Morfologia do Terreno



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Transcrição:

Conferência Internacional ESTRUTURA ECOLÓGICA NACIONAL CONCEITOS E DELIMITAÇÃO Auditório da Torre do Tombo, 22 de Novembro de 2013 Morfologia do Terreno Natália Cunha Manuela Raposo Magalhães Maria Manuela Abreu Margarida Cancela d Abreu Instituição Proponente Instituições Parceiras Câmaras Municipais Parceiras Financiamento Centro de Estudos de Arquitectura Paisagista Professor Caldeira Cabral

CONCEITO Morfologia do Terreno Instrumento de análise e representação da paisagem REPRESENTA A FORMA GLOBAL DO TERRENO A PARTIR DAS ESTRUTURAS Principais situações ecológicas de base física INDICADOR comportamento dos processos ecológicos adequação da apropriação cultural do espaço SISTEMA SECO SISTEMA HÚMIDO SISTEMA SECO

CONCEITO Morfologia do Terreno instrumento de análise e representação da paisagem SISTEMA HÚMIDO áreas das bacias hidrográficas mais ou menos aplanadas contíguas às linhas de água, para onde escorrem e se acumulam a água, os nutrientes resultantes da erosão e ou da lixiviação do solo e o ar frio, durante a noite. a) Linhas de água b) Margens das linhas de água - largura é superior a 12 m (IGP, 2010). c) Massas de água - planos de água e zonas húmidas (IGP, 2010). d) Áreas Contíguas às Linhas de Água - zonas mais ou menos aplanadas contíguas às linhas de água cujo declive < 5% e que estão sujeitas a cheias

CONCEITO Morfologia do Terreno SISTEMA SECO Abrange as áreas mais ou menos convexas, ou em plano inclinado, que conduzem ao escoamento superficial desorganizado da água, do ar frio e dos materiais resultantes da erosão do solo e representam, de forma geral, zonas onde o solo é mais delgado e mais pobre em nutrientes e humidade. a) cabeços largos e estreitos - linhas de festo ou de cumeada e pelas áreas que lhe são contíguas, mais ou menos aplanadas (declives entre 0 e 5%). b) vertentes - são áreas que, consoante as características do substrato geológico-litológico, apresentam declives mais ou menos acentuados e, como o próprio nome indica, vertem as águas para jusante vertentes com declive > 25 % = áreas declivosas c) cabeços em sistema húmido antigo - correspondem às zonas aplanadas de cabeço que confinam com o sistema húmido, mas não se situam nas zonas contíguas às linhas de água por estarem a uma cota superior àquelas, apesar de ainda poderem ser sujeitas a cheias. São geralmente solos com elevada concentração de matéria orgânica, localizados em terraços fluviais.

METODOLOGIA - Morfologia do Terreno

1 FASE Linhas de água hierarquizadas, massas de água e zonas húmidas

1 FASE Linhas de festo hierarquizadas Eliminadas até à classe hipsométrica dos 10 metros Recuadas 250 m da intersecção com as linhas de água

1 FASE Áreas aplanadas com declive 0 5 %

1 FASE Superfície de custo Áreas alocadas às linhas de água e às linhas de festo

2 FASE Solos de baixas

3 FASE Geologia/Litologia Aluviões e Terraços

4 FASE Litoral

MORFOLOGIA DO TERRENO PORTUGAL CONTINENTAL Vertentes Vales suficientemente declivosas (com encaixados declives> 25%) para correspondem gerar vertentes na sua maioria extensas às vertentes e abruptas nas Serras Relevo ondulado muito Litoral muito suave ou adoçado

MORFOLOGIA DO TERRENO Chaves

MORFOLOGIA DO TERRENO Área Metropolitana de Lisboa

MORFOLOGIA DO TERRENO Lisboa

MORFOLOGIA DO TERRENO Santarém

MORFOLOGIA DO TERRENO Évora

MORFOLOGIA DO TERRENO Faro

MORFOLOGIA DO TERRENO Espaço Edificado

MORFOLOGIA DO TERRENO Espaço Edificado

CONSIDERAÇÕES FINAIS INSTRUMENTO DE PLANEAMENTO INDISPENSÁVEL Compreensão do funcionamento ecológico da paisagem Compreensão da adequação ecológica da implantação das actividades humanas disponibilidade hídrica, ao processo de formação de solo e distribuição de nutrientes, ao escoamento do ar e à vegetação potencial. Na actual legislação portuguesa Existem inúmeros conceitos ligados aos recursos hídricos nomeadamente ZONAS ADJACENTES, ZONAS AMEAÇADAS PELAS CHEIAS E ZONAS INUNDÁVEIS cujo critério de delimitação (leito de cheia dos cem anos) é por vezes vago ou dificilmente aplicável Delimitação do SISTEMA HÚMIDO para Estrutura Ecológica para uma identificação e protecção desta figura jurídica Considera-se que o resultado final da morfologia do terreno de Portugal continental, embora possa ainda comportar pequenos erros a nível municipal, resultantes das características das bases cartográficas utilizadas, é adequado ao objectivo a que se propõe este projecto a delimitação da Estrutura Ecológica.

Conferência Internacional ESTRUTURA ECOLÓGICA NACIONAL CONCEITOS E DELIMITAÇÃO Auditório da Torre do Tombo, 22 de Novembro de 2013 Morfologia do Terreno Natália Cunha natcunha@isa.utl.pt Instituição Proponente Instituições Parceiras Câmaras Municipais Parceiras Financiamento Centro de Estudos de Arquitectura Paisagista Professor Caldeira Cabral