Ricardo Borges Gomide Departamento de Biocombustíveis

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1 Ministério de Minas e Energia Ricardo Borges Gomide Departamento de Biocombustíveis [email protected] São Paulo-SP, 21/09/17 Fotos: UNICA, ABIOVE e GRANBIO. Biocombustíveis e a Aviação Impactos Técnicos e Econômicos

2 Combustível diferente, mesma quantidade, mas emissão CO 2e distinta, entre outras externalidades também distintas Definição do problema: preço competitivo

3 Principais Tipos de Políticas de Incentivo a Biocombustíveis Depende da situação fiscal Escolha do produto vencedor Aceitação político-social Ineficiência alocativa Onera o contribuinte Protecionismo Permanência Definição do ponto ótimo Subsídio Direto Subsídio Cruzado Depende da carga tributária do produto concorrente Definição do ponto ótimo Problema de aceitação Ineficiência alocativa Metas de Emissões Mandato de Mistura Incompatível com a aviação mundial Ineficiências logísticas no cumprimento da mistura Escolha do produto vencedor Não estimula a competição entre biocombustíveis

4 QAV é o combustível menos tributado no Brasil Tributação federal Problema do Subsídio Cruzado QAV GLP Etanol Hidratado Diesel B (8% biodiesel) Gasolina C (27% anidro) PIS/COFINS 71,2 167,7 241,8 436,4 613,9 CIDE ,0 73,0 TOTAL 71,2 167,7 241,8 482,4 686,9 136% 240% 578% 865% Unidades: R$/m3; exceto GLP, em R$/ton. Combustível para quem usa de ônibus é quase 7 vezes mais tributado do que o combustível da aviação

5 Problema do Subsídio Cruzado QAV é o combustível menos tributado no Brasil Etanol Hidratado Tributação estadual Gasolina C Diesel B 12% a 30% 25% a 31% 12% a18%

6 Uma estratégia de Estado Reconhecer o valor do bem público nos preços relativos dos combustíveis, a partir da suas diferentes externalidades. Previsibilidade + Eficiência + Diálogo

7

8 Dispêndio Líquido com Importação de Gasolina, Diesel e Querosene de Aviação Total: US$ 51 bi em 6 anos (aprox. R$27 bi/ano) 7,6 2017(E) (%cresc.jan-mai) Dispêndio líquido com importação de gasolinas, diesel e querosene de aviação, nos últimos 6 anos. Totalizou 74,8 bilhões de litros no período. Fonte: Secex/MDIC.

9

10 Um programa do Governo Federal para expandir a produção de biocombustíveis no Brasil, baseada na previsibilidade, na sustentabilidade ambiental, econômica e social, e compatível com o crescimento do mercado. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Ministério do Meio Ambiente Ministério de Minas e Energia

11 Principais Instrumentos criar metas de redução de emissões CO 2 eq para o mercado de combustíveis CDBIO certificação da produção de biocombustíveis

12 Metas de Emissões do RenovaBio: Desenho Hipotético (redução da intensidade de carbono na matriz de combustíveis) convertendo para volume

13 Qual o papel das metas de emissões? % Previsibilidade para participação de biocombustíveis 2030

14 Certificação da Produção/Importação de Biocombustíveis Certificação voluntária com base em ciclo de vida Organismos de certificação privados Transparência e publicidade do processo de certificação A certificação atribuirá Nota de Eficiência Energia CO 2e Nota Energia CO 2e Nota

15 LCFS RFS RED Experiências internacionais 10% de redução na média da intensidade de carbono (GEE) no ciclo de vida dos combustíveis em Não há limite mínimo para biocombustíveis individualmente. O mix de combustível deve atingir uma redução de 10% em 2020 comparado com uma linha de base. 36 bilhões de galões de biocombustíveis em 2022, dos quais 21 bilhões de galões de biocombustíveis avançados. A meta depende da categoria do biocombustível: 20%, 50% e 60% respectivamente para etanol de milho, biodiesel ou biocombustível avançado (e.g., etanol de cana-de-açúcar), e biocombustíveis celulósicos. Meta de 10% de energia renovável no transporte; FQD exige uma redução de 6-10% das emissões de GEE no ciclo de vida em Biocombustíveis devem reduzir em ao menos 35% as emissões de GEE comparados às referências fósseis. O limite mínimo sobe para 50% em 2017 e 60% em 2018 para biocombustíveis produzidos em instalações novas.

16 Metas Volumétricas Individuais Metas de Emissões energia CO 2 etanol, biodiesel, bioquerosene, biogás, biometano, 2G, 3G Modelo em desenvolvimento: Certificação da produção de biocombustíveis por ciclo de vida Metas de redução de emissões no mercado de combustíveis Aperfeiçoamento regulatório, fiscalização e monitoramento +Competitividade +Eficiência +Diálogo +Credibilidade

17 Esquema de funcionamento do RenovaBio MME & ANP CMBC CNPE Credenciamento Metas Nacionais Certificadora ANP Certificação (nota de efic.) Metas Individuais f (%fósseis) Produtor de Biocombustível CBIO negociação do CBIO em bolsa CBIO Distribuidor de Combustíveis Combustíveis Fósseis direito de emissão de CBIO outros atores na bolsa Venda Física de Biocombustível (emissão da nota fiscal)

18 Transparência e Publicidade Portal MME: Documento em destaque: Nota Explicativa 25/08/ páginas Objetivos e justificativas Detalhamento do funcionamento Avaliação de impactos etc Direção: Página principal Menu Secretarias Petróleo, gás natural e biocombustíveis Programas RenovaBio Documento citado:... Documentos RenovaBio - Detalhamento da proposta 25/08/2017

19 Próximos passos... Conclusão no Poder Executivo da proposta de aprimoramento legislativo para a criação da Política Nacional de Biocombustíveis Envio para apreciação do Congresso Nacional Regulamentação e regulação da Lei RenovaBio

20 Considerações Finais O setor brasileiro de combustíveis cumpre metas de biocombustíveis há mais de 90 anos E27 evolução 1925: início da adição de etanol na gasolina B8 etanol biodiesel biogás biometano bioquerosene 2ª e 3ª gerações...

21 Muito obrigado!

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