Capítulo 4 Aplicações da Teoria de Demanda e Oferta
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- Victoria Coradelli Valgueiro
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1 1. Política de Preços Mínimos e Máximos Capítulo 4 Aplicações da Teoria de Demanda e Oferta i) Introdução: Uma das políticas mais importantes adotadas pelo governo são as políticas de controle de preços tais como a política de preços máximos e mínimos. Estas políticas de preços visam proteger o consumidor ou produtor com relação aos preços de mercado que podem assumir níveis muito alto a ponto de inibir o consumo ou muito baixo a ponto de desestimular a produção. ii) Preços Máximos (Preço Teto): Política de preços que objetiva proteger o consumidor mediante tabelamento de preço abaixo do preço de equilíbrio; O preço teto é o máximo preço legal (tabelado) que pode ser cobrado por um produto; O preço teto estabelecido acima do preço de equilíbrio não tem nenhum impacto no mercado; O preço teto tende a criar escassez de oferta; Se os consumidores desejam pagar mais do que o preço legal, e a oferta deseja ganhar lucros extras, o mercado negro vai se desenvolver. iii) Preços Mínimos: Figura 1 Objetiva proteger o produtor aumentando sua lucratividade pelo imposição de um preço acima do preço de equilíbrio; O preço mínimo é o menor preço legal (tabelado) que deve ser pago a um produto; Um preço mínimo estabelecido abaixo do preço de equilíbrio não tem nenhum impacto no mercado; Um preço mínimo tende a criar um excesso de oferta. 15
2 Figura 2 2. Políticas complementares para excesso de oferta: i) Introdução: o preço mínimo é um preço de desequilíbrio que leva ao excesso de oferta. Visando evitar que o produtor incorra em prejuízo devido ao excesso de oferta, o governo pode comprar a produção em excesso ou aplicar um subsídio ao preço. ii) Aquisição do Excedente da Produção pelo Governo: esta política assegura ao produtor a compra do excedente (excesso de oferta) por parte do governo ao nível do preço mínimo (P min ). Figura 3 Total da produção ao nível de P min : Q s ; Total de consumo ao nível de P min : Q d ; Total da produção comprada pelo governo: (Q s Q d ); Gastos do governo (G c ) com a compra do excedente: P min.(q s Q d ). iii. Subsídios ao Produtor: esta política assegura ao produtor um subsídio por unidade vendida do produto equivalente à diferença entre o preço mínimo (P min ) e o preço que toda a produção seria vendida ao consumidor (P ). 16
3 Figura 4 Total da produção ao nível de P min : Q s ; Nível de preço para venda total da produção aos consumidores (Q s = Q d ): P ; Subsídio por unidade vendida recebida pelo produtor: (P min P ); Gastos do governo com subsídio (G s ): (P min - P ).Q s. iii. Critério para adoção da política complementar: do ponto de vista econômico, a política a ser adotada é aquela em que o governo incorre num menor gasto. v. Impostos num Mercado de Concorrência Perfeita i. Tipos de impostos: o impacto dos impostos num mercado de concorrência perfeita depende da natureza do imposto. Basicamente, existem três tipos de impostos: global, específico e ad valorem. ii. Imposto global: aplica uma alíquota fixa (t) qualquer que seja a quantidade produzida. Ex: ITR. iii. Imposto específico: implementa uma alíquota t por unidade vendida do produto. Portanto, a arrecadação independe do preço do produto. Por exemplo: ICMS. iv. Imposto ad valorem: estabelece uma alíquota percentual t sobre o valor da produção, ou seja, uma proporção t do preço por unidade vendida (t.p). Portanto, o preço do produto influencia na arrecadação do governo. v. A arrecadação tributária do governo (T) pela incidência de uma alíquota t: a. Imposto global: é a soma de todas as alíquotas (constantes) pagas por cada uma das firmas na indústria. Portanto, a receita total do governo é a multiplicação do número de firmas no setor (n) pelo valor do imposto global (t), isto é (T=n.t). 17
4 b. Imposto específico e ad valorem: a arrecadação vai depender do nível de produção das firmas, uma vez que o imposto é aplicado sobre a produção (t.q) e valor da produção (t.p.q), respectivamente. vi. Incorporação do imposto na função de oferta: a. Imposto global: sendo o imposto global um custo fixo, a curva de oferta mantém-se inalterada. Portanto, o imposto global não altera o equilíbrio de mercado. b. Imposto específico: o preço recebido pelo produtor (preço de mercado) deve ser subtraído da alíquota t do imposto. Portanto, a função de oferta deverá ser rescrita para incorporar a alíquota do imposto t por unidade vendida. Oferta sem imposto: Q = a + b P Oferta com imposto: Q = a + b (P t) c. Imposto ad valorem: o preço recebido pelo produtor deve ser subtraído de um montante equivalente ao percentual do imposto t sobre o preço (ou valor da produção). Oferta com imposto: Q = a + b (P t.p) = a + b (1 t) P vii. Impacto do imposto específico e ad valorem sobre a curva de oferta: estes impostos entram nos custos de produção como custos variáveis pois são proporcionais ao nível de produção. Portanto, a incidência destes impostos fará com que a curva de oferta se desloque para esquerda, ou seja, reduzindo a oferta do produto taxado. Imposto Específico Imposto ad valorem Figura 5 18
5 3. Distribuição do Ônus da Incidência de Impostos i. Impactos do imposto específico: a incidência do imposto específico implicará num aumento dos custos de produção ao nível da empresa, enquanto que ao nível da indústria causará o deslocamento da oferta para esquerda. A parcela do ônus do imposto depende das elasticidades-preço da demanda e oferta do produto. Assim, dado a oferta, quanto mais elástica a demanda menor será a parcela da taxa transferida aos consumidores; ou, dado a demanda, quanto mais elástica a oferta, maior será a parcela da taxa sobre os consumidores. Figura 6 Alíquota do imposto: t = P 1 P 2. Parcela do imposto paga pelo consumidor: (P 1 P 0 ).Q 1 O consumidor está tendo prejuízo por que se não houvesse imposto, ele estaria pagando P 0 pelo produto que é menor do que P 1. Parcela do imposto pago pelo produtor: (P 0 P 2 ).Q 1. O produtor também está tendo prejuízo por que se não houvesse imposto, ele estaria recebendo P 0 pelo produto ao invés de P 2. Arrecadação do governo: T = (P 1 - P 2 ).Q 1. Sobre quem está recaindo a maior parcela do imposto? Por que? Qual o impacto da incidência do imposto sobre a sociedade como um todo? O mesmo tipo de análise pode ser feito para o imposto ad valorem, o que você vai constatar é que os resultados e conclusões são semelhantes ao caso do imposto específico. 19
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