Topic 13: Commercializing Intellectual Property Assets: Case Study No. 2
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- Benedicta Festas Cordeiro
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1 Training of Trainers Program on Effective Intellectual Property Asset Management by Small and Medium Sized Enterprises (SMEs) in Portuguese-Speaking African Countries (PALOP) Lisboa, Portugal 11 de abril de 2014 Topic 13: Commercializing Intellectual Property Assets: Case Study No. 2 Comercializando Ativos de PI: Uso de Indicação Geográfica (IG) como ferramenta de desenvolvimento local para MPEs Agenda Os APLs Arranjos Produtivos Locais como locus de surgimento de IGs A IG como ferramenta de desenvolvimento local e incremento de competitividade para as MPEs Apresentação de duas experiências de IG Cachaça Artesanal de Paraty - (IP) Indicação de Procedência Pedras Ornamentais de Santo Antônio de Pádua (DO) Denominação de Origem 1
2 APL Arranjo Produtivo Local (cluster) Conjunto de atores econômicos, políticos e sociais, localizados em um mesmo território, desenvolvendo atividades econômicas correlatas e que apresentam vínculos de produção, interação, cooperação e aprendizagem. O Brasil vem se esforçando em criar políticas e programas de apoio às empresas, através do fomento ao desenvolvimento econômico local. Dentre os programas de incentivo aos APLs encontra-se o estímulo à prospecção de potenciais IGs. Várias instituições estão envolvidas no desenvolvimento de APLs Ministérios Governo Federal Governos Locais SEBRAE Federações de Indústrias Universidades e Centros de Pesquisa Rede de Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro Entre outros. Vários projetos são desenvolvidos para apoiar: Formalização do associativismo entre empresas Criação da governança dos APLs Planejamento Estratégico e Forma de Atuação conjunta etc. 2
3 Então, surge o fomento à criação de IGs, porque: Diferencia e singulariza os produtos com reputação vinculados a territórios e protege a genuinidade e a qualidade desses produtos Combate a concorrência de produtos similares sem vínculo com o território Ajuda a garantir a sustentabilidade do negócio do território/produto protegido Informa e promove a confiança do consumidor Garante e amplia o acesso a mercados Viabiliza a organização da produção e a busca do lucro coletivo Portanto, torna a IG um elemento estruturante do Arranjo Produtivo Local. Pois, INDICAÇÃO GEOGRÁFICA é... O reconhecimento de que um determinado produto é proveniente de uma determinada área. Pode ser qualquer expressão ou sinal utilizado para indicar que um produto ou serviço é originário de um país, uma região, um lugar específico onde o produto se originou. As qualidades que são características do produto são devidas exclusivamente ou essencialmente ao ambiente geográfico g de onde provém, incluindo os fatores naturais ou humanos ou ambos. 3
4 No Brasil, IG está dividida em duas categorias Indicação de Procedência (IP): Um produto que se enquadre nesta forma de proteção de indicação geográfica terá o direito exclusivo de utilizar o nome geográfico onde é fabricado Denominação de Origem (DO): Para a denominação de origem, a exclusividade não se dá somente ao nome geográfico. É necessário atribuir tanto o estabelecimento do local designado, como o atendimento a requisitos de qualidade. Fatores naturais, como o solo e o clima, fatores humanos, como o modo de fazer particular e o conhecimento aplicado, a tradição e a cultura que permeiam todo o processo de produção conferem ao produto características que o diferenciam dos produtos comuns ou fabricados em outras regiões. O que é preciso fazer para o desenvolvimento da IG Caracterizar os elementos comprobatórios da notoriedade do produto; Delimitar a área de produção elementos técnicos; Construir e consolidar o regulamento técnico de produção para a garantia da tipicidade do produto; Organizar a entidade detentora da IG e o modelo de governança do grupo de produtores; Planejar o Marketing e a Publicidade do produto; Desenvolver o processo de rastreabilidade do produto enquanto IG controle das fases do processo produtivo, condições de produção, indicações de qualidade, de rotulagem/embalagem e de comercialização); Formatar o registro do controle da produção registro para rastreabilidade. 4
5 O que se caracteriza como mais positivo: Possibilidade de se promover a oferta de um produto de valor agregado, com propensão a inserção da inovação aliadas aos aspectos tradicionais de produção. Garantia de qualidade e padronização dos produtos/serviços Diferenciação do produto/serviço Organização da base produtiva Gestão de ativos intangíveis Alguns Exemplos no Rio de Janeiro Certificação de Cachaça de Paraty (uso dos laboratórios para os ensaios e análises, adequação do processo produtivo, etc.) Indicação Geográfica das Pedras de Santo Antônio de Pádua (parceria com instituição de pesquisa que fez as análises técnicas das rochas - parceria com o INPI que deu informações de como proteger) 5
6 Cidade de Paraty Indicação de Procedência da Cachaça de Paraty 6
7 O que foi feito Análise laboratorial da cachaça Alocação de um especialista/consultor para rodar os alambiques da região Pesquisa científica e tecnológica melhoramento da qualidade da matéria-prima (cana-de-açúcar) Estímulo à promoção da indústria de cachaça visando à continuidade de produção local e manutenção do mercado durante o ano todo O que foi feito Alcool - Abastecimento da frota automotiva dos alambiques para baratear a produção e para limpeza Vinhoto - Fertilização dos canaviais Bagaço - queima nas caldeiras Apoio: MAPA -Ministério da Agricultura 7
8 INDICAÇÃO GEOGRÁFICA - Rochas Ornamentais Rochas de Santo Antônio de Pádua A região Noroeste do Estado do Rio de Janeiro tem uma forte concentração da atividade de extração de rochas ornamentais. O SEBRAE, Departamento de Recursos Minerais - DRM, Rede de Tecnologia e Inovação, CETEM Centro de Tecnologia Mineral e demais parceiros já atuam neste segmento na região através do projeto APL de Rochas Ornamentais do Noroeste Fluminense. MPEs envolvidas: micro empresas de extração (pedreiras) e beneficiamento (serrarias), que têm seu centro no município de Santo Antônio de Pádua, somando aproximadamente 150 empresas. 8
9 Extração e Beneficiamento Fluxo de Processo estrutura de controle da IG: Pedreira (extração) e Serraria (produto acabado) 9
10 O QUE FOI FEITO 1. Apoio na solução de problemas ambienteais 2. Criação de uma fabrica de argamassa para beneficiar os resíduos da produção 3. Capacitação local nova forma de corte do material 4. Levantamento de histórico de extração e tradição da produção; 5. Levantamento geológico de áreas de incidência de jazidas; 6. Ensaios e análises laboratoriais; 7. Análises Geocronológicas. ESTRATÉGIA PÓS IG: - Valorização do produto da cadeia produtiva da construção civil proveniente do Estado do Rio de Janeiro e valorização junto aos especificadores. - Internacionalização do produto Made in Rio. 10
11 Mostra MORAR MAIS POR MENOS 2009 Alguns desafios Dependência do papel das instituições meio (politicas publicas) Organização dos produtores cooperativas ou associações, P d i ã d d t i t d t l Padronização de produtos, sistemas de controle, Compatibilidade com legislação específica (ex. sanitária para produtos alimentícios, e ambiental, para extração mineral) Recursos para implantação e manutenção dessas iniciativas (estruturas de controle sobre os regulamentos de uso em especial, frente ao baixo nível de formação da maioria dos grupos, uso eficiente de marketing coletivo, etc.) 11
12 O mais importante Regulamento de Uso é o instrumento que tangibiliza os preceitos da IG. No entanto, regulamentos muito estritos - com padrões excessivamente elevados para a realidade local - criam exclusão de produtores e contribuem para inviabilizar a produção e a sustentabilidade do produto da IG Muito Obrigada! Rede de Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro - REDETEC Paula Gonzaga Diretora de Novos Empreendimentos [email protected] (21)
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