INSTRUÇÕES DE PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO Art 1 - Antes da lavratura de escritura pública, nas hipóteses previstas nos artigos 982 e 1.124-A do Código de Processo Civil, na redação dada pela Lei federal 11.441, de 4 de janeiro de 2007, deve ser apresentado na SEFAZ no setor de ITCMD pelo interessado Declaração juntamente com os documentos que o instruem. Art 2º A Declaração será composta de 2 (dois) anexos a ser utilizada para solicitação de cálculo do imposto pelas Varas de Família e Sucessões e os Cartórios de Notas. Art 3º A solicitação através da Declaração será feito em setor próprio da SEFAZ em cuja circunscrição esteja tramitando ou venha a tramitar o feito, deverá ser protocolado em 2 (duas) vias e comporá o processo que deve ser instruído com os documentos conforme relação em anexo. Art 4º As vias da declaração do ITCMD devem ter a seguinte destinação: I - 1ª (primeira) via, deve ser devolvida ao declarante, com o documento de protocolo identificando o número do processo; II - 2ª (segunda) via, deve compor o processo e servirá para apuração do imposto. Art 5º A apuração do ITCMD consiste na análise dos documentos apresentados e em verificar se os valores atribuídos aos bens e direitos informados na Declaração estão de acordo com os valores de mercado, que após apuração terá o DAR- Documento de Arrecadação expedido juntamente com uma MC Memória de Cálculo Parágrafo primeiro O DAR documento de Arrecadação constará das seguintes informações: I - o nome e CPF do contribuinte; II código do tributo identificando o imposto relativo à transmissão causa mortis ou inter vivos; III fato gerador do tributo III - o valor do monte-mor; IV - o valor tributável; V número da Memória de Cálculo.
Parágrafo segundo: A MC Memória de Cálculo deve conter, além de outras informações: I - numeração sequencial; II - o número do processo; III - o nome do autor da herança e o contribuinte do imposto; V - a caracterização do imóvel; VI - os elementos de cálculo; VII - a conclusão da avaliação; VIII- a identificação do servidor responsável pela avaliação; IX - local e data. Art. 6º - O recolhimento será efetuado nas agências bancária contratadas pela SEFAZ e, após o pagamento do valor ficam os responsáveis pelo processo em encaminhar à Secretaria comprovação do recolhimento do imposto. Art. 7 - O DAR será expedido juntamente com a MC-Memória de Cálculo que será de inteira responsabilidade do declarante, podendo a qualquer instante ser substituído pela SEFAZ se comprovado adulteração, falsificação, fraude ou qualquer alteração dos dados emitidos pela Secretaria. Art 8 - A transmissão ou cessão do bem ou direito fica condicionada a quitação do pagamento do imposto. Art 9 - A concordância com os valores declarados e com o recolhimento do ITCMD, ou o reconhecimento da isenção ou da não-incidência, serão manifestados em Declaração de Regularidade do ITCMD emitida pelo setor responsável. Art 10 - No caso de processo de inventário ou doação que esteja tramitando em outro Município o declarante deve se dirigir a uma Agencia da Fazenda para solicitar a emissão do documento de arrecadação do ITCMD, observado o mesmo procedimento previsto nesta instrução para o processo com tramitação neste Estado. Art 11 - Ocorrendo, após a Declaração do ITCMD, qualquer variação patrimonial decorrente de emenda, aditamento ou inclusão de novos bens, ou modificação na partilha, deverá o interessado comunica à SEFAZ, mediante a apresentação de Nova
Declaração citando no campo Observação o processo anterior, acompanhada dos documentos relativos aos bens que a ensejaram. Art. 12 Nos casos de Solicitação de Imunidade ou Isenção do imposto o solicitante deverá preencher a Declaração que seja adequada ao caso protocolando juntamente com a Declaração os documentos necessários conforme relação em anexo.
Relação de Documentos O contribuinte, ao solicitar a emissão do documento de arrecadação da receita estadual DAR para pagamento do ITCMD, deve apresentar 2 (duas) vias da Declaração do ITCMD, causa mortis ou inter vivos, conforme o caso, devidamente preenchida pelo próprio contribuinte e cópia dos seguintes documentos: I - na hipótese de tratar-se de ITCMD Causa Mortis: a) cópia da petição inicial, primeiras declarações, minuta do inventário extrajudicial, conforme o caso; b) cópia da certidão de óbito; c) certidão de casamento do de cujus, ou sentença ou escritura pública de reconhecimento de união estável do de cujus; d) cópia, quando houver, da avaliação judicial de cuja data de sua realização tenha decorrido até 90 (noventa) dias; e) última declaração do imposto de renda pessoa física IRPF do de cujus; f) Termo de Renúncia se houver. II - na hipótese de tratar-se de ITCD inter vivos: a) escritura ou minuta da escritura de doação, conforme o caso; b) documentos pessoais (RG e CPF) do doador e donatário; c) sentença ou escritura ou minuta da escritura de dissolução de sociedade conjugal ou de união estável, em que ocorrer partilha desigual (excesso de meação) e certidão do pacto antenupcial dos separandos, quando tenha adotado como regime de bens a separação convencional ou participação final nos aquestos; III - quando se tratar de imóvel rural ou urbano: a) cópia da escritura do imóvel devidamente registrada a) talão do IPTU ou ITR mais recente; b) certidão do imóvel; IV - quando se tratar de veículo automotor: a) documento de propriedade (certificado de registro e licenciamento de veículo).
V - quando se tratar de firma individual, ou sociedade por ações ou quotas: a) contrato social ou estatuto atualizado na respectiva Junta Comercial; b) 3 (três) últimos balanços patrimoniais ou, no caso de inexistência de balanço, inventário de bens e direitos; c) 3 (três) últimos balanços das empresas investidas e investidoras; d) documentação referente aos registros dos bens constantes do Ativo Permanente Imobilizado; e) livros Razão e Diário do exercício anterior ao fato gerador, sendo este último registrado na Junta Comercial; f) balancetes mensais até a data do fato gerador; g) extratos bancários da empresa referente ao mês do fato gerador; h) livro de inventário do exercício anterior ao fato gerador; i) contratos de empréstimos mútuos; j) contratos de financiamentos e empréstimos para com terceiros; k) planilhas e documentos que necessitem para elucidar as informações contidas nos Registros dos Livros Diário e Razão e Demonstrações Financeiras; VI - quando se tratar de valor depositado em conta corrente, de poupança, de investimento ou de outras aplicações: a) extrato bancário. VII quando houver cláusula que prevê contratação de seguro para quitação do bem ou direito, no caso de óbito: a) contratos de compra e venda financiamento, leasing, financiamento imobiliário, agrícola e outros similares. XI quando se tratar de solicitação de Isenção ou Imunidade: