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EMENTA Introdução. Aspectos relacionados ao mercado de flores no Brasil; métodos de propagação de flores e plantas ornamentais. Cultivo de flores de corte e vaso (gladíolo, crisântemo, violeta, rosa, antúrio, helicônias e alpínias); Noções de paisagismo; Projeto paisagístico (residencial, praça, parques); arborização urbana. 2
HISTÓRIA DO PAISAGISMO O paisagista é um profissional cada vez mais valorizado, diferentemente de alguns anos atrás, que era visto como jardineiro. Ele é responsável pelo estudo e planejamento dos espaços, pelo desenho do projeto (a mão livre ou no computador) e pelo gerenciamento da implantação e manutenção. 3
ORIGEM A origem da profissão de paisagista remonta as culturas antigas, da Pérsia e Egito à Grécia e Roma no tratamento de seus jardins. 4
ORIGEM Durante a Idade Média o interesse pelo espaço exterior diminuiu, porém, com o Renascimento, foi revivido com esplendidos resultados na Itália e deu origem às vilas ornamentadas, jardins, e grandes praças exteriores. Parque do Ibirapuera - SP 5
Parc Du Chemin de L lle, idealizado por Thierry Jacquet e pela equipe da Phytorestore, - See more at: http://www.blogdaor.com.br/jardins-filtrantes-uma-solucaosurpreendente/#sthash.cfmxmdfq.dpuf Referência em Tratamento de Esgoto na França, esse jardim coleta água poluída do rio Sena e devolve água com teor de Oxigênio maior quase potável, recomendada apenas para banho. E também houve neste mesmo rio uma enchente que matou muitos peixes, esse jardim serve como reservatório de água oxigenada. 6
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JARDIM CLÁSSICO FRANCÊS. Posteriormente este movimento chegou à França, originando o estilo clássico francês, com a construção de grandes jardins de palácios como o de Versailles, no século XVII, projetados por André Le Notre, onde a simetria e poda das plantas era bastante rígida. 8
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O JARDIM INGLÊS No século XVIII, paisagistas ingleses, como Lancelot "Capability" Brown, apresentam o conceito de jardim com formas mais orgânicas e naturais, consolidando o estilo de jardim inglês, que era naturalista. 10
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OS GRANDES PARQUES URBANOS - CENTRAL PARK Na América do Norte, um dos primeiros paisagistas de destaque foi Frederick Law Olmsted, que construiu o Central Park em Nova York com Calvert Vaux no final da década de 1850. 12
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BURLE MARX No Brasil, o paisagista de maior destaque foi Roberto Burle Marx, que nasceu em SP em 1909, mudou-se para o RJ ainda menino e aos 19 anos foi estudar na Alemanha, onde iniciou contato com a escola alemã Bauhaus (1ª Design). De volta ao Brasil, estudou Artes Plásticas e iniciou seus trabalhos de paisagismo com os arquitetos Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, tornando-se mundialmente conhecido. 14
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ATÉ DÉCADA DE 80 Até a década de 80, o paisagista era pouco valorizado no Brasil, tendo atuação apenas em grandes espaços e obras públicas. Em prédios e residências predominava o jardineiro, sem muito conhecimento estético e técnico, pois as crianças brincavam nas ruas e não havia necessidade de grandes áreas de lazer dentro dos prédios. Mas mudanças sociais ocorreram e acabaram beneficiando o paisagismo. 16
ANTES = MUROS BAIXOS, CRIANÇAS BRINCAVAM NA RUA AGORA = MUROS ALTOS, POR MEDO CRIANÇAS DENTRO DE CASA 17
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A PARTIR DA DÉCADA DE 80 - GRANDES PRÉDIOS E CONDOMÍNIOS A partir daí, muita coisa mudou, os muros ganharam altura e as mães foram à luta no mercado de trabalho, as crianças passaram a ficar confinadas dentro das casas e prédios, iniciando-se então um movimento de valorização das áreas de lazer de prédios e residências, que continua crescente até hoje. 19
CONDOMÍNIOS RESIDENCIAIS Com a necessidade de projetar áreas de lazer cada vez maiores e mais bonitas, houve uma procura muito grande por profissionais mais qualificados que o jardineiro, valorizando a profissão de paisagista. 20
CONDOMÍNIOS RESIDENCIAIS Atualmente as atividades de jardineiro e paisagista já não se confundem mais, cada um é responsável por determinadas etapas do paisagismo, que são: projeto, implantação e manutenção. 21
PAISAGISTA Responsável principalmente pela elaboração do projeto e pelo planejamento e gerenciamento da implantação e manutenção. 22
Responsável direto pela implantação e manutenção, coordenando o trabalho de outros auxiliares no preparo de solo, plantio, poda, controle de pragas e doenças, corte de grama. JARDINEIRO 23
PAISAGISMO NO BRASIL 24
Roberto Burle Marx É um dos brasileiros mais consagrados no exterior em todos os tempos. Aos 19 anos, viaja para a Alemanha para se aperfeiçoar como desenhista. 25
Roberto Burle Marx E é lá que, casualmente, descobre a beleza das plantas tropicais, numa visita ao Jardim Botânico de Dahlen. De volta ao Brasil, Burle Marx começa a cultivar, colecionar e classificar plantas num jardim na encosta do morro, atrás de sua casa. 26
Roberto Burle Marx Seu primeiro trabalho como paisagista é feito a pedido do arquiteto e amigo Lúcio Costa, no início dos anos 30. Burle Marx projeta um jardim revolucionário, usando plantas tropicais e a estética da pintura abstrata. 27
Roberto Burle Marx O começo é difícil. Os jardins brasileiros obedecem ao modelo europeu: predominam azaléias, camélias, magnólias e nogueiras. A elite conservadora da época estranha o estilo abstrato e tropical de Burle Marx. 28
Roberto Burle Marx Apaixonado pela flora brasileira, realiza incontáveis viagens por todo o país à procura de plantas raras e exóticas. Pouco a pouco, torna-se botânico autodidata, especialista em plantas tropicais. A relação de Burle Marx com a natureza é quase religiosa. Sua reverência ao verde torna-o pioneiro na luta pela preservação do meio ambiente. 29
Roberto Burle Marx Sua grande paixão, contudo, sempre foi o Brasil, sobretudo o Rio de Janeiro. Nos mais belos cartões postais da cidade estão os jardins de Burle Marx. O Largo da Carioca... a orla do Leme... o calçadão de Copacabana... os jardins suspensos do Outeiro da Glória...e a menina dos olhos do artista: o Aterro do Flamengo. 30
Roberto Burle Marx Do trabalho conjunto com Oscar Niemayer e Lúcio Costa nascem o Parque da Pampulha, Minas Gerais, e os famosos jardins de Brasília. Entre suas obras mais expressivas estão os jardins do Parque do Ibirapuera, em São Paulo. 31
PAISAGEM 32
PAISAGEM Paisagem: é tudo que posso ver ao meu redor, isto é, tudo o que posso ver numa extensão. A paisagem se divide em dois conceitos paisagem natural, paisagem humanizada. 33
PAISAGEM PORÉM cada pessoa tem uma percepção distinta sobre diferentes paisagens, por possuírem uma bagagem cultural única. OBSERVAR uma paisagem não significa apenas visualizar os objetos concretos, mas também entendê-la usando os SENTIDOS. 34
TIPOS DE OBSERVAÇÃO Direta O observador está em contacto direto com a paisagem (deslocar-se ao local e observar "com os seus próprios olhos") Indireta O observador está em contacto indirecto com a paisagem (através de fotografias, revistas, computadores...) 35
SINTAM A PAISAGEM A SUA VOLTA E DESCREVAM TUDO O QUE PUDEREM SENTIR 36
TIPOS DE PAISAGENS NATURAIS: São aquelas em que não existiu qualquer ação do ser humano, ou seja, não sofreram transformações causadas pelo homem. Possuem apenas elementos naturais (montanhas, rios, mares, rochas, vegetação, animais, etc). Ex: G R O E L Â N D I A 37
TIPOS DE PAISAGENS HUMANIZADAS: São aquelas que, em maior ou menor escala, sofreram transformação por parte do homem. Sempre que existir uma construção humana, trata-se de uma paisagem humanizada. Desta forma, as cidades e as aldeias são exemplos deste tipo de paisagem. Ex 38
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