Cabeamento Estruturado Infra-estrutura de cabeamento metálico ou óptico, capaz de atender a diversas aplicações proporcionando flexibilidade de layout, facilidade de gerenciamento, administração e manutenção Padrão genérico a ser seguido por fornecedores diferentes permitindo projetar sem dependência do tipo de equipamento a ser utilizado (normas) Critérios técnicos de desempenho para sistemas distintos baseado nas aplicações: voz, dados, vídeo, sensores, alarmes etc.
Cabeamento Estruturado Par trançado (twisted pair) Fios de liga de cobre trançados entre si que produzem o efeito de cancelamento de correntes, protegendo-os de influências externas. Transmissão Balanceada: sinal é transmitido com polaridade invertida em cada fio do par, anulando o ruído absorvido ao longo do percurso quando o sinal é recomposto.
Cabeamento Estruturado Classificação U/UTP Unshielded Twisted Pair F/UTP Foiled Twisted Pair SF/UTP Screnned Twisted Pair S/UTP Shielded Twisted Pair U: sem proteção F: folha de alumínio S: malha
Cabeamento Estruturado Padrões de climpagem de cabos UTP
Cabeamento Estruturado Fibra Óptica Condutor cilíndrico central, chamado de núcleo, feito de vidro ou plástico de altíssima pureza e de pequenas dimensões (mícrons) recoberto de uma camada chamada de casca, de vidro ou de plástico, com índice de refração menor Transporte de informação utilizando luz, através do princípio da reflexão total, gerada por laser ou por LED
Cabeamento Estruturado
Cabeamento Estruturado Fibra Óptica A transmissão de um raio de luz dentro da fibra óptica ocorre via uma série de reflexões internas totais na interface do núcleo de sílica e a casca, de índice de refração levemente inferior
Cabeamento Estruturado Principais vantagens: Imunidade a interferências eletromagnéticas (EMI) Condutividade elétrica nula Leveza e Dimensões reduzidas Capacidade de transmissão a longas distâncias Elevadas taxas de transmissão de dados (largura de banda) Segurança no tráfego de informações Matéria-prima abundante
Cabeamento Estruturado Núcleo com dimensões muito pequenas (9 μm) Somente um modo para propagação da luz Baixa atenuação (< 0.5 db/km) Luz laser infravermelha comprimento de onda de 1300 a 1500 nanômetros Enlaces de até 100 Km entre repetidores Banda de 10 a 100 GHz Custo dos transmissores elevado
Cabeamento Estruturado Núcleos maiores (50 e 62,5 μm) Permite propagação de vários raios luminosos (modos) simultâneos Emissores led ou VCSEL infravermelhos com comprimento e onda de 850 a 1300 nm Maior atenuação (em db) comparada a monomodo Ativos e conexões com menor custo fabricada
Cabeamento Estruturado Normas e Categorias para o cabeamento estruturado: * 1 Gbps utilizando os 4 pares (full duplex)
Especifica um conceito de cabeamento para aplicações de telecomunicações genéricas para edifícios comerciais independente dos equipamentos e dos fabricantes destes Requisitos dos componentes Topologia Tipos de cabos e tomadas Distâncias dos canais Exigências de performance (certificação) Objetivos Flexibilidade de layout Suporte a diversos ambientes Otimização do desempenho
Um sistema de cabeamento estruturado é composto de 6 elementos funcionais: Cabeamento Horizontal (Horizontal Cabling) Cabeamento Vertical (BackBone) Área de Trabalho (Work Area) Sala de Equipamento (Equipments Room) Armário de Telecomunicações (Telecommunications Room) Sala de Entrada de Telecomunicações
Área de Trabalho (Work Area) Espaço onde os usuários utilizam as facilidades de telecomunicação A tomada ou outlet de telecomunicação presente na Work Area é o ponto no qual o equipamento do usuário final se conecta ao sistema de distribuição de telecomunicação No mínimo 2 tomadas de telecomunicações para um máximo de 10 metros quadrados Adaptações de conexão na Work Area devem ser externas à tomada de superfície Serão utilizados patch cords para ligar os equipamentos às tomadas de telecomunicações
Área de Trabalho (Work Area) No caso de conectores modulares de oito vias, os cabos UTP serão do tipo flexível Para instalações novas, os cordões ópticos na área de trabalho deverão ser SC, ou SFF (Small Form Factor), exemplo MTRJ Todos os 4 pares deverão ser instalados no conector fêmea Distância mínima do piso às tomadas de superfície, 30 centímetros As tomadas deverão ser conectorizadas em um dos dois padrões existentes T568A ou T568B
Área de Trabalho (Work Area) MUTOA (Multi User Telecommunication Outlet Assembly) Tomada especial na qual múltiplos cabos horizontais terminam dentro de um escritório onde há grande variação de layout Deve ser instalada em local de fácil acesso, sobre um meio permanente como colunas e paredes estruturais Os MUTOAs devem ser instalados em local de fácil acesso, sobre meio permanente como colunas e paredes estruturais O número de conexões máximas encontradas num MUTOA é de 06 (seis)
Cabeamento Horizontal (Horizontal Cabling) Compreende as ligações entre o cross-connect horizontal na sala de telecomunicações (TR) até o conector na tomada de telecomunicações na área de trabalho (WA) Os cabos reconhecidos pelo cabeamento horizontal são : Cabo U/UTP, F/UTP e SF/UTP com 4 pares 100 Ohms, sendo recomendado no mínimo Cat 5e Fibra multimodo 62,5/125μm ou 50/125μm Aplicações especiais que exijam cabos diferentes podem ser instalados adicionalmente, a partir do terceiro ponto
Cabeamento Horizontal (Horizontal Cabling) Reserva Técnica - sobra de cabos, tanto na tomada de telecomunicações quanto na sala de telecomunicações para atender futuras mudanças Salas de Telecomunicações 3 m de cabo acomodados em forma de oito, elipse ou outra forma circular deformada para evitar efeito antena, captando ruído Respeitar os limites do raio de curvatura do cabo instalado Tomadas de Telecomunicações Cabo par trançado 300 mm e para fibra óptica 1 m
Armário de Telecomunicações (Telecommunications Room) Terminação do cabeamento horizontal Ponto de conexão entre o backbone (cabeamento vertical) e o cabeamento horizontal Abrigo para equipamento ativos e hardwares de conectividade Aloja o cross-conect horizontal podendo ser montado com patch panel ou bloco 110IDC, no caso de cabos metálicos, ou por meio de DIO se for fibra óptica Recomendado pelo menos uma TR por piso, com espaço dimensionado em função da área útil atendida + 1000m2: instalação de um segundo TR
Cabeamento Vertical (BackBone) Interligação entre as diversas TR dentro de um mesmo prédio, salas de equipamentos (ER) e entradas de facilidades (EF) Faz também interligação entre os prédios do campus considerado Cabos de par trançado 100 ohms Cabos de fibra óptica Não deve existir mais de dois níveis de cross-connect dentro do cabeamento vertical Não é recomendado nenhum tipo de emenda
Sala de Equipamento (Equipments Room) Espaço destinado à alocação dos equipamentos principais de telecomunicações (servidores de rede, PABX, roteadores, switches, modems, CLP s, centrais de alarme, de CFTV etc...) Normalmente abriga o Main Cross-Connect, o Intermediate Cross-Connect e Horizontal Cross-Connect do piso a qual pertence.
Sala de Equipamento (Equipments Room) Área mínima de 14m2 Localizada estrategicamente dentro do edifício prevendo conexões com todas as TR e EF e acima do andar térreo Acesso restrito às pessoas de gerenciamento e manutenção Afastada de fontes de EMI Condições controladas de temperatura, unidade e poeira Sistema condicionado de rede elétrica (no-break, estabilizadores e geradores) Fácil acesso para entrada de novos equipamentos
Sala de Entrada de Telecomunicações Consiste em cabos, hardware de conexão e equipamentos de proteção necessários para conectar os sistemas externos ao cabeamento interno Desenho e projeto: Regido pela norma 569 Função: Obra de infra-estrutura de entrada, onde as concessionárias disponibilizam os seus serviços de telecomunicações, como telefonia, linhas digitais, fibras, etc. Localização: Devem estar em áreas secas, não sujeitas a umidade e o mais próximo possível dos dutos que servem de cabeamento vertical.
Infraestrutura para o Cabeamento Estruturado Esteiras suspensas Eletro dutos Malha de distribuição de piso Malha de distribuição de teto Pisos falsos Canaletas