DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Sujeitos de Direito Internacional Público:Estados.Estado e Território: delimitação territorial,aquisição e perda de território,jurisdição competência. Parte 4 Profa. Renata Menezes
. Domínio do Estado: domínio territorial, aquático (fluvial e lacustre e marítimo) e aéreo. - Domínio marítimo: Direito do Mar - Convenção sobre Direito do Mar (Montego Bay, 1982): águas interiores, mar territorial, zona contígua, zona econômica exclusiva, plataforma continental e fundos marinhos, alto mar.
. Plataforma continental: extensão submersa iniciada na costa (conceito geográfico) ou a partir do mar territorial (conceito jurídico) até certa distância do litoral, além das águas territoriais, cuja profundidade, em regra, não ultrapassa 20 metros, de onde se inclina abruptamente para regiões abissais. Definida na Convenção de Montego Bay, art. 76, 1º:
distância. (...) A plataforma continental de um Estado costeiro compreende o leito e o subsolo das áreas submarinas que se estendem além do seu mar territorial, em toda a extensão do prolongamento natural do seu território terrestre, até ao bordo exterior da margem continental, ou até uma distância de 200 milhas marítimas das linhas de base a partir das quais se mede a largura do mar territorial, nos casos em que o bordo exterior da margem continental não atinja essa
Veja: (...) até uma distância de 200 milhas marítimas das linhas de base - extensão e não profundidade! Limite externo máximo, variando de acordo com os limites geográficos que separam o Estado de outro.
. Nesta extensão, o Estado costeiro exerce direito de soberania exclusivo para fins de exploração e aproveitamento de seus recursos naturais. Recursos naturais = recursos minerais e outros não vivos do leito do mar e subsolo além dos organismos vivos de espécies sedentárias imóveis no leito ou subsolo no momento da captura.
. Fundos marinhos: corresponde à Área do solo e subsolo subjacentes ao alto mar, prolongamento da plataforma continental. Espaço internacional. Considerados patrimônio comum da humanidade, CMB, art. 136 as atividades na Área devem primar pelo desenvolvimento harmonioso do comércio internacional, em favor de todos os países.
Com regime jurídico próprio definido pela CMB: Art. 137 1- Nenhum estado pode reivindicar ou exercer soberania ou direitos de soberania sobre qualquer parte da Área ou seus recursos; nenhum Estado ou pessoa física ou jurídica pode apropriar-se de qualquer parte da Área ou dos seus recursos. (...)
Todos os recursos da Área são inalienáveis e pertencentes à humanidade em geral (art. 137, 2º, CMB). Nos termos da Convenção, a Área será administrada por uma Autoridade Internacional (arts. 156 a 185), órgão competente para organizar e controlar as atividades na Área realizadas, composto pelos Estados-membros do Tratado.
. Alto-Mar: espaço marítimo situado além do mar territorial, compreendendo a zona contígua e as águas situadas sobre a plataforma continental. Nos termos da CMB, Art. 86: (...) todas as partes do mar não incluídas na zona econômica exclusiva, no mar territorial ou nas águas interiores de um Estado, nem nas águas arquipelágicas de um Estado arquipélago. (...)
Somente pode ser utilizado para fins pacíficos (art. 88, CMB) e onde se admite ampla liberdade, nos termos do art. 87, 1º, CMB: (...) a) liberdade de navegação; b) liberdade de sobrevoo; c) liberdade de colocar cabos e dutos submarinos nos termos da Parte VI;
d) liberdade de construir ilhas artificiais e outras instalações permitidas pelo direito internacional, nos termos da Parte VI; e) liberdade de pesca nos termos das condições enunciadas na Seção 2; f) liberdade de investigação científica, nos termos das Partes VI e XIII. (...)
Observe: à despeito da liberdade - regras relativas ao Alto-Mar que devem ser cumpridas. Neste caso, incluem-se as regras afetas à segurança, à repressão a delitos internacionais (tráfico de pessoas, pirataria, corso) à proibição de transmissão não autorizada de programas de rádio e televisão (exceção das chamadas de socorro).
. Estados sem litoral x Alto-Mar: Art. 125, CMB: 1. Os Estados sem litoral têm o direito de acesso ao mar e a partir do mar para exercerem os direitos conferidos na presente Convenção, incluindo os relativos à liberdade do alto mar e ao patrimônio comum da humanidade. Para tal fim, os Estados sem litoral gozam de liberdade de trânsito através do território dos Estados de trânsito por todos os meios de transporte. (...)