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Pecado de amor Me deixe aqui com a cabeça cheia de problemas Vou me resolver Sou complicado, louco, inconsequente Meus defeitos você finge que não vê Por me ver chorar Por me ver sofrer Mas pode ir... Pra mim é um absurdo Pra que se machucar pedindo pra juntar Esse amor em pedaços Se Deus não escreveu assim? Não vou mais te enganar Eu não sou a pessoa que você tanto sonhou E nem conto de fadas com final feliz que você tanto imaginou Se é certo ou errado Pago as consequências Posso ser julgado Por um pecado de amor Pablo 04. Na composição, considerando a linguagem, é correto dizer que A) a linguagem é informal e imparcial. B) todo o texto alterna denotação e conotação em que uma aparece em detrimento da outra. C) as metonímias contrapõem as metáforas. D) o uso excessivo da primeira pessoa torna o texto expressivo. E) o texto é referencial, ou seja, apenas informativo. Jogadores de futebol podem ser vítimas de estereotipação. Por exemplo, você pode imaginar um jogador de futebol dizendo estereotipação? E, no entanto, por que não? - Aí, campeão. Uma palavrinha pra galera. - Minha saudação aos aficionados do clube e aos demais esportistas, aqui presentes ou no recesso dos seus lares. - Como é? - Aí, galera. - Quais são as instruções do técnico? - Nosso treinador vaticinou que, com um trabalho de contenção coordenada, com energia otimizada, na zona de preparação, aumentam as probabilidades de, recuperado o esférico, concatenarmos um contragolpe agudo com parcimônia de meios e extrema objetividade, valendo-nos da desestruturação momentânea do sistema oposto, surpreendido pela reversão inesperada do fluxo da ação. - Ahn? - É pra dividir no meio e ir pra cima pra pegá eles sem calça. - Certo. Você quer dizer mais alguma coisa? - Posso dirigir uma mensagem de caráter sentimental, algo banal, talvez mesmo previsível e piegas, a uma pessoa à qual sou ligado por razões, inclusive, genéticas? - Pode. - Uma saudação para a minha progenitora. - Como é? - Alô, mamãe! - Estou vendo que você é um, um... - Um jogador que confunde o entrevistador, pois não corresponde à expectativa de que o atleta seja um ser algo primitivo com dificuldade de expressão e assim sabota a estereotipação? - Estereoquê? - Um chato? - Isso. Correio Braziliense, 13/05/1998. 05. O texto retrata duas situações relacionadas que fogem à expectativa do público. São elas: 06. A) a saudação do jogador aos fãs do clube, no início da entrevista, e a saudação final dirigida à sua mãe. B) a linguagem diafásica, pois aparece, de forma inusitada, inadequada à situação da entrevista, e um jogador que fala, com desenvoltura, de modo muito rebuscado. C) o uso da expressão galera, por parte do entrevistador, e da expressão progenitora, por parte do jogador. D) o desconhecimento, por parte do entrevistador, da palavra estereotipação, e a fala do jogador em é pra dividir no meio e ir pra cima pra pegá eles sem calça. E) o fato de os jogadores de futebol serem vítimas de estereotipação e o jogador entrevistado não corresponder ao estereótipo. Calvin e Haroldo de Bill Watterson A fala do garoto parece um plano inteligente, porém o autor não o cita para elogiá-lo, esse tipo de discurso é chamado de: A) Paradoxo. B) Prosopopeia. C) Metalinguagem. D) Gradação. E) Escárnio. Pág. 2 Rua Comandante Almiro, 211 - Centro - Feira de Santana-BA (75) 3221.7259

07. Eu e meu irmão somos amigos. Tu e teu pai sois iguais. A concordância na língua pede alguns cuidados. Dessa forma, indique a alternativa coerente com o idioma padrão. 08. A) As pessoas foram tomadas de uma alegria, esperança e emoção contagiantes na abertura dos jogos olímpicos. B) Encontrei ontem emocionados André e Beatriz. C) Quando vamos ao cinema, gostamos de comprar quentinhos churro e pipoca. D) A mulher e o homem olhavam alertas. E) Os alunos consideraram difíceis o simulado e a redação. Nesse contexto, desde o período colonial, o índio brasileiro vem perdendo espaço na sociedade. O processo de catequese o aculturou, excluiu a religião e o idioma, já que o padre José de Anchieta ensinava por meio do português. Essas questões refletem no Brasil contemporâneo em que os indígenas - praticamente - só são lembrados no fatídico e 19 de abril, ou seja, um paradoxo se relacionado com a literatura e a arte. O quadro Abaporu de Tarsila do Amaral retrata a ideia antropofágica do nativo no Modernismo e é a abra mais famosa do país. Por outro lado, o filósofo britânico Nick Couldry cita a importância da voz do indivíduo na sociedade. Nesse contexto, em 2012, a então presidente Dilma Rousseff sancionou a lei de cotas étnicas que dão oportunidades para índios e negros no ensino superior. Apesar desse avanço, ainda são mínimos os benefícios para mudar a situação, o indígena precisa de vez e voz não apenas na arte, mas na política, ciência e, principalmente, no dia a dia dos brasileiros. Percebe-se, portanto, que o nativo precisa ter seu espaço valorizado no país. Assim, cabe ao Estado - através da parceria público - privada, por meio de incentivos fiscais - aumentar o programa de cotas aos demais setores, como o ensino primário, além das vagas cotistas em concursos públicos, pois daria mais oportunidades aos índios. Ademais, o papel da escola, em matérias como história e literatura - disciplinas com poder de informação social - mostrar a importância desse povo no processo histórico e identitário do Brasil. Tudo isso para o brasileiro entender que os indígenas simbolizam as origens da nação e merecem ser tratados com dignidade e respeito. Celso Silva Sobre o texto e os gêneros textuais, é lícito afirmar que: 09. Levando-se em conta o emprego da crase e a regência no trecho não obedecia à minha mãe, no último quadrinho da tirinha, é linguisticamente adequado afirmar que ela é A) necessária, pois nela ocorre a fusão de preposição a com pronome demonstrativo a e está diante de palavra feminina. B) inadequada, uma vez que o verbo obedecer é transitivo direto e não admite preposição. C) facultativa, pois, embora complete um verbo transitivo indireto, com preposição obrigatória, está diante de um pronome possessivo feminino. D) obrigatória, por conter a junção da preposição a com artigo feminino a anteposta a um pronome. E) incorreta, porque, independentemente do fato de ocorrer a fusão de preposição com artigo, nunca ocorre crase diante de pronomes. Tão valorizado quanto Abaporu No Romantismo do século XIX, a imagem do índio foi exaltada à figura de herói nacional por vários autores, a exemplo de José de Alencar. Essa visão nativista, contudo, foi muito idealizada e não saiu do papel. No Brasil hodierno, são insuficientes as políticas públicas que deem oportunidades aos nativos e - ainda mais - faltam reconhecimento e valorização aos primeiros brasileiros. 10. A) A ideia do autor é usar uma crônica por ter se baseado em um fato para iniciar seus argumentos. B) Todo o texto corrobora o uso expressivo da linguagem por se tratar de um artigo de opinião. C) O autor faz uso da linguagem apelativa para convencer o receptor por causa da intenção sarcástica do conto. D) Há o uso de dados e fatos para reforçar o tom informacional e jornalístico do texto. E) O autor usa de provas como fatos históricos a fim de reforçar um texto argumentativo. A televisão A televisão Me deixou burro Muito burro demais Agora todas coisas Que eu penso Me parecem iguais O sorvete me deixou gripado Pelo resto da vida E agora toda noite Quando deito É boa noite, querida. Oh! Cride, fala pra mãe Que eu nunca li num livro Que o espirro Fosse um vírus sem cura Vê se me entende Pelo menos uma vez Criatura! Oh! Cride, fala pra mãe! Rua Comandante Almiro, 211 - Centro - Feira de Santana-BA (75) 3221.7259 Pág. 3

A mãe diz pra eu fazer Alguma coisa Mas eu não faço nada A luz do sol me incomoda Então deixa A cortina fechada É que a televisão Me deixou burro Muito burro demais E agora eu vivo Dentro dessa jaula Junto dos animais. Oh! Cride, fala pra mãe Que tudo que a antena captar Meu coração captura Vê se me entende Pelo menos uma vez Criatura! Oh! Cride, fala pra mãe! (Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Tony Belloto) Titãs. Televisão. Lp. Gravadora WEA, 1985. As estrofes 1 e 5 do texto permitem afirmar que a inteligência do sujeito está, respectivamente, relacionada A) à violência e ao altruísmo. B) à liberdade e à emoção. C) à memória e à informação. D) à cognição e à leitura. E) à capacidade de distinguir e à liberdade. 11. A relação entre textos sempre existiu como retomada de um texto mais novo de outro que o antecede, contudo o termo intertextualidade foi usado pela primeira vez por Julia Kristeva, que, baseando-se nos estudos de Bakhtin sobre o discurso, concluiu: todo texto se constrói como mosaico de citações, todo texto é absorção e transformação de um outro texto. (Fonte: KRISTEVA, Julia. Introdução à Semanálise. São Paulo: Perspectiva, 1974. p.72.) Sobre intertextualidade, analise os textos I e II. Texto I Ainda que eu falasse a língua dos homens E falasse a língua dos anjos Sem amor eu nada seria É só o amor, é só o amor Que conhece o que é verdade O amor é bom, não quer o mal Não sente inveja ou se envaidece O amor é o fogo que arde sem se ver É ferida que dói e não se sente É um contentamento descontente É dor que desatina sem doer Ainda que eu falasse a língua dos homens E falasse a língua dos anjos Sem amor eu nada seria 12. É um não querer mais que bem querer É solitário andar por entre a gente É um não contentar-se de contente É cuidar que se ganha em se perder É um estar-se preso por vontade É servir a quem vence, o vencedor É um ter com quem nos mata a lealdade Tão contrário a si é o mesmo amor [...] Texto II Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer. É um não querer mais que bem querer; é um andar solitário entre a gente; é nunca contentar-se de contente; é um cuidar que ganha em se perder. É querer estar preso por vontade; é servir a quem vence, o vencedor; é ter com quem nos mata, lealdade. Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo Amor? Sobre os textos, pode-se afirmar: (Renato Russo, Monte Castelo) (Camões) A) Em Monte Castelo, Renato Russo dialoga com dois textos distintos: o poema de Camões Amor é fogo que arde sem se ver; e a Bíblia, no Capítulo 13 da 2ª Carta de Paulo aos Coríntios, quando fala do Amor como um bem supremo. B) Partindo do conceito de intertextualidade, expresso por Julia Kristeva, pode-se afirmar que Renato Russo não devia ter lançado mão de partes da Bíblia Sagrada para montar a letra de uma música profana. C) O diálogo entre textos conduz indiscutivelmente ao plágio; dessa maneira, a montagem, como paródia de três diferentes textos, realizada por Renato Russo, não o isenta da responsabilidade de ter usado indevidamente a produção de autores que o antecederam. D) Monte Castelo não foi uma montagem de dois textos, pois não houve intencionalidade do poeta em realizar tal façanha. A semelhança entre os textos é mera coincidência. E) O trabalho artístico do compositor brasileiro não pode ser considerado arte, porque não apresenta originalidade e ineditismo; trata-se de uma mera paráfrase de textos anteriores a ele. Inadmissível de acordo com as concepções dos dois autores: Bakhtin e Kristeva. Envelhecer A coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer A barba vai descendo e os cabelos vão caindo pra cabeça aparecer Os filhos vão crescendo e o tempo vai dizendo que agora é pra valer Os outros vão morrendo e a gente aprendendo a esquecer Pág. 4 Rua Comandante Almiro, 211 - Centro - Feira de Santana-BA (75) 3221.7259

Não quero morrer pois quero ver como será que deve ser envelhecer Eu quero é viver para ver qual é e dizer venha pra o que vai acontecer Pois ser eternamente adolescente nada é mais *démodé com os ralos fios de cabelo sobre a [testa que não para de crescer Não sei por que essa gente vira a cara pro presente e esquece de aprender Que felizmente ou infelizmente sempre o tempo vai correr. www.arnaldoantunes.com.br/new/sec_discografia_sel.php?id=679 *démodé: fora de moda. A alternativa que apresenta uma inferência correta é. A) A expressão vira a cara para o presente, no verso 8, foi utilizada no sentido de encarar fixamente o presente. B) O eu lírico destaca, nos versos de 2 a 4, apenas as perdas físicas que caracterizam a chegada da velhice. C) Conservar os cabelos longos, quando já estão ralos devido à calvície, é uma atitude fora de moda. D) No verso 1, é possível perceber uma alusão ao aumento da expectativa de vida na modernidade, visto que a ideia de viver mais tornou se comum. E) Nos primeiros versos, há a ideia conotativa e sarcástica sobre a terceira idade. Gabarito: 01. C 02. B 03. D 04. D 05. B 06. E 07. A 08. C 09. E 10. E 11. A 12. D Rua Comandante Almiro, 211 - Centro - Feira de Santana-BA (75) 3221.7259 Pág. 5