CHAMADA PÚBLICA DE PROJETOS VOLTADOS AO APOIO DE PLANOS DE GESTÃO TERRITORIAL E AMBIENTAL EM TERRAS INDÍGENAS Perguntas e respostas (esta lista poderá receber a inclusão de novas questões, caso sejam identificadas perguntas recorrentes nas oficinas ou via correio eletrônico) 1. O BNDES indica consultores para a elaboração de propostas ou projetos? O BNDES não credencia nem indica consultores pessoas físicas ou jurídicas como intermediários para facilitar, agilizar ou aprovar operações com o próprio Banco ou com as instituições financeiras credenciadas a repassar seus recursos. O BNDES está sempre disponível para tirar dúvidas e prestar os esclarecimentos que se fizerem necessários diretamente ao interessado, por meio do endereço eletrônico ("fundoamazoniafaleconosco@bndes.gov.br"). Para dúvidas específicas quanto à Chamada Pública, o endereço chamadapngati@bndes.gov.br deve ser utilizado. 2. Quais Terras Indígenas podem participar desta Chamada Pública? As Terras Indígenas objeto de apoio já deverão estar, no mínimo, delimitadas e identificadas, com portaria da FUNAI publicada no Diário Oficial da União (conforme art. 11 do Decreto n. 7.747/12, que institui a PNGATI) e, ainda, localizadas total ou parcialmente no bioma Amazônia. Não serão permitidos projetos sobre áreas ainda em estudo. 3. Como devem ser abordadas as Terras Indígenas que possuem índios isolados e de recente contato? Conforme define o item 4.2 da Chamada, a elaboração dos PGTAs em Terras Indígenas com presença de povos indígenas isolados e/ou recém-contatados, que possuam territórios compartilhados ou limítrofes com outros povos indígenas, deve levar em conta a presença destes povos e suas formas de ocupação, fazendose necessária a participação das unidades da FUNAI responsáveis pelas ações junto a estes povos (Coordenação Geral de Índios Isolados e de Recente Contato CGIIRC e as Frentes de Proteção Etnoambiental). 4. O que deve ser feito caso a proposta de projeto envolva Terras Indígenas que possuem sobreposições com Unidades de Conservação? Em caso de dúvidas, deve-se entrar em contato com as agências regionais da FUNAI ou diretamente com a Coordenação Geral de Gestão Ambiental - CGGAM da FUNAI. Primordialmente, deve-se entrar em contato para esclarecimentos acerca das áreas cujos limites estejam sendo contestados ou objeto de litígio. 5. Existem prazos específicos para os períodos de construção, implementação e execução dos projetos? Não. O projeto deve respeitar o limite estabelecido em sua proposta encaminhada ao Fundo Amazônia, observado o prazo de execução total de até 42 meses.
6. Projetos que apresentem planos de acordos internos de uso da terra poderão ser apoiados no edital? Para serem objeto de apoio, tais planos devem estar inseridos dentro da estratégia de um PGTA, que pode contemplar, como uma das suas ações, a pactuação de tais acordos. De qualquer forma, deverão ser observados os princípios e diretrizes da PNGATI (Decreto n. 7747/2012). 7. Uma TI que já está contemplada por outro projeto apoiado (ou em negociação) com o Fundo Amazônia, cujo objetivo principal é Gestão Territorial e Ambiental, pode integrar uma proposta em resposta à Chamada? Desde que não haja sobreposição de atividades e que haja adicionalidade à proposta anterior, não há impedimento à participação na Chamada Pública. 8. São apoiáveis excursões para caçadas, pescarias e coletas de frutos? Sim. Entretanto, ressalta-se que não é financiável a compra de armamentos (item 5.8 f da Chamada), assim como a compra de munição. 9. São apoiáveis atividades relacionadas à saúde? E quanto ao cultivo de ervas medicinais? Os itens relacionados diretamente à saúde não são financiáveis nesta Chamada Pública. No caso de atividades de apoio ao cultivo de ervas medicinais, seria possível apoiá-las, desde que elas estejam inseridas numa estratégia de resgate cultural dentro da gestão ambiental ou numa atividade produtiva sustentável. 10. Sobre o item da Chamada Pública:... deverão ser asseguradas, também, necessariamente as seguintes ações transversais: a) Capacitação e formação indígena; b) Fortalecimento das organizações indígenas locais e das entidades proponentes dos projetos. Contudo, não fica claro como estes aspectos devem ser desenvolvidos no projeto. Quais tipos de ações se encaixariam nessas linhas? Além disso, fortalecimento institucional e formação de equipe das instituições indigenistas e ou socioambientais também podem ser contempladas nas propostas? Nos termos do item 3.2 da chamada, além da capacitação e formação das comunidades indígenas, as ações de fortalecimento institucional abrangem tanto as associações indígenas incluídas no projeto quanto as instituições que venham a propô-lo e assumirão obrigações contratuais perante o BNDES, sejam estas indigenistas ou indígenas. PGTAs 11. As Terras Indígenas que possuem atividades de etnomapeamento e etnozoneamento poderão considerá-las como subsídios para os processos de implementação? Sim, caso tais atividades estejam dentro da construção de um PGTA, que deve obedecer requisitos e critérios da PNGATI (Decreto n. 7747/2012), entre eles, o protagonismo indígena. Caberá à Comissão de Seleção avaliar o estágio e nível de maturidade das atividades implementadas para fins de proposta de implementação, sendo relevante destacar que as TIs que não possuam PGTA elaborado não poderão ser objeto de propostas que contemplem a sua elaboração mais a implementação do referido plano. 2
12. Há necessidade de encaixar, na proposta de projeto, diagnósticos de cada etnia, ou o diagnóstico pode ser global? Caso o projeto se proponha a implementar um PGTA pronto, quanto mais detalhado o diagnóstico da TI, incluindo as especificidades de cada etnia, melhor será o Plano e mais consistente, portanto, a proposta. No entanto, eventualmente, em propostas que abranjam TIs com mais de uma etnia, o aprofundamento e detalhamento de um diagnóstico mais geral pode ser apoiado no âmbito de um PGTA ainda em conclusão. 13. Qual conceito de PGTA será usado para avaliar se uma TI já possui o instrumento? Não há um conceito restrito, devendo o proponente se nortear pelo documento Orientações para Elaboração Planos de Gestão Ambiental e Territorial de Terras Indígenas elaborado pela FUNAI e disponibilizado no site do Fundo Amazônia. Tal documento contém princípios e etapas a serem seguidas pelo proponente na elaboração do PGTA. Os princípios contidos no referido documento se referem a protagonismo indígena, legalidade, sustentabilidade e estabelecimento de acordos/pactos. Com relação às etapas, estas seriam: 1)sensibilização e mobilização; 2) diagnóstico; 3) planejamento; 4) execução; e 5) monitoramento e avaliação. Importante ressaltar que tal documento tem caráter orientador, e não normativo. Eventuais Planos já existentes que tenham sido elaborados de forma diversa serão avaliados pela Comissão, da qual a FUNAI faz parte para fins de serem ou não considerados PGTAs. 14. Quais os critérios mínimos para serem considerados PGTAs? Os instrumentos de planejamento que embasam a proposta de implementação precisam necessariamente ser formatados como PGTAs? Os critérios mínimos são aqueles relacionados aos princípios e às etapas a serem consideradas na elaboração do plano, conforme documento orientador da FUNAI citado no item anterior. Consequentemente, os instrumentos de planejamento devem ser elaborados com observância a tais princípios e etapas. 15. Pode ser considerado como PGTA um plano de vida genérico junto a documentos das comunidades que detalhem ações? O Plano de vida será considerado PGTA desde que tenha diagnóstico consistente, plena participação indígena comprovada e, principalmente, atividades concretas a serem apoiadas dentro dos limites da Chamada. Ou seja, não basta um plano genérico. Vale lembrar que o processo de seleção dos projetos é concorrencial e cada caso será avaliado pela Comissão. 16. O PGTA pode ser apresentado como um anexo dentro da consulta prévia? Sim. 17. Quais os limites entre a elaboração e implementação de PGTAs? Planos de negócio, por exemplo? A implementação se refere ao apoio para a execução de atividades concretas previstas no PGTA (ex: apoio à cadeia produtiva de castanha). Já a elaboração tem suas características esclarecidas nas Perguntas 12 e 13 acima. Assim, planos de negócio são um item de implementação (plano de negócio da castanha, por exemplo). 18. Se a unidade territorial para apoio é por Terra Indígena, como considerar as diferentes aldeias/ etnias nela inseridas e os diferentes estágios dos respectivos PGTAs? A princípio, o PGTA deve contemplar toda a unidade territorial da TI e englobar todas as aldeias e etnias nela existentes. No entanto, em algumas TIs, que contemplem etnoregiões, conforme avaliação da própria FUNAI, pode-se justificar a divisão territorial e a elaboração de mais de um PGTA numa única TI. Esta divisão territorial e os diferentes estágios precisam ser considerados no projeto. 3
Anuência prévia 19. Quais as formas de comprovação de anuência dos povos indígenas que serão aceitas? Como serão verificados? A anuência poderá ser comprovada de diversas formas perante o BNDES, tais como: ata de reunião, seminário ou fórum documentado e assinado por lideranças indígenas; declaração das entidades representativas; ou ainda outro documento em que fique claro o consentimento dos povos indígenas envolvidos em relação ao projeto. Proponentes, beneficiários e arranjos 20. No arranjo institucional do projeto, pode o parceiro ou o beneficiário que solicita o apoio estar inadimplente? E no caso de proponentes que estejam na justiça contra a Funasa, estão inadimplentes? Conforme o documento da Chamada Pública que traduz as exigências operacionais padrão do BNDES, é requisito para contratação com o Banco a regularidade fiscal e adimplência com a União, por força de lei. Tal requisito deve ser preenchido por toda e qualquer entidade que figurar no contrato com o BNDES. Ações judiciais em curso contra a instituição não são óbices, por si só, para impedir a contratação com o BNDES, porém serão levadas em conta na análise cadastral feita pelo BNDES, que tem por finalidade avaliar eventuais riscos jurídicos, financeiros e de imagem do Fundo Amazônia/BNDES. No entanto, caso tal ação judicial gere condenação que torne a instituição inadimplente perante a União, haverá óbice à contratação com o BNDES. 21. Como promover o protagonismo indígena se a Chamada prevê requisitos que só podem ser atendidos pela estrutura de grandes organizações? A Chamada Pública prevê a possibilidade de participação de vários tipos de entidades, indígenas, indigenistas, socioambientalistas ou ambientalistas, desde que tais instituições possuam capacidade de gestão. Além disso, o protagonismo indígena não se resume a figurar como proponente dos projetos. Pelo contrário, trata-se de requisito necessário para a elaboração de todo e qualquer PGTA, no sentido de que os indígenas abrangidos no projeto devem estar incluídos em todo o seu processo, desde a participação na elaboração do projeto, na composição das instâncias de governança, na implementação das atividades e como beneficiários finais. 22. O fortalecimento institucional prevê o apoio apenas para a estruturação física das organizações e para a gestão dos projetos ou também para o fortalecimento político de instituições indígenas ou indigenistas? Desde que demonstrada a relação com o projeto, ações de fortalecimento político das organizações indígenas poderão ser apoiadas como, por exemplo, capacitação e fóruns de discussão para elaboração do PGTA. Com relação às instituições indigenistas, o fortalecimento institucional não abrange o fortalecimento político de tais organizações. 4
Contrapartida 23. No caso de organizações indígenas, como estas podem comprovar a contrapartida mínima de 3%? Elas podem comprová-la, no caso de contrapartida financeira, com a apresentação de comprovantes de gastos realizados, equivalentes a 3% do valor solicitado ao Fundo Amazônia (recibo de um serviço contratado, por exemplo). Na contrapartida não financeira, com a previsão de bens ou serviços que serão destinados à execução do projeto (ver Pergunta a seguir). 24. O que significa contrapartida não financeira? Significa uma contrapartida descrita no projeto com itens financiáveis economicamente mensuráveis. Por exemplo: contratação de um serviço para a realização do projeto, aquisição de veículo, custos de instalação de escritório ou unidade necessária à execução do projeto, etc. A comprovação será verificada na ocasião da visita de acompanhamento do BNDES e a partir do relatório de desempenho, elaborado pelo proponente, sem necessidade de comprovação por meio de recibos e notas fiscais. Itens financiáveis 25. O pagamento de aluguel, água e luz pode ser classificado como contrapartida não financeira do projeto? O custeio administrativo, ou seja, referente aos gastos realizados pela organização proponente para suas atividades ordinárias, independentemente do projeto, não é considerado como contrapartida. 26. A auditoria financeira prevista é direcionada ao projeto ou à instituição? A auditoria financeira exigida na chamada é direcionada às contas da instituição proponente. Vale lembrar que o projeto que vier a ser apoiado pela presente chamada irá integrar os registros contábeis da instituição proponente e, portanto, os recursos recebidos do Fundo Amazônia também serão contabilizados na auditoria. 27. É possível uma organização apresentar um projeto com orçamento além de seu maior projeto gerido ou maior que seu orçamento anual atual? Sim, desde que comprove capacidade operacional para executar o projeto. Tal capacidade será verificada pelo BNDES durante a análise do projeto e, caso tal requisito não fique devidamente demostrado, o projeto poderá ser cancelado nesta fase. 28. As pessoas com funções administrativas e financeiras se enquadram nos custos operacionais (até 10% do valor total do projeto) ou nos custos de despesas com pessoal relacionado diretamente com projeto? O pessoal com funções administrativas, desde que com dedicação exclusiva ao projeto, deve ser considerado como despesas com pessoal relacionado diretamente ao projeto e, portanto, tais custos não estão limitados ao percentual de 10% do projeto. No caso das assessorias especializadas, como contabilidade e assessoria jurídica, deverão estar incluídas nos custos operacionais (até 10% do valor total do projeto). Vale ressaltar que o custo global de gestão do projeto deve ser dimensionado de forma proporcional e razoável ao valor total do projeto e aos benefícios a serem auferidos pelos indígenas, público-alvo desta Chamada. 5
29. Como é feito o calculo dos percentuais de 10% para custos operacionais, 70% para implementação de PGTAs e 30% para elaboração de PGTAs? Os 10% referentes a custos operacionais são calculados em relação ao valor total do projeto. 70% se referem às ações previstas no item 3.1.1 da Chamada e 30% nas ações previstas no item 3.1.2 do referido documento. 30. A Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) indígena é financiável? Sim, conforme disposto no item 5.7 ( São financiáveis ), item f desta Chamada. 31. Sobre a recuperação de áreas degradadas, podem ser aplicados investimentos na recuperação do entorno? O objeto da presente Chamada são as Terras Indígenas localizadas total ou parcialmente no bioma Amazônia. A previsão de ações no âmbito do projeto que incluam áreas no entorno das TIs devem estar muito bem justificadas e relacionadas diretamente com o PGTA e/ou com sua implementação. 32. Poderá ser realizado o pagamento de bolsas para Agentes Ambientais Indígenas (AAIs) durante o projeto? Sim, desde que estes agentes estejam desenvolvendo atividades relacionadas diretamente ao projeto. Tais bolsas serão custeadas como prestação de serviço. Perguntas gerais 33. Como contemplar, em três anos, a elaboração ou implementação de PGTAs em Terras Indígenas muito grandes (ou complexos territoriais)? O prazo limite dos projetos a serem executados no âmbito dessa Chamada é de até 42 meses. A presente Chamada não tem por ambição a implementação total dos PGTAs em TIs muito grandes, mas alavancar e contribuir para tal processo. No caso de TIs com territórios muito grandes, o proponente deve optar, no conjunto de ações possíveis, por aquelas que sejam mais prioritárias ou que necessitem de um apoio mais efetivo e que possam ser executadas dentro do prazo acima mencionado. 34. Proponentes deverão seguir a Lei 8.666/1993 (Lei de licitações) na execução do projeto? Não. A exigência na aquisição e/ou contratação de serviços é a realização de três orçamentos ou apresentação de justificativa acerca da impossibilidade ou inexigibilidade de realizar a referida cotação, conforme a minuta padrão de Contrato do Fundo Amazônia. 35. Se o projeto for aprovado, a execução deverá ser feita via SICONV? Não. O BNDES não opera via SICONV nem via convênios, celebrando, outrossim, contratos. 6
36. O que se entende por tempo de encerramento da análise: é o tempo de encerramento da comissão avaliadora do edital? Ou é o tempo de avaliação para a contratação do projeto/proposta? Assim, em perspectiva, podemos considerar quantos meses/anos? A análise de uma proposta se encerra quando a equipe técnica do Fundo Amazônia submete seu Relatório de Análise à apreciação da Diretoria do BNDES. O tempo decorrido entre o encerramento das inscrições para a Chamada Pública e o do encaminhamento à Diretoria dependerá de uma série de fatores, inclusive da celeridade das respostas dos proponentes aos questionamentos, que ocorrerão na fase de análise, pela equipe do Fundo Amazônia (item 7.3 da Chamada Pública). 37. Qual seria o tempo para uma associação indígena e/ou indigenista, socioambiental concorrer a apoio financeiro para implementar algumas ações de PGTAs que foram objeto de elaboração do presente edital? O Fundo Amazônia voltará a receber propostas de apoio financeiro relacionados à implantação de PGTAs em TIs, uma vez que todas as propostas aprovadas no âmbito da presente Chamada tenham seus Relatórios de Análise submetidos à apreciação da Diretoria do BNDES (ver Pergunta acima). 38. Uma Terra Indígena que já está contemplada por outro projeto apoiado (ou em negociação) com o Fundo Amazônia, cujo objetivo principal é Gestão Territorial e Ambiental, pode integrar uma proposta em resposta ao presente edital? Desde que não haja sobreposição de atividades e que haja adicionalidade à proposta anterior, não há impedimento à participação na Chamada Pública. 39. Itens de comunicação são contemplados no projeto? Sim. A Chamada pública prevê que os PGTAs deverão apresentar estratégia de publicação e divulgação dos seus resultados. Módulos da Consulta prévia 1º Módulo 40. Qual o papel do interveniente? Pode ser órgão público? O interveniente pode ser um órgão público (ou entidade privada) que tem o papel de assumir algumas corresponsabilidades junto com o proponente na execução do projeto, integrando também o Contrato a ser celebrado perante o BNDES para a execução do projeto. Cabe lembrar que, para fins de concorrência na Chamada Pública, deverá ser identificada a instituição proponente, que deverá ser a responsável pela gestão financeira e administrativa do projeto, perante o BNDES. A inclusão de uma eventual instituição como interveniente no Contrato será tratada na fase de análise pelo BNDES, que poderá solicitar tal inclusão, se for o caso. Caberá à proponente, na Consulta Prévia apresentada ao BNDES, descrever eventuais participações relevantes de outras instituições, identificando o papel a ser desempenhado por cada uma delas. 7
2º Módulo 41. No 2º módulo, quadro B, a lista de indicação de áreas contempladas não inclui os PGTAs. Elas serão incluídas? No novo Roteiro devem ser incluídas no Segundo módulo, item A. http://www.fundoamazonia.gov.br/fundoamazonia/fam/site_pt/galerias/arquivos/rap_fundo_amazonia_ Chamada_PNGATI.dot 3º Módulo 42. O que pode ser considerado como custo operacional? Custo operacional possui um sentido amplo e pode ser entendido como todo custo necessário à realização do projeto. Na presente Chamada, porém, há uma divisão clara, que traz algumas restrições em relação a tais despesas, conforme abaixo especificado: - Despesas indiretamente relacionadas ao projeto necessárias à sua concepção, elaboração ou implementação, tais como, despesas com contabilidade e assistência jurídica, estarão limitadas a 10% do valor global do projeto (ver item 5.7, letra l da Chamada); - Custos administrativos da instituição, incluindo gastos com pessoal sem dedicação exclusiva e despesas correntes (água, luz, telefone), não serão financiados (ver item 5.8, j, da Chamada); e - Despesas diretamente relacionadas ao projeto (pessoal com dedicação exclusiva, custos com base de campo, etc.) poderão ser financiadas no projeto e não estarão limitadas a 10% do valor global. 43. Como identificar a contrapartida nas tabelas orçamentárias? Ela deve ser identificada diretamente no item da tabela, podendo ser destacada entre parênteses. No caso de contrapartida não financeira, deverá ser descrito no item L do 3 módulo do Roteiro. 44. A contrapartida somente poderá ser relacionada com os itens financiáveis? Sim. A contrapartida deve abranger itens financiáveis (item 5.7 da Chamada). 45. É possível utilizar recursos de outras fontes como contrapartida? Sim, porém é relevante lembrar que instituição assumirá contratualmente a obrigação de comprovar a contrapartida indicada no projeto. 46. Onde apresentar, no Roteiro, as previsões de investimentos nas categorias 3.1.1 (elaboração de PGTAs) e 3.1.2 (implementação de PGTAs), apoiadas no âmbito da Chamada? No Quadro de Usos e Fontes (terceiro módulo, letra L) do Roteiro. Cabe ressaltar que, conforme o item 3.1 da Chamada, os investimentos abrangidos na categoria 3.1.1 estão limitados a 30% do total da proposta. 47. Há limites a serem observados para os montantes previstos em cada produto/serviço? 8
Deve-se atentar para os itens 3.1 e 5.7.1, I, da Chamada. À exceção destes itens, não há limites préestabelecidos para gastos com cada um dos Usos (ver Quadro de Usos e Fontes (terceiro módulo, letra L). 48. Itens relacionados à gestão direta do projeto são passíveis de financiamento no âmbito da Chamada? Sim, desde que sejam justificados e dependendo de sua natureza (por exemplo, gastos com pessoal com dedicação parcial não serão apoiados). 49. No formulário, o pessoal administrativo do projeto deve ser incluído como parte de gestão? Sim. O pessoal administrativo deve ser incluído na planilha orçamentária da gestão do projeto (item G do 3 módulo do Roteiro). Ver, ainda, resposta acima do item 1 do terceiro módulo. 50. Numa Terra Indígena com várias comunidades, se uma vier a se envolver com atividades ilegais, seria possível realocar os recursos que antes se destinavam a ela? Sim, desde que a atividade ainda não tenha sido iniciada. Tal hipótese deverá ser relatada ao BNDES, que avaliará a melhor solução em conjunto com o proponente. Perguntas gerais 51. O Roteiro para elaboração do projeto é a consulta prévia? Sim. 52. Será elaborado um roteiro para prestação de contas e execução financeira? Este roteiro já esta disponível no website do Fundo Amazônia. http://www.fundoamazonia.gov.br/fundoamazonia/export/sites/default/site_pt/galerias/arquivos/downlo ads/modelo_relatorio_de_desempenho.doc 53. As Terras Indígenas que estão em processo de revisão podem ser contempladas pelo edital? Tal situação será avaliada pela Comissão de Classificação e Seleção, da qual a FUNAI faz parte, que analisará eventuais situações de conflito e sobreposição de limites em relação à TI, objeto da presente Chamada, e o risco jurídico do recebimento do apoio financeiro pelo Fundo Amazônia. 54. O projeto pode apoiar ações de sequestro de carbono e venda de créditos de carbono? Não (ver item 3.1.1.1) 55. Quem poderá sanar dúvidas na elaboração da proposta e no preenchimento do formulário? As dúvidas podem ser enviadas para o e-mail específico da Chamada: chamadapngati@bndes.gov.br. Ademais, serão realizadas Oficinas da capacitação em Rio Branco AC (29 e 30/07), Belém - PA (5 e 6/08) e Manaus AM (7 e 8/08). 56. Como os indígenas saberão que o valor solicitado pela instituição proponente, e aprovado pelo BNDES, está sendo aplicado? 9
O acompanhamento da implementação do projeto dependerá do arranjo de governança de cada projeto, o qual deverá incluir as entidades e grupos indígenas locais. Ao mesmo tempo, o BNDES acompanhará e divulgará no seu website os resultados alcançados no decorrer do projeto. Vale lembrar que é necessária uma estratégia de publicação e divulgação do projeto. Monitoramento de impactos 57. Como se dará o monitoramento de impactos do projeto? O monitoramento de impactos se dará no decorrer da execução de todo o projeto, baseado nos indicadores de execução e efetividade definidos e no acompanhamento técnico realizado pela equipe do Fundo Amazônia. 58. As mudanças ocorridas no âmbito do projeto devem ser comunicadas? Não apenas as mudanças, mas qualquer fato que afete ou impacte a continuidade do projeto deverão ser comunicados prontamente à equipe técnica do Fundo Amazônia responsável pelo projeto no BNDES. Ressalte-se que há, inclusive, cláusula contratual padrão no Contrato do Fundo Amazônia. 59. Para cada atividade prevista no projeto deve haver um indicador? Não é necessário desenvolver um indicador para cada atividade. Os indicadores devem ser desenvolvidos na esfera dos produtos e serviços (indicadores de execução) e na esfera dos impactos (indicadores de efetividade). 10