Engenharia de Software II
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- Lucas Gabriel Belém Benevides
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1 Engenharia de Software II Aula 5 Aula 5-05/05/2006 1
2 Dúvidas da aula passada RUP (Rational Unified Process) é uma ferramenta ou um processo? Resposta: os dois. O RUP é uma instância específica e detalhada de um processo genérico descrito por Jacobson, Booch and Rumbaugh no livro The Unified Software Developmente Process. O produto RUP é uma ferramenta desenvolvida e mantida pela Rational (agora parte da IBM) de apoio ao RUP. Na fase de concepção do RUP qual a diferença entre Documento de visão e Caso de negócio inicial? Documento de visão: dá uma visão geral dos requerimentos e das características mais importantes do produto. Caso de negócio inicial: fornece as informações necessárias para determinar se vale a pena investir no projeto, como os critérios de sucesso, projeção de lucros e previsões financeiras. Mais informações sobre o RUP: ftp://ftp.software.ibm.com/software/rational/web/whitepapers/2003/rup_bestpractices.pdf Aula 5-05/05/2006 2
3 Desenvolvimento Ágil 2001: Manifesto para o Desenvolvimento Ágil de Software ( 17 figuras proeminentes na engenharia de software (a Aliança Ágil) se reuniram e declararam importante a valorização de: Indivíduos e interações em vez de processos e ferramentas. Softwares funcionando em vez de documentação abrangente. Colaboração do cliente em vez de negociação de contratos. Resposta a modificações em vez de seguir um plano. Aula 5-05/05/2006 3
4 O que é o desenvolvimento ágil? É uma filosofia e um conjunto de diretrizes que encorajam: A entrega incremental do software logo de início. Equipes de projeto pequenas e motivadas. Métodos informais de comunicação ao invés de documentos escritos. Enfatizar a entrega em contraposição à análise e ao projeto. Adotar o cliente como parte da equipe. Aula 5-05/05/2006 4
5 Quando deve ser usado o desenvolvimento ágil? O desenvolvimento ágil é particularmente indicado em situações onde os requisitos são imprevísiveis ou mudam rapidamente. Ele funciona melhor para equipes pequenas (até 10 desenvolvedores) trabalhando no mesmo local. Aula 5-05/05/2006 5
6 Doze princípios da agilidade 1. Ter como maior prioridade satisfazer o cliente por meio da entrega de software. 2. Modificações contínuas são bem-vindas e levam à competitividade para o cliente. 3. Entrega de software funcionando em períodos de duas semanas a dois meses. 4. O pessoal de negócio e os desenvolvedores devem trabalhar juntos diariamente. 5. Construção de projetos em torno de indivíduos motivados e talentosos. 6. Usar métodos informais de comunicação como conversar pessoalmente. 7. Software funcionando é a principal medida de progresso. 8. Promover o desenvolvimento sustentável, mantendo um ritmo cde produção. 9. Atenção contínua à excelência técnica e ao bom projeto. 10. Simplicidade é essencial. 11. As melhores arquiteturas, requisitos e projetos surgem de equipes auto-organizadas. 12. A equipe deve, em intervalos regulares, refletir sobre como se tornar mais efetiva. Aula 5-05/05/2006 6
7 O que é um Processo Ágil? É um processo que atende a três suposiçõeschave sobre a maioria dos projetos de software: 1. É difícil prever antecipadamente quais requisitos de software e prioridades do cliente vão persistir e quais serão modificadas. 2. É difícil prever o quanto de projeto é necessário antes que a construção seja usada para comprovar o projeto. 3. Análise, projeto, construção e testes não podem ser tão bem planejados como gostaríamos. Para atender a essas suposições, o processo ágil deve ser adaptável incrementalmente. Aula 5-05/05/2006 7
8 Fatores humanos Características-chave de uma equipe ágil: 1. Competência 2. Foco comum 3. Colaboração 4. Capacidade de tomada de decisão 5. Habilidade de resolver problemas vagos 6. Respeito e confiança mútua 7. Auto-organização Aula 5-05/05/2006 8
9 Modelos ágeis de processo Extreme Programming (XP) Desenvolvimento Adaptativo de Software (DAS) Método de Desenvolvimento Dinâmico de Sistemas (DSDM) Scrum Crystal Desenvolvimento Guiado por Características (FDD) Modelagem Ágil (AM) Aula 5-05/05/2006 9
10 Extreme Programming (XP) Trabalho pioneiro sobre o assunto escrito em 1999 por Kent Beck. Usa uma abordagem orientada a objetos como seu paradigma de desenvolvimento. Inclui um conjunto de regras e práticas que ocorrem no contexto de quatro atividades de arcabouço: Planejamento Projeto Codificação Teste Aula 5-05/05/
11 XP - Planejamento Criação de um conjunto de histórias de usuário. Parecidas com casos de uso, mas com bem menos detalhes. Cada história é escrita em poucas linhas pelos clientes, que lhe atribuem um valor, e deve poder ser implementadas em menos de três semanas. Exemplo: Quando a aplicação começa, o último documento em que o cliente estava trabalhando deve ser aberto automaticamente. A equipe XP e os clientes trabalham juntos para definir um plano que determina as histórias que serão desenvolvidas primeiro levando em consideração valores e riscos. Depois que o primeiro incremento é entregue, a equipe XP calcula a velocidade do projeto = número de histórias implementadas. Ao longo do tempo, o cliente pode adicionar histórias, mudar o valor de uma história, subdividir histórias ou eliminá-las, Aula 5-05/05/
12 XP - Projeto Segue o princípio KIS (keep it simple). Se restringe a implementar as histórias de usuário. Usa cartões CRC (Class-Responsability-Colaborator) para identificar e organizar as classes que são relevantes para o incremento atual. Se um problema de projeto difícil é encontrado, o XP recomenda a criação de uma solução de ponta para diminuir o risco. Solução de ponta = um protótipo operacional daquela parte do projeto, que depois será descartado. O XP encoraja a refabricação = modificar o sistema de tal modo que o comportamento externo não seja alterado, mas aperfeiçoe a estrutura interna. A refabricação ocorre durante a codificação, mas altera o projeto. Aula 5-05/05/
13 XP - Codificação Antes de partir para o código, a equipe deve desenvolver testes unitários para verificar a funcionalidade que será desenvolvida. A programação é feita em pares. Isso fornece um mecanismo de solução de problemas e de garantia de qualidade em tempo real. Uma pessoa pensa nos detalhes do código enquanto a outra garante as normas de codificação e que o código gerado vai se encaixar no resto do sistema. O código gerado vai sendo integrado imediatamente ao trabalho de outros, o que ajuda a evitar problemas de compatibiilidade e interface. Aula 5-05/05/
14 XP - Teste Os testes unitários são criados de tal forma que eles possam ser automatizados, e aplicados diariamente. O XP usa uma estratégia de teste de regressão: testes são aplicados de novo mesmo que anteriormente eles não tenham apresentado problema. Isso permite a refabricação. Testes de aceitação são especificados pelo cliente (derivados das histórias do usuário) e focalizam nas características e funcionalidades do sistema global. Devem ser automatizados e aplicados frequentemente. O sistema só é considerado aceitável quando todos passar em todos os testes de aceitação. Aula 5-05/05/
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