Pesquisa Sequencial e Binária. Introdução à Programação SI2



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Transcrição:

Pesquisa Sequencial e Binária Introdução à Programação SI2

3 Contexto Diferentes estratégias para pesquisa (busca) de um elemento específico em um conjunto de dados. Lista, array, coleção Operação importante, encontrada com muita freqüência em diversas aplicações Dois métodos mais conhecidos: Busca Seqüencial ou linear (linear search ou sequencial search) Busca Binária (binary search)

Pesquisa Sequencial Forma mais simples de realizar pesquisas. Metodologia: É efetuada a verificação de cada elemento do conjunto, sequencialmente, até que o elemento desejado seja encontrado (pesquisa bem sucedida) ou Todos os elementos do conjunto tenham sido verificados sem que o elemento procurado tenha sido encontrado (pesquisa mal sucedida)

5 Pesquisa Sequencial 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 14 21 5 45 12 3 86 98 46 53 24 2 1 15 90 47 Questão 1: O elemento 90 está presente no vetor? Questão 2: Quantas comparações são necessárias para achar o elemento 90?

Características Algoritmo extremamente simples!! Pode ser muito ineficiente quando o conjunto de dados se torna muito grande Alto número de comparações

7 COMPLEXIDADE DE ALGORITMOS

8 Complexidade A Complexidade de um Algoritmo consiste na quantidade de trabalho necessária para a sua execução, expressa em função das operações fundamentais. Operações críticas variam de acordo com o algoritmo, e em função do volume de dados Por exemplo, na pequisa sequencial é fundamental as comparações entre elementos

Complexidade de Algoritmos Um algoritmo serve para resolver um determinado problema, e os problemas têm sempre uma entrada de dados (E) O tamanho de E (N elementos) afeta diretamente o tempo de resposta do algoritmo Dependendo do problema, já existem alguns algoritmos prontos, ou que podem ser adaptados Decisão: qual algoritmo escolher?

10 Complexidade A complexidade de um algoritmo pode ser dividida em: Complexidade Espacial: quantidade de recursos utilizados para resolver o problema Complexidade Temporal: quantidade de tempo utilizado. Pode ser visto também como o número de passos necessários para resolver determinado problema Em ambos os casos, a complexidade é medida de acordo com o tamanho dos dados de entrada (N)

11 Complexidade Definimos a expressão matemática de avaliação do tempo de execução de um algoritmo como sendo uma função que fornece o número de passos efetuados pelo algoritmo a partir de uma certa entrada

12 Exemplos Soma de vetores para I de 1 até N faça S[I] X[I] + Y[I] fimpara! Número de passos = número de somas (N somas) Ordem de N ou O(N)

13 Exemplos Soma de matrizes para I de 1 até N faça para J de1 até N faça C[I,J] A[I,j] + B[I,J] fimpara fimpara Número de passos = número de somas (N*N somas) Ordem de N 2 ou O(N 2 )

Exemplos Produto de matrizes para I de 1 até N faça para J de 1 até N faça P[I,J] 0 para K de 1 até N faça P[I,J] P[I,J] + A[I,K] * B[K,J] fimpara fimpara fimpara Número de passos = Número de operações de somas e produtos (N*N*N) Ordem de N 3 ou O(N 3 ) 14

15 Tipos A complexidade pode ser qualificada quanto ao seu comportamento como: Polinomial à medida em que N aumenta o fator que estiver sendo analisado (tempo ou espaço) aumenta linearmente Exponencial A medida que N aumenta o fator que estiver sendo analisado (tempo ou espaço) aumenta exponencialmente

Complexidade de Algoritmos Existem três escalas de complexidade: Melhor Caso! Caso Médio! Pior Caso

Melhor Caso Representado pela letra grega Ω (Ômega) É o menor tempo de execução em uma entrada de tamanho N É pouco usado, por ter aplicação em poucos casos Exemplo Se tivermos uma lista de N números e quisermos executar uma busca sequencial assume- se que a complexidade no melhor caso é de N = 1 f(n) = Ω (1) = 1, pois assume- se que o número estaria logo na primeira posição da lista

18 Caso Médio Definido pela letra grega θ (Theta)! Dos três, é o mais difícil de se determinar! Deve- se obter a média dos tempos de execução de todas as entradas de tamanho 1, 2,... até N, ou baseado em probabilidade de determinada situação ocorrer

19 Pior Caso Representado pela letra grega O (O maiúsculo. Trata- se da letra grega ômicron maiúscula) É o método mais fácil de se obter Baseia- se no maior tempo de execução sobre as entradas de tamanho N Exemplo: Se tivermos uma lista de N números e quisermos executar uma busca sequencial assume- se que a complexidade no pior caso é f(n) = O (N) = N, pois assume- se que o número estaria no pior caso, no final da lista

20 Busca Sequencial Complexidade Pior Caso: é quando é necessário realizar N comparações (onde N é o número de elementos) Qual o cenário de pior caso possível? O elemento procurado na última posição Melhor Caso: é quando é necessário realizar somente uma comparação Qual o cenário de melhor caso possível? O elemento procurado na primeira posição Caso Médio: (Pior Caso + Melhor Caso)/2

21 Busca Sequenaial Complexidade Pior Caso: n comparações O(n) = n! Melhor Caso: uma comparação Ω(1) =1! Caso Médio: (Pior Caso + Melhor Caso)/2 θ(n) = (n + 1) /2

BUSCA BINÁRIA 22

23 Busca Binária Algoritmo de busca em vetores com acesso aleatório aos elementos Parte do pressuposto de que o vetor está ordenado Realiza sucessivas divisões do vetor e compara o elemento buscado (chave) com o elemento no meio do segmento 3 opções: Se igual, a busca termina com sucesso Se o elemento do meio for menor que o elemento buscado, então a busca continua na metade posterior do vetor. Se o elemento do meio for menor que a chave, a busca continua na metade anterior do vetor

24 Busca Binária Metodologia 1) Checar onde está o ponto médio do vetor. 2) Comparar o elemento do ponto médio (EPM) com elemento chave. 3) Continuar a pesquisa da seguinte forma: Se chave=epm, então a pesquisa pára com sucesso, pois achou o dado desejado! Se chave<epm realizar a pesquisa no sub- vetor à esquerda do EPM, partindo do passo 1. Se chave>epm realizar a pesquisa no sub- vetor à direita do EPM, partindo do passo 1.

25 Exemplo vetor a inspecionar vazio o valor 2 não existe no vetor original!

Exemplo de Busca Binária Exemplo Inicial: Após ordenação: Ponto médio 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 1 2 3 5 12 14 15 21 24 45 46 47 53 86 90 98 Pergunta: Como verificar se o elemento 90 está presente no vetor acima? Pergunta: Quantas comparações são necessárias para achar o elemento 90?

Exemplo de Busca Binária Procurando pelo elemento 90

28 Busca Binária Divide- se o vetor como se este fosse uma árvore 20 30 40 50 90 100 Raiz Folhas

Complexidade da Busca Binária Pior Caso: quando o dado desejado encontra- se na folha da árvore (nas pontas) ou não existe. O(log 2 N) Melhor Caso: quando o elemento procurado corresponde a exatamente o elemento do meio do vetor (raiz da árvore). Ω(1) Caso Médio: quando o dado desejado encontra- se próximo do meio da árvore. θ(log 2 N)! Lembrando que log 2 N = e => 2 e = N

30 Complexidade da Busca Binária Para um vetor de 8, é necessário apenas 3 comparações para se encontrar a chave no pior caso: Exemplo: localizar a chave 2 no vetor: 11 21 34 39 41 45 89 98 Comparação 1: 11 21 34 39 41 45 89 98 Comparação 2: 11 21 34 39 41 45 89 98 Comparação 3: 11 21 34 39 41 45 89 98

31 Complexidade da Busca Binária Exemplo: localizar o valor 0 (zero)

32 Qual das duas buscas é melhor? Para uma lista com N = 1000, o algoritmo de pesquisa sequencial irá executar 1000 comparações no pior caso, e cerca de 500 operações no caso médio Por sua vez, o algoritmo de pesquisa binária irá executar 10 comparações no pior caso, para o mesmo N. (log 2 1000 10) O logaritmo de base 2 aparece porque divide- se o intervalo de busca pela metade: 1000, 500, 250, 125, 63, 32, 16, 8, 4, 2, 1 (10 divisões)

33 Qual das duas buscas é melhor? O algoritmo de pesquisa binária assume que a lista está ordenada Ordenar uma lista também tem um custo, geralmente superior ao custo da pesquisa sequencial. Se for para fazer uma só pesquisa, não vale à pena ordenar a lista Por outro lado, se pretende- se fazer muitas pesquisas, o esforço da ordenação pode valer a pena

EXERCÍCIOS 34

Exercício 1. Faça uma função em Python que realize a pesquisa sequencial em uma lista de números inteiros, informando se o número foi ou não encontrado e se foi, em qual posição da lista este se encontra. Para testar esta função, crie um programa que lê números até que o valor - 999 seja digitado. Em seguida o programa deve pedir para o usuário digitar o número a ser procurado, que junto com a lista, será passado como argumento da função de busca. 2. Crie uma nova função de busca que implemente o algoritmo de busca binária. Imprima a quantidade de passos entre as duas funções para a busca de um valor em uma mesma lista.

Exercício

37 Bibliografia Cormen, Thomas H. et. al. Algoritmos: Teoria e Prática. Editora Campus, 2002.! Ziviani, Nivio. Projeto de Algoritmos. Editora Nova Fronteira, 2004.! Complexidade (Prof. Jones Albuquerque) http://www.cin.ufpe.br/~joa/menu_options/school/cursos/ ppd/aulas/complexidade.pdf