POLÍTICA RISCO OPERACIONAL

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Transcrição:

POLÍTICA DE RISCO OPERACIONAL 1

POLITICA DE RISCO OPERACIONAL Conceito A definição de Risco Operacional adotada pelo Conglomerado Cruzeiro do Sul, em acordo com a norma vigente, é a seguinte: Risco Operacional é a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos, incluído na definição o risco legal Os aspectos citados na definição acima serão levados em consideração no mapeamento dos riscos inerentes aos processos organizacionais. Objetivo A Política de Risco Operacional tem como objetivo definir diretrizes para estabelecer um efetivo ambiente de gerenciamento de riscos de forma a assegurar que o cumprimento com as normas estabelecidas de governança e controle estejam em comprometimento com as orientações da alta administração. Muito mais que uma exigência legal, a gestão de risco deve ser vista como uma oportunidade de melhoria na qualidade dos processos e controles, visando minimizar os riscos operacionais inerentes a natureza, complexidade dos produtos, serviços, atividades, processos e sistemas do Conglomerado Cruzeiro do Sul. A Política de Risco Operacional e a metodologia adotada abrangem a estrutura do Conglomerado Cruzeiro do Sul, aí inseridos o Banco Cruzeiro do Sul S/A e demais empresas financeiras coligadas, Cruzeiro do Sul S/A Corretora de Valores e Mercadorias e Cruzeiro do Sul S/A Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, incluindo ainda a BCS Seguros S/A e serviços terceirizados relevantes para o funcionamento regular das atividades. Para a efetiva implementação e monitoramento do Risco Operacional o Conglomerado Cruzeiro do Sul contará com a seguinte estrutura: Comitê de Riscos e Liquidez Diretoria Responsável por Riscos Operacionais; Grupo de Acompanhamento e Monitoramento dos Riscos Operacionais; Grupo de Levantamento de Riscos Operacionais; Agentes de Compliance e Risco 2

Missão e Responsabilidade: Identificar os processos e procedimentos para cada uma das atividades exercidas pelo Conglomerado e que possua relevância dentro dos fatores de exposição a risco. Comitê de Riscos e Liquidez Missão: Em conjunto com a Diretoria Responsável por Riscos Operacionais, manifestar-se expressamente acerca da definição do nível de risco a que se pode aceitar. Indicar à referida diretoria ações a serem implementadas para correção tempestiva. Avaliar e aprovar, com periodicidade mínima anual, os relatórios de identificação das deficiências de controle e de gerenciamento do risco operacional. Será formado por componentes da Diretoria e Conselho de Administração do Conglomerado, ligados diretamente com questões da administração-financeira, de produtos e de tecnologia da informação. O Comitê será composto conforme definido no Regimento do Comitê de Riscos e Liquidez. Diretoria Responsável por Riscos Operacionais Missão: A Diretoria Responsável por Riscos Operacionais, uma vez identificadas questões relevantes que sujeitem o Conglomerado a potenciais riscos em suas operações (apuradas diretamente, direcionadas pelo Comitê de Riscos e Liquidez ou Grupo de Acompanhamento e Monitoramento dos Riscos Operacionais), manifestar-se-á expressamente acerca das ações a serem implementadas para correção tempestiva ou definição do nível de risco a que se pode aceitar, conforme definições do Comitê de Risco e Liquidez. Grupo de Acompanhamento e Monitoramento dos Riscos Operacionais Missão: a) Habitual: no dia a dia contará com estrutura específica visando gerenciar o risco operacional, através da análise dos pontos chaves de risco e seus respectivos controles. O gerenciamento do risco operacional e os resultados colhidos pelas ferramentas de acompanhamento, merecerão avaliação de registros de ocorrência e da documentação inerente ao processo e a implementação de planos de ação. 3

Seus participantes, com gestão conjunta serão: Gerencia de Gestão de Riscos, Gerencia de Controles Internos e Diretoria de Controladoria e Superintendência de Controladoria e Gestão de Negócios. Os relatórios de suporte e análises contendo as questões relevantes identificadas serão direcionados à Diretoria Responsável por Riscos Operacionais, bem como a documentação inerente a questão. b) Tempestiva: As atividades dos grupos de trabalho estão diretamente ligadas ao levantamento, acompanhamento e monitoramento das atividades operacionais e institucionais, de forma a garantir que a estrutura de gerenciamento esteja capacitada a identificar, avaliar e reavaliar, monitorar, controlar e mitigar os riscos associados, inclusive com a revisão do dicionário de risco adotado no mapeamento, bem como a identificar e acompanhar os riscos associados às demais empresas integrantes do consolidado econômico-financeiro. Grupo de Levantamento de Riscos Operacionais A estrutura para o efetivo gerenciamento dos Riscos Operacionais do Conglomerado será formada por equipes multidisciplinares de colaboradores que possuam responsabilidades direta ou indireta com a atividade ou processo a ser monitorado, mapeado ou reavaliado. Os participantes serão: colaborador da Gerência do produto ou processo, colaborador da Gerência de Gestão de Riscos, colaborador da Gerência de Controles Internos, colaborador da Gerência de Tecnologia e Projetos e outros colaboradores que poderão ser definidos pelo grupo, de acordo com a necessidade. Agentes de Compliance e Risco (ACR) Missão: Disseminar a cultura de controle em sua área, orientando os responsáveis pelos processos e controles, bem como acompanhar sua realização e, conforme a metodologia estabelecida, identificar riscos, os eventos de perdas e os respectivos controles; Os Agentes de Compliance e Risco (ACR) serão colaboradores diretos das divisões, áreas ou departamentos do Conglomerado, relativos aos produtos, processos ou atividades por estes desenvolvidos. Os ACRs serão os próprios gestores (das áreas/processos/produtos) ou representante(s) por ele indicado(s), neste caso, abonados pelo Grupo de Acompanhamento e Monitoramento dos Riscos Operacionais. 4

Auditoria Interna Os controles, acompanhamentos e mitigação dos riscos operacionais deverão fazer parte de plano anual de auditoria. Disposições Finais Esta política deverá ser disseminada a todos os níveis hierárquicos do Conglomerado Cruzeiro do Sul. APROVAÇÃO - Data: 09.04.2010; - Alteração: Alteração da nomenclatura da área de Processos para Tecnologia e Projetos; - Aprovadores: Diretoria de Risco Operacional (Luisa Mendonça) e Conselho de Administração. Versão Anterior: 26.06.09 Versão Atual: 09.04.10 5