RECOMENDAÇÃO ADMINISTRATIVA nº 01/2012



Documentos relacionados
CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO RIO GRANDE DO SUL Autarquia Federal - Lei nº 5.905/73

As atribuições do Conselho Tutelar

Projeto de Lei Municipal dispondo sobre programa de guarda subsidiada

Curso: Reflexões sobre o papel dos conselhos estadual e municipais do idoso

LEI MUNICIPAL Nº 1559/02, DE 16 DE JULHO DE 2002.

ESTADO DO MARANHÃO MINISTÉRIO PÚBLICO PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE

Dispõe sobre a política nacional do idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências.. CAPÍTULO I. Da Finalidade

Projeto de Decreto. (Criar uma denominação/nome própria para o programa)

Lei nº 8.111, de 08 de outubro de 2009.

PREFEITURA MUNICIPAL DE JUNDIAÍ DO SUL

Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006

TERMO DE INTEGRAÇÃO OPERACIONAL PARA INSTITUIR O FÓRUM PERMANENTE DE PREVENÇÃO À VENDA E AO CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS POR CRIANÇAS E ADOLESCENTES

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA CAMPUS URUGUAIANA CURSO DE ENFERMAGEM REGIMENTO DO LABORATÓRIO DE ENSINO DE ENFERMAGEM

Câmara Municipal de Uberaba A Comunidade em Ação LEI Nº 7.904

DIREITOS DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE E DO IDOSO. doutrina e legislação. Del Rey. Belo Horizonte, 2006

RELAÇÃO DO PARLAMENTO BRASILEIRO COM AS POLÍTICAS SOCIAIS PARA A TERCEIRA IDADE.

Art. 99. As medidas previstas neste Capítulo poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente, bem como substituídas a qualquer tempo.

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Colégio de Procuradores de Justiça

Perguntas F requentes Relacionadas à Inscrição de Entidades de Assistência Social nos Conselhos Municipais de Assistência Social e do Distrito Federal

PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA DO SUAS

Ministério Público do Rio Grande do Sul PROMOTORIA DE JUSTIÇA CÍVEL DE ERECHIM

TÍTULO I DAS DISPOSIÇOES INICIAIS. Art. 3º O projeto mencionado nos artigos 1º e 2º desta Lei é destinado, prioritariamente, nesta ordem:

SERVIÇO: ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL PARA PESSOAS ADULTAS

NOTA TÉCNICA 003/2012_ DA OBRIGAÇÃO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL NO ATENDIMENTO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO À COMUNIDADE DE ADOLESCENTES


EDITAL N.º01/ APRESENTAÇÃO

CONSELHO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - CMAS RESOLUÇÃO CMAS Nº 16, DE 26 DE SETEMBRO DE 2011

A SECRETARIA DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO, no uso de suas atribuições legais, e

Portaria nº 339 de 08 de Maio de 2002.

I instituições e empresas empregados; II estabelecimentos de ensino 400 alunos; VI serviços de reabilitação física 60 usuários;

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ

PORTARIA Nº 321, DE 29 DE SETEMBRO DE 2008

PROJETO DE LEI N o, DE 2012

PROJETO CONHECENDO ABRIGOS

EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS

Considerando o disposto no artigo 12, inciso V; artigo 13, inciso IV, e artigo 24, inciso V, alínea e, da Lei Federal 9394/96;

ANEXO II ATRIBUIÇÕES DOS INTEGRANTES DO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA

Como proceder à notificação e para onde encaminhá-la?

RESOLUÇÃO Nº 03, DE 10 DE MAIO DE 2011

PREFEITURA DE MONTES CLAROS SECRETARIA MUNCIPAL DE PLANEJAMENTO E GESTÃO

LEI Nº. 430 DE 15 DE ABRIL DE 2010

FABIANA PRADO DOS SANTOS NOGUEIRA CONSELHEIRA CRMMG DELEGADA REGIONAL UBERABA

Ementa: Tabela Referencial de Honorários do Serviço Social. O Conselho Federal de Serviço Social no uso de suas atribuições legais e regimentais;

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO RESOLUÇÃO Nº 25, DE 03 DE DEZEMBRO DE 2007.

PROJETO CASA LAR DO CEGO IDOSO CIDADANIA NO ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL

Ministério da Saúde Agência Nacional de Vigilância Sanitária RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA - RDC Nº 36, DE 25 DE JULHO DE 2013.

Plano de Trabalho Docente Ensino Técnico

AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL RESOLUÇÃO Nº, DE DE DE.

C OMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA

CONSELHOS TUTELARES FUNÇÕES E ATRIBUIÇÕES

PROPOSTAS PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA

COMDICAS Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente Sumaré - SP

FÓRUM ESTADUAL DE PREVENÇÃO E ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL E REGULARIZAÇÃO DO TRABALHO DO ADOLESCENTE -FEPETI-GO TERMO DE COOPERAÇÃO

RECOMENDAÇÃO CONJUNTA Nº. 03/09

QUESTIONÁRIO DO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA

Avaliação de Serviços de Higiene Hospitalar

MANUAL DE NORMAS E PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

PROJETO DE LEI Nº 14/2016 DISPÕE SOBRE A CRIAÇÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DE PARTICIPAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA COMUNIDADE NEGRA CAPÍTULO I

LEI Nº 310/2009, DE 15 DE JUNHO DE 2009.

LEI MUNICIPAL Nº 3.486/2005

ATO DO DIRETOR-GERAL Nº 1516, DE 2005

PORTARIA CRN-3 nº 0112/2000

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE. CAPÍTULO I Da Finalidade. CAPÍTULO II Dos Princípios, Objetivos e Metas Seção I Dos Princípios

CAPÍTULO I DA FINALIDADE

PROPOSTA PARA CASAS DE APOIO PARA ADULTOS QUE VIVEM COM HIV/AIDS - ESTADO DE SANTA CATARINA

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO. (Alterada pelas Resoluções nº 65/2011 e 98/2013) RESOLUÇÃO Nº 20, DE 28 DE MAIO DE 2007.


INCENTIVO PARA O FINANCIAMENTO DAS AÇÕES DESENVOLVIDAS POR CASAS DE APOIO PARA PESSOAS VIVENDO COM HIV/AIDS

INSTRUÇÃO NORMATIVA DREI Nº 7, DE 5 DE DEZEMBRO DE 2013

SEMANA DE ATENÇÃO À PESSOA IDOSA INSTITUCIONALIZADA

INSTRUÇÃO NORMATIVA No- 4, DE 2 DE SETEMBRO DE 2009

Define e Classifica as Instituições Geriátricas no âmbito do Estado de São Paulo e dá providências correlatas

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA DA REPÚBLICA EM PERNAMBUCO 3º OFÍCIO DA TUTELA COLETIVA

MERENDA ESCOLAR Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)

RESOLUÇÃO - RDC Nº 23, DE 4 DE ABRIL DE 2012

RESOLUÇÃO - RDC Nº. 176, DE 21 DE SETEMBRO DE 2006.

ESTADO DE GOIÁS SECRETARIA DE ESTADO DE GESTÃO E PLANEJAMENTO GABINETE

FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 2, DE 24 DE SETEMBRO DE 2002

Legislação Tributária ARRECADAÇÃO. Início dos Efeitos 10057/ /02/ /02/2014

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 91, inciso III, da Constituição Estadual e,

Prefeitura Municipal de Nova Mutum

RESOLUÇÃO CONCEA NORMATIVA Nº 21, DE 20 DE MARÇO DE 2015

LEI Nº Art. 2º A Ouvidoria de Polícia do Estado do Espírito Santo tem as seguintes atribuições:

MOC 10. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO DE ATIVIDADES - COMUNIDADE NOSSA SENHORA APARECIDA

Resolução nº 492 de 26 de novembro de 2008

RECOMENDAÇÃO Nº 01/2013 2ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE COLORADO

do Idoso Portaria 104/2011

RIO GRANDE DO SUL CONTROLE INTERNO

LEI Nº DE 12 DE NOVEMBRO DE 2010

PEDIDOS DE AUTORIZAÇÃO PARA RETIRADA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES ACOLHIDAS DAS ENTIDADES ORIENTAÇÕES TÉCNICAS DO CAOPCAE/PR

INDAIAL SANTA CATARINA CONSELHO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL RESOLUÇÃO Nº 001/2010

IV FÓRUM ÉTICO LEGAL EM ANÁLISES CLÍNICAS

Ministério da Educação UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ Campus Curitiba DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO REGULAMENTO INTERNO CAPÍTULO I

ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL

CARGO: PROFESSOR Síntese de Deveres: Exemplo de Atribuições: Condições de Trabalho: Requisitos para preenchimento do cargo: b.1) -

Transcrição:

RECOMENDAÇÃO ADMINISTRATIVA nº 01/2012 CONSIDERANDO: 1. A existência do Procedimento Preparatório n. 0089.11.000011-7, cujo objeto é apurar eventual irregularidade em casa de abrigo para idosos na Rua Rubino Pasquetti, 322 (casa rosa de esquina), cidade de Céu Azul, Comarca de Matelândia, mantida pela sra. Maria Francisca de Campos Lazareti ; 2. Que, ao que consta da última inspeção realizada pela 10ª Regional de Saúde, em 01.10.2012, constatou-se a presença de 24 IDOSOS no local, bem como inúmeras IRREGULARIDADES na referida Casa Lar de Idosos, tais como: ausência de estatuto, de registro de entidade social, de regimento interno, de contrato formal de prestação de serviços com o idoso ou responsável legal e registros atualizados de cada idoso; ausência de coordenador técnico e de escala de trabalho e definição de grau de dependência dos internos; ausência de registro no conselho de classe do profissional enfermeiro e técnico de enfermagem; ausência de definição pelo profissional qualificado do grau de dependência dos internos; presença de rampas e pisos externos inadequados; ausência de higienização do local; ausência de barras de apoio nos vasos sanitários; ausência de plano de atenção integral ao idoso; ausência de comprovante de vacinação dos idosos; ausência de responsável técnico pelos medicamentos dos idosos; ausência de registro de refeições diárias; ausência de contrato/convênio de serviço de remoção do idoso; ausência de programa de capacitação de toda equipe; ausências 1

de rotinas técnicas quanto à higienização e conservação dos alimentos; ausência de rotinas técnicas nos cuidados de roupas pessoais e coletivas; ausência de aprovação de projeto arquitetônico do local pela vigilância sanitária; ausência de identificação externa do estabelecimento; ausência de vestiário e sanitários exclusivos aos funcionários; ausência de comprovante de imunização, exames médicos dos funcionários e registros de entrega de EPIs; ausência de Programa de prevenção de risco ambiental e programa de controle médico de saúde ocupacional; ausência de comodidades básicas nas instalações; ausência de local de descarte dos resíduos comuns e de medicamentos; ausência de sistema adequado de identificação dos medicamentos dos moradores; ausência de monitoramento da administração do medicamento; presença de medicamentos em condições inadequadas de manutenção; presença de colchoes inadequados; presença de insetos em vários ambientes; cozinha em mau estado de conservação e ausência de cuidados no armazenamento do alimento; ausência de programas de rotina da cozinha; 3. Que a CONCLUSÃO da inspeção elaborada pela vigilância sanitária foi pela interdição cautelar da instituição de longa permanência, diante do risco eminente à saúde pública, pelo fato de não garantir a qualidade de assistência aos residentes ; 4. Que o Estatuto do Idoso, em seu art. 43, dispõe: As medidas de proteção ao idoso são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados: I por ação ou omissão da sociedade ou do Estado; II por falta, omissão ou abuso da família, curador ou entidade de atendimento; III em razão de sua condição pessoal. 5. Que ainda, o mesmo Estatuto, em seu art. 45, confere ao Ministério Público o poder de DETERMINAR, nas hipóteses do acima mencionado art. 43, as seguintes medidas: I encaminhamento à família ou curador, mediante termo de responsabilidade; II orientação, apoio e acompanhamento temporários; 2

III requisição para tratamento de sua saúde, em regime ambulatorial, hospitalar ou domiciliar; IV inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e tratamento a usuários dependentes de drogas lícitas ou ilícitas, ao próprio idoso ou à pessoa de sua convivência que lhe cause perturbação; V abrigo em entidade; VI abrigo temporário ; 6. Que diante da eventual impossibilidade dos familiares em prover alimento e cuidados ao idoso, essa RESPONSABILIDADE SERÁ TRANSFERIDA PARA O ESTADO, por meio da assistência social, conforme preceitua o art. 3º, do Estatuto do Idoso, na qual É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária ; 7. Que a Lei n. 8.842/94, que dispõe sobre Política Nacional do Idoso e cria o Conselho Nacional do Idoso, estabelece, em seu art. 10, as ações governamentais, de competência dos órgãos e entidades públicos, dentre elas: I NA ÁREA DE PROMOÇÃO E ASSISTÊNCIA SOCIAL: a) prestar serviços e desenvolver ações voltadas para o atendimento das necessidades básicas do idoso, mediante a participação das famílias, da sociedade e de entidades governamentais e não-governamentais. b) estimular a criação de incentivos e de alternativas de atendimento ao idoso, como centros de convivência, centros de cuidados diurnos, casas-lares, oficinas abrigadas de trabalho, atendimentos domiciliares e outros; c) promover simpósios, seminários e encontros específicos; d) planejar, coordenar, supervisionar e financiar estudos, levantamentos, pesquisas e publicações sobre a situação social do idoso; e) promover a capacitação de recursos para atendimento ao idoso ; 8. Que a entidade de atendimento acima referida, como não preenche nenhuma das condições legais para seu funcionamento, vem 3

descumprindo as condições relacionadas pelo Estatuto do Idoso, compelindo o Ministério Público a tomar as providências legais, tais como determinar a remoção dos idosos que lá se encontram, para suas famílias de origem e, na impossibilidade ou, inadequação desta medida, a colocação em entidades oficiais ou, regularmente instaladas e licenciadas, que atendam aos ditames legais; o MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ, ora representado pela Promotora de Justiça, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Matelândia/PR, Dra. Letícia Giovanini Garcia, com atuação na ÁREA DO IDOSO, no uso de suas atribuições legais, resolve: RECOMENDAR Ao responsável pela SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DO MUNICÍPIO DE CÉU AZUL/PR que, em cumprimento às disposições legais ora mencionadas, na qual poderá se utilizar do Poder de Polícia inerente à Administração Pública: a) EMBARGUE INTEGRALMENTE a Casa Abrigo de Idosos localizada na Rua Rubino Pasquetti, 322 (casa rosa de esquina), cidade de Céu Azul, mantida pela Sra. Maria Francisca de Campos Lazareti, para a recepção, atendimento ou abrigamento de qualquer idoso; b) recolha todos os documentos, cartões de benefícios continuados de todos os idosos lá encontrados, fazendo-o mediante Auto de Recolhimento de Documentos de Idosos; abrigo; c) remova todos os idosos que se encontrem no referido 4

d) coloque-os, mediante programas efetivos, em suas famílias de origem, desde que esta medida seja considerada adequada, pelo serviço de avaliação de assistência social, para cada caso; e) entregue ao cuidador-familiar, por meio de recibo e, termo de compromisso, todos os documentos e benefícios recolhidos no referido Abrigo; f) coloque os idosos que, a critério do serviço de ação social, não puderem ser recebidos pelas famílias de origem, em Entidade de Atendimento oficial ou particular, porém regularmente constituída e fiscalizada; g) entregue ao representante legal de tal entidade, por meio de recibo, termo de compromisso ou equivalente, todos os documentos e benefícios recolhidos no abrigo, referente ao respectivo idoso; todos os idosos ocupantes do Abrigo; h) encaminhe a esta Promotoria de Justiça a relação de i) oficie (com recibo documentado) à administradora do Abrigo, Maria Francisca de Campos Lazareti, que deve suspender totalmente suas atividades pertinentes ao abrigo e acolhimento de idosos; j) informe, por ofício (com recibo documentado), à administradora do Abrigo, de que está proibida de prestar qualquer atendimento a idosos, nesta ou em qualquer outra instituição, no atual endereço ou em qualquer outro, até que esteja regularmente licenciada pelo Conselho Municipal do Idoso, Secretaria de Ação Social, Vigilância Sanitária e Corpo de Bombeiros, sob pena de responsabilidade penal e civil, inclusive se necessário, com proposta de tutelas de urgência civis ou penais; k) com a lista dos idosos, oficie-se ao INSS para informar 5

sobre a existência de benefícios sociais em relação àqueles; l) concedo o prazo máximo de 10 DIAS (dada à urgência do caso) para que esta Secretaria cumpra as medidas acima relacionadas e, de tudo informe o Ministério Público do Estado do Paraná, devendo a resposta ser protocolada junto à 2ª Promotoria de Justiça, situada na Av. Paraná, 1451. Desde já informo que, descumpridas pela Administração Pública ou pela administradora do serviço impugnado, as medidas acima relacionadas, ao Ministério Público não restará outro caminho senão a propositura das Ações Civis e Penais correspondentes, inclusive aquelas previstas não apenas no Estatuto do Idoso como na Lei de Improbidade Administrativa. REMETA-SE cópia da integra deste Procedimento Preliminar para a Delegacia de Polícia, a fim de ser INSTAURADO INQUÉRITO POLICIAL CONTRA A SRA. MARIA FRANCISCA DE CAMPOS LAZARETI, por crime do art. 102, do Estatuto do Idoso, devendo igualmente ser apuradas as mortes dos idosos Rubens de Oliveira Borges e Manoel de Toledo, pela eventual prática do art. 121, combinado com art. 13, 2º, do Código Penal, o que faço com base no art. 5, II, CPP. Matelândia, 26 de outubro de 2012. Letícia Giovanini Garcia Promotora de Justiça 6