CADERNOS INFORMATIVOS



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Transcrição:

CADERNOS INFORMATIVOS Trabalho de Menores Direitos do Trabalhador Estudante Trabalhador Estrangeiro Formação do Contrato e Período Experimental INSPECÇÃO-GERAL DO TRABALHO

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CADERNOS INFORMATIVOS Trabalho de Menores 4 (Artigos 53º a 70º) Direitos do Trabalhador Estudante 9 (Artigos 79º a 85º) Trabalhador Estrangeiro 10 (Artigos 86º a 90º) Formação do Contrato e Período Experimental 12 (Artigos 93º a 103º e 104º a 110º) INSPECÇÃO-GERAL DO TRABALHO CADERNOS INFORMATIVOS 3

Trabalho de Menores 4 Art.º 55º Admissão ao Trabalho Art.º 55º Admissão ao Trabalho Art.º 56º Admissão ao Trabalho sem Escolaridade Obrigatória ou sem Qualificação Profissional Em que circunstâncias pode um menor ser admitido ao trabalho? Só pode ser admitido ao trabalho um menor que tenha completado 16 anos de idade, tenha concluído a escolaridade obrigatória e disponha de capacidade física e psíquica adequadas ao posto de trabalho. Pode um menor com idade inferior a 16 anos de idade ser admitido ao trabalho? Desde que tenha concluído a escolaridade obrigatória, o trabalhador com idade inferior a 16 anos de idade pode prestar trabalhos leves, desde que não prejudiquem a sua segurança e saúde, a assiduidade escolar, a sua participação em programas de orientação ou de formação e a sua capacidade para beneficiar da instrução ministrada, ou o seu desenvolvimento psíquico, moral, intelectual e cultural. Existem algumas condições especiais para a admissão ao trabalho de menores, com ou sem 16 anos de idade, sem qualificação profissional? Os trabalhadores menores com ou sem escolaridade obrigatória mas sem qualificação profissional, só podem ser admitidos ao trabalho desde que se verifiquem, cumulativamente, as seguintes condições: Frequente modalidade de educação ou formação que confira a escolaridade obrigatória (se não a concluiu), ou um qualificação profissional (se concluiu a escolaridade obrigatória);

Se for contrato de trabalho a termo, a sua duração tem de ser pelo menos igual à duração total da formação (se a formação for da responsabilidade do empregador), ou possibilite a realização de período mínimo de formação (se esta for da responsabilidade de outrem); O período normal de trabalho tem de incluir uma parte reservada à formação correspondente a pelo menos 40% do limite máximo constante da lei, da regulamentação colectiva aplicável ou do período praticado a tempo completo na respectiva categoria; O horário de trabalho possibilite a participação em programas de educação ou formação profissional. Os trabalhadores menores sem escolaridade obrigatória ou qualificação profissional podem trabalhar durante as férias escolares? Podem, tendo em conta que as condições cumulativas referidas na resposta anterior não se aplicam ao menor que apenas trabalhe durante as férias escolares. A admissão de menor nestas circunstâncias obriga o empregador a comunicação, nos oito dias subsequentes, à Inspecção-Geral do Trabalho. Art.º 56º Admissão ao Trabalho sem Escolaridade Obrigatória ou sem Qualificação Profissional Os trabalhadores menores estão obrigados a realizar exames de saúde? O empregador deve submeter o menor a exames de saúde iniciais e periódicos (anuais), a realizar antes da admissão (excepcionalmente até 15 dias depois, no caso de admissão urgente, desde que CADERNOS INFORMATIVOS Art.º 60º Garantias de Protecção da Saúde e Educação 5

Trabalho de Menores com o consentimento dos representantes legais do menor). Os exames de saúde pretendem certificar a adequação da capacidade física e psíquica do menor às tarefas que irá executar. 6 Art.º 53º Princípios Gerais Art.º 62º Limites Máximos do Período Normal de Trabalho Quais são os princípios gerais a que deve obedecer o empregador na celebração de um contrato de trabalho com trabalhadores menores? Para além das já enunciadas, o empregador deve: Proporcionar condições de trabalho adequadas à respectiva idade que protejam a sua segurança, saúde, desenvolvimento físico, psíquico e moral, educação e formação; Avaliar os riscos profissionais antes de o menor começar a trabalhar e sempre que haja qualquer alteração importante das condições de trabalho, informando o menor e os seus representantes legais dos riscos identificados e das medidas tomadas para os prevenir; Assegurar a inscrição do menor no regime geral da segurança social. O trabalhador menor está sujeito às mesmas obrigações quanto ao tempo de trabalho? O período normal de trabalho de um trabalhador menor, não pode ser superior a 8 horas diárias e a 40 horas semanais, ainda que em regime de adaptabilidade. Os menores com idade inferior a 16 anos de idade só podem executar trabalhos leves, não podendo o

período normal de trabalho ser superior a sete horas diárias e trinta e cinco horas semanais. Caso apresente atestado médico, do qual conste que a prática de horário de trabalho com adaptabilidade pode prejudicar a sua saúde ou segurança no trabalho, o trabalhador menor pode ser dispensado da prática deste regime. O trabalhador menor pode prestar trabalho suplementar? O trabalhador menor não pode prestar trabalho suplementar. O trabalhador menor pode trabalhar no período nocturno? O trabalhador menor não pode trabalhar entre as 20 horas e as 7 horas do dia seguinte, permitindo-se, contudo, aos menores de idade igual ou superior a 16 anos, a prestação de trabalho entre as 20 e as 22 horas. Não obstante a proibição absoluta de trabalho nocturno entre as 0 e as 5, por instrumento de regulamentação colectiva de trabalho, o menor de idade igual ou superior a 16 anos pode prestar trabalho nocturno em algumas actividades específicas. Art.º 64º Trabalho Suplementar Art.º 65º Trabalho no Período Nocturno Os trabalhadores menores podem trabalhar para vários empregadores? Desde que os descansos semanais sejam coincidentes e a soma dos períodos de trabalho não exceda os limites máximos do período normal de CADERNOS INFORMATIVOS Art.º 69º Descanso Semanal em Caso de Pluriemprego 7

Trabalho de Menores trabalho, o trabalhador pode trabalhar para vários empregadores. Art.º 66º Intervalo de Descanso Quantas horas de trabalho consecutivo pode fazer um menor? A jornada de trabalho dos menores de 16 anos, não pode exceder quatro horas de trabalho consecutivas, devendo o período de trabalho diário ser interrompido por um intervalo de descanso entre uma e duas horas. Para os menores com idade igual ou superior a 16 anos o período de trabalho diário consecutivo não pode ultrapassar as quatro horas e trinta minutos. 8

Direitos do Trabalhador Estudante O que é um trabalhador-estudante? Trabalhador-estudante é aquele que frequenta qualquer nível de educação escolar, incluindo cursos de pós-graduação, em instituição de ensino. A manutenção do estatuto de trabalhador-estudante depende da obtenção de aproveitamento escolar. Quais são os direitos do trabalhador-estudante? O trabalhador-estudante tem direito: A horário de trabalho ajustado à frequência das aulas ou à dispensa do trabalho para a sua frequência (art. 80º); A dispensa para a prestação de provas de avaliação (art. 81º); Se trabalhar em turnos, a ajustamento do horário, desde que isso não seja absolutamente incompatível com eles, ou preferência na mudança de regime (art. 82º); A marcar férias de acordo com o calendário escolar e a uma licença anual especial (art. 83º); A oportunidades de promoção profissional adequadas à valorização e conhecimentos obtidos nos cursos (art. 84º). Art.º 79º Noção Art.º 80º Horário de Trabalho Art.º 81º Prestação de Provas de Avaliação Art.º 82º Regime de Turnos Art.º 83º Férias e Licenças Art.º 84º Efeitos Profissionais da Valorização Profissional Se o empregador violar os direitos do trabalhador-estudante, o que acontece? Havendo violação dos direitos do trabalhador-estudante o empregador incorre em contra-ordenação grave, sendo-lhe aplicáveis coimas variáveis com a dimensão da empresa. CADERNOS INFORMATIVOS Art.º 647º Trabalhador Estudante 9

Trabalhador Estrangeiro 10 Art.º 86º Âmbito Artº. 90º Apátridas Art.º 7º Destacamento em Território Português Art.º 8º Condições de Trabalho Art.º 87º Igualdade de Tratamento A quem se aplicam as regras do Código do Trabalho sobre trabalhadores estrangeiros? Aplicam-se aos cidadãos estrangeiros autorizados a prestar trabalho subordinado em território português e ao trabalho de apátridas. E em relação aos trabalhadores destacados em território português? Os trabalhadores destacados para prestar trabalho em território português, sem prejuízo de lei mais favorável aplicável ao contrato de trabalho, têm direito às condições de trabalho previstas no Código do Trabalho e em instrumento de regulamentação colectiva de trabalho de eficácia geral em vigor, referentes a: Segurança no emprego; Duração máxima do tempo de trabalho; Períodos mínimos de descanso; Férias retribuídas; Retribuição mínima e pagamento de trabalho suplementar; Condições de cedência ocasional de trabalhadores; Segurança, higiene e saúde no trabalho; Protecção da maternidade e paternidade; Protecção do trabalho de menores; Igualdade de tratamento e não discriminação. De que direitos goza em Portugal um trabalhador estrangeiro? O trabalhador estrangeiro autorizado a trabalhar

em Portugal goza dos mesmos direitos e tem os mesmos deveres do trabalhador português igualdade de tratamento. A que formalidades está sujeita a contratação de trabalhadores estrangeiros? Art.º 88º Formalidades Com excepção da contratação de cidadãos estrangeiros nacionais de países membros do espaço económico europeu e de países que conseguem a igualdade de tratamento com os cidadãos nacionais, o contrato de trabalho com um cidadão estrangeiro para prestação de trabalho em Portugal, é sempre celebrado por escrito e deve cumprir as formalidades especiais reguladas em legislação específica. O empregador ao celebrar ou cessar contrato de trabalho com trabalhador estrangeiro, está sujeito a alguma comunicação especial? Sim; o empregador fica obrigado ao cumprimento de deveres de comunicação à entidade competente, estabelecidos em legislação específica, com excepção da celebração (e cessação?) de contratos com estrangeiros de países membros do espaço económico europeu ou outros países com idêntico regime. Art.º 89º Deveres de Comunicação Art.º 90º Apátridas CADERNOS INFORMATIVOS 11

Formação do Contrato e Período Experimental Art.º 97º Dever de Informação Deve o empregador informar o trabalhador sobre o conteúdo do contrato de trabalho? O empregador é obrigado a informar o trabalhador sobre, pelo menos, os seguintes aspectos do contrato de trabalho: Identificação, local de trabalho, sede e domicílio do empregador; Categoria profissional e a caracterização sumária do seu conteúdo; Data de celebração e início dos efeitos do contrato Duração previsível do contrato; Duração das férias e os critérios para a sua determinação; Prazos de aviso prévio para a cessação do contrato ou os critérios para a sua determinação; Valor e a periodicidade da retribuição; Período normal de trabalho diário e semanal, especificando os casos em que este é definido em termos médios; Instrumento de regulamentação colectiva aplicável. Art.º 99º Meio de Informação O dever de informação é obrigatório em todos os contratos de trabalho? Esta obrigação de informar deve ser reduzida a escrito e aplica-se a todos os contratos. Quando o contrato seja celebrado por escrito, considera-se este dever de informação cumprido desde que contenha os elementos enunciados no número anterior. 12 Art.º 99º Meio de Informação Existe algum prazo para o cumprimento desta obrigação? O empregador deve cumprir esta obrigação nos

primeiros 60 dias de execução do contrato, ainda que este termine antes do final do referido prazo. O dever de informação também se aplica a trabalhadores com contratos de trabalho regulados pela lei portuguesa mas que exerçam a sua actividade noutro Estado? Nestas circunstâncias, se o contrato de trabalho tiver duração superior a 30 dias, o empregador deve prestar ao trabalhador, por escrito, e antes da sua partida as seguinte informações complementares: Duração previsível do período de trabalho a cumprir no estrangeiro; Moeda em que é realizado e lugar do pagamento da retribuição; Condições de eventual repatriamento e acesso a cuidados de saúde. Devem os contratos de trabalho ser celebrados por escrito? A forma escrita é apenas obrigatória nos casos expressamente previstos na lei, como, por exemplo: Contrato promessa de trabalho; Contrato para prestação subordinada de tele- -trabalho; Contrato de trabalho a termo; Contrato de trabalho com trabalhador estrangeiro, salvo disposição legal em contrário; Contrato de trabalho em comissão de serviço; Contrato com pluralidade de empregadores; Contrato de trabalho a tempo parcial; Contrato de pré-reforma; CADERNOS INFORMATIVOS Art.º 100º Informação Relativa à Prestação de Trabalho no Estrangeiro Art.º 103º Forma Escrita 13

Formação do Contrato e Período Experimental Contrato de cedência ocasional de trabalhadores. Dos contratos em que é exigida a redução a escrito deve constar a identificação e a assinatura das partes. Art.º 104º Noção Art.º 105º Denúncia O que é o período experimental nos contratos de trabalho? É o tempo inicial de execução do contrato, cuja duração se encontra definida na lei, devendo as partes agir durante este período de forma a apreciar o interesse na manutenção da relação contratual. Pode o empregador fazer cessar o contrato de trabalho durante o período experimental? O empregador ou o trabalhador podem cessar o contrato de trabalho, sem necessidade de aviso prévio ou invocação de justa causa e sem direito a qualquer indemnização, salvo se existir acordo escrito em que tal esteja previsto. Contudo, caso se verifique que o período experimental ultrapassou os 60 dias de duração, o empregador, caso pretenda denunciar o contrato, deve dar um aviso prévio de 7 dias. 14 Art.º 106º Contagem do Período Experimental Os dias de falta ao trabalho devem contar-se para efeitos de período experimental? Os dias de falta, ainda que justificadas, de licença ou de dispensa, bem como de suspensão do contrato não se contam para efeitos de contagem do período experimental.

Qual é a duração do período experimental nos contratos por tempo indeterminado? 90 dias para a generalidade dos trabalhadores; 180 dias para quem exerça cargos de complexidade técnica, elevado grau de responsabilidade, que pressuponham qualificação especial ou para os que desempenhem funções de confiança; 240 dias para pessoal de direcção e quadros superiores. Qual é a duração do período experimental nos contratos a termo? 30 dias para contratos de duração igual ou superior a 6 meses; 15 dias nos contratos a termo certo de duração inferior a 6 meses e nos contratos a termo incerto cuja duração se preveja não vir a ser superior àquele limite. Pode a duração do período experimental ser alterada? A duração deste período pode ser reduzida ou excluída por acordo escrito das partes, ou por instrumento de regulamentação colectiva de trabalho. As disposições do Código do Trabalho relativas ao período experimental aplicam-se aos contratos celebrados antes da sua entrada em vigor? Aos contratos constituídos ou iniciados antes da entrada em vigor do Código do Trabalho não se aplica o regime previsto para o período experimental. CADERNOS INFORMATIVOS Art.º 107º Contratos por Tempo Indeterminado Art.º 108º Contratos a Termo Art.º 110º Redução e Exclusão Art.º 9º da Lei que Aprova o CT Regras Especiais de Aplicação no Tempo 15

DIRECÇÃO Praça de Alvalade, 1 1794-073 LISBOA Tel.: 217 924 500 Fax: 217 924 597 igt@idict.gov.pt www.idict.igt.gov.pt INSPECÇÃO-GERAL DO TRABALHO ALMADA Av. D. Nuno Álvares Pereira,68 2800-177 ALMADA Tel.: 212 766 231 Fax: 212 753 178 E-mail: almada@idict.gov.pt AVEIRO Av. Dr. Lourenço Peixinho, 98-1º 3800-159 AVEIRO Tel.: 234 424 469 Fax: 234 420 219 E-mail: aveiro@idict.gov.pt BARREIRO Av. Barbosa du Bocage, 14 2830-002 BARREIRO Tel.: 212 170 510 Fax: 212 170 528 E-mail: barreiro@idict.gov.pt BEJA Largo Escritor Manuel Ribeiro, 7 7800-421 BEJA Tel.: 284 323 131/2 Fax: 284 323 433 E-mail: beja@idict.gov.pt BRAGA Largo do Rossio da Sé 4704-506 BRAGA Tel.: 253 609 560 Fax: 253 613 368 E-mail: braga@idict.gov.pt BRAGANÇA R. Alexandre Herculano, 138-2º - 3º 5300-075 BRAGANÇA Tel.: 273 331 621/2 Fax: 273 304 869 E-mail: braganca@idict.gov.pt CALDAS DA RAINHA Rotunda dos Arneiros, 6 C 2500 CALDAS DA RAINHA Tel.: 262 840 470 Fax: 262 840 473 E-mail: caldas.rainha@idict.gov.pt CASTELO BRANCO R. Rei D. Dinis, 10-1º 6000-272 CASTELO BRANCO Tel.: 272 340 530/7 Fax: 272 322 999 E-mail: castelo.branco@idict.gov.pt COIMBRA Av. Fernão Magalhães, 447-1º 3000-177 COIMBRA Tel.: 239 828 021/4 Fax: 239 828 025 E-mail: coimbra@idict.gov.pt COVILHÃ R. Dr. Almeida Eusébio, 10 6200 COVILHÃ Tel.: 275 319 110 Fax: 275 335 128 E-mail: covilha@idict.gov.pt ÉVORA R. Miguel Bombarda, 58-1º 7000-919 ÉVORA Tel.: 266 749 620 Fax: 266 749 627 E-mail: evora@idict.gov.pt FARO R. Batista Lopes, 34-36 8000-225 FARO Tel.: 289 880 200 Fax: 289 828 253 E-mail: faro@idict.gov.pt FIGUEIRA DA FOZ R. da Républica, 202 R/c Esqº 3080-036 FIGUEIRA DA FOZ Tel.: 233 407 600 Fax: 233 407 608 E-mail: figueira.foz@idict.gov.pt GUARDA R. Vasco Borges, 22 6300-771 GUARDA Tel.: 271 211 141/61 Fax: 271 210 451 E-mail: guarda@idict.gov.pt GUIMARÃES Av. Conde Margaride, 822-1º 4814-518 GUIMARÃES Tel.: 253 421 760 Fax: 253 421 779 E-mail: guimaraes@idict.gov.pt LAMEGO R. Dr. Justino Pinto de Oliveira 5100 LAMEGO Tel.: 254 612 141 Fax: 254 613 392 E-mail: lamego@idict.gov.pt LEIRIA R. Egas Moniz, Bloco 4 2400-100 LEIRIA Tel.: 244 812 805 Fax: 244 832 725 E-mail: leiria@idict.gov.pt LISBOA R. Gonçalves Crespo, 21 1169-139 LISBOA Tel.: 213 576 005 Fax: 213 524 500 E-mail: lisboa.ai@idict.gov.pt PENAFIEL Av. José Júlio, 263 4560 PENAFIEL Tel.: 255 729 600 Fax: 255 215 297 E-mail: penafiel@idict.gov.pt PORTALEGRE Av. Pio XII, Lote 11-2º Dtº 7301-856 PORTALEGRE Tel.: 245 300 030 Fax: 245 300 047 E-mail: portalegre@idict.gov.pt PORTIMÃO R. Angola, 12 - R/c Esqº 8500-547 PORTIMÃO Tel.: 282 420 660 Fax: 282 420 665 E-mail: portimao@idict.gov.pt PORTO Av. Boavista, 1311-3º 4149-005 PORTO Tel.: 226 085 300 Fax: 226 006 746 E-mail: porto.ai@idict.gov.pt SANTARÉM R. Dr. Virgílio Arruda, 4 - R/c 2000-217 SANTARÉM Tel.: 243 330 500/33 Fax: 243 333 547 E-mail: santarem@idict.gov.pt SÃO JOÃO DA MADEIRA Av. Combatentes Grande Guerra, 117 3700-088 SÃO JOÃO DA MADEIRA Tel.: 256 201 760/9 Fax: 256 831 086 E-mail: sjmadeira@idict.gov.pt SETÚBAL R. dos Aviadores, 6 2900-257 SETÚBAL Tel.: 265 534 901 Fax: 265 534 373 E-mail: setubal@idict.gov.pt TOMAR R. Serpa Pinto, 91-2º Dtº e Esqº 2300-592 TOMAR Tel.: 249 310 380 Fax: 249 310 389 E-mail: tomar@idict.gov.pt TORRES VEDRAS Av. 5 de Outubro, 23-1º Esqº 2560-270 TORRES VEDRAS Tel.: 261 339 350 Fax: 261 312 746 E-mail: torres.vedras@idict.gov.pt VIANA DO CASTELO R. de Aveiro, 116 4900-495 VIANA DO CASTELO Tel.: 258 809 100 Fax: 258 809 109 E-mail: vcastelo@idict.gov.pt VILA FRANCA DE XIRA R. Alves Redol, 80-2º e 3º 2600-098 VILA FRANCA DE XIRA Tel.: 263 276 153/4 Fax: 263 276 345 E-mail: vfxira@idict.gov.pt VILA NOVA DE FAMALICÃO R. Camilo Castelo Branco, Bloco 4-81 4760-127 VILA NOVA DE FAMALICÃO Tel.: 252 322 041 Fax: 252 313 288 E-mail: vnfamalicao@idict.gov.pt VILA REAL Av. Carvalho Araújo, 1 5000-657 VILA REAL Tel.: 259 322 083 Fax: 259 321 795 E-mail: vila.real@idict.gov.pt VISEU Av. Dr. António José d Almeida, 23-1º 3510-046 VISEU Tel.: 232 424 121/2 Fax: 232 437 215 E-mail: viseu@idict.gov.pt