FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

Documentos relacionados
FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

Quando contamos, ouvimos ou escrevemos uma história, temos uma narrativa. É o relato de fatos e acontecimentos que ocorrem a determinado(s)

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

Concurseiro. Espaço do. Português Prof. Joaquim Bispo. Sinta-se a vontade para estudar conosco. O seu espaço de preparação para concursos públicos

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

Roteiro de Atividades Original ( Versão Revisada) 2º ciclo do 2º bimestre do 9º ano. PALAVRAS-CHAVE: conto; elementos do enredo; narrador; discurso

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

PONTUAÇÃO uso da vírgula. COMUNICAÇÃO TÉCNICA Prof. Andriza

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

SEQUÊNCIA DIDÁTICA PODCAST ÁREA LINGUAGENS

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

1.HIPÔNIMOS E HIPERÔNIMOS 2.POLISSEMIA 3.SINONÍMIA 4.ANTONÍMIA 5.HOMONÍMIA 6.PARONÍMIA 7.DENOTAÇÃO/CONOTAÇÃO 8.ATIVIDADES

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

AVALIAÇÃO. Ensino Fundamental 8º e 9º ano Língua Portuguesa. Conteúdo: Atividade do livro A máquina do tempo.

Sexa. -Por que não? - Porque não! Desculpe. Porque não. "SEXO" é sempre masculino.

Roteiro de estudos 1º trimestre. Gramática. Orientação de estudos

Análise de Texto e Fenômenos Linguísticos - Ambiguidade, Polissemia, Tipos de Discurso e Intertextualidade.

MATRIZ DE REFERÊNCIA PARA REDAÇÃO DETALHAMENTO POR COMPETÊNCIA FUVEST

PROFESSOR: EQUIPE DE PORTUGUÊS

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

ESPANHOL (LE II) 2017

Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de Cadaval Departamento de Línguas Planificação Anual de Língua Portuguesa 6º Ano de escolaridade

Colégio Santa Dorotéia

LÍNGUA PORTUGUESA 6 ANO ENSINO FUNDAMENTAL PROF.ª DINANCI SILVA PROF. MARIO PAIXÃO

Aulas 21 à 24 TEXTO NARRATIVO

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

PROCEDIMENTOS DE LEITURA ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO

Guião de exploração pedagógica painel 10. Autoria: Maria José Marques

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

1 Instrução. 3 Instrução

Ficha de acompanhamento da aprendizagem

Colégio Mauricio Salles de Mello

REVISÃO. APOSTILA 02 Sistema Anglo. 7º ano REDAÇÃO PROF. CLAUDIO JÚNIOR. Colégio Sagrado Coração de Jesus

Para responder às questões abaixo, leia o conto "O chapéu de guizos" no livro Sete ossos e uma maldição de Rosa Amanda Strausz.

PLANO DE CURSO Disciplina: LÍNGUA PORTUGUESA Série: 3º ano Ensino Fundamental

Escola Básica e Secundária À Beira Douro. Planificação de Língua Portuguesa 6º ano. Ano lectivo

Índice de conteúdos por domínio

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

Informação Prova Prova código 376 de Francês II (LE III)

Centro de Ensino Médio 02 do Gama Professor: Cirenio Soares

3.º Ciclo do Ensino Básico (Decreto Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro)

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS POLÍCIA MILITAR DE ALAGOAS CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE ALAGOAS. Coordenadoria Permanente do Vestibular (COPEVE)

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

Exame a Nível de Escola de Línguas Estrangeiras Equivalente a Exame Nacional

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS PADRE BARTOLOMEU DE GUSMÃO

Exame Unificado de Acesso (Línguas e Matemática) às Quatro Instituições do Ensino Superior de Macau. Exames e Resposta do Ano 2017/2018.

O QUE É O CONHECIMENTO COMUM, SABER POPULAR OU SENSO COMUM?

ESTUDO DIRIGIDO. 1º Bimestre 2018 Português/Jhonatta CONTEÚDO DO BIMESTRE CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO TÓPICOS DO CONTEÚDO CONTEÚDO DO BIMESTRE

3.º Ciclo (ESPANHOL Língua Estrangeira II)

EXERCÍCIO DAS AULAS 5 e 6

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

2ª FEIRA 07 de janeiro

Mapeamento dos Critérios de Correção de Redação e correspondência com Matrizes de Referência para Avaliação

Colégio Santa Dorotéia

Colégio Santa Dorotéia

REVISÃO PROFESSORA FÁTIMA DANTAS

DATA: 30 / 11 / 2016 III ETAPA AVALIAÇÃO ESPECIAL DE LÍNGUA PORTUGUESA 5.º ANO/EF ALUNO(A): N.º: TURMA: VALOR: 10,0

INFORMAÇÃO DE EXAME A NÍVEL DE ESCOLA EQUIVALENTE A NACIONAL Secundário - 1.ª e 2.ª FASES CÓDIGO: 847

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

Informação Prova Prova código 375 deespanhol I (LE III)

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA

Colégio Santa Dorotéia

Analfabeto funcional é o sujeito incapaz de interpretar o que lê e de usar a leitura e escrita em atividades cotidianas (UNESCO).

Roteiro de recuperação Professora: Cássio Data: / / 2º Trim. Aluno (a): Nº: Nota:

DISCIPLINA DE LÍNGUA PORTUGUESA ANO LECTIVO 2007/2008

Informação Prova de Equivalência à Frequência Espanhol

As informações apresentadas neste documento não dispensam a consulta da legislação referida e do Programa da disciplina.

REUNIÃO DE PAIS 2º ANO B e D LARISSA E ANDRÉA

Você conhece a sua bíblia?

Mapeamento dos Critérios de Correção de Redação e correspondência com Matrizes de Referência para Avaliação

O CONHECIMENTO NA TERRA SÃO SOMBRAS PLATÃO (C A.C.)

Jimboê. Português. Avaliação. Projeto. 3 o ano. 4 o bimestre

Transcrição:

FORMAÇÃO CONTINUADA EM LÍNGUA PORTUGUESA ROTEIRO DE ATIVIDADES 9º ANO 4º BIMESTRE AUTORIA MARCELO PEREIRA GOMES DA SILVA Rio de Janeiro 2012

TEXTO GERADOR I O texto gerador é a reprodução do capítulo 11 do livro Vinte mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne, que também é o autor de A Volta ao Mundo em 80 Dias, utilizado no primeiro ciclo do 4º Bimestre. A história se passa em 1866, e Verne, em Vinte Mil Léguas Submarinas, cria um submarino, o Nautilus, completamente autônomo do meio terrestre, movido somente a eletricidade. O engenheiro, dono e capitão de tal feito, é o capitão Nemo, que com sua tripulação cortou todas as relações com os continentes e com a humanidade. Vivem somente do que o mar lhes dá. A comida, a matéria prima que necessitam para a produção de eletricidade, tudo vem do mar. Mas a humanidade não conhece a existência desta obra prima de engenharia que o capitão Nemo criou em segredo, e, quando este com ou sem intenção, começou a provocar estragos em navios e embarcações, o mundo começou a temê-lo, imaginando-o como um monstro marinho, um narval gigante, começando assim a caça à quimera. Professor Aronnax, naturalista francês e narrador da história, Conselho, seu criado, e Ned Land, arpoador exímio de nacionalidade canadense, partem no navio Abraham Lincoln da marinha norte-americana, juntamente com toda a sua tripulação, com o intuito de caçar este monstro e livrar os mares de tal aberração. No contato com o monstro, o Abraham Lincoln é danificado até ao ponto de não conseguir prosseguir viagem. Aronnax, Conselho e Ned Land, são atirados ao mar onde são recolhidos pelo submarino, e assim feitos prisioneiros, mas com a liberdade de poderem andar à vontade neste navio que navega abaixo do nível do mar. Durante vários meses, o Nautilus percorreu dezenas de milhares de quilômetros sob as águas, passando por variadíssimos lugares e peripécias. O título do livro se refere a essa distância, utilizando a unidade arcaica légua. 2

CAPÍTULO 11 O Capitão Nemo levantou-se e eu o segui. Levou-me a visitar a sua fabulosa biblioteca. Em número de volumes era bem superior à que eu tinha em Paris e talvez o fosse também no conteúdo dos seus livros. Mostrou-me demoradamente sua coleção da fauna marinha, em uma enorme sala construída especialmente para esse fim. Era estupenda. Nenhum museu da Europa tinha uma coleção de espécimes marinhos igual à dele. A certa altura de nosso passeio, eu disse a ele: - Mas se esgoto a minha admiração por tudo de extraordinário que tem me mostrado, Capitão Nemo, que me restará para o navio que encerra todas essas maravilhas? Não posso penetrar nos segredos que lhe pertencem, mas confesso que este Nautilus, a força motriz que tem dentro de si, as máquinas que lhe permitem navegar, o agente poderoso que o anima, tudo isso excita muito mais a minha curiosidade. Vejo suspensos nessas paredes por onde temos passado, instrumentos cuja utilização me é desconhecida. Posso perguntar-lhe para que... - Sr. Aronnax - interrompeu-me ele. - Disse-lhe que seria livre a bordo do meu navio e, por consequência, nenhuma parte do Nautilus lhe está vedada. Pode visitar o navio pormenorizadamente, e eu terei muito gosto em ser o seu guia. - Não sei como lhe agradecer, mas não quero abusar de sua paciência. Gostava apenas de saber para que servem esses instrumentos. - Tenho outros iguais em meu quarto e é lá que terei muito gosto em lhe explicar a sua utilização. Mas antes venha visitar o camarote que lhe está destinado. Conduziu-me para a proa, onde encontrei não um camarote, mas um elegante quarto com uma cama, uma cômoda e outros móveis. - O seu quarto é contíguo ao meu - disse-me ele, abrindo uma porta e o meu dá para o salão que acabamos de deixar. 3

Convidou-me e eu entrei no seu quarto. Tinha um aspecto severo, quase ascético. Uma cama de ferro, uma mesa de trabalho, alguns móveis, tudo simples, nada confortável. Apenas o estritamente necessário. - Queira sentar-se - disse-me. VOCABULÁRIO Estupenda: admirável, espantosa. Força motriz: força motora, que produz movimento. Pormenorizadamente: detalhadamente. ATIVIDADES DE LEITURA QUESTÃO 1 Observe a passagem abaixo: Convidou-me e eu entrei no seu quarto. Tinha um aspecto severo, quase ascético. Uma cama de ferro, uma mesa de trabalho, alguns móveis, tudo simples, nada confortável. Apenas o estritamente necessário. Na passagem acima, há dois tipos de descrição do quarto do capitão Nemo. Identifique: a) A descrição objetiva; b) A descrição subjetiva; c) Justifique suas escolhas. Habilidade trabalhada Diferenciar a descrição objetiva da subjetiva. 4

Resposta comentada A matéria explorada já foi vista no Roteiro de Atividades anterior, e o aluno deve responder a questão a com o trecho: Uma cama de ferro, uma mesa de trabalho, alguns móveis.... A questão b, com o trecho: Tinha um aspecto severo, quase ascético. Ou tudo simples, nada confortável. Já o item c, deve ser respondido alegando que a descrição objetiva baseia-se essencialmente no que pode ser percebido com os 5 sentidos, ao passo que a subjetiva é pessoal de quem descreve, pois o que parece severo ou confortável para uma pessoa, pode não o ser para outra. QUESTÃO 2 Há palavras que desconhecemos o significado, e nem sempre dispomos de um dicionário para consultar. Observe o trecho abaixo: Conduziu-me para a proa, onde encontrei não um camarote mas um elegante quarto com uma cama, uma cômoda e outros móveis. - O seu quarto é contíguo ao meu - disse-me ele, abrindo uma porta e o meu dá para o salão que acabamos de deixar. Qual o significado da palavra sublinhada, de acordo com o contexto? a) em frente b) abaixo c) acima d) ao lado e) distante Habilidade trabalhada Inferir o significado de palavras desconhecidas a partir do contexto em que são usadas. 5

Resposta comentada Nesta questão, acredita-se que os alunos desconheçam o significado da palavra contíguo, que é, segundo o dicionário Priberam: (latim contiguus, -a, -um) adj. 1. Que se toca por um lado. 2. [Figurado] Imediato; próximo. De acordo com o dicionário, as respostas (c) acima ou (b) abaixo, serviriam, pois de certa forma se tocam por um lado. As respostas (a) em frente ou (e) distante não serviriam, pois não dão a sensação de proximidade invocada pela fala do capitão, restando apenas a opção correta (d) ao lado, pois demonstra que ambos os quartos são muito próximos. ATIVIDADE DE USO DA LÍNGUA QUESTÃO 3 - Mas se esgoto a minha admiração por tudo de extraordinário que tem me mostrado, Capitão Nemo, que me restará para o navio que encerra todas essas maravilhas? No termo sublinhado, temos um exemplo de homonímia, em que duas palavras podem ser escritas iguais (homógrafas) ou terem a mesma pronúncia (homófonas). No texto, pronunciamos esgoto ó do verbo esgotar, e não esgoto ô, dejetos. Em qual das opções abaixo não possuímos casos de palavras homônimas? a) sela / cela b) externo / esterno c) tráfego / tráfico d) empoçar / empossar 6

e) censo / senso Habilidade trabalhada Identificar e corrigir dificuldades ortográficas recorrentes. Resposta comentada Visamos atacar dificuldades recorrentes dos alunos na grafia de determinadas palavras. Na letra (a), temos sela que é arreio, e, cela que é um pequeno quarto. Na letra (b), externo que é exterior e esterno que é o osso do peito. Na letra (d), empoçar que é formar uma poça e empossar que é dar posse. Na letra (e), censo que significa contagem e senso que é juízo. Todas estas opções são homônimas homófonas. Apenas a letra (c), tráfego (trânsito) e tráfico (comércio ilegal), possui palavras parônimas, que são aquelas que possuem pronúncia e grafia semelhantes, mas não iguais. QUESTÃO 4 Um romance, por ser um texto predominantemente narrativo, é composto por personagens que dialogam entre si e mostram suas opiniões, suas ideias e seus pensamentos por meio do discurso. Há três tipos de discurso, como mostra o quadro em seguida: Discurso Direto Discurso Indireto Discurso Indireto Livre O narrador dá voz às personagens, reproduzindo suas falas nos diálogos. O narrador conta a história e reproduz a fala e as reações das personagens com suas próprias palavras. O narrador conta a história, mas as personagens têm voz própria, de acordo com a necessidade do autor de fazê-lo. É uma mistura dos outros dois tipos de discurso. 7

Com base nas características apresentadas no quadro, observe a passagem em seguida. O Capitão Nemo levantou-se e eu o segui. Levou-me a visitar a sua fabulosa biblioteca. Em número de volumes era bem superior à que eu tinha em Paris e talvez o fosse também no conteúdo dos seus livros. Mostrou-me demoradamente sua coleção da fauna marinha, em uma enorme sala construída especialmente para esse fim. - Não sei como lhe agradecer, mas não quero abusar de sua paciência. Gostava apenas de saber para que servem esses instrumentos. Agora, responda: a) Qual tipo de discurso foi utilizado pelo narrador na primeira passagem? b) Qual tipo de discurso foi utilizado pelo narrador na segunda passagem? Habilidade trabalhada Identificar e diferenciar os discursos direto, indireto e indireto livre. Resposta comentada Conforme já vimos no bimestre passado, continuamos com os tipos de discurso, mas agora introduzimos o discurso indireto livre. Na letra a temos um discurso indireto, pois apresenta apenas a fala do narrador. Na letra b temos um discurso direto, pois há a marcação usual (travessão), indicando a fala da personagem. Embora o texto seja com narrador em primeira pessoa, conseguimos distinguir os momentos de narração dos momentos da fala da personagem porque ele utiliza o travessão nos momentos em que ocorrem diálogos. QUESTÃO 5 Utilizamos conectivos para tornar o texto mais coeso e atraente para o leitor. Assim 8

como os conectivos, a pontuação é de suma importância para a compreensão exata da mensagem inserida na escrita. O trecho abaixo circula com bastante frequência na internet. Veja se você o reconhece: O TESTAMENTO - A PONTUAÇÃO FAZ A DIFERENÇA Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta. Escreveu assim: Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres". Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes. Faça a pontuação de modo que: a) A irmã herde a fortuna; b) O sobrinho herde; c) O padeiro seja pago; d) Os pobres fiquem com a herança. Habilidade trabalhada orações. Reconhecer a importância dos conectivos e da pontuação no encadeamento das Resposta comentada Conforme dito acima, este exercício circula sempre pela internet, e é provável que os alunos já o conheçam, mas de qualquer forma é bem interessante e mostrará para eles a importância da pontuação. a) O sobrinho fez a seguinte pontuação: Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres. 9

b) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito: Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres. c) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele: Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres. d) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação: Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres. Moral da história: pontuação. A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos sua E isso faz toda a diferença... 10