Diversidade biológica de florestas: implementação do programa de trabalho



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Transcrição:

Página 201 VIII/19. Diversidade biológica de florestas: implementação do programa de trabalho A. Consideração das matérias surgidas da implementação do parágrafo 19 da decisão VI/22 A Conferência das Partes, Relembrando o parágrafo 19 da decisão VI/22 da Conferência das Partes, na qual o Secretário Executivo foi solicitado a iniciar uma série de ações em apoio à implementação do programa ampliado de trabalho sobre biodiversidade de florestas, Consciente de que muitos fóruns e organizações, incluindo o Fórum das Nações Unidas sobre Florestas (UNFF), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Banco Mundial e outros membros da Parceria Colaborativa para Florestas, assim como processos regionais relacionados a florestas, têm informações sobre manejo sustentável de florestas e programas nacionais de floresta, inclusive sobre a fiscalização do cumprimento de leis sobre florestas e comércio relacionado e integração trans-setorial, 1. Acolhe com prazer a nota preparada pelo Secretário Executivo sobre matérias surgidas da implementação do parágrafo 19 da decisão VI/22 (UNEP/CBD/SBSTTA/11/14) e o relatório sobre efeitos da fiscalização insuficiente do cumprimento de leis sobre a diversidade biológica de florestas (UNEP/CBD/SBSTTA/11/INF/12), e a compilação das melhores práticas para reduzir impactos negativos e melhorar os impactos positivos de outras políticas setoriais sobre a diversidade biológica de florestas (UNEP/CBD/SBSTTA/11/INF/13); 2. Expressa sua gratidão às Partes, outros Governos, organizações não-governamentais, membros da Parceria Colaborativa para Florestas, processos regionais relacionados a florestas, outros grupos e convenções das Nações Unidas, organizações inter-governamentais e institutos de pesquisa por suas várias contribuições e esforços colaborativos para a implementação das diferentes ações delineadas nos sub-parágrafos 19 (a) a (g) da decisão VI/22; 3. Convida as Partes a fortalecerem seus esforços para promover o manejo sustentável de florestas, a melhorar a fiscalização do cumprimento de leis florestais e a tratar do comércio relacionado, e reitera seu convite às Partes para fornecerem informações sobre esses assuntos de acordo com o parágrafo 10 (e) da decisão VI/22, particularmente sobre seus efeitos sobre a diversidade biológica de florestas, como uma contribuição para a revisão do programa de trabalho ampliado sobre diversidade biológica de florestas, no contexto das atividades delineadas no seu objetivo 4, meta 1 do elemento 2 do programa; 4. Solicita ao Secretário Executivo que: (a) Fortaleça a colaboração sobre questões relacionadas à promoção do manejo sustentável de florestas, incluindo, conforme apropriado, a fiscalização do cumprimento de leis florestais, governança e comércio relacionado, com o UNFF, a Organização Internacional de Madeiras Tropicais (ITTO), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Centro para Pesquisas Internacionais sobre Manejo Florestal (CIFOR), o Banco Mundial, outros membros da Parceria Colaborativa para Florestas, e processos regionais relacionados às florestas, para complementar e contribuir para processos e iniciativas em curso, 23/ conforme apropriado, com vistas a melhorar a 23/ Processo Tarapoto no contexto do Tratado de Cooperação Amazônica; Fiscalização do Cumprimento de Leis Florestais e Governança (FLEG), Processos Ministeriais no Sudoeste da Ásia e Pacífico, África, e Europa e Norte da Ásia; e o Plano de Ação da Fiscalização do Cumprimento de Leis Florestais e Governança (FLEGT) da União Européia; e outros processos e iniciativas relevantes.

Página 202 implementação de atividades relevantes do programa ampliado de trabalho sobre diversidade biológica de florestas; (b) Sintetize, em colaboração com membros relevantes da Parceria Colaborativa para Florestas, as informações existentes sobre a maneira com que as Partes estão promovendo a implementação de seus programas nacionais de florestas e estratégias nacionais de biodiversidade e planos de ação; (c) Desenvolva, em colaboração com lideranças e levando em consideração o trabalho da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas (UNFF), membros relevantes da Parceria Colaborativa para Florestas, processos regionais relevantes relacionados a florestas, tais como a Conferência Ministerial sobre a Proteção das Florestas na Europa (MCPFE), o Processo de Montreal e a Comissão das Florestas da África Central (COMIFAC), um conjunto de ferramentas sobre abordagens trans-setoriais integradas, fazendo o melhor uso dos instrumentos já existentes, particularmente dos programas nacionais de florestas, para reduzir os impactos negativos e melhorar os impactos positivos de outras políticas setoriais sobre a diversidade biológica de florestas, para a consideração do SBSTTA em sua décima terceira reunião, e que o dissemine através de meios eletrônicos e não-eletrônicos; (d) Suspenda a operação do portal eletrônico sobre florestas da Convenção sobre Diversidade Biológica por causa de sua baixa taxa de uso, e redirecione as Partes, por meio de um atalho eletrônico, para a página eletrônica do Sistema Conjunto de Informações da Parceria Colaborativa para Florestas, hospedada pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura; 24/ (e) Complete a avaliação sobre coleta não autorizada de fauna (incluindo carne de caça), conforme proposto no documento UNEP/CBD/SBSTTA/11/INF/12 e finalize a compilação das melhores práticas delineadas no documento UNEP/CBD/SBSTTA/11/INF/13; (f) Compile as lições aprendidas do parágrafo 19 da decisão VI/22, em particular aquelas no âmbito do sub-parágrafo (f) sobre uso sustentável; (g) Explore meios adicionais de fortalecer a troca de informações e capacitação relacionadas à implementação do programa ampliado de trabalho sobre diversidade biológica de florestas através de meios não baseados na internet, tais como CD-Rom e cópias impressas, e melhorar o compartilhamento de informações práticas e úteis sobre florestas, com base na internet; 5. Relembrando o parágrafo 28 da decisão VI/22 e parágrafos 7 e 11 (b) da decisão VII/11, encoraja as Partes a continuarem a integrar a abordagem ecossistêmica e o manejo sustentável de florestas nas políticas e práticas, e a fortalecer ainda mais a capacidade institucional e humana para implementar o manejo adaptativo; 6. Convida a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura a incorporar as informações relacionadas às florestas da Convenção sobre Diversidade Biológica de forma mais completa no portal eletrônico da Parceria Colaborativa para Florestas; 7. Exorta as Partes e outros Governos a fortalecer a colaboração no nível nacional entre o ponto focal para a Convenção do Patrimônio Mundial e os pontos focais respectivos da Convenção sobre Diversidade Biológica e da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), para aumentar a efetividade da implementação do programa ampliado de trabalho sobre 24/ www.fao.org/forestry/site/2082/en

Página 203 diversidade biológica de florestas e do programa de trabalho sobre áreas protegidas, em sítios designados como Patrimônio Mundial, levando em consideração a relevância do programa de trabalho sobre áreas protegidas para a implementação do elemento 1 do programa, meta 3, objetivo 3 do programa ampliado de trabalho sobre diversidade biológica de florestas; A Conferência das Partes, B. Outros assuntos Registrando os resultados da sexta sessão do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas como um passo positivo em direção ao alcance de um manejo sustentável de florestas, Acolhendo com prazer, em particular, os quatro Objetivos Globais compartilhados sobre Florestas, acordados na sexta sessão do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas, onde as Partes assumiram o compromisso de trabalhar globalmente e nacionalmente e a obter avanços em direção ao seu alcance até 2015, e observando que a implementação do programa ampliado de trabalho sobre diversidade biológica de florestas contribuirá para o alcance desses quatro objetivos globais, Reconhecendo as incertezas relacionadas aos potenciais impactos ambientais e sócio-econômicos, incluindo impactos de longo prazo e trans-fronteiriços, de árvores geneticamente modificadas sobre a diversidade biológica de florestas, assim como sobre os modos de vida de comunidades indígenas e locais, e dada a ausência de dados confiáveis e de capacidade em alguns países para realizar avaliações do risco e para avaliar esses impactos potenciais, 1. Instrui o Secretário Executivo a continuar seu engajamento na Parceria Colaborativa para Florestas; 2. Recomenda às Partes que façam uma abordagem de precaução ao lidar com a questão das árvores geneticamente modificadas; 3. Solicita ao Secretário Executivo que colete e reúna informações existentes, incluindo literatura publicada revisada por especialistas, para possibilitar ao SBSTTA a consideração e avaliação dos potenciais impactos ambientais, culturais e sócio-econômicos das árvores geneticamente modificadas sobre a conservação e uso sustentável da diversidade biológica de florestas, e a fazer um relato para a nona reunião da Conferência das Partes; 4. Convida as Partes, outros Governos e organizações relevantes, incluindo comunidades indígenas e locais, assim como lideranças relevantes, a fornecer comentários e informações relevantes ao Secretariado para inclusão nessa avaliação; C. Análise da implementação do programa ampliado de trabalho sobre diversidade biológica de florestas A Conferência das Partes 1. Solicita ao Secretário Executivo que realize uma análise detalhada do programa ampliado de trabalho, seguindo o processo proposto de análise conforme delineado no anexo da presente decisão e, dependendo da disponibilidade de recursos financeiros, a convocar pelo menos uma reunião do Grupo Técnico Ad Hoc de Especialistas (AHTEG) sobre a Revisão da Implementação do Programa de Trabalho sobre Diversidade Biológica de Florestas, estabelecido pela Conferência das Partes conforme os termos de referência acordados no parágrafo 26 da decisão VI/22, para completar seu mandato original;

Página 204 2. Solicita ao Secretário Executivo, de acordo com o parágrafo 26 (c) da decisão VI/22, com relação à composição do Grupo Técnico Ad Hoc de Especialistas, que aumente a representação de regiões biogeográficas com pouca ou nenhuma representação atual; 3. Encoraja as Partes e outras lideranças relevantes a acessar informações existentes sobre relatos relacionados a florestas ao finalizar o terceiro e preparar o quarto relatório nacional, por exemplo, através da página eletrônica do Sistema Conjunto de Informações para Relatos Relacionados a Florestas da Parceria Colaborativa para Florestas e outros meios não baseados na internet; 4. Encoraja a Força Tarefa sobre o Alinhamento dos Relatos Relacionados a Florestas da Parceria Colaborativa para Florestas a continuar seu trabalho para reduzir a carga de relatórios e minimizar a duplicação de solicitações de relatórios. Anexo PROPOSTA SOBRE A REVISÃO DA IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA AMPLIADO DE TRABALHO SOBRE DIVERSIDADE BIOLÓGICA DE FLORESTAS A. Fontes de informação 1. Fontes relevantes de informação que contribuirão para a revisão da implementação do programa ampliado de trabalho sobre diversidade biológica de florestas estão listadas como se segue: (a) A principal fonte de informação deve ser extraída do terceiro relatório nacional submetido pelas Partes à Convenção em 2005; 25/ (b) Outras informações relacionadas a florestas na forma de relatórios nacionais submetidos anteriormente à Convenção sobre Diversidade Biológica, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, Acordo Internacional sobre Madeiras Tropicais (mas apenas para países membros da Organização Internacional de Madeiras Tropicais (ITTO)), Fórum das Nações Unidas sobre Florestas (UNFF), Convenção das Nações Unidas para Combater a Desertificação (UNCCD), e Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), que podem ser acessados na página eletrônica do Sistema Conjunto de Informações da Parceria Colaborativa para Florestas, e processos regionais de critérios e indicadores; 26/ (c) Informações contidas nos relatórios temáticos voluntários produzidos dentro do arcabouço da Convenção sobre diversidade biológica de florestas (relatório temático sobre ecossistemas de floresta submetido em 2001, 27/ relatório voluntário sobre o progresso da implementação do programa ampliado de trabalho em 2003. 28/); (d) Perfil dos Países produzido pela Comissão para o Desenvolvimento Sustentável, assim como os relatórios nacionais; 25/ Em sua primeira reunião, em 2003, o Grupo desenvolveu um questionário refinado sobre diversidade biológica de florestas dentro do formato do terceiro relatório nacional, estruturado em torno das 12 metas e 27 objetivos do programa ampliado de trabalho, e posteriormente adotado pela Conferência das Partes em sua decisão VII/25. 26/ www.fao.org/forestry/site/26880/en. 27/ Disponível em http://www.biodiv.org/world/reports.aspx?type=for 28/ Disponível em http://www.biodiv.org/world/reports.aspx?type=vfe

Página 205 (e) Informações relevantes sobre o avanço conseguido nas Estratégias Nacionais de Biodiversidade e Planos de Ação e Programas Nacionais de Floresta; (f) Questionários para organizações internacionais para mensurar a implementação no nível internacional; 29/ (g) Revisão da implementação por organizações não-governamentais lidando com comunidades indígenas e locais (por exemplo, revisão das cláusulas da Convenção relacionadas a florestas feita pela Coligação Global de Florestas; 30/ Programa Povos da Floresta sobre as experiências dos povos indígenas com atividades de conservação da biodiversidade financiadas pelo Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF); 31/ relatórios para o Fórum das nações Unidas sobre Florestas; 32/ Relatório resumido da Reunião de Especialistas sobre Conhecimentos Tradicionais Relacionados a Florestas e a Implementação de Compromissos Internacionais Relacionados 33/); (h) Relatórios independentes revisados por especialistas, preparados por organizações nãogovernamentais internacionais e grupos científicos; e (i) Avaliações internacionais/globais/regionais de florestas, incluindo a Avaliação dos Recursos Florestais e Anuário de Produtos Florestais da FAO, os relatórios da FAO sobre o Estado das Florestas do Mundo, os estudos de panorama regional da FAO, as atualizações dos programas nacionais de florestas da FAO, a revisão anual e avaliação da situação mundial das madeiras da ITTO, 34/ a próxima revisão da ITTO sobre o estado do manejo sustentável de florestas, revisão feita pelo Fórum das Nações Unidas sobre Florestas do progresso obtido nas propostas de ação apresentadas pelo Painel Intergovernamental sobre Florestas (IPF)/Fórum Inter-governamental sobre Florestas (IFF), 35/ relatórios de avaliação da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC)/Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a Avaliação Ecossistêmica do Milênio, o segundo Panorama Global da Biodiversidade, e os relatórios da Conferência Ministerial para a Proteção das Florestas na Europa (MCPFE) sobre o estado das florestas da Europa e o manejo sustentável de florestas na Europa. B. Componentes técnicos da revisão 2. A revisão da implementação do programa ampliado de trabalho sobre diversidade biológica de florestas deve realizar, sempre que viável e relevante, as seguintes atividades conforme relacionadas à seção sobre biodiversidade de florestas dentro do terceiro relatório nacional para a Convenção, e outras fontes relevantes como mencionado no parágrafo 5 da nota do Secretário Executivo sobre a revisão do programa ampliado de trabalho sobre diversidade biológica de florestas (UNEP/CBD/SBSTTA/11/15), 29/ Para este fim, o Grupo desenvolveu, em sua primeira reunião em 2003, um questionário direcionado às organizações internacionais, incluindo todos os membros da Parceria Colaborativa para Florestas. O formato do questionário foi adotado na sétima reunião da Conferência das Partes e enviado em 2004. 30/ Veja Situação da Implementação das Cláusulas Relacionadas a Florestas da CDB. Março de 2002. FERN- Global Forest Coalition. 31/ Griffiths, T. 2005. Indigenous Peoples and the Global Environment Facility (GEF) [Povos Indígenas e o Fundo Mundial para o Meio Ambiente]. Programa Povos da Floresta. 32/ Quinta sessão do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas. Relatório sobre conhecimentos tradicionais relacionados a florestas e a implementação dos compromissos internacionais relacionados: Aliança Internacional de Povos Indígenas e Tribais das Florestas Tropicais, 6-10 Dezembro 2004, San José, Costa Rica (E/CN.18/2005/16) 33/ Costa Rica, 2004; Aliança Internacional de Povos Indígenas e Tribais das Florestas Tropicais 34/ http://www.itto.or.jp/live/live_server/400/e-annual%20review%202004.pdf 35/ Quinta sessão do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas. Relatório do Secretário-Geral sobre a avaliação da efetividade do arranjo internacional sobre florestas (E/CN.18/2005/6).

Página 206 levando em consideração o anexo III da recomendação 1/8 do Grupo de Trabalho sobre a Revisão da Implementação da Convenção; 3. Um relatório sobre os antecedentes será preparado pelo Secretário Executivo em colaboração com o AHTEG sobre a Revisão da Implementação do Programa de Trabalho sobre Diversidade Biológica de Florestas, sobre a situação e tendências da diversidade biológica de florestas e sobre a revisão da implementação do programa ampliado de trabalho sobre a biodiversidade de florestas. O relatório incluirá: (a) Análise e apresentação das informações no contexto regional, incluindo mapas; (b) Análise e síntese das informações submetidas por escrito no terceiros relatório nacional (em contraposição aos relatos feitos simplesmente sobre a freqüência do cumprimento para uma dada questão), incluindo as informações resultantes da implementação das atividades contidas no parágrafo 19 da decisão VI/22; (c) Avaliação do grau de adequação do programa ampliado de trabalho sobre diversidade biológica de florestas para lidar com as prioridades nacionais, incluindo aquelas relacionadas à reabilitação e restauração da cobertura florestal no longo prazo; (d) Identificação de lacunas de informação através do agrupamento daquelas perguntas com respostas fracas; (e) Consideração das opções para analisar, sintetizar, apresentar e publicar as informações submetidas, inclusive através do mecanismo de intermediação de informações, para dar um retorno às Partes e aumentar o valor das informações reportadas e responsabilidade sobre elas; (f) Análise das informações através da identificação, desenvolvimento e/ou elaboração sobre (mas não limitado a): (i) (ii) (iii) (iv) (v) (vi) (vii) (viii) (ix) Principais benefícios e problemas globais e regionais da implementação do programa de trabalho; Metas e/ou objetivos mais implementados; Metas e/ou objetivos menos implementados; Metas e/ou objetivos não implementados; Conclusões em termos regionais; Conclusões em termos globais; Sugestões para melhorar o programa de trabalho sobre florestas e meios de avançar; Lições aprendidas e melhores práticas; Identificação das barreiras à implementação no contexto das prioridades de capacitação; (g) Uma avaliação geral sobre: (i) Se e como o programa de trabalho sobre florestas foi uma ferramenta útil para a redução da perda da biodiversidade de florestas;

Página 207 (ii) (iii) Como o programa de trabalho sobre florestas foi útil para tratar dos três objetivos da Convenção; Futuras prioridades, oportunidades e desafios para a continuação da implementação do programa de trabalho sobre florestas; 4. Existe uma série de limitações técnicas na revisão das informações contidas na seção sobre biodiversidade de florestas no terceiro relatório nacional. Essas limitações precisam ser observadas na introdução da revisão e levadas em consideração quando da realização dessa revisão. Alguns exemplos específicos das limitações das informações incluem: (a) A incapacidade de avaliar diretamente a situação e tendência, uma vez que a maior parte das perguntas não foi planejada com esse propósito; (b) (c) Interpretações diferentes e, portanto, respostas diferentes às perguntas; A ausência freqüente de dados sobre a linha de base. 5. A avaliação e identificação dos sucessos, desafios e obstáculos à implementação, assim como dos efeitos dos tipos de medidas científicas e técnicas tomadas e ferramentas utilizadas na implementação do programa ampliado de trabalho sobre diversidade biológica de florestas será obtida a partir da terceira edição dos relatórios nacionais e outras fontes de informações relevantes, conforme apropriado; 6. Levando em consideração as limitações identificadas no parágrafo 4 acima, a revisão abordará a situação e as tendências da diversidade biológica de florestas, a efetividade e as dificuldades do programa ampliado de trabalho sobre diversidade biológica de florestas e assuntos resultantes do parágrafo 19 da decisão VI/22 que exigem exame mais detalhado. A revisão fornecerá recomendações sobre assuntos associados ao programa de trabalho e possíveis meios de desenvolver, planejar e/ou refinar o futuro programa de trabalho sobre diversidade biológica de florestas.