Artigo Técnico: Startup de Elevadores



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Artigo Técnico: Startup de Elevadores Problemas enfrentados no início de operação de elevadores instalados em edifícios existentes modernização ou substituição dos equipamentos em edificações habitadas. Autor: Eng. Mec. Luciano Grando CREA/RS 88.407 luciano@grandoengenharia.com.br Porto Alegre RS - abril/2013 ABEMEC-RS A Associação Brasileira de Engenheiros Mecânicos Seção RS é uma sociedade civil sem fins lucrativos, que tem em seus objetivos congregar os profissionais engenheiros mecânicos e industriais e suas modalidades na área da mecânica, afim de promover o desenvolvimento tecnológico e cientifico, a defesa e a representação dos interesses profissionais dos mesmos. Tem atuado no campo social, econômico e político na busca dos direitos e deveres da classe que representa. A Entidade foi fundada em 1983, tendo funcionado ininterruptamente desde aquela época. Entidade profissional com representatividade no CREA-RS. @2013 ABEMEC-RS: É autorizada reprodução parcial ou integral deste artigo técnico, desde que citada a fonte. Publicação em versão eletrônica disponível no site: www.abemec-rs.org.br

Neste artigo técnico abordaremos os principais fatores externos aos equipamentos que podem influenciar o funcionamento no início da operação de elevadores, principalmente aqueles instalados em um edifício habitado, neste caso a substituição ou modernização dos elevadores existentes. Responsável técnico: Eng. Luciano Grando CREA/RS 88.407 - Engenheiro mecânico formado em 1995 pela UFRGS - Universidade Federal do RS. Diretor técnico da empresa Grando Engenharia. Presidente da ABEMEC-RS Associação Brasileira de Engenheiros Mecânicos. Conselheiro do CREA-RS Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do RS entre os anos de 2007 a 2012. Membro da Comissão de Estudos de Elevadores Elétricos da ABNT. Consultor, palestrante e conferencista especializado em transporte vertical. Qualificação Técnica: Para a realização dos trabalhos de engenharia inerentes a elevadores e equipamentos de transporte vertical, tais como projeto, laudos e inspeções, a responsabilidade técnica, a coordenação e direção dos trabalhos deve ser executada por profissional ENGENHEIRO DA ÁREA MECÂNICA, legalmente habilitado nos termos da legislação federal vigente, especialmente a Decisão Normativa número 36 do CONFEA. Startup de Elevadores O elevador é um equipamento eletromecânico, constituído por diversos componentes e conjuntos, tais como máquina, motor, quadro de comando, cabina, portas, operador de portas, freio de segurança, limitador de velocidade e outros. O elevador para ser instalado requer adequações e adaptações nos edifícios existentes, visando compatibilizar as dimensões e características dos locais com os novos equipamentos, sendo, portanto, executadas obras civis que produzem grande quantidade de poeira e caliça. Temos que considerar também que um elevador passa a ser um equipamento "único" somente no local de sua instalação, pois na sua fabricação não é possível agregarmos em um conjunto único todos os diversos componentes, somente quando efetivamente estiver montado em sua posição no edifício teremos o funcionamento e ajuste de todos os componentes em um único conjunto, agora um elevador completo. Artigo técnico: Startup de Elevadores Página 2 de 6

Quanto à ocorrência de defeitos em novos componentes, trata-se de uma característica comum a qualquer componente mecânico, elétrico ou eletromecânico, incidência de falhas e defeitos concentrados no início da vida útil, o que também é verificado próximo ao término de sua vida útil, ou seja, qualquer equipamento possui maior incidência de falhas em dois momentos de sua vida útil, quando novo e quando já desgastado. Esta característica, de maior incidência de falhas no início da operação, é potencializada nos elevadores, pois são equipamentos montados na obra e somente adquirem a configuração de um elevador após a sua montagem final no edifício. O gráfico a seguir mostra uma curva típica da incidência de paralisações observada em elevadores. A substituição ou modernização de elevadores em edifícios existentes se caracteriza por ser uma obra executada com o edifício em uso, ou seja, realizamos adequações, obras civis (arremates, acabamentos e pintura), desmontagens e montagens mecânicas, mantendo o fluxo vertical de pessoas na edificação, o que gera naturalmente grandes transtornos, principalmente quando temos elevadores indisponíveis por estarem em obras. A execução de obras e serviços em um elevador também poderá acarretar falhas e danos aos elevadores instalados ao lado deste, pois teremos grande geração de sucata, caliça e poeira das obras, assim como temos a proximidade de execução de serviços com os equipamentos em uso. Em um edifício em uso, tanto comercial quanto residencial, quando tivermos um elevador indisponível, devido à execução da obra e a montagem dos componentes, teremos consequentemente uma sobrecarga de trabalho nos demais elevadores da edificação, o que consequentemente acarretará maior desgaste e maior quantidade de falhas e paralisações nestes elevadores sobrecarregados. Artigo técnico: Startup de Elevadores Página 3 de 6

Devido à execução de ajustes e montagens diretamente no local de instalação dos equipamentos, assim como a sucata, poeira e caliça geradas durante as obras de adequação civil, os elevadores podem apresentar defeitos inerentes ao startup do equipamento, ou seja, será necessário executar ajustes complementares ou mesmo a substituição de módulos ou componentes, principalmente módulos eletrônicos, os quais podem ter sido danificados devido à incidência de poeira e sujeira da obra ou mesmo por defeito inerente ao componente novo. Nesta fase inicial de operação os novos equipamentos podem apresentar defeitos, principalmente nos primeiros 30 a 60 dias de funcionamento efetivo após a conclusão das obras. Uma consideração importante é que os novos equipamentos possuem sistemas de segurança e contatos elétricos de segurança que não existiam nos antigos equipamentos, uma característica inerente à nova norma técnica ABNT NM-207, que agregou a partir do ano de 1999 diversos dispositivos e sistemas não previstos nos antigos elevadores. Em novos elevadores, que atendam aos requisitos da norma técnica ABNT NM-207, teremos uma maior quantidade de dispositivos e sistemas de segurança, os quais, quando detectam qualquer anormalidade de funcionamento executam a parada do elevador. Desta forma, a parada de um elevador pode ser relacionada com a efetiva atuação dos sistemas de segurança, que detectam e monitoram os equipamentos e dispositivos, portanto a parada de um elevador não representa riscos, ao contrário, evita que um risco em potencial possa representar um risco real para os usuários. A ocorrência de um defeito de funcionamento não implica necessariamente em problemas de segurança para os usuários, visto que o elevador possui sistema de segurança mecânica redundantes com a segurança dos dispositivos/sensores elétricos e eletrônicos. A paralisação de um elevador normalmente é devida ao acionamento dos sensores elétricos/eletrônicos, os quais param o elevador para evitar a ocorrência de maiores. Conforme requisitos da norma técnica ABNT NM-207, a cabina dos elevadores deve possuir sistema intercomunicador interligado com a portaria (ou com andar de acesso), assim como luz de emergência e sistema de alarme na cabina. Todos estes sistemas devem operar mesmo na falta de energia elétrica, sendo utilizados no caso de passageiros presos na cabina. Rede Elétrica Predial Aterramento Elétrico Predial A qualidade e conformidade da rede elétrica predial é um requisito importantíssimo para o funcionamento dos novos equipamentos, principalmente o aterramento elétrico e os dispositivos de proteção (segurança), os quais devem ser adaptados para atender aos requisitos da norma técnica ABNT NBR 5410 Instalações Elétricas de Baixa Tensão. Os modernos elevadores empregam sistemas de comando e acionamento através de módulos eletrônicos microprocessados, componentes muito sensíveis às variações da rede elétrica predial e falta/falha de aterramento elétrico. Artigo técnico: Startup de Elevadores Página 4 de 6

Para o funcionamento e segurança dos elevadores é de extrema importância à existência de um ATERRAMENTO ELÉTRICO PREDIAL, especificado pelos principais fabricantes com uma resistência ôhmica inferior à 10ohms. Em geral os edifícios antigos não possuem um sistema de aterramento elétrico eficiente e que atenda as necessidades dos elevadores, sendo recomendável a instalação de um novo sistema ou adequação do existente. Comissionamento dos Equipamentos (antes da liberação para uso) A empresa responsável pela execução da modernização ou substituição deve tomar providências para garantir a segurança dos equipamentos, antes da liberação para uso todos os equipamentos devem ser inspecionados e testados, observando-se os itens recomendados no Anexo D e no Anexo E da norma Técnica ABNT NM-207, principalmente: freio da máquina, freio de segurança da cabina, cadeia elétrica de segurança, limitador de velocidades, capacidade de carga, balanceamento estático cabina-contrapeso, sistema de suspensão da cabina e do contrapeso, cabos de aço, travamento das portas, polias de desvio, polias de compensação, amortecedores e limites de segurança, assim como devem ser conferidas as folgas inferiores e superiores de seu deslocamento. Uma boa prática é realizar o COMISSIONAMENTO das obras através de um profissional qualificado e habilitado, verificando a conformidade dos equipamentos instalados com os requisitos das normas técnicas e realizando todos os testes dos dispositivos de segurança, especialmente as inspeções e ensaios previstos no Anexo D da norma técnica ABNT NM-207 para substituição ou novos elevadores, e as inspeções e ensaios previstos no Anexo E da norma técnica ABNT NM-207 para modernização dos elevadores. Para minimizar as paralisações temos algumas providências que podem ser adotadas: a) - Emprego de componentes de qualidade, com projeto e fabricação desenvolvidos por empresas de reconhecida competência; b) - Utilização de mão de obra treinada e qualificada, com adequado ferramental para execução dos serviços; c) - Supervisão e coordenação executada por profissionais habilitados e qualificados; d) - Comissionamento dos elevadores antes de entrar em serviço, executando uma inspeção criteriosa com a verificação do atendimento aos requisitos das normas técnicas e realização dos testes dos dispositivos de segurança; e) - Divulgação aos usuários da execução das obras e dos transtornos que podem ser gerados; Artigo técnico: Startup de Elevadores Página 5 de 6

f) - Adequação da rede elétrica predial em conformidade com os requisitos da norma técnica NBR 5410 Instalações Elétricas de Baixa Tensão especialmente a adequação ou instalação de sistema de aterramento elétrico predial para os elevadores; Conclusão A substituição ou modernização dos elevadores em edifícios existentes em geral causa transtornos aos usuários, principalmente quando temos frequentes defeitos e a paralisações com pessoas presas na cabina, ocorrências inerentes à execução de obras e instalações em edifícios habitados. Estes transtornos são temporários, após a conclusão das obras a tendência é termos uma melhoria nas condições de funcionamento, um melhor atendimento ao tráfego vertical, valorização do patrimônio, maior conforto e segurança para os usuários, desde que o projeto e a instalação dos equipamentos empreguem serviços e componentes de qualidade, adequadamente especificados e dimensionados, assim como corretamente instalados e testados. Referências bibliográficas, normas técnicas e legislação Lei Federal 5.194 Legislação do CONFEA Decisão Normativa 36 Norma técnica ABNT NBR NM-207 Elevadores Elétricos de Passageiros Requisitos de Segurança para construção e Instalação Norma técnica ABNT NBR 7192 Elevadores Elétricos de Passageiros Projeto, fabricação e instalação. Norma técnica ABNT NBR 5410 Instalações Elétricas de Baixa Tensão Artigo técnico: Startup de Elevadores Página 6 de 6