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1 ROSENTHAL E SARFATIS METTA ADVOGADOS INFORMATIVO JURÍDICO NÚMERO 03, ANO IV MARÇO DE 2012 1 VENDAS NA ZONA FRANCA DE MANAUS NÃO PAGAM PIS OU COFINS STJ estendeu benefício às operações realizadas dentro da ZFM. Confira mais detalhes na página 2. 2 3 GOVERNO ZERA IOF EM HEDGE CAMBIAL DE EXPORTADORES STJ DELIMITA COBRANÇA DE PIS/COFINS EM JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO Decreto reduziu para zero o IOF nas operações de hedge cambial. Leia mais na página 3. JCP não integra a base de cálculo das contribuições até a entrada em vigor das Leis 10.637/02 e 10.833/03. O artigo completo segue na página 3. 4 FAZENDA DESISTE DE COBRAR DÉBITOS DE ATÉ 20 MIL Portaria do Ministério da Fazenda aumenta para R$ 20.000,00 o piso para ajuizamento de execuções fiscais federais. Confira íntegra na página 5.

2 1 VENDAS NA ZONA FRANCA ESTÃO ISENTAS DE PIS E COFINS A Zona Franca de Manaus foi criada com o intuito de garantir o desenvolvimento econômico e social da região amazônica. Assim, as empresas que se instalarem lá gozam de diversos benefícios fiscais. Dentre os benefícios concedidos na ZFM, há a não incidência do PIS e da Cofins na venda de produtos para empresas lá instaladas. No entendimento da Fazenda, entretanto, o benefício valeria apenas às operações equiparadas às exportações, e não na venda interna de produtos. Recentemente a 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu ganho de causa ao entendimento dos contribuintes. O fundamento foi artigo 4º do Decreto-Lei nº 288 de 1967, que dispõe que a venda de produtos para a Zona Franca de Manaus é equiparada a exportação. Segundo o Ministro do STJ, relator do caso, "Se era pretensão do governo atrair o maior número de indústrias para a região, reduzindo a dependência dos produtos importados, não é razoável concluir que o dispositivo tenha almejado beneficiar, tão somente, empresas situadas fora da ZFM". Entendemos que a decisão representa um grande avanço no entendimento dos Tribunais, podendo beneficiar as demais Zonas de Processamento de Exportação instaladas na ZFM.

3 2 GOVERNO ZERA IOF EM HEDGE CAMBIAL DE EXPORTADORES Foi publicado no Diário Oficial da União do dia 16 de março, o Decreto n. 7.699/11 que reduziu para zero o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações de hedge cambial com contratos de derivativos dos exportadores. A publicação do Decreto foi comemorada pelas empresas exportadoras, que desde setembro de 2011 estavam sujeitas ao IOF à alíquota de 1%, nos contratos de derivativos, vinculados à variação cambial. Com o intuito de desestimular o uso de derivativos cambiais como forma de especulação, o Decreto 7.699/11 estabeleceu um limite para as operações com direito a isenção, de até 20% acima do valor exportado no ano anterior. validade e já está em vigor. A isenção do IOF para o hedge de exportadores não tem prazo de 3 STJ DELIMITA COBRANÇA DE PIS/COFINS EM JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO Os juros sobre capital próprio (JCP) não integram a base de incidência do PIS e Cofins no período entre a vigência da Lei 9.718/98 e a entrada em vigor das Leis 10.637/02 e 10.833/03. Este é o entendimento da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), proferido em julgamento de recurso repetitivo.

4 Nos termos dos artigos 2º e 3º da Lei 9.718, a base de cálculo do PIS e da Cofins é o faturamento, correspondente à receita bruta da pessoa jurídica. O parágrafo 1º do artigo 3º conceituava a receita bruta como a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente do tipo de atividade e da classificação contábil dessas receitas. Com isso, o Fisco incluía os juros sobre capital próprio na base de cálculo do PIS e da Cofins. Entretanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) havia declarado a inconstitucionalidade do alargamento do conceito de faturamento estabelecido pelo parágrafo 1º do artigo 3º mencionado supra. A permissão para inclusão do JCP na base de cálculo do PIS e Cofins veio na Emenda Constitucional 20/98, mas isso não afastou a inconstitucionalidade reconhecida no parágrafo 1º do artigo 3º da Lei 9.718. Desta forma, o STJ entendeu que antes da Emenda 20, a definição constitucional do conceito de faturamento envolvia somente a venda (...) de mercadorias e serviços, não abrangendo a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, tal como o legislador ordinário pretendeu. Somente após a edição da emenda constitucional é que se possibilitou a inclusão da totalidade das receitas, incluindo o JCP, como base de cálculo do PIS/Cofins, circunstância materializada com a edição das Leis 10.637/02 e 10.833/03. A decisão foi proferida em julgamento de recurso repetitivo. Assim, todos os demais processos sobre o mesmo tema, que tiveram o andamento suspenso nos tribunais de segunda instância, devem ser resolvidos com a aplicação do entendimento firmado pelo STJ.

5 4 FAZENDA DESISTE DE COBRAR DÉBITOS DE ATÉ 20 MIL O Ministério da Fazenda determinou, através da Portaria n. 75, que a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) não deverá ajuizar execuções fiscais de débitos com a Fazenda Nacional, cujo valor consolidado seja igual ou inferior a R$ 20.000,00 (vinte mil reais). Até a publicação da Portaria n. 75, o limite para o não ajuizamento de execuções fiscais era de até R$ 10.000,00, conforme a Portaria nº 49/04 do Ministério da Fazenda. Já o valor máximo para a não inscrição do débito fiscal na Dívida Ativa da União permanece em R$ 1.000,00. Ressaltamos que esses limites não se aplicam quando se tratar de débitos decorrentes de aplicação de multa criminal. Com relação às execuções fiscais em curso, cujo débito consolidado seja inferior a R$ 20.000,00, a portaria determina, no seu artigo 2 o. que: Art. 2. O Procurador da Fazenda Nacional requererá o arquivamento, sem baixa na distribuição, das execuções fiscais de débitos com a Fazenda Nacional, cujo valor consolidado seja igual ou inferior a R$ 20.000,00 (vinte mil reais), desde que não ocorrida a citação pessoal do executado ou não conste dos autos garantia útil à satisfação do crédito.