ESTRUTURAS CAPÍTULO. Pablio Caetano - TPD COMPOSIÇÃO

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Já estabelecidos no planejamento a proporção, o formato dos dentes, a disposição da linha média, o plano de orientação oclusal, a dimensão vertical de oclusão, o volume e a altura gengival, o próximo passo é estabelecer a redução morfológica para obtenção da estrutura. Essa redução acompanhará todas as informações preestabelecidas e aprovadas no planejamento. ESTRUTURAS 01 CAPÍTULO COMPOSIÇÃO Antes de iniciar o passo a passo de estratificação, é de suma importância entender a configuração da estrutura que receberá e servirá de suporte para a cerâmica. Suas características morfológicas bem definidas propiciarão a técnica aplicável, seja em zircônia ou metal. Para iniciar a confecção da estrutura é necessário que todo o planejamento estético funcional esteja estabelecido, pois a estrutura seguirá conforme o projeto, independente de como foi planejado, por meio de provisórios, enceramento, protocolo de resina, prótese total, etc. AUTOR Pablio Caetano - TPD Capturando por meios de guias de silicone o planejamento, a configuração da estrutura torna-se possível, de forma que toda a anatomia estabelecida no planejamento sofrerá uma redução geral para obtenção dos espaços necessários para a acomodação da cerâmica, logo a anatomia reduzida da estrutura servirá de orientação para aplicação da cerâmica, preservando e adicionando resistência para a prótese fixa. Portanto, conceitos morfológicos para a confecção das estruturas são imprescindíveis, e seguir a anatomia dental e gengival tornará o resultado mais fácil, ágil e eficaz na estratificação da cerâmica. A obtenção da estrutura a partir do planejamento torna o resultado previsível, e com a técnica de estratificação apurada os resultados serão satisfatórios; entretanto, um bom planejamento para o caso sempre será relativamente mais importante para o resultado.

PRÓTESE FIXA PROTOCOLO CERÂMICO COLEÇÃO APDESPBR VOLUME II A B 01. A,B Estruturas que foram reduzidas a partir de um planejamento morfológico serão estratificadas demonstrando o passo a passo. 027

PRÓTESE FIXA PROTOCOLO CERÂMICO A B 02. A-D Análise da composição da estrutura por transparência; percebemos a redução que foi feita preservando a morfologia do resultado prévio. Os espaços para a cerâmica acompanham o formato final da prótese (B). Importante o posicionamento adequado dos conectores (C). Os conectores devem ser posicionados sempre que possível na região de gengiva (D). 028

COLEÇÃO APDESPBR VOLUME II C D 029

PRÓTESE FIXA PROTOCOLO CERÂMICO OBTENÇÃO DE GUIAS Uma forma rápida e fácil de conseguir uma boa orientação para a confecção da estrutura é por meio de guias de silicone. Usando um material de silicone denso, posiciona-se na região vestibular extraindo o molde do planejamento; é importante que o guia abranja parte do modelo gesso que servirá de suporte depois da retirada do planejamento. Se for necessário também poderão ser feitas guias palatinas usando o palato moldado no gesso e oclusais usando o antagonista, ou seja, quanto mais referências tiver para a confecção da estrutura, melhor será. 03. Neste exemplo foi feito o guia na vestibular através de um enceramento diagnóstico, embora pudesse ter sido feito por meio de qualquer planejamento prévio (prótese total, protocolo de resina, provisórios, etc.). 030

COLEÇÃO APDESPBR VOLUME II A B 04. A,B Conferindo a estrutura com a guia de silicone e os espaços que serão revestidos de cerâmica, esta guia servirá tanto para a conferência da estrutura como para a estratificação. 031

PRÓTESE FIXA PROTOCOLO CERÂMICO REDUÇÃO Para que a cobertura em camadas de cerâmicas aplicadas sobre a estrutura crie efeitos e refrações de luz semelhantes ao dente natural, é necessário que haja espessura. A criação dos espaços adequados tornará viável a aplicação de camadas de cores diferentes, efeitos translúcidos e matizes variáveis, produzindo um resultado mais próximo do que foi sugerido. Por exemplo, em uma estratificação simples o espaço criado deverá ser suficiente para acomodar massas cerâmicas que recriam a dentina, incisal, mamelos e esmaltes opalescentes. A B 05. A-E Percebemos nas figuras acima a criação dos espaços necessários para as camadas de cerâmica. Toda a anatomia deve ser seguida e reduzida através do planejamento. Isso pode ser conseguido manualmente ou em CAD/CAM. C 032

COLEÇÃO APDESPBR VOLUME II D E 033

PRÓTESE FIXA PROTOCOLO CERÂMICO 06. Arcada superior totalmente projetada através de redução anatômica, proporção dental preservada, alinhamento e disposição dental seguidos, assim como anatomias oclusais. 034

COLEÇÃO APDESPBR VOLUME II 07 08 07. Anatomia adequada da estrutura, conectores posicionados na região gengival e separação total dos elementos dentais. 08. Extensões das raízes dentais formam a estrutura, dando suporte para posterior estratificação da cerâmica de gengiva. 035

PRÓTESE FIXA PROTOCOLO CERÂMICO SUPORTE GENGIVAL O volume gengival preestabelecido no planejamento também deverá seguir com redução na confecção da estrutura. A estratificação da cerâmica acompanhará a anatomia estabelecida na estrutura, portanto é imprescindível estabelecer no planejamento o volume e a altura adequada da gengiva. A 036

COLEÇÃO APDESPBR VOLUME II 09. A-C Vista do perfil esquerdo da estrutura, volume gengival vestibular adequado (A). Observamos a forma perfeita de estrutura para dentes posteriores, a criação de fossas, cúspides, mesas oclusais bem delineadas que facilitarão a orientação na estratificação da cerâmica (B,C). B C 037

PRÓTESE FIXA PROTOCOLO CERÂMICO DIMENSÕES Estabelecendo alguns parâmetros para a redução, onde as camadas sobrepostas criarão os efeitos sugeridos. Por exemplo, em uma vista frontal, a redução por incisal é de 2,0 mm e nas proximais seguimos as medidas de 1,0 mm para cada dente. Na borda gengival a redução é de 1,0 mm, entretanto é possível aumentá-la caso haja a necessidade de diminuir o peso se for uma prótese Metalocerâmica com perda gengival muito grande. Nas incisais e no restante preservaremos um espaço de 2,0 mm. CONDICIONAMENTO Antes de receber o revestimento cerâmico há o condicionamento da estrutura, fase importante que deve ter muita atenção para não correr o risco de eventuais trincas, bolhas ou manchas indesejáveis na cerâmica. A usinagem com broca de tungstênio ou pedra de óxido de alumínio é imprescindível para a obtenção de uma superfície homogênea e sem impurezas, eliminando todos os ângulos vivos que podem resultar em problemas futuros como trincas; jateamento com óxido de alumínio a 2 bares de pressão criando microrretenções e uma melhor adesão do opaco e da cerâmica, no caso de estrutura metálica. A 10. A,B Esquema de parâmetros para a redução da estrutura. B 038

COLEÇÃO APDESPBR VOLUME II 11 11. Vista oclusal da estrutura metálica após o tratamento da superfície com broca de tungstênio; podemos perceber, além da forma e dos espaços adequados para estratificação, ângulos incisais e pontas de cúspides suaves, sem ângulos agressivos cortantes, perfeitos para integração da massa cerâmica. 12. Jateamento com óxido de alumínio com espessuras de 100 micras, sem impurezas e pressão de 2 bares. 12 039

PRÓTESE FIXA PROTOCOLO CERÂMICO 13 13. Após jateamento, faz-se a limpeza com jato de vapor potente, evitando que restos de óxidos permaneçam na superfície, o que poderia ocasionar possíveis bolhas na cerâmica. 14. Superfície obtida através dos processos de usinagem com broca de tungstênio, jateamento com óxido de alumínio, e limpeza com vapor d água. 040

COLEÇÃO APDESPBR VOLUME II 14 041

PRÓTESE FIXA PROTOCOLO CERÂMICO OPACO A aplicação do opaco pode ser feita sobre esta superfície sem a necessidade de oxidação prévia do metal; uma camada bem fina é aplicada com um pincel de ponta suave. A cor do opaco na região dos dentes deve seguir a cor final desejada; já na região da gengiva a cor do opaco a ser aplicado deve ser branca, seguindo a cor do osso que recobre as raízes dentais. O propósito da cor branca do opaco na região de gengiva será melhor entendido nos próximos capítulos. Como a primeira camada de opaco é bem fina, não alternamos a cor nas diferentes regiões citadas. A B 15. A,B Na primeira foto notamos o quanto é fina a camada de opaco aplicada na superfície. Estrutura totalmente coberta com opaco de cor única; no caso aqui foi usada a cor A3 da escala padrão. 042

COLEÇÃO APDESPBR VOLUME II QUEIMA DO OPACO Após a queima feita com elevação de 20 graus a mais do que o recomendado devido à quantidade de material tratado, percebe-se grandes quantidades de óxidos formados sobrepondo o opaco; esses óxidos devem ser eliminados visto que, se não ocorrer essa eliminação, eventualmente a segunda queima de opaco ficará com manchas verdes, colocando todo o trabalho a perder. Segue-se a limpeza com jateamento de vapor d água ou também tratamento usando outros métodos, como aparelhos ultrassônicos ou fervura. A O importante é que em cada passo, seguido da pós-queima, deve-se fazer a limpeza dos óxidos que surgirão na superfície antes de iniciar outro processo. B C 16. A-C Estado que a estrutura fica logo após a primeira queima, onde percebe-se grande quantidade de óxidos na superfície (A). No início da limpeza é notório a cor verde que fica a água misturada com as impurezas de óxidos; é imprescindível que todos esses resíduos sejam eliminados (B,C). 043

Editora Editora Napoleão Napoleão R. R. Prof. Prof. Carlos Carlos Liepin, Liepin, 534 534 -- Bela Bela Vista Vista CEP CEP 13460-000 13460-000 // Nova Nova Odessa Odessa -- SP SP -- Brasil Brasil + 55 55 19 19 3466 3466 2063 2063 // Fax: Fax: + + 55 55 19 19 3498 3498 2339 2339 Fone: Fone: + autores@editoranapoleao.com.br autores@editoranapoleao.com.br contato@editoranapoleao.com.br contato@editoranapoleao.com.br www.editoranapoleao.com www.editoranapoleao.com.br ISBN ISBN 978-85-60842-92-6 978-85-60842-92-6