Regra de Rating para Multicascos 2015



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Transcrição:

Regra de Rating para Multicascos 2015 FREVO Flotilha Recifense de Veleiros de Oceano MOCRA Multihull Offshore Cruising & Racing Association Parte 1 POLÍTICA DA REGRA 1 Introdução 2 Política Fundamental, Língua e Definição 3 Aviso Importante Parte 2 INFORMAÇÃO GERAL 4 Administração 5 Certificados de Rating 6 Unidades de Medição Parte 3 7 Geral 8 Medição e Obediência às Regras 9 Revisão do Rating 10 Protestos de Rating 11 Regra de Regatas a Vela 51 Lastro Móvel 12 Peso Vazio 13 Comprimento da Linha d Água 14 Quilha, Bolina, Foils 15 Motor e Hélice 16 Mastreação e Velas 17 Idade 18 Navegabilidade e Segurança 19 Questões Estruturais e Equipamentos Fixos 20 Equipamento Portátil Mínimo 21 Equipamento Pessoal 22 Acomodações Mínimas 23 Fator de Correção de Tempo TCF Apêndice 1 Definições de Medição

A FREVO (Flotilha Recifense de Veleiros de Oceano) é filiada à Federação Pernambucana de Vela e Motor (FPVM), à Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO) e à MOCRA (Multihull Offshore Cruising & Racing Association). Esta regra de rating é utilizada com permissão da MOCRA, concedida em julho de 2012 por Matthew West, Hon Secretary. Os certificados são válidos apenas para regatas organizadas no Brasil. Tradução: Hans Hutzler Comissão Técnica de revisão e implantação: Flávio Lôbo, Guilherme Araújo, Hans Hutzler, Higinio Marinsalta, João Jungmann, Luis Moriel, Marcelo Soares, Renato Almeida. Parte 1 POLÍTICA DA REGRA 1.0 Introdução 1.1 O objetivo da regra é prover um rating simples e equitativo usando fatores de correção de tempo que sirvam a uma ampla gama de tipos de multicascos marinheiros com as acomodações requeridas pela regra 22. 2.0 Política Fundamental, Língua e Definições da Regra 2.1 O espírito da regra requer que proprietários e projetistas não busquem meios para reduzir artificialmente o rating de um barco, por exemplo aumentando seu desempenho sem um aumento correspondente do rating. 2.2 Qualquer referência às Regras de Regatas a Vela (RRV) referem-se à versão corrente das regras da ISAF. Qualquer referência às Regras de Equipamentos referem-se à versão corrente das Regras de Equipamentos da ISAF, que incorporam as Regras para Medição de Velas. Referência às Regras Especiais são a versão corrente das Regras Especiais para Regatas Offshore da ISAF. 2.3 A língua original da regra é o inglês, mas a versão oficial para uso pela FREVO é esta tradução ao português. O significado de qualquer palavra deve ser aquele listado no Oxford English Dictionary, no contexto em que aparece. A palavra deve (shall and must) é mandatória, a palavra pode (may and can) é permissiva. A palavra deveria (should) é recomendativa. 2.4 A regra será aberta e pública.

2.5 Algumas ou todas as dimensões de barcos produzidos em série podem ser padronizadas. 2.6 O Conselho Técnico da FREVO pode solicitar a pesagem ou medição de qualquer barco. 2.7 A regra provê ratings para uma ampla gama de multicascos. Qualquer exploração da simplicidade inerente da regra será desencorajada. Os autores da regra se reservam portanto o direito de fazer ajustes ou acréscimos a qualquer tempo para evitar o desenvolvimento de linhas indesejadas ou não previstas. 2.8 Deve-se referir ao Apêndice 1 para as definições e abreviações de medição. 3.0 Nota Importante 3.1 A segurança e administração de um barco, incluindo o seguro, deve ser de responsabilidade exclusiva do proprietário/competidor, que deve garantir que o barco é seguro, marinheiro e tripulado por uma tripulação suficiente em número e experiência, fisicamente apta a enfrentar mal tempo. O proprietário/competidor deve estar satisfeito quanto à integridade do casco, mastreação, velas e todo o equipamento. Ele deve garantir que todo equipamento de segurança esteja apropriadamente mantido, armazenado e válido e que a tripulação saiba onde é guardado e como usá-lo. A decisão final sobre competir ou não permanece responsabilidade única e indissociável do proprietário ou seu representante. 3.2 Nem o estabelecimento dessas regras, seu uso pela organização da regata ou tampouco a inspeção do barco de acordo com essas regras limita, de qualquer forma, a responsabilidade absoluta do proprietário/competidor. Ele deve reconhecer sua obrigação em informar isto a quaisquer terceiros que ele envolva de qualquer forma nestas regras. 3.3 Os ratings dos barcos são calculados de boa fé a partir dos dados disponíveis. A FREVO ou a MOCRA não podem aceitar nenhuma responsabilidade por erro ou por alteração na regra que o proprietário/competidor considere ter afetado de forma desvantajosa o seu barco, ou que tenha propiciado qualquer vantagem a qualquer outro barco ou proprietário/competidor.

Parte 2 INFORMAÇÃO GERAL 4.0 Administração 4.1 A Regra é um sistema de medição criado para classificar barcos para competição através de um número simples baseado em tempo. 4.2 A Regra será administrada pela FREVO, com permissão e sob orientação da MOCRA. 4.3 Pedidos para interpretações da Regra devem ser feitos à FREVO. As interpretações serão válidas apenas durante o presente ano e poderão ser incorporadas pelo Conselho Técnico na revisão anual da Regra. 5.0 Certificados de Rating 5.1 Certificados de Rating serão emitidos pelo Conselho Técnico da FREVO ou seus delegados, e são válidos apenas para regatas organizadas no Brasil. 5.2 Um barco não poderá ter mais do que um certificado válido a qualquer tempo. A emissão de um novo certificado automaticamente invalida o anterior. O original ou uma cópia do certificado deve ser mantida a bordo. 5.3 Certificados de rating serão emitidos no formato mostrado no Apêndice 2, com o cabeçalho da autoridade emissora e qualquer patrocínio, se for o caso. Um barco pode solicitar à autoridade de rating que endorse o seu certificado. A autoridade informará o barco de qualquer medição ou outras verificações necessárias antes de emitir um certificado com o termo ENDOSSADO. 5.4 Alterações de propriedade e/ou qualquer alteração no numeral ou nas dimensões do barco automaticamente invalidarão o certificado. Chamamos atenção para a RRV 78, Obediência às Regras da Classe, Certificados. 5.5 Quando a autoridade de rating tiver evidência razoável de que um barco não está em conformidade com seu certificado, ou que houve infração às Regras, o certificado pode ser cancelado e o proprietário será informado por escrito. Quando a autoridade tiver ciência de que um certificado foi invalidado enquanto o barco está sob jurisdição de uma comissão de regata, o assunto deve ser informado à CR. 5.6 Certificados serão válidos após o pagamento das taxas apropriadas e apenas para o ano calendário vigente. 5.7 Um aviso de regata pode especificar qual a última data para alteração de um certificado.

6.0 Unidades de Medida 6.1 As medidas devem ser anotadas nas unidades do Sistema Internacional (SI). As medidas lineares devem ser em metros, com duas casas decimais, à exceção das medidas da seção transversal do mastro, que devem ser com três casas decimais. O peso deve ser arredondado ao kilograma mais próximo. 7.0 Geral 7.1 O rating MOCRA é calculado como um Fator de Correção de Tempo (Time Corrector Factor - TCF) com três casas decimais. Os tempos corrigidos devem ser calculados a partir deste rating, arredondados ao segundo mais próximo. 7.2 O Conselho Técnico da FREVO pode cancelar ou suspender um certificado de um barco sem qualquer reparação quando houver uma grave infração às Regras ou quebra de boas maneiras ou esportividade. 7.3 A exibição no barco de propaganda escolhida pelo proprietário ou pessoa responsável é permitida de acordo com o Código de Propaganda da ISAF (RRV 80). 8.0 Medição e Obediência 8.1 Os dados de medição devem ser obtidos por medição direta ou derivados de outro certificado de rating. 8.2 As velas devem ser medidas de acordo com as Regras de Equipamentos da ISAF vigentes e conforme detalhado por esta Regra. 8.3 Há disponibilidade de medidores da FREVO. 8.4 É uma infração a estas Regras um proprietário ou qualquer pessoa fornecer intencionalmente informação falsa. Chamamos atenção à Regra 69, Alegações de Grave Má Conduta. 8.5 O Conselho Técnico da FREVO usará os dados fornecidos como uma base para o rating, mas se reserva o direito de alterar dados específicos ou padronizar as dimensões de barcos produzidos em série. 8.6 A FREVO pode solicitar a um proprietário que submeta seu barco à medição a qualquer momento. O barco terá seu rating reemitido baseado nos novos dados obtidos.

9.0 Revisão do Rating 9.1 Um proprietário pode solicitar uma revisão do rating do seu próprio barco enviando preenchido um formulário de revisão, juntamente com a devida taxa. 9.2 Qualquer pessoa que tenha interesse válido no certificado de um barco também pode solicitar uma revisão do rating, enviando preenchido um formulário de revisão, juntamente com a devida taxa. 9.3 A revisão deverá se basear em todas as evidências disponíveis. Quando necessário, os dados devem ser remedidos por um medidor autorizado. A decisão do Conselho Técnico da FREVO será final. 9.4 Para barcos produzidos em série, os dados podem ser padronizados pela autoridade. Dados padronizados não devem ser objeto de revisão ou protesto por terceiros. Mas uma revisão de rating pode ser solicitada pelo fabricante ou pela associação de classe de um barco produzido em série. Modificações nos dados padronizados devem ser declarados pelo proprietário. 9.5 Quando o TCF for revisado pela autoridade e não ficar mais do que 0.01 maior do que antes, o rating contestado será válido até a data da revisão. 9.6 Quando o TCF for revisado pela autoridade e ficar mais do que 0.01 maior do que antes, o certificado será revisto pelo Conselho Técnico da FREVO que pode recomendar a invalidez do certificado contestado desde a data da sua emissão. 9.7 Em qualquer caso, o certificado torna-se inválido se qualquer remedição favorecer o barco e diferir do certificado mais do que seja considerado aceitável ou se detalhes específicos estejam claramente errados. 9.8 Após revisão e remedição, um novo certificado pode ser emitido e poderá ser datado com a data na qual qualquer dado foi fornecido equivocadamente. 10.0 Protestos de Rating 10.1 Conforme permitido pelas RRV Parte 5, um protesto de rating pode ser submetido a uma Comissão de Protestos. A CP pode enviar o assunto à autoridade de rating (FREVO) com a devida taxa. 10.2 No caso de um protesto, os dados do barco podem ser remedidos por um medidor autorizado. 10.3 De acordo com as Regras de Regata, uma CP pode determinar qual parte deve pagar pelos custos de medição e emissão. 11.0 RRV 51, Lastro Móvel: como uma excessão à Regra 51, é permitido o uso de lastro de água.

12.0 Peso Vazio 12.1 O peso vazio é o peso do barco na seguinte condição seca: 12.1.1 Completamente mastreado com todas as vergas (incluindo pau de spi se houver), estaiamento, estai de popa, estais volantes e checkstays, adriças, escotas e burro. 12.1.2 Motor instalado, ou motor de popa a bordo na posição guardado. 12.1.3 Trampolins e redes. 12.1.4 Baterias e colchões nas suas posições normais se forem utilizados em regata. O peso desses itens deve ser anotado no certificado do barco. 12.1.5 Todos os itens permanentes e itens de acomodação, sejam retiráveis ou não, incluindo tampas, camas, paineiros e mesa do salão (se usada em regata) a bordo nas suas posições normais. 12.1.6 Velas, não mais do que 1 mestra, 1 buja, um reacher (se medido), 1 balão e 1 buja de temporal. 12.1.7 Escotas de velas de proa e balões. 12.1.8 Âncoras, correntes e cabos de amarração. 12.1.9 Equipament o de segurança. 12.1.10 Utensilhos de cozinha e alimentação (veja regra 22.4). 12.1.11 Defensas. 12.1.12 Todos os itens acima devem ser anotados no certificado e todos os itens inc;uídos no peso vazio devem estar a bordo em regata. 12.2 Os itens abaixo não devem estar a bordo para a pesagem: 12.2.1 Reservas do estaiamento e adriças e outros cabos. 12.2.2 Combustível, água e o conteúdo de qualquer outro tanque. Botijões de gás de reserva devem ser removidos. 12.2.3 Comida. 12.2.4 Roupa, lençóis e objetos pessoais. 12.2.5 Ferramentas e peças reserva. 12.2.6 Equipamento solto. 12.2.7 Tripulação.

12.3 Quando por rasões práticas não for possível remover todos os itens e equipamentos (por exemplo combustível), é aceitável deduzir o peso deles do peso bruto. A autoridade de rating se reserva ao direito de recusar esses dados quando forem fornecidos detalhes inaquedados. 12.4 A autoridade de rating vai calcular o peso vazio de um barco que não tenha sido pesado baseado em informações contidas em outro certificado, dados do projetista ou qualquer outra fonte. 12.5 Na ausência de outra informação, o peso vazio pode ser calculado pela dedução dos itens detalhados pela regra 12.2 do deslocamento velejando do barco. 12.6 O peso da tripulação é um weight allowance calculado como a seguir: 12.6.1 Peso da tripulação = 180 + (LWP - 8) x 100 12.6.2 Peso mínimo da tripulação = 180, e máximo = 400 12.7 Peso considerado = peso vazio + peso da tripulação 13.0 Comprimento medido 13.1 O comprimento dos catamarans deve ser considerado como a distância entre o Ponto de Medição Dianteiro e o Ponto de Medição Traseiro conforme mostrado no diagrama. 13.2 O comprimento dos trimarans deve ser considerado como: (comprimento total do casco externo + comprimento da linha d água do casco principal) / 2. O comprimento do casco externo não deve ser menos do que 80% do comprimento da linha d água do casco principal (entre os pontos de Medição Dianteiro e Traseiro). 13.3 No caso de aberturas de leme etc as quinas traseiras de bombordo e boreste do casco devem ser unidas para medição. 13.4 Medido com o barco na condição de velejando com todos os itens incluídos quando pesado de acordo com a regra 12.

14.0 Quilha, Bolina, Leme e Foils 14.1 Detalhes completos da quilha, leme e outros apêndices devem ser fornecidos ao Conselho Técnico da FREVO junto com a medição. 14.2 Fator de quilha (AF) para bolinas = 1.0 e para quilha fixa = 0.980 14.3 Fator de quilha para foils em cascos externos de curvatura constante no plano transverso = 1.015 14.4 Fator de quilha para lemes com asas = 1.005 14.5 Fator de quilha para barcos com foils descritos em 14.3 e 14.4 = 1.020 14.6 Fator de quilha para foils capazes de levantar todos os cascos da superfície da água = 1.050 14.7 Regra de Regatas a Vela 52, Força Manual, não se aplica. 15.0 Motor e Hélice 15.1 Barcos serão medidos com um dos abaixo: 15.1.1 Motor de popa (isto é, um motor onde o hélice pode ser removido da água enquanto competindo). 15.1.2 Motor de centro, incluindo eixo ou rabeta. O tipo do hélice deve ser declarado junto com a medição. O hélice deve estar a todo momento pronto para o uso, não devendo estar retraído, guardado ou suspendido. 15.2 Os motores devem ser capazes de produzir uma velocidade mínima em nós de 1,8 x a raiz quadrada do RL em metros (5 nós em um barco de 8 metros). Motores de popa devem estar firmemente presos no seu local normal de armazenagem para regata. Chamamos atenção para as Regras Especiais de Offshore 3.28. 15.3 Fator de Hélice (PF Propeller Factor): PF = 0.98 para um único hélice folding. PF = 0.97 para dois hélices folding. PF = 0.97 para um único hélice fixo. PF = 0.96 para dois hélices fixos. Hélices Feathering (de embandeirar) são medidos como hélices folding. Para motores de 16.0 popa Rig and PF=1.00 Sails 16.0 Mastreação e Velas 15.3 Fator de Mastro de Carbono (Carbon Mast Factor) - um mastro incorporando fibras de carbono deve ter: CMF = 1+ ( ( Comprimento do Mastro / Peso Medido

7 0.355 ) x 0.008 ) Um mastro sem fibras de carbono = 1.000 Um mastro que não gira deve ter um Fator de Rotação de Mastro (Mast Rotation Factor) MRF = 0.0 Um mastro que gira MRF = 1.00 E um Fator de Espessura do Mastro (MTF Mast Thickness Factor) MTF = 1.32 ( Max Transversal Mastro / Max proa popa do Mastro ) Área 16.1 Medida do Mastro = Comprimento do Mastro x Max proa popa do Mastro 16.1.1 x MTF x MRF 16.1.2 16.1 16.2 Geral 16.2.1 16.1.1 Barcos com mastreações e/ou = perpendicular 16.2.2 armações fora de padrão devem fornecer F Z 16.3 todos os detalhes de suas velas. G Y 16.4 H W 16.1.2 Numerais de vela devem ser exibidos 16.4.1 de acordo com a RRV 77, Identificação nas Velas. 16.2 16.4.2Mareação de velas, gurupés e paus de spi 16.2.1 Todas as velas devem ser armadas de acordo com a RRV 50, Envergando e Mareando Velas, com as seguintes adições. 16.2.2 RRV 54, Estais de Proa e Punhos de Amura das Velas de Proa, não se aplicam. 16.3 Número reserva 16.4 Vela mestra 16.4.1 A esteira da mestra (E), largura a um quarto, meia largura e largura a três quartos devem ser determinadas de acordo com as Regras de Equipamento. 16.4.2 A área do aluamento da mestra acima dos três quartos é determinada de acordo com o diagrama. As alturas das larguras medidas da mestra serão calculadas usando as fórmulas: MHWH (Mainsail Half Width Adjusted Height): MHWH = (P/2) + ( (MHW (E/2) ) / P ) x E

MQWH (Mainsail Quarter Width Adjusted Height): MQWH = (MHWH/2) + ( (MQW (E+MHW)/2) / MHWH ) x (E-MHW) MTWH (Mainsail Three-Quarter Width Adjusted Height): MTWH = (MHWH+P)/2 + (((MTW MHW)/2) / (P-MHWH)) x MHW Área Curva da Esteira (Foot Round Area) = esteira x curva perpendicular da esteira x 0.66 Curva Perpendicular da Esteira é a maior distância até o fim da vela tirada a 90 graus da linha reta que liga o punho de amura e o punho de esteira. A área medida da mestra é calculada como segue: MSAM = (((MQW+E)/2) x MQWH) + (((MQW+MHW)/2) x (MHWH- MQWH)) + (((MHW+MTW)/2) x (MTWH-MHWH)) + (0,5 X (P-MTWH) x MTW) + área da curvatura da esteira + área a ré e acima da linha AE. Obs.: A localização dos pontos de medição F, G e H na valuma deve ser determinada pelas extremidades das bolsas de tala e a parte de ré da bolacha de tope. Se não existirem pontos óbvios no aluamento da valuma, então F, G e H podem ser espaçados igualmente. 16.4.3 O fator de aspecto da mestra = 0.7 + ((P / EC) /10.1), Onde EC = ( E + MQW ) / 2 16.4.4 Área da Mestra = Area Medida da Mestra x Fator de Aspecto 16.5 Velas de proa mareadas fora do triângulo de proa 16.5.1 Uma vela mareada fora do triângulo de proa com um SHW não menor do que 60% de SF pode ser mareada em um enrolador ou usada sem um. 16.5.2 Uma vela mareada fora do triângulo de proa com um SHW menor do que 60% mareada em um sistema de enrolar efetivo (que deve ser o meio de lançar a vela) será medida como um balão. 16.5.3 Uma vela mareada fora do triângulo de proa com um SHW menor do que 60% mareada SEM um sistema de enrolar será medida como uma buja. 16.5.4 A testa (SLU), valuma (SLE), esteira (SF) e meia-largura (SHW) do maior balão levado a bordo deve ser declarado e será exibido no certificado. Área Medida do Balão (MSAS - Measured Spinnaker Area) = (SFx((SLU+SLE)/4))+((2x(SHW-(SF/2)))x(SLU+SLE)/6) Área do Balão (RSAS - Rated Spinnaker Area) = MSAS x 0.08

16.6 Velas de Proa 16.6.1 Área do Triângulo de Proa (FTA) = 0.5 x FL x LPF Área Medida da Buja (MSAJ - Measured Sail Area Jib) = (0.5 x LLJ x LPJ) + (2/3 x LFJ x LFRPJ) Área da Buja (Rated Sail Area Jib) = FTA + max (0, ( MSAJ - ( FTA x 1.30 ))) 16.7 Área Vélica Total (Total Rated Sail Area) = (Área do Mastro + Área da Buja + Área da Mestra + Área do Balão) 17.0 Bonificação por Idade (Age Allowance) 17.1 Ano da Série é o primeiro ano em que barcos deste modelo foram introduzidos. Ano de Fabricação é o ano em que esta unidade foi fabricada. 17.2 Idade = Ano do Certificado - ((Ano da Série + Ano de Fabricação) / 2 ) 3 17.2.1 Idade Mínima = 0, e Máxima = 20 17.3 Bonificação por Idade (AA - Age Allowance) = 1 - (0.00065 x Idade) 18.0 Navegabilidade e Segurança 18.1 A emissão de um certificado de rating não implica que um barco é necessariamente de bom projeto, seguro ou navegável. Os organizadores de Regata são recomendados a selecionar a categoria apropriada de regatas Offshore (Regras Especiais de Offshore 2.01) e especificar a categoria no Aviso de Regata e nas Instruções de Regata. 19.0 Características Estruturais e Equipamento Fixo: atenção aos requisitos das Regras Especiais de Offshore Seção 3. 19.1.1 Independente da inclusão de uma categoria de regata nas Instruções de Regata, os itens abaixo sempre devem ser levados por um multicasco quando correndo sob a regra MOCRA: 19.1.2 Uma bomba de porão e um balde (ver Regras Especiais de Offshore 3.23) 19.1.3 Um motor. 19.1.4 Uma bússola. (ver Regras Especiais de Offshore 3.24)

20.0 Equipamentos Portáteis Mínimos: atenção aos requisitos das Regras Especiais de Offshore Seção 4. 20.1 Independente da inclusão de uma categoria nas Instruções de Regata, os itens a seguir sempre devem ser levados por um multicasco quando correndo sob a regra MOCRA: 20.2 Uma âncora e o cabo apropriado (ver Regras Especiais de Offshore 4.06) 20.3 Dois sinais pirotécnicos foguetes vermelhos. 21.0 Equipamento Pessoal: atenção aos requisitos das Regras Especiais de Offshore Seção 5. 21.1 Independente da inclusão de uma categoria nas Instruções de Regata, os itens a seguir sempre devem ser levados por um multicasco quando correndo sob a regra MOCRA: 21.2 Coletes Salva-Vidas, um para cada tripulante apropriado (ver Regras Especiais de Offshore 5.01) 22.0 Acomodações Mínimas 22.1 Barcos com menos de 8.00m LOA devem ter um pé-direito mínimo de 1.22m sobre um comprimento de 1.35m. 22.2 Barcos com mais de 8.00m LOA devem ter um pé-direito mínimo de 1.50m sobre uma área de 1m 2 de cabine. 22.3 Devem haver pelo menos 3 camas de tamanho adequado usáveis no mar. 22.4 Um fogão de cozinha adequadamente montado. Combustível adequado armazenado de forma segura. Utensílhos adequados para a tripulação normal. 23.0 Fator de Correção de Tempo TCF (Time Correction Factor) TCF = ( 1.74 x (Comprimento Medido 0.2814 ) x ( Área Vélica 0.3546 ) x PF x AF x CMF x AA ) / ( Peso Medido ) 0.3124

APÊNDICE 1 DEFINIÇÕES DE MEDIÇÃO E Esteira da Mestra Empty Weight O peso do barco arredondado ao quilo mais próximo, nas condições de Peso Vazio, menos o peso das deduções (veja Regra 12.3). FL LFJ LFRPJ LLJ LLR LOA LPF LPJ LWP MHW MQW MTW P SF SLE Comprimento do estai de proa (Forestay Lenght) medido de onde o estai de proa encontra o convés, ou do ponto de fixação da buja no caso de gurupés, até o ponto de conexão do estai de proa na frente do mastro ou de onde o estai de proa interseciona a frente do mastro, projetado se necessário. Esteira da buja (Foot Lenght of Jib) do punho de amura ao punho de escota. Distância máxima de uma linha reta ligando o punho de amura e punho de escota à esteira da vela. O maior comprimento de testa (Longest Luff Lenght) de qualquer buja ou vela de proa. O maior comprimento de testa (Longest Luff Lenght) de qualquer vela de través (reacher), montada fora do triângulo de proa, mareada em um enrolador. O comprimento máximo do casco (Lenght Over All) excluindo gurupés e outras partes da mastreação, peças de proa ou de popa, púlpitos, qualquer leme externo ou ferragem. Distância da base do mastro perpendicular ao estai de proa. A maior perpendicular à testa de qualquer buja ou vela de proa, medida como a menor distância do punho de escota à testa. Para uma mastreação em cúter com mais de um estai de proa, LP é medido como a menor distância do ponto mais a ré do punho de escota de qualquer buja ou vela de proa armada na linha de centro do barco até o estai mais de vante. Comprimento da linha d água (Lenght of Water Plane) na condição de Peso Vazio (ver Regra 12.0). Meia-largura da vela mestra (Half Width of Mainsail), medida como a menor distância entre o ponto de meia valuma e a testa, cobrindo quaisquer curvas da valuma. Largura a um quarto (¼) da mestra, medida como a menor distância entre o ponto a ¼ da valuma e a testa, cobrindo quaisquer curvas da valuma, como acima. Largura a três quartos (¾) da mestra, medida como a menor distância entre o ponto a ¾ da valuma e a testa, cobrindo quaisquer curvas da valuma, como acima. Comprimento da testa da vela mestra. O maior comprimento da esteira de qualquer balão (Spi Foot), medida entre o punho de amura e o punho de esteira. O maior comprimento da valuma de qualquer balão (Spi Leech), medida entre

SLU SHW o punho de escota e o punho de tope. O maior comprimento da testa de qualquer balão (Spi Luff), medida entre o punho de amura e o punho de tope. A maior largura de qualquer balão, medida entre o ponto de meia testa e meia valuma. Deve ser > 0.6 x SF Área Curva da Esteira (Foot Round Area) = esteira x curva perpendicular esteira x 0.66 Curva Perpendicular da Esteira é a maior distância até o fim da vela tirada a 90 graus da linha reta que liga o punho de amura e o punho de esteira. Índice de Abreviações e Referência à Regra E Comprimento da Esteira (Mainsail Foot Length) 16.4 ISAF Federação Internacional de Vela (The International Sailing Federation) 8.2 LLJ Maior Comprimento da Testa da Vela de Proa (Headsail Longest Luff Length) 16.6.1 LOA Comprimento Total (Length Overall) 13.1 LPJ Perpendicular à Testa da Vela de Proa (Headsail Luff Perpendicular Maximum Length) 16.5.4 LPF Perpendicular ao Triângulo de Proa (Foretriangle Perpendicular) 16.6.1 LWP Comprimento na Linha d Água (Length on Waterplane) 13.1 MQW Largura a ¼ da Mestra (Mainsail 1/4 Width) 16.4.2 MHW Largura a ½ da Mestra (Mainsail 1/2 Width) 16.4.2 MTW Largura a ¾ da Mestra (Mainsail 3/4 Width) 16.4.2 MRF Fator de Rotação do Mastro (Mast Rotation Factor) 16.0 P Comprimento da Testa da Mestra (Mainsail Luff length) 16.4.2 RRS Regras de Regatas a Vela (The Racing Rules of Sailing) 8.2 SF Comprimento da Esteira do Balão (Spinnaker Foot Length) 16.5.1 SLE Comprimento da Valuma do Balão (Spinnaker Leech Length) 16.5.4 SHW Meia-largura do Balão (Spinnaker Half Width) 16.5.1 TCF Fator de Correção do Tempo (Time Correction Factor) 23