CAPÍTULO I DA FINALIDADE
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- Helena Vilanova Almeida
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1 LEI Nº 1.392, DE 11 DE SETEMBRO DE DISPÕE SOBRE A POLÍTICA MUNICIPAL DO IDOSO, CRIA O CONSELHO MUNICIPAL DO IDOSO E O FUNDO MUNICIPAL DOS DIREITOS DO IDOSO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (Alterado pela Lei nº 1.491, de 28 de novembro de 2012) CAPÍTULO I DA FINALIDADE Art. 1º - A Política Municipal do Idoso tem por objetivo assegurar os direitos sociais do idoso, criando condições para promover sua autonomia, integração e participação efetiva na sociedade. Art. 2º - Considera-se o idoso, para os efeitos desta Lei, a pessoa maior de sessenta anos de idade. Art. 3º - Ao Município de Picuí, através de seus órgãos e entidades, compete: I - Coordenar as ações relativas à política municipal do Idoso; II - Participar na formulação, no acompanhamento e na avaliação da política municipal do idoso; III - Promover as articulações intrasetoriais e intersetoriais necessárias à implementação da política municipal do idoso. Art. 4 o - Todo cidadão tem o dever de denunciar à autoridade competente qualquer forma de negligência ou desrespeito ao idoso. Art. 5 o O idoso que não tenha meios de prover à sua própria subsistência, que não tenha família ou cuja família não tenha condições de prover a sua manutenção, terá assegurada assistência asilar pelo Município de Picuí - PB. CAPÍTULO II DOS PRINCÍPIOS E DIRETRIZES SEÇÃO I DOS PRINCÍPIOS princípios: Art. 6º - A política municipal do idoso reger-se-á pelos seguintes 1
2 I - A família, a sociedade e o Estado têm o dever de assegurar ao idoso todos os direitos da cidadania, garantindo sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade, bem-estar e o direito à vida; II - Processo de envelhecimento diz respeito à sociedade em geral, devendo ser objeto de conhecimento e informação para todos; III - Idoso não deve sofrer discriminação de qualquer natureza; IV - Idoso deve ser o principal agente e o destinatário das transformações a serem efetivadas através desta política; V - As diferenças econômicas, sociais e, particularmente, as contradições entre o meio rural e o urbano do Município de Picuí - PB deverão ser observadas pelo Poder Público Municipal e pela sociedade em geral, na aplicação desta Lei. SEÇÃO II DAS DIRETRIZES Art. 7º - Constituem diretrizes da política municipal do idoso: I - Viabilização de formas alternativas de participação, ocupação e convívio do idoso, que proporcionem sua integração às demais gerações; II - Participação do idoso, através de suas organizações representativas, na formulação, implantação e avaliação das políticas, planos, programas e projetos a serem desenvolvidos; III - Priorização do atendimento ao idoso através de suas próprias famílias, em detrimento do atendimento asilar, à exceção dos idosos que não possuam condições que garantam sua própria sobrevivência; IV - Implementação de sistema de informações que permita a divulgação da política, dos serviços oferecidos, dos planos, programas e projetos por cada órgão municipal responsável; V - Estabelecimento de mecanismos de divulgação de informações de caráter educativo sobre os aspectos biopsicossociais do envelhecimento; VI - Priorização do atendimento ao idoso em órgãos públicos e privados prestadores de serviços, quando desabrigados e sem família; VII - Apoio a estudos e pesquisas sobre as questões relativas ao envelhecimento. CAPÍTULO III DA ORGANIZAÇÃO E GESTÃO Art. 8º - Compete à Secretária Municipal de Assistência Social a formulação, proteção, promoção social e coordenação geral da política municipal do idoso, com a participação do Conselho Municipal do idoso. 2
3 Art. 9º - O Conselho Municipal do Idoso é órgão consultivo, de caráter permanente e de composição paritária entre Governo e Sociedade Civil, responsável pela fiscalização e controle da política municipal do idoso. Art Compete, ao Conselho Municipal do Idoso, a coordenação, supervisão e avaliação da Política Municipal do Idoso, no Município de Picuí - PB. CAPÍTULO IV DAS AÇÕES GOVERNAMENTAIS Art Na implementação da política municipal do idoso, são prioridades, entre outras: I - Da Secretaria de Assistência Social: a) Prestar serviços e desenvolver ações voltadas para o atendimento das necessidades básicas do idoso, mediante a participação das famílias, da sociedade e de entidades governamentais e não-governamentais; b) Estimular a criação de incentivos e de alternativas de atendimento ao idoso, como centros de convivência, centros de cuidados diurnos, casas-lares, oficinas abrigadas de trabalho, atendimentos domiciliares, albergues e outros; c) Promover simpósios, seminários e encontros específicos; d) planejar, coordenar, supervisionar e financiar estudos, levantamentos, pesquisas e publicações sobre a situação social do idoso no Município; e) Promover a capacitação de recursos humanos para atendimento ao idoso. II - Da Secretaria Municipal de Saúde: a) Garantir ao idoso a assistência à saúde, nos diversos níveis de atendimento do Sistema Único de Saúde; b) Prevenir, promover, proteger e recuperar a saúde do idoso, mediante programas e medidas profiláticas; c) Desenvolver formas de cooperação entre as demais Secretarias para treinamento de equipes interprofissionais; d) Fiscalizar, através do competente órgão municipal de vigilância sanitária, as condições necessárias para o funcionamento de entidades destinadas ao atendimento do idoso. III - Da Secretaria Municipal de Educação: a) Adequar currículos, metodologias e material didático aos programas educacionais destinados ao idoso; b) Desenvolver programas educativos, especialmente nos meios de comunicação, a fim de informar a população sobre o processo de envelhecimento. CAPÍTULO V 3
4 DO CONSELHO MUNICIPAL DO IDOSO Art O Conselho Municipal do Idoso será composto de 08 (oito) membros, sendo: I - 04 (quatro) conselheiros titulares com os respectivos suplentes, indicados pelo Poder Executivo e representando os seguintes órgãos e entidades governamentais do Município: a) Secretaria Municipal de Assistência Social; b) Secretaria Municipal de Saúde; c) Secretaria Municipal de Educação; d) Instituto de Previdência Social dos Servidores da Prefeitura de Picuí IPSEP; II - 04 (quatro) conselheiros titulares e respectivos suplentes, indicados por Entidades não-governamentais e nomeados pelo Poder Executivo, dos seguintes seguimentos representativos: a) Paróquia de São Sebastião Departamento do Apostolado da Oração; b) Pousada dos Idosos Luzia Dantas ; c) 01 (um) representante dos usuários da Política do Municipal do Idoso; (Alterado pela Lei nº 1.491, de 28 de d) Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Picuí. 1 o A função do Conselheiro não será remunerada, tem caráter relevante e seu exercício é considerado prioritário. 2 o A primeira reunião do Conselho Municipal do Idoso se dará no primeiro dia útil do mês em que forem nomeados os conselheiros. Art. 13 O mandato do conselheiro será de dois anos, permitida a recondução. Parágrafo Único Nas ausências ou impedimentos dos conselheiros titulares, deverão assumir seus respectivos suplentes. Art. 14 Perderá o mandato o Conselheiro que faltar a três (03) reuniões consecutivas ou seis (06) alternadas, salvo justificativa aprovada pela Assembléia. Art. 15 O Conselho Municipal do Idoso terá a seguinte estrutura: I - Assembléia-Geral; II - Diretoria. Art. 16 A Assembléia-Geral é órgão soberano do Conselho Municipal do Idoso e a ela compete exercer o controle da política municipal do idoso, na forma da legislação vigente. Parágrafo único As reuniões do Conselho Municipal do Idoso e a forma de sua condução serão definidas no Regimento Interno. 4
5 Art. 17 A Diretoria do Conselho é composta pelo Presidente, Vice- Presidente e Secretário, que serão escolhidos dentre os seus membros, em quorum mínimo de 2/3 (dois terços), eleitos pela Assembléia-Geral, na primeira reunião, que será presidida pelo conselheiro mais velho. Parágrafo 1 o As competências e atribuições dos membros da Diretoria serão definidas no Regimento Interno. CAPÍTULO V-A DO FUNDO MUNICIPAL DE DIREITOS DO IDOSO (Incluído pela Lei nº 1.491, de 28 de Art. 17-A. Fica criado o Fundo Municipal de Direitos do Idoso, instrumento de captação, repasse e aplicação de recursos destinados a propiciar suporte financeiro para a implantação, manutenção e desenvolvimento de planos, programas, projetos e ações voltadas aos idosos no Município de Picuí - PB. (Incluído pela Lei nº 1.491, de 28 de Art. 17-B. Constituirão receitas do Fundo Municipal de Direitos do Idoso: (Incluído pela Lei nº 1.491, de 28 de I recursos provenientes de órgãos da União ou dos Estados vinculados à Política Nacional do Idoso; (Incluído pela Lei nº 1.491, de 28 de II transferências do Município; (Incluído pela Lei nº 1.491, de 28 de III as resultantes de doações do Setor Privado, pessoas físicas ou jurídicas; (Incluído pela Lei nº 1.491, de 28 de IV rendimentos eventuais, inclusive de aplicações financeiras dos recursos disponíveis; (Incluído pela Lei nº 1.491, de 28 de V as advindas de acordos e convênios; (Incluído pela Lei nº 1.491, de 28 de VI - as provenientes das multas aplicadas com base na Lei n /03; (Incluído pela Lei nº 1.491, de 28 de VII outras. (Incluído pela Lei nº 1.491, de 28 de Art. 17-C. O Fundo Municipal ficará vinculado diretamente à Secretaria Municipal de Assistência Social, tendo sua destinação liberada através de serviços, programas e Projetos aprovados pelo Conselho Municipal do Idoso. (Incluído pela Lei nº 1.491, de 28 de 1º. Será aberta conta bancária específica em instituição financeira oficial, sob a denominação Fundo Municipal de Direitos do Idoso, para movimentação dos recursos financeiros do Fundo, sendo elaborado, mensalmente balancete demonstrativo da receita e da despesa, que deverá ser publicado na imprensa oficial, onde houver, ou dada ampla divulgação no caso de inexistência, 5
6 após apresentação e aprovação do Conselho Municipal de Direitos do Idoso. (Incluído pela Lei nº 1.491, de 28 de 2º. A contabilidade do Fundo tem por objetivo evidenciar a sua situação financeira e patrimonial, observados os padrões e normas estabelecidas na legislação pertinente. (Incluído pela Lei nº 1.491, de 28 de 3º. Caberá à Secretaria Municipal de Assistência Social gerir o Fundo Municipal de Direitos do Idoso, sob a orientação e controle do Conselho Municipal de Direitos do Idoso, cabendo ao seu titular: (Incluído pela Lei nº 1.491, de 28 de I solicitar a política de aplicação dos recursos ao Conselho Municipal do Idoso; (Incluído pela Lei nº 1.491, de 28 de II submeter ao Conselho Municipal de Direitos do Idoso demonstrativo contábil da movimentação financeira do Fundo; (Incluído pela Lei nº 1.491, de 28 de III assinar cheques, ordenar empenhos e pagamentos das despesas do Fundo; (Incluído pela Lei nº 1.491, de 28 de IV outras atividades indispensáveis para o gerenciamento do Fundo. (Incluído pela Lei nº 1.491, de 28 de CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 18 As organizações de assistência social, públicas ou privadas, bem como toda e qualquer entidade, com ou sem caráter assistencial com atuação na área do idoso, deverão inscrever-se no Conselho Municipal de Assistência Social. Parágrafo Único O Conselho Municipal de Assistência Social, deverá, antes de conceder inscrição ou registro, às entidades e organizações de que fala o "caput" deste artigo, remeter o pedido, primeiramente, para apreciação do Conselho Municipal do Idoso que, por escrito, dará seu parecer. Art. 19 Cabe à Secretaria Municipal de Assistência Social, elaborar o diagnóstico e o Plano Integrado Municipal do Idoso em parceria com o Conselho Municipal do Idoso, além de oferecer infra-estrutura necessária para a instalação, manutenção e funcionamento do referido conselho. Art. 20 Os recursos financeiros necessários à implantação das ações, decorrentes desta Lei, serão consignados nos respectivos orçamentos dos órgãos de administração direta e indireta do Município, bem como nos Fundos Municipais afetos à política municipal do idoso. Art. 21 O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 30 (trinta) dias, a partir da data de sua publicação. 6
7 Art. 22 O Conselho Municipal do Idoso terá prazo de 60 (sessenta) dias, a partir da publicação da regulamentação desta Lei para elaborar seu Regimento Interno a ser aprovado pelo ato do Poder Executivo. Art. 23 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 24. Revogadas as disposições em contrário. RUBENS GERMANO COSTA Prefeito Municipal 7
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