TER CORPO E SER CORPO: PERCURSO PARA UMA DANÇA DA DISPONIBILIDADE

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Transcrição:

TER CORPO E SER CORPO: PERCURSO PARA UMA DANÇA DA DISPONIBILIDADE Anderson do Carmo e Jussara Belchior A técnica, todavia, não pertence à categoria do superável. Suas regras e restrições, na medida em que ganham familiaridade no corpo que treina, promovem a aquisição de certos padrões de movimento e esses padrões, por estarem em um corpo vivo, também são vivos, ou seja, continuam se modificando ao longo do tempo. Helena Katz No campo de ação nomeado Grupo Cena 11 Cia de Dança, o que da queda se apresenta como estável não é sua formalidade um ir da vertical para a horizontal mas sua capacidade de afetar a percepção daqueles que a testemunham: do sujeito-que-assiste e tem seu corpo atravessado pela sensação tátil de peso contra chão, e do sujeito-que-dança que disponibiliza o peso de sua musculatura, ossada e vísceras à ação da gravidade, remota e

simultaneamente controlando e se deparando com a formalidade que desta relação entre ter e ser corpo emerge. Neste ambiente, corpo voodoo é um conceito definido pelo grupo a partir de sua trajetória de pesquisa. Numa analogia aos bonecos vodu, os corpos dos bailarinos são vistos como os corpos dos bonecos, as agulhas são os seus movimentos, e o objeto do feitiço é o corpo do espectador. A partir dessa premissa entende-se que o impacto da queda é vivido tanto pelo bailarino quanto pelo espectador, quando este se projeta no lugar do bailarino enquanto vê a ação. No entanto, o conceito não se limita às quedas; em diversas situações a experiência vivida em cena se reflete no corpo do espectador como sensação provocada pelo corpo do bailarino: o desequilíbrio, a perda da verticalidade, ou a tontura, entre outros, que recriam uma experiência similar no corpo do espectador. O corpo voodoo é portanto a exploração de uma série de padrões de comportamento que são reconhecidos e vividos pelo corpo de quem assiste. Tal como constantemente lembra o rolfista 1 e pesquisador da dança Hubert Godard, peso, tato e equilíbrio não são elementos apenas biológicos ou concretos. De modo muito mais profundo e intrincado, o pré-movimento (GODARD, 1995), as condições a priori próprias de cada corpo antes mesmo de seu sujeito querer movê-lo, são características onde categorias como biológico e simbólico assumem ares precários e não dão conta de abarcar ou refletir fenômenos como a dança, a não ser que se atravessem e contaminem. Partindo de tal prerrogativa a formalidade motora que populariza a ética e a estética do Cena 11 não é apenas um abandono do corpo à gravidade. Um corpo que cai, ao invés de ser tratado como um passo de dança que passa a ser treinado com o objetivo de melhorar a sua execução, a queda é um padrão de comportamento desenvolvido pelo corpo, que embora necessite treino, se manifesta como possibilidade do mover, como organização corpórea que não hierarquiza corpo e movimento.

Fotografia de Karin Serafin.

A queda é o movimento relativamente livre; livre em que, sendo posto pelo conceito do corpo, é a manifestação da própria gravidade dele, é-lhe portanto imanente (HEGEL, 1997). Se a aparição deste padrão entendido e nomeado queda pudesse ter uma origem assinalada não seria distinta do que o senso comum atribui: um ruido, um erro na execução de um fazer organizado. Ocorre, no entanto, que os modos como tal ruído ressoa nos corpos do Cena 11 apresentam campo especialmente prenhe para a verticalização de uma pesquisa. A queda no Cena 11 é portanto um estado de disponibilidade instaurado no corpo dos bailarinos, uma habilidade treinada a partir da disponibilidade de organização muscular entre tensão e relaxamento que é passível de se adaptar de acordo com a situação em que o corpo se encontra. Carta de Amor ao Inimigo, 2012.

Carta de Amor ao Inimigo, 2012. Falha como virtuose as propriedades de um corpo são suas condições de adaptabilidade e sua virtuosidade é sua eficiência em incorporar assimetrias como princípio organizativo de seus padrões de pensamento e comportamento. Cada corpo é um virtuose dos padrões de movimento que seu design corporal permite explorar. (AHMED e BRITTO, 2009) Da sua aparição acidental e ruidosa durante o desenrolar da pesquisa que transcorre entre IN PERFEITO (1997) e Violência (2000), a complexa relação a que se nomeia queda tem seus modos de aparecimento constante e gradualmente transformados: de deliberação direta de uma ação radical do e no corpo, para um atravessamento da inevitabilidade emergente das condições do espaço que se desenha em Carta de amor ao inimigo (2012) se passam 12 anos onde a ferramenta da disponibilidade é constantemente inquerida a apresentar-se de modo coerente com seu próprio enunciado: afetar quem a testemunha.

Deste modo é coerente salientar e acompanhar a crescente limpeza das cargas dramática e teatral que a influência do teatro da crueldade de Antonin Artaud (1896-1948) embebe Violência e o faz flertar com a representação, até o refinamento e elegância que o design de movimento de Pequenas frestas de ficção sobre realidade insistente (2007) efetiva e em sua feitura dá a ver as dimensões palpáveis em termos músculoesqueléticos que entendimentos notadamente creditados a cultura, tais como ficção e emoção, carregam: o peso do corpo, o desequilíbrio, a ação da gravidade e a ação do transcorrer do tempo, são geradores de mobilidade de um corpo que traça um mapa de histórias numa colagem entre a ficção e o real.

A cada ambiente coreográfico estabelecido os corpos dos intérpretes definem suas estratégias e possibilidades de movimento. O treino que permite a dança do Cena 11 acontecer progressivamente incorporou a ação da gravidade sobre o corpo como elemento virtuosamente manuseado. Pensar a gravidade dentro do enlaçamento ético-estético do Grupo Cena 11 é pensar numa ética que opera a partir do corpo que se tem e das condições que permitem a esse corpo ser para a partir daí articular uma dança possível. Não uma dança do querer, mas uma dança do ser que se percebe sendo em dado ambiente com condições específicas e nesta brecha de percepção opera sua política. O corpo dos bailarinos do Cena 11 é regido pelo ativamento de um estado de controle e de percepção que gerencia o seu fazer/ser; sua potência de ação resiste na condição de imanência da queda, ou seja, na relação estabelecida pelo corpo voodoo que afeta o fazer artístico e todo o seu padrão de comportamento. Ao analisar a evolução técnica do Cena 11 percebe-se a ação da gravidade como um atravessamento que molda o modo de agir dos corpos e abre sua potência de continuidade ao campo do (ainda) não saber; o salto ético-estético que se exemplifica na aparência

de Skinnerbox (2005) espetáculo que sucede Violência abre o precedente para o que se torna obsessão no saber/dizer/fazer do grupo: não reduzir a disponibilidade e a inevitabilidade tecnicamente moldadas (e que permitem a queda ocorrer) a um executar de passos. Ação da gravidade, disponibilidade como poder, inevitabilidade como condição primeira do mover: as características do passado que moldam a identidade dos corpos do Cena 11 permanecem e permanecerão na dança do grupo enquanto virtualidade que se aglutina a imprevisibilidade do futuro (KASTRUP, 2008); essa é estratégia do Cena 11 para fazer de sua dança não um clichê ao qual se atribui a designação contemporânea, mas uma dança da presença, uma dança presente, atravessada por distintos tempos e, que ao ter ciência do que já é, se permite pensar no que ainda está por ser. Veja um pouco dos 20 anos da Cia Cena 11: http://www.youtube.com/watch?v=qibyr9yqwys Referências bibliográficas AHMED, Alejandro. BRITTO, Fabiana Dultra. Guia de Ideias Correlatas. Programa do espetáculo, 2009. GODARD, Hubert. Gesto e percepção in PEREIRA, Roberto e SOTER, Silvia (org.). Lições de Dança 3. UniverCidade Editora, Rio de Janeiro, 1995. HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Enciclopédia das ciências filosóficas em compêndio. Edições Loyola, São Paulo, 1997. KASTRUP, Virgínia. PASSOS, Eduardo. TEDESCO, Silvia. Politicas da cognição. Editora Sulina, Porto Alegre, 2008. KATZ, Helena. Com sofisticação Cena 11 investiga o movimento. Caderno 2, São Paulo, 2005. Disponível em <www.helenakatz.pro.br/midia/helenakatz51193320026.jpg>

ANDERSON DO CARMO vive e trabalha em Florianópolis desde 2008. Frequenta a rotina de treino, pesquisa e ensaio do Grupo Cena 11 Cia de Dança desde 2010 e passa a atuar como bailarino em 2012. É bacharel e licenciado em Teatro pelo CEART-UDESC, onde desenvolveu pesquisa nas áreas de teatro físico e dança contemporânea orientado pela Profª Drª Sandra Meyer no grupo O corpomente em cena e no projeto Tubo de Ensaio. Em outubro de 2010 inicia pesquisa para a produção da coreografia A saudade é como líquido que transborda, ou, para Teresa, contemplada com o Prêmio Klauss Vianna 2011 Categoria Jovens Talentos. A partir de 2012 intensifica a produção, edição e publicação de textos: organiza a edição de dezembro nº 19 da revista Urdimento do PPGT-CEART, produz textos críticos para o projeto ENTRE: movimento e transitoriedade e no contexto da Bienal SESC de dança 2013 escreve para o projeto 7 7 de Sheila Ribeiro. JUSSARA BELCHIOR integra o elenco do grupo Cena 11 Cia de Dança desde 2007. Trabalhou como diretora e coreógrafa no projeto solo dançado por Cristina Schmitt Pedaços de Vontade que estreou no 17o. Cultura Inglesa Festival em 2013. Em 2012 trabalhou como assistente de direção no projeto Werwolf de Marcos Klann, contemplado com o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2011. Integra o grupo de pesquisa em Ciberarte Subverse Project. É Bacharel em Comunicação das Artes do Corpo pela PUC/SP, onde desenvolveu seu projeto de Iniciação Cientifica Movimento Cotidiano em Cena A Especificidade do Movimento de Dança, financiado pelo PIBIC/CEP e orientado pela Dra. Gaby Imparato, em 2006. No inicio de 2007 compôs o elenco do projeto E agora, Alice?, contemplado pelo PAC 25, dirigido por Lara Pinheiro. Entre 2006 e 2007 integrou, como bailarina, a Quadrela Cia de Dança, dirigida por Roberto dos Santos. Participou por dois anos (2003 e 2004) do Núcleo de Criação e Difusão de Dança Contemporânea, dirigido por Pedro Costa. O GRUPO CENA 11 CIA DE DANÇA instaura projetos de pesquisa e formação, sempre com o propósito de confluir teoria e prática no entendimento de dança. Um núcleo de criação com formação em várias áreas compõe a base para uma produção artística em que a ideia precisa ganhar expansão num corpo e se organizar como dança. A Cia. está sediada em Florianópolis no JUSC.

Artigo publicado na Revista Carbono #5 [Gravidade verão 203/2014] http://www.revistacarbono.com/edicoes/05/ Todos os direitos reservados.