PILATES E BIOMECÂNICA. Thaís Lima

Documentos relacionados
CINESIOLOGIA DA COLUNA VERTEBRAL. Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior

FUTURO DO GOLFE = NÃO SE BASEIA SOMENTE NA CÓPIA DO SWING PERFEITO - MECÂNICA APROPRIADA - EFICIÊNCIA DE MOVIMENTO

A influência da prática da capoeira na postura dos capoeiristas: aspectos biomecânicos e fisiológicos.

Alterações da Estrutura Corporal

1) PANTURRILHAS. b) Músculos envolvidos Gastrocnêmios medial e lateral, sóleo, tibial posterior, fibular longo e curto, plantar (débil),

Implementação do treinamento funcional nas diferentes modalidades. André Cunha

Cinesioterapia\UNIME Docente:Kalline Camboim

KINETIC CONTROL: OTIMIZANDO A SAÚDE DO MOVIMENTO

ABORDAGEM DAS DISFUNÇÕES POSTURAIS. André Barezani Fisioterapeuta esportivo/ Ortopédico e Acupunturista Belo Horizonte 15 julho 2012

O treino invisível para aumento do rendimento desportivo

Fonte:

Uso de salto alto pode encurtar músculos e tendões e até provocar varizes!!!

Avaliação Integrada. Profº Silvio Pecoraro. Specialist Cooper Fitness Center Dallas Texas/USA Cref G/SP

FIBROMIALGIA EXERCÍCIO FÍSICO: ESSENCIAL AO TRATAMENTO. Maj. Carlos Eugenio Parolini médico do NAIS do 37 BPM

04/11/2012. rígida: usar durante a noite (para dormir) e no início da marcha digitígrada, para manter a ADM do tornozelo.

Ergonomia Corpo com Saúde e Harmonia

O IMPACTO DO PROGRAMA DE GINÁSTICA LABORAL NO AUMENTO DA FLEXIBILIDADE

Exercícios além da academia

CINCO PRINCÍPIOS BÁSICOS STOTT PILATES

BIOMECÂNICA -MEMBRO SUPERIOR

Treinamento funcional

AVALIAÇÃO POSTURAL. Figura 1 - Alterações Posturais com a idade. 1. Desenvolvimento Postural

LER/DORT.

CERTIFICAÇÃO EM TREINAMENTO FUNCIONAL (CORE) Educador Silvio Pecoraro

C. Guia de Treino

PADRONIZAÇÃO DE EXERCÍCIOS

GINÁSTICA LABORAL Prof. Juliana Moreli Barreto

DE VOLTA ÀS AULAS... CUIDADOS COM A POSTURA E O PESO DA MOCHILA!

CURSO DE FORMAÇÃO ISO-STRETCHING

Avaliação Postural e Flexibilidade. Priscila Zanon Candido

EXAME DO QUADRIL E DA PELVE

Clínica de Lesões nos Esportes e Atividade Física Prevenção e Reabilitação. Alexandre Carlos Rosa alexandre@portalnef.com.br 2015

Exercícios específicos para a barriga que enrijecem os músculos da região e ajudam na manutenção de uma boa postura.

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional

O QUE É TREINAMENTO FUNCIONAL? Por Artur Monteiro e Thiago Carneiro

Abdução do quadril Posição inicial Ação Extensão do quadril em rotação neutra Posição inicial Ação

TÉCNICAS EM AVALIAÇÃO E REEDUCAÇÃO POSTURAL

ORIENTAÇÃO POSTURAL E MUSCULAR COM BOLA SUÍÇA

TRIPLO SALTO VELOCIDADE FORÇA OUTRAS VELOCIDADE EXECUÇAO (MOV. ACÍCLICO) FORÇA RESISTÊNCIA HIPERTROFIA CAPACIDADE DE ACELERAÇÃO EQUILÍBRIO

Palavras chaves: Core; Treinamento Funcional; Musculação; Homens.

MAT PILATES 1 ÍNDICE: PRE MAT- MAT PILATES 2 MAT PILATES 2

Desvios da Coluna Vertebral e Algumas Alterações. Ósseas


Foram estabelecidos critérios de inclusão, exclusão e eliminação. Critérios de inclusão: todos os dançarinos com síndrome da dor femoropatelar.

FORTALECENDO SABERES EDUCAÇÃO FÍSICA DINÂMICA LOCAL INTERATIVA CONTEÚDO E HABILIDADES DESAFIO DO DIA. Aula 3.1 Conteúdo: Atividade física preventiva.

ABRCOLUNA Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna

O AGACHAMENTO AGACHAMENTO É UM PADRÃO DE MOVIMENTO PRIMITIVO

O PROJETO. A ESTAÇÃO SAÚDE foi desenvolvida com objetivo de proporcionar aos

Fisioterapia nas Ataxias. Manual para Pacientes

JOELHO. Introdução. Carla Cristina Douglas Pereira Edna Moreira Eduarda Biondi Josiara Leticia Juliana Motta Marcella Pelógia Thiago Alvarenga

Osteoporose. Trabalho realizado por: Laís Bittencourt de Moraes*

3/26/2009 EX E E X R E C R ÍCI C OS S E E PO P ST S U T RA R OS EX ER EX CÍ C CI C OS REAL EA MEN M T EN E MO M DIFI F CAM A M A A PO P STUR U A?

Por que devemos avaliar a força muscular?

OS BENEFÍCIOS DO MÉTODO PILATES NA LOMBALGIA

Confederação Brasileira de Tiro Esportivo Originária da Confederação do Tiro Brasileiro decreto 1503 de 5 de setembro de 1906

Revisão do 1 semestre (ballet 1 e 2 ano)

LESÕES DOS ISQUIOTIBIAIS

Centro de Reeducação Respiratória e Postural S/C Ltda Josleide Baldim Hlatchuk Fisioterapeuta CREFITTO F

Proteger a medula espinal e os nervos espinais. Fornece um eixo parcialmente rígido e flexível para o corpo e um pivô para a cabeça

Conteúdo: Partes do corpo humano. Atividade física eleva a qualidade de vida. Cuidando das articulações. FORTALECENDO SABERES

Seqüência completa de automassagem

Atualmente = o objetivo é conseguir, durante a sessão e fora dela, a funcionalidade do paciente (o tônus se adequa como consequência).

ANÁLISE FUNCIONAL DA MUSCULATURA HUMANA (Tronco) Aula 9 CINESIOLOGIA. Raul Oliveira 2º ano músculos monoarticulares

CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL EM TÊNIS DE MESA PARA CADEIRANTES CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL EM TÊNIS DE MESA

GUIA DE MUSCULAÇÃO PARA INICIANTES

CURSO DE PILATES APLICADO ÀS LESÕES OSTEOMUSCULARES

Global Training. The finest automotive learning

ESCOLIOSE. Prof. Ms. Marcelo Lima

Núcleo de Ensino em saúde Escola de Massoterapia APOSTILA DE POMPAGEM. Pompagem

DOR NAS COSTAS EXERCÍCIOS ESPECIALIZADOS PARA O TRATAMENTO DA DOR NAS COSTAS. Página 1 / 10

s.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1

3.4 Deformações da coluna vertebral

Teste de Flexibilidade

Exercícios de força muscular

E BEM-ESTAR TAMBÉM. exercícios para fazer com SEM ESTRESSE MELHOR IDADE DE VERDADE GESTANTE FELIZ

EXAME DO JOELHO P R O F. C A M I L A A R A G Ã O A L M E I D A

Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João

TRABALHO DA MOBILIDADE DA COLUNA VERTEBRAL PARA O PRATICANTE AVANÇADO DE FITNESS COM A TÉCNICA DE PILATES. FERNANDO BARBOSA¹

As Atividades físicas suas definições e benefícios.

DISTÚRBIOS DA COLUNA VERTEBRAL *

Curso de Treinadores de Voleibol Nível I. Traumatologia no Voleibol A postura do treinador face à LESÃO/DOR

Pilates e Treinamento Funcional

INVOLUÇÃO X CONCLUSÃO

Por que devemos avaliar a força muscular?

Reumatismos de Partes Moles Diagnóstico e Tratamento

TRAUMATISMO RAQUIMEDULAR TRM. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc

Lombociatalgia.

Coluna Vertebral. Sacro - 5 vértebras - Cóccix vértebras. Junção Cervico-toracica. Junção Toraco-lombar. Junção Lombosacral

X JORNADA DE FISIOTERAPIA DE DOURADOS I ENCONTRO DE EGRESSOS DO CURSO DE FISIOTERAPIA DA UNIGRAN

Índice Remissivo. Sobre o livro. Direitos Autorais. Sobre a Autora. Capítulo 1Conhece-te a ti mesmo... Capítulo 2Como é o seu retrato?

TREINAMENTO DE FORÇA RELACIONADO A SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA

Ligamento Cruzado Posterior

Esta Norma contém as seguintes partes, sob o título geral Acessibilidade em veículos automotores :

Avaliação Goniométrica no contexto do Exame Fisioterapêutico

Exercícios e bem estar na gestação

GUIA DO PACIENTE. Dynesys Sistema de Estabilização Dinâmica. O Sistema Dynesys é o próximo passo na evolução do tratamento da dor lombar e nas pernas

ANÁLISE BIOMECÂNICA DOS MOVIMENTOS NO STOOL

ABDOMINAIS: UMA ABORDAGEM PRÁTICA DO EXERCÍCIO RESISTIDO

ERGONOMIA CENTRO DE EDUCAÇÃO MÚLTIPLA PROFESSOR: RODRIGO ARAÚJO 3 MÓDULO NOITE

ARTIGO ORIGINAL LOMBALGIA: A RELAÇÃO COM A FLEXIBILIDADE DA REGIÃO POSTERIOR DA COXA E DO GLÚTEO E A FORÇA ABDOMINAL E LOMBAR

Transcrição:

PILATES E BIOMECÂNICA Thaís Lima

RÍTMO LOMBOPÉLVICO Estabilidade lombopélvica pode ser definida como a habilidade de atingir e manter o alinhamento ótimo dos segmentos da coluna (lombar e torácica), da pelve, e da perna tanto em uma atividade estática quanto dinâmica. A estabilidade é atingida e consequentemente mantida pelas estrturas passivas e pelo pradrão correto de recrutamento muscular, isto é, sem compensações Perrott et al. Rehabilitation Research and Practice, 2012.

RÍTMO LOMBOPÉLVICO Músculos envolvidos na estabilização: Abdominais Glúteos Músculos pelvicotrocanterianos Períneo Multífidos, Eretores (longuíssimo do dorso, iliocostal e espinal)

Estratégia ideal para a flexão de tronco Há uma harmonia entre a flexão da coluna e da pelve. A coluna inicia o movimento, sendo seguida pela flexão do quadril (movimento da pelve).

Fase I Movimento predominante na coluna lombar = 104

Fase II Pouco movimento na lombar e na pelve

Fase III Movimento da pelve > coluna lombar Sem encurtamento de isquiostibiais

Fase III Movimento da coluna lombar > pelve Com encurtamento de isquiostibiais

Influência em exercícios de flexão de tronco Boa relação entre o cumprimento dos isquiotibiais e flexão da coluna. A pelve se mantém em um bom alinhamento.

Estratégias inadequadas: podem auxiliar a detectar áreas de sobrecarga

Diminuição da mobilidade de quadril e aumento da mobilidade de coluna lombar

Diminuição da mobilidade de quadril e aumento da mobilidade de coluna lombar Possível causa: encurtamento de isquiostibiais

Diminuição da mobilidade de quadril e aumento da mobilidade de coluna lombar Possível causa: encurtamento de isquiostibiais Consequência: aumento da sobrecarga na região lombar dor!

Alongamento e fraqueza dos tecidos conectivos das regiões de lombar e torácica baixa (incluindo a fáscia tóraco-lombar), o que os tornam incapazes de conter o movimento excessivo de flexão de tronco. Aumenta a carga compressiva nos discos intervertebrais, potencializando o risco de degeneração na coluna.

Diminuição da mobilidade de coluna lombar e aumento da mobilidade de quadril

Diminuição da mobilidade de coluna lombar e aumento da mobilidade de quadril Possível causa: encurtamento de paravertebrais

O alongamento excessivo dos isquiotibiais possibilita a projeção anterior da pelve sobre a coxa. O encurtamento da musculatura da coluna lombar, porém, impede sua flexão durante o movimento.

"Não importa o que você faz, mas sim, como você faz." Joseph Pilates.

RELAÇÃO ENTRE RÍTMO LOMBOPÉLVICO ALTERADO E DOR LOMBAR

Como proceder?

Compensação = estratégia utilizada para compensar algo que está funcionando fora dos padrões biomecânicos. É CONSEQUÊNCIA Para elaborar um plano de tratamento, pensar nas possíveis CAUSAS daquele problema.

Ex.: Queixa de dor na lombar Observado Pelve em retroversão Falta de mobilidade pélvica COMO AVALIAR? Possíveis Causas (Hipóteses) Encurtamento de ísquiostibiais Rigidez muscular Falta de consciência corporal... Testes - Confirmação Teste dedo-chão Avaliar tônus muscular............... Plano de Tratamento Alongamento de isquios com estabilização de coluna Trabalhar mobilidade pélvica sentado na bola...

SUGESTÕES: Encurtamento de isquiostibiais CAUSA Isolar segmentos de possíveis compensações (flexão de coluna) Alongar em um lugar mais baixo (ex: apoio sobre a chair) Manter alinhamento da pelve (púbis na mesma orientação que EIAS) Manter alinhamento da coluna Manter crescimento axial

SUGESTÕES: Encurtamento de parevertebrais CAUSA Isolar segmentos de possíveis compensações (extensão de joelho) Mobilizar coluna lombar

ESTABILIDADE PÉLVICA Relação entre biomecânica do quadril e lesões de joelho No agachamento, adução e rotação interna maior probabilidade de sobrecarga nos joelhos. Diferença ente homens e mulheres. Relação entre posição do tronco e do joelho.

ESTABILIDADE PÉLVICA - TESTES PASSAR DE AJOELHADO PARA SEMI-AJOELHADO COMPENSAÇÕES

ESTABILIDADE PÉLVICA - TESTES AGACHAMENTO UNIPODAL - TESTA GLÚTEO MÁXIMO

ESTABILIDADE PÉLVICA - TESTES Perrott MA. Rehabil Res Pract. 2012

ESTABILIDADE PÉLVICA

Mulheres fletem menos o tronco e rodam mais o tronco e a pelve em direção ao membro de apoio em relação aos homens. Os resultados sugerem que mulheres usam estratégias diferentes para realizar o agachamento unipodal, o que poderia deixa-las mais suscetível à degeneração dos joelhos

INFLUÊNCIA DO TRONCO NO AGACHAMENTO A inclinação do tronco gera uma menor sobrecarga nos joelhos, pois distribui a força entre essa articulação e o quadril

IMPLICAÇÕES PARA O PILATES

OBRIGADA Thaís Lima thaislimaft@gmail.com Face: tata_tsl@yahoo.com.br