SS714 - Bioestatística
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- André de Santarém Caetano
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1 SS714 - Bioestatística Silvia Shimakura [email protected] Página da disciplina:
2 ESTATÍSTICA DESCRITIVA Organização Descrição Quantificação de variabilidade Identificação de valores típicos e atípicos Elementos básicos: Tabelas Gráficos Resumos numéricos
3 DADOS (OU VARIÁVEIS) Quantificação ou categorização do fenômeno de interesse Inquérito epidemiológico: Pergunta Variável Qual é a sua idade? Qual é o número de pessoas na família? Qual é a renda total de sua família? Qual é o seu estado civil? Você tem emprego fixo? Qual é o seu grau de instrução? Idade Tamanho da família Renda Estado civil Emprego Grau de instrução
4 Tipos de Dados Facilita o tratamento estatístico classificar dados em: Qualitativos e Quantitativos Qualitativos Nominais: Emprego, Estado civil Ordinais: Grau de instrução, Faixa de renda Quantitativos Discretas: Tamanho da família, Renda Contínuas: Idade, Renda
5 Banco de dados Uma linha para cada indivíduo Uma coluna para cada variável observada Para variáveis qualitativas: Para variáveis contínuas: Criar códigos para cada categoria Entrar com os dados originais e não os codificados para classes de interesse (pode haver mudança nas classes de interesse durante a análise) Para dados omissos: usar código que facilmente identifique esse tipo de dado (Ex: 999 para pressão arterial)
6 Exemplo: Tentativas de suicídio Estudo retrospectivo (Fernandes et al., 1995) Indivíduo Sexo Profissão Idade Tentativas de suicídio por intoxicação aguda registradas no Centro de Assistência Toxicológica do Hosp. de Base de São Paulo Período de 1/92 a 2/93: 32 casos Dicionário das variáveis: Sexo: =Masculino e 1=Feminino Profissão: 1=Serviços Gerais, 2=Doméstica, 3=Do lar, 4=Inderteminado, 5=Emprego Especializado, 6=Menor, 7=Desempregado, 8=Estudante, 9=Lavrador, 1=Autônomo, 11=Aposentado Idade: Anos
7 Organização e apresentação de dados Para uma variável ou para o cruzamento de variáveis Tabelas de frequências Gráficos
8 Tabelas de frequências Sintetiza os dados Consiste na construção de uma tabela a partir dos dados brutos com a frequência de cada observação. A partir das tabelas são construídos os gráficos.
9 Tabela 3.3: Distribuição de profissões entre pacientes potencialmente suicidas Profissão Serviços Gerais* Doméstica** Do Lar Indeterminada Emprego especializado*** Menor Desempregado Estudante Lavrador Autônomo Aposentado Total Frequência Proporção,248,182,175,96,76,66,5,46,4,13,7 1 * garçom, encanador, pedreiro, frentista, operário, padeiro, açougueiro, borracheiro, etc. ** copeira, faxineira, costureira, bordadeira *** enfermeiro, modelo, protético, escrivão, professor, digitador, vendedor
10 Distribuição de tentativas de suicídio segundo faixa etária Idade (anos) Frequência Absoluta Relativa (%) Acumulada (%) ,54 19, ,8 57, ,2 77, ,59 89, ,95 96, ,98 99, ,66 1 Total 32 1
11 Etapas para construção de tabelas de frequências para dados agrupados 1. Encontrar o menor e o maior valores (mínimo e máximo) do conjunto de dados 2. Escolher número de classes (de igual amplitude), que englobem todos os dados sem superposição de intervalos. 3. Contar o número de elementos em cada classe (este número é a frequência absoluta) absoluta 4. Calcular a frequência relativa em cada classe
12 GRÁFICOS Diagrama de barras Histograma Ogiva Gráfico de linhas Diagrama de pontos Diagrama de dispersão
13 Representação gráfica para variáveis categóricas Diagrama de barras Exemplo 3.5: Distribuição de profissões entre pacientes potencialmente suicídas (cont.)
14
15 Representação gráfica de variáveis quantitativas Histograma Serve para visualizar a forma da distribuição da variável estudada.
16 Exemplo 3.5: Distribuição das tentativas de suicídio segundo faixa etária
17 Representação gráfica de dados temporais Dados coletados ao longo do tempo são comuns em pesquisas médicas Diagrama de barras para períodos agrupados (ex: menos de 1 ano, 1 a 5 anos, 5 a 1 anos) Gráfico de linhas é o mais apropriado Eixo horizontal: escala temporal Eixo vertical: variável de interesse Permite constatar tendências e identificar eventos extremos
18 Representação gráfica de dados temporais
19 RESUMOS NUMÉRICOS MEDIDAS DE TENDÊNCIA CENTRAL Média Mediana Moda MEDIDAS DE DISPERSÃO OU VARIABILIDADE Amplitude Variância Desvio-padrão Coeficiente de variação Escore padronizado
20 Dados Qualitativos Para resumir dados qualitativos numericamente usamos contagens, proporções, taxas Exemplos: Se 7 de 14 estudantes de medicina são mulheres, podemos dizer que a proporção de mulheres é de,5 ou em termos percentuais que 5% são mulheres. Se numa amostra de 5 pessoas, 7 são portadores de uma doença podemos expressar este achado como uma proporção (,14) ou percentual (,14%), ou taxa (1,4 por mil).
21 Exemplo: Tentativas de suicídio 32 casos: 27% do total de atendimentos no período 67% das tentativas de suicídio do sexo feminino
22 Dados Quantitativos Para resumir numericamente dados quantitativos escolhemos medidas de: Locação (Tendência Central) Valor ao redor do qual as observações tendem a se agrupar Dispersão (Variabilidade) As observações estão próximas do centro ou estão dispersas num amplo intervalo de valores? Existem três medidas principais de locação e dispersão: Locação Dispersão Média Mediana Moda Desvio-padrão AIQ Proporção
23 Moda e Proporção Moda: Valor que ocorre com maior frequência Dispersão: Proporção dos dados iguais à moda
24 Distribuição de tentativas de suicídio segundo faixa etária Idade (anos) Classe modal Frequência Absoluta Relativa (%) Acumulada (%) ,54 19, ,8 57, ,2 77, ,59 89, ,95 96, ,98 99, ,66 1 Total 32 1
25 Problema da distorção Assimétrica
26 Mediana e AIQ Quartis ou Percentis: especialmente úteis para dados não simétricos Mediana (ou Percentil 5): valor que divide os dados ordenados ao meio, ou seja, ½ dados tem valores maiores do que a mediana, ½ dados tem valores menores do que a mediana. Quartis inferior e superior (Q1 e Q3): valores baixo dos quais caem ¼ e ¾ dos dados. 5 números sumários (MQMQM): Min, Q1, Mediana, Q3, Max Amplitude Inter-Quartis: AIQ=Q3-Q1
27 Mediana Min Max
28 Usando o R > summary(idade) Min. 1st Qu. Median 3rd Qu. Max > boxplot(idade, range=,xlab='idade (anos)',horizontal=true) > rug(jitter(idade,amount=.5), col='blue')
29 Boxplot das idades
30 Boxplot das idades
31 Ogiva Gráfico de percentuais acumulados Através da ogiva podemos estimar qualquer percentil da distribuição. Exemplo: Estimar a idade abaixo da qual encontram-se 5% dos indivíduos.
32 Ogiva das idades Mediana
33 Ogiva das idades AIQ=Q3-Q1 Q3 Q1
34 Exemplo: Teor de gordura fecal Dosagem de gordura: útil no diagnóstico e acompanhamento da síndrome de má absorção indivíduo com a síndrome sofre um aumento no teor de gordura fecal. Até 1984 não existia um padrão de referência para crianças brasileiras. Prof. Francisco Penna (titular de pediatria da UFMG) examinou 43 crianças sadias Tabela: Teor de 3,7 1,6 2,5 1,8 1,4 2,7,8 3,1 1,8 1,6 2,9 2, 2,4 2,1 1,3 gordura fecal (g/24 hs) 3, 3,9 1,9 3,8 1,5 3,3 3,2 2,3 2,3 2,3 1, 2, 2, 2,9 3,2 1, 2,7 3, 1,3 1,5 2,7 2,1 2,8 1,9 1,1 2,4 1,9 4,6 Note a grande variabilidade dos resultados! Podemos definir um padrão de referência usando a ogiva.
35 Exemplo: Teor de gordura fecal em crianças sadias
36 Média e desvio-padrão Usada para resumir dados quantitativos simétricos Média: x x = n
37 Exemplo: Tentativas de suicídio (cont.) > summary(idade) Min. 1st Qu. Median Mean 3rd Qu. Max Assimetria 75.
38 Medidas de variabilidade Amplitude total A=Máx-Min Exemplo: Amplitude das idades = 75-1 = 65 É uma boa medida de variabilidade?
39 Medidas de variabilidade Amplitude total A=Máx-Min Exemplo: Amplitude das idades = 75-1 = 65 É uma boa medida de variabilidade? Não utiliza todas as observações.
40 Medidas de variabilidade Considere os conjuntos: A={3,4,5,6,7} B={1,3,5,7,9} C={5,5,5,5,5} D={3,5,5,7} Média = 5 O conjunto C não apresenta variação. Uma medida óbvia seria Como medir variação nos conjuntos A, B e D?
41 Desvio médio
42 Desvio quadrático médio DESVIOS QUADRÁTICOS Soma A B C D
43 Desvio quadrático médio DESVIOS QUADRÁTICOS Soma A B C D
44 Desvio quadrático médio DESVIOS QUADRÁTICOS A B C D Soma Desvio quadrático médio 2 8 2
45 Desvio quadrático médio DESVIOS QUADRÁTICOS A B C D Soma Desvio quadrático médio VARIÂNCIA
46 Definição de variância N: total populacional (x x ) σ= 2 2 Variância populacional n: total amostral Variância amostral N (x x ) 2 s= 2 n 1
47 Exemplo Considerando que A, B, C e D são amostras: A={3,4,5,6,7} s²=2,5 B={1,3,5,7,9} s²=1 C={5,5,5,5,5} s²= D={3,5,5,7} s²=2,7
48 Desvio-padrão A variância é uma medida de dispersão obtida numa escala quadrática. Para que a dispersão tenha a mesma unidade de medida dos dados originais calculamos a raiz quadrada da variância. Desvio-padrão= variância σ=desvio-padrão populacional s=desvio-padrão amostral
49 Exemplo Considerando que A, B, C e D são amostras: A={3,4,5,6,7} s²=2,5 s= 2,5= 1,58 B={1,3,5,7,9} s²=1 s= 1= 3,16 C={5,5,5,5,5} s²= s= = D={3,5,5,7} s²=2,7 s= 2,7= 1,64
50 Exemplo: Teste sorológico paciente sexo tipo.sangue idade reação tempo.de.reação 1 M A 8 negativa 15,5 2 F O 46 positiva 8,7 3 M B 5 negativa 2,8 4 F O 42 positiva 11,9 5 F O 52 positiva 5 6 M A 56 positiva 9,7 7 M AB 42 negativa 13 8 M B 38 negativa 7,1 9 F A 48 negativa 11,1 1 M A 58 negativa 5,7 11 M A 11 positiva 6, F A 46 negativa 1,8 25 M B 45 negativa 11,2 26 M AB 42 negativa 3,6 27 F O 58 negativa 9,8 28 F O 45 positiva 7,2 29 M A 44 negativa 12,8 3 F A 22 negativa 1,6
51 Exemplo: teste sorológico
52 Exemplo: Teste sorológico Ex: Os pacientes são mais parecidos entre sí nas idades ou nos tempos de reação? Idade média desvio-padrão 4,23 13,36 Tempo de reação 1,22 3,57
53 Coeficiente de Variação Ex: Os pacientes são mais parecidos entre sí nas idades ou nos tempos de reação? Idade média desvio-padrão 4,23 13,36 Tempos de reação 1,22 3,57
54 Coeficiente de Variação Ex: Os pacientes são mais parecidos entre sí nas idades ou nos tempos de reação? Idade média desvio-padrão CV 4,23 13,36 33 Tempos de reação 1,22 3,57 35
55 Escore padronizado Ao contrário do CV, é útil para medir resultado indivídual. Por exemplo compare: Nota Média Desempenho Além de comparar a nota individual com a média da turma, é importante avaliar se a variabilidade foi grande ou não. Por exemplo: Nota Média Desvio-padrão Desempenho
56 Escore padronizado x x Z= s Nota Média Desvio-padrão Escore Padronizado ,5 Interpretação?
57 Exercício Descreva os dados do teste sorológico usando estatísticas descritivas.
58 paciente sexo tipo.sangue idade reação tempo.de.reação 1 M A 8 negativa 15,5 2 F O 46 positiva 8,7 3 M B 5 negativa 2,8 4 F O 42 positiva 11,9 5 F O 52 positiva 5 6 M A 56 positiva 9,7 7 M AB 42 negativa 13 8 M B 38 negativa 7,1 9 F A 48 negativa 11,1 1 M A 58 negativa 5,7 11 M A 11 positiva 6,3 12 M O 46 positiva 15,1 13 F O 35 negativa 1,7 14 F B 56 negativa 11,7 15 F B 19 negativa 13,3 16 F AB 28 positiva 8,8 17 F A 44 negativa 8,3 18 M O 52 negativa 16,9 19 M O 34 positiva 9,1 2 F A 21 positiva 7,8 21 F B 35 negativa 13,1 22 M A 34 positiva 13,5 23 F AB 5 positiva 15,4 24 F A 46 negativa 1,8 25 M B 45 negativa 11,2 26 M AB 42 negativa 3,6 27 F O 58 negativa 9,8 28 F O 45 positiva 7,2 29 M A 44 negativa 12,8 3 F A 22 negativa 1,6
59 Moda
60 Classe modal
61 Exemplo: idade mediana Md=44 Interpretação?
62 Simétrica
63 Feminino Tempo médio de reação do teste sorológico em homens e mulheres. Extra: Analisar o tempo de reação segundo as categorias positivo ou negativo. Masculino 8,7 15,5 11,9 2,8 5 9,7 11,1 13 1,7 7,1 11,7 5,7 13,3 6,3 8,8 15,1 8,3 16,9 7,8 9,1 13,1 13,5 15,4 11,2 1,8 3,6 9,8 12,8 7,2 1,6 Soma n Média 164,2 142, ,26 1,16
64 Tempo de reação segundo categorias de reação e de sexo Sexo Reação feminino masculino Média positiva 9,26 1,74 9,87 negativa 11,4 9,84 1,44 Média 1,26 1,16 Interpretação?
65
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