1ª Série do ensino médio
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- Luiza Vilarinho Camarinho
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1 1ª Série do ensino médio O.S A Guerra dos Emboabas, a dos Mascates e a Revolta de Vila Rica, verificadas nas primeiras décadas do século XVIII, podem ser caracterizadas como: (a) movimentos isolados em defesa de idéias liberais, nas diversas capitanias, com a intenção de se criarem governos republicanos; (b) movimentos de defesa das terras brasileiras, que resultaram num sentimento nacionalista, visando à independência política; (c) manifestações de rebeldia localizadas, que contestavam alguns aspectos da política econômica de dominação do governo português; (d) manifestações das camadas populares das regiões envolvidas, contra as elites locais, negando a autoridade do governo metropolitano. (e) manifestações separatistas de ideologia liberal contrárias ao domínio português. 02. Leia atentamente as afirmativas abaixo: I. A Inconfidência Mineira teve um ideário político republicano e francamente abolicionista. II. A Revolta dos Alfaiates ameaçou a ordem social da Colônia, conseguindo resultados políticos inesperados. III. A população colonial no Brasil pouco se empenhou para livrar-se do monopólio português, só acontecendo revoltas nas primeiras décadas do século XIX. IV. Uma importante marca da Conjuração Baiana de 1798 foi a diversidade social de seus participantes, dentre eles, alfaiates e negros escravizados. (a) só a IV está correta; (b) todas estão corretas; (c) todas estão incorretas;
2 (d) só a I está incorreta; (e) só a III está correta. 03. Nos anos que antecederam a Independência do Brasil, ocorreram muitos movimentos contra o domínio português. Sobre eles, é falso afirmar: (a) Muitos movimentos eram liderados por setores da elite, inconformados com a violência e os impostos da coroa portuguesa. (b) Desejavam ampla transformação da sociedade com a expulsão dos portugueses, o fim da escravidão e a criação de uma República Federativa. (c) A Inconfidência Mineira (1789), o mais conhecido destes movimentos, apesar do fracasso, exprimiu a revolta de setores da elite e da intelectualidade mineira. (d) A Conjuração Baiana (1798) caracterizou-se por ser uma revolta que teve participação de amplos setores da sociedade, destacando-se escravos e pessoas simples do povo. (e) A Revolução Pernambucana de 1817 desejava a criação de um Estado inspirado nas idéias liberais que haviam norteado a Independência dos EUA. 04. "Cada soldado é cidadão, sobretudo os homens pardos e pretos, que vivem escorraçados e abandonados. Todos serão iguais, não haverá diferenças; só haverá liberdade, igualdade e fraternidade." Todas as afirmativas referem-se à Conjuração Baiana, exceto: (Manifesto afixado em Salvador, em 12/8/1789). (a) Planejava a abolição da escravidão, reflexo da participação, no movimento, dos setores mais humildes da população. (b) Possuía um ideal emancipacionista e republicano, nos moldes pregados pelos teóricos do iluminismo europeu. (c) Possuía um caráter nacional, tendo sido enviados embaixadores a outras províncias. (d) Defendia a nacionalização do comércio e a liberdade comercial. (e) Teve na etapa jacobinista da Revolução Francesa uma inspiração para defenderem as suas idéias na Bahia. 05. O lema liberal "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" consagrado pela Revolução Francesa influenciou, sobremaneira, as chamadas Inconfidências ocorridas em fins do século XVIII no Brasil Colônia:
3 Assinale a opção que apresenta informações corretas sobre a chamada Conjuração dos Alfaiates: (a) Envolveu a participação de mulatos, negros livres e escravos, refletindo não somente a preocupação com a liberdade, mas também com o fim da dominação colonial. (b) Esta inconfidência baiana caracterizou-se por restringir-se à participação de uma elite de letrados e brancos livres influen-ciados pelos princípios revolucionários franceses. (c) Em tal conjuração, a difusão das idéias liberais não acarretou crítica às contradições da sociedade escravocrata. (d) Este movimento, também conhecido como Inconfidência Mineira, teve um papel singular no contexto da crise do sistema colonial, revelando suas contradições e sua decadência. (e) Um de seus principais motivos foi a prolongada crise do setor cafeeiro que se arrastou ao longo da segunda metade do século XVIII. 06. Sabe-se que os filósofos iluministas, com suas idéias, abriram caminho para a Revolução Francesa. Estes pensadores, no geral: (a) pregavam a necessidade de uma explicação de caráter místico e espiritualista para a existência humana; (b) apesar de considerarem que as desigualdades eram provocadas pela sociedade e que os homens eram iguais perante a natureza, não conseguiram contribuir para que os privilégios existentes na sociedade francesa fossem abolidos. (c) Confundiam-se, em muitos casos, com os déspotas esclarecidos, como Frederico II, da Prússia e José II, da Áustria; (d) destacavam-se por buscar uma explicação racional para todas as coisas, considerando também que as desigualdades eram provocadas pela sociedade e que os homens eram iguais perante a natureza; (e) eram contra os privilégios da nobreza, porém justificavam como necessários os privilégios vivenciados pelo clero. 07. Sobre o Iluminismo, é falso afirmar: (a) Voltaire, o mais polêmico e irônico dos mestres iluministas, voltou-se contra os abusos do Estado e da Igreja, satirizando-os. (b) Os pensadores iluministas defendiam a liberdade de expressão e a utilização da razão para "iluminar" a mente humana.
4 (c) Montesquieu, um dos principais pensadores do Iluminismo, desejou equilibrar os poderes do Estado, criando a famosa divisão dos poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. (d) Foi um movimento intelectual contrário aos interesses da burguesia que desejava a igualdade social entre todas as classes. (e) O Iluminismo, na Inglaterra, ligou-se aos pressupostos liberais que acabaram sendo cristalizados na obra de Adam Smith: A Riqueza das Nações. 08. Sobre a Filosofia Iluminista, é correto afirmar: I_ Produziu, no plano religioso, o Deísmo, uma espécie de religião que acreditava que Deus não interferia nos destinos humanos, pois, o homem, para governar-se, contava com a razão. II_ A fisiocracia, produto do Iluminismo no plano econômico, recomendava ainda maior intervenção do Estado nas atividades econômicas privadas. III_ Os presos deveriam receber melhor tratamento, ter cadeias mais higiênicas e arejadas, além de combater a pena de morte. Esses eram os ensinamentos do Iluminismo no campo do direito e da criminologia. IV_ Ensinava que a melhor forma de governo era a monarquia absoluta, pois, isto permitiria decisões mais rápidas, já que não impunha a consulta a parlamentos. V_ Foi denominador comum das revoluções de independência dos Estados Unidos, dos países latino-americanos e da revolução de 1789, na França. (a) As opções I, II, III e IV estão corretas. (b) As opções I, II, III e V estão corretas. (c) As opções II, III, IV e V estão corretas. (d) As opções III, IV e V estão corretas. (e) As opções I, III, e V estão corretas. 09. Sobre as relações entre o Iluminismo e os déspotas esclarecidos, podemos afirmar: (a) Estes soberanos não concordavam com nenhuma das idéias defendidas pelos filósofos iluministas. (b) Utilizaram integralmente todas as novas idéias defendidas pelos filósofos iluministas.
5 (c) Para modernizarem os seus Estados, utilizaram-se dos princípios iluministas que não eram incompatíveis com o seu poder absoluto. (d) Usaram principalmente as idéias dos iluministas Maquiavel e Hobbes. Utilizaram-se exclusivamente das idéias de Rousseau. (e) Despotismo esclarecido significou a combinação de idéias da Ilustração e do Humanismo, com o intuito de acabar com as desigualdades sociais nos reinos de maior êxito econômico. 10. "Um comerciante está acostumado a empregar o seu dinheiro principalmente em projetos lucrativos, ao passo que um simples cavalheiro rural costuma empregar o seu em despesas. Um freqüentemente vê seu dinheiro afastar-se e voltar às suas mãos com lucro; o outro, quando se separa do dinheiro, raramente espera vê-lo de novo. Esses hábitos diferentes afetam naturalmente os seus temperamentos e disposições em toda espécie de atividade. O comerciante é, em geral, um empreendedor audacioso; o cavalheiro rural, um tímido em seus empreendimentos..." Neste pequeno trecho, Adam Smith: (Adam Smith, A Riqueza das Nações, Livro III, capítulo 4) (a) contrapõe lucro a renda, pois geram racionalidades e modos de vida distintos; (b) mostra as vantagens do capitalismo monopolista em face da estagnação medieval; (c) defende a lucratividade do comércio contra os baixos rendimentos do campo; (d) critica a preocupação dos comerciantes com seus lucros e dos cavalheiros com a ostentação de riquezas; (e) expõe as causas da estagnação da agricultura no final do século XVIII. 11. A Conjuração Mineira (1789) e a Conjuração Baiana (1798) possuem em comum o fato de terem sido movimentos que: I _ evidenciaram a crise do Antigo Sistema Colonial; II _ visavam à emancipação política de todo o Brasil; III _ apresentavam forte caráter popular; IV _ expressavam insatisfações em face da política restritiva metropolitana, particularmente desde a queda do Marquês de Pombal. Assinale:
6 (A) se apenas a afirmativa II estiver correta; (B) se apenas as afirmativas I e IV estiverem corretas; (C) se apenas as afirmativas III e IV estiverem corretas; (D) se apenas as afirmativas I, II e III estiverem corretas; (E) se todas as afirmativas estiverem corretas. 12. "Senhores e autoridades escravistas da Bahia, como em toda parte, usaram da violência como método fundamental de controle dos escravos. Mas a escravidão não funcionou e se reproduziu baseada apenas na força. O combate à autonomia e indisciplina escrava, no trabalho e fora dele através de uma combinação da violência com a negociação, do chicote com a recompensa." Segundo a afirmação do historiador João José Reis: (Reis, João José. Negociação e conflito.) (a) as relações existentes entre senhores e escravos eram baseadas exclusivamente na força e na violência. (b) a recompensa era dada toda vez que o chicote era usado de modo exagerado sobre os escravos. (c) a autonomia escrava não passava de uma ilusão permitida pelos senhores, pois, na prática, apenas eles tinham poder e força de decisão. (d) diante da violência com a qual eram tratados, os escravos se rebelavam contra os senhores, fugindo e montando grupos de resistência escrava, como os quilombos. (e) havia por vezes um equilíbrio de forças entre senhores e escravos, uma negociação que era necessária entre esses dois grupos para a manutenção da própria escravidão. 13. A chamada Guerra dos Mascates decorreu, entre outros fatores, do fato de: (a) Recife não possuir prestígio político, apesar de sua expressão econômico-financeira; (b) Pombal promover a derrama, para cobrança de todos os quinhões atrasados; (c) Olinda não se conformar com o papel que a aristocracia rural exercia na capitania; (d) Portugal intervir na economia das capitanias, isentando os portugueses do pagamento de impostos;
7 (e) Pernambuco não apoiar a política de tributação fiscal do governador Fêlix José Machado Mendonça. 14. A execução de Tiradentes, em 21 de abril de 1792, teve um sentido mais amplo que o de um enforcamento. Para a Coroa Portuguesa, tratava-se: (a) de exterminar um alferes de cavalaria, para impor respeito às tropas militares; (b) de sacrificar uma vida humana, para manter a estrutura do sólido sistema colonial; (c) de um castigo de morte nunca antes decretado nos domínios coloniais no Brasil; (d) de matar um homem simples e rude e criar um herói para o povo; (e) de um castigo exemplar, para impor o medo àqueles que cometessem um crime de lesamajestade. 15. "[...] por divisão do trabalho Adam Smith entendia, já em 1776, o mesmo que entendemos hoje. Manter o trabalhador na mesma função, até que se torne um perito nela. Tomemos o exemplo de uma manufatura sem importância, mas na qual a divisão do trabalho tem sido observada: a manufatura de alfinetes. O trabalhador não-preparado para esse ramo [...] nem conhecedor das máquinas nele utilizadas [...] talvez não pudesse [...] fazer um alfinete por dia, e certamente não faria vinte. Mas na forma pela qual a indústria funciona, não só todo o trabalho adquire um novo sentido, como é dividido em certo número de ramos, que também se torna diferente toda a produção. Um homem puxa o fio, outro o endireita, um terceiro o corta, um quarto o afina, um quinto prepara-lhe a cabeça; para esta última ação são necessárias diversas operações; encaixá-la é tarefa distinta, pratear o alfinete é outra; até colocá-los no papel constitui uma ocupação própria e, dessa forma, a tarefa importante de fazer um alfinete é dividida em 18 operações distintas, que, em algumas fábricas, são realizadas por diferentes mãos, embora em outras o mesmo homem realize duas ou três delas." (Adaptado de Leo Huberman. História da riqueza do homem. 21. ed. Rio de Janeiro: LTC, p. 141.) Depois de ler o texto e observar a gravura acima, assinale a alternativa que apresenta a concepção de trabalho defendida por Adam Smith: (a) A divisão do trabalho deve ser controlada pelo Estado, de forma a garantir a estabilidade na oferta de empregos. (b) A maior produtividade pressupõe a especialização do trabalho, a divisão entre vários homens daquilo que anteriormente era produzido por um só.
8 (c) Os parasitas, aqueles que não trabalham, não podem participar e nem se beneficiar da riqueza produzida pela coletividade. (d) Uma maior colaboração entre produtores diretos garante uma maior socialização das riquezas e o Estado do Bem-Estar Social. (e) O trabalho, que era identificado como a fonte de toda a exploração da burguesia sobre o proletariado, seria o estímulo para a revolução socialista.
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