PLANEJAMENTO PREVIDENCIÁRIO NO RGPS

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A lei 9528/97 retirou proteção previdenciária do menor sob guarda. Artigo 33, par. 3º do ECA o menor sob guarda merece a mesma condição do filho;

Transcrição:

PLANEJAMENTO PREVIDENCIÁRIO NO RGPS Maura Feliciano de Araújo Advogada; Presidente Comissão de Seguridade Social OAB Itaquera; Coordenadora Estadual IBDP; Professora e Monitora em Pós Graduação Faculdade Legale, maurafeliciano@gmail.com

ENUNCIADO 5 DO CRPS A Previdência Social deve conceder o melhor benefício a que o segurado fizer jus, cabendo ao servidor orientá-lo nesse sentido.

LEGISLAÇÃO APLICÁVEL Constituição Federal de 1988; Lei de Benefícios Lei 8.213/91; Lei de Custeio Lei 8.212/91; Decreto Regulamentador nº 3.048/99; Instrução Normativa 77/2015; Instrução Normativa 971/2009.

ELEMENTOS DO PLANEJAMENTO PREVIDENCIÁRIO Destinatário; Filiação; Vínculo; Regime; Tempo de contribuição; Condições ambientais; Salários de contribuição.

ESPÉCIES DO PLANEJAMENTO ADMINISTRATIVO / JUDICIAL; ESTRUTURA DOCUMENTAL; AMBIENTAL; FINANCEIRO e JUDICIAL.

DESTINATÁRIOS Segurados Obrigatórios: São os que exercem uma atividade remunerada que se encontra elencada no RGPS e, em razão disto, possuem filiação obrigatória. Estão elencados no art. 11 da Lei n. 8.213/91, no art. 12 da Lei n. 8.212/91, no art. 9º do Decreto n. 3.048/99 e artigo 2º e parágrafo único da IN 77/2015, e são classificados como: Empregados; Empregados domésticos; Trabalhadores avulsos; Contribuintes individuais; e Segurados especiais.

Segurados Facultativos: Não exercem atividade remunerada e voluntariamente vinculam-se ao sistema previdenciário. Atente-se que o exercício de atividade remunerada informal (camelô, por exemplo) enseja a filiação obrigatória, e não a facultativa.

BENEFICIÁRIOS INDIRETOS: Dependentes: São as pessoas cujo liame jurídico existente entre elas e o segurado permite que a proteção previdenciária lhes seja estendida de forma reflexa. Fundamentação legal: Artigos 16 e 76 da Lei de Benefícios, artigos 16 e 17 do Decreto 3.048/99 e artigo 121 e seguintes da IN 77/2015. Subdividido em classe I, II e III

DEPENDENTES RECONHECIDOS PELA VIA JUDICIAL Enteado, menor tutelado, ex-cônjuge ou companheiro, menor sob guarda: Necessidade de provar a dependência econômica; Resp repetitivo 1.411.258/RS menor sob guarda; Inválido de qualquer idade, desde que a invalidez seja anterior aos 21 anos, conforme art. 17, III do Decreto Regulamentador; Ex-cônjuge, desde que receba apoio financeiro, seja por determinação judicial civil ou demonstrado documentalmente (artigo 76, 2º da Lei de Benefício);

FILIAÇÃO E INSCRIÇÃO NO RGPS Filiação: Conforme definição na Instrução Normativa 77/2015 (artigo 3 ) é o vínculo que se estabelece entre pessoas que contribuem para a Previdência Social e esta, do qual decorrem direitos e obrigações. Decorre automaticamente do exercício de atividade remunerada para os segurados obrigatórios. Inscrição: Segundo o artigo 4º IN 77/2015 é o ATO pelo qual a pessoa física é cadastrada no Regime Geral de Previdência Social, mediante informações pessoais e outros elementos necessários e úteis à sua caracterização. Gera efeitos a partir do pagamento da primeira contribuição sem atraso para o segurado facultativo.

QUALIDADE DE SEGURADO Proteção adquirida através do recolhimento de contribuições, gerando direito aos benefícios previdenciários. MANUTENÇÃO DA QUALIDADE DE SEGURADO Situação em que mesmo sem contribuições, o segurado mantém seu vínculo e proteção previdenciária, podendo usufruir de prestações previdenciárias: Artigo 15 da LB, artigo 13 e seguintes do Decreto 3048 e artigo 137 e seguintes da IN 77/2015.

IMPORTANTE DESTACAR Enquanto em gozo de benefício previdenciário, mantém qualidade de segurado; Até 12 meses após a cessação dos benefícios por incapacidade, salário maternidade OU após a cessação das contribuições, para o segurado que deixar de exercer atividade remunerada abrangida pelo RGPS; Até 12 meses após o livramento, segurado detido ou recluso; Até 6 meses após a cessação das contribuições, ao segurado facultativo.

PRORROGAÇÃO DO PRAZO DA MANUTENÇÃO DA QUALIDADE O prazo de 12 meses para quem teve benefício cessado ou que deixou de exercer atividade remunerada, será prorrogado para até 24 meses, se o segurado tiver pago mais de 120 contribuições sem interrupção que acarrete a perda da qualidade de segurado; Esse prazo de 24 estende-se para mais 12 meses, chegando assim a 36 meses, para o segurado desempregado, que prove essa condição por registro no órgão próprio.

IMPORTANTE DESTACAR: INÍCIO DO PRAZO DA MANUTENÇÃO DA QUALIDADE O prazo de manutenção da qualidade de segurado será contado a partir do mês seguinte ao das ocorrências previstas nos incisos II a VI do caput do artigo 137 (previsão do par. 1º de referido artigo da IN 77/2015). Exemplo: última contribuição (ou último pagamento de benefício) em janeiro/2019: a manutenção da qualidade de segurado começa a ser contada a partir de fevereiro/2019.

MANUTENÇÃO DA QUALIDADE DE SEGURADO FACULTATIVO IN 77/2015, artigo 137, parágrafos 7º a 9º: 7º O segurado facultativo, após a cessação de benefícios por incapacidade e saláriomaternidade, manterá a qualidade de segurado pelo prazo de doze meses; 8º O segurado obrigatório que, durante o gozo de período de graça [12 (doze), 24 (vinte e quatro) ou 36 (trinta e seis) meses, conforme o caso], se filiar ao RGPS na categoria de facultativo, ao deixar de contribuir nesta última, terá direito de usufruir o período de graça de sua condição anterior, se mais vantajoso; 9º O segurado obrigatório que, durante o período de manutenção da qualidade de segurado decorrente de percepção do benefício por incapacidade, salário maternidade ou auxílio-reclusão, se filiar ao RGPS na categoria de facultativo, terá direito de usufruir do período de graça decorrente da sua condição anterior, se mais vantajoso.

TÉRMINO DO PRAZO DA QUALIDADE DE SEGURADO A perda da qualidade de segurado ocorrerá no dia seguinte ao do término do prazo fixado para recolhimento da contribuição referente ao mês imediatamente posterior ao do final dos prazos fixados no art. 137, devendo ser observada a tabela constante no art. 146. Exemplo: PRAZO DE 12, 24 OU 36 MESES janeiro/2019: a perda ocorrerá no dia 16 de março de 2019.

RESTABELECIMENTO DA QUALIDADE DE SEGURADO Artigo 27-A da LB Na hipótese de perda da qualidade de segurado, para fins da concessão dos benefícios de auxílio doença, de aposentadoria por invalidez, de salário maternidade e de auxílio reclusão, o segurado deverá contar, a partir da nova filiação à Previdência Social, com os períodos integrais de carência previstos nos incisos I, III e IV do caput do artigo 25 desta Lei (MP 871, observando-se então o prazo para cada período em discussão).

CARÊNCIA Artigo 24 da LB: É o número mínimo de contribuições mensais indispensáveis para que o beneficiário faça jus ao benefício. Segundo previsão do artigo 27 da Lei de Benefícios, as contribuições, para fins de carência, são computadas: - A partir da filiação, no caso dos segurados empregado, doméstico e avulso; - A partir do efetivo pagamento da primeira contribuição sem atraso, para o contribuinte individual, segurado especial e o facultativo.

Conforme o art. 142, da Lei 8.213/91, para o segurado inscrito até 24 de julho de 1991, a carência das aposentadorias por idade, por tempo de serviço e especial obedecerá à seguinte tabela, levando-se em conta o ano em que o segurado implementou todas as condições necessárias à obtenção do benefício:

O PAGAMENTO DE 120 CONTRIBUIÇÕES PRECISA OCORRER DE FORMA ININTERRUPTA E SEM PERDA DA QUALIDADE DE SEGURADO?

PREVIDENCIÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO PREVISTO NO ART. 557, 1º DO CPC. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. RECOLHIMENTO DE MAIS DE 120 CONTRIBUIÇÕES MENSAIS. DESEMPREGO. EXTENSÃO DO PERÍODO DE GRAÇA. QUALIDADE DE SEGURADO COMPROVADA. I Em que pese as contribuições não terem sido todas ininterruptas, o escopo da lei é a manutenção do equilíbrio atuarial, o que é satisfeito pela quantidade de contribuições, as quais, no caso do autos, ultrapassa em muito as 120 contribuições exigidas, de sorte que não há que se falar em perda da qualidade de segurado mesmo havendo interrupção superior a um ano entre alguns vínculos. II Por outro lado, é o caso de aplicação do entendimento de que a ausência de registro em CTPS implica no reconhecimento de desemprego e subseqüente prorrogação do período de graça por mais 12 meses. III Agravo do réu desprovido (art. 557, 1º, do CPC). (TRF-3 AC: 529 SP 0000529-59.2012.4.03.6117, Relator: DESEMBARGADOR FEDERAL SERGIO NASCIMENTO, Data de Julgamento: 14/05/2013, DÉCIMA TURMA)

SEGURO DESEMPREGO - Ausência de registro no MTPS: Prorroga (TNU). (...) 2. No que diz respeito à hipótese sob análise, em que o requerido alega ter deixado de exercer atividade remunerada abrangida pela Previdência Social, incide a disposição do inciso II e dos 1º e 2º do citado art. 15 de que é mantida a qualidade de segurado nos 12 (doze) meses após a cessação das contribuições, podendo ser prorrogado por mais 12 (doze) meses se comprovada a situação por meio de registro no órgão próprio do Ministério do Trabalho e da Previdência Social. 3. Entretanto, diante do compromisso constitucional com a dignidade da pessoa humana, esse dispositivo deve ser interpretado de forma a proteger não o registro da situação de desemprego, mas o segurado desempregado que, por esse motivo, encontra-se impossibilitado de contribuir para a Previdência Social. 4. Dessa forma, esse registro não deve ser tido como o único meio de prova da condição de desempregado do segurado, especialmente considerando que, em âmbito judicial, prevalece o livre convencimento motivado do Juiz e não o sistema de tarifação legal de provas.

Assim, o registro perante o Ministério do Trabalho e da Previdência Social poderá ser suprido quando for comprovada tal situação por outras provas constantes dos autos, inclusive a testemunhal. 5. No presente caso, o Tribunal a quo considerou mantida a condição de segurado do requerido em face da situação de desemprego apenas com base no registro na CTPS da data de sua saída no emprego, bem como na ausência de registros posteriores. 6. A ausência de anotação laboral na CTPS do requerido não é suficiente para comprovar a sua situação de desemprego, já que não afasta a possibilidade do exercício de atividade remunerada na informalidade. 7. Dessa forma, não tendo o requerido produzido nos autos prova da sua condição de desempregado, merece reforma o acórdão recorrido que afastou a perda da qualidade de segurado e julgou procedente o pedido; sem prejuízo, contudo, da promoção de outra ação em que se enseje a produção de prova adequada. 8. Incidente de Uniformização do INSS provido para fazer prevalecer a orientação ora firmada (PET 200900415402, PET 7115, 3ª Seção, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, Dje 06.04.2010).

Ausência de registro no MTPS: Prorroga. SÚMULA 27 DA TNU: A ausência de registro em órgão do Ministério do Trabalho não impede a comprovação do desemprego por outros meios admitidos em Direito. * Segundo consta da CTPS do falecido, seu último vínculo empregatício foi extinto em 09 de junho de 2000. Como não houve qualquer anotação posterior em sua CTPS, é de se presumir que o segurado estava desempregado, ensejando a prorrogação do período de graça. (TRF 3ª REGIÃO. Classe: AC - APELAÇÃO CÍVEL 1088118. DJF3 DATA:14/05/2008) * A situação de desemprego, para os fins de manutenção da qualidade de segurado por mais 12 (doze) meses, não necessita estar comprovada perante o órgão do Ministério do Trabalho e da Previdência Social. Em se tratando de segurado empregado, a ausência de anotação na CTPS basta para tal fim. (TRF 4ª REGIÃO Classe: AC - APELAÇÃO CIVEL. Processo: 200170000233979. DJU DATA:26/02/2003).

A REGRA CONTIDA NO 2º DO ARTIGO 15 SE APLICA AO CONTRIBUINTE INDIVIDUAL (Seguro Desemprego)?

Consignamos ainda importantes precedentes que aplicam ao segurado contribuinte individual sem trabalho o disposto no art. 15, 2º, da Lei n. 8.213/1991 (prorrogação do período de graça pelo desemprego): TRU da 4ª Região, IUJEF 2008.70.51.003130-5, Rel. Juiz Federal Antônio Fernando Schenkel do Amaral e Silva, DE de 6.4.2010; TRF-4, Embargos Infringentes 5008335-28.2011.404.7100/RS, 3ª Seção, Rel. Des. Federal Néfi Cordeiro, DE de 08.07.2013); TNU, PEDILEF n. 0500946-65.2014.4.05.8400, Relator p/acórdão Juiz Federal Daniel Machado da Rocha, Sessão de 21.10.2015. (Manual de Direito Previdenciário (2017) - Carlos Alberto Pereira de Castro e João Batista Lazzari).

Processo: 0096993-68.2016.4.02.5104/01 Recorrente: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL Juízo de origem: 1º JUIZADO ESPECIAL FEDERAL DE VOLTA REDONDA Relator: Juiz Federal FÁBIO Souza PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. QUALIDADE DE SEGURADO. PERÍODO DE GRAÇA. EXTENSÃO DO ART. 15, 2º DA LEI 8.213/91. APLICAÇÃO AO CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. POSSIBILIDADE. O CONCEITO DE DESEMPREGO PARA FINS DE EXTENSÃO DO PERÍODO DE GRAÇA ABRANGE TODOS EM SITUAÇÃO INVOLUNTÁRIA DE NÃO TRABALHO, QUE ESTEJAM EM BUSCA DE UMA ATIVIDADE INSERIDA EM QUALQUER DAS HIPÓTESES DO ART. 11 DA LEI 8.213/91. RECURSO DESPROVIDO.

1. A legislação previdenciária não fornece um conceito de desemprego, deixando ao intérprete a tarefa de significar a expressão contida no art. 15, 2º da Lei 8.213/91. 2. O conceito de desemprego é fruto de um longo processo de construção, com muitos embates e consequências. [...] Desse modo, se o segurado está em busca de um trabalho em qualquer das modalidades do art. 11 da Lei 8.213/91, deve ser considerado desempregado. 6. Desse modo, como já decidiu, em ação civil pública, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o disposto no art. 15, 1º e 2º, da Lei nº 8.213/91, que determina a ampliação do período de graça, aplicase ao segurado contribuinte individual, uma vez comprovado afastamento involuntário do mercado do trabalho por quaisquer meios permitidos em Direito... (TRF4 apelação cível 009219-91.2010.404.7100/RS). 7. Por outro lado, como a lei não restringe a extensão do período de graça aos casos de desemprego aberto, o benefício deve ser garantido também nos casos de desemprego oculto por trabalho precário ou por desalento. 8. No presente caso, o óbito ocorreu em 02/05/2016. A última contribuição do segurado ocorreu em 31/01/2014, quando contava com 307 contribuições mensais e 48 anos de idade. Faz jus à aplicação do período de graça previsto no art. 15, II, com o acréscimo do 1º, da Lei 8.213/91. [...]

O RECEBIMENTO DE SEGURO-DESEMPREGO AUTORIZA A PRORROGAÇÃO DO PERÍODO DE GRAÇA COMO SE FOSSE BENEFÍCIO?

O recebimento do seguro-desemprego não autoriza a prorrogação do período de graça prevista no art. 15, I, da Lei n. 8.213/1991 (como se fosse benefício previdenciário), mas serve de prova do desemprego para fins da prorrogação de 12 meses prevista no art. 15, 2º, da Lei de Benefícios. Segundo a TNU, o reconhecimento da natureza previdenciária do seguro desemprego não implica, todavia, na possibilidade de gozo cumulativo e sucessivo das regras inscritas nos incisos I e II do art. 15 da LB, seguidas da prorrogação de que trata o 2º (PEDILEF 00011987420114019360, Juíza Federal Ana Beatriz Vieira da Luz Palumbo, DOU de 31.5.2013). (Manual de Direito Previdenciário (2017) - Carlos Alberto Pereira de Castro e João Batista Lazzari).

[...] V - Aplica-se ao caso a incidência da regra de prorrogação do art. 15, 2º, da Lei n. 8.213/91, em virtude do desemprego, com contagem do período de "graça" a partir de 26.01.2000, quando findo o seguro desemprego, de modo que a perda da qualidade de segurado ocorreria em 26.01.2002. Destarte, é de rigor reconhecer que no dia do seu falecimento, em 17.11.2001, o de cujus mantinha qualidade de segurado. [...] (TRF-3 - APELAÇÃO CÍVEL : AC 00074331920134036131 SP, Relator: DESEMBARGADOR FEDERAL SERGIO NASCIMENTO, Data de Julgamento: 20/09/2016, DÉCIMA TURMA, Data de Publicação: e-djf3 Judicial 1 DATA: 28/09/2016)

PLANEJAMENTO DOCUMENTAL

CADASTRO NACIONAL DE INFORMAÇÕES SOCIAIS - CNIS Criado pelo Decreto 97.936/89, com o nome de Cadastro Nacional do Trabalhador; Lei de Custeio 8.212/91; Lei Complementar 128/08; Decreto 6722/08; e Instrução normativa 77/2015.

CADASTRO NACIONAL DE INFORMAÇÕES SOCIAIS CNIS Art. 29-A da Lei nº 8.213: O INSS utilizará as informações constantes no Cadastro Nacional de Informações Sociais CNIS sobre os vínculos e as remunerações dos segurados, para fins de cálculo do salário-de-benefício, comprovação de filiação ao Regime Geral de Previdência Social, tempo de contribuição e relação de emprego. Art. 19 Decreto 3.048/99: Os dados constantes do Cadastro Nacional de Informações Sociais - CNIS relativos a vínculos, remunerações e contribuições valem como prova de filiação à previdência social, tempo de contribuição e salários-decontribuição.

CNIS É PROVA PLENA? Art. 58 IN77/2015: A partir de 31 de dezembro de 2008, data da publicação do Decreto nº 6.722, de 30 de dezembro de 2008, os dados constantes do CNIS relativos a atividade, vínculos, remunerações e contribuições valem, a qualquer tempo, como prova de filiação à Previdência Social, tempo de contribuição e salários de contribuição. CNIS E SUA RETIFICAÇÃO Art. 29 A, 2º LB: O segurado poderá solicitar, a inclusão, exclusão ou retificação de informações constantes no CNIS.

OBSERVAÇÕES INICIAIS SOBRE O CNIS Vínculos extemporâneos; Vínculos sem data de saída; Vínculos sem remuneração para períodos de PBC; Contribuições menores do que o salário mínimo, devendo recolher a diferença; Contribuições individuais extemporâneas quando houve prestação de serviços do CI para empresas; Vínculos iniciados antes da data de inicio das atividades da empresas; Vínculos findados após data de encerramento das atividades da empresa; Números de inscrições do segurado, entre outros.

Artigo 63 da IN/PRES nº 77/2015: Mediante o disposto no art. 29-A da Lei nº 8.213, de 1991, e no art. 19, 19-A e 19-B do RPS e manifestação da Consultoria Jurídica do Ministério da Previdência Social - MPS por meio do Parecer Conjur/MPS nº 57, de 5 de fevereiro de 2009, serão consideradas quitadas em tempo hábil as contribuições previdenciárias devidas pelos contribuintes individuais, contribuintes em dobro, facultativos, equiparados a autônomos, empresários e empregados domésticos, relativas ao período compreendido entre abril de 1973 e fevereiro de 1994, quitadas até essa data, dispensando-se a exigência da respectiva comprovação por parte do contribuinte quando estejam no CNIS e microficha.

Artigo 63, 3º da IN/PRES nº 77/2015: Considerando que os dados constantes do CNIS relativos a contribuições valem como tempo de contribuição e prova de filiação à Previdência Social, os recolhimentos constantes em microfichas, a partir de abril de 1973 para os empregados domésticos, e a partir de setembro de 1973 para os autônomos, equiparados a autônomo e empresário, poderão ser incluídos a pedido do filiado, observando-se a titularidade do NIT, bem como os procedimentos definidos em manuais.

COMPROVAÇÃO DE VÍNCULO DO EMPREGADO Instrução Normativa, artigo 10, inciso I: CP ou CTPS; Ficha de registro de empregado (ou folha do livro) acompanhada de declaração do empregador; Contrato individual de trabalho; Acordo coletivo de trabalho; TRCT e extrato analítico do FGTS, com carimbo e assinatura do funcionário da CEF; Recibos de pagamento contemporâneos; Outros documentos.

CTPS OBSERVAÇÕES Ordem Cronológica dos registros; Estado de conservação do documento; Rasuras nas folhas, incluindo na folha da foto/qualificação; Entradas e saídas dos vínculos; Se é a carteira original do vínculo Se o vínculo começou antes da emissão da CTPS; Se o vínculo começou antes e findou após a emissão da CTPS.

SÚMULA 75 TNU: A Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) em relação à qual não se aponta defeito formal que lhe comprometa a fidedignidade goza de presunção relativa de veracidade, formando prova suficiente de tempo de serviço para fins previdenciários, ainda que a anotação de vínculo de emprego não conste no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).

CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR IDADE. CONCESSÃO. TRABALHADOR URBANO. PROVA MATERIAL. ATIVIDADE COMPROVADA. CARÊNCIA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PREENCHIMENTO SIMULTÂNEO DOS REQUISITOS LEGAIS. DESNECESSIDADE. CONDIÇÃO DE SEGURADO. SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO. RENDA MENSAL. TERMO INICIAL. CORREÇÃO MONETÁRIA. JUROS DE MORA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. CUSTAS E DESPESAS PROCESSUAIS. 1 - O trabalhador urbano é segurado obrigatório da Previdência Social, nos termos do art. 201, 7º, II, da CF/88 e do art. 11, I, "a", da Lei nº 8.213/91. 2 - Goza de presunção legal e veracidade juris tantum a atividade urbana devidamente registrada em carteira de trabalho, e prevalece se provas em contrário não são apresentadas, nos termos do art. 19 do Dec. nº 3.048/99. (...). (2002.61.04.007778-9 TRF 3ª R. - 9ª Turma Rel. NELSON BERNARDES).

COMPROVAÇÃO DO VÍNCULO EMPREGATÍCIO - RURAL IN 77/2015: Artigo 54 traz rol exemplificativo de documentos: I - certidão de casamento civil ou religioso; II - certidão de união estável; III - certidão de nascimento ou de batismo dos filhos; IV - certidão de tutela ou de curatela; V - procuração; VI - título de eleitor ou ficha de cadastro eleitoral; VII - certificado de alistamento ou de quitação com o serviço militar; VIII - comprovante de matrícula ou ficha de inscrição em escola, ata ou boletim escolar do trabalhador ou dos filhos; IX - ficha de associado em cooperativa; X - comprovante de participação como beneficiário, em programas governamentais para a área rural nos estados, no Distrito Federal ou nos Municípios; XI - comprovante de recebimento de assistência ou de acompanhamento de empresa de assistência técnica e extensão rural; XII - escritura pública de imóvel;

XIII - recibo de pagamento de contribuição federativa ou confederativa; XIV - registro em processos administrativos ou judiciais, inclusive inquéritos, como testemunha, autor ou réu; XV - ficha ou registro em livros de casas de saúde, hospitais, postos de saúde ou do programa dos agentes comunitários de saúde; XVI - carteira de vacinação; XVII - título de propriedade de imóvel rural; XVIII - recibo de compra de implementos ou de insumos agrícolas; XIX - comprovante de empréstimo bancário para fins de atividade rural; XX - ficha de inscrição ou registro sindical ou associativo junto ao sindicato de trabalhadores rurais, colônia ou associação de pescadores, produtores ou outras entidades congêneres; XXI - contribuição social ao sindicato de trabalhadores rurais, à colônia ou à associação de pescadores, produtores rurais ou a outras entidades congêneres; XXII - publicação na imprensa ou em informativos de circulação pública; XXIII - registro em livros de entidades religiosas, quando da participação em batismo, crisma, casamento ou em outros sacramentos; XXIV - registro em documentos de associações de produtores rurais, comunitárias, recreativas, desportivas ou religiosas; Outros.

A legislação ainda permite para contagem de tempo de contribuição: Certificado de Reservista, desde que indique o tempo total da prestação de serviço militar obrigatório, ou Certidão emitida pelo Ministério do Exército, Marinha ou Aeronáutica.

COMPROVAÇÃO DO EXERCÍCIO DE ATIVIDADE - INDIVIDUAL IN 77/2015: Artigo 32 traz rol exemplificativo de documentos: I - para os profissionais liberais que exijam inscrição em Conselho de Classe, pela inscrição e documentos que comprovem o efetivo exercício da atividade; IV para o médico residente mediante apresentação do contrato de residência médica ou declaração fornecida pela instituição de saúde responsável pelo referido programa, observado o inciso I deste artigo; IX a partir de 29 de novembro de 1999, publicação da Lei 9876/99 até 31 de março de 2003, conforme artigo 15 da Lei 10.666/2003, para o contribuinte individual prestador de serviço à empresa contratante e para o assim associado à cooperativa, deverá apresentar documentos que comprovem a remuneração auferida em uma ou mais empresas, referente a sua contribuição mensal, que, mesmo declarada em GFIP, só será considerada se efetivamente recolhida; X a partir de abril de 2003, conforme os artigos 4º, 5º e 15 da Lei 10.666/2003, para o contribuinte individual prestador de serviço à empresa contratante e para o associado à cooperativa na forma do artigo 216 do RPS, deverá apresentar recibo de prestação de serviços a ele fornecido, onde conste a razão ou denominação social, o CNPJ da empresa contratante, a retenção da contribuição efetuada, o valor da remuneração percebido, valor retido e a identificação do filiado;

NIT FAIXA CRITÍCA Série iniciada pela sequência 1.092, a um conjunto de NITs que foram cadastrados em uma época que se admitia mais de um local para cadastro de contribuintes individuais (além das APS, Correios e outros), resultando assim duplicidade ou mais de segurados e seus recolhimentos. Solução: apresentação de documentação comprobatória do segurado que pretende ver esse reconhecimento.

NIT FAIXA CRÍTICA Autos do processo 0007394-65.2010.403.6183: Considerando que a chamada faixa crítica é um fator que impossibilita a confirmação quanto à titularidade e a autenticidade das contribuições, cabe ao autor ilidir os elementos de provas apresentados pelo INSS, comprovando seu direito por meio da juntada de todos os comprovantes de pagamento das contribuições do período que pretende ver reconhecido.

MENOR APRENDIZ Art. 8º da IN 77/2015: É segurado na categoria de empregado, conforme o inciso I do art. 9º do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto nº 3.048, de 6 de maio de 1999: [...] I - o aprendiz, com idade de quatorze a 24 (vinte e quatro) anos, sujeito à formação profissional metódica do ofício em que exerça o seu trabalho, observando que a contratação poderá ser efetivada pela empresa onde se realizará a aprendizagem ou pelas entidades sem fins lucrativos, que têm por objetivo a assistência ao adolescente e a educação profissional, atendidos os requisitos da Lei nº 10.097, de 19 de dezembro de 2000 e da Lei nº 11.180, de 23 de setembro de 2005; [...]

ALUNO APRENDIZ Com previsão no artigo 76 da IN 77/2015, temos que o período de aprendizado profissional realizado até 16/12/1998 é considerado como tempo de serviço/contribuição, independente do momento em que o segurado venha implementar as condições pra concessão do benefício. São considerados como tempo de contribuição: Período de frequência às aulas dos aprendizes matriculados em escolas profissionais mantidas por empresas ferroviárias; Tempo de aprendizado profissional realizado como aluno aprendiz, em escolas industrias ou técnicas SENAI/SENAC;

Referida prova se faz: Certidão emitida por empresa quando se tratar de aprendizes matriculados em escolas profissionais mantidas por empresas ferroviárias; Certidão Escolar, nos casos de frequência em escolas industriais ou técnicas; SÚMULA 18 DA TURMA NACIONAL DE UNIFORMIZAÇÃO Provado que o aluno aprendiz de Escola Técnica Federal recebia remuneração, mesmo que indireta, à conta do orçamento da União, o respectivo tempo de serviço pode ser computado para fins de aposentadoria previdenciária.

No Judiciário: Autos nº 0017545-60.2013.4.02.5101 O art. 60, XXII, do Decreto nº 3.048/99 Regulamento da Previdência Social expressamente prevê o cômputo do tempo exercido na condição de alunoaprendiz referente ao período de aprendizado profissional realizado em escola técnica, desde que comprovada a remuneração, mesmo que indireta, à conta do orçamento público e o vínculo empregatício, o que ocorreu, no presente caso. Acrescente-se, ainda, que é firme a jurisprudência de nossos tribunais, inclusive do Superior Tribunal de Justiça e da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais, no sentido de ser cabível o cômputo quando for comprovado o recebimento de remuneração pelo aluno-aprendiz, às expensas do orçamento público, ainda que se trate de remuneração indireta. No mesmo sentido, a Súmula nº 96 do Tribunal de Contas da União.

RECONHECIMENTO DO TRABALHO DO MENOR ANTES DOS 14 ANOS APELAÇÃO CÍVEL Nº 5017267-34.2013.4.04.7100/RS RELATOR: HERMES SIEDLER DA CONCEIÇÃO JUNIOR REL.: SALISE MONTEIRO SANCHOTENE APELANTE: INSS E MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL APELADOS: OS MESMOS DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA MOVIDA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PARA AFASTAR A IDADE MÍNIMA PREVISTA NO ART. 11 DA LEI 8.213/91 PARA FINS DE RECONHECIMENTO DE TEMPO DE SERVIÇO E DE CONTRIBUIÇÃO. INTERESSE DE AGIR DO MPF. RECONHECIMENTO. EFEITOS JURÍDICOS DA SENTENÇA. ABRANGÊNCIA NACIONAL DA DECISÃO PROLATADA EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA. ART. 16 DA LEI. 7.347/85. INTERPRETAÇÃO DO ART. 7º, XXXIII DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. TRABALHO INFANTIL X PROTEÇÃO PREVIDENCIÁRIA. REALIDADE FÁTICA BRASILEIRA. INDISPENSABILIDADE DE PROTEÇÃO PREVIDENCIÁRIA ÀS CRIANÇAS. POSSIBILIDADE DE SER COMPUTADO PERÍODO DE TRABALHO SEM LIMITAÇÃO DE IDADE MÍNIMA. ACP INTEGRALMENTE PROCEDENTE. JULGAMENTO PELO COLEGIADO AMPLIADO. ART. 942 DO CPC. RECURSO DO MPF PROVIDO. APELO DO INSS DESPROVIDO.

RECURSO ESPECIAL Nº 1.650.697 - RS PREVIDENCIÁRIO. RECURSO ESPECIAL. ENUNCIADO ADMINISTRATIVO 3/STJ. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. INDÍGENAS MENORES DE 16 (DEZESSEIS) ANOS. CONDIÇÃO DE SEGURADAS ESPECIAIS. CONCESSÃO DE SALÁRIO- MATERNIDADE. CABIMENTO. PRECEDENTES. RECURSO ESPECIAL NÃO PROVIDO. [...]

4. A limitação etária não tem o condão de afastar a condição de segurada especial das indígenas menores de 16 (dezesseis) anos, vedando-lhes o acesso ao sistema de proteção previdenciária estruturado pelo Poder Público. Princípio da primazia da verdade. Precedentes. 5. As regras de proteção das crianças e adolescentes não podem ser utilizadas com o escopo de restringir direitos. Nos casos em que ocorreu, ainda que de forma indevida, a prestação do trabalho pela menor de 16 (dezesseis) anos, é preciso assegurar a essa criança ou adolescente, ainda que indígena, a proteção do sistema previdenciário, desde que preenchidos os requisitos exigidos na lei, devendo ser afastado o óbice etário. 6. Recurso especial não provido

PERÍODO EM GOZO DE BENEFÍCIO POR INCAPACIDADE x TC X CARÊNCIA

Artigo 55 da Lei n. 8.213/91: O tempo de serviço será comprovado na forma estabelecida no Regulamento, compreendendo, além do correspondente às atividades de qualquer das categorias de segurados de que trata o art. 11 desta Lei, mesmo que anterior à perda da qualidade de segurado: [...] II - o tempo intercalado em que esteve em gozo de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez; [...] Artigo 60 do Decreto 3.048/99: Até que lei específica discipline a matéria, são contados como tempo de contribuição, entre outros: [...] III - o período em que o segurado esteve recebendo auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez, entre períodos de atividade; [...] IX - o período em que o segurado esteve recebendo benefício por incapacidade por acidente do trabalho, intercalado ou não; [...]

Súmula 73 TNU O tempo de gozo de auxílio-doença ou de aposentadoria por invalidez não decorrentes de acidente de trabalho só pode ser computado como tempo de contribuição ou para fins de carência quando intercalado entre períodos nos quais houve recolhimento de contribuições para a previdência social.

AUXÍLIO ACIDENTE REsp 1.243.760/PR O auxílio acidente e não apenas o auxílio doença e a aposentadoria por invalidez pode ser considerado como espécie de benefício por incapacidade, apto a compor a carência necessária à concessão da aposentadoria por idade. É de ser observada a vetusta regra de hermenêutica, segundo a qual onde a lei não restringe, não cabe ao intérprete restringir.

RECURSO ESPECIAL Nº 1.602.868 - SC PREVIDENCIÁRIO. RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1973. APLICABILIDADE. APOSENTADORIA. CÔMPUTO DO TEMPO DE RECEBIMENTO DE BENEFÍCIO POR INCAPACIDADE PARA EFEITO DE CARÊNCIA. CONTRIBUIÇÃO EM PERÍODO INTERCALADO. POSSIBILIDADE.

ACP 0216249-77.2017.4.02.5101 (2017.51.01.216249-6) tem tutela antecipada que estende os efeitos do art. 153, 1º, da IN, para todo o país. ACP 5007252-92.2018.4.03.6183 6ª Vara Previdenciária de SP, requereu o afastamento da aplicação do parágrafo 1º, do artigo 153 da IN, para todo o país.

FINANCEIRO

OBSERVAÇÕES DOS SC NO CNIS Identificar a evolução dos salários de contribuições constantes no CNIS; Efetuar a retificação dos valores dos salários de contribuições a partir dos documentos do segurado; Avaliar o custo-benefício do recolhimento e do valor do salário de contribuição, para fins de concessão de benefício; Aproveitamento de recolhimentos em atraso para fins de reconhecimento de vínculo ou de tempo de serviço (Inclusive períodos alcançados pela decadência art. 45-A LC).

SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO Artigo 201 DA CF/88: [...] 11. Os ganhos habituais do empregado, a qualquer título, serão incorporados ao salário para efeito de contribuição previdenciária e consequente repercussão em benefícios, nos casos e na forma da lei.

SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO SC: Valor sobre o qual se faz incidir a alíquota da contribuição previdenciária. Base de Cálculo do Tributo. Equivale à remuneração do segurado, limitado ao valor teto do RGPS.

SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO CONCEITO E BASE DE CÁLCULO Empregado, empregado doméstico, trabalhador avulso: artigo 28, inciso I da Lei de Custeio: ganhos habituais, a qualquer título, sob forma de moeda corrente ou de utilidades; Contribuinte individual: artigo 28, inc. III da LC: remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício da atividade por conta própria; Facultativo: artigo 28, inc. IV da LC: valor declarado.

ALÍQUOTA CONTRIBUTIVA DOS CONTRIBUINTES INDIVIDUAL E FACULTATIVO Artigo 21 da Lei nº 8.212/91: A alíquota de contribuição dos segurados contribuinte individual e facultativo será de vinte por cento sobre o respectivo salário-de-contribuição. [...] 2 o No caso de opção pela exclusão do direito ao benefício de aposentadoria por tempo de contribuição, a alíquota de contribuição incidente sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição será de:

I - 11% (onze por cento), no caso do segurado contribuinte individual, ressalvado o disposto no inciso II, que trabalhe por conta própria, sem relação de trabalho com empresa ou equiparado e do segurado facultativo, observado o disposto na alínea b do inciso II deste parágrafo; II - 5% (cinco por cento): a) no caso do microempreendedor individual, de que trata o art. 18-A da Lei Complementar n o 123, de 14 de dezembro de 2006; e b) do segurado facultativo sem renda própria que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência, desde que pertencente a família de baixa renda.

RESPONSABILIDADE PELO RECOLHIMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES Artigo 30 da Lei 8.212/91: A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: I - a empresa é obrigada a: a) arrecadar as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, descontando-as da respectiva remuneração; [...] V - o empregador doméstico é obrigado a arrecadar e a recolher a contribuição do segurado empregado a seu serviço, assim como a parcela a seu cargo, até o dia 7 do mês seguinte ao da competência; [...]

Artigo 33 da Lei nº 8.212/91: [...] 5º O desconto de contribuição e de consignação legalmente autorizadas sempre se presume feito oportuna e regularmente pela empresa a isso obrigada, não lhe sendo lícito alegar omissão para se eximir do recolhimento, ficando diretamente responsável pela importância que deixou de receber ou arrecadou em desacordo com o disposto nesta Lei.

Artigo 34 da Lei nº 8.213/91: No cálculo do valor da renda mensal do benefício, inclusive o decorrente de acidente do trabalho, serão computados: I - para o segurado empregado, inclusive o doméstico, e o trabalhador avulso, os salários de contribuição referentes aos meses de contribuições devidas, ainda que não recolhidas pela empresa ou pelo empregador doméstico, sem prejuízo da respectiva cobrança e da aplicação das penalidades cabíveis, observado o disposto no 5 o do art. 29-A;

II - para o segurado empregado, inclusive o doméstico, o trabalhador avulso e o segurado especial, o valor mensal do auxílio-acidente, considerado como salário de contribuição para fins de concessão de qualquer aposentadoria, nos termos do art. 31; III - para os demais segurados, os salários-de-contribuição referentes aos meses de contribuições efetivamente recolhidas.

Enunciado 18 do CRPS Não se indefere benefício sob fundamento de falta de recolhimento de contribuição previdenciária quando esta obrigação for devida pelo empregador.

Artigo 32, 22 do Decreto nº 3.048/99: Considera-se período contributivo: I - para o empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso: o conjunto de meses em que houve ou deveria ter havido contribuição em razão do exercício de atividade remunerada sujeita a filiação obrigatória ao regime de que trata este Regulamento; II - para os demais segurados, inclusive o facultativo: o conjunto de meses de efetiva contribuição ao regime de que trata este Regulamento.

COMPROVAÇÃO DA REMUNERAÇÃO Artigo 10, II da Instrução Normativa 77/2015: a) contracheque ou recibo de pagamento contemporâneos ao período que se pretende comprovar, com a identificação do empregador e do empregado; b) ficha financeira; c) anotações contemporâneas acerca das alterações de remuneração constantes da CP ou da CTPS com anuência do filiado; ou d) original ou cópia autenticada da folha do Livro de Registro de Empregados ou da Ficha de Registro de Empregados, onde conste a anotação do nome do respectivo filiado, bem como das anotações de remunerações, com a anuência do filiado e acompanhada de declaração fornecida pela empresa, devidamente assinada e identificada por seu responsável. 1º e 2º: Declaração do empregador ou seu preposto contendo as remunerações quando estas forem o objeto da comprovação.

Artigo 33 da LC: À Secretaria da Receita Federal do Brasil compete planejar, executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas à tributação, à fiscalização, à arrecadação, à cobrança e ao recolhimento das contribuições sociais previstas no parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições incidentes a título de substituição e das devidas a outras entidades e fundos.

Arts. 35 e 36 da LB: Ao segurado empregado, inclusive o doméstico, e ao trabalhador avulso que tenham cumprido todas as condições para a concessão do benefício pleiteado, mas não possam comprovar o valor de seus salários de contribuição no período básico de cálculo, será concedido o benefício de valor mínimo, devendo esta renda ser recalculada quando da apresentação de prova dos salários de contribuição.

BENEFÍCIOS POR INCAPACIDADE E SEU CÔMPUTO COMO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO Artigo 29 da LB: O salário-de-benefício consiste: [...] 5º: Se, no período básico de cálculo, o segurado tiver recebido benefícios por incapacidade, sua duração será contada, considerando-se como salário-de-contribuição, no período, o salário-de-benefício que serviu de base para o cálculo da renda mensal, reajustado nas mesmas épocas e bases dos benefícios em geral, não podendo ser inferior ao valor de 1 (um) salário mínimo.

CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS Microfichas de recolhimentos constantes no banco de dados do INSS; Guias de recolhimento modalidade GR, GR1 e GR2; Carnês de contribuição; Guia de recolhimento de contribuinte individual (GRCI); Guia de recolhimento da Previdência Social (GRPS-3); Guia da Previdência Social (GPS)

CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS PRESTADOR DE SERVIÇOS, A PARTIR DEABRIL DE 2003: - comprovantes de retirada de pró-labore, que demonstrem a remuneração decorrente do seu trabalho; - nas situações de empresário, comprovante de pagamento do serviço prestado, onde conste a identificação completa da empresa, inclusive com o número do CNPJ/CEI, o valor da remuneração paga, o desconto da contribuição efetuado e o número de inscrição do segurado no RGPS; - declaração de Imposto de Renda Pessoa Física IRPF relativa ao ano-base objeto da comprovação, que possa formar convicção das remunerações auferidas; - ou declaração fornecida pela empresa, devidamente assinada e identificada por seu responsável, onde conste a identificação completa da mesma, inclusive com o número do CNPJ/CEI, o valor da remuneração paga, o desconto da contribuição efetuado e o número de inscrição do segurado no RGPS;

CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS Art. 30 LC: A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: [...] II os segurados contribuinte individual e facultativo estão obrigados a recolher sua contribuição por iniciativa própria, até o dia quinze do mês seguinte ao da competência; (realcei).

CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS Para efeito do disposto no parágrafo único, do artigo 31 da IN INSS/PRES nº 77/2015): a) enquanto não ocorrer os procedimentos previstos nos incisos do caput deste artigo, presumir-se-á a continuidade do exercício da atividade sem necessidade de comprovação, e em consequência o contribuinte será considerado em débito no período sem contribuição; e b) não será considerado em débito o período sem contribuição a partir de 1º de abril de 2003, por força da MP nº 83, de 12 de dezembro de 2002, convertida na Lei nº 10.666, de 8 de maio de 2003, para o contribuinte individual empresário ou prestador de serviço, sendo presumido o recolhimento das contribuições dele descontados, na forma do art. 216 do RPS (Trata sobre a arrecadação e recolhimento das contribuições).

ENUNCIADO 27 DO CRPS Cabe ao contribuinte individual comprovar a interrupção ou o encerramento da atividade pela qual vinha contribuindo, sob pena de ser considerado em débito no período sem contribuição. A concessão de benefícios previdenciários, requeridos pelo contribuinte individual em débito, é condicionada ao recolhimento prévio das contribuições em atraso, ressalvada a alteração introduzida pelo Decreto 4729/2003, no artigo 26, 4º e no artigo 216, I, a do Decreto 3048/99, que, a partir da competência abril/2003, torna presumido o recolhimento das contribuições descontadas dos contribuintes individuais pela empresa contratante de seus serviços.

RECONHECIMENTO DE FILIAÇÃO E RETROAÇÃO DA DIC Art. 22 da IN 77/15: Reconhecimento de filiação é o direito do segurado de ter reconhecido, em qualquer época, o tempo de exercício de atividade anteriormente abrangida pela Previdência Social. Art. 23 da IN 77/15: Considera-se Retroação de Data do Início da Contribuição DIC o reconhecimento de filiação em período anterior a inscrição mediante comprovação de atividade e recolhimento das contribuições. Parágrafo único. A partir da competência abril de 2003, o contribuinte individual informado em GFIP poderá ter deferido o pedido de reconhecimento da filiação mediante comprovação do exercício da atividade remunerada, independente do efetivo recolhimento das contribuições.

CONTRIBUIÇÕES EM ATRASO DO INDIVIDUAL PARA FINS DE CARÊNCIA Recolhimento em atraso desde que tenha ocorrido a primeira contribuição em dia; Art. 27 da Lei 8.213/91. PARA FINS DE TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO As contribuições em atraso serão consideradas desde que o contribuinte comprove por início de prova material a sua filiação junto ao RGPS por meio de atividade remunerada.

PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR IDADE URBANA. REQUISITOS: ETÁRIO E CARÊNCIA. PRESTAÇÕES RECOLHIDAS EM ATRASO. CONTAGEM PARA EFEITO DE CARÊNCIA. 1. Para a concessão de aposentadoria por idade urbana devem ser preenchidos dois requisitos: a) idade mínima (65 anos para o homem e 60 anos para a mulher) e b) carência recolhimento mínimo de contribuições (sessenta na vigência da CLPS/1984 ou no regime da LBPS, de acordo com a tabela do art. 142 da Lei nº 8.213/1991). 2. O termo inicial da aposentadoria por idade deve ser fixado na data do requerimento administrativo, nos termos do art. 49, II, da Lei nº 8.213/1991. 3. Somente não serão consideradas as contribuições recolhidas em atraso anteriores ao pagamento da primeira prestação em dia. (TRF4, APELAÇÃO CÍVEL Nº 5035141-36.2016.404.7000).

[ ] A TNU já firmou o entendimento quanto à possibilidade de cômputo das contribuições previdenciárias recolhidas a posteriori pelo contribuinte individual para efeitos de carência, se não houver perda da qualidade de segurado. (PEDILEF n. 5038937-74.2012.4.04.7000, Rel. Juiz Federal Janilson Bezerra de Siqueira, DJe 22/3/2013) [ ] As contribuições previdenciárias recolhidas com atraso devem ser consideradas para efeito de carência desde que posteriores à primeira paga sem atraso e que o atraso não importe nova perda da condição de segurado (PEDILEF n. 2006.70.95.011470-8/PR, Rel. Juiz Federal Élio Wanderley de Siqueira Filho, DJe 14/4/2008).

FUNDAMENTAÇÃO LEGAL PARA RECOLHIMENTO EM ATRASO DO INDIVIDUAL Art. 45-A da Lei n. 8.212/91: O contribuinte individual que pretenda contar como tempo de contribuição, para fins de obtenção de benefício no Regime Geral de Previdência Social ou de contagem recíproca do tempo de contribuição, período de atividade remunerada alcançada pela decadência deverá indenizar o INSS.

CÁLCULO PARA O RECOLHIMENTO EM ATRASO DAS CONTRIBUIÇÕES ALCANÇADAS PELA DECADÊNCIA/PRESCRIÇÃO Alíquota: 20% Base de cálculo: a) M.a.s dos 80% > SC; ou b) Da remuneração do Servidor público; Juros: 0,5 % a.m. limitado a 50%; Multa: 10%

CÁLCULO PARA O RECOLHIMENTO EM ATRASO DAS CONTRIBUIÇÕES ALCANÇADAS PELA DECADÊNCIA/PRESCRIÇÃO É indevida a exigência de juros moratórios e multa sobre o valor de indenização substitutiva de contribuições previdenciárias, relativamente a período de tempo de serviço anterior à MP 1.523/96*, conforme a jurisprudência dominante do STJ. (TRF4, Processo 5000808-86.2016.404.7217). *reeditada 13 vezes, revogada pela MP 1.596 e convertida na Lei 9.528/97

CONTRIBUIÇÕES RECOLHIDAS EM NIT ERRADO NIT INVÁLIDO NIT DE OUTRO SEGURADO Solução Solução Artigo 66 e seguintes da IN 77/2015 Artigo 66 e seguintes da IN 77/2015

AUXÍLIO-ACIDENTE E SC Artigo 31 da Lei nº 8.213/91: O valor mensal do auxílio-acidente integra o salário-de-contribuição, para fins de cálculo do salário-de-benefício de qualquer aposentadoria, observado, no que couber, o disposto no art. 29 e no art. 86, 5º. Auxílio-acidente sem SC? REsp 1.243.760/PR

AMBIENTAL

FUNDAMENTAÇÃO LEGAL Constituição Federal, artigo 201, 1º, atividades exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física; Artigo 57 e seguintes da Lei de Benefícios; Artigo 64 e seguintes do Decreto 3.048/99; Artigo 246 e seguintes da Instrução Normativa 77/2015.

Consiste em analisar o ambiente de trabalho do segurado, apurando a possibilidade de conversão de tempo especial em comum, ou enquadramento de atividade especial por 15, 20 ou 25 anos de tempo de contribuição, com base nos seguintes documentos:

Artigo 258 da IN 77/2015: Para caracterizar o exercício de atividade sujeita a condições especiais o segurado empregado ou trabalhador avulso deverá apresentar, original ou cópia autenticada da Carteira Profissional - CP ou da Carteira de Trabalho e Previdência Social - CTPS, observado o art. 246, acompanhada dos seguintes documentos:

I - para períodos laborados até 28 de abril de 1995*, véspera da publicação da Lei nº 9.032, de 28 de abril de 1995: a) os antigos formulários de reconhecimento de períodos laborados em condições especiais emitidos até 31 de dezembro de 2003, e quando se tratar de exposição ao agente físico ruído, será obrigatória a apresentação, também, do Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho - LTCAT; ANTIGOS FORMULÁRIOS: SB 40, DSS8030, DIRBEN 8030 *disposição que se estendeu até 13/10/1996 (letra b ).

III - para períodos laborados entre 14 de outubro de 1996, data da publicação da MP nº 1.523, de 11 de outubro de 1996 a 31 de dezembro de 2003, data estabelecida pelo INSS em conformidade com o determinado pelo 3º do art. 68 do RPS: a) os antigos formulários de reconhecimento de períodos laborados em condições especiais emitidos até 31 de dezembro de 2003, e LTCAT para exposição a qualquer agente nocivo ou demais demonstrações ambientais arroladas no inc. V, do caput do artigo 261;

PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PROFISSIONAL - PPP IV - para períodos laborados partir de 1º de janeiro de 2004, o documento a ser apresentado deverá ser o PPP; Modelo no Anexo V da IN 77/2015;

TRABALHO ANTES DE 1º/01/2004 QUAL FORMULÁRIO? Art. 260. Consideram-se formulários legalmente previstos para reconhecimento de períodos alegados como especiais para fins de aposentadoria, os antigos formulários em suas diversas denominações, sendo que, a partir de 1º de janeiro de 2004, o formulário a que se refere o 1º do art. 58 da Lei nº 8.213, de 1991, passou a ser o PPP. 1º Para as atividades exercidas até 31 de dezembro de 2003, serão aceitos os antigos formulários, desde que emitidos até essa data, observando as normas de regência vigentes nas respectivas datas de emissão.

PPP ACOMPANHADO DE LTCAT? STJ - PETIÇÃO Nº 10.262 - RS (2013/0404814-0): Basta PPP.

NÍVEL DE RUÍDO STJ, REsp 1.398.260 PR: A norma que rege o tempo de serviço é aquela vigente no momento da prestação, devendo, assim, ser considerado prejudicial até 05/03/97 a exposição a ruídos superiores a 80 decibéis, de 06/3/97 a 18/11/2003, a exposição a ruídos acima de 90 decibéis e, a partir de então, a exposição a ruídos acima de 85 decibéis.

ENQUADRAMENTO POR CATEGORIA PROFISSIONAL Art. 269. Para enquadramento de atividade exercida em condição especial por categoria profissional o segurado deverá comprovar o exercício de função ou atividade profissional até 28 de abril de 1995, véspera da publicação da Lei nº 9.032, de 28 de abril de 1995, arroladas nos seguintes anexos legais: I - quadro anexo ao Decretos nº 53.831, de 25 de março de 1964, a partir do código 2.0.0 (Ocupações); e II - Anexo II do Decreto nº 83.080, de 1979.

ENQUADRAMENTO POR CATEGORIA PROFISSIONAL Anexo ao Decreto nº 53.831, de 25 de março de 1964, a partir do código 2.0.0 (Ocupações); e Anexo II do Decreto nº 83.080, de 1979: Engenheiros de Construção Civil, de minas, de metalurgia, Eletricistas. Médicos, Dentistas, Enfermeiros. Soldadores, galvanizadores, chapeadores, caldeireiros. Motorneiros e condutores de bondes. Motoristas e cobradores de ônibus. Motoristas e ajudantes de caminhão.

ENQUADRAMENTO POR CATEGORIA PROFISSIONAL POR PARECERES Zonas de mineração de carvão: MESTRE DE MINERAÇÃO, OPERADOR DE ESCAVADEIRA, SERVENTE DE EXTRAÇÃO E TRATORISTA (desde que exerçam funções permanentes no setor de extração do carvão à superfície) OPERADOR DE PERFURATRIZ (beneficiamento de carvão) Pareceres do DNSHT no processo MTPS n 108.191/73 PENEIREIRO, RECHEGADOR DE VAGONETAS, SILEIRO Parecer no processo MTb n 108.035/79 e MPAS/CRPS n 623.152/79 Serviços em pedreiras: ATIVIDADES EM PEDREIRAS A CÉU ABERTO, NA MÁQUINA DE BRITAGEM, ficando expostos a poeiras minerais e ruídos Parecer da SSMT no processo MTb n 106.513/79

ENQUADRAMENTO POR CATEGORIA PROFISSIONAL POR PARECERES MACHEIRO Parecer no processo MTb n 101.386/79 e INPS n 5.056.542/81 AUXILIAR DE MECÂNICO, AJUDANTE METALÚRGICO e POLIDOR (exercidas em indústria metalúrgica e de fundições de metais não ferrosos) Parecer da SSMT no processo MTb n 303.151/81 VAZADOR, MOLDADOR e demais atividades exercidas em ambiente de fundição Parecer da SSMT no processo MTb n 103.248/83;

DATA LIMITE PARA ENQUADRAMENTO POR CATEGORIA PROFISSIONAL A Lei 9032/95, datada de 29 de abril de 1995: extinguiu a possibilidade de enquadramento por categoria profissional (essa lei é fruto de conversão da MP 1.523/96); O Decreto 2.172, de 05/3/1997, regulamentou a Lei 9032/95, razão pela qual a possibilidade de enquadramento por categoria ocorre até 05/3/1997;

DATA LIMITE PARA ENQUADRAMENTO POR CATEGORIA PROFISSIONAL Apresentação de laudo pericial até 28/04/1995, dependendo o direito à conversão simplesmente da atividade profissional. A partir de 29/04/1995 a comprovação da atividade especial é feita através de formulários específicos (SB-40 e DSS-8030); A partir de 05/03/1997, passou a exigir laudo técnico. Ministro GILSON DIPP no voto condutor do REsp nº 389.079SC: Na verdade, o que ocorre é que até o advento da Lei n.º 9.03295, em 2904-95, é possível o reconhecimento do tempo de serviço especial com base na categoria profissional do trabalhador. A partir desta lei a comprovação da atividade especial é feita através dos formulários SB-40 e DSS-8030, até o advento do Decreto 2.172 de 05-03-97, que regulamentou a MP 1.52396 (esta convertida na Lei 9.52897), que passa a exigir o laudo técnico.

EMPRESA FECHOU, FALIU, SUMIU... COMO OBTER PPP Se há necessidade de enquadramento por categoria profissional: Artigo 270, parágrafo 1º da IN 77/2015: 1º No caso de empresa legalmente extinta, a não apresentação do formulário de reconhecimento de períodos laborados em condições especiais ou PPP não será óbice ao enquadramento do período como atividade especial por categoria profissional para o segurado empregado, desde que conste a função ou cargo, expresso e literal, nos documentos relacionados no inciso I deste artigo, idêntica às atividades arroladas em um dos anexos legais indicados no art. 269, devendo ser observada, nas anotações profissionais, as alterações de função ou cargo em todo o período a ser enquadrado. Oportunizado inclusive JA: 2º Na hipótese descrita no 1º, poderá ser realizada JA, conforme disposto no art. 582.

EMPRESA FECHOU, FALIU, SUMIU... COMO OBTER PPP Se há necessidade de prova por exposição a agente nocivo: SINDICATO: alguns podem emitir o PPP (caso comum para os vigilantes) o que eliminará a necessidade de ficar procurando síndico e ir atrás do documento; ADMINISTRADOR JUDICIAL (síndico) responsável pela massa falida; poderá ter a posse dos documentos necessários - PPP e outros documentos necessários para a aposentadoria; Artigo 103, parágrafo 4º: usar a PESQUISA EXTERNA, diante da impossibilidade do segurado apresentar os documentos solicitados pelo INSS (PPP).

INDICADOR IEAN INDICA EXPOSIÇÃO AGENTE NOCIVO O artigo 58 da IN informa que o CNIS é prova plena para fins de: os dados constantes do CNIS relativos a atividade, vínculos, remunerações e contribuições valem, a qualquer tempo, como prova de filiação à Previdência Social, tempo de contribuição e salários Logo: Se no CNIS do segurado consta o indicador IEAN, essa informação por si só me basta para o respectivo enquadramento de atividade especial, para fins previdenciários de conversão de atividade especial, sem a necessidade direta de comprovar exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física.

- INDICADOR IEAN INDICA EXPOSIÇÃO AGENTE NOCIVO [...] Para todo o período de 2/6/1997 a 10/10/2016, no extrato CNIS juntado pela autarquia consta o indicador IEAN (exposição a agente nocivo), que por estar inserida no CNIS, goza de presunção de veracidade, conforme disposto no artigo 19 do Decreto 3.048/99. Além disso, infere-se que o IEAN aponta que a empresa esteve sujeita ao pagamento da contribuição do artigo 22, II, da Lei nº 8.212/91 (SAT), que financia justamente as aposentadorias especiais. (ApCiv - APELAÇÃO CÍVEL / SP 5073839-94.2018.4.03.9999)

- INDICADOR IEAN INDICA EXPOSIÇÃO AGENTE NOCIVO [...] Quanto ao período de 01/09/1992 a 11/03/2011, a sentença reconheceu sua especialidade pois consulta ao CNIS (fl. 204) indica a sigla IEAN que aponta que a empresa esteve sujeita ao pagamento da contribuição do artigo 22, II, da Lei 8.212/91 (SAT), que financia justamente as aposentadorias especiais e exigir a contribuição (SAT) e negar o benefício (aposentadoria especial ou reconhecimento da especialidade do vínculo) representaria contraditoriamente reconhecer a especialidade de um lado e negá-la do outro, em afronta à regra da contrapartida prevista no artigo 195, 5º da Constituição Federal. Neste sentido, também correta a sentença. Precedentes. (ApCiv - APELAÇÃO CÍVEL - 2204551 / SP 0002289-05.2013.4.03.6183)

- INDICADOR IEAN INDICA EXPOSIÇÃO AGENTE NOCIVO ENQUADRAMENTO PARA APOSENTADORIA ESPECIAL Até 28/04/1995: Por categoria profissional e Por agente nocivo Decreto 53.831/64 e 83.080/79 (Anexo I e II) De 28/4/95 até 05/3/97: Por agente nocivo: Físico, químico biológico Decreto 53.831/64 e 83.080/79 (Anexo I) De 06/3/97 a 06/5/99: Por agente nocivo: Físico, químico e biológico Decreto 2.172/97 (Anexo IV) De 7/05/99 até hoje: Por agente nocivo: Físico, químico e biológico Decreto 3.048/99 e 4.882/03 (Anexo IV) Para o INSS: listas taxativas Para o Judiciário: listas exemplificativas, cuja premissa é o agente nocivo à saúde Fundamentação do enquadramento: art. 201, 1º CF; Súmula 198 do extinto TFR, NHO s, NR s e LINACH.

APOSENTADORIA ESPECIAL DO CONTRIBUINTE INDIVIDUAL Possibilidade, com base nos fundamento seguintes: Artigo 201 da Constituição Federal de 1988; Artigo 57 da Lei de Benefícios; Artigo 64 do Decreto Regulamentador 3048/99; Muito embora o artigo 259 da Instrução Normativa 77/2015, faça distinção de que somente ao contribuinte individual cooperado.

APOSENTADORIA ESPECIAL DO CONTRIBUINTE INDIVIDUAL Súmula 62 da TNU: O segurado contribuinte individual pode obter reconhecimento de atividade especial para fins previdenciários, desde que consiga comprovar exposição a agentes nocivos à saúde ou à integridade física. Porém, houve afetação deste assunto, TEMA 188, em que se discute a possibilidade, quando não houve o uso de EPI pelo individual!

DOCUMENTOS QUE COMPROVEM EXERCÍCIO DE ATIVIDADE ESPECIAL DO INDIVIDUAL Cópia do diploma de graduação; Certificados de cursos de aperfeiçoamento; Declaração de imposto de renda; Cópia da ficha de inscrição junto à Prefeitura; e Laudo pericial emitido por médico do trabalho, ou engenheiro de segurança do trabalho, descrevendo o local de trabalho, condições ambientais e o registro dos agentes nocivos.

DOCUMENTOS NOS TERMOS DA IN 77 Artigo 259 [...] I - por categoria profissional até 28 de abril de 1995, véspera da data da publicação da Lei nº 9.032, de 28 de abril de 1995, documentos que comprovem, ano a ano, a habitualidade e permanência na atividade exercida arrolada para enquadramento, estando dispensado de apresentar o formulário legalmente previsto no art. 258 desta IN para reconhecimento de períodos alegados como especiais.

No caso de afastamento dentro de período laborado em atividade especial? Decreto Regulamentador 3.048/99. Artigo 65: Considera-se tempo de trabalho permanente aquele que é exercido de forma não ocasional nem intermitente, no qual a exposição do empregado, do trabalhador avulso ou do cooperado ao agente nocivo seja indissociável da produção do bem ou da prestação do serviço. (Redação dada pelo Decreto nº 8.123, de 2013) Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput aos períodos de descanso determinados pela legislação trabalhista, inclusive férias, aos de afastamento decorrentes de gozo de benefícios de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez acidentários, bem como aos de percepção de saláriomaternidade, desde que, à data do afastamento, o segurado estivesse exposto aos fatores de risco de que trata o art. 68. (Redação dada pelo Decreto nº 8.123, de 2013)

JUDICIAL

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS Cópia de processo administrativo; Análise de processo administrativo; Documentação do processo; Passo a passo para as averbações administrativas; Sentença trabalhista; Tempo rural; Tempo especial; Serviço militar obrigatório; Ação declaratória para reconhecimento de tempo de contribuição e salários de contribuição.

AÇÃO DECLARATÓRIA CLT - Art. 11. A pretensão quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. 1º O disposto neste artigo não se aplica às ações que tenham por objeto anotações para fins de prova junto à Previdência Social.

AÇÃO DECLARATÓRIA Súmula 242 do STJ: Cabe ação declaratória para reconhecimento de tempo de serviço para fins previdenciários. PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO DECLARATÓRIA. AVERBAÇÃO DE TEMPO DE SERVIÇO. PROVA MATERIAL CORROBORADA POR PROVA TESTEMUNHAL. 1. Comprovada a existência de vínculo empregatício no período de 01/5/1954 e 30/1/1964 vindicado por início de prova material devidamente corroborada pela prova testemunhal, deve ser reconhecido o tempo de serviço, com a consequente averbação. 2. Apelação do INSS desprovida. Processo: AC 44254020034013803 Relator (a): JUIZ FEDERAL CARLOS AUGUSTO PIRES BRANDÃO (CONV.) Julgamento: 20/08/2014 Órgão Julgador: PRIMEIRA TURMA Publicação: 17/09/2014.

SENTENÇA TRABALHISTA Art. 71. A reclamatória trabalhista transitada em julgado restringe-se à garantia dos direitos trabalhistas e, por si só, não produz efeitos para fins previdenciários. Para a contagem do tempo de contribuição e o reconhecimento de direitos para os fins previstos no RGPS, a análise do processo pela Unidade de Atendimento deverá observar: I - a existência de início de prova material, observado o disposto no art. 578; II - o início de prova referido no inciso I deste artigo deve constituir-se de documentos contemporâneos juntados ao processo judicial trabalhista ou no requerimento administrativo e que possibilitem a comprovação dos fatos alegados; (g.n)

III - observado o inciso I deste artigo, os valores de remunerações constantes da reclamatória trabalhista transitada em julgado, salvo o disposto no 3º deste artigo, serão computados, independentemente de início de prova material, ainda que não tenha havido o recolhimento das contribuições devidas à Previdência Social, respeitados os limites máximo e mínimo de contribuição; e IV - tratando-se de reclamatória trabalhista transitada em julgado envolvendo apenas a complementação de remuneração de vínculo empregatício devidamente comprovado, não será exigido início de prova material, independentemente de existência de recolhimentos correspondentes.

A RECLAMAÇÃO TRABALHISTA É IMPRESCINDÍVEL?

AgInt no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 903.354 SP PREVIDENCIÁRIO. PROCESSO CIVIL. APOSENTADORIA POR IDADE. RECONHECIMENTO DE TEMPO DE SERVIÇO. DOMÉSTICA. COMPROVAÇÃO. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. NECESSIDADE SOMENTE APÓS A EDIÇÃO DA LEI N. 5.859/72. [...] IV - Como se vê, a comprovação do exercício de atividade para fins previdenciários pressupõe o que a norma denomina de início de prova material. Não é a demonstração exaustiva, mas um ponto de partida que propicie ao julgador meios de convencimento. V - No caso dos autos, conforme se observa do acórdão recorrido, a recorrente juntou documentos suficientes como início de prova material do exercício da atividade doméstica. É o que se extrai dos excertos de fls. 116-118. [...]

PREVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO RE 631.240 RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. PRÉVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO E INTERESSE EM AGIR. [...] 2. A concessão de benefícios previdenciários depende de requerimento do interessado, não se caracterizando ameaça ou lesão a direito antes de sua apreciação e indeferimento pelo INSS, ou se excedido o prazo legal para sua análise. É bem de ver, no entanto, que a exigência de prévio requerimento não se confunde com o exaurimento das vias administrativas. 3. A exigência de prévio requerimento administrativo não deve prevalecer quando o entendimento da Administração for notória e reiteradamente contrário à postulação do segurado. (g.n) 4. Na hipótese de pretensão de revisão, restabelecimento ou manutenção de benefício anteriormente concedido, considerando que o INSS tem o dever legal de conceder a prestação mais vantajosa possível, o pedido poderá ser formulado diretamente em juízo salvo se depender da análise de matéria de fato ainda não levada ao conhecimento da Administração, uma vez que, nesses casos, a conduta do INSS já configura o não acolhimento ao menos tácito da pretensão.

O segurado exerceu atividade no período de 13/10/1986 a 30/09/2001, exposto a Ruído de 91 db 13/10/1986 a 30/09/2001 = 14A/11M/18D 14A/11M/18D x 1,40 = 20A/11M/13D Acréscimo de: 5A/11M/25D