PREFEITURA DE CRATEÚS - GABINETE DO PREFEITO.



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Transcrição:

Crateús, 16 de junho de 2015. MENSAGEM Nº. 030/2015 SENHOR PRESIDENTE, Encaminho a Vossa Excelência, para a necessária apreciação por esta Câmara Municipal, o incluso Projeto de Lei que dispõe sobre o Plano Municipal de Educação. O Plano Municipal de Educação (PME) é uma política educacional. Um conjunto de reflexões, de intenções e de ações que respondem as demandas reais da educação no Município, centradas em estratégias de curto, médio e longo prazo. Não é um plano de governo, limitado a um mandato de Prefeito, mas sim um plano de Estado, com 10 (dez) anos de duração e institucionalizado por meio de Lei Municipal, articulada e vinculada à legislação estadual e nacional. Não é um mero projeto ou soma de projetos da educação escolar da rede municipal. O Plano Municipal de Educação engloba ações de todas as esferas administrativas atuantes no Município, incluindo-se aí a rede estadual de ensino e as instituições federais de educação. Quanto às escolas privadas, apesar de serem de livre iniciativa, considerando que devem colaborar e se submeterem-se às regras e leis públicas, foram também convidadas a participar do processo. Finalmente, o Plano Municipal de Educação se integrará ao Plano Diretor do Município e aos Planos de Desenvolvimento Sustentáveis do Município e da Região, dando-lhes coerência teórica e ideológica e garantindo a efetividade das estratégias e ações de todas as políticas públicas e das atividades econômicas e culturais que compõem a estrutura e superestrutura da sociedade municipal. Assim, espera-se que, pelo Plano Municipal de Educação, seja instaurada uma cultura de planejamento democrático, científico e sistêmico, que envolva todos os cidadãos em realizações pessoais e comuns cada vez mais qualificadas. Para a elaboração do Plano Municipal de Educação, com vigência entre os anos de 2015 a 2025, a Secretaria Municipal de Educação de Crateús usou metodologia democrática, conduzindo as discussões de forma participativa, transparente e reflexiva, sobre as necessidades e demandas da educação no Município, impactando na qualidade e na garantia do direito à educação, legitimada pelas forças sociais e políticas, representadas por duas comissões instituídas para este fim.

A primeira, denominada comissão técnica, fora instituída para definir estratégias, realização do diagnóstico local, estudo das metas do Plano Nacional de Educação, análise dos dados e informações do referido diagnóstico, estabelecendo relação com cada meta para posterior elaboração do chamado Documento Base (Proposta Preliminar do Plano Municipal de Educação) que fora entregue para análise da segunda comissão. A Segunda, denominada comissão coordenadora, fora instituída para a validação, revisão do Documento Base do Plano Municipal de Educação, elaboração do Plano Municipal de Educação de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo Estado, realização dos fóruns de debate e aprovação da redação final do documento que fora entregue ao Secretário de Educação do Município, Antônio Valdenir Rabelo de Araújo, e que agora se apresenta nesta Casa Legislativa. Na elaboração deste histórico projeto, é importante destacar a efetiva participação popular, sem a qual, ao nosso sentir, o mesmo careceria de legitimidade. Além disso, o Plano Municipal de Educação é mais forte e exigirá mais empenho político na sua realização à medida que expresse as necessidades concretas, ideias, propostas e anseios sociais. Acreditamos que somente dessa forma seja possível se fazer as mudanças necessárias na educação municipal. Assim sendo, ressaltamos que diversos setores da sociedade civil, instituições públicas e privadas, participaram da construção do Plano Municipal de Educação, dentre elas: a Câmara Municipal, o Conselho Municipal de Educação, Conselho do FUNDEB, Conselho Tutelar, Sindicato dos Professores do Município, Pastoral da Criança, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Instituto de Desenvolvimento Social Antônio Fragoso, Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (CREDE 13), instituições públicas e privadas de ensino superior do Município, Secretaria de Meio Ambiente, Rede de Educação do Semiárido Brasileiro (RESAB), Frente Social Cristã, Associação Caatinga, delegados representantes dos fóruns das Escolas Municipais (professores, gestores, funcionários, pais e alunos das unidades escolares) e os fóruns específicos de educação ambiental, educação especial, educação do campo e Educação de Jovens e Adultos (EJA), dentre outras. Unidos nessa missão, discutiram de forma intensiva as 20 (vinte) metas do Plano Nacional de Educação e, ao final, todo o material elaborado fora publicado, discutido e votado, tendo sido escolhidas, democraticamente, as melhores propostas e diretrizes que integram as 22 (vinte e duas) metas do presente Plano Municipal de Educação que ora se apresenta.

Contando com o mais elevado espírito de homem público de Vossa Excelência e dos Nobres Vereadores, cujo compromisso social e educacional tem sido destaque neste Município, solicitamos, respeitosamente, a mobilização desta valorosa Casa de Leis para a análise e aprovação do presente Plano Municipal de Educação, em regime de urgência. Nesta oportunidade, renovamos nossos protestos de mais elevada estima e consideração. Atenciosamente, ANTONIO MAURO RODRIGUES SOARES Prefeito Municipal AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR VEREADOR JOÃO DE DEUS FERREIRA M.D. PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE CRATEÚS NESTA

PROJETO DE LEI Nº 030, DE 16 DE JUNHO DE 2015. Dispõe sobre o Plano Municipal de Educação e dá outras providências. O Povo do Município de Crateús, por seus representantes legais, aprova e eu, na qualidade de Prefeito Municipal, em seu nome sanciono e promulgo a seguinte Lei. Art. 1º. Fica aprovado o Plano Municipal de Educação (PME), com vigência por 10 (dez) anos, a contar da publicação desta Lei, na forma do Anexo, com vistas ao cumprimento do disposto no art. 214 da Constituição Federal, na Lei Federal nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 e na Lei Federal nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Art. 2º. São diretrizes do PME: I - erradicação do analfabetismo; II - universalização do atendimento escolar; III - superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação; IV - melhoria da qualidade da educação; V - formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade; VI - promoção do princípio da gestão democrática da educação pública; VII - promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do País; VIII - estabelecimento de meta de aplicação de 30% dos recursos públicos municipais em educação, que assegure atendimento às necessidades de expansão, com padrão de qualidade e equidade; IX - valorização dos (as) profissionais da educação; X - promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à sustentabilidade socioambiental.

Art. 3º. As metas previstas no Anexo desta Lei serão cumpridas no prazo de vigência deste Plano Municipal de Educação (PME), desde que não haja prazo inferior definido para metas e estratégias específicas. Art. 4º. As metas previstas no Anexo desta Lei deverão ter como referência a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), o censo demográfico, os censos nacionais da educação básica e superior mais atualizados, os dados da Secretaria Municipal de Educação e as pesquisas realizadas na construção deste Plano Municipal de Educação (PME), disponíveis na data da publicação desta Lei. Art. 5º. A execução do Plano Municipal de Educação (PME) e o cumprimento de suas metas serão objeto de monitoramento contínuo e de avaliações periódicas, realizados pelas seguintes instâncias: I Secretaria Municipal de Educação - SME; II - Comissão de Educação da Câmara dos Vereadores; III - Conselho Municipal de Educação - CME; IV Fórum Municipal de Educação; 1º. Compete, ainda, às instâncias referidas no caput: I - divulgar os resultados do monitoramento e das avaliações no sítio institucional da Prefeitura Municipal de Crateús na internet; II - analisar e propor políticas públicas para assegurar a implementação das estratégias e o cumprimento das metas; III - analisar e propor a revisão do percentual de investimento público em educação. 2º. A cada 2 (dois) anos, ao longo do período de vigência deste Plano Municipal de Educação (PME), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) publicará estudos para aferir a evolução no cumprimento das metas estabelecidas no Anexo da Lei Federal nº 13.005, de 25 de junho de 2014, com informações organizadas por ente federado e consolidadas em âmbito nacional, tendo como referência os estudos e as pesquisas de que trata o art. 4º, sem prejuízo de outras fontes e informações relevantes. 3º. A meta progressiva do investimento público em educação será a constante nas estratégias da meta 20 (vinte) do Anexo desta Lei e poderá ser ampliada por meio de lei para atender às necessidades financeiras do cumprimento das demais metas. 4º. O investimento público em educação a que se referem o inciso VI do art. 214 da Constituição Federal e a meta 20 (vinte) do Anexo desta Lei engloba os recursos aplicados na forma do art. 212 da Constituição Federal e do art. 60 do Ato das

Disposições Constitucionais Transitórias, bem como os recursos aplicados nos programas de expansão da educação infantil, inclusive o financiamento de creches, pré-escolas e de educação especial na forma do art. 213 da Constituição Federal. Art. 6º. O Município promoverá a realização de pelo menos 02 (duas) conferências municipais de educação até o final do decênio, coordenadas pelo Fórum Municipal de Educação, instituído por Lei, no âmbito da Secretaria Municipal da Educação. 1º. O Fórum Municipal de Educação, além da atribuição referida no caput: I - acompanhará a execução do Plano Municipal de Educação (PME) e o cumprimento de suas metas; II - promoverá a articulação das conferências municipais de educação com as conferências regionais, estaduais e nacionais. 2º. As conferências municipais de educação realizar-se-ão com intervalo de até 04 (quatro) anos entre elas, com o objetivo de avaliar a execução deste Plano Municipal de Educação (PME) e subsidiar a elaboração do plano municipal de educação para o decênio subsequente. Art. 7º. O Município atuará em regime de colaboração com a União, os Estados e o Distrito Federal, visando ao alcance das metas e à implementação das estratégias objeto deste Plano. 1º. Caberá aos gestores municipais a adoção das medidas governamentais necessárias ao alcance das metas previstas neste Plano Municipal de Educação (PME). 2º. As estratégias definidas no Anexo desta Lei não elidem a adoção de medidas adicionais em âmbito local ou de instrumentos jurídicos que formalizem a cooperação entre os entes federados, podendo ser complementadas por mecanismos nacionais e locais de coordenação e colaboração recíproca. 3º. O sistema de ensino do Município criará mecanismos para o acompanhamento local da consecução das metas deste Plano Municipal de Educação (PME). 4º. Haverá regime de colaboração específico para a implementação de modalidades de educação escolar que necessitem considerar territórios étnicoeducacionais e a utilização de estratégias que levem em conta as identidades e especificidades socioculturais e linguísticas de cada comunidade envolvida, assegurada a consulta prévia e informada a essa comunidade. 5º. O fortalecimento do regime de colaboração entre os entes federados incluirá a instituição de instâncias permanentes de negociação, cooperação e pactuação.

6º. O fortalecimento do regime de colaboração entre os entes federados dar-se-á, inclusive, mediante a adoção de arranjos de desenvolvimento da educação. Art. 8º. O Município deverá revisar leis específicas existentes para o seu sistema de ensino, disciplinando a gestão democrática da educação pública no respectivo âmbito de atuação, no prazo de até 02 (dois) anos contados da publicação desta Lei, adequando a legislação local já adotada com essa finalidade. Art. 9º. O plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais do Município serão formulados de maneira a assegurar a consignação de dotações orçamentárias compatíveis com as diretrizes, metas e estratégias deste Plano Municipal de Educação (PME) e com os respectivos planos de educação, a fim de viabilizar sua plena execução. Art. 10. O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica, coordenado pela União, em colaboração com o Estado e o Município, constituirá fonte de informação para a avaliação da qualidade da educação básica e para a orientação das políticas públicas desse nível de ensino. Art. 11. Até o final do primeiro semestre do nono ano de vigência deste Plano Municipal de Educação (PME), o Poder Executivo encaminhará à Câmara de Vereadores, sem prejuízo das prerrogativas deste Poder, projeto de lei referente ao Plano Municipal de Educação a vigorar no período subsequente, que incluirá diagnóstico, diretrizes, metas e estratégias para o próximo decênio. Art. 12. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário. PAÇO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CRATEÚS, EM DEZESSEIS DE JUNHO DE DOIS MIL E QUINZE. ANTONIO MAURO RODRIGUES SOARES Prefeito Municipal

ANEXO Meta 1 do PME - Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 anos. ESTRATÉGIAS 1.1 Estabelecer parcerias com órgãos governamentais e não governamentais para a construção de creches e centros de Educação Infantil de modo a ampliar o acesso para atender as metas estabelecidas no Plano Nacional e neste Plano Municipal; 1.2 Intensificar ações voltadas para a reestruturação e aquisição de equipamentos para a rede escolar pública de educação infantil, no sentido de expandir e melhorar a estrutura física das creches e pré-escolas do município; 1.3 Garantir os recursos orçamentários do programa de autonomia escolar infantil PAE infantil visando disponibilizar receitas financeiras para a obtenção de materiais necessários ao pleno desenvolvimento e aprendizagem das crianças matriculadas em turmas de educação infantil; 1.4 Ampliar, gradativamente, a oferta de matrículas em creche na rede municipal; 1.5 Garantir o acesso à creche e à pré-escola e a oferta de atendimento educacional especializado complementar aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, assegurando a transversalidade da educação especial na educação infantil; 1.6 Ofertar, progressivamente, creche e escola de tempo integral; 1.7 Garantir transporte escolar específico e adequado para crianças de creche dos bairros, organizando rota própria mediante demanda de alunos dessa faixa etária mediante levantamento da matrícula e solicitação pela comunidade e unidades escolares; 1.8 Ampliar atendimento de 18% para 25% em 2016 (crescendo 7%) do atendimento e crescer 10% a cada triênio dos anos seguintes de vigência desse plano de forma a atingir 50% no último ano deste decênio; 1.9 Buscar parcerias com universidades e institutos de educação superior para o aperfeiçoamento do (a) professor (a) de educação infantil através de cursos de especialização; 1.10 Realizar a reforma e a adequação das unidades escolares existentes para o atendimento de crianças de 0 a 3 anos, a partir de 2016, com o

desenvolvimento de 10% a cada triênio, de modo atingir os 50% até o final da vigência do plano; 1.11 Garantir a todas as creches e escolas que oferecem educação infantil na rede pública municipal aquisição de equipamentos, brinquedos, acervo bibliográfico, recursos tecnológicos, jogos e materiais pedagógicos adequados para o desenvolvimento da aprendizagem nesta etapa; 1.12 Promover, a partir de 2016, a manutenção, a ampliação e a aquisição de parques infantis nas creches e escolas que oferecem educação infantil na rede pública municipal, prevendo a segurança e o adequado funcionamento considerando a devida cobertura do espaço; 1.13 Garantir aquisição de material estruturado para os alunos da educação infantil matriculados nas turmas de 04 e 05 anos; 1.14 Realizar a lotação de coordenador pedagógico nas creches que atendam a partir de cem alunos a fim de garantir a execução da proposta pedagógica nesta modalidade; 1.15 Promover acréscimo de coordenador específico para a educação infantil nas escolas que apresentarem matrícula a partir de cem alunos na educação infantil a fim de garantir a execução da proposta pedagógica nesta modalidade de ensino; 1.16 Realizar anualmente, em regime de colaboração com o conselho da criança e do adolescente, conselho tutelar, CRAS e associações comunitárias, levantamento da demanda por creche para a população de até 03(três) anos, como forma de planejar a oferta e verificar o atendimento da demanda manifesta; 1.17 Incluir na proposta pedagógica municipal, o programa de orientação educacional e apoio às famílias em caráter contínuo e integral a ser realizado em parceria com as áreas de educação saúde e assistência social; 1.18 Realizar ações do programa de orientação educacional e apoio às famílias com o objetivo de melhorar a aprendizagem, com recursos oriundos da educação, saúde e fundo geral do município; 1.19 Garantir atendimento contínuo junto ao programa de orientação educacional e apoio às famílias, oferecendo-lhes acompanhamento nas diversas especialidades médicas, inclusive psiquiátrica, psicológica e psicopedagógico; 1.20 Planejar ações do programa de orientação educacional e apoio às famílias, envolvendo profissionais da área de educação, saúde, assistência social, pastoral da família, associações comunitárias e pais; 1.21 Preservar as especificidades da educação infantil na organização das redes escolares, garantido o atendimento da criança de 0 (zero) a 5 (cinco)

anos em estabelecimentos que atendam a parâmetros nacionais de qualidades, zelando pela devida articulação com a etapa escolar seguinte, assegurando ao aprendiz a minimização ou inexistência de impactos ou descontinuidades pedagógicas, visando a qualidade da educação e o tranquilo e satisfatório ingresso do aluno(a) de 6 (seis) anos de idade no ensino fundamental; 1.22 Fortalecer o acompanhamento e o monitoramento do acesso, da permanência e da aprendizagem das crianças na educação infantil, em especial, dos beneficiários de programas de transferência de renda, em colaboração com as famílias e com os órgãos públicos de assistência social, saúde e proteção à infância, a fim de serem considerados, como prioridade, os aspectos da aprendizagem; 1.23 Oferecer, no contra turno dos alunos, oficinas de artes, atividades de cinema e apropriação dos bens imateriais da comunidade crateuense em parcerias com ONGs, Academia de Letras, Associação de Arte e Cultura e artistas; 1.24 Atender até o final da vigência do Plano Municipal todas as crianças de 04 e 05 anos em creches. Meta 2 do PME - Universalizar o ensino fundamental de 9 (nove) anos para toda a população de 6 (seis) a 14 (quatorze) anos e garantir que pelo menos 95% (noventa e cinco por cento) dos alunos concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência deste PNE. ESTRATÉGIAS 2.1 Criar mecanismos para o acompanhamento individualizado dos (as) alunos (as) do ensino fundamental que apresentem dificuldades de aprendizagem a serem oferecidos no contra-turno de matrícula regular do aluno, buscando parcerias com as secretarias de assistência social, saúde, Conselho Tutelar, a partir de 2016; 2.2 Fortalecer o acompanhamento e o monitoramento do acesso, da permanência na escola e da aprendizagem por parte dos beneficiários de programas de transferência de renda, identificando motivos de ausência e baixa frequência, bem como, garantindo ênfase à frequência e aos aspectos da aprendizagem, em regime de colaboração com as famílias e os órgãos públicos de assistência social, saúde e proteção à infância; 2.3 Promover a busca ativa de crianças fora da escola, em parceria com as áreas de assistência social e saúde;

2.4 Zelar para que o transporte escolar seja adequado e prime pela redução do tempo máximo dos estudantes em deslocamento, quando possível; 2.5 Prever na Proposta Pedagógica Municipal projetos de ação comunitária por disciplina com o objetivo de aproximar e aplicar os saberes escolares em demandas da realidade social e comunitária onde reside o aprendiz, de forma que estas experiências signifiquem apropriação, maturação e valorização dos espaços e condições afetivas de sua realidade dotando-os de necessária formação dos sujeitos aprendizes; 2.6 Ofertar anos iniciais do ensino fundamental para as populações do campo nas próprias comunidades rurais, de acordo com os critérios estabelecidos pela Secretaria Municipal de Educação; 2.7 Disciplinar, no âmbito do sistema de ensino público municipal a organização flexível do trabalho pedagógico, incluindo a adequação do calendário escolar de acordo com a realidade local, a identidade cultural e as condições climáticas da região; 2.8 Garantir na proposta pedagógica municipal atividades extracurriculares de incentivo aos (às) estudantes, e de estímulo a habilidades inclusive mediante certames e concursos nacionais; 2.9 Realizar projetos que incluam palestras, estudos, atividades culturais e pedagógicas, atividades sociais educativas e preventivas a minimização das situações de discriminação de gênero, raça, cor, condição social, preconceitos, bullyng e violências na escola em parceria com a secretaria de educação, saúde, cultura, Conselho Tutelar, Conselho da Criança e do Adolescente, Assistência Social, Ministério Público, ONGs e entidades que atuam com esse público; 2.10 Garantir nas propostas pedagógicas escolares atividades educativas com cronograma mensal ou semanal que envolva cinema, rodas de conversa, oficinas, esporte, contação de história aos fins de semana ou horários convenientes para efetiva participação desta, abordando a diversidade cultural da comunidade como mecanismo de estreitamento entre escola e comunidade e apropriação de conhecimentos culturais, étnicos, políticos sociais, de forma a favorecer as relações de aprendizagem; 2.11 Disponibilizar à comunidade escolar acesso e utilização dos espaços escolares, dos recursos e equipamentos tecnológicos das escolas; 2.12 Desenvolver atividades que garantam o acesso e usufruto das tecnologias pedagógicas ao alunado destacando nos espaços da informática os jogos pedagógicos, aplicativos e programas de acesso à leitura e produções em literatura, audiovisual, música, artes dramáticas, saberes científicos e disciplinares, pesquisas e outros com devida orientação docente;

2.13 Assegurar dentro da proposta pedagógica municipal a relação das escolas com instituições e movimentos culturais, a fim de garantir a oferta regular de atividades culturais para livre fruição dos(as) alunos(as) dentro e fora dos espaços escolares, assegurando ainda que as escolas se tornem polos de criação e difusão cultural; 2.14 Disciplinar, no âmbito do sistema de ensino municipal e estadual, formas alternativas de oferta do ensino fundamental, garantida a qualidade, para atender aos filhos e filhas de profissionais que se dedicam a atividades de caráter itinerante; 2.15 Promover, em parceria com as secretarias de educação e esporte, atividades de desenvolvimento e estímulo a habilidades esportivas nas escolas, interligadas a um plano de disseminação do desporto educacional e de desenvolvimento esportivo nacional; 2.16 Garantir, em tempo hábil, a distribuição gratuita de material didático a todos os alunos da rede pública municipal, bem como, disponibilizar aos professores e às escolas da rede pública municipal acervo bibliográfico, equipamentos tecnológicos, jogos e materiais pedagógicos adequados para o desenvolvimento da aprendizagem nesta modalidade de ensino; Meta 3 do PME - Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos e elevar, até o final do período de vigência deste PME, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85% (oitenta e cinco por cento). ESTRATÉGIAS 3.1 Colaborar com programa nacional de renovação do ensino médio, a fim de incentivar práticas pedagógicas com abordagens interdisciplinares estruturadas pela relação entre teoria e prática, por meio de currículos escolares que organizem, de maneira flexível e diversificada, conteúdos obrigatórios e eletivos articulados em dimensões como ciência, trabalho, linguagens, tecnologia, cultura e esporte, garantindo-se a aquisição de equipamentos e laboratórios, a produção de material didático específico, a formação continuada de professores e a articulação com instituições acadêmicas, esportivas e culturais; 3.2 Articular junto ao Ministério da Educação, em colaboração com os entes federados e ouvida a sociedade mediante consulta pública municipal, elaborará e encaminhará ao Conselho Nacional de Educação - CNE,CEE e CME, até o 2º (segundo) ano de vigência deste PNE, PEE e PME, proposta

de direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para os (as) alunos (as) de ensino médio, a serem atingidos nos tempos e etapas de organização deste nível de ensino, com vistas a garantir formação básica comum; 3.3 Pactuar entre União, Estados, e Município, no âmbito da instância permanente de que trata a implantação dos direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento que configurarão a base nacional comum curricular do ensino médio em conformidade com a lei do PME; 3.4 Contribuir com a fruição de bens e espaços culturais, de forma regular, bem como a ampliação da prática desportiva, integrada ao currículo escolar; 3.5 Manter e ampliar programas e ações de correção de fluxo do ensino fundamental, por meio do acompanhamento individualizado do (a) aluno (a) com rendimento escolar defasado e pela adoção de práticas como aulas de reforço no turno complementar, estudos de recuperação e progressão parcial, de forma a reposicioná-lo no ciclo escolar de maneira compatível com sua idade; 3.6 Apoiar a universalização do Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM, fundamentado em matriz de referência do conteúdo curricular do ensino médio e em técnicas estatísticas e psicométricas que permitam comparabilidade de resultados, articulando-o com o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica - SAEB, e promover sua utilização como instrumento de avaliação sistêmica, para subsidiar políticas públicas para a educação básica, de avaliação certificadora, possibilitando aferição de conhecimentos e habilidades adquiridos dentro e fora da escola, e de avaliação classificatória, como critério de acesso à educação superior; 3.7 Fomentar a expansão das matrículas gratuitas de ensino médio integrado à educação profissional, observando-se as peculiaridades das populações do campo, das comunidades indígenas e quilombolas e das pessoas com deficiência; 3.8 Fortalecer o acompanhamento e o monitoramento do acesso e da permanência dos e das jovens beneficiários (as) de programas de transferência de renda, no ensino médio, quanto à frequência, ao aproveitamento escolar e à interação com o coletivo, bem como das situações de discriminação, preconceitos e violências, práticas irregulares de exploração do trabalho, consumo de drogas, gravidez precoce, em colaboração com as famílias e com órgãos públicos de assistência social, saúde e proteção à adolescência e juventude; 3.9 Promover a busca ativa da população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos fora da escola, em articulação com os serviços de assistência social, saúde e proteção à adolescência e à juventude;

3.10 Fomentar programas de educação e de cultura para a população urbana e do campo de jovens, na faixa etária de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos, e de adultos, com qualificação social e profissional para aqueles que estejam fora da escola e com defasagem no fluxo escolar; 3.11 Solicitar redimensionamento da oferta de ensino médio nos turnos diurno e noturno, bem como a distribuição territorial das escolas de ensino médio, de forma a atender a toda a demanda, de acordo com as necessidades específicas dos (as) alunos (as); 3.12 Apoiar as formas alternativas de oferta do ensino médio, garantida a qualidade, para atender aos filhos e filhas de profissionais que se dedicam a atividades de caráter itinerante; 3.13 Contribuir na implementação de políticas de prevenção à evasão motivada por preconceito ou quaisquer formas de discriminação, criando rede de proteção contra formas associadas de exclusão; 3.14 Estimular a participação dos adolescentes nos cursos das áreas tecnológicas e científicas. METAS 04 - Universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17(dezessete) anos com deficiência, transtorno globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados públicos ou conveniados. ESTRATÉGIAS 4.1 Contabilizar, para fins do repasse do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB, as matrículas dos (as) estudantes da educação regular da rede pública que recebam atendimento educacional especializado complementar e suplementar, sem prejuízo do cômputo dessas matrículas na educação básica regular, e as matrículas efetivadas, conforme o censo escolar mais atualizado, na educação especial oferecida em instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, conveniadas com o poder público e com atuação exclusiva na modalidade, nos termos da Lei no 11.494, de 20 de junho de 2007; 4.2 promover, no prazo de vigência deste PNE, a universalização do atendimento escolar à demanda manifesta pelas famílias de crianças de 0 (zero) a 3 (três) anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.

Intensificar a Implantação, ao longo deste PME- Plano Municipal de Educação, salas de recursos multifuncionais e fomentar a formação continuada de professores e professoras do Atendimento Educacional Especializado AEE e também aos professores de sala regular com alunos com necessidades educacionais especiais incluídos em escolas urbanas, do campo, indígenas e de comunidades quilombolas; 4.3 estimular a criação de centros multidisciplinares de apoio, pesquisa e assessoria, articulados com instituições acadêmicas e integrados por profissionais das áreas de saúde, assistência social, pedagogia e psicologia, para apoiar o trabalho dos (as) professores da educação básica com os (as) alunos (as) com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação; 4.4 manter e ampliar programas suplementares que promovam a acessibilidade nas instituições públicas, para garantir o acesso e a permanência dos (as) alunos (as) com deficiência por meio da adequação arquitetônica, da oferta de transporte acessível e da disponibilização de material didático próprio e de recursos de tecnologia assistiva, assegurando, ainda, no contexto escolar, em todas as etapas, níveis e modalidades de ensino, a identificação dos (as) alunos (as) com altas habilidades ou superdotação; 4.5 garantir a oferta de educação bilíngue, em Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS como primeira língua e na modalidade escrita da Língua Portuguesa como segunda língua, aos (as) alunos (as) surdos e com deficiência auditiva de 0 (zero) a 17 (dezessete) anos, em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas, nos termos do art. 22 do Decreto no 5.626, de 22 de dezembro de 2005, e dos artigos 24 e 30 da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, bem como a adoção do Sistema Braille de leitura para cegos e surdo-cegas; 4.6 garantir a oferta de educação inclusiva, vedada a exclusão do ensino regular sob alegação de deficiência e promovida a articulação pedagógica entre o ensino regular e o atendimento educacional especializado-aee; 4.7 fortalecer o acompanhamento e o monitoramento do acesso à escola e ao atendimento educacional especializado, bem como da permanência e do desenvolvimento escolar dos (as) alunos (as) com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação beneficiários (as) de programas de transferência de renda, juntamente com o combate às situações de discriminação, preconceito e violência, com vistas ao estabelecimento de condições adequadas para o sucesso educacional, em colaboração com as famílias e com os órgãos públicos de

assistência social, saúde e proteção à infância, à adolescência e à juventude; 4.8 fomentar pesquisas voltadas para o desenvolvimento de metodologias, materiais didáticos, equipamentos e recursos de tecnologia assistiva, com vistas à promoção do ensino e da aprendizagem, bem como das condições de acessibilidade dos (as) estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação; 4.9 promover o desenvolvimento de pesquisas interdisciplinares para subsidiar a formulação de políticas públicas Inter setoriais que atendam as especificidades educacionais de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação que requeiram medidas de atendimento especializado; 4.10 promover a articulação Inter setorial entre órgãos e políticas públicas de saúde, assistência social e direitos humanos, em parceria com as famílias, com o fim de desenvolver modelos de atendimento voltados à continuidade do atendimento escolar, na educação de jovens e adultos, das pessoas com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento com idade superior à faixa etária de escolarização obrigatória, de forma a assegurar a atenção integral ao longo da vida; 4.11 apoiar a ampliação das equipes de profissionais da educação para atender à demanda do processo de escolarização dos (das) estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, garantindo a oferta de professores (as) do atendimento educacional especializado, profissionais de apoio ou auxiliares, tradutores (as) e intérpretes de Libras, guias-intérpretes para surdos-cegos, professores de Libras, prioritariamente surdos, e professores bilíngues; 4.12 definir, no segundo ano de vigência deste PME- Plano Municipal de Educação indicadores de qualidade e política de avaliação e supervisão para o funcionamento de instituições públicas e privadas que prestam atendimento a alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação; 4.13 promover, por iniciativa do Ministério da Educação, nos órgãos de pesquisa, demografia e estatística competentes, a obtenção de informação detalhada sobre o perfil das pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação de 0 (zero) a 17 (dezessete) anos; 4.14 incentivar a inclusão nos cursos de licenciatura e nos demais cursos de formação para profissionais da educação, inclusive em nível de pósgraduação, observado o disposto no caput do art. 207 da Constituição Federal, dos referenciais teóricos, das teorias de aprendizagem e dos

processos de ensino-aprendizagem relacionados ao atendimento educacional de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação; 4.15 promover parcerias com instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, conveniadas com o poder público, visando a ampliar as condições de apoio ao atendimento escolar integral das pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação matriculadas nas redes públicas de ensino; 4.16 apoiar todos os professores da SRM- Sala de Recursos Multifuncional com material dirigido as deficiências e formação continuada; 4.17 garantir Acessibilidade nas instituições pública e privada no município de Crateús; 4.18 promover parcerias com órgão como SESC,SINE/IDT,visando formação continuada voltadas para um melhor atendimento com pessoas com NEE_ Necessidades Educacional Especializada, estendendo a participação da família; 4.19 ofertar vagas no concurso público para interpretes, cuidadores com cursos de capacitação na área do AEE Atendimento Educacional Especializado; 4.20 implementar gratificação de 3% (três por cento) sobre o salário base dos (as) professores(as) que atuam nas classes comuns da rede regular de ensino, por aluno(a) incluído com necessidades educacionais especiais; 4.21 garantir no sistema de ensino municipal setor responsável pela educação especial, dotado de recursos humanos, materiais e financeiros que viabilizem e deem sustentação ao processo de construção da educação inclusiva, conforme parágrafo único, do artigo 3º, da Resolução CNE/CEB n 02, de 11 de setembro de 2001; 4.22 estimular a criação de centros Multidisciplinares de apoio, pesquisa e acessória, articulados com instituições acadêmicas e integrados por profissionais das áreas de saúde, assistência social, pedagogia e psicologia, para apoiar o trabalho dos (as)professores da educação básica pública municipal com os(as) alunos(as) com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação; 4.23 garantir Atendimento Educacional Especializado em salas de recursos multifuncionais, classe, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados, na formas complementar e suplementar, a todos (as) alunos (as) com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, matriculados na rede pública de educação básica municipal, conforme necessidade identificada por meio de avaliação, ouvidos a família e o aluno;

4.24 fortalecer o acompanhamento e o monitoramento do acesso à escola e ao atendimento educacional especializado, bem como da permanência e do desenvolvimento escolar dos (as) alunos (as) com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou super dotação beneficiários (as) de programas de transferência de renda, juntamente com o combate às situações de discriminação, preconceito e violência, com vista as estabelecimento de condições adequadas para o sucesso educacional, em colaboração com as famílias e com órgãos públicos de assistência social, saúde e proteção a infância, à adolescência e à juventude; 4.25 apoiar a implantação das equipes de profissionais da educação para atender à demanda do processo de escolarização dos (das) estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, garantindo a oferta de professores(as) do atendimento educacional especializado, profissionais de apoio ou auxiliares, tradutores (as) e intérpretes de Libras, guias-intérpretes para surdos-cegos, professores de Libras, prioritariamente surdos, e professores bilíngues de acordo com legislação nacional; 4.26 incentivar a inclusão nos cursos de licenciatura e nos demais cursos de formação para profissionais da educação, inclusive em nível de pósgraduação, observado o disposto no caput do art.207 da Constituição Federal, dos referenciais teóricos, das teorias de aprendizagem e dos processos de ensino-aprendizagem relacionados ao atendimento educacional de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação; 4.27 garantir a oferta de educação bilíngue, em Língua Brasileira de Sinais- LIBRAS como primeira língua e na modalidade escrita da Língua Portuguesa como segunda língua, aos(às)alunos (as)surdos e com deficiência auditiva de 0(zero) a 17(dezessete)anos, em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas, nos termos do art.22 do decreto n 5.626, de 22 de dezembro de 2005, e dos arts. 24 e 30 da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, bem como a adoção do Sistema Braille de leitura para cegos e surdos-cegos; 4.28 garantir assistência psicológica, psicopedagógica, psiquiátrica às famílias dos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação a fim de contribuir com a educação e melhorar o convívio social e familiar, em parceria com Secretaria de Assistência Social, por meio dos CRAS e CREAS e Secretaria de Saúde; 4.29 definir, no segundo ano de vigência deste PME, indicadores de qualidade e política de avaliação e supervisão para o funcionamento de instituições

públicas e privados que prestam atendimento a alunos com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação; 4.30 incentivar a inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais nas escolas regulares de ensino, conscientizando as famílias dos direitos que lhes assistem; 4.31 Promover parcerias com instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, conveniadas com o poder público, visando ampliar as condições de apoio ao atendimento escolar integral das pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação matriculados nas redes públicas de ensino; 4.32 promover parcerias com instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, conveniadas com o poder público, visando ampliar a oferta de formação continuada e a produção de material didático acessível, assim como os serviços de acessibilidade necessários ao pleno acesso, participação e aprendizagem dos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação matriculados nas redes públicas de ensino; 4.33 promover parcerias com instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, conveniadas com o poder público, a fim de favorecer a participação das famílias e da sociedade na construção do sistema educacional inclusivo. Meta 5 do PME - alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3º (terceiro) ano do ensino fundamental. ESTRATÉGIAS 5.1 Estruturar o ensino fundamental (EF) de nove anos na rede de educação pública municipal a fim de garantir a alfabetização plena de todas as crianças, no máximo, até o final do terceiro ano; 5.2 incentivar a utilização de avaliação formativa e processual como estratégia de acompanhamento do desempenho do aluno e aprimoramento do trabalho pedagógico; 5.3 elaborar e implementar plano de formação plurianual, buscando a atualização das práticas docentes e profissionais da educação para atuação no ensino fundamental (EF) de 9 anos, de acordo com as orientações legais vigentes e as necessidades da realidade educacional;

5.4 implementar programa de reforço escolar para alunos das turmas de 1º, 2º e 3º ano, no contra turno da matrícula regular; 5.5 fortalecer a parceria da família na escola, com programação bimestral, em todas as unidades de ensino, a partir de 2016; 5.6 desenvolver projetos de leitura e escrita permanente de forma a envolver as crianças e as famílias no processo de ensino aprendizagem e domínio da leitura e escrita; 5.7 intensificar a formação continuada dos professores alfabetizadores munindo-os das condições materiais adequadas e indispensáveis à qualidade de sua atuação docente, qual seja, a disponibilização de materiais didático pedagógicos, acesso, conhecimento e condições satisfatórias para o uso das tecnologias educacionais, suporte técnico pedagógico, entre outros; 5.8 realizar acompanhamento contínuo às escolas da zona rural e urbana, por meio da equipe de suporte técnico pedagógico da Secretaria de Educação, especialmente as que, por seu número de alunos, não dispuserem de coordenação pedagógica; 5.9 construir proposta pedagógica unificada que garanta plena articulação entre os níveis de ensino compreendidos desde a creche ao 3º ano do ensino fundamental; 5.10 promover oficinas pedagógicas aos professores alfabetizadores buscando subsidiá-los de recursos pedagógicos inovadores e criativos essenciais ao processo de ensino-aprendizagem, tais como, oficina de leitura e escrita, contação de histórias, teatro e dança, artes visuais e audiovisuais, artes gráficas, recursos tecnológicos da educação, libras e Braille, dentre outras; 5.11 melhorar a estrutura física das escolas, de forma a garantir espaço lúdico de efetiva aplicabilidade das atividades pedagógicas alfabetizadoras, como brinquedoteca, parques, laboratório de informática, sala de leitura e produção, entre outros; 5.12 garantir formação continuada e de qualidade incontestável, incluindo o domínio das novas tecnologias da educação para a equipe de Suporte Técnico Pedagógico da Secretaria de Educação, a fim de melhorar e intensificar a orientação pedagógica oferecida aos professores alfabetizadores da educação básica pública municipal e, consequentemente, fomentar a qualidade da educação; 5.13 elaborar instrumentos de avaliação municipal, aplicados a cada ano, que considerem aspectos quantitativos e qualitativos da aprendizagem dos alunos, de forma a considerar os descritores da aprendizagem por ano/nível de ensino, as condições físicas e pedagógicas da escola, os materiais didáticos disponíveis, a realidade dos alunos, a formação continuada oferecida aos professores, suas

condições emocionais, psicológicas e econômicas de satisfação de carreira, entre outros indispensáveis a mensuração da qualidade da educação pública municipal; 5.14 suprir, em tempo hábil, com livro didático do PNLD e programas adotados, professores e alunos, a fim de evitar prejuízos decorrentes de tempo para a efetiva qualidade da educação pública municipal; 5.15 garantir devida isonomia na disponibilização de recursos materiais, estruturais, pedagógicos e humanos às escolas públicas municipais, por meio da Secretaria de Educação do Município, a fim de moralizar e priorizar as relações de aprendizagens estabelecidas dentro do Sistema Municipal de Ensino, atentos as exceções advindas por situações de atendimento especial, devidamente comprovada e amplamente divulgada, quando for o caso; 5.16 oferecer formação continuada aos professores, bem como, reforço escolar aos alunos, visando intervenções pedagógicas suplementares nos aspectos avaliativos que trouxerem resultados insatisfatórios; 5.17 selecionar, com critérios mínimos, os aplicadores das provas de avaliação externa, com ênfase na qualidade da leitura e tratamento humanizado, de forma a minimizar impactos indesejados aos resultados das aprendizagens dos alunos; 5.18 munir todas as escolas municipais de estrutura tecnológica adequada, com Laboratórios Escolares de Informática e outros recursos, até o terceiro ano de vigência deste PME, considerando o necessário acesso e formação continuada para todos (as) os (as) professores (as) da educação básica pública municipal, a fim de garantir o efetivo uso dos recursos tecnológicos da educação, difundidos na prática pedagógica dos docentes visando a plena qualidade na alfabetização e aprendizado dos alunos; 5.19 regulamentar o efetivo funcionamento dos Laboratórios Escolares de Informática, até o final do primeiro ano de vigência deste PME, respeitando o acesso e a articulação em todas as áreas do conhecimento, a serem explorados para a alfabetização e demais níveis de aprendizagens dos alunos sob orientação de seus respectivos professores; 5.20 incluir na proposta pedagógica municipal o uso das tecnologias educacionais, como recursos didáticos indispensáveis à prática de todo professor (a) na mediação pedagógica do processo de ensino-aprendizagem com seus alunos, atentos a devida formação destes docentes subsidiados pela Secretaria de Educação Municipal; 5.21 viabilizar projetos que estimulem o desenvolvimento de práticas pedagógicas que valorizem os equipamentos tecnológicos de aquisição acessível aos alunos, de forma a incitá-los e orientá-los pedagogicamente em relação ao uso das

novas tecnologias da informação e comunicação TICs, para as aprendizagens em sala de aula, nas mais diversas áreas do conhecimento; 5.22 valorizar e difundir práticas pedagógicas desenvolvidas no interior da sala de aula comprometida com plena articulação das tecnologias da educação, cultura de comunicação de massa, conhecimentos científicos e culturais da escola e da humanidade; 5.23 desenvolver formação para professores da educação básica pública municipal, com foco nas novas tecnologias da informação e comunicação TICs e uso das mesmas na educação, considerando os recursos básicos indispensáveis às aulas criativas, com vídeos, slides, projetores e outros, bem como, o domínio do manuseio dos equipamentos disponíveis; 5.24 dispor nas escolas municipais, sala de audiovisual e tecnologias aplicadas à educação, a fim de facilitar e incentivar as práticas pedagógicas dos docentes quanto ao uso das novas tecnologias da educação, até o final do primeiro ano de vigência deste PME; 5.25 incentivar pesquisas científicas, em parceria com Universidades e Institutos de Educação, junto as comunidades do campo, indígenas, quilombolas, cigana e populações itinerantes entre outros, de forma a subsidiar e valorizar os conhecimentos identitários e culturais destas comunidades, bem como, viabilizar suas publicações como mecanismo de acesso e difusão das referidas culturas e ainda como apoio didático às aulas nas escolas; 5.26 elaborar livros didáticos, em parceria com historiadores e escritores do município e da região, valorizando os registros, documentos, memórias e histórias através da tradição oral das comunidades envolvidas, respeitando prioritariamente os registros em língua materna das referidas comunidades, trazendo em seguida, a tradução em língua portuguesa; 5.27 realizar formação continuada e acompanhamento pedagógico para professores da educação básica, bem como, instrumentalizá-los com produções em livros, revistas, vídeos, documentários que tratem sobre as diversidades das comunidades do campo, indígenas, quilombolas, cigana e populações itinerantes entre outros; 5.28 garantir nas escolas localizadas na zona rural do município, proposta pedagógica que valorize a realidade específica da educação do campo; 5.29 promover intercambio pedagógico cultural das comunidades do campo, indígenas, quilombolas, cigana e populações itinerantes ou outras, em rodas de conversa, palestras, debates e oficinas, a serem desenvolvidos nas escolas da rede pública municipal de educação, através de calendário definido em consenso por educadores participantes da semana pedagógica do município, no início de cada ano letivo;

5.30 fornecer aos espaços escolares materiais didáticos, brinquedos, jogos educativos, publicações em livros, revistas, vídeos e documentários, entre outros recursos pedagógicos que contemplem as diversidades das comunidades do campo, indígenas, quilombolas, cigana e populações itinerantes; 5.31 estimular os professores da educação básica da rede pública municipal de ensino através da valorização profissional do magistério, estabelecida na Lei Municipal nº 089 de 04 de março de 2010, e da qualidade da educação, para efetiva participação nos cursos de formação continuada e de especialização, em todos as etapas da educação; 5.32 garantir formação continuada para todos (as) os (as) professores (as) do sistema público municipal de ensino em tecnologias educacionais, considerando a necessária estruturação tecnológica adequada das escolas, com LEIs, equipamentos e outros recursos, a fim de subsidiar amplo incremento dos recursos tecnológicos da educação a serem difundidos na prática pedagógica dos docentes visando a plena qualidade na alfabetização e demais níveis de aprendizagens dos alunos; 5.33 disponibilizar, em parceria com Estado e União, equipamentos tecnológicos individuais como tablets, notebooks, entre outros, para os (as) professores (as), de forma a estimular o uso das necessárias tecnologias educacionais; 5.34 Buscar em parceria com as instituições públicas de nível superior, formação continuada, presencial ou à distância, pós-graduação stricto sensu; para os professores do Sistema Municipal de Educação. 5.35 promover capacitação e especialização de professores das classes comuns e da educação especial, para o atendimento às necessidades educacionais dos alunos em escolas da rede pública regular de ensino em qualquer etapa e modalidade da educação básica municipal, conforme regulamenta os arts. 7º e 8º, da Resolução CNE/CEB, nº 2 de 11 de setembro de 2001, até o segundo ano de vigência deste PME; 5.36 efetivar a formação dos professores da rede pública municipal regular de ensino, em Braille e Libras, disponibilizando material pedagógico específico para cada necessidade educacional; 5.37 apoiar a alfabetização das pessoas com deficiência, até o segundo ano de vigência deste PME, considerando as suas especificidades na acessibilidade aos conteúdos curriculares, inclusive a alfabetização bilíngue de pessoas surdas, mediante a utilização de linguagens e códigos aplicáveis, como o sistema Braille e a língua de sinais, sem prejuízos do aprendizado da língua portuguesa, conforme assegura o parágrafo 2º, do art. 12, da Resolução CNE/CEB nº 2 de 11 de setembro de 2001, bem como, assegurar a flexibilidade do ano letivo, para o devido atendimento das necessidades educacionais especiais dos alunos, conforme disciplina o inciso VIII, do art. 8, da mesma resolução;

5.38 prover assistência de cuidador, quando necessário, para promover o atendimento educacional na rede pública regular de ensino, do educando com deficiência que apresente qualquer limitação, ainda que temporária, que os impeça de realizar tarefas básicas da vida diária; 5.39 subsidiar as aprendizagens escolares na rede pública regular de ensino para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, provendo e prevendo nas classes comuns de ensino: professores das classes comuns capacitados, professores especializados em educação especial, distribuição de alunos com necessidades educacionais especiais nas diferentes classes do ano escolar, flexibilização e adaptação curriculares, serviço de apoio pedagógico especializado nas classes comuns e nas salas de AEE, reflexão e elaboração teórica da educação inclusiva com o protagonismo dos professores, sustentabilidade do processo inclusivo e temporalidade flexível do ano letivo, atividades que favoreçam aos alunos com altas habilidades/superdotação, entre outros, assegurando-lhes as condições necessárias para uma educação de qualidade; 5.40 realizar diagnóstico para a identificação das necessidades educacionais especiais dos alunos e a tomada de decisões quanto ao atendimento necessário, em parceria com os serviços de saúde, assistência social, experiência do corpo docente, colaboração da família e do Ministério Público quando necessário; Meta 6 do PME - Oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) dos(as) alunos(as) da educação básica. ESTRATÉGIAS 6.1 Estender progressivamente, em colaboração com as demais instâncias governamentais, o programa de ampliação da jornada escolar, mediante oferta de educação básica pública em tempo integral, contemplando acompanhamento pedagógico e interdisciplinar e atividades complementares, em tempo de permanência igual ou superior a sete horas diárias durante todo o ano letivo, a pelo menos 50% dos alunos matriculados. 6.2 institucionalizar e manter, em regime de colaboração, programa de ampliação e reestruturação das escolas públicas por meio da instalação de quadras poliesportivas, laboratórios, bibliotecas, cozinhas, refeitórios, banheiros e outros equipamentos, bem como de produção de material didático e de formação de recursos humanos para a educação em tempo integral.

6.3 incentivar a articulação da escola com os diferentes espaços educativos e equipamentos públicos como centros comunitários, bibliotecas, praças, parques, museus, teatros e cinema, quando contribuírem para enriquecimento do trabalho pedagógico. 6.4 estimular o desenvolvimento de atividades voltadas à ampliação da jornada escolar e complementação das atividades pedagógicas dos estudantes matriculados nas escolas da rede pública de educação básica. 6.5 garantir um espaço físico e pedagógico adequado às escolas para oferecer o atendimento de educação em tempo integral inicialmente nas escolas com estrutura e de forma gradativa até o final do plano decenal, com capacitação dos profissionais e melhorar a remuneração dos docentes e mais investimentos e fiscalização dos recursos. Meta 7 do PME fomentar a qualidade da educação básica pública municipal em todas as etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem de modo a atingir as seguintes médias municipais para o Ideb: 5,2 nos anos iniciais do ensino fundamental; 4,5 nos anos finais do ensino fundamental. ESTRATÉGIAS 7.1 construir de forma participativa entre Secretaria de Educação, Escolas, Pais e Alunos diretrizes pedagógicas para a educação básica pública municipal, especificando objetivos, direitos de aprendizagem e amplo desenvolvimento dos alunos para cada ano do ensino fundamental, respeitando, prioritariamente, a diversidade regional e local, bem como a interdisciplinaridade e aplicabilidade destes saberes escolares na realidade social, enquanto compreensão da educação como prática social, até o segundo ano de vigência deste Plano Municipal de Educação; 7.2 assegurar que: a) no quinto ano de vigência deste PME, pelo menos 70% (setenta por cento) dos (as) alunos (as) do ensino fundamental da educação básica pública municipal tenham alcançado nível suficiente de aprendizado em relação aos direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento de seu ano de estudo, e 50% (cinquenta por cento), pelo menos, o nível desejado; b) no último ano de vigência deste PME, todos os (as) estudantes do ensino fundamental educação básica pública municipal tenham alcançado nível suficiente de aprendizado em relação aos direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento de seu ano de estudo, e 80% (oitenta por cento), pelo menos, o nível desejável;

c) considerar os aspectos de acesso, permanência, participação e aprendizagem dos alunos educação básica pública municipal para fins de benefícios sociais; 7.3 realizar, semestralmente, no interior das escolas de educação básica municipal, pela comunidade escolar, processo contínuo de autoavaliação por meio de instrumento de avaliação que considere as dimensões pertinentes às aprendizagens que precisem ser fortalecidas, como: condições de infraestrutura das escolas, de recursos pedagógicos e tecnológicos disponíveis, de pesquisa e realização de projeto de intercambio escola e comunidade, de formação continuada para professores e gestores, de perfil dos alunos e dos profissionais da educação, das características da gestão, da valorização profissional do magistério, das condições de saúde física e mental dos profissionais da educação, das relações inter e intrapessoais entre profissionais, servidores, pais e alunos, entre outros; 7.4 formalizar e executar os planos de ações articuladas dando cumprimento às metas de qualidade estabelecidas para a educação básica pública e às estratégias de apoio técnico e financeiro voltadas à melhoria da gestão educacional, à formação de professores e professoras e profissionais de serviços e apoio escolares, à ampliação e ao desenvolvimento de recursos pedagógicos e à melhoria e expansão da infraestrutura física da rede escolar; 7.5 associar a prestação de assistência técnica financeira à fixação de metas intermediárias, nos termos estabelecidos conforme pactuação voluntária entre os entes federados, priorizando sistemas e redes de ensino com Ideb abaixo da média nacional; 7.6 fixar, acompanhar e divulgar bienalmente os resultados pedagógicos dos indicadores do sistema nacional de avaliação da educação básica e do Ideb, relativos às escolas municipais de educação básica da rede pública, assegurando a contextualização desses resultados, com relação a indicadores sociais relevantes, como os de nível socioeconômico das famílias dos (as) alunos (as), e as efetivas condições de aprendizagens das escolas municipais, como a infraestrutura, os recursos pedagógicos e tecnológicos disponíveis, a formação continuada para professores e gestores, o perfil dos alunos e dos profissionais da educação, as características da gestão, a valorização profissional do magistério, a saúde física e mental dos profissionais da educação, as condições de pesquisa e realização de projeto de intercambio escola e comunidade, e a transparência e o acesso público às informações técnicas de concepção e operação do sistema de avaliação; 7.7 garantir transporte gratuito para todos(as) os(as) estudantes da educação do campo na faixa etária da educação escolar obrigatória, mediante renovação e padronização integral da frota de veículos, de acordo com especificações

definidas pelo Instituto Nacional de Meteorologia, Qualidade e Tecnologia INMETRO, e financiamento compartilhado, com a participação da União proporcional as necessidades dos entes federados, visando a reduzir a evasão escolar e o tempo médio de deslocamento a partir de cada situação local; 7.8 garantir, até o final do primeiro ano de vigência do PME, o acesso à internet em banda larga de alta velocidade à rede de computadores das escolas municipais e triplicar, até o final da década, a relação computador/aluno (a) nas escolas da rede pública de educação básica municipal, promovendo a utilização pedagógica das tecnologias da informação e da comunicação; 7.9 criar e ampliar programas de atendimento ao (à) aluno (a), matriculado nas escolas da rede pública municipal, em relação aos insumos como: material didático-escolar, transporte, alimentação, assistência social e assistência à saúde, por meio de programas suplementares, até o terceiro ano de vigência deste PME; 7.10 assegurar a todas as escolas públicas municipais de educação básica o acesso à energia elétrica, abastecimento de água tratada, esgotamento sanitário e manejo dos resíduos sólidos, bem como, garantir o acesso dos alunos a espaços para a prática esportiva, a bens culturais e artísticos e a equipamentos e Laboratórios de Ciências e, em cada edifício escolar, garantir a acessibilidade às pessoas com deficiência; 7.11 prover equipamentos e recursos tecnológicos digitais para a utilização pedagógica no ambiente escolar a todas as escolas públicas municipais da educação básica, criando, inclusive, mecanismo para a implementação das condições necessárias para a universalização das bibliotecas nas instituições educacionais, com acesso a redes digitais de computadores, inclusive internet; 7.12 promover, com especial ênfase, em consonância com as diretrizes do Plano Nacional do Livro e da Leitura, a formação de leitores (as) e a capacitação de professores (as), bibliotecários (as) e agentes da comunidade para atuar como mediadores (as) da leitura, de acordo com a especificidade das diferentes etapas do desenvolvimento e da aprendizagem; 7.13 garantir, em parceria com as Universidades e Institutos locais de Educação, formação continuada, inclusive na área de inclusão para todos os profissionais da educação, considerando aqueles que se encontram em função readaptada, a fim de otimizar a qualidade da ação docente frente aos desafios que se apresentam na escola; 7.14 criar, a partir de 2015, sistema de formação continuada bimestral, por área de conhecimento, para professores que atuam nos anos finais do ensino fundamental, e manter pleno funcionamento do sistema de formação continuada mensal para os professores que atuam nos anos iniciais de ensino fundamental;

7.15 promover formação continuada para gestores escolares, com ênfase na aperfeiçoar o acompanhamento do trabalho pedagógico nas escolas, de forma a intensificar o cumprimento dos objetivos estabelecidos pelas diretrizes pedagógicas; 7.16 garantir às unidades escolares recursos humanos e materiais suficientes ao pleno desenvolvimento dos direitos, objetivos e crescimento intelectual e humano dos alunos, considerando para estes os seguintes requisitos essenciais: materiais didático e pedagógico, recursos tecnológicos da educação, espaço e condições de pesquisas escolares, estrutura física adequada, recursos humanos compatíveis com a real necessidade da escola, valorização dos profissionais do magistério e demais servidores envolvidos, plena satisfação e condições psicológicas equilibradas dos trabalhadores da educação; adequado serviço de atendimento ao alunado com alimentação, suporte pedagógico e médico, entre outros; 7.17 reforçar a dimensão pedagógica das escolas, diminuindo o seu caráter burocrático e intensificando as relações de aprendizagens como foco principal das ações da Secretaria de Educação Municipal, primando inclusive pelo estreitamento das relações entre administração e coordenadores pedagógicos de escolas, estabelecendo, no primeiro ano de vigência deste PME, calendário de encontros mensais dos coordenadores pedagógicos das escolas com o Secretário de Educação para o levantamento dos desafios das aprendizagens nas escolas de caráter: psicológico, afetivo, cultural, econômico, material e humano e suas devidas soluções para objetivar o pleno desenvolvimento do aluno; 7.18 divulgar a nível municipal as diretrizes pedagógicas com seus direitos, objetivos e desenvolvimento intelectual e humano dos alunos, a fim de acesso e conhecimento por toda a comunidade; 7.19 Construir, em parceria com profissionais da educação, indicadores de avaliação institucional da educação básica em nível municipal, que considere todos os aspectos pertinentes às aprendizagens como: condições de infraestrutura das escolas, recursos pedagógicos e tecnológicos disponíveis, formação continuada para professores e gestores, perfil dos alunos e dos profissionais da educação, características da gestão, valorização profissional do magistério, condições de saúde física e mental dos profissionais da educação, condições de pesquisa e realização de projeto de intercambio escola e comunidade, entre outros, considerando as especificidades das modalidades de ensino; 7.20 implementar imediato planejamento estratégico das escolas de educação básica públicas municipais, com efetivo apoio da Secretaria de Educação Municipal, em parceria com entidades sociais, Universidades e Institutos

Educacionais, Ongs e Órgãos Públicos do Estado e da União que possam contribuir com a minimização dos problemas enfrentados, de forma a construir plano de ações semestral e/ou anual objetivando a melhoria da qualidade educacional, a formação e valorização dos profissionais da educação e o aprimoramento da gestão democrática; 7.21 formalizar, difundir e executar anualmente ou semestralmente, os planos de ações a curto e a longo prazo, desenvolvidos por escolas de educação básica públicas municipais, com apoio da Secretaria de Educação e parcerias, que busquem atender às metas de qualidade estabelecidas para a educação básica pública municipal e às estratégias de apoio técnico e financeiro voltadas à melhoria da gestão educacional, à formação continuada de professores e professoras e profissionais de serviços e apoio escolares, à ampliação e ao desenvolvimento de recursos pedagógicos e à melhoria e expansão da infraestrutura física da rede escolar; 7.22 garantir devida prestação de assistência técnica financeira as escolas de educação básica pública municipal, priorizando àquelas com baixos resultados no Ideb, a fim de garantir equidade da aprendizagem e reduzir pela metade, até o sexto ano de vigência deste PME, as diferenças entre as médias dos índices das escolas municipais, promovendo difusão e multiplicação das experiências e estratégias das unidades escolares públicas municipais com resultados satisfatórios no Ideb; 7.23 aprimorar continuamente os instrumentos de avaliação da qualidade do ensino fundamental de forma a englobar o ensino de ciências nos exames aplicados nos anos finais do ensino fundamental, e incorporar o Exame Nacional do Ensino Médio, assegurada a sua universalização, ao sistema de avaliação da educação básica pública municipal, bem como apoiar o uso dos resultados das avaliações nacionais pelas escolas e redes de ensino para a melhoria de seus processos e práticas pedagógicas; 7.24 desenvolver indicadores específicos de avaliação da qualidade da educação especial, de acordo com o que assegura o art. 4, da resolução CNE/CEB nº 2, de 11 de setembro de 2001, que institui as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, bem como da qualidade da educação bilíngue para surdos, conforme parágrafo 2º do art. 12 da mesma resolução; 7.25 possibilitar a contextualização de temas e conteúdos utilizados à nível de prova Brasil a serem explorados pelas escolas e redes de ensino à nível de realidade local, para a melhoria de seus processos e práticas pedagógicas; 7.26 melhorar o desempenho dos alunos da educação básica nas avaliações da aprendizagem no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes PISA, tomado como instrumento externo de referência, internacionalmente reconhecido, de acordo com as seguintes projeções:

7.27 assegurar efetivo acesso e formação continuada para todos(as) os(as) professores(as) do sistema municipal de ensino em tecnologias educacionais, bem como, munir as escolas de estrutura tecnológica adequada, com Laboratórios Escolares de Informática e outros recursos tecnológicos de forma a incentivar prática pedagógicas inovadoras com o uso dos recursos tecnológicos da educação, com preferência para softwares livres e recursos educacionais abertos visando a plena qualidade dos resultados educativos; 7.28 incentivar, considerando o tempo da jornada de trabalho reservada para estudos, a participação efetiva dos professores de educação básica da rede pública municipal, em congressos e conferências, bem como em feiras de livro e leitura ou cursos a curto e médio prazos, com devida participação, comprovada por apresentações de trabalho ou socialização de experiências desenvolvidas no processo de ensino-aprendizagem da rede pública em que atua, com translado, hospedagem e alimentação custeada pela Secretaria de Educação Municipal, de modo a enriquecer e estimular a inovação de práticas pedagógicas na sua atuação docente; 7.29 regulamentar e garantir o efetivo funcionamento dos Laboratórios Escolares de Informática, até o primeiro ano de vigência deste PME, respeitando o acesso e a articulação em todas as áreas do conhecimento, dando preferência a softwares livres e recursos educacionais abertos, a serem explorados por alunos da educação infantil e do ensino fundamental, sob orientação de seus respectivos professores; 7.30 incluir na proposta pedagógica municipal o uso das tecnologias educacionais, como recurso didático indispensável à prática de todo professor na mediação pedagógica do processo de ensino-aprendizagem com alunos da educação infantil e do ensino fundamental, atentos a devida formação destes docentes subsidiados pela Secretaria de Educação Municipal; 7.31 viabilizar projetos que estimulem o desenvolvimento de práticas pedagógicas que valorizem os equipamentos tecnológicos de aquisição acessível aos alunos da educação infantil e do ensino fundamental, de forma a incitá-los e orientá-los pedagogicamente em relação ao uso das novas tecnologias da informação e comunicação tics, para as aprendizagens em sala de aula, nas mais diversas áreas do conhecimento; 7.32 valorizar e difundir práticas pedagógicas desenvolvidas no interior da sala de aula comprometida com plena articulação das tecnologias da educação, cultura de comunicação de massa, conhecimentos científicos e culturais da escola e da humanidade; 7.33 desenvolver formação com foco nas novas tecnologias da informação e comunicação tics e uso das mesmas na educação, considerando os recursos

básicos indispensáveis às aulas criativas, com vídeos, slides, projetores e outros, bem como, o domínio do manuseio dos equipamentos disponíveis; 7.34 dispor nas escolas municipais, sala de audiovisual e tecnologias aplicadas à educação, a fim de facilitar e incentivar as práticas pedagógicas dos docentes quanto ao uso das novas tecnologias da educação; 7.35 estruturar frota própria de veículos da educação pública municipal com motorista do quadro funcional aprovados em Concurso Público, conforme estabelece a LDB e o projeto caminho da escola, até o terceiro ano de vigência deste PME; 7.36 criar, até o início do segundo ano de vigência deste PME, em parceria com a comunidade escolar, lei de regulamentação para o efetivo, seguro e gratuito funcionamento do transporte escolar no município; 7.37 desenvolver, em parcerias com Universidades e Institutos de Educação Superior, pesquisas de modelos alternativos de atendimento escolar para a população do campo que considerem as especificidades locais e as boas práticas nacionais e internacionais; 7.38 apoiar técnica e financeiramente a gestão escolar mediante transferência direta de recursos financeiros à escola, garantindo a participação da comunidade escolar no planejamento e na aplicação dos recursos, visando à ampliação da transparência e ao efetivo desenvolvimento da gestão democrática; 7.39 institucionalizar e manter, em regime de colaboração com o Estado e a União, programa de reestruturação e aquisição de equipamentos para as escolas da educação básica públicas municipais, visando à equalização regional das oportunidades educacionais; 7.40 o município, em regime de colaboração com o Estado e a União, adotará no prazo de 2 (dois) anos contados da publicação desta Lei, parâmetros mínimos de qualidade dos serviços da educação básica pública municipal assegurados no inciso IX do art. 4º da LDB nº 9394/96, definidos no Parecer CNE/CEB nº 8/2010, aprovado em 5 de maio de 2010, por meio do caqi (Custo Aluno Qualidade Inicial), como referência para a construção da matriz de padrões mínimos de qualidade para a educação básica pública no Brasil, com fins de melhoria da qualidade do ensino; 7.41 informatizar integralmente a gestão das escolas públicas e da Secretaria de Educação do Município, bem como, em parceria com o Estado e a União desenvolver programa de formação inicial e continuada para o pessoal técnico das secretarias de educação, de forma presencial e a distância; 7.42 garantir políticas de combate à violência nas escolas, inclusive pelo desenvolvimento de ações destinadas à capacitação de educadores para a detecção dos sinais de suas causas, como a violência doméstica e sexual,

favorecendo a adoção das providências adequadas para promover a construção da cultura de paz e um ambiente escolar dotado de segurança para a comunidade; 7.43 desenvolver projetos escolares com planejamento interdisciplinar que estimulem o desenvolvimento de ações pedagógicas concretas e contínuas contra a violência doméstica, verbal, sexual, assédio moral e de gênero, a serem amplamente difundidos e realizados nos espaços escolares públicos municipais e comunitários em que residem os alunos; 7.44 realizar, em parceria com entidades e movimentos lgbtts, rodas de conversas, exibição de vídeos/documentários, palestras e encontros com a comunidade estudantil, de forma a naturalizar, compreender e respeitar as relações de gênero na sociedade, eliminando assim a homofobia; 7.45 garantir formação continuada para professores da educação básica pública municipal em gênero, sexualidade e drogas, a fim de instrumentalizá-los científico e pedagogicamente nos aspectos da humanização, aceitação da pluralidade humana, e prevenção contra as drogas, objetivando respeitosa relação entre os atores sociais que compõem a escola, adotando adequadas ações pedagógicas para promoção da cultura de paz no ambiente escolar, extinguindo toda forma de discriminação e exclusão social no interior do espaço educacional, bem como, orientá-los ao encaminhamento das ações sócioeducativas para as situações que estão para além das possibilidades de atuação da escola, direcionando-as aos órgãos competentes; 7.46 implementar políticas de inclusão e permanência na escola para adolescentes e jovens que se encontrem em regime de liberdade assistida, em situação de rua ou em vulnerabilidade social, assegurando os princípios da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 Estatuto da Criança e do Adolescente; 7.47 adquirir acervo bibliográfico e audiovisual especializado em história e cultura afro-brasileira e indígena, bem como, materiais e livros didáticos para as escolas; 7.48 subsidiar projetos escolares sobre o conhecimento e difusão da história afrobrasileira incluindo o dia 20 de novembro, de acordo com a Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003; 7.49 efetivar no currículo municipal os conteúdos de história e cultura afrobrasileira e indígena, respeitando o que estabelece as leis nº 10.639 de 09 de janeiro de 2003 e a 11.645 de 10 de março de 2008; 7.50 incluir anualmente no calendário pedagógico, a realização de encontro municipal de educação étnico-racial com efetivo envolvimento das escolas municipais, no período de 25 de março a 19 de abril;

7.51 garantir formação continuada sobre o ensino da história e cultura afrobrasileira e indígena, em especial para os profissionais das áreas de educação artística, literatura e história brasileira; 7.52 utilizar as disciplinas de artes, literatura e história para contextualizar a cultura afro-brasileira e indígena; 7.53 consolidar a educação escolar no campo de populações tradicionais, de populações itinerantes e de comunidades indígenas e quilombolas, respeitando a articulação entre os ambientes escolares e comunitários e garantindo: o desenvolvimento sustentável e preservação da identidade cultural; a participação da comunidade na definição do modelo de organização pedagógica e de gestão das instituições, consideradas as práticas socioculturais e as formas particulares de organização do tempo; a oferta bilíngue na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, em língua materna das comunidades indígenas e em língua portuguesa; a reestruturação de equipamentos; a oferta de programa para a formação inicial e continuada de profissionais da educação; e o atendimento em educação especial; 7.54 garantir na matriz curricular municipal propostas pedagógicas específicas para a educação escolar para as escolas do campo e para as comunidades indígenas e quilombolas, incluindo os conteúdos culturais correspondentes às respectivas comunidades e considerando o fortalecimento das práticas sócioculturais e da língua materna de cada comunidade indígena, produzindo e disponibilizando materiais didáticos específicos, inclusive para os (as) alunos (as) com deficiência; 7.55 incentivar pesquisas científicas, em parceria com Universidades e Institutos de Educação, junto às comunidades do campo, indígenas, quilombolas, cigana e populações itinerantes entre outros, de forma a subsidiar e valorizar os conhecimentos identitários e culturais destas comunidades, bem como, viabilizar suas publicações como mecanismo de acesso e difusão das referidas culturas e ainda como apoio didático às aulas nas escolas; 7.56 elaborar livros didáticos, em parceria com historiadores e escritores do município e da região, valorizando os registros, documentos, memórias e histórias através da tradição oral das comunidades envolvidas, respeitando prioritariamente os registros em língua materna das referidas comunidades, trazendo em seguida, a tradução em língua portuguesa; 7.57 realizar formação continuada e acompanhamento pedagógico para professores da educação básica pública municipal, bem como, instrumentalizálos com produções em livros, revistas, vídeos, documentários que tratem sobre as diversidades das comunidades do campo, indígenas, quilombolas, cigana e populações itinerantes entre outros;

7.58 garantir nas escolas localizadas na zona rural do município, proposta pedagógica que valorize a realidade específica da educação do campo; 7.59 promover intercâmbio pedagógico cultural das comunidades do campo, indígenas, quilombolas, cigana e populações itinerantes ou outras, em rodas de conversa, palestras, debates e oficinas, a serem desenvolvidos nas escolas da rede municipal de educação, através de calendário definido em consenso por educadores participantes da semana pedagógica do município no início de cada ano letivo; 7.60 fornecer aos espaços escolares materiais didáticos, brinquedos, jogos educativos, publicações em livros, revistas, vídeos e documentários, entre outros recursos pedagógicos que contemplem as diversidades das comunidades do campo, indígenas, quilombolas, cigana e populações itinerantes; 7.61 mobilizar as famílias e setores da sociedade civil, articulando a educação formal com experiências de educação popular e cidadã, com os propósitos de que a educação seja assumida como responsabilidade de todos e de ampliar o controle social sobre o cumprimento das políticas públicas educacionais; 7.62 promover, em parceria com a Secretaria de Educação, de Ação Social, de Saúde, de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Empreendedorismo, Esporte e Cultura, em colaboração com as associações de pais, grêmios estudantis e conselhos escolares, a articulação dos programas da área da educação, de âmbito local e estadual, possibilitando a criação de rede de apoio às famílias como condição para a melhoria da qualidade educacional; 7.63 universalizar, mediante articulação entre os órgãos estaduais e municipais responsáveis pelas áreas da saúde e da educação, até o primeiro ano de vigência deste PME, o atendimento aos (às) estudantes da rede escolar pública e da educação básica por meio de ações de prevenção, promoção e atenção à saúde; 7.64 estabelecer parcerias entre os órgãos da educação e da saúde, no intuito de garantir prevenção e promoção da saúde do professor, com atendimento em todas as especialidades médicas, através de reservas de vagas por especialistas; 7.65 estabelecer parcerias com órgãos da saúde, para a promoção da saúde do professor, em especial, aos atendimentos com fonoaudiólogos, otorrinolaringologista, cardiologistas, psiquiatras e psicólogos, em horário acessível aos professores; 7.66 prover acompanhamento psicológico contínuo para os profissionais da educação; 7.67 desenvolver parceria/convênio do município com outras esferas, a fim de disponibilizar plano de saúde aos profissionais da educação;

7.68 fortalecer, com a colaboração técnica e financeira da União, em articulação com o sistema nacional de avaliação, os sistemas estaduais de avaliação da educação básica, com participação, por adesão, das redes municipais de ensino, para orientar as políticas públicas e as práticas pedagógicas, com o fornecimento das informações às escolas e à sociedade; 7.69 realizar, em parceria com o Estado, a União, entidades sociais, Ongs, Academias de Letras e outros, projetos de fomento à escrita e à leitura através dos recursos pedagógicos como oficinas de contação de histórias e de teatro, confecção de gibis e histórias em quadrinho, sarais de poesias, rodas de conversa, oficina de audiovisuais, exibição de vídeos, entre outros, que instrumentalizem professores e alunos das escolas públicas municipais de forma a tornarem-se multiplicadores nas comunidades escolares; 7.70 instituir, como assunto obrigatório na grade curricular da educação básica pública municipal, a política de apropriação e preservação das histórias e memórias material e imaterial do município de Crateús, bem como, prover alunos e professores de publicações produzidas por historiadores, acadêmicos e escritores do município e região, que abordem sobre estas memórias; 7.71 aprovar lei municipal de tombamento do patrimônio histórico cultural de nosso município, a fim de resguardar a história e memória de nosso povo; 7.72 considerar crime, em mesma legislação municipal, a qualquer prática contra o patrimônio histórico e cultural do município, causando prejuízos irreparáveis as memórias e história de nosso povo; 7.73 coibir, toda ação de caráter desenvolvimentista com fins meramente econômico-lucrativo, a se instalar em dependências de prédios públicos históricos, e apoiar, nestes espaços projetos de produção e apropriação dos saberes culturais e históricos, buscando preservação das heranças materiais e imateriais do nosso povo; 7.74 promover a regulação da oferta da educação básica pela iniciativa privada, de forma a garantir a qualidade e o cumprimento da função social da educação; 7.75 cumprir com a valorização profissional do magistério, bem como, garantir a integridade física, mental e emocional dos trabalhadores/trabalhadoras em educação, como requisitos estabelecidos dentro dos padrões míninos de qualidade da Educação, garantidos no inciso IX, do art. 4º da LDB 9394/96, e estabelecidos no Parecer nº 08/2010 da CNE/CEB com a caqi Custo Aluno Qualidade Inicial, de forma a garantir às escolas de educação básica públicas municipais, um melhor desempenho no Ideb e melhor qualidade da educação pública; 7.76 extinguir toda prática meritória e premiatória para quaisquer profissional da educação e/ou unidades escolares, de forma a compreender a educação

enquanto prática social de toda a humanidade, portanto, compromisso inegociável e não classificatório em ranking de resultados em avaliações externas, devendo a Secretaria de Educação Municipal garantir efetivo desenvolvimento isonômico entre todas as escolas, com atenção, inclusive, as que apresentam dificuldades nos resultados da aprendizagem ou de outra natureza; 7.77 promover, antipolíticas meritórias, descontextualizadas e desvirtuadas do real compromisso da educação pública, a valorização do magistério através do efetivo cumprimento dos planos de cargos e carreira PCCR e, a garantia da efetiva qualidade do ensino como valorização comunidade escolar; META 08: Elevar a escolaridade média da população de 18 (dezoito) a 29 (vinte e nove) anos, de modo a alcançar, no mínimo, 12 (doze) anos de estudo no último ano de vigência deste Plano, para as populações do campo, da região de menor escolaridade no País e dos 25% (vinte e cinco por cento) mais pobres, e igualar a escolaridade média entre negros e não negros declarados à Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE. ESTRATÉGIAS: As estratégia abaixo relacionadas foram construídas em debates nos fóruns ocorridos para a construção desse Plano Municipal de Educação PME ficou acordado sob concessão dos participantes que essas estratégias devem ser atendidas mediante definição da situação da identidade da comunidade, que atualmente encontra sob judice. 8.1 Capacitar gestores locais para adequado atendimento da educação nas áreas remanescentes de quilombolas; 8.2 Mapear as condições estruturais a práticas pedagógicas das escolas localizadas em áreas remanescentes de quilombolas e sobre o grau de inserção de jovens e adultos no sistema escolar; 8.3 Garantir direito á educação básica aos adolescentes das comunidades remanescentes de quilombolas, do campo e indígena, nas modalidades de EJA e AJA; 8.4 Ampliar e melhorar a rede física escolar por meio de construção, ampliação reforma e equipamentos de unidades escolares; 8.5 Promover formações continuada de professores da educação básica que atuam em escolas localizadas em comunidades remanescentes quilombolas, do campo e indígenas, atendendo ao que dispõe o Parecer 03/2004 do CNE e considerando o processo histórico das comunidades e seu patrimônio cultural;

8.6 Distribuir materiais didáticos conforme o que dispõe o Parecer CNE/CP Nº 03/2004 e considerando o processo histórico das comunidades e seu patrimônio cultural; 8.7 Produzir materiais didáticos específicos para EJA em comunidades Quilombolas, do campo e indígenas; 8.8 Incentivar a relação escolar/comunidade no intuito de proporcionar maior interação da população com a educação, fazendo com que o espaço escolar passe a ser fator de integração comunitária; 8.9 Aumentar a oferta de Ensino Médio das comunidades quilombolas para que possamos possibilitar a formação de gestores e profissionais da educação das próprias comunidades: 8.10 Implementar ações de aquisição de materiais didático-pedagógicos que respeitem e promovam a diversidade, tais como: filmes,jogos, livros, brinquedos, especialmente bonecas/ os com diferentes características étnico-raciais, de gênero e portadores de deficiência; 8.11 Equipar as bibliotecas e as salas de leituras de matérias didáticas e paradidáticas sobre a temática Etnico-racial adequados à faixa etária e à região geográfica de jovens e adultos; Metas 09 - Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 (quinze) anos ou mais para 93,5% (noventa e três inteiros e cinco décimo por cento) até 2015 e, até o final da vigência deste PME, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% (cinquenta por cento) a taxa de analfabetismo funcional. ESTRATÉGIAS: 9.1 Assegurar a oferta gratuita da educação de jovens e adultos a todos os que não tiveram acesso à educação básica na idade própria; 9.2 realizar diagnóstico dos jovens e adultos com ensino fundamental e médio incompletos, para identificar a demanda ativa por vagas na educação de jovens e adultos; 9.3 implementar ações de alfabetização de jovens e adultos com garantia de continuidade da escolarização básica; 9.4 realizar chamadas públicas regulares para educação de jovens e adultos, promovendo-se busca ativa em regime de colaboração entre entes federados e em parceria com organizações da sociedade civil; 9.5 realizar avaliação, por meio de exames específicos, que permita aferir o grau de alfabetização de jovens e adultos com mais de quinze anos de idade;

9.6 executar ações de atendimento ao (à) estudante da educação de jovens e adultos por meio de programas suplementares de transporte, alimentação e saúde, inclusive atendimento oftalmológico e fornecimento gratuito de óculos, em articulação com a área da saúde; 9.7 assegurar a oferta de educação de jovens e adultos, nas etapas de ensino fundamental e médio, às pessoas privadas de liberdade em todos os estabelecimentos penais, assegurando-se formação específica dos professores e das professoras e implementação de diretrizes nacionais em regime de colaboração entre entes federados; 9.8 apoiar técnica e financeiramente projetos inovadores na educação de jovens e adultos que visem ao desenvolvimento de modelos adequados às necessidades específicas desses(as) alunos(as); 9.9 articular ações que sensibilizem empregadores públicos e privados sobre a flexibilização da jornada de trabalho dos jovens e adultos trabalhadores para promover a compatibilização da jornada de trabalho dos empregados e das empregadas com a oferta das ações de alfabetização e de educação de jovens e adultos; 9.10 implementar programas de capacitação tecnológica da população jovem e adulta, direcionados para os segmentos com baixos níveis de escolarização formal e para os(as) alunos(as) com deficiência, articulando os sistemas de ensino, a rede federal de educação profissional, científica e tecnológica, as universidades, as cooperativas e as associações, por meio de ações de extensão desenvolvidas em centros vocacionais tecnológicos, com tecnologias assistivas que favoreçam a efetiva inclusão social e produtiva dessa população; 9.11 considerar, nas políticas públicas de jovens e adultos, as necessidades dos idosos, com vistas à promoção de políticas de erradicação do analfabetismo, ao acesso a tecnologias educacionais e atividades recreativas, culturais e esportivas, à 9.13 implementação de programas de valorização e compartilhamento dos conhecimentos e experiência dos idosos e à inclusão dos temas do envelhecimento e da velhice nas escolas. 9.12 assegurar a permanência de alunos da EJA com um número elevado de alunos matriculados e que permaneçam até o final de cada ano letivo, diminuindo os índices de evasão, garantindo-os a alfabetização plena, com formação técnica profissional como forma de colaborar para formação dos mesmos; 9.13 implementar e assegurar programas que viabilizem cursos profissionalizantes em diferentes áreas interligados a modalidade da educação de jovens e adultos, objetivando ampliar o número de vagas, em como a permanência do aluno na escola.

9.14 assegurar a oferta gratuita da educação de jovens e adultos à todos os que não tiveram acesso à educação básica na idade certa; 9.15 fortalecer estratégias que busquem resgatar os jovens e adultos que estão fora da sala de aula; 9.16 implementar ações de alfabetização de jovens e adultos com garantia de continuidade da escolarização básica. 9.17 criar campanhas municipais permanentes de incentivo a matricula de jovens e adultos para os que estão fora da escola buscando parcerias com diferentes entidades, tais como: assistência social, conselho tutelar, ministério público, selo Unicef, objetivando a elevação da taxa de analfabetismo e diminuição da taxa de analfabetos no município. Meta 10 - Oferecer, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) das matrículas de EJA, no ensino fundamental e médio, na forma integrada a educação profissional. ESTRATÉGIAS: 10.1 Manter programa nacional de educação de jovens e adultos voltado à conclusão do ensino fundamental e à formação profissional inicial, de forma a estimular a conclusão da educação básica; 10.2 expandir as matrículas na educação de jovens e adultos, de modo a articular a formação inicial e continuada de trabalhadores com a educação profissional, objetivando a elevação do nível de escolaridade do trabalhador e da trabalhadora; 10.3 fomentar a integração da educação de jovens e adultos com a educação profissional, em cursos planejados, de acordo com as características do público da educação de jovens e adultos e considerando as especificidades das populações itinerantes e do campo e das comunidades indígenas e quilombolas, inclusive na modalidade de educação à distância; 10.4 ampliar as oportunidades profissionais dos jovens e adultos com deficiência e baixo nível de escolaridade, por meio do acesso à educação de jovens e adultos articulada à educação profissional; 10.5 incluir no PAR - Plano de Ações Articuladas Municipal a reestruturação e aquisição de equipamentos voltados à expansão e à melhoria da rede física de escolas públicas que atuam na educação de jovens e adultos integrada à educação profissional, garantindo acessibilidade à pessoa com deficiência;

10.6 estimular a diversificação curricular da educação de jovens e adultos, articulando a formação básica e a preparação para o mundo do trabalho e estabelecendo inter-relações entre teoria e prática, nos eixos da ciência, do trabalho, da tecnologia e da cultura e cidadania, de forma a organizar o tempo e o espaço pedagógicos adequados às características desses alunos e alunas; 10.7 fomentar a produção de material didático, o desenvolvimento de currículos e metodologias específicas, os instrumentos de avaliação, o acesso a equipamentos e laboratórios e a formação continuada de docentes das redes públicas que atuam na educação de jovens e adultos articulada à educação profissional; 10.8 fomentar a oferta pública de formação inicial e continuada para trabalhadores e trabalhadoras articulada à educação de jovens e adultos, em regime de colaboração e com apoio de entidades privadas de formação profissional vinculadas ao sistema sindical e de entidades sem fins lucrativos de atendimento à pessoa com deficiência, com atuação exclusiva na modalidade; 10.9 institucionalizar programa municipal de assistência ao estudante, compreendendo ações de assistência social e de apoio psicopedagógico que contribuam para garantir o acesso, a permanência, a aprendizagem e a conclusão com êxito da educação de jovens e adultos articulada à educação profissional; 10.10 orientar a expansão da oferta de educação de jovens e adultos articulada à educação profissional, de modo a atender às pessoas privadas de liberdade nos estabelecimentos penais, assegurando-se formação específica dos professores e das professoras e implementação de diretrizes nacionais em regime de colaboração; 10.11 implementar mecanismos de reconhecimento de saberes dos jovens e adultos trabalhadores, a serem considerados na articulação curricular dos cursos de formação inicial e continuada e dos cursos técnicos de nível médio. 10.12 ofertar vagas para os alunos, preferencialmente, em escolas públicas no bairro em que reside. 10.13 buscar parceria com o estado e União, para ampliar ao longo do plano municipal de educação a oferta de vagas para no mínimo 50% das vagas para a educação de jovens e adultos de nível médio na forma integrada a educação profissional. 10.14 expandir as matrículas no EJA articulando formação inicial e continuada de trabalhadores com educação profissional

10.15 oferecer no mínimo, 20% das matriculas de educação de jovens e adultos, nos ensino fundamental e médio, na forma integrada à educação profissional. 10.16 consolidar uma educação de jovens e adultos atendendo um currículo específico para a EJA com professores especializados nas diferentes áreas dos componentes curriculares e materiais didáticos em grandes quantidade e diversificado. 10.17 concretização de uma nova estrutura da EJA, que utilize metodologias e currículo especifico atendendo a realidade dos jovens e adultos, com material mais diversificado com duração de dois anos, divididos em quatro módulos um por semestre, tendo aulas presencias e aulas semipresenciais ou a distância, no fim de cada módulo. Implantar políticas públicas municipais para a educação integrada à educação profissional ligada necessidade econômica dos discentes. Meta 11 - Triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% (cinquenta por cento) da expansão no segmento público. ESTRATÉGIAS: 11.1 Expandir as matrículas de educação profissional técnica de nível médio na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, levando em consideração a responsabilidade dos institutos na ordenação territorial, sua vinculação com arranjos produtivos, sociais e culturais locais e regionais, bem como a interiorização da educação profissional; 11.2 Fomentar a expansão da oferta de educação profissional técnica de nível médio nas redes públicas estaduais de ensino; 11.3 Fomentar a expansão da oferta de educação profissional técnica de nível médio na modalidade de educação a distância, com a finalidade de ampliar a oferta e democratizar o acesso à educação profissional pública e gratuita, assegurado padrão de qualidade; 11.4 Estimular a expansão do estágio na educação profissional técnica de nível médio e do ensino médio regular, preservando-se seu caráter pedagógico integrado ao itinerário formativo do aluno, visando à formação de qualificações próprias da atividade profissional, à contextualização curricular e ao desenvolvimento da juventude; 11.5 Ampliar a oferta de programas de reconhecimento de saberes para fins de certificação profissional em nível técnico;

11.6 Ampliar a quantidade de cursos e vagas na educação profissional técnica de nível médio que atenda as necessidades econômicas regionais buscando a redução das desigualdades e exclusão dos jovens no mercado de trabalho. 11.7 Buscar apoio com os governos estadual e federal para o aumento da oferta de cursos e vagas na educação profissional técnica de nível médio. Ao longo do PNE. União, estado e município. Meta 12 do PME - Colaborar para a elevação da taxa bruta de matrícula na Educação Superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurada a qualidade da oferta e expansão para, pelo menos, 40% das novas matrículas, no segmento público atendendo a meta 12 do PNE. ESTRATÉGIAS: 12.1 Otimizar a capacidade instalação da estrutura física das instituições públicas de educação superior, mediante ações planejadas e coordenadas, de forma a ampliar e interiorizar o acesso à graduação em regime de colaboração com estado e união; 12.2 cobrar e acompanhar, a expansão e interiorização a oferta de vagas por da rede federal de educação superior, de educação profissional, científica e tecnológica e do sistema Universidade Aberta do Brasil, considerando a densidade populacional, a oferta de vagas públicas em relação à população na idade de referência e observadas as características regionais da região dos sertões dos Inhamuns definidas pela fundação instituto brasileiro de geografia e estatística - IBGE, ampliando educação superior no município; 12.3 apoiar as ações dos entes federativos de elevar gradualmente a taxa de conclusão média dos cursos de graduação presenciais nas universidades públicas para 90% (noventa por cento), ofertar, no mínimo, um terço das vagas em cursos noturnos e elevar a relação de estudantes por professor (a) para 18 (dezoito), mediante estratégias de aproveitamento de créditos e inovações acadêmicas que valorizem a aquisição de competências de nível superior; 12.4 fomentar a oferta de educação superior pública e gratuita prioritariamente para a formação de professores e professoras para a educação básica, sobretudo nas áreas de ciências, linguagens e matemática, bem como para atender ao défice de profissionais em áreas específicas;

12.5 colaborar mediante as competências do governo municipal com as políticas de inclusão e de assistência estudantil dirigidas aos (às) estudantes de instituições públicas, bolsistas de instituições privadas de educação superior e beneficiários do fundo de financiamento estudantil - fies, de que trata a lei no 10.260, de 12 de julho de 2001, na educação superior, de modo a reduzir as desigualdades étnico-raciais e ampliar as taxas de acesso e permanência na educação superior de estudantes egressos da escola pública, afrodescendentes e indígenas e de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, de forma a apoiar seu sucesso acadêmico; 12.6 apoiar a ampliação da oferta de estágio como parte da formação na educação superior; 12.7 acompanhar a evolução da participação proporcional de grupos historicamente desfavorecidos na educação superior, a adoção de políticas afirmativas, na forma da lei desenvolvidas pelo governo federal; 12.8 contribuir com a ampliação das condições de acessibilidade nas instituições de educação superior, na forma da legislação; 12.9 fomentar estudos e pesquisas que analisem a necessidade de articulação entre formação, currículo, pesquisa e mundo do trabalho, considerando as necessidades econômicas, sociais e culturais do municipais; 12.10 estimular programas e ações de incentivo à mobilidade estudantil e docente em cursos de graduação e pós-graduação, em âmbito nacional e internacional, tendo em vista o enriquecimento da formação de nível superior; 12.11 contribuir dentro das competências do município o atendimento específico a populações do campo e comunidades indígenas e quilombolas, em relação a acesso, permanência, conclusão e formação de profissionais para atuação nessas populações; 12.12 mapear a demanda e fomentar a oferta de formação de pessoal de nível superior, destacadamente a que se refere à formação nas áreas de ciências, linguagens e matemática, considerando as necessidades do desenvolvimento do município, a inovação tecnológica e a melhoria da qualidade da educação básica; 12.13 colaborar com o programa de composição de acervo digital de referências bibliográficas e audiovisuais para os cursos de graduação, assegurada a acessibilidade às pessoas com deficiência;

12.14 estimular processos seletivos nacionais e regionais para acesso à educação superior como forma de superar exames vestibulares isolados; 12.15 estimular mecanismos para ocupar as vagas ociosas em cada período letivo na educação superior pública; 12.16 estimular a instalação e reestruturação das instituições de educação superior públicas e gratuitas, desenvolvido pelo governo estadual e federal, mediante termo de adesão a programa de reestruturação, na forma de regulamento, que considere a sua contribuição para a ampliação de vagas, a capacidade fiscal e as necessidades dos sistemas de ensino dos entes mantenedores na oferta e qualidade da educação básica dentro do município; 12.17 acompanhar com ênfase na melhoria de prazos e qualidade da decisão, no prazo de 2 (dois) anos, os procedimentos adotados na área de avaliação, regulação e supervisão, em relação aos processos de autorização de cursos e instituições, de reconhecimento ou renovação de reconhecimento de cursos superiores e de credenciamento ou recredenciamento de instituições, nas unidades de ensino existentes no município; 12.18 apoiar e estimular os estudantes das escolar públicas do município o acesso aos programas de fundo de financiamento ao estudante do ensino superior - fies, de que trata a lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001, e do Programa Universidade para todos - prouni, de que trata a lei no 11.096, de 13 de janeiro de 2005, os benefícios destinados à concessão de financiamento a estudantes regularmente matriculados em cursos superiores presenciais ou a distância, com avaliação positiva, de acordo com regulamentação própria, nos processos conduzidos pelo ministério da educação; Meta 13 do PME Fomentar a qualidade da educação superior estimulando o aumento da proporção de mestres e doutores do corpo docente em efetivo exercício no conjunto do sistema de educação superior para 75% sendo, do total, no mínimo, 35% doutores. ESTRATÉGIAS: 13.1 Estabelecer diálogo com o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - SINAES, de que trata a Lei no 10.861, de 14 de abril de 2004, fortalecendo as ações de avaliação, regulação e supervisão; 13.2 estimular aplicação, no município do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes - ENADE, de modo a ampliar o quantitativo de estudantes

e de áreas avaliadas no que diz respeito à aprendizagem resultante da graduação; 13.3 apoiar o processo contínuo de autoavaliação das instituições de educação superior, fortalecendo a participação das comissões próprias de avaliação, bem como a aplicação de instrumentos de avaliação que orientem as dimensões a serem fortalecidas, destacando-se a qualificação e a dedicação do corpo docente; 13.4 participar das discussões para a melhoria da qualidade dos cursos de pedagogia e licenciaturas, integrando-os às demandas e necessidades das redes de educação básica, de modo a permitir aos graduandos a aquisição das qualificações necessárias a conduzir o processo pedagógico de seus futuros alunos (as), combinando formação geral e específica com a prática didática, além da educação para as relações étnico-raciais, a diversidade e as necessidades das pessoas com deficiência; 13.5 estimular as ações de propostas de melhoria do padrão de qualidade das universidades, direcionando sua atividade, de modo que realizem, efetivamente, pesquisa institucionalizada, articulada a programas de pós-graduação stricto sensu; 13.6 fomentar a formação de consórcios entre instituições públicas de educação superior, com vistas a potencializar a atuação regional, inclusive por meio de plano de desenvolvimento institucional integrado, assegurando maior visibilidade nacional e internacional às atividades de ensino, pesquisa e extensão; 13.7 motivar iniciativas de formação inicial e continuada dos (as) profissionais técnico-administrativos da instituições educação superior públicas existentes no município. Meta 14 PME - Fomentar a oferta de vagas em cursos de mestrado e doutorado em educação a partir do 3º ano de vigência deste PME de modo a contemplar inicialmente 60 matrículas em mestrado e a partir do 5º ano de vigência do plano mais 60 matrículas em doutorado. ESTRATÉGIAS: 14.1 Articular junto ao MEC e Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará (SECITEC) abertura de cursos de mestrado e doutorado nas instituições de nível superior no município;

14.2 solicitar expansão do financiamento da pós-graduação stricto sensupor meio das agências oficiais de fomento; 14.3 estimular a integração e a atuação articulada entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES e as agências estaduais de fomento à pesquisa; 14.4 concordar com o financiamento estudantil por meio do Fies à pósgraduação stricto sensu; 14.5 solicitar expansão da oferta de cursos de pós-graduação stricto sensu, utilizando inclusive metodologias, recursos e tecnologias de educação a presencial e a distância; 14.6 apoiar as ações para reduzir as desigualdades étnico-raciais e regionais e para favorecer o acesso das populações do campo e das comunidades indígenas e quilombolas a programas de mestrado e doutorado; 14.7 buscar oferta de programas de pós-graduação stricto sensu, especialmente os de doutorado, nos campi novos abertos em decorrência dos programas de expansão e interiorização das instituições superiores públicas; 14.8 apoiar programa de acervo digital de referências bibliográficas para os cursos de pós-graduação, assegurada a acessibilidade às pessoas com deficiência; 14.9 estimular a participação das mulheres nos cursos de pós-graduação stricto sensu, em particular aqueles ligados às áreas de Engenharia, Matemática, Física, Química, Informática e outros no campo das ciências; 14.10 apoiar o intercâmbio científico e tecnológico, nacional e internacional, entre as instituições de ensino, pesquisa e extensão; 14.11 buscar investimento junto ao governo federal para a formação de doutores de modo a atingir a aumentar a proporção de 4 (quatro) doutores por 1.000 (mil) habitantes; 14.12 apoiar ações que promovam a melhoria qualitativa e quantitativa do desempenho científico e tecnológico das instituições públicas de nível superior no município, ampliando a cooperação científica com empresas, Instituições de Educação Superior - IES e demais Instituições Científicas e Tecnológicas - ICTS; 14.13 estimular a pesquisa científica e de inovação e promover a formação de recursos humanos que valorize a diversidade regional e a biodiversidade da região da Caatinga, bem como a gestão de recursos hídricos no semiárido para mitigação dos efeitos da seca e geração de emprego e renda na região;

14.14 apoiar pesquisas aplicadas, no âmbito das IES e das ICTS, de modo a incrementar a inovação e a produção e registro de patentes desenvolvidas por estudantes e docentes das instituições de nível superior no município. Meta 15 Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, no prazo de 1 (um) ano de vigência deste PME, política municipal de formação dos profissionais da educação de que tratam os incisos I, II, III do caput do art. 61 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, assegurado que todos os professores e as professoras da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam. ESTRATÉGIAS: 15.1 Levantar diagnóstico das necessidades de formação dos profissionais do magistério público municipal e promover, em parceria com o estado, Universidades e Institutos de Educação, a partir de plano estratégico de atuação da Secretaria de Educação Municipal, formação inicial e continuada desses profissionais, no primeiro ano de vigência deste PME; 15.2 consolidar o financiamento estudantil a estudantes matriculados em cursos de licenciatura com avaliação positiva pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior SINAES, na forma da Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004, inclusive a amortização do saldo devedor pela docência efetiva na rede pública de educação básica; 15.3 promover parceria entre a Secretaria de Educação Municipal, Universidades e Institutos Educacionais locais, a fim de garantir o desenvolvimento continuado de programa de iniciação à docência para estudantes de cursos de licenciatura na área da educação, para atuarem como professor de apoio pedagógico nas escolas de educação básica pública municipal, junto à educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental, diagnosticadas a prévia necessidade; 15.4 implementar plataforma eletrônica para organizar a oferta e as matrículas em cursos de formação inicial e continuada de profissionais da educação, bem como para divulgar e atualizar seus currículos eletrônicos, no primeiro ano de vigência deste PME; 15.5 promover, em parceria com os movimentos sociais, Universidades e Institutos que atuam junto às comunidades tradicionais, programas específicos para formação de profissionais da educação para as escolas

do campo, de comunidades indígena e quilombolas, no primeiro ano de vigência deste PME; 15.6 realizar, em parceria com Universidades e Institutos de educação, programas específicos para formação de profissionais da educação especial para todos os professores do magistério público municipal, de forma a contribuir qualitativamente com a educação inclusiva, no primeiro ano de vigência deste PME; 15.7 fortalecer parcerias entre a Secretaria de Educação Municipal, Universidades e Institutos Educacionais locais, a fim de garantir devida articulação entre a formação acadêmica dos estudantes de cursos de licenciatura na área da educação e as demandas da educação básica, a partir das valorizações das experiências pedagógicas das práticas de ensino e estágio curriculares dos estudantes para atuarem nas escolas de educação básica públicas municipais; 15.8 desenvolver cursos e programas especiais, em parceria com Universidades e Institutos de Educação Superior, para assegurar formação específica na educação superior, nas respectivas áreas de atuação aos docentes da rede pública municipal, com formação de nível médio na modalidade normal, não licenciados ou licenciados em área diversa da de atuação docente, em efetivo exercício; 15.9 buscar parcerias com órgãos estaduais e federais, para fomentar a oferta de cursos técnicos de nível médio e tecnológicos de nível superior destinados à formação, nas respectivas áreas de atuação, dos (as) profissionais da educação da rede pública municipal de outros segmentos que não os do magistério, com a devida participação do Sindicato dos Servidores de Crateús, no primeiro ano de vigência deste PME; 15.10 cobrar, no prazo de 1 (um) ano de vigência desta Lei, política municipal de formação continuada para os (as) profissionais da educação de outros segmentos que não os do magistério, a ser construída em regime de colaboração entre os entes federados; 15.11 instituir programa de concessão de bolsas de estudos para os professores de idiomas das escolas públicas, a fim de que realizem estudos de imersão e aperfeiçoamento, até o 3º ano de vigência desse plano; 15.12 desenvolver modelos de formação docente para a educação profissional que valorizem a experiência prática, por meio da oferta, nas redes federal e estaduais de educação profissional, de cursos voltados à complementação e certificação didático-pedagógica de profissionais experientes;

15.13 Garantir a adesão do município à plataforma Freire do MEC, no primeiro ano de vigência desse plano, especialmente para as áreas de formação continuada de professores. 15.14 Garantir a formação de funcionários em sua área de atuação com adesão do município ao PROFUNCIONÁRIO. Meta 16 Garantir a formação, em nível de pós-graduação, 80% (oitenta por cento) dos professores da educação básica, até o último ano de vigência deste PME, e garantir a todos (as) os (as) profissionais da educação básica formação continuada em sua área de atuação, considerando as necessidades, demandas e contextualizações dos sistemas de ensino. ESTRATÉGIAS: 16.1 Buscar a disponibilização de diversos cursos de pós-graduação - lato sensue stricto sensu- com acesso gratuito aos profissionais da educação, priorizando aos professores em efetivo exercício e/ou em atividades correlatas à educação, de forma presencial ou à distância, nas instituições estaduais e federais. 16.2 realizar, em regime de colaboração com estado e união, o planejamento estratégico para dimensionamento da demanda por formação continuada e fomentar a respectiva oferta por parte das instituições públicas de educação superior, de forma orgânica e articulada às políticas de formação do município; 16.3 promover políticas municipais de formação de professores, a partir do primeiro ano de vigência desse plano, cujos programas atendam a formação continuada, aperfeiçoamento, entre outros, buscando ainda e, principalmente, a progressão acadêmica destes professores que atuam na rede municipal, em mestrado e doutorado públicos; 16.4 consolidar política nacional de formação de professores e professoras da educação básica, definindo diretrizes nacionais, áreas prioritárias, instituições formadoras e processos de certificação das atividades formativas; 16.5 disponibilizar, a partir do primeiro ano de vigência deste pme, acervo bibliográfico de obras didáticas, paradidáticas, de literatura e dicionários, de filmes e documentários educativos, acesso a bens culturais, incluindo obras e materiais em libras e em braille, aos professores da educação básica da rede pública municipal, de forma a garantir a inovação das práticas pedagógicas e pesquisas em educação, favorecendo a qualidade da educação, a construção do conhecimento e o acesso à cultura;

16.6 ampliar e consolidar portal eletrônico para subsidiar a atuação dos professores e das professoras da educação básica, disponibilizando gratuitamente materiais didáticos e pedagógicos suplementares, inclusive aqueles com formato acessível; 16.7 gerar bolsas de estudos para pós-graduação dos professores e demais profissionais da educação básica, fortalecendo a formação dos professores das escolas públicas de educação básica. 16.8 buscar parceria com a academia de letras, historiadores, escritores do município e da região, universidades e institutos educacionais, formação continuada para professores e professoras das escolas públicas de educação básica municipal, de forma a instrumentalizá-los quanto aos bens culturais materiais e imateriais de nossa comunidade, bem como, quanto a apropriação dos movimentos históricos que compõem nossas matrizes originárias e históricas, dotando-os de acervo produzido e publicado como suporte para as intervenções pedagógicas pelo magistério público municipal. Meta 17 - Valorizar os(as) profissionais do magistério das redes públicas de educação básica de forma a equiparar seu rendimento médio ao dos(as) demais profissionais com escolaridade equivalente, até o final do quinto ano de vigência deste PME. ESTRATÉGIAS: 17.1 constituir, até o final do primeiro ano de vigência deste PME, fórum permanente de Educação, com representação das entidades sociais, pais, alunos, professores e demais trabalhadores da educação, para acompanhamento da execução do presente PME; 17.2 efetivar o cumprimento da diferença salarial em 25% (vinte e cinco por cento) entre a referência inicial do PEB I (Professor de Educação Básica I), e a referência inicial do PEB II (Professor de Educação Básica II), conforme estabelece o art. 50 da Lei Municipal 089, de 04 de março de 2010, da seguinte forma: a partir de 2016 a referida diferença será de 19%; em 2017 será de 21%; em 2018 será de 23% e 2019 será de 25%, a demais, se comprovada possibilidade de integralização destes percentuais em menor tempo, que a administração o faça; 17.3 garantir, como valorização dos profissionais do magistério público municipal, a linearidade anual do ajuste do Piso Salarial Nacional em toda referência da carreira do Magistério Municipal, somada aos percentuais

da diferença salarial estabelecida no art. 50 da Lei Municipal nº 089/2010 PCCR, de forma a executar evolução progressiva da carreira do magistério público municipal, não admitindo qualquer retrocesso de carreira e de direitos; 17.4 constituir, como tarefa do fórum permanente de educação, dos representantes dos profissionais do magistério e dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, se necessário, o acompanhamento da evolução salarial dos profissionais do magistério da rede pública de educação básica municipal, por meio de indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD, periodicamente divulgados pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE, de forma a equiparar os salários dos profissionais do magistério aos dos demais profissionais com mesma formação no mercado de trabalho até o sexto ano de vigência do PME; 17.5 definir, em parceria com os representantes dos profissionais do magistério público municipal, no primeiro ano de vigência do PME, os percentuais que atenderão a equiparação dos salários dos profissionais do magistério da rede pública de educação básica municipal aos dos demais profissionais com mesma formação no mercado de trabalho, e estabelecer em lei municipal, os percentuais a serem repassados a cada ano até o sexto ano de vigência do PME, prazo máximo para a implementação; 17.6 efetivar, no âmbito municipal, planos de Carreira para os (as) profissionais do magistério da rede pública de educação básica, observados os critérios estabelecidos na Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008, com implantação gradual do cumprimento da jornada de trabalho em um único estabelecimento escolar, bem como, reformulá-los a cada triênio, ou quando os profissionais do magistério municipal julgarem necessário, promovendo amplo debate e efetiva participação dos profissionais do magistério e de seus legítimos representantes, de forma a contribuir com a qualidade e evolução da carreira, constituindo crime da administração pública contra a carreira do magistério quando ocorrer qualquer tentativa de redução de direitos; 17.7 lutar pela desburocratização junto à União para a complementação a que se refere o art. 4º da lei 11.738 de 16 de julho de 2008; 17.8 definir, em parceria com Estados, Distrito Federal e União as formas de repasse dos recursos referentes a exploração de petróleo e gás natural e outros recursos, a serem implementados na educação e consequentemente, na valorização dos (as) profissionais do magistério;

17.9 construir, em parceria com Estados, Distrito Federal e União, os percentuais anuais referente aos incrementos dos 10% do PIB, durante o decênio; 17.10 debater, pesquisar e provocar a ampliação da assistência financeira específica da União aos entes federados para implementação de políticas de valorização dos(as) profissionais do magistério, em particular o piso salarial nacional profissional, até o segundo ano de vigência deste PME; 17.11 garantir a efetivação da licença prêmio prevista no art. 83 da Lei Orgânica Municipal aos profissionais do magistério, a partir do primeiro ano de vigência do plano, mediante regulamentação elaborada com a devida participação dos representantes de professores e Gestão Municipal. 17.12 Implantação de auxilio alimentação para os profissionais do magistério até o quinto ano de vigência desse plano. Meta 18 - Assegurar, no prazo de 2 (dois) anos, a existência de planos de carreira para os(as) profissionais da educação básica e superior pública de todos os sistemas de ensino e, para o plano de Carreira dos(as) profissionais da educação básica pública, tomar como referência o piso salarial nacional profissional, definido em lei federal, nos termos do inciso VIII do art. 206 da Constituição Federal. ESTRATÉGIAS: 18.1 Elaborar, no primeiro ano de vigência deste PME, em parceria com os Sindicato dos Professores da rede pública municipal e Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Crateús e Ministérios Públicos Estadual e Federal, caso necessário, cronograma para substituição dos contratos temporários por profissionais concursados, a fim de estruturar a rede pública de educação básica municipal até o início do terceiro ano de vigência deste PME, 90% (noventa por cento), no mínimo, dos respectivos profissionais do magistério e 80% (oitenta por cento), no mínimo, dos respectivos profissionais da educação não docentes sejam ocupantes de cargos de provimento efetivo e estejam em exercício nas redes escolares a que se encontrem vinculados; 18.2 realizar, seleção pública de provas e títulos, a fim de compor banco de reservas, a serem utilizados exclusivamente no caso de licenças e

substituições de professores efetivos e demais servidores da educação municipal; 18.3 implantar, na rede pública de educação básica municipal, acompanhamento pedagógico dos profissionais iniciantes por equipe de Suporte Técnico Pedagógico da Secretaria de Educação Municipal, balizada em critérios fundamentados nos aspectos humanos, pedagógicos e técnico profissionais, oferecendo durante o estágio probatório curso de aprofundamento de estudos na área de atuação do(a) professor(a), com destaque para os conteúdos a serem ensinados, as metodologias de ensino de cada disciplina e os desafios advindos da realidade educacional em que estão inseridos, respeitando a devida autonomia pedagógica do docente; 18.4 coibir todo e qualquer tratamento que possa ser caracterizado como assédio moral contra o(a) trabalhador(a) em educação, bem como, respeitar sua liberdade de expressão e livre sindicalização às entidades que lhes representa, permitindo-o ao pleno exercício da cidadania; 18.5 garantir a admissão de profissionais do magistério da educação pública municipal por meio de concurso público, dado a necessidade, sempre que esgotar o banco de reserva do concurso anterior, a fim de validar o que preceitua a CF de 1988; 18.6 garantir, divulgar e incentivar, nos planos de Carreira dos profissionais da educação pública municipal licenças remuneradas e incentivos para qualificação profissional, inclusive em nível de pós-graduação stricto sensu; 18.7 prever, em concurso público de admissão de profissionais do magistério da educação pública municipal, vagas para o provimento de cargos efetivos para as escolas do campo, das comunidades indígenas e quilombolas, considerando as especificidades socioculturais das escolas de comunidades tradicionais; 18.8 buscar a prioridade dos repasses federais na área de educação, para a efetivação do que estabelece o art. 50, da Lei 089/2010 Plano de Cargo, Carreira e Remuneração para os(as) profissionais do magistério municipal, a fim de garantir as diferenças salariais estabelecidas nas referências da carreira, entre outros direitos; 18.9 viabilizar, buscando complementação da União, a equiparação dos salários dos profissionais do magistério público municipal em relação aos demais profissionais com mesma formação no mercado de trabalho até o 6º ano de vigência deste PME, atendendo aos percentuais correspondentes, devidamente estabelecidos em lei municipal, elaborada

com a participação dos legítimos representantes do magistério público municipal, no primeiro ano de vigência do PME; 18.10 prever reformulação imediata do PCCR dos profissionais do magistério, a partir da data de aprovação deste PME, e reestruturá-lo a cada três anos ou conforme necessidade dos profissionais da educação básica da rede pública municipal, estimulando continuamente, através de discussões permanentes por fóruns de profissionais da educação de todo o sistema de ensino ou de seus legítimos representantes para a reestruturação e efetivação dos planos de Carreira; 18.11 garantir a reformulação dos critérios de avaliação para a Evolução Funcional Pela Via Não Acadêmica em discussão com a categoria e Sindicato dos Professores, bem como a alteração nos percentuais de evolução de 1% para 2% anual. 18.12 garantir a efetivação da licença prêmio prevista no art. 83 da Lei Orgânica Municipal aos profissionais da Educação, a partir do primeiro ano de vigência do plano, mediante regulamentação elaborada com a devida participação dos representantes dos profissionais da educação e Gestão Municipal. META 19 - Assegurar condições, no prazo de 2 (dois) anos, para a efetivação da gestão democrática da educação, associada a critérios de seleção interna de provas e títulos no âmbito da educação pública municipal, prevendo recursos e apoio técnico da Secretaria Municipal de Educação para tanto. ESTRATÉGIAS: 19.1 Regulamentar, incentivar e efetivar a gestão democrática da educação, até o segundo ano de vigência deste PME, visando garantir através da instituição de conselhos escolares, associação de pais e grêmios estudantis, processos coletivos de participação e decisão nos mais diversos aspectos de atuação escolar quais sejam: políticos, administrativos, financeiros, tecnológicos, culturais, artísticos e pedagógicos, com a finalidade de dar transparência às ações e atos da unidade escolar, bem como, possibilitar à comunidade escolar e local a aquisição de conhecimentos, saberes e sua efetiva participação nas decisões em fóruns a serem realizados nas escolas já previsto no calendário letivo; 19.2 Realizar, a cada quadriênio, seleção interna de provas e títulos no âmbito da educação pública municipal para compor o Suporte Pedagógico à

Docência da Secretaria de Educação Municipal representado nas funções de, Coordenador Pedagógico de Escola, Diretor de Escola, a partir de 2015 e realizar seleção interna para Coordenador Técnico Pedagógico a partir de 2017; 19.3 Assegurar mecanismos de participação da comunidade escolar na construção do Projeto Político Pedagógico da Escola PPP e regimento escolar participativo, de forma a integrar os saberes, as responsabilidades e os objetivos da educação, garantido atualizações anuais ou sempre que necessário; 19.4 Garantir, anualmente, programas de apoio e formação, em parcerias com as universidades e entidades locais, aos (às) conselheiros (as) dos conselhos de acompanhamento e controle social do Fundeb, dos conselhos de alimentação escolar, dos conselhos escolares, dos conselhos de educação municipal e de outros e aos (às) representantes educacionais em demais conselhos de acompanhamento de políticas públicas municipais ou regionais, cujas ações formativas e equipe formadora serão organizadas, definidas e articuladas pelos conselheiros, primando pelas peculiaridades e prioridades da natureza de cada órgão consultivo, normativo e deliberativo, a fim de otimizar as práticas de efetivo controle social dos recursos públicos, bem como, a democrática tomada de decisões e necessária transparência; 19.5 Criar o Fórum Permanente de Educação Municipal, logo no 1º ano de vigência do plano, com representação da comunidade escolar, entidades de classe, sindicatos e sociedade civil no primeiro ano de vigência deste PME, com o intuito de coordenar e acompanhar as conferências municipais, a formação em controle social das políticas públicas para os profissionais da educação e para os (as) conselheiros (as) sociais, bem como, efetuar o acompanhamento da execução deste PME; 19.6 Estimular, em toda a rede de educação básica pública municipal, a constituição e o fortalecimento de grêmios estudantis e associações de pais, com orientação e formação através dos movimentos sociais organizados e sindicatos, assegurando-se-lhes, inclusive, espaços adequados e condições de funcionamento nas escolas, fomentando a sua articulação orgânica com os conselhos escolares, por meio das respectivas representações; 19.7 Estimular a constituição e o fortalecimento de conselhos escolares e a democratização dos conselhos municipais de educação, como instrumentos de participação e fiscalização na gestão escolar e educacional, inclusive por meio de programas de formação de conselheiros, assegurando-lhes condições de funcionamento autônomo;

19.8 Estimular a participação e a consulta de profissionais da educação, alunos(as) e seus familiares na formulação e avaliação dos projetos político-pedagógicos, currículo escolares, planos de gestão escolar e regimentos escolares, assegurando a participação para a gestão democrática; 19.9 Fortalecer por meio deste PME os processos de autonomia pedagógica, administrativa e de gestão financeira nos estabelecimentos de ensino, a partir da efetiva implementação da gestão democrática das escolas e da educação, em conveniência com a LDB 9394/96(ARTIGO) e com o interesse da comunidade escolar,negando qualquer forma de assédio moral por parte da administração pública municipal a iniciativa e decisões dos coletivos como legítimas e necessárias á gestão democrática da educação; 19.10 Assegurar sistematicamente formação para os gestores das escola, de forma a garantir a formação continuada dos mesmos. 19.11 Discutir e implementar em lei municipal a função de técnico financeiro das escolas da rede pública municipal, considerando os critérios de número de alunos e/ou de escolas; META 20 - Ampliar o investimento público em educação pública de forma a atingir, no mínimo, o patamar de 7% (sete por cento) do Produto Interno Bruto PIB do País no 5º (quinto) ano de vigência desta Lei e, no mínimo, o equivalente a 10% (dez por cento) do PIB ao final do decênio. ESTRATÉGIAS: 20.1 Garantir e priorizar, através das fontes de financiamento permanentes e sustentáveis para todos os níveis, etapas e modalidades da educação básica municipal, observando-se as políticas de colaboração entre os entes federados, em especial as decorrentes do art. 60 do ato das disposições constitucionais transitórias e do 1º do art. 75 da lei 9394, de 20 de dezembro de 1996, que tratam da capacidade de atendimento e do esforço fiscal de cada ente federado para o atendimento das demandas educacionais à luz dos padrões mínimos de qualidade do ensino, definidos como a variedade e quantidade mínimas, por aluno, de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem garantidos no inciso IX do art. 4 da LDB nº 9394/96, e estabelecidos pelo parecer CNE/CEB nº 08/2010, que destaca entre os insumos: professores com remuneração adequada e compatível a de outros profissionais com

igual nível de formação no mercado de trabalho, regime de trabalho de 40h (quarenta horas) semanais em mesma escola, com formação inicial e continuada, instituído seus planos de cargos, carreira e remuneração; pessoal de apoio técnico e administrativo na escola para o pleno funcionamento dos da biblioteca, secretaria, limpeza, preparo da merenda escolar; creches e escolas com condições de infraestrutura e de equipamentos pedagógico e tecnológico adequado as aprendizagens; definição de número de aluno por turma e professor com capacidade mínima de alunos por sala, com características físicas definidas em metros quadrados que permitam ventilação e iluminação adequada; espaço de recreação, descanso, experiências pedagógicas, pesquisa entre outros que permitam satisfatória aprendizagem; 20.2 Destinar à manutenção e ao desenvolvimento do ensino, em acréscimo aos recursos vinculados nos termos do art. 212 da constituição federal, na forma da lei específica, a parcela da participação no resultado ou da compensação financeira pela exploração de petróleo e gás natural e outros recursos, com a finalidade de cumprimento da meta prevista no inciso vi do caput do art. 214 da constituição federal; 20.3 Cobrar, em parceria com o fórum permanente de educação do município e conselho de acompanhamento e controle social do FUNDEB, os recursos destinados à manutenção e ao desenvolvimento do ensino, em acréscimo aos recursos vinculados nos termos do art. 212 da constituição federal, na forma da lei específica, referentes a parcela da participação no resultado ou da compensação financeira pela exploração de petróleo e gás natural e outros recursos, com a finalidade de cumprimento da meta prevista no inciso vi do caput do art. 214 da constituição federal; 20.4 Garantir, anualmente, capacitação dos membros de conselhos de acompanhamento e controle social do FUNDEb, com a colaboração entre o ministério da educação, as secretarias de educação dos estados e dos municípios e os tribunais de contas da união, dos estados e dos municípios; 20.5 Criar o observatório público da educação municipal, com participação aberta à sociedade civil, coordenado por representantes de entidades socioeducativas e de controle social dos recursos públicos da educação, bem como, por representantes de grêmios estudantis, associação de pais, conselhos escolares, conselho municipal e sindicatos dos profissionais do magistério; 20.6 Provocar audiências públicas semestrais a fim ampliar o acesso à informação e garantir a transparência dos recursos públicos aplicados na educação municipal;

20.7 Instituir portais eletrônicos de transparência na gestão dos recursos da educação municipal, para possibilitar o acesso irrestrito à informação; 20.8 Fortalecer, a nível municipal, os mecanismos e os instrumentos que assegurem, nos termos do parágrafo único do art. 48 da lei complementar nº 101, de 4 de maio de 2000, a transparência e o controle social na utilização dos recursos públicos aplicados em educação; 20.9 Desenvolver, em parceria com os conselhos de acompanhamento e controle social do FUNDEB, conselho municipal de educação e observatório público da educação municipal, estudos e acompanhamento regular dos investimentos e custos por aluno da educação básica pública municipal, em todas as suas etapas e modalidades; 20.10 Será implantado o custo aluno-qualidade inicial CAQI, em nível municipal, no prazo de 2 (dois) anos da vigência deste PME, de forma a referenciar o conjunto de padrões mínimos estabelecidos na legislação educacional e cujo financiamento será calculado com base nos respectivos insumos indispensáveis ao processo de ensinoaprendizagem, com progressivo reajuste até a sua plena implementação, no sétimo ano de vigência deste plano; 20.11 Será garantido até o final do terceiro ano de vigência deste PME, o atendimento em 30 % (trinta por cento) dos insumos indispensáveis ao processo de ensino-aprendizagem, definidos no custo aluno qualidade inicial CAQi, sendo que a partir do quarto ano, o reajuste de progressão destes insumos por ano será de 20% (vinte por cento), sendo totalizado no sétimo ano de vigência deste PME, com devida atenção à equalização no atendimento dos insumos; 20.12 Garantir efetiva participação dos representantes dos trabalhadores em educação, dos profissionais do magistério, da comunidade escolar, dos conselhos de acompanhamento e controle social do FUNDEB, conselho municipal e conselhos escolares, na definição prioritária dos insumos indispensáveis ao processo de ensino-aprendizagem, definidos no custo aluno qualidade inicial CAQI, a serem implementados em percentuais anuais estabelecidos entre o terceiro e o sétimo ano de vigência deste PME, de acordo com as necessidades da realidade educacional municipal; 20.13 Implementar o custo aluno-qualidade como parâmetro para o financiamento da educação de todas etapas e modalidades da educação básica, a partir do cálculo e do acompanhamento regular dos indicadores de gastos educacionais com investimentos em qualificação e remuneração do pessoal docente e dos demais profissionais da educação pública, em aquisição, manutenção, construção e conservação de

instalações e equipamentos necessários ao ensino e aquisição de material didático-escolar, alimentação e transporte escolar; 20.14 Cobrar, em parceria com os fóruns permanentes de educação e órgãos públicos das esferas estaduais e municipais a regulamentação do parágrafo único do art. 23 e o art. 211 da constituição federal, no prazo de 2 (dois) anos, por lei complementar, de forma a estabelecer as normas de cooperação entre a união, os estados, o distrito federal e os municípios, em matéria educacional, e a articulação do sistema nacional de educação em regime de colaboração, com o equilíbrio na repartição das responsabilidades e dos recursos e efetivo cumprimento das funções redistributiva e supletiva da união no combate às desigualdades educacionais regionais, com especial atenção às norte e nordeste; 20.15 Cobrar, em parceria com os conselhos de acompanhamento e controle social do FUNDEB, conselhos municipais e estaduais de educação, fóruns permanentes de educação e órgãos públicos das esferas estaduais e municipais, e demais entes federados, a complementação de recursos financeiros a todos os estados, ao distrito federal e aos municípios que não conseguirem atingir o valor do CAQI e, posteriormente, do CAQ; 20.16 Implementar, imediatamente à sua aprovação, a lei de responsabilidade educacional, assegurando padrão de qualidade na educação básica da rede pública municipal de ensino, aferida pelo processo de metas de qualidade educacionais; 20.17 Pressionar a criação da instância permanente de negociação e cooperação entre a união, os estados, o distrito federal e os municípios prevista no 5º do art. 7º da lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014 PNE, a fim de garantir os recursos advindos da união para a equalização das oportunidades educacionais, da vulnerabilidade socioeconômica e do compromisso técnico e da gestão do sistema de ensino, garantindo os padrões mínimos de qualidade da educação definidos pelo CAQI; 20.18 Definir critérios, em parceria com os profissionais da educação, representantes dos profissionais do magistério e da comunidade escolar, para distribuição dos recursos adicionais da união dirigidos à educação ao longo do decênio, que considerem a equalização das oportunidades educacionais, a vulnerabilidade socioeconômica e o compromisso técnico e de gestão do sistema de ensino, a serem pactuados na instância prevista no 5º do art. 7º desta lei. 20.19 Estabelecer em lei, nos respectivos entes federados, que os percentuais dos recursos dirigidos à educação ao longo do decênio, sejam crescentes, assim como as metas projetadas para o IDEB;

20.20 Ampliar o percentual dos recursos de arrecadação municipal na aplicação da manutenção e desenvolvimento do ensino, conforme estabelece o art. 212 CF/88, em 5% (cinco por cento), da seguinte forma: até o quinto ano de vigência deste PME, seja acrescido um percentual de 2,5%( dois e meio por cento) aos 25% da receita total do município, ficando o outro percentual a ser integralizado no final do decênio, de forma que em 2025, totalize um percentual mínimo de 30% (trinta por cento); META 21: Universalizar para a Educação Infantil e Ensino Fundamental da rede pública municipal de ensino de Crateús a inclusão e regularidade em planejamento específico para os temas relevantes e propostas pedagógicas de afirmação durante a vigência do plano. ESTRATÉGIAS: Educação Ambiental 21.1 Elaborar um currículo com conteúdo de educação ambiental para cada série do ensino fundamental para a rede de educação municipal; 21.2 realizar cursos de formação e planejamento nas secretarias de educação e meio ambiente para repasse e elaboração de atividades didáticas relativas à educação ambiental; 21.3 incentivar e apoiar a realização de projetos ambientais nas escolas municipais; 21.4 desenvolver ações educativas voltadas para a questão ambiental dentro das escolas envolvendo a comunidade escolar; 21.5 inserir temáticas ambientais no Projeto Político Pedagógico das escolas contextualizando a identidade local; 21.6 fortalecer parcerias com as instituições que promovem ações de educação ambiental no município; 21.7 envolver jovens das comunidades da zona rural e urbana nas ações de educação ambiental que visam o desenvolvimento do protagonismo juvenil, oferecendo oportunidade de crescimento e profissionalismo na própria região;

21.8 sensibilizar e mobilizar toda a comunidade a refletir sobre os impactos ambientais identificando os problemas e suas consequências; 21.9 incentivar a produção de conhecimentos, políticas, metodologias e práticas de educação ambiental em todos os espaços de educação formal, informal, para todas as faixas etárias; 21.10 contextualizar o bioma caatinga através de estudos contínuos em sala de aula, conhecendo sua biodiversidade existente. Educação para o Trânsito 21.11 Incluir projetos e/ou ações de educação para o trânsito, com observância dos padrões curriculares nacionais/temas transversais, nas propostas pedagógicas das instituições escolares, num prazo de até três anos. 21.12 Estabelecer parcerias com órgãos e instituições de trânsito e meios de comunicação que possam colaborar com o desenvolvimento de projetos e ações de educação para o trânsito nas escolas. 21.13 Sensibilizar a família da importância do seu exemplo no desenvolvimento de valores para um trânsito seguro, através de seminários, palestras e oficinas. 21.14 Desenvolver atividades pedagógicas a partir da realidade do aluno que possibilitem a construção do conhecimento e a vivência das normas gerais de conduta e circulação no trânsito. 21.15 Propiciar ações educativas que possibilitem ao aluno interagir na comunidade, objetivando o resgate de valores para um trânsito mais humano e seguro 21.16 Possibilitar espaços de discussão, análise e avaliação sobre situações relacionadas ao trânsito. 21.17 Estimular a elaboração e a execução de projetos de intervenção na Comunidade objetivando a educação da conduta no trânsito. Estudo da Cultura Afro-Brasileira 21.18 desenvolver planejamento permanente das ações pedagógicas e formações continuadas para garantia da aplicabilidade das leis 10.639/2003 e 11.645/2008, no primeiro ano de vigência do plano para desenvolvimento do estudo da história e cultura afro brasileira indígena e africana, para todos os níveis e modalidades de ensino de forma interdisciplinar e contextualizada. 21.19 apoiar as escolas no cumprimento das leis 10.639/2003 e 11.645/2008, através de ações colaborativas com os fóruns de educação para

diversidade étnico racial, conselhos escolares, equipes pedagógicas e sociedade civil; 21.20 adquirir, incentivar a produção e distribuição de materiais didáticos e paradidáticos que atendam e valorizem as especificidades (artísticas, culturais e regionais), visando ao ensino e a aprendizagem das relações ético raciais; das relações ético raciais; 21.21 proporcionar encontros de estudos com os professores sobre a cultura afro brasileira indígena voltada ao desenvolvimento de metodologias para a inserção da dimensão ambiental em todos os processos educativos, numa perspectiva transdisciplinar. 21.22 subsidiar projetos escolares sobre o conhecimento e difusão da história afro-brasileira incluindo o dia 20 de novembro, de acordo com a lei 10.639, de 09 de janeiro de 2003. 21.23 incluir anualmente no calendário pedagógico, a realização de encontro municipal de educação étnico-racial com efetivo envolvimento das escolas municipais, no período de 25 de março a 19 de abril. 21.24 apoiar as escolas para a implementação das leis 10.639/2003 e 11.645/2008, através de ações colaborativas com os fóruns de educação para diversidade etnicorracial, conselhos escolares, equipes pedagógicas e sociedade civil; Questões de Gênero 21.25 trabalhar com a comunidade escolar questões sobre sexualidade, gênero e transgêneros proporcionando espaço de reflexão na escola; 21.26 proporcionar qualificação e planejamentos docentes com temas relacionados a direitos humanos envolvendo as questões de gêneros para estudos escolha e preparação de materiais didáticos de diversos tipos específicos para o desenvolvimento de aula que abordem esse tema; 21.27 inserir no planejamento anual em todos os níveis de ensino, os temas que tratam de todas as discriminações de gênero; 21.28 prever no orçamento, segundo plano plurianual de educação, para a execução permanente de curso de formação e produção de matérias de apoio as escolas e aos professores. Ensino Religioso e Formação Humana 21.29 Oportunizar e garantir aos professores da Educação Básica de ensino religioso, uma formação continuada que os qualifique, de acordo com os

Parâmetros Curriculares Nacionais de Ensino Religioso e com base na lei 9.475/97; 21.30 Prever no orçamento aquisição de livros e outros materiais para composição de acervo bibliográfico na área de Ensino Religioso, bem como livros didáticos que serão utilizados em sala de aula; 21.31 Incentivar a comunidade a participar de encontros com temas ligados a Educação Religiosa promovida pela instituição de ensino; 21.32 Viabilizar um espaço e tempo dentro da escola para pesquisa e elaboração de material teórico a serem utilizados em sala de aula; Prevenção e combate ao uso de Drogas 21.33 divulgar o Núcleo Inter setorial de Enfrentamento as Drogas; 21.34 propor ações de prevenção e combate ao uso de drogas, junto aos segmentos parceiros; 21.35 realizar capacitações para um grupo específico de profissionais dos vários segmentos que se identifiquem com a temática visando à formação de uma equipe Inter setorial para a elaboração e aplicação da pesquisa junto ao grupo estudantil do município de Crateús. Profissionais da assistência social (CRAS e CREAS); Educação, Saúde e Segurança; 21.36 realizar pesquisas junto ao grupo estudantil para a fundamentação e definição de projetos de prevenção e combate ao uso de drogas; Educação para a Convivência com o Semiárido Brasileiro ECSA 21.37 Implantar a Educação para a Convivência com o Semiárido ECSA na Rede Municipal de Educação de Crateús Ceará, de forma gradativa. Sendo em 20% das escolas no 1º ano de vigência do PME e mais 20% das escolas nos anos subsequentes, até que atenda 100% das escolas no 5º ano de vigência do PME. 21.38 prever e efetivar orçamento dos recursos da educação para desenvolvimentos da Educação para a Convivência com o Semiárido ECSA na Rede Municipal de Educação de Crateús vinculado a planejamento anual e contínuo a partir do 1 ano de vigência do plano proporcional a implantação dessa pedagogia nas unidades escolares do Sistema Municipal de Educação. 21.39 criar o núcleo de Educação para a Convivência com o Semiárido ECSA na Rede Municipal de Educação de Crateús vinculado à coordenação Técnica pedagógica da Secretaria Municipal de Educação com atribuições de articular e desenvolver e acompanhamento da Educação

Contextualizada com o semiárido em todos os níveis e modalidades de ensino do sistema municipal de educação. 21.40 realizar parceria com outras secretarias ou órgãos governamentais não governamentais da sociedade civil organizada nos níveis municipais, estaduais e federais afim, de viabilizar a educação integral que trabalha a teoria e prática da ECSA. 21.41 iniciar a implantação de ECSA nas escolas de assentamento rural e urbano, comunidades quilombolas, indígenas, ciganas, escolas com pedagogia na concepção de Educação do Campo, da Terra ou Escola Família Agrícola, de pescadores, catadores, dentre outras de organização comunitária. 21.42 orientar a adequação dos Projetos Políticos Pedagógicos PPP das escolas de Crateús na concepção de ECSA, conforme forem sendo adotadas nas unidades escolares municipais. 21.43 garantir a formação inicial e continuada em ECSA dos profissionais das escolas, conforme a implantação da mesma na Rede Municipal de Crateús. 21.44 adquirir, produzir, publicar material didático contextualizado impresso e de multimídia sobre a ECSA, Educação do Campo, Quilombola, Indígena, da Terra, dentre outras concepções do gênero, a fim de socializar a experiência e os conhecimentos produzidos nos encontros de formações, dentro das escolas e outros encontros que produzam material referente à ECSA. 21.45 apoiar e colaborar iniciativas de organizações que promovam ações que desenvolvam a ECSA no Município de Crateús na rede municipal de ensino ou em comunidades desse município. META 22 - Regulamentar até o segundo ano da vigência desse plano, no sistema municipal de educação, a educação do campo considerando as comunidades étnicas: indígenas e quilombolas. ESTRATÉGIAS: 22.1 Apoiar projetos pedagógicos que ampliem e incentive a permanência do aluno na escola e na comunidade do campo; 22.2 Construir com a comunidade, uma proposta pedagógica voltada á realidade, superando a fragmentação do currículo e respeitando as diferentes metodologias que consideram os sujeitos com suas histórias e vivências; 22.3 Garantir o transporte escolar a todos os alunos que dele necessitam para deslocamento até a escola no campo;

22.4 Apoiar iniciativas de produção de material didático-pedagógico voltado para educação contextualizada com o campo; 22.5 Ampliar o acervo das bibliotecas rurais, principalmente para aquisição de livros de literatura para as modalidades de ensino e materiais de pesquisa e recursos tecnológicos, transformando-as em um lugar de referência cultural para a comunidade local; 22.6 Promover encontros de análise e escolha de opções de livros didáticos com conteúdos regionalizados, para que os alunos possam intensificar os conhecimentos da sua região; 22.7 Adequar os currículos com conteúdos e metodologias voltadas ás reais necessidades dos alunos do campo. 22.8 Criar um eixo dentro do setor pedagógico que coordene a Educação do campo, indígena e quilombola; 22.9 Promover, a partir do ano letivo de 2016, durante a Semana Pedagógica o dia específico sobre a educação do campo, com os educadores dessa modalidade de ensino para debate e planejamento anual. 22.10 Fomentar implantação de uma Escola do Campo no Assentamento Palmares, distrito de Curral Velho durante a vigência do PME e a de Lagoa das Pedras no 2º ano de vigência do PME.