Importação- Regras Gerais 1
Conceito de Importação Podemos definir a operação de importação como um processo comercial e fiscal que consiste em trazer um bem (produto/serviço) do exterior para o país de destino. Esse processo ocorre a partir da realização de atividades burocráticas ligadas ao órgão competente do país de destino, denominado desembaraço aduaneiro.
ICMS - Fato Gerador Desembaraço aduaneiro de mercadoria ou bem do exterior. Artigo 2º do RICMS/SP
Alíquota - ICMS Princípio da Seletividade Aplica-se aqui a ideia de atendimento de necessidades humanas, como alimentação, vestuário, medicamentos, etc. O objetivo é tributar menos os produtos mais essenciais. É o percentual que aplicamos sobre a base de cálculo, para calcular o imposto devido.
Alíquota do ICMS Internas Operações dentro do Estado Artigos 52 e seguintes do RICMS/SP Alíquota de 7%,12%, 18% ou 25%
Alíquota do ICMS - Interestaduais Operações para contribuintes em outros Estados - Resolução do Senado 22/89 7% de SP para: Norte Nordeste Centro Oeste Espírito Santo 12% de SP para: Sul Sudeste (exceto ES)
Alíquotas do ICMS Interestaduais Operações para não contribuintes em outros Estados Aplicação da alíquota interna do Estado de São Paulo art.56 do RICMS/00.
Alíquota do ICMS Produtos Importados Operações para contribuintes em outros Estados - Resolução do Senado SF 13/2012 4% de SP para: Norte Nordeste Centro Oeste Sul Sudeste
Importação Sujeito Passivo Contribuinte de ICMS Pratica com habitualidade circulação de mercadoria ou prestação de serviços de transporte intermunicipal ou interestadual ou serviço de comunicação. Importação não necessita habitualidade. (Art. 4º da LC 87/96 e Art. 9º do RICMS/SP)
Importação- Local da Operação O local da operação ou da prestação, para os efeitos da cobrança do imposto e definição do estabelecimento responsável, tratando-se de mercadorias ou bens, importados do exterior, é: a) o do estabelecimento onde ocorrer a entrada física; b) o do domicílio do adquirente, quando não estabelecido; c) aquele onde seja realizada a licitação, no caso de arrematação de mercadoria ou bem importados do exterior e apreendidos ou abandonados. Nos casos de serviços prestados ou iniciados no exterior, considera-se o local da prestação o do estabelecimento ou do domicílio do destinatário. (Lei Complementar nº 87/1996, art. 11, I, "d", "e", "f" e IV; RICMS-SP/2000, art. 36, I, "f", "g", "h", e IV)
Simulador do Tratamento Tributário e Administrativos das Importações 11
Simulador do Tratamento Tributário e Administrativos das Importações 12
Base de cálculo do ICMS - Importação A base de cálculo do imposto é: a) na hipótese do desembaraço aduaneiro de mercadorias ou bens importados do exterior, a soma das seguintes parcelas: a.1) o valor de mercadoria ou bem constante dos documentos de importação; a.2) o Imposto de Importação (II); a.3) o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); a.4) o Imposto sobre Operações de Câmbio (IOF); a.5) quaisquer outros impostos, taxas, contribuições e despesas aduaneiras; b) na hipótese do recebimento, pelo destinatário, de serviço prestado no exterior, o valor da prestação do serviço, acrescido, se for o caso, de todos os encargos relacionados com a sua utilização. No que se refere ao disposto na letra "a.1", esclarecemos que o preço de importação expresso em moeda estrangeira será convertido em moeda nacional pela mesma taxa de câmbio utilizada no cálculo do II sem qualquer acréscimo ou devolução posterior se houver variação da taxa de câmbio até o pagamento efetivo do preço. Entendem-se como demais despesas aduaneiras aquelas efetivamente pagas à repartição alfandegária até o momento do desembaraço da mercadoria, tais como diferenças de peso, classificação fiscal e multas por infrações. Conforme determina o artigo 26 da Lei 12.865/2013- para fins de cálculo do Pis e COFINS, considera-se só o valor aduaneiro. (Lei Complementar nº 87/1996, art. 13, V e VI, art. 14; RICMS-SP/2000, art. 37, IV e IX e 5º e 6º)
BASE DE CÁLCULO- IMPORTACÃO 14
Importação- Crédito O imposto é não cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou por outro Estado. Para esta compensação, fica assegurado ao sujeito passivo o direito de creditar-se do imposto anteriormente cobrado em operações de que tenha resultado a entrada de mercadoria, real ou simbólica, no estabelecimento, inclusive a destinada ao seu uso ou consumo ou ao ativo permanente, ou o recebimento de serviços de transporte interestadual e intermunicipal ou de comunicação. (Lei Complementar nº 87/1996, art. 19 e art. 20, 1º e 3º; RICMS-SP/2000, arts. 59, caput, e 61, caput)
Importação- Recolhimento O recolhimento do ICMS devido em razão da importação de mercadoria ou bem do exterior deverá ser efetuado por meio de guia de recolhimento com código de barra perante os agentes arrecadadores constantes no Anexo I da Portaria CAT nº59/2007.
Importação- por Conta e Ordem de Terceiros Na importação por conta e ordem de terceiros, uma empresa (adquirente ) interessada em uma determinada mercadoria, contrata uma prestadora de serviços (importadora por conta e ordem) para que esta, utilizando os recursos originários da contratante, providencie, entre outros, o despacho de importação da mercadoria em nome da empresa adquirente. Portanto, na importação por conta e ordem de terceiros, embora a atuação da empresa importadora possa abranger desde a simples execução do despacho de importação até a intermediação da negociação no exterior, contratação do transporte, seguro, entre outros, o importador de fato é o adquirente, a mandante da importação, aquela que efetivamente faz vir a mercadoria de outro país, em razão da compra, internacional, embora, nesse caso, o faça por via interposta ( a importadora por conta e ordem), que é uma mera mandatária da adquirente.
IMPORTAÇÃO POR CONTA E ORDEM DE TERCEIROS Contrato prévio Instrução Normativa 247/2002 ; Câmbio e in voice: adquirente; NF de saída; NF de serviços (ISS, PIS/ PASEP e COFINS). NF de Entrada 3.949 NF de Saída 5.949/6.949 1.101/2.101, 1.102/2.102, 1.551/2.551 IMPORTADOR NF de Serviço (ISS) ADQUIRENTE ICMS recolhimento para o Estado do adquirente Decisão Normativa CAT 03/2009 Comunicado CAT 37/2010 Equiparação a industrial artigo 9º, IX RIPI/2010
IMPORTAÇÃO POR ENCOMENDA Na importação por encomenda, uma empresa(encomendante predeterminada), interessada em uma mercadoria, contrata outra empresa(importadora), para que esta, com seus próprios recursos, providencie a importação dessa mercadoria e a revenda posteriormente para a empresa encomendante. Assim, o importador adquire a mercadoria junto ao exportador no exterior, providencia sua nacionalização e a revende ao encomendante. Tal operação tem, para o importador contratado, os mesmo efeitos fiscais de uma importação própria.
IMPORTAÇÃO POR ENCOMENDA Contrato prévio Instrução Normativa 634/2006 ; NF de saída VENDA; NF de Entrada 3.102 NF de Saída 5.102/6.102 5.403/6.403 IMPORTADOR ADQUIRENTE
IMPORTAÇÃO - TRANSPORTE PARA LOCAL DIVERSO DO IMPORTADOR Artigo 125 O contribuinte, excetuado o produtor, emitirá Nota Fiscal 3º - A mercadoria de procedência estrangeira que, sem entrar em estabelecimento do importador ou do arrematante, for por ele remetida a terceiro, deverá ser acompanhada de Nota Fiscal por ele emitida com a declaração de que a mercadoria sairá diretamente da repartição federal em que tiver sido desembaraçada.
IMPORTAÇÃO - NOTA FISCAL COMPLEMENTAR Artigo 137 - Relativamente à mercadoria ou bem importado a que se refere a alínea "f" do inciso I do artigo anterior, observar-se-á, ainda, o seguinte: IV - conhecido o custo final da importação e sendo ele superior ao valor consignado no documento fiscal referido nos incisos I ou II, será emitida Nota Fiscal, no valor complementar, na qual constarão: a) todos os demais elementos componentes do custo; b) b) remissão ao documento fiscal emitido por ocasião da entrada da mercadoria; V - a Nota Fiscal do valor complementar, emitida nos termos do inciso anterior, além do lançamento normal no livro Registro de Entradas, terá seu número de ordem anotado na coluna "Observações", na linha correspondente ao lançamento do documento fiscal emitido por ocasião da entrada da mercadoria no estabelecimento.
IMPORTAÇÃO - Nota Fiscal de Entrada O contribuinte emitirá Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, ou, se for o caso, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), nos termos da Portaria CAT nº 162/2008, no momento em que entrar em seu estabelecimento, real ou simbolicamente, mercadoria ou bem importados diretamente do exterior. Esse documento fiscal servirá para acompanhar o trânsito da mercadoria ou do bem até o local do estabelecimento emitente.
IMPORTAÇÃO -Transporte efetuado de uma só vez Se a mercadoria for transportada de uma só vez, o transporte será acobertado pelo documento de desembaraço e pela nota fiscal. Além desses documentos, o transporte será acobertado também pela Gare-ICMS. A não exigência do pagamento do imposto, integral ou parcial, por ocasião da liberação de bens ou mercadorias, em virtude de imunidade, isenção, não incidência, diferimento ou outro motivo, será comprovada mediante apresentação da Guia para Liberação de Mercadoria Estrangeira sem Comprovação do Recolhimento do ICMS (GLME) ( art. 137, I e III e 1º do Decreto nº 45.490/2000)
IMPORTAÇÃO -Transporte parcelado Em se tratando de remessa parcelada, a primeira parcela será transportada com a nota fiscal relativa à totalidade da mercadoria, na qual constará a expressão "Primeira remessa", e com o documento de desembaraço. Cada posterior remessa será acompanhada de nota fiscal, que conterá, além dos demais requisitos, os seguintes: a) o número de ordem e a data do documento de desembaraço; b) a identificação da repartição em que se tiver processado o desembaraço; c) o número de ordem, a série, quando houver, e a data da emissão da nota fiscal relativa à totalidade da mercadoria; d) o valor total da mercadoria importada; e e) o valor do imposto, se devido, bem como a identificação da respectiva Gare-ICMS O transporte será também acompanhado da Gare-ICMS, se for o caso, podendo esse documento, a partir da segunda remessa, ser substituído por cópia reprográfica autenticada. Art. 137, II e III do Decreto nº 45.490/2000