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Transcrição:

NOVO CONCEITO DE SEGURANÇA INTERNA E REFORMA DAS FORÇAS DE SEGURANÇA OPÇÕES FUNDAMENTAIS 2 de Março de 2007 2

Problema n.º1 Conceito Estratégico de Segurança Interna Desactualizado 3

Novo conceito estratégico de Segurança Interna A nova Lei de Segurança Interna deve assentar num conceito estratégico de segurança interna inovador e adequado ao ciclo histórico,para: Actualizar o quadro de ameaças e de riscos; Criar um Sistema Integrado de Segurança Interna, de geometria variável, executado por um número alargado de actores. 4

D e fe s a N a c io n a l e iv c ç ã il o Fo rça s e S e r v iç o s d e S e g u ra n ça S G - S IS I s SAM SAA P Se g p r u ra n iv a ç da a ro S is t pe em a na l R SI t Ou C Pr ot S is te m a F is c a l e A d u a n e ir o ia nc gê e r ic a Em M éd Ou tro s P M u o líc n ic ia s ip a is O Sistema Integrado de Segurança Interna 5

Problema n.º 2 Coordenação 6

Secretário-Geral do SISI: a pedra angular do Sistema Integrado Depende directamente do Primeiro-Ministro, com estatuto equiparado a Secretário de Estado; Compete-lhe: Assegurar a coordenação, direcção, comando e controlo das forças e serviços de segurança, em situações especiais; Garantir a articulação com os Sistemas de Defesa Nacional e de Protecção e Socorro; Estabelecer com o Secretário-Geral do Sistema de Informações da República Portuguesa os adequados mecanismos de cooperação institucional; Facultar um conjunto de serviços comuns e garantir interoperabilidade e acesso aos sistemas de informação. a 7

Linhas orientadoras da reforma das forças e serviços de segurança Eliminar situações de sobreposição ou duplicação de meios da GNR e da PSP; Descentralizar para as Polícias Municipais de Lisboa e Porto as competências da Polícia de Segurança Pública em matéria de fiscalização de trânsito nas referidas cidades. Garantir a coordenação efectiva da investigação criminal, criando Conselho Superior e ajustando a Lei da Organização da Investigação Criminal; Mandatar MDN para propor uma nova articulação entre o Sistema de Autoridade Marítima e o SISI; 8

Linhas orientadoras da reforma das forças e serviços de segurança Mudanças profundas, sem alterações radicais do Sistema, com recusa do experimentalismo e de ideias insuficientemente demonstradas no debate nacional e nas práticas internacionais. Manutenção de uma força de segurança de natureza militar (GNR) e de uma força de segurança de natureza civil (PSP); Manutenção de uma polícia judiciária (PJ); Manutenção de um serviço especializado de imigração e fronteiras (SEF); Reestruturação interna das forças de segurança. 9

Problema n.º 3 Articulação GNR - PSP 10

Um Sistema dual Duas forças de segurança nacionais de competência integral, uma de natureza militar e outra de natureza civil; Missão idêntica; Iguais na qualidade do serviço; Diferentes nas responsabilidades em determinadas situações de garantia da segurança da República: GNR assegura a ocupação da quadrícula nacional, face à retracção do dispositivo das Forças Armadas. 11

Criação de mecanismos de planeamento estratégico e operacional comuns Através da DGAI assegurar e implementar: Instrumentos de planeamento integrado; Sistema de Gestão por Objectivos; Programas Especiais de Segurança. Através da DGIE: Planeamento e execução de instalações e grandes aquisições; Gestão comum de sistemas informáticos e de comunicações. 12

Criação de serviços partilhados A levar a efeito nas áreas de: Relações (SISI); internacionais -Externalização parcial destes serviços; -Eliminação da replicação ao longo da cadeia hierárquica. Obras (DGIE); Aquisições (DGIE); Sistemas de informação e comunicação (SISI); -Execução mais eficiente; Recursos humanos financeiros (GeRAP). -Diminuição de recursos policiais empenhados. e -Redução de custos; 13

Formações conjuntas e unidades curriculares comuns Adaptação dos cursos da GNR e PSP ao quadro do Processo de Bolonha; Formações conjuntas; Unidades curriculares comuns; Criação de grupos de trabalho para reformulação de cursos de formação e progressão: Na carreira de oficiais; Não abrangidos pelo Processo de Bolonha e cursos de especialização. 14

Eliminação de situações de sobreposição ou de descontinuidade: Filosofia da reforma: só alterar responsabilidades quando tal seja essencial para eliminar disfunções graves Afectar à GNR, através da Unidade de Segurança e Honras de Estado, a segurança dos Palácios de Belém, S, Bento e Necessidades; Reduzir drasticamente partilhadas; o número de freguesias Nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto: eliminação das situações de descontinuidade territorial; Resolver situações pontuais de manifesto desajustamento dos dispositivos. 15

Freguesias Partilhadas - 145 Freguesias Partilhadas - 41

GNR PSP Bragança IP4

A23 PSP GNR Guarda

Parque Natural da Arrábida PSP GNR Arrabida - Setubal

AML

Linha de Sintra

Costa da Caparica

Problema n.º 4 Racionalização de estruturas e processos 23

O rácio polícia/cidadão, em termos comparativos País Rácio (2001) Chipre 633 Irlanda do Norte 542 Lituânia 478 Grécia 469 Itália 468 Portugal 467 Espanha 449 Bélgica 365 França 358 Áustria 349 Irlanda 308 Escócia 298 Rácio por 100.000 Hab. 24

Portugal: como empenhar melhor os efectivos Rácio polícia/cidadão em Portugal: 467/100.000 habitantes Rácio polícia/cidadão considerando apenas o efectivo das Forças de Segurança em funções operacionais: 320/100.000 habitantes. 25

Funcionários civis nas FS Efectivos Civis % civis GNR 24.887 448 1,8 PSP 19.924 778 3,9 Fonte: Estudo Accenture (2006) 26

Eliminação de serviços saturantes Dispensa de comparência em acidentes de trânsito sem danos pessoais; Externalização de serviços de apoio; Reformulação da realização de diligências processuais. 27

Reorganização do Comando-Geral e das Unidades Territoriais da GNR Reestruturação do CG/GNR com extinção do EM Coordenador e Técnico e criação dos Comandos Funcionais: Operações; Recursos humanos; Logística e finanças. Eliminação do escalão Brigada Territorial e criação de Comandos Eventuais; Redução para 18 Grupos Territoriais; Reforço do enquadramento: Grupo comandado por coronel; Destacamento comandado por major ou capitão; Posto comandado por oficial subalterno ou sargento. 28

Extinção das Brigadas de Trânsito e Fiscal Brigada de Trânsito: Criação de Operações; uma direcção técnica no Comando de Afectação integral dos recursos aos Grupos Territoriais. Brigada Fiscal: Criação de uma Unidade de Controlo Costeiro; Criação de uma Unidade de Acção Fiscal; Afectação dos restantes recursos ao dispositivo territorial. 29

Unificação dos Regimentos de Cavalaria e Infantaria da GNR Criação da Unidade de Segurança e Honras de Estado: Segurança dos Palácios de Belém, S. Bento e Necessidades; Banda de Música, charanga a cavalo e elementos para prestação de cerimónias e honras de Estado; Criação da Unidade de Intervenção: Elementos do RC e RI afectos à manutenção da ordem pública, protecção e socorro, cinotecnia, inactivação de engenhos explosivos e aprontamento para missões internacionais; Parte da Unidade ficará sob comando comando operacional dos Grupos Territoriais; 30

PSP: medidas de reorganização Criação, na Direcção Nacional dos Departamentos de Investigação Criminal e Segurança Privada; Integração das unidades especiais GOE, CI e CSP numa única unidade. Criação do Comando Regional da Região Autónoma dos Açores, extinguindo-se os comandos equiparados; Revisão do dispositivo territorial nas cidades de Lisboa e Porto. 31

PSP: medidas de reorganização Adequação dos níveis dos comandos distritais e das divisões à complexidade da respectiva função, designadamente ao número de efectivos, de modo a: Garantir uma adequada gestão do corpo de oficiais; Melhoria do nível de enquadramento. Adequação do Regulamento Disciplinar e o Estatuto de Honras e Continências à natureza civil da PSP. 32

Ajustamento do dispositivo territorial GNR e PSP efectuarão estudo de implementação territorial, tendo em vista: A racionalização da cobertura territorial; A maximização da proximidade; O aumento da visibilidade do patrulhamento; O incremento da acessibilidade; A melhoria das instalações. 33

Portugal: como empenhar melhor os efectivos Libertação de 4.800 efectivos para a actividade policial; Disponibilização de 1.800 postos de trabalho para civis, a preencher; Não realização de admissões, em 2008 e 2009, na GNR e na PSP. Reafectação Civis + 4.800 + 1.800 = 6.600 Saídas Final - 2.500 = + 4.100 34

Problema n.º 5 Meios e condições trabalho 35

Melhorar a qualificação e as condições de trabalho Curso de Formação de Guardas: Ingresso com 11º ano de escolaridade completo; Equivalência ao 12º ano da escolaridade. Criação de um quadro próprio de oficiais generais; Estabelecimento de um horário de referência; Adequação do Regulamento Disciplinar e o Estatuto de Honras e Continências à natureza civil da PSP. Centros de Arbitragem Permanente 36

A Primeira Lei de Programação de Instalações e Equipamentos das Forças de Segurança Duração de 5 anos (2008-2012) Montante de 427 M ; 37

Plano tecnológico do MAI Ligar todos os postos e esquadras em banda larga ( Rede Nacional de Segurança Interna); Instalação do Sistema Integrado de Vigilância e Controlo Costeiro Execução do Programa Nacional de Videovigilância; Desenvolvimento do Programa de Instalação de Radares. Desenvolvimento do Programa Polícia em movimento com mais Computadores portáteis, computadores de bolso com telemóvel, câmara fotográfica e aplicações policiais,equipamentos de geolocalização e terminais de pagamentos bancários. 38

Inovar nos sistemas de informação Desenvolvimento do SIOP, na GNR, do SEI, na PSP e do SISI; Reorganização e gestão integrada dos sistemas de informação da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária; Implementação de aplicações comuns: Sistema de Contra-Ordenações de Trânsito; Gestão dos sistemas de saúde; Sistemas de remunerações; Criação do balcão único virtual para atendimento e recebimento de queixas. 39

Melhor equipamento Renovação da frota de viaturas: Viaturas amigas do ambiente; Viaturas de patrulhamento urbano com idade máxima de 6 anos; Viaturas todo o terreno com idade máxima de 8 anos; Total de 3.000 viaturas. Dotação de todo o efectivo com pistolas de 9 mm; Aquisição de mais coletes balísticos; 40

Qualidade nas instalações Substituição e reabilitação de instalações da PSP da GNR: GNR Comandos de Braga, Coimbra, Guarda e Sintra e mais de 60 novos postos. PSP Comandos dos Açores, Beja, Braga, Castelo Branco, Guarda, Portalegre e Viana do Castelo e mais de 40 novas esquadras. Renovação total de instalações da PSP nas cidades de Lisboa e Porto. 41

Qualidade nas instalações Novas Grandes Unidades: Escola Prática da Guarda - Portalegre; Quartel da Unidade de Intervenção da GNR; Instalação da Unidade dos Grupos Especiais da PSP; Reinstalação da Direcção Nacional da PSP e das sedes dos Comandos Metropolitanos de Lisboa e Porto; Instalação da Unidade de Segurança e Honras de Estado da GNR. 42

Problema n.º 6 Como pagar 43

Aumento do investimento global 90.000.000 80.000.000 70.000.000 60.000.000 50.000.000 427 milhões 40.000.000 30.000.000 +121% 20.000.000 10.000.000 0 PIDDAC 2005 PIDDAC 2007 PIDDAC 2008/2012 Evolução do investimento em Forças de Segurança 44

Estrutura de Financiamento Investimento global de 427.000.000. PIDAAC actual (em 5 anos) 191M Acréscimo de PIDDAC em 105% (200 M em 5 anos), proveniente de: 60.000.000 - alienação de instalações 131.000.000incorporações; poupança resultante das não 10.000.000 - fundos comunitários 35.000.000 - parceiras público-privadas 45