TV Cabo: GCH/ Eng.º Valdemar Rosas Abertura de Concurso Limitado sem publicação de anúncio: Despacho de 19/09/05, ratificado em Reunião de Câmara de 26/09/2005 (Deliberação nº 7220/05) Data da proposta: 13/10/05 Empresa Adjudicatária da obra: Ferreira de Sousa -Construções Civis e Obras Públicas, L.da Adjudicação da Obra: Despacho de 03/02/06, ratificado em Reunião de Câmara de 20/02/2006 (Deliberação nº 702/2006) 2

Valor da Adjudicação: 81 875,12 + IVA = 85.968,88 Contrato da Obra: Série de Preços, celebrado pela Nota Privativa da C.M.C., em 30/03/2006 Consignação da Obra: 12/04/2006 Prazo de Execução: 150 dias Prorrogações de prazo: 60 dias, Despacho de 07/09/2006 53 dias, Despacho de 07/12/2006 Trabalhos contratuais facturados: 81.875,12 + IVA Conclusão da Obra: 31/12/2006 Recepções Provisória: 02/07/2007 Responsáveis por parte do adjudicatário pela execução da Obra: Eng.º Carlos Gonçalves Director Técnico da empreitada Sr. Augusto Martins Encarregado Permanente e representante em obra da entidade executante Técnicos responsáveis pela Fiscalização: Eng.º Godinho Antunes do GCH Chefe da Fiscalização Arqt.ª Cristina Osório do GCH no acompanhamento da arquitectura Coordenador de Segurança e Saúde em Obra: Eng.ª Margarida Roque do GCH Acompanhamento Arqueológico: Dr.ª Raquel Santos do GAAH Dr.ª Ana Gervásio do GAAH O Programa de Trabalhos Arqueológicos aprovado, contemplou o acompanhamento efectivo de remodelação da cobertura, picagem dos rebocos das fachadas e abertura de valas para a execução de infra-estruturas eléctricas, telefónicas, sinal TV por cabo, águas, esgotos e gás, passando este processo pelo registo fotográfico, gráfico e topográfico das realidades arqueológicas observadas. Regime legal da empreitada: Decreto-Lei 59/99, de 2 de Março 3

Financiamento/comparticipação: O imóvel localiza-se na área candidatada ao Programa PRAUD/Obras 2002 Almedina. Na sequência da adesão do proprietário, a Câmara efectuou o levantamento do existente (ponderado o estado de conservação) elaborou o projecto (sujeito a aprovação do IPPAR), lançou o concurso da empreitada e responsabilizou-se pela fiscalização. A responsabilidade da CMC só se mostra concluída com as recepções provisória e definitiva. Está inscrita nas GOP 2006 na rubrica 01 004 2003/61-9 Recuperação de imóveis habitacionais Rua Joaquim António de Aguiar Projecto e construção. É comparticipada em 25% pela DGOTDU, a que corresponde uma comparticipação no valor de 21.492,22, sendo os restantes 25% e 50% suportados, pelo orçamento da Autarquia pelo proprietário, respectivamente. Placas identificativas da obra: 1. Introdução e Síntese Histórica O edifício intervencionado encontra-se localizado no terço sul, da Rua Joaquim António de Aguiar, onde se pode ver na sua melhor perspectiva a Casa da Nau, edifício do século XVI. Próximo encontra-se também o antigo Teatro Sousa Bastos, onde já se ergueu a igreja românica de S. Cristóvão, demolida por volta de 4

1857 e uma porta manuelina na Casa dos Alpoim e do outro lado do pequeno largo encontra-se o Palácio dos Correios-Mor (o edifício original foi construído no século XVI). No entroncamento da Rua Joaquim António de Aguiar com a Rua Fernandes Tomás, localiza-se a igreja do Colégio de Santo António da Estrela, que embora do princípio do século XVI, ostenta um portal manuelino de uma casa que pertenceu aos senhores de Pombeiro da Beira. O edifício onde se encontra instalado o Governo Civil, adjacente à igreja, foi outrora casa de habitação do médico e investigador Ângelo da Fonseca, projecto da autoria de Raul Lino. É neste contexto histórico e urbanístico que se insere o imóvel alvo de intervenção no âmbito do Programa de Reabilitação de Áreas Urbanas Degradadas. 2. Objectivo A obra insere-se numa banda do tecido urbano consolidado, em que o tipo de ocupação é sobretudo habitacional, existindo edifícios de relevo com várias décadas na sua envolvente. Encontra-se abrangido por Plano Director Municipal eficaz, e localiza-se na classe de Espaço Urbano, Zona Central C1, de acordo com a alínea b), do n.º 2 do artigo 35º e em área de protecção I, no Centro Histórico, de acordo com a alínea a), do n.º 3, do artigo 56º do Regulamento; Plano de Ordenamento, Regulamento Municipal de Edificação e Anexo II do P.D.M. em vigor. De acordo com o referido no artigo 35º: Trata-se de uma zona de alto valor histórico e centralidade, a conservar, recuperar e dinamizar; não deverá ser aumentada a volumetria existente. Ocupada sobretudo pelo terciário deverá manter e, sempre que possível, aumentar o alojamento. A proposta elaborada corresponde a uma recuperação que manteve as características do edificado existente, sem aumento quer da área de implantação quer da volumetria. O imóvel é constituído por quatro pisos (Rés do Chão, 1º, 2º e 3º andar), localizando-se no 1º piso um espaço comercial de acesso directo à rua, no 2º piso um T0 e nos restantes pisos um T4, que têm acesso comum pela entrada principal que dá para Rua Joaquim António de Aguiar. 5

Verificando-se a existência de construções insalubres no logradouro posterior e um elevado estado de degradação do imóvel, em especial dos materiais de revestimento, vãos e cobertura, resultantes da falta de manutenção ao longo do tempo, pretendeu-se com esta intervenção garantir a sua preservação e a restituirlhe uma imagem que dignifique o conjunto urbano em que se insere. A intervenção incidiu nomeadamente sobre: Demolição de construções insalubres no logradouro posterior Cobertura, beirados, caleiras e tubos de queda Reabilitação dos rebocos das fachadas 6

Remodelação de infra-estruturas Remodelação de pavimentos e paredes da cozinha instalação sanitária do T0 3. Execução dos Trabalhos 3.1 Montagem do estaleiro O estaleiro foi adequado à natureza dos trabalhos e à dimensão da obra, obedecendo aos requisitos mínimos essenciais de forma a salvaguardar as condições de higiene e segurança no trabalho. Do estaleiro necessário à execução da empreitada fizeram parte integrante, a montagem de estruturas de andaimes e plataformas de trabalho provisórias para a 7

reabilitação das fachadas e execução dos trabalhos ao nível da cobertura, com características que permitiram a realização da empreitada em segurança. 3.2 Equipamento utilizados: Equipamento: Guincho eléctrico Máquina de pressão eléctrica Betoneira Vibrador de betão Martelo eléctrico Conduta de entulhos Mesas de andaimes Ferramentas diversas 3.3 Picagem de rebocos e pinturas em paredes exteriores Os trabalhos consistiram na remoção dos rebocos deteriorados, tendo os mesmos sido picados até à profundidade necessária, e posteriormente executados novos rebocos à base de massas pobres constituídas por areias, cal hidráulica e aérea. Posteriormente foi efectuada pintura a tinta do tipo caiação (Armadura M da Robialac), cujas características técnicas são as especificadas no caderno de encargos. Os cunhais, cantarias, frisos e ornamentos existentes foram recuperados e restaurados com massas apropriadas. O soco foi executado com reboco saliente e pintado na cor de pedra (cor parda). O corpo correspondente ao último piso, assumindo este um volume acrescido, foi revestido a chapa perfilada de alumínio. Foram colocados nºs de polícia (soltos), aparafusados no pano de parede, ao centro das cantarias, em ferro fundido, com acabamento a preto. Os trabalhos realizados, quer ao nível dos rebocos argamassa pobre, quer às cores finais (analisados através de amostras) e a localização das caixas para as infraestruturas na fachada, tiveram o apoio e acompanhamento em obra de modo a garantirem a sua aceitação quer pela equipa projectista, quer pelos técnicos do IPPAR. Dos materiais utilizados destacam-se os seguintes: Cal hidráulica Placas de lã mineral Cal aérea Placas de sub-telha Tintas à base de caiação Madeira tratada 8

3.4 Recuperação/Substituição de Vãos Janelas Portas Sacadas Gradeamentos Os vãos de portas e janelas e os elementos de ensombramento, (portadas interiores), foram recuperados ou substituídos por outros com características idênticas aos existentes, em madeira de Kambala. A ventilação da instalação sanitária do 2º foi garantida através de tubagem prolongada até a cobertura. 3.5 Cobertura A cobertura foi substituída na sua totalidade, bem como a estrutura de suporte, em madeira, tendo sido construída uma viga de cintagem em betão armado, tratada termicamente, mantendo-se na generalidade o mesmo método construtivo. 9

As madeiras, além de devidamente secas, foram tratadas através da aplicação de produtos ignífugos adequados, de modo a minimizar/impedir a sua combustão. O isolamento da cobertura foi executado com sub-telha do tipo onduline, com posterior assentamento de telha cerâmica idêntica à existente. O isolamento térmico, composto por placas de lã mineral com 40mm de espessura dotada de película antidesagregante, foi aplicada sobre o tecto do último piso. A chaminé existente foi recuperada e pintada. Aplicaram-se revessas em chapa de zinco para execução dos remates necessários ao telhado. 3.6 Infra-estruturas Foram repensadas as mais valias do edifício, dotando-o de um maior conforto de forma a serem conseguidas as condições mínimas de habitabilidade. Para possibilitar a retirada dos fios e cabos existentes nas fachadas foram soterradas as infra-estruturas. Foram remodeladas as redes de águas e esgotos, a rede de gás, e ITED. No que diz respeito a infra-estruturas, as redes de distribuição de água foram executada em tubagem de aço inox instalado à vista. Nas ligações das caleiras aos tubos de queda foram instalados funis de ligação. Os tubos de queda, a 2,50 m da cota de soleira, foram embebidos na parede, através da abertura de roços. As caixas das infra-estruturas foram colocadas na caixa de escada e sujeitas a alinhamentos, para que a sua presença não prejudicasse a leitura arquitectónica no hall de entrada do edifício. 10

4. Trabalhos concluídos: 11

Cores atribuídas: Paredes Exteriores Peitoris de madeira Soco Aros fixos de caixilharia Caixilharias e Portadas Portas exteriores R/chão Caleiras e tubos de queda Gradeamentos de varandas Cor vede água Cor ral 6007 em esmalte acrílico Cor de pedra a tinta tipo caiação Cor ral 6007 em esmalte acrílico Cor vede água ref. DULUX70GY65/166 Cor ral 6007 em esmalte acrílico Cor ral 6007 em esmalte acrílico Cor ral 6007 em esmalte acrílico 5. Custo da Obra A presente empreitada teve 9 autos de trabalhos contratuais de acordo com o explicitado no Quadro I. Quadro I - Trabalhos Contratuais Valor de Adjudicação s/ IVA Autos de Medição Valor do auto s/ IVA Valor do auto Factura c/ IVA N.º Data 81.875,12 N.º 1 (28/04/06) 3.120,52 3.276,55 0982 28/04/06 Valor de Adjudicação N.º 2 (31/05/06) 6.472,31 6.795,93 1007 31/05/06 c/ IVA N.º 3 (30/06/06) 10.060,98 10.564,03 1027 30/06/06 85.968,88 N.º 4 (31/07/06) 11.511,98 12.087,58 1057 31/07/06 N.º 5 (31/08/06) 5.618,76 5.899,70 1088 31/08/06 N.º 6 (29/09/06) 18.316,01 19.231,81 1120 29/09/06 N.º 7 (31/10/06) 8.861,49 9.304,56 1144 31/10/06 N.º 8 (30/11/06) 14.085,53 14.789,81 1177 30/11/06 N.º 9 (29/12/06) 3.827,54 4.018,91 1198 29/12/06 81.875,12 100% Facturado 6. Desvio Desvio = Custo total da obra/valor de adjudicação x 100 = 0% 7. Investimento Induzido O Investimento Induzido (inversão pública) pretende traduzir o esforço efectuado pelo proprietário, sem qualquer comparticipação pública, motivado pelo facto do município ter apoiado a intervenção no âmbito do programa PRAUD/OBRAS. Expressa-se pela seguinte formula: 12

Investimen toinduzido = IEP VOP IEP = Investimento efectuado pelo proprietário VOP= valor total das obras PRAUD (25% DGOTDU + 25% CMC + 50% Proprietário) No caso presente o Investimento induzido = 0%. Coimbra, Novembro de 2007 (Sidónio Simões, Eng.º) 13