Gênero e Sexualidade. Giddens, capítulo 5
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- Amália Ramalho Estrada
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1 Gênero e Sexualidade Giddens, capítulo 5
2 DIFERENÇAS DE GÊNERO. Origem das diferenças entre homens e mulheres: formação da iden>dade do gênero e as funções sociais que se fundamentam nessas iden>dades. O papel do aprendizado: influencias sociais hdps:// v=8ap2xnmcvpw Misrepresenta>on
3 Sexo: diferenças anatômicas e fisiológicas que definem os corpos masculinos e femininos. Gênero: diz respeito as diferenças psicológicas, sociais e culturais entre homens e mulheres. Noções socialmente construídas de masculinidade e feminilidade.
4 Três abordagens Base biológica: as diferenças de comportamentos entre homens e mulheres. Importância central da socialização e no aprendizado das funções de gênero. Sexo e gênero não tem base biológica são completamente construídos.
5 GÊNERO E BIOLOGIA: DIFERENÇA NATURAL. Em que medida as diferenças no comportamento de homens e mulheres resultam do sexo e não do gênero? Das diferenças biológicas? Hormônios, cromossomos, tamanho cerebral e herança gené>ca são responsáveis por diferenças inatas no comportamento entre homens e mulheres. hdps:// Paul Zak Isso pode ser visto em algumas formas em todas as culturas. Homens estão ligados a caça e guerra
6 Crí>ca o nível de agressividade do sexo masculino varia bastante entre culturas, assim como das mulheres serem passivas e gen>s também. As teorias são baseadas em comportamento animal e não em evidencias antropológicas e históricas sobre o comportamento humano que sofre variação ao longo do tempo e espaço. Se um traço é universal, não necessariamente é biológico, talvez existam fatores culturais do >po genérico que produzem tais caracterís>cas. Ex.: na maioria das culturas, muitas mulheres passam boa parte da vida cuidando dos filhos e não podem par>cipar de caçadas e guerras. Não há evidencia dos mecanismos que ligariam força biológicas com comportamento sociais complexos demonstrados por mulheres e homens. Negar a função vital da interação social em moldar o comportamento humano.
7 SOCIALIZAÇÃO DO GÊNERO As origens das diferenças de gênero está ligada a aprendizagem de papeis de gênero com o auxilio de organismos sociais, como a família e a mídia. Esta abordagem faz dis>nção entre sexo biológico e gênero social uma criança nasce com o primeiro e desenvolve o segundo. Pelo contato com os vários organismos sociais, tanto primários como secundários, as crianças internalizam gradualmente as normas e as expecta>vas sociais que são percebidas como correspondentes ao seu sexo.
8 As diferenças não são biologicamente determinadas, são culturalmente produzidas. As desigualdades de gênero surgem porque homens e mulheres são socializados em papeis diferentes. Nesse processo são guiados por sanções posi>vas e nega>vas, forças socialmente aplicadas que recompensam ou restringem o comportamento. hdps:// v=jvi1xutc_ws be a man
9 CONSTRUÇÃO SOCIAL DO GÊNERO E SEXO Olhar o gênero e o sexo como socialmente construído Não só o gênero é uma criação puramente social, mas o próprio corpo humano está sujeito a forças sociais que o moldam e alteram de varias formas. A tecnologia está confundindo as fronteiras de nosso corpo nsico. Nada é dado, está tudo sujeito a agenciamento humano e às escolhas pessoais. Base biológica é rejeitada para as diferenças de gênero.
10 PERSPECTIVAS SOBRE A DESIGUALDADE DE GÊNERO
11 Recapitulando: gênero é um conceito socialmente criado, que atribui diferentes papeis e iden>dades sociais aos homens e as mulheres. A diferença não é neutra gênero é uma forma de estra>ficação social.
12 O gênero é um fator crucial na estruturação dos >pos de oportunidades e chances de vida, influenciando os papeis que os indivíduos desempenham dentro das ins>tuições sociais. Não há nenhuma instância na sociedade que as mulheres são mais poderosas do que os homens.
13 A divisão do trabalho entre os sexos levou os homens e mulheres a assumir posições desiguais em termos de poder, presqgio e riqueza. Apesar dos avanços, as diferenças de gêneros con>nuam servindo para fundamentar as desigualdades sociais.
14 Qual a natureza dessa desigualdade? 1/2 Abordagem funcionalista: a sociedade como um sistema de partes interligadas que, quando em equilibrio, opera suavemente para produzir solidariedade social. A diferenças de gênero contribuem para a estabilidade e integração social.
15 Parsons (1956) Função da familia nas sociedades industriais Socialização das crianças famílias estáveis e apoiadoras são chave para a socialização A familia opera mais eficientemente com a divisao sexual do trabalho mulheres agem nas funçoes mais expressivas: cuidado, segurança e apoio emocional Homens nas funçoes instrumentais provedor da familia. Devida a tensa natureza dessa função, as tendencias expressivas e maternais deveriam confortam os homens.
16 Bowlby (1953) Mãe é fundamental para primeira socialização Privação materna risco da socialização inadequada dificuldades sociais e psicológicas Mãe subs>tuta mas deve ser mulher. Usado como argumento para dizer que as mulheres que trabalham são negligentes
17 Qual a natureza dessa desigualdade? 2/2 Abordagem diferenças naturais: a divisão do trabalho entre homens e mulheres possui base biologica. Desempenham tarefas para as quais estão mais bem adaptados. Murdock (1949) estudo 200 sociedades, divisão sexual do trabalho está presente em todas as culturas....é a organização mais lógica da sociedade.
18 Crí>cas Nada natural na divisao sexual do trabalho não é o sexo que impossibilita seguir certos oficios. Tese da privação é ques>onável Mulher expressiva é conveniencia para os homens.
19 ABORDAGENS FEMINISTAS
20 Feminismo Liberal Procura explicações nas a>tudes sociais e culturais. Não vêem a subordinação como parte de um grande sistema ou estrutura. Foco nos fatores que contribuem para a desigualdade: sexismo e a discriminação no local de trabalho, ins>tuições educacionais e na mídia.
21 Foco em proteger e estabelecer iguais oportunidades através da legislação Buscam dentro do sistema alcançar as reformas.
22 Crí>ca Não lidam com as causas originárias da desigualdade Não reconhecem a natureza sistêmica da opressão as mulheres na sociedade Concentram-se m privações específicas sexismo, discriminação, preconceito e salários.
23 O que é sexismo? Discriminação baseada no sexo ou gênero. Geralmente usado como exclusão ou rebaixamento do gênero feminino. Associado a estereo>po e papeis de gênero Sexismo extremo pode promover o assedio sexual, estupro e outras formas de violência sexual.
24 Pressupostos: Um genero é superiora outro Mulher e homen são diferentes e deve refle>r em aspectos sociais como direito e linguagem. Caracteris>cas comportamentais intrinsexas
25 Exemplos Gestão feminina é mais humana E dever natural do homem o sustento da familia Mulher deve ser responsavel pela casa Mãe é mais importante na formação dos filhos do que o pai Homens não choram Trair é da natureza do homem Mulheres são mais frágeis Gays são promíscuos Aids e homossexualidade
26 Feminismo radical Os homens são responsáveis e beneficiados pela exploração das mulheres. Patriacardo dominação das mulheres pelos homens é tema central. Família como fonte primaria de opressão feminina na sociedade. Como grupo os homens negam acesso feminino as posições de poder e influencia na sociedade
27 Shulamith Firestone (1971) Os homens controlam os papéis femininos na reprodução e criação dos filhos. Por ser capaz biologicamente de dar a luz, tornase materialmente dependente dos homens na proteção e sustento. Essa desigualdade biológica é socialmente organizada na família. As mulheres podem se emancipar somente através da abolição da família e das relações de poder que a caracterizam.
28 Outras autoras Violência contra as mulheres como fundamental para a supremacia masculina Assim, a violência domes>ca, o estupro e o molestamento sexual fazem parte da sistemá>ca opressão às mulheres e não casos patológicos. Nas interações na vida co>diana comunicação não verbal, padrões de escuta e interrupção contribuem para a desigualdade. A obje>ficação da mulher transforma a mulher em objetos sociais cujo principal papel é agradar aos homens.
29 As feministas radicais não acreditam que mulheres possam ser libertadas da opressão sexual atraves de reformas. A igualdade de genero somente pode ser alcançada pela deposição da ordem patriarcal.
30 Patriacardo (Sylvia Walby, 1990) É um sistema de estrutura e pra>cas sociais em que os homens dominam, oprimem e exploram as mulheres.
31 Estrutura de operação do patriarcado 1. Produção de relações no núcleo domés>co 2. Trabalho remunerado 3. Estado patriarcal privilegiar interesses patriarcais 4. Violência masculina 5. Relações patriarcais na sexualidade 6. Ins>tuições e culturas patriarcais.
32 Formas de patriarcado Privado: ocorre no nucleo familiar. É excludente pois as mulheres são privadas de tomar parte da vida publica. Público: é mais cole>vo. As mulheres são envolvidas em domínios públicos, como a poli>ca e o mercado de trabalho, mas permanecem segregadas do poder e do status.
33 Tem havido mudanças. O patriarcado mudou sua forma de domínio privado para o domínio publico. "libertadas do lar, as mulheres hoje tem ainda a explorar a sociedade inteira"
34 FEMINILIDADES, MASCULINIDADES E RELAÇÕES DE GÊNERO
35 Foco nas pesquisas sobre mulheres e os homens? Mudança no papel da mulher e dos padroes de familia levantaram questoes sobre a natureza da masculinidade e seu papel mutável na sociedade. O que significa ser homem na recente sociedade moderna?
36 Connel (1987) O poder social de>do pelos homens cria e sustenta a desigualdade de genero. Revela a base de um dominio organizado da pra>ca humana e das relações sociais. Domínios- lugares onde as relações de gênero são cons>tuídas e controladas: Trabalho Força Relações pessoais/sexuais Cria uma ordem de genero
37 Mudança na ordem de gênero: tendências de crise Nada está fixo ou está>co Processo em andamento Sexo e gênero são socialmente construídos Crise Ins>tucionalização Sexualidade heterossexualidade menos hegemônica Formação de interesse a>tudes an> sexistas
38
39 Masculinidade em transformação Transformações econômicas e sociais minam a masculinidade hegemônica Noções tradicionais de masculinidade estão sendo destruídas Mercado de trabalho Altas taxas de divorcio Imagens Homem retribu>vo masculinidade tradicional Novo homem sensível em suas a>tude para com as mulheres, filhos e necessidades emocionais
40 Crí>cas O patriarcado como fenômeno universal, existem variações culturais e históricas. Ignoram a importante influencia que a raça, classe e a etnia podem ter sobre a natureza da subordinação das mulheres.
41 Exercício hdps:// v=tzequxsjhwu&feature=playlist&p=a E959&playnext=1&playnext_from=PL &index=3 hdps:// v=djdbmryseb0 hdps:// v=m6wjl37n9c0&feature=youtu.be
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729 RESENHA Gender Hurts: a feminist analysis of the politics of transgenderism Sheila Jeffreys. Londres e Nova York: Routledge Taylor & Francis Group, 2014, 215p. Fernanda Goulart Lamarão Mestranda em
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