Análise do Desempenho 2T11

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1 Análise do Desempenho 2T11

2 Este relatório faz referências e declarações sobre expectativas, sinergias planejadas, estimativas de crescimento, projeções de resultados e estratégias futuras sobre o Banco do Brasil, suas subsidiárias coligadas e controladas. Embora essas referências e declarações reflitam o que os administradores acreditam, as mesmas envolvem imprecisões e riscos difíceis de prever, podendo, desta forma, haver resultados ou consequências diferentes daqueles aqui antecipados e discutidos. Estas expectativas são altamente dependentes das condições do mercado, do desempenho econômico geral do país, do setor e dos mercados internacionais. O Banco do Brasil não se responsabiliza em atualizar qualquer estimativa contida neste relatório. As tabelas e gráficos deste relatório apresentam os números financeiros, arredondados, em R$ milhões. As colunas de variação presentes neste relatório usam como base os valores financeiros e não os números arredondados em R$ milhões. O arredondamento utilizado segue as regras estabelecidas pela Resolução 886/66 da Fundação IBGE: caso o último algarismo for igual ou superior a 5, aumenta-se em uma unidade o último algarismo a permanecer; caso o último algarismo for inferior a 5, fica inalterado o último algarismo a permanecer. As variações, tanto percentuais quanto nominais, foram calculadas utilizando números em unidades. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/2011 1

3 Índice Índice... 2 Índice de Tabelas... 4 Índice de Figuras... 7 Apresentação... 8 Destaques... 9 Sumário do Resultado Resultado Retorno ao Acionista Margem Financeira e Spread Ativos Carteira de Crédito Basileia RPS Despesas Administrativas Eficiência Seguridade Guidance Informações Úteis Demonstrações Contábeis Resumidas Balanço Patrimonial Resumido Demonstração Resumida do Resultado Societário Demonstração do Resultado com Realocações Abertura das Realocações Composição Patrimonial Composição do Resultado com Realocações Crédito Carteira de Crédito Carteira de Crédito Pessoa Física Carteira de Crédito Pessoa Jurídica Carteira de Crédito de Agronegócios Risco de Crédito Carteira Total Carteira de Crédito Pessoa Física Carteira de Crédito Pessoa Jurídica Carteira de Agronegócios Carteira de Crédito no Exterior e BV Concentração Ativos de Liquidez Captações Outros Componentes Patrimoniais Impostos Diferidos Ativo Atuarial Ativos Intangíveis Resultado Financeiro Análise das Aplicações Análise das Captações Análise Volume e Taxa Spread Negócios Não Financeiros Rendas de Tarifas Cartões Seguridade Mercado de Capitais Despesas Administrativas Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/2011 2

4 9.1 Recursos Humanos Estrutura Operacional Outras Informações do Resultado Indicadores de Produtividade Gestão de Riscos Gestão dos Riscos Risco de Crédito Risco de Mercado Risco de Liquidez Risco Operacional Estrutura de Capital Investimentos Estratégicos Informações Banco Votorantim Banco Postal Internacionalização Série de Demonstrações Contábeis Balanço Patrimonial Resumido Demonstração Resumida do Resultado Societário Demonstração do Resultado com Realocações Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/2011 3

5 Índice de Tabelas Tabela 1. DRE com Realocações Principais Linhas Tabela 2. Previ Contabilização do Montante Reconhecido no Ajuste Semestral Tabela 3. Itens Extraordinários Tabela 4. Principais Indicadores do Resultado Tabela 5. MFB por Linha de Negócio Tabela 6. Spread Anualizado Tabela 7. Principais Itens Patrimoniais Tabela 8. Carteira de Crédito Ampliada¹ Tabela 9. Indicadores de Qualidade da Carteira de Crédito Tabela 10. Var. trimestral entre saldo e provisão Tabela 11. Despesas de PCLD sobre Carteira de Crédito Tabela 12. Rendas de Tarifas e Resultado de Operações com Seguros Tabela 13. Despesas Administrativas Tabela 14. Índice de Seguridade Consolidado Tabela 15. Guidance Tabela 16. Guidance Revisado Tabela 17. Principais Indicadores Econômicos¹ Tabela 18. Composição Acionária - % Tabela 19. Dividendos e JCP - R$ milhões Tabela 20. Indicadores de Mercado Tabela 21. Participação nos Índices de Mercado Brasileiro - % Tabela 22. Informações do BB Tabela 23. Ratings Tabela 24. Compulsório/Exigibilidade Tabela 25. Balanço Patrimonial Resumido Ativo Tabela 26. Balanço Patrimonial Resumido Passivo Tabela 27. Demonstração Resumida do Resultado Societário Tabela 28. Demonstração do Resultado com Realocações Tabela 29. Demonstrativo das Realocações e Itens Extraordinários Tabela 30. Efeitos Fiscais e Participação nos Lucros e Resultados sobre Itens Extraordinários Tabela 31. Composição Patrimonial Ativo e Passivo Tabela 32. Composição do Resultado com Realocações Tabela 33. Carteira de Crédito Tabela 34. Crédito SFN Tabela 35. Carteira de Crédito Pessoa Física Tabela 36. Crédito PF Participação de Mercado Tabela 37. Crédito Consignado Composição da Carteira Tabela 38. Taxas e Prazos Médios Tabela 39. Carteiras Adquiridas Tabela 40. Carteira de Crédito Pessoa Jurídica Tabela 41. Títulos e Valores Mobiliários Privados Pessoa Jurídica Tabela 42. ACC/ACE Volume Médio por Contrato Tabela 43. Produtos de Crédito de MPE * Tabela 44. Exportações Tabela 45. Participação do Brasil no Agronegócio Mundial Tabela 46. Carteira de Crédito de Agronegócios por região Tabela 47. Carteira de Crédito de Agronegócios por Destinação Tabela 48. Carteira de Crédito de Agronegócios por Linha de Crédito Tabela 49. Carteira de Crédito de Agronegócios por Item Financiado Tabela 50. Recursos Contratados na Safra 2010/2011 por Porte do Cliente Tabela 51. Carteira de Agronegócios por Porte Tabela 52. Recursos Equalizáveis da Carteira de Agronegócios Tabela 53. Seguro Agrícola e Proagro Tabela 54. Plano de Safra 2010/ Tabela 55 Custeio Perfil das Contratações Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/2011 4

6 Tabela 56 Despesas de PCLD sobre Carteira de Crédito Tabela 57. Índices de Atraso Tabela 58. Variação Absoluta de Saldo e Provisão Tabela 59. Risco Médio da Carteira Tabela 60. Carteira de Crédito Total por Nível de Risco Tabela 61. Carteira de Crédito de Pessoa Física por Nível de Risco Tabela 62. Movimentação da PCLD Pessoa Física Tabela 63. Carteira de Crédito Pessoa Jurídica Tabela 64. Movimentação da PCLD Pessoal Jurídica Tabela 65. Carteira de Crédito de Agronegócios por Nível de Risco Tabela 66. Carteira de Crédito de Agronegócios Pessoa Física por Nível de Risco Tabela 67. Movimentação da PCLD Agronegócios Pessoa Física Tabela 68. Carteira de Crédito de Agronegócios Pessoa Jurídica por Nível de Risco Tabela 69. Movimentação da PCLD Agronegócios Pessoa Jurídica Tabela 70. Operações Prorrogadas e Não Prorrogadas do Agronegócio Tabela 71. Índices da Carteira de Agronegócios Tabela 72. Carteira de Crédito no Exterior por Nível de Risco Tabela 73. Carteira Banco Votorantim Tabela 74. Concentração da Carteira de Crédito nos 100 Maiores Tomadores Tabela 75. Concentração da Carteira de Crédito dos 100 Maiores Tomadores % em relação ao PR Tabela 76. Concentração da Carteira de Crédito por Macrossetor Tabela 77. Ativos Rentáveis¹ vs. Passivos Onerosos² Tabela 78. Composição dos Ativos Tabela 79. Carteira de Títulos por Categoria Tabela 80. Carteira de Títulos por Prazo - Valor de Mercado Tabela 81. Saldo da Liquidez Tabela 82. Captações de Mercado Tabela 83. Captações no Exterior Tabela 84. Emissões no Exterior Tabela 85. Fontes e Usos Tabela 86. Custo de Captação vs. Taxa Selic Tabela 87. Segregação de Depósitos por Prazo de Exigibilidade Tabela 88. Rendas de Tarifas com Administração de Recursos de Terceiros Tabela 89. Fundos de Investimento e Carteiras Administradas por Clientes Tabela 90. Fundos de Investimento e Carteiras Administradas por Tipo Tabela 91. Abertura do Crédito Tributário Tabela 92. Abertura do Passivo Fiscal Diferido Tabela 93. Previ Efeitos da Contabilização Semestral Tabela 94. Amortização Acumulada Tabela 95. Intangível Tabela 96. Estimativa de Amortização dos Ativos Intangíveis Tabela 97. Saldos Médios das Contas do BP e Infor. sobre Tx de Juros At. Rentáveis (trimestral) Tabela 98. Saldos Médios das Contas do BP e Infor. sobre Tx de Juros At. Rentáveis (semestral) Tabela 99. Spread por Carteira Tabela 100. Resultado com Títulos e Valores Mobiliários Tabela 101. Saldos Médios das Contas do BP e Infor. s/ Tx de Juros Pass. Onerosos (Tri) Tabela 102. Saldos Médios das Contas do BP e Infor. s/ Tx de Juros Pass. Onerosos (Sem.) Tabela 103. Aumento e Redução de Juros (Rec.e Desp.) Devido às Var. em Vol. e Taxa (Trimestral). 86 Tabela 104. Aumento e Redução de Juros (Rec.e Desp.) Devido às Var. em Vol. e Taxa (Semestral) 87 Tabela 105. Análise de Volume (Ativos Rentáveis) e Taxa Trimestral 1T11 e 2T Tabela 106. Análise de Volume (Ativos Rentáveis) e Taxa Semestral 1S10 e 1S Tabela 107. Margem Líquida de Juros e Margem de Lucro Tabela 108. Rendas de Tarifas Tabela 109. Base de Clientes e Contas Correntes Tabela 110. Cartões Tabela 111. Receitas Globais de Cartões Tabela 112. Demonstração do Resultado por Ramo de Atuação Tabela 113. Destaques Operacionais do Grupo Seguridade Tabela 114. Índice de Seguridade Consolidado Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/2011 5

7 Tabela 115. Informações Consolidadas Referentes aos FIP's/FMIEE's - 2T Tabela 116. Despesas de Pessoal Tabela 117. Outras Despesas Administrativas Tabela 118. Rede de Distribuição Total Tabela 119. Rede de Agências por Região Tabela 120. Rede de Distribuição no Exterior Tabela 121. Outras Receitas Operacionais Tabela 122. Outras Despesas Operacionais Tabela 123. Índices de Cobertura sem Itens Extraordinários Tabela 124. Índices de Eficiência sem Itens Extraordinários Tabela 125. Outros Indicadores de Produtividade Tabela 126. Balanço em Moedas Estrangeiras Tabela 127. Perfil de Repactuação das Taxas de Juros 30/06/ Tabela 128. Acompanhamento das Perdas Operacionais Tabela 129. Índice de Basileia Conglomerado Econômico-Financeiro* Tabela 130. Principais Contas da Parcela PEPR (Conglomerado Econômico-Financeiro) Tabela 131. PRE para Risco de Mercado por Fator de Risco Tabela 132. Capital Alocado para Risco Operacional por Linha de Negócio Tabela 133. Participação no capital das empresas Tabela 134. Banco Votorantim Demonstração Resumida do Resultado Societário Tabela 135. Banco Votorantim Demonstração do Resultado com Realocações Tabela 136. Banco Votorantim Demonstrativo das Realocações Tabela 137. Banco Votorantim Realocações (Prestação de Serviços) Tabela 138. Banco Votorantim Realocações (Marcação a Mercado - MKT) Tabela 139. Banco Votorantim Realocações (Variação de Moedas) Tabela 140. Banco Votorantim Principais Indicadores do Resultado Tabela 141. Banco Votorantim Destaques Patrimoniais Tabela 142. Banco Votorantim Carteira de Veículos Tabela 143. Banco Votorantim Destaques Operacionais e Estruturais Tabela 144. Banco Votorantim Margem Líquida de Juros e Margem de Lucro - trimestral Tabela 145. Banco Votorantim Carteira de Crédito por Nível de Risco Tabela 146. Banco Votorantim Índices de Atraso Tabela 147. Banco Patagonia Principais Linhas do Resultado Tabela 148. Banco Patagonia Destaques Patrimoniais Tabela 149. Banco Patagonia Destaques Operacionais e Estruturais Tabela 150. Banco Patagonia Indicadores de Rentabilidade, Capital e Crédito Tabela 151. Balanço Patrimonial Ativo Série Trimestral Tabela 152. Balanço Patrimonial Ativo Série Anual Tabela 153. Balanço Patrimonial Passivo Série Trimestral Tabela 154. Balanço Patrimonial Passivo Série Anual Tabela 155. Demonstração Resumida do Resultado Série Trimestral Tabela 156. Demonstração Resumida do Resultado Série Anual Tabela 157. Demonstração do Resultado com Realocações Série Trimestral Tabela 158. Demonstração do Resultado com Realocações Série Anual Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/2011 6

8 Índice de Figuras Figura 1. Lucro (R$ milhões) e RSPLM (%) Figura 2. Lucro Líquido por Ação Figura 3. Dividendos e Juros sobre Capital Próprio Figura 4. Evolução das variações nos saldos de provisão e carteira Figura 5. Índice de Basileia Figura 6. Índices de Eficiência sem Itens Extraordinários - % Figura 7. Balança Comercial (FOB) Figura 8. Produção vs. Área Plantada Figura 9. Carteira de Crédito de Agronegócios por Tipo de Pessoa Figura 10. Carteira de Crédito de Agronegócios por Fonte de Recursos Figura 11. Receitas de Equalização e Fator de Ponderação Figura 12. Percentual das operações contratadas com mitigadores de risco Figura 13. Relação Preço/Custo de Soja e Milho Figura 14. Abertura das Provisões Figura 15. Variação da inadimplência recente, carteira e provisão Figura 16. Vintage Trimestral Figura 17. Vintage Anual Figura 18. Vintage Anual Carteira de Financiamento de Veículos Arena I Figura 19. Participação de Mercado das Captações do BB Figura 20. Administração de Recursos de Terceiros Figura 21. Carteira de Títulos e Valores Mobiliários por Indexador (Banco Múltiplo) Figura 22. Evolução do Spread Figura 23. Reestruturação da Seguridade Figura 24. Índice Combinado Ampliado Figura 25. Evolução do Quadro de Pessoal Figura 26. Terminais de Autoatendimento Figura 27. Transações por Canal de Atendimento - % Figura 28. Composição dos Ativos e Passivos do BB no País Figura 29. Posição Líquida do Conglomerado Financeiro Figura 30. Reserva de Liquidez em Moeda Nacional Figura 31. Reserva de Liquidez Moeda Estrangeira Figura 32. Indicador DRL Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/2011 7

9 Apresentação O relatório Análise do Desempenho apresenta a situação econômico-financeira do Banco do Brasil (BB). Destinado a analistas de mercado, acionistas e investidores, com periodicidade trimestral, esta publicação aborda temas como o cenário econômico, performance dos papéis BB, práticas de governança corporativa e gestão de riscos. São analisados, separadamente, a estrutura patrimonial e o resultado. O leitor encontrará, ainda, tabelas com séries históricas de até oito períodos do Balanço Patrimonial Resumido, da Demonstração Resumida do Resultado Societário, da Demonstração do Resultado com Realocações, além de informações sobre rentabilidade, produtividade, qualidade da carteira de crédito, estrutura de capital, mercado de capitais e dados estruturais. Com base no parágrafo 55 da Deliberação CVM 600/2009, o Banco do Brasil decidiu adotar, a partir do encerramento do exercício de 2009 e para os próximos anos, em bases consistentes e recorrentes, o reconhecimento mais rápido dos ganhos e perdas atuariais relativos ao Plano de Benefícios I (Plano I da Previ). O resultado da PREVI passou a ser considerado recorrente havendo o reconhecimento das receitas decorrentes do superávit em base trimestral. As reavaliações de ativos e passivos passaram a ser realizadas semestralmente, o que reduz a volatilidade sobre o resultado do BB. Para permitir a comparabilidade do resultado gerado em cada trimestre com os anteriores, as receitas da PREVI encontram-se segregadas em uma linha específica na DRE com realocações. Excepcionalmente no 2T10, os valores referentes à reavaliação semestral foram distribuídos entre o primeiro e segundo trimestres daquele ano, para fins de comparabilidade; entretanto, após consultas junto ao mercado, decidiu-se que os valores fariam parte do resultado recorrente do próprio trimestre da reavaliação. A partir do 1T11, com objetivo de facilitar a leitura dos números do Banco do Brasil o Relatório Análise do Desempenho foi reformulado, sem prejuízo na qualidade das informações divulgadas. Após consultas com analistas de mercado e usuários do relatório, foram acrescentados novos capítulos e conteúdos e revista a disposição das informações dentre os capítulos, de forma a concentrar toda a análise de um tema em um mesmo capítulo, tornando o relatório mais conciso e objetivo. O Sumário do Resultado também foi reformulado visando abordar os itens que mais contribuíram para o resultado do BB, além de um resumo com os principais destaques do resultado do período. A partir do 2T11, as informações sobre movimentação de provisões para créditos e devedores duvidosos passam a ser divulgadas segmentadas nas visões pessoa física, jurídica e agronegócio. A série foi recomposta desde o 1T10 para fins de comparabilidade. As informações socioambientais estão disponíveis na internet, link "Governança Corporativa" no prazo de até três semanas após a divulgação do Resultado, alinhando-as à iniciativa de divulgação do Relatório Anual em meio eletrônico. O BB, em consonância com o conceito de Triple Bottom Line e acreditando que esses dados colaboram para uma visão plena do desempenho corporativo, manterá sua iniciativa pioneira entre os bancos brasileiros de divulgar trimestralmente esses dados. Ao final do relatório as Demonstrações Contábeis e Notas Explicativas do trimestre em análise são apresentadas. ACESSO ON-LINE A leitura do relatório Análise do Desempenho pode ser realizada no site de Relações com Investidores do Banco do Brasil. Também são disponibilizadas maiores informações sobre a Empresa, como: Governança Corporativa, notícias, perguntas frequentes e o Download Center, contendo versões deste relatório para o aplicativo Adobe Reader. Informações Gerais, Análise Patrimonial e do Resultado, e Demonstrações Contábeis Completas; as séries históricas em Excel; apresentações ao mercado; Relatório Anual e de Responsabilidade Socioambiental; Balanço Social; Teleconferências dos Resultados e outras também estão disponíveis no site. Banco do Brasil Relações com Investidores bb.com.br bb.com.br/ri Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/2011 8

10 Destaques 1. O lucro líquido recorrente do Banco do Brasil cresceu 40,4% em doze meses e alcançou R$ milhões no 1 semestre de Esse desempenho cor responde a retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio (RSPL) de 24,9%. O lucro líquido por ação alcançou R$ 2,19 no semestre, valor 9,5% superior ao observado ao 1S No semestre foram distribuídos R$ milhões aos acionistas, R$ milhões sob a forma de dividendos e R$ milhões a título de juros sobre o capital próprio. Para o ano de 2011 o percentual do lucro líquido distribuído (payout) continuará em 40%. 3. Ativos totais alcançam R$ 904 bilhões ao final de junho de 2011, montante 19,6% maior do que o registrado em junho de 2010 e 4,3% superior a mar/11. Esse desempenho corresponde a retorno anualizado sobre ativos médios de 1,5% no 2T11, mesmo patamar que igual período de A carteira de crédito ampliada, que inclui prestações de garantias e valores mobiliários privados, alcançou R$ 421 bilhões, incremento de 20,2% em doze meses e de 6,0% na comparação trimestral. O crédito destinado às pessoas físicas cresceu 5,2% no trimestre e 21,2% em doze meses com o financiamento imobiliário atingindo R$ 4,2 bilhões em junho. O BB passou a operar essa linha de crédito a partir de junho de 2008 e segundo dados do Banco Central, já é o 5º banco brasileiro nesta linha de crédito. 5. A inadimplência da carteira de crédito continua sob controle e com desempenho melhor do que o verificado no SFN. Em junho, o indicador que mensura o percentual de operações vencidas há mais de 90 dias alcançou 2,0%, inferior ao observado em mar/10 e ao registrado no SFN de 3,4%. Em relação ao risco da carteira percebe-se melhora nas operações classificadas em níveis de AA-C que passou de 92,5% em jun/10 para 93,6% em jun/ As captações totais (depósitos e captações no mercado aberto) se recuperam no trimestre e atingem R$ 589 bilhões, crescimento de 15,4% em relação a jun/10. Os depósitos a prazo foram destaque com incremento de 6,9% sobre mar/11 e 21,4% sobre jun/ No 2T11 o banco emitiu dívida subordinada no valor de US$ 1,5 bilhão. Essa captação foi considerada elegível como capital nível II pelo Banco Central e incrementou 47 pontos base no índice de basileia. Esse indicador encerrou junho de 2011 em 14,4%, deste percentual, 11,1% referem-se a capital de nível I. 8. Recursos administrados pelo Banco do Brasil registraram R$ 407,7 bilhões em jun/11, o que representa participação de mercado de 22,3% ante 22,0% em mar/11. Ao considerar 50% do volume administrado pelo Banco Votorantim (BV), correspondente à participação do BB naquele banco, os recursos chegam a R$ 421,4 bilhões e a participação de mercado a 23,1%. 9. A margem financeira bruta (MFB) alcançou R$ milhões no 1S11, o que representa expansão de 13,7% sobre o 1S10. No trimestre, o crescimento desta linha foi de 4,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior. As receitas com operações de crédito impulsionaram a margem, com crescimento de 21,1% sobre o 1S10. Outro destaque são as receitas de TVM que apresentaram incremento de 20,7% no semestre e 13,3% no trimestre. 10. Os gastos no BB permanecem sob rígido controle, o que ensejou em crescimento das despesas administrativas em ritmo abaixo do guidance proposto. No semestre, o saldo das despesas administrativas alcançou R$ milhões, variação 7,5% maior quando comparada ao 1S10. Em relação ao trimestre, observou-se saldo de R$ milhões, crescimento de 3,4% na comparação com o 1T O desempenho favorável das receitas operacionais e o controle das despesas administrativas acarretam em melhora do índice de eficiência do BB. Este índice na visão acumulada em doze meses apresentou melhora de 290 pontos base no 2T11, atingindo 41,1%. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/2011 9

11 12. Resultado de operações com seguros, previdência e capitalização crescem 29,8% no semestre com saldo de R$ milhões. Em continuidade ao processo de reorganização societária da área de seguridade do BB, ocorreu no 2T11 a criação de duas Sociedades Holding em parceira com o grupo segurador Mapfre. Espera-se assim, ampliar a participação das receitas de seguridade no resultado do conglomerado BB. 13. Em abril de 2011, a Fitch Ratings elevou os ratings do BB e a percepção da sólida estrutura patrimonial do Banco foi corroborada em junho pela agência de rating Moody s. As seguintes avaliações foram revisadas, ambas com perspectiva positiva: rating de depósitos de longo prazo em moeda estrangeira Baa2 (anterior Baa3); rating de depósitos de curto prazo em moeda estrangeira Prime-2 (anterior Prime-3), e; rating de dívida sênior de longo prazo em moeda estrangeira P-Baa1 (anterior P-Baa2). 14. No período de abril a junho de 2011, ocorreu o exercício dos bônus de subscrição C (BBAS13) emitidos em Cada bônus garantiu o direito de subscrever 3, ações. O exercício dos bônus gerou títulos que, após a homologação pelo Bacen, serão convertidos em igual número de ações ON. Esse movimento resultou em elevação do capital social do Banco em R$ 44,6 milhões. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

12 Sumário do Resultado Resultado Lucro do BB atinge R$ 6,3 bilhões no semestre O Banco do Brasil registrou lucro atribuível ao controlador de R$ milhões no primeiro semestre de 2011, resultado 23,4% superior ao apurado no mesmo período de Esse desempenho corresponde a retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio (RSPL) de 25,4%. No 2T11 houve alienação da participação do BB na Visa Internacional e Mastercard fato que adicionou ao resultado o montante de R$ 169 milhões, item tratado como extraordinário. O valor referente aos Planos Econômicos (R$ 10 milhões) também foi considerado como não recorrente. Assim, o lucro recorrente encerrou o 2T11 em R$ milhões o que corresponde a crescimento de 38,8% em doze meses e 10,5% contra o 1T11. Na visão semestral, o lucro recorrente atingiu R$ milhões, o que representa incremento de 40,4% sobre o 1S10. O RSPL recorrente encerrou o 2T11 em 26,6% e o semestre em 24,9% ,327 2,725 2,923 2,932 3,230 3,330 Figura 1. Lucro (R$ milhões) e RSPLM (%) 2T10 1T11 2T11 Lucro Recorrente Lucro Atribuível ao Controlador RSPLM - % RSPLM Recorrente - % Lucro recorrente é impulsionado por gestão eficiente das despesas e diversificação nas receitas O resultado do Banco do Brasil foi impulsionado pelas receitas com operações de crédito que cresceram 21,1% na comparação 1S11-1S10, reflexo do incremento da carteira de crédito em 20,2% e pelo resultado com títulos e valores mobiliários (+20,7%), esse item impulsionado pelo incremento nos saldos médios patrimoniais, elevação da taxa Selic média e ganhos com alienação de títulos de renda fixa (capítulo 7 do relatório Análise do Desempenho). Destaca-se também que a estratégia do BB em diversificar suas fontes de receita e aperfeiçoar o atendimento ao segmento de varejo vem apresentando resultado. As receitas comerciais (margem financeira, rendas com tarifas e resultado das operações com seguros, previdência e capitalização) cresceram 13,1% sobre o mesmo período do ano anterior e alcançaram R$ milhões. No semestre, a razão entre essas receitas e base média de clientes produziu R$ 564, crescimento de 9,8% sobre o 1S10. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

13 O controle das despesas administrativas continua em foco no BB. Na comparação em doze meses, as despesas administrativas cresceram 7,5%, abaixo do guidance proposto para A tabela a seguir, extraída do demonstrativo de resultados com realocações, apresenta os principais destaques do período. O detalhamento das realocações pode ser encontrado na seção do relatório Análise do Desempenho. Tabela 1. DRE com Realocações Principais Linhas Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Semestral Var. % R$ milhões 2T10 1T11 2T11 s/2t10 s/1t11 1S10 1S11 s/1s10 Receitas da Intermediação Financeira ,5 7, ,3 Operações de Crédito + Leasing ,0 6, ,3 Resultado de Operações com TVM ,8 13, ,7 Despesas da Intermediação Financeira (10.052) (12.355) (13.570) 35,0 9,8 (19.257) (25.925) 34,6 Margem Financeira Bruta ,4 4, ,7 Provisão p /Créd. de Liquidação Duvidosa (2.871) (2.629) (3.047) 6,1 15,9 (5.897) (5.677) (3,7) Margem Financeira Líquida ,4 0, ,6 Rendas de Tarifas ,0 6, ,9 Res.de Op. c/ Seguros, Previdencia e Cap ,4 30, ,8 Margem de Contribuição ,9 3, ,0 Despesas Administrativas (5.471) (5.692) (5.886) 7,6 3,4 (10.771) (11.578) 7,5 Despesas de Pessoal (2.937) (3.145) (3.364) 14,5 7,0 (5.788) (6.509) 12,5 Outras Despesas Administrativas (2.534) (2.547) (2.522) (0,5) (1,0) (4.983) (5.069) 1,7 Resultado Comercial ,6 3, ,5 Demandas Cíveis 35 (98) (190) - 93,5 (203) (288) 41,8 Demandas Trabalhistas (274) (79) (485) (77) (84,1) Outros Componentes do Resultado (563) (760) (483) (14,2) (36,5) (1.011) (1.243) 22,9 Resultado Antes da Tributação s/ o Lucro ,3 9, ,8 Imposto de Renda e Contribuição Social (1.194) (1.474) (1.566) 31,1 6,2 (2.247) (3.040) 35,3 Participações Estatutárias no Lucro (363) (442) (472) 30,0 6,7 (670) (914) 36,4 Resultado Recorrente ,8 10, ,4 Previ O valor referente ao reconhecimento de ganhos atuariais do plano de benefícios definido da Previ (plano 1) é determinado pela atualização esperada dos ativos e passivos do plano e é calculado com base na aplicação de taxa de desconto dos ativos atuariais sobre os ativos e passivos (proporcionais à participação do BB de 50%) deduzido o custo do serviço corrente. Ao final de cada semestre ocorre a reavaliação dos ativos e passivos da Previ que gerou a contabilização adicional de R$ 672 milhões no 2T11. No semestre foram reconhecidos R$ milhões. A tabela seguinte apresenta detalhes desta contabilização. Em relação ao Tempo Médio Remanescente de Trabalho, calcula-se a razão entre a média de tempo faltante para os funcionários do Plano 1 se aposentarem e o total destes funcionários. Naturalmente, essa medida decresce ao longo do tempo, entretanto, por haver uma diferença entre a aquisição de tempo para aposentadoria e sua real efetivação, a medida poderá, por vezes elevar-se. Informações adicionais podem ser obtidas em Nota Explicativa sobre Benefícios a Empregados e no capítulo 6 do relatório Análise do Desempenho. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

14 Tabela 2. Previ Contabilização do Montante Reconhecido no Ajuste Semestral R$ milhões 1S10 2S10 1S11 Valor Justo dos Ativos do Plano (a) Valor Presente das Obrigações Atuariais (b) Superávit BB (c) = 50% de [(a) - (b)] Corredor BB (d) = 50% do Máximo Valor entre 10% dos Ativos ou -10% dos Passivos Superávit Deduzido do Corredor (e) = (c) - (d) Valores Reconhecidos Previamente à Contabilização Semestral (f) Montante a Reconhecer (g) = (e) - (f) Tempo Médio Remanescente de Trabalho (em semestres) (h) 7,58 7,14 5,16 Montante Reconhecido no Ajuste Semestral (i) = (g) / (h) Ativo Atuarial ao fim do Período (j) = (f) + (i) Eventos extraordinários A tabela seguinte apresenta os itens extraordinários que, neste trimestre, agregaram R$ 100 milhões ao lucro líquido do BB. Esses impactos já estão líquidos de impostos e participações estatutárias no lucro. Tabela 3. Itens Extraordinários R$ milhões 2T10 1T11 2T11 1S10 1S11 Lucro Líquido Recorrente (+) Efeitos Extraordinários do Período Alienação de Investimentos Planos Econômicos (140) (225) 27 Passivos Contingentes (BESC) PCLD Adicional Reversão de Passivos Trabalhistas Ganho de Capital - BB Seguros Participações Efeitos Fiscais e PLR sobre Itens Extraordinários (246) (8) (79) (560) (87) Ativo Atuarial PREVI - Ajustes Lucro Líquido Atribuível ao Controlador Lucro Atribuível às Participações Minoritárias (0) 0 27 (0) 27 Lucro Líquido Tabela 4. Principais Indicadores do Resultado Indicadores - % 2T10 1T11 2T11 1S10 1S11 Spread Global¹ 6,5 6,2 6,2 6,4 6,1 Despesas de PCLD sobre Carteira² 4,1 3,0 3,0 4,1 3,0 Índice de Eficiência³ 42,7 40,9 39,7 43,5 40,3 RSPL Recorrente¹ 26,5 24,8 26,6 24,6 24,9 Taxa Efetiva de Imposto 33,9 33,5 32,5 33,9 33,0 (1) Indicadores anualizados. (2) Despesas de PCLD acumuladas em 12 meses divididas pela carteira média do mesmo período. (3) No cálculo foram segregados os efeitos extraordinários do período. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

15 Retorno ao Acionista Lucro líquido por ação cresce mais de 12% no trimestre Neste trimestre o lucro líquido por ação alcançou R$ 1,16, valor 12,6% superior ao observado no trimestre anterior. Na comparação semestral o incremento observado foi de 9,5%, o que corresponde a lucro líquido por ação de R$ 2,19. 1,08 1,03 1,16 2T10 1T11 2T11 Figura 2. Lucro Líquido por Ação 40% do lucro líquido distribuído aos acionistas O Banco do Brasil manteve a prática de distribuir 40% do lucro líquido a seus acionistas (payout). No trimestre foram destinados R$ 737 milhões a título de juros sobre capital próprio (JCP) e R$ 595 milhões sob forma de dividendos T10 1T11 2T11 Juros sobre Capital Próprio (R$ milhões) Dividendos (R$ milhões) Figura 3. Dividendos e Juros sobre Capital Próprio Margem Financeira e Spread A margem financeira bruta (MFB) alcançou R$ milhões no 1S11, o que representa expansão de 13,7% em doze meses e de 4,2% no trimestre. Espera-se que ao longo de 2011 a incorporação gradativa dos efeitos de reprecificação dos produtos de crédito e o crescimento dos ativos rentáveis influenciem positivamente a margem, alinhando o desempenho ao intervalo projetado no guidance. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

16 A tabela a seguir apresenta a formação da margem financeira bruta. Destaca-se a contribuição da carteira de crédito em suas principais linhas de negócios e segregam-se os valores correspondentes às receitas com recuperação de créditos baixados para prejuízo e relativas aos depósitos compulsórios com remuneração. Complementa a formação da margem o item demais receitas, composto principalmente pelo resultado da tesouraria, decorrente de operações com títulos e valores mobiliários, derivativos e operações de câmbio. Tabela 5. MFB por Linha de Negócio Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Semestral Var. % R$ milhões 2T10 1T11 2T11 s/2t10 s/1t11 1S10 1S11 s/1s10 Margem Financeira Bruta ,4 4, ,7 Operações de Crédito ,2 0, ,6 Pessoa Física ,2 3, ,9 Pessoa Jurídica ,4 (2,5) ,4 Agronegócios (5,1) (3,5) (0,2) Demais ,8 11, ,9 Compulsório Rentável ,9 9, ,2 Recuperação de Crédito ,9 11, ,3 Demais ,4 15, (26,1) Em relação aos depósitos compulsórios, o crescimento semestral de 180,2% decorre das alterações promovidas pelo Bacen no 2T10 e 4T10. Essas mudanças trouxeram dois impactos principais sobre as demonstrações financeiras do BB. De um lado houve redução de recursos disponíveis para aplicações mais rentáveis como resultado da elevação de alíquotas. Por outro lado houve mudança na forma de recolhimento, o que implicou em migração de recursos da carteira de títulos para depósitos compulsórios. O comportamento do spread está associado a alterações no mix das carteiras, pois linhas de crédito com riscos mais baixos estão associadas a menores receitas. Sobre a carteira de pessoa jurídica (PJ), em doze meses, percebe-se elevação da participação relativa das linhas de investimento sobre a carteira de crédito PJ, 21,2% em junho de 2010, contra 22,6% em junho de 2011, o que pressiona o spread negativamente. O crédito destinado à agroindústria, que cresceu 9,1% sobre o 1T11 e 26,4% em doze meses, possui spread menor que outras linhas de financiamento agrícola, o que reflete nas receitas das operações de desta carteira. Em relação à carteira PF, notou-se no trimestre recuperação de 10 bps no spread. Espera-se que novas operações de crédito sejam contratadas, ao longo de 2011, com taxas mais elevadas, reflexo das medidas macroprudenciais adotadas a partir do 4T10. Ou seja, o impacto desta reprecificação não ocorre imediatamente, mas conforme ocorre a renovação da carteira. O Spread Global Ajustado pelo Risco é apurado com base na relação entre a margem financeira líquida e os ativos rentáveis, ou seja, considera as despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa. O indicador encerrou o 1S11 em 4,5%, 50 pontos base superior do que o registrado no 1S10. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

17 Tabela 6. Spread Anualizado % 2T10 1T11 2T11 1S10 1S11 Operações de Crédito 9,7 8,8 8,6 9,7 8,6 Pessoa Física 17,4 15,3 15,4 17,4 15,1 Pessoa Jurídica 6,2 6,0 5,7 6,4 5,8 Agronegócios 6,0 5,1 4,7 5,8 4,9 Demais 3,4 3,7 3,9 3,3 3,8 Spread Global 6,5 6,2 6,2 6,5 6,1 Spread Global Ajustado pelo Risco 4,5 4,6 4,4 4,0 4,5 Ativos Ativos do BB superam R$ 904 bilhões O Banco do Brasil alcançou R$ milhões em ativos totais, crescimento de 19,6% em relação a junho de 2010 e 4,3% sobre mar/11. Na comparação jun/11-mar/11 o crescimento de 5,6% dos Títulos e Valores Mobiliários incrementou em R$ milhões os ativos do BB. O desempenho do crédito, crescimento de 6,0% da carteira no trimestre, também contribuiu para o crescimento dos ativos. Tabela 7. Principais Itens Patrimoniais R$ milhões Jun/10 M ar/11 Jun/11 s/jun/10 s /M ar/11 Ativos Totais ,6 4,3 Carteira de Crédito ¹ ,2 6,0 Títulos e Valores Mobiliários ,9 5,6 Aplicações Interf inanceiras de Liquidez ,3 0,8 Depósitos ,2 3,9 à Vista ,6 2,7 de Poupança ,4 (1,4) Interfinanceiros ,7 (4,3) a Prazo ,5 6,9 Captações no Mercado A berto ,8 7,1 Patrimônio Líquido ,9 4,8 (1) inclui garantias prestadas e tvm privados Var. % Carteira de Crédito Crédito cresce 6,0% no trimestre A carteira de crédito, incluída as garantias prestadas e os títulos e valores mobiliários privados, atingiu R$ milhões, crescimento de 6,0% no trimestre e de 20,2% em doze meses. A participação do Banco do Brasil no mercado doméstico de crédito foi de 19,6% em junho de Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

18 Tabela 8. Carteira de Crédito Ampliada¹ Sald o s V ar. % R$ milhões Jun/10 Part. % M ar /11 Part. % Jun/11 Part. % s /Jun /10 s /M ar /11 C ar te ir a d e C r é d ito C las s ificad a (a) , , ,0 17,4 5,1 País , , ,5 16,8 4,7 Pe s s o a Fís ica , , ,0 21,2 5,2 CDC Cons ignaç ão , , ,5 18,4 4,1 CDC Salário , , ,8 25,2 5,5 Financ iamento a V eíc ulos , , ,0 34,1 6,7 Financ iamento Imobiliário , , ,1 99,5 22,5 Cartão de Crédito , , ,0 22,4 2,7 Cheque Es pec ial , , ,8 (1,8) 1,5 Demais , , ,8 (7,1) 3,7 Pe s s o a Ju r íd ica , , ,5 14,7 4,6 MPE , , ,6 14,7 6,0 Médias e Grandes , , ,9 14,7 3,7 A g r o n e g ó cio , , ,0 14,5 4,1 Pes s oa Fís ic a , , ,5 8,0 4,3 Pes s oa Jurídic a , , ,5 28,6 3,7 Exte r io r , , ,5 27,2 12,1 T V M e Gar an tias (b ) ,6 15,5 C ar te ir a d e C r é d ito A m p liad a (a + b ) , , ,0 20,2 6,0 Pes s oa Fís ic a , , ,1 21,2 5,2 Pes s oa Jurídic a , , ,4 21,4 6,6 A gronegóc io , , ,3 14,7 4,1 Ex terior , , ,2 25,1 11,6 (1) Inclui garantias prestadas e TVM privados. Crédito ao consumo lidera expansão da carteira O crédito às pessoas físicas continuou em expansão influenciado pelo financiamento a veículos e operações de CDC Salário, que cresceram 34,1% e 25,2%, respectivamente, em doze meses. A carteira PF total alcançou R$ milhões, crescimento de 21,2% em doze meses. O BB iniciou suas operações de crédito imobiliário no 2T08, e partir de então, apresenta crescimento contínuo nesta linha. Na comparação jun/11-jun/10, o crédito imobiliário cresceu 99,5% com saldo de R$ milhões. No semestre, o volume desembolsado foi de R$ milhões, volume 132,1% maior do que registrado no mesmo período de Ao adicionar o saldo das operações de crédito imobiliário das pessoas jurídicas (R$ 962 milhões), a carteira imobiliária total do BB alcança R$ milhões, desempenho 119% maior do que o verificado no 2T10. O movimento de subscrição de títulos privados permaneceu neste trimestre e parte da demanda por crédito das empresas foi atendida por este mecanismo. O Banco encerrou jun/11 com saldo de R$ milhões, incremento de 22,1% sobre mar/11. Ao analisar a carteira de crédito em conceito ampliado, que considera os títulos privados e prestação de garantia, houve crescimento de 6,6% sobre mar/11, na carteira de pessoa jurídica. Outro fator que vem influenciando a carteira de crédito PJ é o desempenho do crédito agroindustrial, que envolve as empresas da cadeia do agronegócio. Em junho essas operações alcançaram R$ milhões, 9,1% superior ao saldo de mar/11 e 26,4% sobre o mesmo período de A carteira total de agronegócios cresceu 4,1% no trimestre e 14,5% em doze meses, superior ao guidance proposto. Inadimplência sob controle com índices inferiores ao verificado no SFN O risco médio da carteira (razão entre a PCLD requerida e a carteira de crédito) melhorou 80 pontos base em doze meses e alcançou 4,2%. No Sistema Financeiro Nacional (SFN), este indicador encerrou jun/11 em 5,6%. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

19 O indicador que mede o atraso das operações há mais de 90 dias (razão entre o crédito vencido há mais de 90 dias e a carteira de crédito) do BB melhorou tanto na comparação em doze meses, que passou de 2,7% em jun/10 para 2,0% em jun/11, quanto na visão trimestral, 2,1% em mar/11. O desempenho apresentado foi melhor do que o comportamento do SFN que apresentou índice de 3,7% em jun/10, 3,2% em mar/11 e 3,4% em jun/11. Ao comparar as operações classificadas por níveis de risco, o BB também apresenta uma estrutura de crédito melhor que o SFN. As operações classificadas nos níveis de risco de AA-C encerraram jun/11 em 93,6% do total da carteira, contra 92,2% observados no SFN. A tabela seguinte apresenta os indicadores de qualidade da carteira de crédito. Em relação aos indicadores de inadimplência recente de dias e 15-89, percebe-se que no primeiro trimestre de 2011 houve uma elevação. Isso ocorre pela sazonalidade do período de início de ano. Tabela 9. Indicadores de Qualidade da Carteira de Crédito % Jun/10 Mar/11 Jun/11 Operações Vencidas + 15 dias/total da Carteira 4,6 4,0 3,8 Operações Vencidas dias/total da Carteira 1,4 1,5 1,3 Operações Vencidas + 60 dias/total da Carteira 3,1 2,5 2,5 Operações Vencidas dias/total da Carteira 1,8 1,9 1,7 Operações Vencidas + 90 dias/total da Carteira 2,7 2,1 2,0 Operações de Risco AA - C / Total da Carteira 92,5 93,8 93,6 Provisão/Carteira de Crédito 5,5 4,7 4,6 Provisão PF/Carteira de Crédito 3,9 3,0 3,0 Provisão PJ/Carteira de Crédito 2,6 1,9 2,1 Provisão/Operações Vencidas + 60dias 176,1 185,2 186,1 Provisão/Operações Vencidas + 90dias 203,9 221,8 226,5 Risco Médio BB 5,0 4,2 4,2 Risco Médio SFN 6,2 5,5 5,6 Operações Vencidas + 90 dias/total da Carteira SFN 3,7 3,2 3,4 A figura seguinte apresenta as variações dos saldos de carteira e provisão entre os trimestres, dos níveis de risco D a H, assim como a inadimplência entre 15 e 89 dias. A inadimplência recente é apresentada defasada em um trimestre para demonstrar os efeitos de seu crescimento no agravamento de risco e nível de provisionamento do período seguinte. A queda de 20bps na última verificação do índice de inadimplência recente demonstra que crescimento das provisões em decorrência da migração de risco foi um fenômeno sazonal. Figura 4. Evolução das variações nos saldos de provisão e carteira 1,2 Crise Econômica 2,0 1,9 1,4 1,6 2,2 1,9 2,0 Sazonalidade 1,8 1,8 1,5 1,9 1,7 Set/08 Dez/08 Mar/09 Jun/09 Set/09 Dez/09 Mar/10 Jun/10 Set/10 Dez/10 Mar/11 Jun/11 Var. da carteira D-H - R$ milhões Inadimplênca recente 15 a 89 dias - % Var. da provisão D-H - R$ milhões Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

20 Tabela 10. Var. trimestral entre saldo e provisão R$ milhões Dez/08 Mar/09 Jun/09 Set/09 Dez/09 Mar/10 Jun/10 Set/10 Dez/10 Mar/11 Jun/11 Saldo AA-C Provisão AA - C 182 (89) Saldo D-H (1.717) (366) (666) (197) 133 (1.959) Provisão D-H (431) (271) (937) (347) 568 Saldo Total Provisão Total (332) (144) (837) (299) 676 As despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PCLD) apresentaram decréscimo de 3,7% no primeiro semestre de 2011 se comparado a igual período de 2010 mesmo com crescimento de 17,4% da carteira de crédito classificada no mesmo período. O resultado deve-se a melhora dos índices de inadimplência e de risco do crédito do BB. No trimestre, o incremento da despesa de provisão decorre da elevação dos saldos de provisão em níveis de risco D-H que demandam maior volume de PCLD, conforme demostrado anteriormente. Tabela 11. Despesas de PCLD sobre Carteira de Crédito R$ milhões 2T10 1T11 2T11 (A) Despesas de PCLD Trimestral (2.871) (2.629) (3.047) (B) Despesas de PCLD - 12 Meses (11.864) (10.278) (10.454) (C) Carteira de Crédito (D) Média da Carteira - 3 Meses (E) Média da Carteira - 12 Meses Despesas sobre Carteira (A/D) - % 0,9 0,7 0,8 Despesas sobre Carteira (B/E) - % 4,1 3,0 3,0 Não obstante a melhora nos índices de qualidade da carteira, o Banco do Brasil mantém a prudência em relação ao saldo das provisões para risco de crédito e ao percentual de cobertura da carteira. O saldo das provisões encerrou o trimestre em R$ milhões, o que proporciona cobertura de 226,5% das operações vencidas há mais de 90 dias. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

21 Basileia Índice de Basileia fortalecido e superior ao mínimo exigido O índice de capital (K) do Banco do Brasil encerrou junho 2011 em 14,4%, superior ao observado em jun/10 e mar/11. O índice de Basileia apresentado indica um excesso de patrimônio de referência de R$ 17,2 bilhões, o que permite a expansão de até R$ 156,6 bilhões em ativos de crédito, considerando a ponderação de 100%. A evolução do índice em doze meses é explicada pelo aumento de capital conduzido pelo BB em junho de Naquela operação o BB levantou R$ 7 bilhões por meio de oferta pública. No trimestre houve emissão de Dívida Subordinada no montante de US$ 1,5 bilhão, operação classificada como capital nível II do patrimônio de referência, que contribui na elevação do índice em 47 pontos base. 12,8 4,1 14,1 14,4 3,0 3,3 8,8 11,2 11,1 Jun/10 Mar/11 Jun/11 Tier II Tier I Figura 5. Índice de Basileia RPS Receitas de Prestação de Serviços e Resultado de Seguros em expansão As receitas de prestação de serviços (RPS) alcançaram R$ milhões no 1S11, resultado 9,9% maior que o verificado em igual período de As tarifas com conta corrente são destaque com saldo superando R$ 1,0 bilhão no 2T11, incremento de 19,9% sobre o 1T11. No semestre esta linha alcançou R$ 1,9 bilhão. O desempenho no trimestre é reflexo da reestruturação de atuação do BB no segmento de varejo, com foco em atendimento ao cliente buscando a rentabilização da base. O resultado das operações com seguros, previdência e capitalização encerrou o semestre com saldo de R$ milhões, o que representa crescimento de 29,8% sobre o 1S10. Na visão trimestral, o crescimento foi de 30,2%, com o saldo encerrando o 2T11 em R$ 667 milhões. Ressalte-se que em junho de 2011 ocorreu reorganização societária da área de seguridade do BB em decorrência de acordo firmado entre o BB e o grupo segurador Mapfre. Mais detalhes sobre essa reformulação podem ser consultados no capítulo 8.3 do relatório Análise do Desempenho. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

22 Tabela 12. Rendas de Tarifas e Resultado de Operações com Seguros Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Semestral Var. % R$ milhões 2T10 1T11 2T11 s/2t10 s/1t11 1S10 1S11 s/1s10 Rendas de Tarifas ,0 6, ,9 Conta Corrente ,9 19, ,8 Cartão de Crédito/Débito ,0 3, ,1 Administração de Fundos ,5 8, ,4 Operações de Crédito ,0 17, ,9 Cobrança ,1 7, ,6 Seguros, Previdência e Capitalização ,1 0, ,0 Arrecadações ,5 0, ,4 Interbancária ,8 11, ,8 Rendas de Mercado de Capitais (16,4) (12,4) (13,7) Outros (23,0) (21,8) (17,1) Resultado de Operações com Seguros ,4 30, ,8 Despesas Administrativas Despesas Administrativas sob controle As despesas administrativas, que compreendem as despesas de pessoal e as outras despesas administrativas, totalizaram R$ milhões no 1S11, crescimento de 7,5% em doze meses. Este desempenho é explicado, principalmente, pelo crescimento de 12,5% nas despesas de pessoal. O reajuste salarial médio de 7,5% em 2010 e a contratação de novos funcionários explicam o resultado apresentado. Em jun/11 havia 112,9 mil funcionários, contra 106,2 mil no mesmo período de Em relação às outras despesas administrativas, ganhos de sinergia pela incorporação do BNC, aliados à eficiente gestão de gastos realizada pelo BB, explicam o desempenho desta linha, elevação de 1,7% na comparação semestral. Tabela 13. Despesas Administrativas Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Semestral Var. % R$ milhões 2T10 1T11 2T11 s/2t10 s/1t11 1S10 1S11 s/1s10 Despesas Administrativas (5.471) (5.692) (5.886) 7,6 3,4 (10.771) (11.578) 7,5 Despesas de Pessoal (2.937) (3.145) (3.364) 14,5 7,0 (5.788) (6.509) 12,5 Outras Despesas Administrativas (2.534) (2.547) (2.522) (0,5) (1,0) (4.983) (5.069) 1,7 Eficiência O índice de eficiência, razão entre as despesas administrativas e as receitas operacionais, apresenta contínua melhora, conforme mostra a figura seguinte. Em doze meses, o desempenho favorável das receitas de prestação de serviços e o controle das despesas administrativas determinaram melhoria neste indicador. O indicador de eficiência com base acumulada em 12 meses permite uma análise com menor volatilidade, sobretudo na comparação com trimestres pares (2T e 4T), períodos em que ocorre a contabilização de receitas provenientes da reavaliação atuarial do plano de benefícios 1 da Previ. Nessa visão, observou-se melhora de 290 pontos base na comparação 2T11-2T10 e 70 pontos base sobre o 1T11. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

23 44,0 41,8 41,1 42,7 40,9 39,7 2T10 1T11 2T11 2T10 1T11 2T11 Índice de Eficiência (acumulado 12 meses) - % Índice de Eficiência - % Figura 6. Índices de Eficiência sem Itens Extraordinários - % Seguridade Resultado de Seguridade Em continuidade ao processo de reorganização societária da área de seguridade do BB, efetivou-se em junho de 2011 a criação de duas Sociedades Holdings ( SHs ), com personalidade jurídica de direito privado, participação majoritária do Grupo Mapfre no capital votante, governança compartilhada e atuação segmentada por ramos de seguros e canal de distribuição. Em razão da reorganização, a SH1 passou a controlar as seguradoras Mapfre Vera Cruz Vida S/A, Vida Seguradora S/A e a Companhia de Seguros Aliança do Brasil, e a SH2 passou a controlar as seguradoras Mapfre Vera Cruz Seguradora S/A, Mapfre Riscos Especiais Seguradora S/A, Aliança do Brasil Seguros S/A e Brasilveículos Companhia de Seguros. A receita de seguros das holdings SH1 e SH2 incrementaram 10,0% o resultado líquido de seguros no 1S11, percentual referente ao resultado da consolidação de jun/11, neste novo formato. Espera-se com essa sociedade elevar a participação da seguridade no resultado do conglomerado. Mais detalhes estão disponíveis no capítulo 8.4 do relatório Análise do Desempenho. No semestre, o resultado de seguridade alcançou R$ 773 milhões, crescimento de 29,3% sobre igual período de 2010, conforme apresenta a tabela a seguir. Tabela 14. Índice de Seguridade Consolidado Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Semestral Var. % R$ milhões 2T10 1T11 2T11 s/2t10 s/1t11 1S10 1S11 s/1s10 Resultado de Seguridade ,4 8, ,3 Receita Líquida de Corretagem ,0 14, ,2 Receita Líquida de Tarifas de Serviços ,2 2, ,7 Equivalência Patrimonial ,4 8, ,8 Lucro Recorrente do BB ,8 10, ,4 Índice de Seguridade 12,9 12,7 12, ,6 12,6 - Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

24 Guidance As justificativas para os desvios entre a estimativa (guidance) e o resultado observado no primeiro semestre de 2011 estão listadas a seguir. Ressalte-se que o guidance é elaborado para o ano e o acompanhamento pode ser prejudicado por sazonalidades ou eventos específicos do período em questão. Tabela 15. Guidance 2011 Indicadore s Re alizado 2011 Es tim ativas 2011 RSPL Recorrente 24,9% 21% - 24% Margem Financeira Bruta 13,7% 16% - 20% Depósitos Totais 15,2% 14% - 18% Carteira de Crédito - País 16,8% 17% - 20% PF 21,2% 19% - 23% PJ 14,7% 17% - 20% A gronegócio 14,5% 5% - 8% PCLD 3,0% 3,3% - 3,7% RPS 9,9% 12% - 17% Despesas A dministrativas 7,5% 10% - 13% Taxa de Imposto 33,0% 31% - 34% Margem Financeira Bruta o resultado da MFB recuperou-se no 2T11 e apresentou crescimento de 15,4% na base de comparação 2T11-2T10. Embora ainda abaixo das estimativas, para o segundo semestre, espera-se crescimento mais acentuado da MFB e alinhamento da taxa de crescimento ao guidance proposto; Carteira de Crédito Pessoa Jurídica parte da demanda por crédito foi atendida por subscrição de títulos de renda fixa, movimento que deverá se manter no segundo semestre de Adicionalmente, a expansão do crédito destinado à agroindústria atende parcialmente à demanda por crédito das pessoas jurídicas; Carteira de Crédito de Agronegócio a expansão do crédito agroindustrial foi o principal fator para o crescimento acima do guidance; PCLD não obstante o primeiro semestre de 2011 não apresentar piora no perfil de risco da carteira de crédito do Banco, mantemos o guidance para refletir postura mais conservadora diante da atual conjuntura macroeconômica; RPS embora não se tenha verificado crescimento da RPS em linha com as estimativas apresentadas, espera-se crescimento maior ao longo do 2º semestre de 2011 e alinhamento com o guidance proposto; Despesas Administrativas - desempenho decorrente da maior efetividade no controle de gastos administrativos aliado a ganhos de sinergia provenientes das aquisições, com destaque para o processo de integração do Banco Nossa Caixa. Espera-se uma concentração maior das despesas no segundo semestre de 2011 devido à contratação de pessoal ao longo do ano e a reajustes de contratos referenciados pela inflação; Revisão do Guidance Como consequência das medidas restritivas ao crédito, como a elevação de depósitos compulsórios, maior exigência de capital em operações de crédito e elevação da taxa básica de juros (Selic), nota-se arrefecimento no ritmo de crescimento do crédito, o que justifica revisão das estimativas de crédito para Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

25 Em relação à carteira do agronegócio, o cenário se mostra favorável para o setor, como comprova a desempenho até jun/11. As estimativas para a safra 2011/2012 indicam margens rentáveis para os produtores e preços elevados para as commodities. Desta forma, a perspectiva é de maior demanda por crédito pelos produtores, o que permite revisão do guidance. O rígido controle das despesas administrativas, aliado aos ganhos de sinergia decorrentes de aquisições e parcerias, acarretou no crescimento das despesas administrativas abaixo do guidance. Espera-se a continuidade deste comportamento para o 2S11, o que enseja em revisão da estimativa para o ano de Apresenta-se na tabela a seguir as estimativas revisadas para Tabela 16. Guidance Revisado 2011 Indicadores Realizado 2011 Novas Estim ativas RSPL Recorrente 24,9% 21% - 24% Margem Financeira Bruta 13,7% 16% - 20% Depósitos Totais 15,2% 14% - 18% Carteira de Crédito - País 16,8% 15% - 18% PF 21,2% 17% - 21% PJ 14,7% 16% - 19% Agronegócio 14,5% 8% - 12% PCLD 3,0% 3,3% - 3,7% RPS 9,9% 12% - 17% Despesas Administrativas 7,5% 9% - 12% Taxa de Imposto 33,0% 31% - 34% As estimativas para 2011 foram elaboradas levando em consideração as seguintes premissas: Premissas influenciadas pela administração: Rentabilização da carteira de clientes como forma de potencializar receitas; Alinhamento da estrutura de custos ao crescimento do volume de negócios; Reajustes contratuais e acordo coletivo de trabalho, alinhados à prática de mercado; Crescimento da força de vendas adequada à estratégia de rentabilização da base de clientes; Manutenção do atual modelo de negócios, sem considerar novas aquisições e/ou parcerias estratégicas, que possam vir a serem firmadas para exploração de segmentos específicos; Reconhecimento de ganhos e perdas atuariais do Plano de Benefícios I da Previ, conforme determina a Deliberação CVM 600/2009. Premissas que escapam ao controle da administração: Continuidade do crescimento econômico mundial em 2011; Maior resistência, mas não imunidade, da economia brasileira aos choques externos; Ambiente político sem ruptura institucional; Manutenção da atual arquitetura da política macroeconômica doméstica: câmbio flutuante, metas para a inflação (âncora nominal) e disciplina fiscal, implicando redução gradual e consistente da relação entre a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e o Produto Interno Bruto (PIB); Avanço do marco regulatório/agenda microeconômica, com estímulos aos investimentos público e privado; Aumento gradual do potencial de crescimento da economia brasileira (PIB potencial); Manutenção do status de grau de investimento para o Brasil; Plano de safra 2011/2012; Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

26 Estabilidade regulatória, inclusive no que concerne às alíquotas de tributos incidentes sobre as atividades do Banco, às legislações trabalhista e previdenciária; Evolução das taxas de juros, inflação e PIB de acordo com o consenso de mercado. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

27 1 - Informações Úteis Tabela 17. Principais Indicadores Econômicos¹ Atividade Econôm ica T11 PIB (variação % em 12 meses) 6,1 5,2 (0,6) 7,5 - Consumo das Famílias 6,1 5,7 4,2 7,0 - Consumo do Governo 5,1 3,2 3,9 3,3 - Formação Bruta do Capital Fixo 13,9 13,6 (10,3) 21,9 - Exportações 6,2 0,5 (10,2) 11,5 - Importações 19,9 15,4 (11,5) 36,2 - Utilização da Capacidade Instalada (%) 82,4 82,6 79,9 82,3 - PEA (Variação % em 12 meses) 1,5 2,0 0,6 1,8 1,4 Taxa de Desemprego (variação % média em 12 meses) 9,3 7,9 8,1 6,7 6,2 Emprego Formal criação líquida em 12 meses (mil empregos) 1.617, ,2 995, , ,9 Produção Industrial (variação % em 12 meses) 6,0 3,1 (7,4) 10,4 - Setor Externo Transações Correntes (variação % em 12 meses) 0,1 (1,7) (1,5) (2,3) (2,2) Investimento Estrangeiro Direto (US$ bilhões) 34,6 45,1 25,9 48,5 14,9 Reservas Internacionais (US$ bilhões - saldo final de período) 180,3 206,8 239,1 288,6 335,8 Risco País (pontos final de período) 213,0 430,0 197,0 189,0 148,0 Balança Comercial (U$$ bilhões - acumulado no ano) 40,0 24,7 25,3 20,3 13,0 Exportações (U$$ bilhões - acumulado em 12 meses) 160,6 197,9 153,0 201,9 118,3 Importações (U$$ bilhões - acumulado em 12 meses) 120,6 173,2 127,6 181,6 105,3 Dólar Ptax Venda (cotação em R$ - fim de período) 1,8 2,3 1,7 1,7 1,6 Dólar Ptax Venda (variação % em 12 meses) (17,2) 31,9 (25,5) (4,3) (4,6) Indicadores M one tários IGP-DI FGV (% acumulado em 12 meses) 7,9 9,1 (1,4) 11,3 8,8 IGP-M FGV (% acumulado em 12 meses) 7,8 9,8 (1,7) 11,3 8,7 IPCA IBGE (% acumulado em 12 meses) 4,5 5,9 4,3 5,9 6,6 Selic (% - fim de período) 11,25 13,75 8,75 10,75 12,25 Selic Acumulado (% acumulado em 12 meses) 11,88 12,48 9,93 9,78 11,08 TR Acumulado (exbtn) (% acumulado em 12 meses) 1,5 1,8 0,7 0,8 1,1 TJLP - IBGE (% - fim de período) 6,3 6,3 6,0 6,0 6,0 Libor (% - fim de período) 5,2 3,9 0,3 0,3 0,3 Finanças Públicas Superávit Primário (% PIB acumulado em 12 meses) 3,3 3,4 2,0 2,8 3,5 DBSP (% PIB) 58,0 57,4 62,0 54,7 56,0 DLSP (% PIB) - Sem Petrobrás 45,5 38,5 42,8 40,2 39,7 Indicadores de Crédito Carteira de Crédito do SFN (R$ bilhões) 936, , , , ,0 Pessoa Física (R$ bilhões) 425,4 532,3 635,9 777,9 850,8 Pessoa Jurídica (R$ bilhões) 510,6 695,0 778,4 927,9 983,2 Crédito/PIB (PIB acumulado em 12 meses) 34,2 41,3 44,4 46,4 47,2 Endividamento Familiar (%) 29,3 33,2 36,7 38,7 39,1 Inadimplência Total (% do saldo em atraso superior a 90 dias) 3,2 3,2 4,3 3,2 3,4 PF² 7,0 8,0 7,7 5,7 6,4 PJ² 2,0 1,8 3,8 3,5 3,8 Taxa de aplicação Total (% a.a.)² 33,8 43,3 34,3 35,0 39,5 PF 43,9 57,9 42,7 40,6 46,1 PJ 22,9 30,7 25,5 27,9 30,8 Spread Total (% a.a.)² 22,3 30,7 24,4 23,5 27,3 PF 31,9 45,0 31,6 28,5 33,6 PJ 11,9 18,4 16,5 17,0 18,9 Prazo médio (em meses)² PF 14,6 16,3 16,8 18,7 19,2 PJ 9,2 10,1 9,5 13,3 13,2 (1) Todos os indicadores são extraídos de fontes oficiais como Banco Central do Brasil, Fundação Getúlio Vargas, IBGE, etc. (2) Operações de crédito referenciais para taxa de juros. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

28 Tabela 18. Composição Acionária - % Acionistas Jun/10 Set/10 Dez/10 Mar/11 Jun/11 Jun/11* União Federal 65,3 59,2 59,2 59,2 59,2 59,1 Previ 10,4 10,4 10,4 10,4 10,4 10,4 BNDESPar 2,4 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Ações em Tesouraria 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Incorporação BNC 0, Free Float 21,9 30,4 30,4 30,4 30,4 30,5 Pessoas Físicas 5,0 5,9 5,5 5,7 5,7 5,8 Pessoas Jurídicas 3,9 7,5 7,4 8,3 8,2 8,3 Capital Estrangeiro 13,0 17,0 17,5 16,4 16,5 16,4 Total 100,1 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 * Posição considerando o Exercício do Bônus C Tabela 19. Dividendos e JCP - R$ milhões R$ milhões 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 União Federal 711,9 621,4 948,9 694,2 788,4 Previ 113,1 108,8 166,2 121,7 138,2 BNDES 26,5 0,1 0,1 0,1 0,1 Pessoas Físicas 54,7 57,8 88,3 67,3 76,3 Pessoas Jurídicas 42,5 77,7 118,7 97,9 109,7 Capital Estrangeiro 141,5 184,0 281,0 191,8 219,3 Total 1.090, , , , ,0 Tabela 20. Indicadores de Mercado 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 Lucro Líquido por A ção - R$ 1,06 0,92 1,43 1,03 1,16 Preço / Lucro 12 meses 5,65 7,75 7,68 6,88 6,21 Preço / Valor Patrimonial 1,61 1,91 1,78 1,62 1,47 Capitalização de Mercado - R$ milhões Valor Patrimonial da A ção 15,31 16,85 17,63 18,22 19,09 Preço da Ação - R$ 24,65 32,13 31,42 29,55 28,00 Valorização da Ação no Período - % (17,42) 30,34 (2,21) (5,95) (5,25) Tabela 21. Participação nos Índices de Mercado Brasileiro - % Mai/10 - Ago/10 Set/10 - Dez/10 Jan/11 - Abr/11 Mai/11 - Ago/11 Índice Bovespa - Ibovespa 1,982 2,430 2,735 3,105 Índice Brasil - IBrX 1,753 2,620 2,561 2,445 Índice Brasil 50 - IBrX ,014 3,056 3,011 2,951 Índice Carbono Eficiente - ICO2-4,840 4,869 4,754 Índice Financeiro - IFNC 9,374 12,504 12,833 12,592 Índice de Governança Corporativa Trade - IGCT 2,306 3,304 3,355 3,126 Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada - IGC - - 4,461 4,236 Índice de Sustentabilidade Empresarial - ISE - - 1,676 1,636 Índice de Ações com Tag Along Diferenciado - ITAG 3,093 4,225 4,265 4,032 Índice Mid-Large Cap - MLCX 1,840 2,744 2,666 2,541 % Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

29 Tabela 22. Informações do BB 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 Itens Patrimoniais R$ bilhões Ativos 755,7 796,8 811,2 866,6 904,1 Patrimônio Líquido 39,3 48,2 50,4 52,1 54,6 Carteira de Crédito 326,5 339,8 358,4 364,7 383,4 Depósitos 344,0 348,3 376,9 381,2 396,2 à Vista 59,0 59,0 63,5 59,6 61,1 De Poupança 81,5 85,7 89,3 90,5 89,2 a Prazo 192,7 192,0 204,7 219,0 234,2 Rentabilidade Lucro Líquido por Ação - R$ 1,06 0,92 1,43 1,03 1,16 Lucro Recorrente por Ação - R$ 0,91 0,90 1,29 1,02 1,13 Rentabilidade s/ o PL Médio An. % 31,5 26,2 36,6 24,9 27,5 Rentabilidade Recorrente s/ PL Médio An. % 26,5 25,7 33,6 24,8 26,6 Rentabilidade Acum. em 12 meses s/ PL Médio % 31,3 29,0 27,0 27,4 27,6 Rentabilidade s/ Ativos Médios An. % 1,5 1,4 2,0 1,4 1,5 Spread An. % 6,5 6,5 6,3 6,2 6,2 Produtividade Eficiência¹ - % 42,7 45,0 39,0 40,9 39,7 Eficiência Acumulada no Ano¹ - % 43,5 44,0 42,6 41,8 41,1 RPS / Despesas de Pessoal¹ - % 125,4 120,2 135,5 127,4 130,5 RPS / Despesas Administrativas¹ - % 70,5 66,3 72,5 70,0 72,2 Desp. de Pessoal por Colaborador - R$ Colaboradores / (Agências + PAA + PAB) 17,0 17,2 17,2 17,5 17,9 Contas Corrente por Colaborador 300,1 301,2 302,3 292,3 290,8 Ativos por Colaborador R$ mil Cart. de Créd./Pontos Atend. R$ milhões 17,9 18,5 19,5 19,8 20,8 Qualidade da Carteira de Crédito Provisão / Carteira de Crédito - % 5,5 5,3 4,8 4,7 4,6 Provisão / Piores Riscos (E + F + G + H) - % 114,1 114,5 118,4 118,6 117,6 Carteira Líq. de Prov. / Carteira Total - % 94,5 94,7 95,2 95,3 95,4 Estrutura de Capital Alavancagem (vezes) 19,2 16,5 16,1 16,6 16,6 Índice de Basileia- % 12,8 14,2 14,1 14,1 14,4 Nível I 8,8 10,2 11,0 11,2 11,1 Nível II 4,1 4,0 3,1 3,0 3,3 Quantidade Total de Ações - milhões Dados Estruturais Agências Total de Pontos de Atendimento Base de Clientes mil Total de Contas Corrente mil Pessoa Física mil Pessoa Jurídica mil Total de Contas de Poupança mil Colaboradores Funcionários Estagiários Participação de Mercado % Ativos 21,2 20,9 20,8 20,9 N/D Depósitos 26,3 24,3 26,3 26,0 N/D Repasses BNDES 21,1 19,9 19,4 17,9 N/D Crédito 20,1 20,0 19,8 19,5 19,6 Agronegócio 60,5 61,9 60,6 61,1 61,9 Administração de Recursos de Terceiros 22,3 21,4 21,2 22,0 22,3 Faturamento de Cartão de Crédito 20,3 20,5 20,7 21,6 21,1 Câmbio de Importação 24,9 23,9 23,0 23,9 22,2 Câmbio de Exportação 31,9 30,6 31,8 31,8 29,5 (1) Sem Itens Extraordinários N/D - Não disponível Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

30 Tabela 23. Ratings 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 Ratings Fitch Ratings Individual C / D C / D C / D C / D C / D Curto Prazo em Moeda Local F3 F3 F3 F2 F2 Longo Prazo em Moeda Local BBB- BBB- BBB- BBB BBB Curto Prazo em Moeda Estrangeira F3 F3 F3 F2 F2 Longo Prazo em Moeda Estrangeira BBB- BBB- BBB- BBB BBB Ratings Nacionais Curto Prazo F1+(bra) F1+(bra) F1+(bra) F1+(bra) F1+(bra) Longo Prazo A A+(bra) AA +(bra) A A+(bra) AA A (bra) A AA (bra) M oody's Força Financeira C+ C+ C+ C+ C+ Curto Prazo em Moeda Local P-1 P-1 P-1 P-1 P-1 Curto Prazo em Moeda Estrangeira P-3 P-3 P-3 P-3 P-2 Dívida de LP em Moeda Estrangeira Baa2 Baa2 Baa2 Baa2 Baa1 Depósitos de LP em Moeda Local A 2 A2 A 2 A2 A2 Depósitos de LP em Moeda Estrangeira Baa3 Baa3 Baa3 Baa3 Baa2 Ratings Nacionais Curto Prazo BR-1 BR-1 BR-1 BR-1 BR-1 Longo Prazo Aaa.br A aa.br A aa.br Aaa.br A aa.br Standard & Poor's Longo Prazo em Moeda Local BBB- BBB- BBB- BBB- BBB- Longo Prazo em Moeda Estrangeira BBB- BBB- BBB- BBB- BBB- Tabela 24. Compulsório/Exigibilidade Com puls ório/exigibilidade Depósitos à V ista 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 Alíquota (1) 42% 43% 43% 43% 43% Adicional (2) 8% 8% 12% 12% 12% Exigibilidade* (3) 30% 29% 29% 29% 29% Exigibilidade (microfinanças) (4) 2% 2% 2% 2% 2% Livre 18% 18% 14% 14% 14% Depósitos de Poupança Alíquota (5) 15% 16% 16% 16% 17% Adicional (6) 10% 10% 10% 10% 10% Exigibilidade* (7) 70% 69% 69% 69% 69% Livre 5% 5% 5% 5% 4% Depósitos a Prazo Alíquota (8) 15% 15% 20% 20% 20% Adicional (9) 8% 8% 12% 12% 12% Livre 77% 77% 68% 68% 68% Depósitos Judiciais Alíquota (10) 0% 0% 0% 0% 0% Livre 100% 100% 100% 100% 100% *No BB, as exigibilidade são aplicadas no Crédito Rural. (1) Até 21/06/2010: alíquota de 42% (Circular BACEN de 14/10/2008); De 28/06/2010 até 02/07/2012: alíquota de 43%; De 09/07/2012 a16/06/2014: alíquota de 44%; A partir de 23/06/2014: alíquota de 45% (Circular BACEN de 24/06/2010). (2) Até 03/12/2010: alíquota de 8% (Circular BACEN de 24/02/2010); A partir de 06/12/2010: alíquota de 12% (Circular BACEN de 03/12/2010). (3) Até 30/06/2010: 30%; de 01/07/2010 até 30/06/2011: 29%; de 01/07/2011 até 30/06/2012; 28%; de 01/07/2012 até 30/06/2013: 27%; de 01/07/2013 até 30/06/2014: 26%; a partir de 01/07/2014: 25% (MCR 6-2 alterado pela Resolução Bacen de 30/06/2009). (4) Resolução Bacen 3.422, de 30/11/2006. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

31 (5) Até 25/06/2010: alíquota de 15%; de 28/06/2010 até 24/06/2011: alíquota de 16%; De 27/06/2011 até 29/06/2012: alíquota de 17%; De 02/07/2012 até 28/06/2013: alíquota de 18%; De 01/07/2013 até 27/06/2014: 19%; A partir de 30/06/0214 até 26/06/2015: 20% (Resolução Bacen de 26/03/2009). (6) Circular Bacen 3.486, de 24/02/2010. (7) Até 30/06/2010: 70%; de 01/07/2010 a 30/06/2011: 69%; De 01/07/2011 a 30/06/2012: 68%; De 01/07/2012 a 30/06/2013: 67%; De 01/07/2013 a 30/06/2014: 66%; A partir de 01/07/0214 até 30/06/2015: 65% (Resolução Bacen de 26/03/2009). (8) Até 05/12/2010: alíquota de 15% (Circular BACEN de 24/02/2010); A partir de 06/12/2010: alíquota de 20% (Circular BACEN de 03/12/2010). (9) Até 03/12/2010: alíquota de 8% (Circular BACEN de 24/02/2010); A partir de 06/12/2010: alíquota de 12% (Circular BACEN de 03/12/2010). (10) Circular Bacen 3.223, de 06/02/2004. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

32 2 - Demonstrações Contábeis Resumidas 2.1. Balanço Patrimonial Resumido Tabela 25. Balanço Patrimonial Resumido Ativo Saldos Var. % R$ milhões Jun/10 M ar/11 Jun/11 s /Jun/10 s /M ar/11 ATIVO ,6 4,3 Circulante e Não Circulante ,1 4,5 Disponibilidades ,0 56,2 Aplicações Interf inanceiras de Liquidez ,3 0,8 Títulos e Valores Mobiliários e Instr. Financeiros Derivativos ,9 5,6 Títulos Disponíveis para Negociação ,0 7,4 Títulos Disponíveis para V enda ,0 4,7 Títulos Mantidos até o Vencimento (6,0) 5,0 Instrumentos Financeiros Derivativos ,3 (9,9) Relações Interfinanceiras ,3 0,7 Depósitos no Banco Central ,4 2,6 Compulsórios s/ Depósitos não Remunerados ,7 0,8 Compulsórios s/ Depósitos Remunerados ,1 3,0 Demais ,4 (21,8) Relações Interdependências ,2 9,0 Operações de Crédito ,5 5,2 Setor Público ,8 (1,2) Setor Privado ,2 5,3 (Provisão para Operações de Crédito) (17.097) (16.140) (16.892) (1,2) 4,7 Operações de Arrendamento Mercantil (23,7) (4,2) Op. de Arrendamento e Subarrendamento a Receber (23,2) (3,5) (Rendas a Apropriar de A rrend. Mercantil) (PCLD de Arrendamento Mercantil) (246) (195) (212) (14,0) 8,7 Outros Créditos ,5 3,0 Créditos por Avais e Fianças Honrados ,8 3,8 Carteira de Câmbio ,5 (5,3) Rendas a Receber ,2 9,7 Negociação e Intermediação de V alores (11,0) 27,5 Créditos Específicos ,1 2,8 Operações Especiais Créditos de Oper. de Seguros, Previdência e Capitalização ,9 47,1 Crédito Tributário (0,4) 0,1 A tivo Atuarial (16,9) 14,1 Devedores por Depósitos em Garantia ,9 1,7 Fundo de Destinação do Superávit - PREVI ,5 Diversos ,2 4,2 (Provisão para Outros Créditos) (1.633) (1.565) (1.330) (18,6) (15,0) (Com Característica de Concessão de Crédito) (744) (681) (630) (15,3) (7,5) (Sem Característica de Concessão de Crédito) (890) (884) (700) (21,3) (20,8) Outros Valores e Bens ,5 16,5 Participações Societárias Outros V alores e Bens ,5 14,7 (Provisões para Desvalorizações) (171) (181) (187) 9,5 3,7 Despesas A ntecipadas ,0 16,1 Pe rm ane nte ,5 (1,3) Investimentos ,5 (1,5) Imobilizado de Uso ,1 3,4 Imobilizado de A rrendamento Intangível (18,2) (4,4) Diferido (44,3) (14,1) Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

33 Tabela 26. Balanço Patrimonial Resumido Passivo Saldos Var. % R$ milhões Jun/10 M ar/11 Jun/11 s /Jun/10 s /M ar/11 PASSIVO ,6 4,3 Circulante e Não Circulante ,6 4,3 Depósitos ,2 3,9 Depósitos à Vista ,6 2,7 Depósitos de Poupança ,4 (1,4) Depósitos Interf inanceiros ,7 (4,3) Depósitos a Prazo ,5 6,9 Outros Depósitos (100,0) (22,3) Captações no Mercado Aberto ,8 7,1 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos ,3 14,7 Obrigações por Títulos e Valores Mobiliários no Exterior ,3 2,4 Relações Interfinanceiras ,1 39,1 Relações Interdependências (1,5) (10,7) Obrigações por Empréstimos (19,3) 8,5 Empréstimos no Exterior (19,3) 8,5 Obrigações por Repasses do País - Instituições Oficiais ,6 (0,5) Tesouro Nacional (22,7) 3,3 BNDES ,7 (2,8) CEF ,0 17,6 Finame ,5 3,5 Outras Instituições ,4 (1,5) Obrigações por Repasses do Exterior (16,1) (0,7) Instrumentos Financeiros Derivativos ,5 (12,7) Outras Obrigações ,5 2,4 Cobrança e A rrecadação de Tributos e A ssemelhados ,4 14,8 Carteira de Câmbio ,8 (18,9) Sociais e Estatutárias ,4 39,9 Fiscais e Previdenciárias ,9 7,5 Negociação e Intermediação de V alores ,8 (0,8) Provisões Técnicas de Seguros, Previdência e Capitalização ,8 11,4 Fundos Financeiros e de Desenvolvimento (4,0) 2,2 Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (35,0) (6,1) Operações Especiais ,3 - Obrigações por Operações com Loterias Dívida Subordinada ,3 11,0 Passivo Atuarial ,1 1,6 Diversas ,5 1,9 Re sultados de Exe rcícios Futuros ,7 (2,0) Patrim ônio Líquido ,9 4,8 Capital ,1 0,1 (Capital a Realizar) (7.050) Reservas de Capital Reservas de Reavaliação (6,4) (0,4) Reservas de Lucros ,9 25,6 A juste ao V alor de Mercado -TVM e Derivativos ,5 14,9 Lucros ou Prejuízos A cumulados (A ções em Tesouraria) (31) (0) (0) (100,0) - Participações Minoritárias nas Controladas Contas de Resultado Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

34 2.2. Demonstração Resumida do Resultado Societário Tabela 27. Demonstração Resumida do Resultado Societário F luxo T rim e s t ra l V a r. % F luxo S e m e s t ra l V a r. % R$ m ilhõ es 2 T 10 1T 11 2 T 11 s / 2 T 10 s / 1T 11 1S 10 1S 11 s / 1S 10 Re ce itas da Inte rm e diação Finance ira ,1 9, ,4 Operações de Crédito ,6 7, ,3 Operações de Arrendamento Mercantil (20,3) 7, (29,4) Resultado de Operações com TVM ,8 13, ,7 Result. com Instrumentos Finan. Derivativos (29) (413) (878) 2.887,8 112,5 (262) (1.291) 393,4 Resultado de Operações de Câmbio ,2 215, ,7 Resultado das Aplicações Compulsórias ,9 9, ,2 Result. Fin. das Op. de Seg., Previ. e Cap ,4 5, ,8 De s pe s a da Inte rm e diação Finance ira (12.577) (14.986) (16.418) 30,5 9,6 (24.932) (31.403) 26,0 Operações de Captação no Mercado (9.055) (11.539) (12.774) 41,1 10,7 (17.548) (24.314) 38,6 Op. de Empréstimos, Cessões e Repasses (997) (816) (795) (20,2) (2,5) (1.900) (1.611) (15,2) Provisão para Créd. Liquidação Duvidosa (2.525) (2.631) (2.848) 12,8 8,3 (5.484) (5.478) (0,1) Re s ultado Bruto da Inte rm e diação Finance ira ,3 9, ,4 Outras Re ce itas /De s pe s as Ope racionais (1.789) (2.386) (2.546) 42,3 6,7 (3.684) (4.932) 33,9 Receitas de Prestação de Serviços ,6 1, ,8 Rendas de Tarifas Bancárias ,9 20, ,3 Despesas de Pessoal (3.105) (3.272) (3.531) 13,7 7,9 (6.125) (6.802) 11,1 Outras Despesas Administrativas (3.039) (3.133) (3.201) 5,3 2,1 (6.315) (6.334) 0,3 Outras Despesas Tributárias (944) (1.019) (1.084) 14,8 6,3 (1.808) (2.103) 16,3 Result. de Part. em Coligadas e Controladas 29 (20) (140) - 605,9 79 (159) - Result. de Op. com Seg., Prev. e Capitalização ,4 30, ,8 Outras Receitas Operacionais ,5 26, ,7 Outras Despesas Operacionais (2.173) (2.646) (3.552) 63,5 34,2 (4.142) (6.197) 49,6 Re s ultado Ope racional ,9 10, ,5 Resultado Não Operacional ,1 819, (44,4) Re s ultado Ante s da Tributação s / Lucro ,3 13, ,8 Imposto de Renda e Contribuição Social (1.473) (1.497) (1.705) 15,8 13,9 (2.715) (3.203) 18,0 Participações Estatutárias no Lucro (414) (443) (484) 17,1 9,2 (767) (928) 20,9 Participações Minoritárias 0 (0) (27) (27) - Lucro Atribuíve l ao Controlador ,2 13, ,4 Lucro Atribuíve l às Part. M inoritárias (0) (0) 27 - Lucro Líquido ,2 14, ,9 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

35 2.3. Demonstração do Resultado com Realocações Tabela 28. Demonstração do Resultado com Realocações F luxo T rim e s t ra l V a r. % F luxo S e m e s t ra l V a r. % R$ m ilhõ es 2 T 10 1T 11 2 T 11 s / 2 T 10 s / 1T 11 1S 10 1S 11 s / 1S 10 R e c e it a s da Int e rm e dia ç ã o F ina nc e ira ,5 7, ,3 Operaçõ es de Crédito (4) ,7 6, ,1 Operações de A rrendamento M ercantil (20,3) 7, (29,4) Resultado de Operaçõ es co m TVM ,8 13, ,7 Resultado co m Inst. Financeiro s Derivativo s (29) (413) (878) 2.887,8 112,5 (262) (1.291) 393,4 Resultado de Operaçõ es de Câmbio ,2 215, ,7 Resultado das A plicaçõ es Co mpulsó rias ,9 9, ,2 Resultado Fin. das Op. de Seguro s, P revid. e Capitalização ,4 5, ,8 Ganho (P erda) Cam bial s/ P L Fin. no Ext. (1) (5) (29) (124) 2.458,5 327,8 13 (153) - Outro s Rec. Op. co m Caract. de Interm. (2) (185) (110) - Hedge Fiscal (5) (15) (19) (82) 456,8 332,9 (6) (101) 1.464,4 D e s pe s a da Int e rm e dia ç ã o F ina nc e ira ( ) ( ) ( ) 3 5,0 9,8 ( ) ( ) 3 4,6 Operaçõ es de Captação no M ercado (3) (9.055) (11.539) (12.774) 41,1 10,7 (17.357) (24.314) 40,1 Op. de Emp., Cessõ es e Repasses (997) (816) (795) (20,2) (2,5) (1.900) (1.611) (15,2) M a rge m F ina nc e ira B rut a ,4 4, ,7 P rov. p/ Créd. de Liquidação Duvidosa (6) (22) (2.871) (2.629) (3.047) 6,1 15,9 (5.897) (5.677) (3,7) M a rge m F ina nc e ira Lí quida ,4 0, ,6 Rendas de Tarifas ,0 6, ,9 Receitas de P restação de Serviço s ,6 1, ,8 Rendas de Tarifas B ancárias ,9 20, ,3 Res. de Operaçõ es co m Seguro s, P rev. e Capitalização ,4 30, ,8 Despesas Tributárias s/ Faturam ento (5) (7) (909) (977) (1.027) 13,0 5,2 (1.747) (2.004) 14,7 M a rge m de C o nt ribuiç ã o ,9 3, ,0 Despesas A dm inistrativas (5.471) (5.692) (5.886) 7,6 3,4 (10.771) (11.578) 7,5 Despesas de P esso al (9) (2.937) (3.145) (3.364) 14,5 7,0 (5.788) (6.509) 12,5 Outras Despesas A dministrativas (8) (12) (2.534) (2.547) (2.522) (0,5) (1,0) (4.983) (5.069) 1,7 Outras Despesas Tributárias (7) (34) (40) (48) 41,8 18,2 (60) (88) 47,3 R e s ult a do C o m e rc ia l ,6 3, ,5 Risco Legal (239) (177) (188) (21,4) 5,8 (688) (365) (47,0) Demandas Cíveis (8) (10) (20) (21) 35 (98) (190) - 93,5 (203) (288) 41,8 Demandas Trabalhistas (9) (11) (21) (23) (274) (79) (485) (77) (84,1) Outro s Co mpo nentes do Resultado (563) (760) (483) (14,2) (36,5) (1.011) (1.243) 22,9 Res. de P art. em Co lig. e Co ntro l. (1) 34 9 (16) (7) - Res. De Outras Receitas/Despesas Operacio nais (596) (769) (467) (21,8) (39,3) (1.077) (1.236) 14,8 Outras Rec Op (2) (3) (4) (10) (11) (13) ,3 (17,4) ,7 P REVI (13) (14) ,9 107, ,1 Outras Desp Op (2) (6) (12) (15) (2.618) (2.980) (3.074) 17,4 3,1 (5.055) (6.053) 19,8 R e s ult a do O pe ra c io na l ,7 9, ,9 Resultado Não Operacio nal (19) (24) (70,3) (75,8) ,4 R e s ult a do A nt e s da T rib. s / o Luc ro ,3 9, ,8 IR e Co ntribuição So cial (5) (16) (26) (1.194) (1.474) (1.566) 31,1 6,2 (2.247) (3.040) 35,3 B enefício Fiscal de Juro s so bre/ o Capital P ró prio ,2 1, ,0 P articipaçõ es Estatutárias no Lucro (17) (25) (363) (442) (472) 30,0 6,7 (670) (914) 36,4 P articipaçõ es M ino ritárias - - (27) (27) - R e s ult a do R e c o rre nt e ,8 10, ,4 Itens Extraordinário s (67,8) 938, (84,2) A lienação de P articipaçõ es (19) (21,0) P lano s Eco nô mico s (20) (140) (42,2) (225) 27 - P assivo s Co ntigentes B ESC (21) P CLD A dicio nal (22) Reversão de P assivo s Trabalhistas (23) Ganho de Capital B B Seguro s P articipaçõ es (24) Efeitos Fiscais e P LR sobre Itens Extraordinário s (25) (26) (246) (8) (79) (67,8) 937,9 (560) (87) (84,5) A tivo A tuarial - A justes (18) Luc ro A t ribuí v e l a o C o nt ro la do r ,2 13, ,4 Luc ro A t ribuí v e l à s P a rt ic ipa ç õ e s M ino rit á ria s ( 0 ) ( 0 ) Luc ro Lí quido ,2 14, ,9 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

36 Abertura das Realocações Neste capítulo são demonstrados os ajustes realizados na Demonstração do Resultado para a obtenção da DRE com Realocações. Tais ajustes têm por objetivo: a) segregar os itens extraordinários e apresentar o resultado recorrente do período; b) alterar a disposição dos itens de receitas e despesas, para possibilitar um melhor entendimento do negócio e do desempenho da empresa; c) permitir que a Margem Financeira registrada no período reflita, efetivamente, o ganho de todos os ativos rentáveis, buscando informar ao mercado qual é o spread obtido pela divisão dessa Margem pelo saldo médio dos ativos rentáveis. Para tal foi necessário: Integrar, na Margem Financeira, as rendas com características de Intermediação Financeira contabilizadas em Outras Receitas Operacionais provenientes de ativos rentáveis registrados no grupamento de Outros Créditos do Balanço Patrimonial; Identificar, em item específico dentro da Margem Financeira, o Ganho (Perda) Cambial, no período, sobre os Ativos e Passivos Financeiros no Exterior (PL Financeiro); Manter na Margem Financeira valores relativos a reajustes cambiais negativos que foram contabilizados em Outras Receitas / Despesas Operacionais para evitar inversão de saldo de rubricas, cujas naturezas são de intermediação financeira; Identificar e anular os efeitos de operações de Hedge Fiscal, contratadas a partir do 4T08, sobre a Taxa Efetiva de Imposto e sobre a Margem Financeira. A seguir apresentamos tabela com a origem, destino e a descrição de cada realocação feita na DRE Societária. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

37 Tabela 29. Demonstrativo das Realocações e Itens Extraordinários R$ milhões IT EM D E P A R A EV EN T O 2 T 10 1T 11 2 T 11 1S 10 1S 11 1 Res. de Part. em Coligadas e Controladas Ganho(Perda) Cambial s/ PL Fin. no Ext. Ganho(Perda) Cambial s/ PL Fin. no Ext. (4,8) (28,9) (123,6) 12,9 (152,5) 2 Outras Rec eitas Operac ionais Outras Rec. de Op. c / Carac t. de Int. Fin. Rec. Operac. c om Carac t. de Interm. Financ eira 65,9 42,6-97,9 42,6 2 Outras Rec eitas Operac ionais Outras Rec. de Op. c / Carac t. de Int. Fin. Reajuste Cambial - 204,8 592,7 0,0 797,5 2 Outras Despesas Operac ionais Outras Rec. de Op. c / Carac t. de Int. Fin. Reajuste Cambial (8,5) (172,6) (777,6) (12,6) (950,2) 3 Outras Rec eitas Operac ionais Operaç ões de Captaç ão no Merc ado Reversão de Enc argos de Poupanç a ,0-4 Outras Rec eitas Operac ionais Rec eitas de Operaç ões de Crédito Rec eitas de Equalizaç ão 626,4 578,7 536, , ,5 5 Despesas Tributárias s/ Faturamento Hedge Fisc al Hedge Fisc al (1,6) (2,1) (8,9) (0,7) (11,0) 5 Imposto de Renda e Contribuiç ão Soc ial Hedge Fisc al Hedge Fisc al (13,2) (16,9) (73,3) (5,8) (90,3) 6 Prov. p/ Créditos de Liquidaç ão Duvidosa Outras Despesas Operac ionais PCLD sem Carac t. de Int. Financ eira 14,0 (1,1) 199,3 81,1 198,1 7 Outras Despesas Tributárias Despesas Tributárias s/ Faturamento Despesas Tributárias s/ Faturamento (910,4) (979,0) (1.036,3) (1.748,1) (2.015,3) 8 Outras Despesas Administrativas Demandas Cíveis Despesas de Demandas Judic iais (0,6) (80,9) (179,8) (325,4) (260,7) 9 Despesas de Pessoal Demandas Trabalhistas Provisão para Demandas Trabalhitas (168,0) (126,8) (166,8) (337,9) (293,6) 10 Outras Rec eitas Operac ionais Demandas Cíveis Reversão de Passivos Contigentes ,9-11 Outras Rec eitas Operac ionais Demandas Trabalhistas Reversão de Passivos Trabalhistas 39,9 47,6 169,0 566,7 216,7 12 Outras Despesas Administrativas Outras Despesas Operac ionais Verba de Relac ionamento Negoc ial (503,7) (505,4) (498,9) (1.006,2) (1.004,3) 13 Outras Rec eitas Operac ionais PREVI Revisão dos Ativos e Passivos Atuariais da Prev 1.107,9 624, , , ,1 14 PREVI (2T10) PREVI (1T10) Revisão dos Ativos e Passivos Atuariais da Prev 194, Outras Despesas Operac ionais (2T10) Outras Despesas Operac ionais (1T10) Revisão dos Ativos e Passivos Atuariais da Prev (35,8) Imposto de Renda e Contribuiç ão Soc ial (2T1Imposto de Renda e Contribuiç ão Soc ial (1T10 Revisão dos Ativos e Passivos Atuariais da Prev (59,0) Partic ipaç ões Estatutárias no Luc ro (2T10) Partic ipaç ões Estatutárias no Luc ro (1T10) Revisão dos Ativos e Passivos Atuariais da Prev (11,3) Ativo Atuarial PREVI - Ajustes (2T10) Ativo Atuarial PREVI - Ajustes (1T10) Ajustes Atuariais 88, Resultado Não Operac ional Alienaç ão de Partic ipaç ões Alienaç ão de Partic ipaç ões ,9 213,7 168,9 20 Demandas Cíveis Planos Ec onômic os Planos Ec onômic os (140,2) 17,2 10,0 (225,1) 27,2 21 Demandas Cíveis Passivos Contigentes (BESC) Passivos Contigentes (BESC) 104, ,6-21 Demandas Trabalhistas Passivos Contigentes (BESC) Passivos Contigentes (BESC) 145, ,7-22 Prov. p/ Créditos de Liquidaç ão Duvidosa PCLD Adic ional PCLD Adic ional 331, ,9-23 Demandas Trabalhistas Reversão de Passivos Trabalhistas Reversão de Passivos Trabalhistas ,4-24 Resultado Não Operac ional Ganho de Capital BB Seguros Partic ipaç ões Ganho de Capital BB Seguros Partic ipaç ões 114, ,0-25 Partic ipaç ões Estatutárias no Luc ro Efeitos Fisc ais e PLR sobre Itens ExtraordinárioEfeitos Fisc ais e PLR sobre Itens Extraordinários (39,6) (1,2) (12,7) (97,2) (13,9) 26 Imposto de Renda e Contribuiç ão Soc ial Efeitos Fisc ais e PLR sobre Itens ExtraordinárioEfeitos Fisc ais e PLR sobre Itens Extraordinários (206,5) (6,4) (66,6) (462,3) (73,0) Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

38 Glossário (1) Corresponde ao resultado das variações dos direitos e obrigações relativas a variações cambiais incorridas pela atualização periódica dos empréstimos e financiamentos pagáveis em moeda estrangeira. (2) Inclui as receitas e despesas financeiras de câmbio além de outras receitas operacionais com características de intermediação financeira. (3) Referente à reversão dos encargos de atualização dos depósitos de poupança registrados nos encerramentos dos semestres. Nos meses após o encerramento dos balanços, faz-se necessária essa realocação de forma a evidenciar corretamente a Margem Financeira Bruta. A partir do período 3T10 esse valor passou a ser contabilizado diretamente nas despesas da intermediação financeira na DRE societária não sendo mais necessárias realocações. (4) Referente às receitas de equalização de encargos sobre as operações de crédito rural. Os cálculos para equalização das taxas de juros são baseados nas portarias do Ministério da Fazenda, que determinam as fórmulas de cálculo, de acordo com a fonte de recursos. (5) Mecanismo para reduzir os efeitos de variação cambial sobre o resultado. (6) Despesas com PCLD para créditos sem característica de intermediação financeira. (7) Despesas tributárias realocadas para compor a Margem de Contribuição. (8) Despesas provenientes de demandas cíveis. (9) Despesas provenientes de demandas trabalhistas. (10) Reversão de saldos que, por força do plano de contas do Bacen (COSIF), não pôde ser contabilizada em Outras Despesas Administrativas na DRE societária. (11) Reversão de saldos que, por força do plano de contas do Bacen (COSIF), não pôde ser contabilizada em Despesas de Pessoal na DRE societária. (12) Parcela da verba de relacionamento negocial contabilizada em Outras Despesas Administrativas. (13) Receitas oriundas da revisão dos ativos e passivos atuariais da Previ. (14) a (18) Itens que compõem os desdobramentos das receitas e despesas oriundas da revisão dos ativos e passivos atuariais da PREVI ao fim de cada semestre, à luz da deliberação CVM 600/09. Foram realizadas realocações para equalizar os valores entre o 1º e o 2º trimestres de No 2S10, decidiu-se que essas receitas e despesas pertenceriam apenas ao trimestre de origem. (19) Alienação parcial de investimentos do conglomerado BB. No 2T11, venda de participação da Visa Internacional e na Mastercard. (20) Despesa com provisão proveniente de ações judiciais referentes aos planos econômicos. (21) Receita extraordinária proveniente de reversão de provisão para processos de demandas trabalhistas, cíveis e fiscais oriundos do Banco do Estado de Santa Catarina (BESC). (22) Reversão parcial de Provisão Adicional para Créditos de Liquidação Duvidosa constituída no 2º trimestre de (23) Reversão de provisão para demandas trabalhistas gerando receitas extraordinárias no 1T10. A partir do 4T09, a provisão passou a ser determinada de forma a cobrir a média dos valores efetivamente desembolsados pelo Banco em processos judiciais de mesma natureza (até então a provisão era definida com base no valor solicitado pelo requerente). O valor contabilizado como Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

39 extraordinário no 1T10 resultou da migração da base de demandas trabalhistas registradas nos controles do Banco Nossa Caixa para os métodos e sistemas do Banco do Brasil. (24) Receita extraordinária devido ao aumento da participação societária do Banco do Brasil na empresa Brasilprev. A participação cresceu de 50% para 75%. (25) e (26) Segregação dos efeitos de itens extraordinários do período sobre o pagamento de Participações nos Lucros e Resultados (PLR), e a unificação dos efeitos desses itens sobre os impostos (IR e CSLL). A tabela a seguir demonstra isoladamente o efeito de cada item extraordinário nos impostos e na PLR. Tabela 30. Efeitos Fiscais e Participação nos Lucros e Resultados sobre Itens Extraordinários Fluxo Trim e s tral Var. % Fluxo Se m e s tral V ar. % R$ milhões 2T10 1T11 2T11 s /2T10 s /1T11 1S10 1S11 s/1s10 Alienação de Participações - - (75) - - (96) (75) (22,1) Planos Econômicos 62 (8) (4) - (42,2) 100 (12) - Passivos Contigentes (BESC) (111) (111) - - PCLD Adicional (147) (147) - - Reversão de Passivos Trabalhistas (256) - - Ganho de Capital BB Seguros Participações (50) (50) - - Total (246) (8) (79) (67,8) 937,9 (560) (87) (84,5) Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

40 2.4. Composição Patrimonial Tabela 31. Composição Patrimonial Ativo e Passivo Saldos R$ milhões Jun/10 Part. % M ar/11 Part. % Jun/11 Part. % ATIVO , , ,0 Circulante e Não Circulante , , ,9 Disponibilidades , , ,2 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez , , ,3 Títulos e Valores Mobiliários e Instr. Financeiros Derivativos , , ,1 Relações Interfinanceiras , , ,5 Depósitos no Banco Central , , ,9 Compulsórios s/ Depósitos não Remunerados , , ,0 Compulsórios s/ Depósitos Remunerados , , ,9 Demais , , ,6 Relações Interdependências 110 0, , ,0 Operações de Crédito , , ,9 Operações de Arrendamento Mercantil , , ,4 Outros Créditos , , ,0 Carteira de Câmbio , , ,6 Crédito Tributário , , ,5 Ativo Atuarial , , ,3 Fundo de Destinação do Superávit - PREVI , ,9 Demais , , ,8 Outros Valores e Bens , , ,5 Pe rm ane nte , , ,1 Investimentos , , ,9 Intangível , , ,6 Demais , , ,6 PASSIVO , , ,0 Circulante e Não Circulante , , ,9 Depósitos , , ,8 Depósitos à Vista , , ,8 Depósitos de Poupança , , ,9 Depósitos Interfinanceiros , , ,3 Depósitos a Prazo , , ,9 Outros Depósitos 243 0,0 0 0,0 0 0,0 Captações no Mercado Aberto , , ,3 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos , , ,5 Relações Interfinanceiras , , ,4 Relações Interdependências , , ,2 Obrigações por Empréstimos , , ,1 Obrigações por Repasses do País - Instituições Oficiais , , ,7 Obrigações por Repasses do Exterior 104 0,0 87 0,0 87 0,0 Instrumentos Financeiros Derivativos , , ,5 Outras Obrigações , , ,5 Carteira de Câmbio , , ,0 Fiscais e Previdenciárias , , ,8 Provisões Técnicas de Seguros, Previdência e Capitalização , , ,3 Dívida Subordinada , , ,0 Passivo Atuarial , , ,8 Demais , , ,6 Re sultados de Exercícios Futuros 227 0, , ,0 Patrim ônio Líquido , , ,0 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

41 2.5. Composição do Resultado com Realocações Tabela 32. Composição do Resultado com Realocações Saldos R$ milhões 2T10 Part. % 1T11 Part. % 2T11 Part. % Margem Financeira Bruta , , ,5 Rendas de Tarifas , , ,3 Res. de Oper. com Seguros, Previd. e Capitaliz , , ,3 Resultado de Participações em Coligadas e Controladas 34 0,3 9 0,1 (16) (0,1) Resultado de Outras Receitas/Despesas Operacionais (596) (4,5) (769) (5,4) (467) (3,0) Re ce itas Ope racionais Totais , , ,0 Despesas A dministrativas Ampliadas (5.710) (42,6) (5.870) (40,9) (6.073) (39,2) Despesas A dministrativas (5.471) (40,9) (5.692) (39,7) (5.886) (38,0) Despesas de Pessoal (2.937) (21,9) (3.145) (21,9) (3.364) (21,7) Outras Despesas Administrativas (2.534) (18,9) (2.547) (17,8) (2.522) (16,3) Risco Legal (239) (1,8) (177) (1,2) (188) (1,2) Outras Despesas Tributárias (34) (0,3) (40) (0,3) (48) (0,3) Despesas Tributárias s/ Faturamento (909) (6,8) (977) (6,8) (1.027) (6,6) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (2.871) (21,4) (2.629) (18,3) (3.047) (19,7) Re s ultado Ope racional , , ,2 Resultado Não Operacional 15 0,1 19 0,1 5 0,0 Re s ultado Ante s da Trib. s / o Lucro , , ,2 Imposto de Renda e Participações no Lucro (1.557) (11,6) (1.916) (13,4) (2.037) (13,2) Participações Minoritárias (27) (0,2) Re s ultado Re corre nte , , ,9 Itens Extraordinários 310 2,3 10 0, ,6 Ativo Atuarial - A justes 88 0, Lucro Atribuíve l ao Controlador , , ,5 Lucro Atribuíve l às Participaçõe s M inoritárias ,2 Lucro Líquido , , ,7 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

42 3 - Crédito 3.1 Carteira de Crédito As tabelas seguintes apresentam a participação de cada segmento da carteira de crédito sobre a carteira total, além de tabela com números do SFN. Tabela 33. Carteira de Crédito Saldos Var. % R$ milhões Jun/10 Part.% M ar/11 Part.% Jun/11 Part.% s /Jun/10 s /M ar/11 Carte ira de Cré dito Clas s ificada (a) , , ,0 17,4 5,1 País , , ,5 16,8 4,7 Pe s s oa Fís ica , , ,0 21,2 5,2 CDC Consignação , , ,5 18,4 4,1 CDC Salário , , ,8 25,2 5,5 Financiamento a Veículos , , ,0 34,1 6,7 Financiamento Imobiliário , , ,1 99,5 22,5 Cartão de Crédito , , ,0 22,4 2,7 Cheque Especial , , ,8 (1,8) 1,5 Demais , , ,8 (7,1) 3,7 Pe s s oa Jurídica , , ,5 14,7 4,6 MPE¹ , , ,6 14,7 6,0 Médias e Grandes , , ,9 14,7 3,7 Agrone gócio , , ,0 14,5 4,1 Pessoa Física , , ,5 8,0 4,3 Pessoa Jurídica , , ,5 28,6 3,7 Exte rior , , ,5 27,2 12,1 TVM e Garantias (b) ,6 15,5 Carte ira de Cré dito Am pliada² (a + b) , , ,0 20,2 6,0 Pessoa Física , , ,1 21,2 5,2 Pessoa Jurídica , , ,4 21,4 6,6 Agronegócio , , ,3 14,7 4,1 Exterior , , ,2 25,1 11,6 (1) A partir do 2T11 o segmento MPE abrange empresas com faturamento anual até R$ 25 milhões, contra R$ 10 milhões para a indústria e R$ 15 milhões para comércio e serviços anteriormente utilizados. Os saldos de jun/10 e mar/11 foram revisados com este critério para manter a comparabilidade. (2) Inclui TVM privados e garantias prestadas. Tabela 34. Crédito SFN Saldos Var. % R$ milhões Jun/10 Se t/10 De z/10 M ar/11 Jun/11 s /Jun/10 s /M ar/11 SFN ,0 4,7 Pessoa Física ,9 5,5 Pessoa Jurídica ,5 3,9 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

43 3.1.1 Carteira de Crédito Pessoa Física As tabelas a seguir apresentam as principais linhas de crédito destinadas às pessoas físicas. Tabela 35. Carteira de Crédito Pessoa Física Saldos V ar. % R$ milhões Jun/10 Part.% M ar/11 Part.% Jun/11 Part.% s /Jun/10 s /M ar/11 CDC , , ,7 17,9 4,4 Crédito Consignado , , ,1 18,4 4,1 Empréstimo Pessoal , , ,7 0,2 3,6 CDC Salário , , ,9 25,2 5,5 Financiamento Imobiliário , , ,4 99,5 22,5 Financiamento a Veículos , , ,9 34,1 6,7 Cartão de Crédito , , ,4 22,4 2,7 Cheque Especial , , ,6 (1,8) 1,5 Microcrédito , , ,8 (2,1) (6,5) Demais , , ,2 (16,9) 7,0 Total , , ,0 21,2 5,2 Tabela 36. Crédito PF Participação de Mercado Jun/10 M ar/11 Jun/11 R$ milhões BB SFN Part.% BB SFN Part.% BB SFN Part.% Crédito Consignado , , ,1 Financiamento Imobiliário , , ,5 Financiamento a Veículos , , ,7 Tabela 37. Crédito Consignado Composição da Carteira Saldos Var. % Jun/10 Part.% M ar/11 Part.% Jun/11 Part.% s /Jun/10 s /M ar/11 Servidores Públicos , , ,4 17,9 4,3 Aposentados e Pensionistas do INSS , , ,6 40,9 6,0 Funcionários do Setor Privado , , ,0 (0,9) (1,8) Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

44 Tabela 38. Taxas e Prazos Médios Banco do Bras il CDC V e ículos Jun/10 M ar/11 Jun/11 Taxa média - % a.m 1,52 1,52 1,54 Prazo médio - meses 48,3 49,0 49,0 Le as ing V eículos Taxa média - % a.m 1,60 1,59 1,60 Prazo médio - meses 51,1 52,2 53,4 Financiam ento Im obiliário Ticket Médio - R$ mil 151,0 157,7 158,5 Prazo médio - meses 240,0 246,0 249,0 Cré dito Cons ignado Taxa média - % a.m 2,18 2,19 2,21 Prazo médio - meses 44,0 47,0 48,0 BV - Financiam e nto à Ve ículos Taxa média - % a.m 1,85 2,19 2,11 Prazo médio - meses 50,8 48,4 48,8 A tabela a seguir evidencia os saldos das carteiras adquiridas de crédito consignado e financiamento a veículos. Tabela 39. Carteiras Adquiridas Saldos Var. % R$ milhões Jun/10 Set/10 Dez/10 Mar/11 Jun/11 s/jun/10 s/mar/11 Crédito Consignado ,7 1,0 Financiamento a Veículos ,4 18,6 Total ,6 8,5 * A partir de set/10 as informações incluem as operações de crédito adquiridas pelo Banco Nossa Caixa. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

45 3.1.2 Carteira de Crédito Pessoa Jurídica A tabela a seguir apresenta as principais linhas de crédito destinadas às empresas. Tabela 40. Carteira de Crédito Pessoa Jurídica Saldos V ar. % R$ milhões Jun/10 Part.% M ar/11 Part.% Jun/11 Part.% s /Jun/10 s /M ar/11 Capital de Giro , , ,4 9,4 4,8 Investimento , , ,6 22,7 3,0 Recebíveis , , ,8 5,6 2,6 Conta Garantida , , ,8 (20,9) 2,7 ACC/ACE , , ,0 26,6 6,7 BNDES Exim , , ,2 42,4 (1,0) Cartão de Crédito , , ,6 115,2 25,8 Cheque Especial 253 0, , ,1 (27,3) (0,6) Demais , , ,4 5,3 1,4 Total , , ,0 14,7 4,6 O BB desembolsou R$ milhões em operações de repasses de BNDES no primeiro quadrimestre de 2011, o que representou 18,3% de participação no total dessas operações. Títulos e Valores Mobiliários Privados O Banco do Brasil atua no mercado de capitais como forma alternativa às linhas de crédito tradicionais por meio de emissões de debêntures, notas promissórias e cédulas de crédito bancário. Ressalte-se que parcela da demanda por crédito vem sendo atendida por essas subscrições, fato que impulsionou o desempenho da carteira de crédito com pessoas jurídicas nos dois primeiros trimestre do ano. Na tabela a seguir são apresentados os saldos desses títulos: Tabela 41. Títulos e Valores Mobiliários Privados Pessoa Jurídica Saldos Var. % R$ milhões Jun/10 Set/10 Dez/10 Mar/11 Jun/11 s/jun/10 s/mar/11 TVM Privados* ,0 22,1 Banco do Brasil ,0 25,5 BV ,9 5,2 * TVM emitidos no país registrados conforme Circular Bacen em Disponíveis para venda. Crédito para Comércio Exterior Os empréstimos de ACC/ACE encerraram o trimestre com saldo superior ao observado no 1T11 e 2T10. Essa linha de crédito é fortemente influenciada pelo comportamento da taxa de câmbio R$/US$, que apresentou valorização de 4,2% no 2T11 em relação ao 1T11, e de 13,3% frente ao 2T10. Tabela 42. ACC/ACE Volume Médio por Contrato Saldos Var. % ACC/ACE 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 s/2t10 s/1t11 Volume Contratado (US$ milhões) ,9 40,0 Quantidade de Contratos (7,6) 9,8 Volume Médio por Contrato (US$ mil) ,1 27,5 No 2T11, o Banco do Brasil manteve elevados desembolsos no mercado de câmbio de exportação e de importação, com volumes de US$ 19,1 bilhões e de US$ 11,2 bilhões, respectivamente, o que representou market share de 29,5% e 22,2%, na mesma ordem. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

46 Crédito para Micro e Pequenas Empresas - No atendimento às micro e pequenas empresas, o Banco do Brasil manteve-se como principal parceiro do segmento. Ao final do 2T11, o BB possuía 2,2 milhões de contas correntes com 2,0 milhões de clientes micro e pequenas empresas. Aproximadamente 490 mil recebiam atendimento por gerentes de relacionamento especializados. O BB também vem consolidando sua participação junto ao segmento de cooperativas de crédito, disponibilizando produtos e serviços adequados à necessidade deste mercado. Dentre os produtos, destaca-se o Serviço de Integração à Compe/SPB, por meio do qual as cooperativas de crédito e seus cooperados têm acesso ao Sistema de Compensação de Cheques e Outros Papéis e ao Sistema de Liquidação de Pagamentos e Transferências (SPB). Esse serviço permitiu disponibilizar produtos bancários a 400,4 mil cooperados, vinculados a 337 cooperativas de crédito, colaborando com inovação na oferta de soluções em produtos e formatos de venda, funções essenciais para o crescimento da competitividade do BB e manutenção das parcerias. Em junho de 2011, o BB apoiava 204 Arranjos Produtivos Locais (APL), prestando atendimento a 20,6 mil empreendimentos. Contribuindo para o crescimento sustentável das localidades onde estão inseridos os APL, foram disponibilizados R$ 2,2 bilhões até o final do 2T11. O saldo das operações para MPE, em jun/11, foi de R$ 59,9 bilhões, incremento de 14,7% em relação ao mesmo período de 2010, considerando-se a mudança de critério de enquadramento de empresas no segmento MPE que passou a abranger empresas com faturamento anual até R$ 25 milhões, contra R$ 10 milhões para indústria e R$ 15 milhões para comércio e serviços anteriormente utilizados. A tabela a seguir apresenta as principais linhas de crédito destinadas às MPE. Tabela 43. Produtos de Crédito de MPE * Saldos Var. % R$ milhões Jun/10 Part.% Mar/11 Part.% Jun/11 Part.% s/jun/10 s/mar/11 Giro , , ,1 11,6 7,3 Investimento , , ,9 21,5 2,2 Comércio Exterior 846 1, , ,1 45,8 16,4 Total , , ,0 14,7 6,0 * A partir do 2T11 o segmento MPE abrange empresas com faturamento anual até R$ 25 milhões, contra R$ 15 milhões anteriormente utilizados. Os saldos de jun/10 e mar/11 foram revisados com este critério para manter a comparabilidade. Dentre as linhas de crédito para capital de giro merecem destaque: a) o BB Giro Rápido - capital de giro sem exigências de garantias reais, que no 2T11 atingiu o saldo de R$ 6,3 bilhões, representando 14,8% do bloco de capital de giro; b) o BB Giro Empresa Flex - capital de giro e financiamento para aquisição de bens e serviços, sendo que o cliente pode definir a forma de pagamento do empréstimo de acordo com fluxo de caixa da empresa. Alcançou o saldo de R$ 12,3 bilhões, representando 28,8% do bloco de capital de giro; c) o BB Giro Recebíveis - crédito para capital de giro contratado na forma de teto rotativo com garantia de recebíveis (cheques pré-datados e duplicatas), que alcançou o saldo de R$ 1,6 bilhão ao final do 2T11; Em relação ao financiamento de investimento às MPE merecem destaque: a) o Cartão BNDES - produto em que o BB tem liderança total (valores desembolsados, quantidade de cartões e quantidade de transações), alcançou ao final de junho R$ 7,4 bilhões de desembolso acumulado desde o início da sua comercialização, representando incremento de R$ 3,8 bilhões nos últimos 12 meses, com 66% dos cartões emitidos no mercado; Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

47 b) o Proger Urbano Empresarial - principal linha de crédito de investimentos apresentou saldo de R$ 4,2 bilhões; c) as operações do FINAME - atingiram o saldo de R$ 3,3 bilhões em junho de O Fundo de Garantia de Operações (FGO) é um mecanismo que complementa em até 80% as garantias exigidas das pessoas jurídicas em empréstimos e financiamentos bancários e amplia a oferta de crédito às empresas, em especial às de micro e pequeno portes, com taxas ainda mais competitivas. Ao final do 2T11, havia 436,9 mil operações com cobertura do FGO, totalizando o saldo aplicado de R$ 8,2 bilhões. As operações garantidas por esse Fundo representam de 24,9% dos desembolsos observados nas linhas que admitem a vinculação dessa garantia. Outro importante mecanismo para viabilizar a contratação de operações de financiamentos de investimentos é o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe). Constituído com recursos do Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Fampe complementa em até 80% o valor das garantias necessárias à realização de operações com micro e pequenas empresas de faturamento bruto anual de até R$ 2,4 milhões. Ao final do 2T11, o saldo devedor das operações garantidas pelo Fampe atingiu R$ 3,9 bilhões, sendo o saldo devedor garantido de R$ 2,9 bilhões. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

48 3.1.3 Carteira de Crédito de Agronegócios O Agronegócio é um dos principais setores da economia brasileira, tendo fundamental importância para o crescimento do País. O Banco do Brasil, no seu papel de agente de políticas públicas, representa um elo entre o Governo e o produtor rural, atuando como o maior financiador do agronegócio em todos os segmentos e etapas da cadeia produtiva, do pequeno produtor às grandes empresas agroindustriais. As perspectivas para a safra de grãos 2011/12 seguem otimistas. Os custos deverão apresentar algum ajuste para cima, mas as margens continuarão positivas, tendo em vista a pressão de demanda mundial por milho, soja, trigo e outros grãos frente à produção insuficiente para repor os reduzidos estoques. A Balança Comercial Brasileira teve, até junho/2011, um superávit de US$ 13 bilhões. O volume verificado é sustentado pelo saldo positivo na Balança Comercial do Agronegócio Brasileiro, que no mesmo período registrou superávit de US$ 34,8 bilhões, conforme figura abaixo: US$ bilhões 60,0 63,1 54,9 42,7 46,1 49,7 40,0 34,8 24,7 24,6 20,3 13, S11 Agronegócio Brasil Fonte: MAPA Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Figura 7. Balança Comercial (FOB) As tabelas a seguir mostram o volume das exportações abertas pelos principais produtos e a participação brasileira no agronegócio internacional. Tabela 44. Exportações US$ milhões S11 Complexo de Soja Carnes Couros, Produtos de Couro e Peleteria Complexo Sucroalcooleiro Produtos Florestais Café, Chá-mate e Especiarias Sucos de Frutas Fumo e seus Produtos Demais Produtos Total Fonte: MAPA Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

49 Tabela 45. Participação do Brasil no Agronegócio Mundial Produção Exportação % Com é rcio M undial Café 1º 1º 27% Suco de Laranja 1º 1º 83% Carne Bovina 2º 1º 21% Açúcar 1º 1º 49% Complexo de Soja 2º 2º 34% Carne de Frango 3º 1º 37% Milho 3º 3º 9% Algodão 5º 3º 12% Fonte: USDA PSD online A performance do setor nos últimos anos deve-se à busca permanente de novas tecnologias e valorização dos serviços prestados pelos profissionais da área, sempre visando a rentabilidade e a continuidade dos empreendimentos. Tais melhorias de tecnologia e na qualidade das assistências técnicas permitiram um aumento da produção brasileira em volume muito superior ao da abertura de novas terras. Na figura seguinte, visualiza-se a evolução da produção por área plantada, resultado de ganhos de produtividade. Produção / Área (milhões) /97 97/98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11 Produção (milhões de ton.) Área (milhões de ha) Produtividade (ton. / ha) Produtividade (ton. / ha) Figura 8. Produção vs. Área Plantada Agronegócios no BB A distribuição das operações de agronegócios por região do País mostra as regiões Sul e Sudeste como mais relevantes. Tabela 46. Carteira de Crédito de Agronegócios por região Re gião Participação - % Norte 2,5 Nordeste 4,4 Centro-Oeste 17,9 Sudeste 43,4 Sul 31,7 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

50 O crédito rural financia o custeio da produção e da comercialização de produtos agropecuários e estimula os investimentos rurais, incluindo armazenamento, beneficiamento e industrialização dos produtos agrícolas. Ainda, incentiva a introdução de métodos racionais no sistema de produção. A atividade agropecuária respeita o calendário agrícola, chamado de ano-safra, que se inicia em julho de cada ano e termina em junho do ano seguinte. Neste contexto, a safra 2010/2011 encerrou-se em jun/11. A safra atual (2011/2012) inicia-se em jul/11 e finda em jun/12. No primeiro trimestre do ano-safra, são demandados recursos para o plantio (custeio) da safra de verão e ocorre concentração dos pagamentos dos recursos de custeio emprestados na safra de verão do ano-safra anterior. Entre outubro e dezembro a demanda por recursos de custeio continua, porém em volume inferior ao do primeiro trimestre da safra. No terceiro trimestre da safra (janeiro a março) se inicia a demanda por financiamentos de custeio da safra de inverno e da safra de verão das regiões norte/nordeste. Já no último trimestre do ano-safra ganha importância a demanda por recursos de comercialização, pois se trata do período de colheita. A carteira rural do SFN alcançou R$ milhões em jun/11, elevação de 12,6% em doze meses e de 2,3% sobre mar/11. A carteira rural representou 21,0% do total do portfólio BB no 2T11. O BB mantém-se como maior parceiro do agronegócio brasileiro com market share de 61,9%. A tabela a seguir apresenta a destinação da carteira de agronegócio do BB segmentada em linhas de custeio, investimento e comercialização. Tabela 47. Carteira de Crédito de Agronegócios por Destinação Saldos Var. % R$ milhões Jun/10 Part.% Mar/11 Part.% Jun/11 Part.% s/jun/10 s/mar/11 Custeio , , ,8 (2,2) 4,4 Investimento , , ,0 17,8 4,1 Comercialização , , ,1 (12,9) 9,9 Agroindustrial , , ,4 49,4 10,4 Demais , , ,6 50,4 (29,5) Total , , ,0 14,6 4,1 A tabela a seguir detalha a carteira de agronegócio por linhas de crédito. Merecem destaque: a) O Pronamp, produto que oferece crédito fixo para custeio agrícola e pecuário, além de suporte financeiro para investimentos fixos e semifixos; e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Pronaf visa o financiamento ao custeio da atividade agrícola; b) O FCO Rural, que oferece suplemento financeiro para custeio e investimento para o produtor rural da região Centro-Oeste; c) Os produtos BNDES/Finame Rural, que têm como objetivo financiar os investimentos em modernização de máquinas e equipamentos destinados à produção rural. O apoio financeiro destinado às agroindústrias que comercializam, beneficiam ou industrializam produtos agropecuários tem se intensificado e são destacados na linha de Comercialização e Industrialização de Produtos Agropecuários. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

51 Tabela 48. Carteira de Crédito de Agronegócios por Linha de Crédito Saldos V ar. % R$ milhões Jun/10 Part.% M ar/11 Part.% Jun/11 Part.% s /Jun/10 s /M ar/11 Custeio Agropecuário , , ,8 5,8 4,9 Comerc. e Indus. de Prod. A gropec , , ,6 26,4 9,1 Pronaf /Pronamp , , ,7 19,5 4,5 FCO Rural , , ,6 12,0 4,1 BNDES/Finame Rural¹ , , ,1 (27,0) (18,9) Demais , , ,1 57,7 11,0 Total , , ,0 14,5 4,1 (1) A redução verificada no saldo deve-se a descontinuidade da linha BNDES Procer. A tabela a seguir detalha o saldo das operações de crédito destinadas ao agronegócio por item financiado: Tabela 49. Carteira de Crédito de Agronegócios por Item Financiado R$ milhões V ar. % Ite ns Financiados Jun/10 Part.% M ar/11 Part.% Jun/11 Part.% s /Jun/10 s /M ar/11 Bovinocultura , , ,0 22,6 8,4 Soja , , ,4 22,7 0,3 Milho , , ,5 6,4 18,2 Cana , , ,8 (1,0) (2,3) Maquinas e Implementos , , ,4 5,5 4,7 Café , , ,6 (11,9) 6,2 Arroz , , ,4 11,0 9,0 Avicultura , , ,1 (42,5) 4,2 Algodao 688 1, , ,4 63,9 19,8 Suinocultura 716 1, , ,9 3,0 7,6 Outros , , ,6 16,3 2,2 Total , , ,0 14,5 4,1 *A partir de set/09 a carteira do BNC foi incluída. Em sua atuação no financiamento do agronegócio brasileiro, o Banco do Brasil atinge todos os segmentos, desde o pequeno produtor às empresas agroindustriais. A tabela a seguir revela essa atuação, mostrando que, enquanto o financiamento aos mini e pequenos produtores responde por 76,0% do total de contratos (20,6% dos valores contratados), os financiamentos a médios de grandes produtores atingem 23,5% dos contratos (71,9% dos volumes financiados). As informações contidas na tabela a seguir contemplam os valores contratados na safra 2010/2011, mas não efetivamente liberados, informação essa que está elucidada na tabela Plano de Safra 2010/2011 a seguir, neste capítulo. Tabela 50. Recursos Contratados na Safra 2010/2011 por Porte do Cliente R$ milhões Qtde. Contratos (unid) Qtde. Contratos - % Valor Contratado Valor Contratado - % Mini Produtor , ,8 Pequeno Produtor , ,8 Médio e Grande Produtor , ,9 Cooperativas A gropecuárias , ,5 Total , ,0 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

52 A tabela a seguir mostra a visão por porte de cliente em relação ao saldo total da carteira de crédito do agronegócio. Tabela 51. Carteira de Agronegócios por Porte R$ milhões Segmento M ar/10 Jun/10 Se t/10 De z/10 M ar/11 Jun/11 Mini Pequeno Médio e Grande Cooperativas BNC Total Na figura seguinte, apresentamos a distribuição do saldo da Carteira de Crédito de Agronegócios por tipo de pessoa. R$ bilhões 22,5 26,0 26,1 27,9 28,9 47,8 48,0 48,9 49,5 51,6 Jun/10 Set/10 Dez/10 Mar/11 Jun/11 Pessoa Jurídica Pessoa Física Figura 9. Carteira de Crédito de Agronegócios por Tipo de Pessoa A seguir, é apresentada a Carteira de Crédito de Agronegócios por fonte de recursos: R$ bilhões 9,6 10,9 11,9 11,5 14,7 5,3 4,8 4,1 3,7 3,4 7,7 7,9 7,6 7,8 8,1 5,7 7,7 7,1 7,5 6,1 5,9 3,1 1,3 1,1 1,0 36,0 39,7 43,0 45,7 47,2 Depósitos a Vista Poupança FAT FCO BNDES/Finame Demais Jun/10 Set/10 Dez/10 Mar/11 Jun/11 Figura 10. Carteira de Crédito de Agronegócios por Fonte de Recursos Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

53 Nos financiamentos rurais e agroindustriais o BB utiliza 76,9% de recursos próprios (depósitos a vista e poupança rural), conforme figura acima. Além destes, o BB também repassa recursos do BNDES, FAT e de Fundos Institucionais, tais como FCO e Funcafé. O Banco utiliza as fontes de recursos da Poupança-ouro, Depósitos à Vista, Fundo de Amparo ao Trabalhador-FAT, Tesouro Nacional, Fundo de Defesa da Economia Cafeeria-Funcafé e Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste FCO em financiamentos rurais com taxas reduzidas. Para tornar essa intermediação viável, o Tesouro Nacional e o Fundo Constitucional pagam ao Banco, na forma de equalização, a diferença entre o valor cobrado do tomador do crédito, o custo da captação, o risco de crédito e os custos administrativos e tributários. Adicionalmente, são estabelecidos fatores de ponderação para os financiamentos contratados com recursos de depósitos à vista e de poupança. A figura a seguir mostra o histórico do recebimento de receitas a título de equalização de taxas e fator de ponderação. R$ milhões T10 3T10 4T10 1T11 2T11 Receitas de Equalização Fator de Ponderação Figura 11. Receitas de Equalização e Fator de Ponderação Neste trimestre o saldo das receitas de equalização, incluindo fator de ponderação, caiu 4,5% sobre o 1T11, tendo em vista a redução do saldo de recursos equalizáveis conforme tabela a seguir. Fator de ponderação é um multiplicador aplicado sobre determinadas operações de crédito rural para fins de cumprimento das exigibilidades bancárias. Tal instrumento confere rentabilidade ao Banco do Brasil mediante a liberação de recursos para o caixa (remuneração TMS). Com o uso do fator de ponderação, a cada R$ 1,0 aplicado em operações de crédito rural sujeitas a esse mecanismo, o BB está autorizado a aplicar o multiplicador (variável conforme linha de crédito e estipulado em Resolução do CMN). A diferença entre o resultado da aplicação desse multiplicador e o valor originalmente aplicado é liberada para utilização no caixa do BB. Para a safra 2010/11, o Banco do Brasil voltou a utilizar o fator de ponderação de forma mais intensa, visto as projeções de recursos de Depósitos à Vista e Depósitos de Poupança. A tabela a seguir evidencia a distribuição dos recursos equalizáveis da carteira de agronegócios do BB. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

54 Tabela 52. Recursos Equalizáveis da Carteira de Agronegócios Var. % R$ milhões Jun/10 Set/10 Dez/10 Mar/11 Jun/11 s/jun/10 s/mar/11 Recursos Equalizáveis ,4 (2,4) Custeio (3,0) (5,1) Investimento ,7 5,1 Comercialização (28,9) (26,9) Recursos Não- Equalizáveis ,6 7,8 Total da Carteira Agronegócio ,5 4,1 A tabela seguinte mostra a utilização de mitigadores de risco na contratação de operações. Tabela 53. Seguro Agrícola e Proagro Contratação Var. % R$ milhões Safra 09/10 Safra 10/11 s/jun/10 Custeio Agrícola ,7 Total com Mitigador ,7 Proagro ,7 Seguro Agrícola (20,6) Proteção de Preço Sem Mitigador ,1 Custeio Pecuário ,6 Investimento ,6 Créd. Agroindustrial / Procer (14,5) Comercialização ,3 Total ,6 Desde a safra 2006/07 o Banco do Brasil passou a exigir de forma conjugada a contratação de proteção contra intempéries climáticas (Seguro Agrícola ou Proagro) nas operações de custeio agrícola. Desde então a estratégia vem sendo mantida e aperfeiçoada a cada nova safra, inclusive a oferta massificada de opções no decorrer da safra 2009/10. A estratégia de mitigação leva em consideração diversas informações das operações demandadas pelos clientes, tais como risco do cliente, cultura a ser financiada, local do financiamento. Essas informações permitem direcionar o mecanismo de proteção (Seguro Agrícola/Proagro ou Opções) mais adequado ao perfil de risco de cada operação. O atual momento do agronegócio brasileiro e o cenário favorável para a safra 2011/12 resultam em melhoria da qualidade da carteira de crédito rural e das contratações que estão sendo realizadas. Com isso, a necessidade de uso do mecanismo de mitigação de riscos é menor. Neste trimestre, as contratações de operações ocorrem em culturas que usualmente não necessitam de seguro. As contratações de operações seguradas, principalmente soja, milho e algodão, concentram-se no segundo semestre de cada ano, fato que explica a redução no percentual mitigado na safra atual. A figura a seguir evidencia o percentual das operações de custeio agrícola contratadas com mitigadores de risco desde a safra 2008/09. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

55 Safra 2008/2009 Safra 2009/2010 Safra 2010/ % 38% 62% 38% 62% 53% Figura 12. Percentual das operações contratadas com mitigadores de risco A tabela seguinte mostra o comparativo do desembolso da safra 2010/11 com a do ano 2009/10, detalhando a finalidade do crédito e sua destinação. Tabela 54. Plano de Safra 2010/2011 R$ milhões Safra 09/10 (A) Safra 10/11 (B) Var. (%) (B/A) Fam iliar (3,7) Custeio (0,5) Inv es timento (7,1) Empresarial ,1 Custeio ,1 Inv es timento ,6 Comercialização ,6 Total ,9 Detalhamos a seguir as quatro principais culturas do custeio agrícola, com o percentual de participação no custeio da safra 2010/11 e a concentração por estado das lavouras dessas culturas. Tabela 55 Custeio Perfil das Contratações Soja Milho Arroz Algodão 33,0% 14,0% 6,0% 2,2% PR 29,4% PR 21,0% RS 78,7% MT 27,7% GO 17,3% MG 20,0% SC 12,5% BA 25,3% RS 16,8% RS 17,3% PR 1,6% GO 15,7% MT 9,5% SC 15,9% MS 1,4% SP 12,8% Apresentamos, a seguir, detalhamentos de preço e custo das culturas de milho e soja no histórico das últimas safras. A margem é representada pelo percentual das receitas líquidas dos custos envolvidos em cada cultura, ou seja, a parte destinada ao produtor. Os valores de preço e custo das culturas têm como referência o estado do Paraná, utilizando-se os principais municípios para a confecção de média proporcional. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

56 % Margem - Soja 51,9 65,0 47,1 54,3 35,8 34,8 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11 R$/kg Evolução Preço e Custo - Soja 0,74 0,76 0,70 0,50 0,54 0,43 0,40 0,28 0,35 0,24 0,26 0,32 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11 Safras Preço Custo Safras % Margem - Milho 56,4 52,8 45,6 24,0 22,4 16,8 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11 Safras R$/kg Evolução Preço e Custo - Milho 0,39 0,34 0,27 0,25 0,23 0,19 0,16 0,21 0,16 0,13 0,18 0,17 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11 Safras Preço Custo Figura 13. Relação Preço/Custo de Soja e Milho Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

57 3.2 Risco de Crédito As despesas de provisão para risco de crédito (PCLD) cresceram 6,1% em relação ao 2T10, percentual inferior ao crescimento da carteira de crédito, que foi de 17,4% no mesmo período. No semestre, as despesas de provisão apresentaram redução de 3,7% sobre igual período do ano anterior. Essa evolução está em linha com a melhora na qualidade da carteira de crédito. A relação entre as despesas de provisões contra a carteira total média ambas acumuladas em 12 meses foi de 3,0% no 2T11, apresentando melhora de 110 pontos base em relação a igual período de 2010 e estabilidade em relação ao 1T11. Tabela 56 Despesas de PCLD sobre Carteira de Crédito R$ milhões 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 (A) Despesas de PCLD Trimestral (2.871) (2.639) (2.139) (2.629) (3.047) (B) Despesas de PCLD 12 Meses (11.864) (11.486) (10.675) (10.278) (10.454) (C) Carteira de Crédito (D) Média da Carteira 3 Meses (E) Média da Carteira 12 Meses Despesas sobre Carteira (A/D) - % 0,9 0,8 0,6 0,7 0,8 Despesas sobre Carteira (B/E) - % 4,1 3,8 3,3 3,0 3,0 Na figura a seguir é detalhada a PCLD, segregando as provisões mínimas exigidas pela Resolução CMN nº 2.682/99 do total contabilizado. Em jun/11, a provisão total apresentou aumento de 4,2% em relação ao observado em mar/11, e redução de 2,0% em doze meses. Não obstante a melhora nos índices de qualidade da carteira, o BB mantém a prudência em relação ao saldo das provisões para risco de crédito e ao percentual de cobertura da carteira. O saldo das provisões encerrou o trimestre em R$ milhões, o que proporciona cobertura de 226,5% das operações vencidas há mais de 90 dias. R$ milhões Jun/10 Set/10 Dez/10 Mar/11 Jun/11 Provisão Adicional Provisão Mínima Total de Provisão Figura 14. Abertura das Provisões Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

58 Nas tabelas seguintes são apresentados os principais indicadores de atraso e provisão. Cabe notar que a inadimplência recente de dias apresentou alta sazonal no 1T11. Isto acarretou elevação dos saldos e provisões nos níveis de risco (D-H), relativos à inadimplência acima de 90 dias, no 2T11, níveis de risco que demandam volume maior de provisão. Essa migração dos saldos e provisão impactou as despesas de PCLD do 2T11. Tabela 57. Índices de Atraso R$ milhões 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 Carteira de Crédito Operações Vencidas + 15 dias Operações Vencidas + 15 dias/carteira de Crédito 4,6 4,4 3,7 4,0 3,8 Operações Vencidas + 60 dias Operações Vencidas + 60 dias/carteira de Crédito 3,1 3,1 2,7 2,5 2,5 Operações Vencidas dias/carteira de Crédito 1,4 1,3 1,1 1,5 1,3 Operações Vencidas+ 90dias Operações Vencidas + 90dias/Carteira de Crédito 2,7 2,7 2,3 2,1 2,0 Operações Vencidas dias/carteira de Crédito 1,8 1,8 1,5 1,9 1,7 Operações Vencidas + 90 dias/carteira de Crédito - SFN 3,7 3,4 3,2 3,2 3,4 Baixa para Prejuízo Recuperação (757) (1.052) (863) (855) (953) Saldo Perda Saldo Perda/Carteira de Crédito - anualizado 2,5 1,8 2,4 2,3 1,5 Provisão Provisão/Carteira de Crédito - % 5,5 5,3 4,8 4,7 4,6 Provisão/Operações Vencidas + 15dias - % 121,6 120,1 128,9 115,7 122,0 Provisão/Operações Vencidas + 60dias - % 176,1 171,3 182,2 185,2 186,1 Provisão/Operações Vencidas + 90dias - % 203,9 201,0 212,1 221,8 226,5 A figura seguinte apresenta as variações dos saldos de carteira e provisão entre os trimestres, dos níveis de risco D a H, assim como a inadimplência entre 15 e 89 dias. A inadimplência recente é apresentada defasada em um trimestre para demonstrar os efeitos de seu crescimento no agravamento de risco e nível de provisionamento do período seguinte. A queda de 20 bps na última verificação do índice de inadimplência recente demonstra que o crescimento das provisões em decorrência da migração de risco foi um fenômeno sazonal. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

59 1,2 Crise Econômica 2,0 1,9 1,6 1,4 2,2 1,9 2,0 Sazonalidade 1,8 1,8 1,9 1,7 1,5 Set/08 Dez/08 Mar/09 Jun/09 Set/09 Dez/09 Mar/10 Jun/10 Set/10 Dez/10 Mar/11 Jun/11 Var. da carteira D-H - R$ milhões Inadimplênca recente 15 a 89 dias - % Figura 15. Variação da inadimplência, carteira e provisão Var. da provisão D-H - R$ milhões A seguir, a tabela mostra as variações entre os trimestres dos saldos de carteira e provisão desde setembro de Tabela 58. Variação Absoluta de Saldo e Provisão R$ milhões Dez/08 Mar/09 Jun/09 Set/09 Dez/09 Mar/10 Jun/10 Set/10 Dez/10 Mar/11 Jun/11 Saldo AA-C Provisão AA - C 182 (89) Saldo D-H (1.717) (366) (666) (197) 133 (1.959) Provisão D-H (431) (271) (937) (347) 568 Saldo Total Provisão Total (332) (144) (837) (299) 676 A tabela a seguir mostra que o risco médio da carteira do BB apresentou estabilidade em relação ao trimestre imediatamente anterior e queda na comparação em doze meses, sendo inferior ao registrado pelo SFN. Tabela 59. Risco Médio da Carteira Jun/10 Set/10 Dez/10 Mar/11 Jun/11 Risco Médio BB - % 5,0 4,8 4,3 4,2 4,2 Risco Médio SFN - % 6,2 5,8 5,6 5,5 5,6 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

60 3.2.1 Carteira Total As operações classificadas nos níveis de risco de AA-C no 2T11 (93,6%) apresentaram melhora em relação ao observado em jun/10 (92,5%). O BB apresenta níveis de risco melhores do que o observado no SFN nessa mesma classificação. Tabela 60. Carteira de Crédito Total por Nível de Risco R$ milhões Jun/10 M ar/11 Jun/11 SFN¹ Saldo Provis ão Com p. % Saldo Provis ão Com p. % Saldo Provis ão Com p. % AA , , ,5 23,4 A , , ,2 42,2 B , , ,5 16,9 C , , ,4 9,7 D , , ,4 2,5 E , , ,6 0,9 F , , ,5 0,8 G , , ,4 0,6 H , , ,4 3,0 Total , , ,0 100,0 AA -C , , ,6 92,2 D-H , , ,4 7,8 *A partir de set/10 contempla 100% das operações do Banco Nossa Caixa Carteira de Crédito Pessoa Física A carteira de crédito pessoa física não considera as operações da parceria realizada com o BV. As operações classificadas com nível de risco AA-C alcançaram 90,9% no 2T11, indicando melhora frente ao percentual de 90,7% observado em jun/10. Em relação ao trimestre anterior, a carteira de crédito pessoa física cresceu 5,1% no 2T11 e a PCLD aumentou 6,8%. A elevação da PCLD decorreu do aumento das operações classificadas como risco D- H (acima de 90 dias) no 2T11, por conta de efeito defasado do aumento sazonal na inadimplência entre 15 e 89 dias verificado no 1T11. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

61 Tabela 61. Carteira de Crédito de Pessoa Física por Nível de Risco Jun/10 Mar/11 Jun/11 R$ milhões Saldo Provisão Comp. % Saldo Provisão Comp. % Saldo Provisão Comp. % AA 310-0, , ,7 A , , ,0 B , , ,4 C , , ,9 D , , ,0 E , , ,5 F , , ,7 G , , ,6 H , , ,3 Total , , ,0 AA-C , , ,9 D-H , , ,1 Não constam operações do Banco Votorantim. Na tabela seguinte é apresentada a movimentação da PCLD da carteira de crédito de pessoa física. Tabela 62. Movimentação da PCLD Pessoa Física R$ milhões 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 Carteira de Crédito de Pessoa Física¹ Provisão Inicial Migração de Risco a) Piora de Risco b) Melhora de Risco (383) (329) (330) (241) (314) 2 - Contratações Perdas (922) (996) (1.060) (1.124) (965) Total ( ): Outros Impactos² (96) 56 6 Provisão Final Provisão Exigida pela Res. CMN Fluxo da Provisão - R$ milhões a) Provisão Adicional b) Despesas de Provisão Provisão / Carteira - % 7,2 7,1 6,8 6,7 6,8 Fluxo da Provisão / Carteira - % 1,9 1,8 1,1 1,3 1,4 Op. Vencidas +15 dias/carteira 6,8 6,2 5,3 5,8 5,4 Op. Vencidas +90 dias/carteira 3,9 3,6 3,3 3,0 3,0 (1) A partir do 3T10 inclui a totalidade das operações do BNC. Não inclui a carteira do Banco Votorantim. (2) Amortização, liquidação, liberação de parcelas e débito de encargos Acompanhamento por Safras Nos gráficos seguintes apresentamos o acompanhamento da carteira de crédito de pessoas físicas por Safras. Essa metodologia, conhecida no exterior por Vintage, proporciona um detalhamento maior e mais próximo da carteira do que os indicadores tradicionais. O acompanhamento por Safras permite que se analise, ao longo do tempo, como se comporta a inadimplência do conjunto de operações contratadas em determinado período. No primeiro gráfico, por exemplo, apresenta-se a visão trimestral. As linhas mostram como se comportou a inadimplência das Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

62 No caso dos gráficos a seguir, consideramos inadimplência as operações vencidas há mais de 90 dias e, para apuração da Carteira de Crédito a pessoas físicas, não constam desses gráficos as operações de Cheque Especial, Cartão de Crédito. O acompanhamento demonstra como as operações contratadas mais recentemente apresentam uma curva de inadimplência mais favorável do que aquelas contratadas no início do acompanhamento. Esse resultado espelha o aperfeiçoamento constante nos modelos de análise, concessão e acompanhamento do crédito. As inflexões apresentadas nas curvas da figura referem-se às cessões de créditos. Figura 16. Vintage Trimestral O segundo gráfico traz o acompanhamento de safras na periodicidade anual, facilitando a visualização e a interpretação dos dados. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

63 Figura 17. Vintage Anual No gráfico a seguir é apresentado o detalhamento da carteira de financiamento de veículos, segmentado pela origem de contratação da operação: Arena I operações contratadas no âmbito das agências do Banco. Em linha com a estratégia do BB quando da parceria com o BV, as operações contratadas em Arena II (operações contratadas no âmbito de revendedoras de veículos conveniadas) foram assumidas por aquela instituição. Figura 18. Vintage Anual Carteira de Financiamento de Veículos Arena I Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

64 3.2.3 Carteira de Crédito Pessoa Jurídica A carteira de crédito pessoa jurídica não considera as operações da parceria realizada com o BV. Nesta carteira, a PCLD decresceu em 12 meses refletindo a melhora de risco desta carteira. A participação das operações classificadas nos níveis de risco de AA-C apresentaram melhora passando de 93,9% do total da carteira em jun/10 para 95,1% em jun/11. Em relação ao trimestre anterior, a carteira de crédito pessoa jurídica cresceu 4,8% no 2T11, enquanto que a PCLD aumentou 4,0%. A elevação da PCLD decorreu do aumento das operações classificadas como risco D-H (acima de 90 dias) no 2T11, por conta do efeito defasado do aumento sazonal na inadimplência entre 15 e 89 dias verificado no 1T11. Tabela 63. Carteira de Crédito Pessoa Jurídica Jun/10 Mar/11 Jun/11 R$ milhões Saldo Provisão Comp. % Saldo Provisão Com p. % Saldo Provisão Comp. % AA , , ,4 A , , ,4 B , , ,2 C , , ,1 D , , ,6 E , , ,6 F , , ,6 G , , ,4 H , , ,7 Total , , ,0 AA-C , , ,1 D-H , , ,9 A partir do 2T10 contempla operações do Banco Nossa Caixa migradas para o BB. Não contempla as operações do Banco Votorantim. A tabela, a seguir, detalha a movimentação da PCLD da Carteira de Pessoa Jurídica: Tabela 64. Movimentação da PCLD Pessoal Jurídica R$ milhões 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 Carteira de Crédito de Pessoa Jurídica¹ Provisão Inicial Migração de Risco a) Piora de Risco b) Melhora de Risco (300) (354) (439) (192) (200) 2 - Contratações Perdas (933) (1.042) (1.134) (1.039) (864) Total ( ): 383 (5) (291) (79) 255 Outros Impactos² 154 (86) (198) (78) (81) Provisão Final Provisão Exigida pela Res. CMN Fluxo da Provisão - R$ milhões a) Provisão Adicional b) Despesas de Provisão Provisão / Carteira - % 4,0 3,8 3,2 3,1 3,1 Fluxo da Provisão / Carteira - % 1,2 0,7 0,5 0,6 0,7 Op. Vencidas +15 dias/carteira 3,9 3,6 3,0 3,5 3,3 Op. Vencidas +90 dias/carteira 2,6 2,4 2,0 1,9 2,1 (1) A partir do 2T10 contempla operações do Banco Nossa Caixa migradas para o BB. Não contempla as operações do Banco Votorantim. (2) Amortização, liquidação, liberação de parcelas e débito de encargos Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

65 3.2.4 Carteira de Agronegócios Na tabela a seguir é apresentada a carteira de crédito de agronegócios por nível de risco. Tabela 65. Carteira de Crédito de Agronegócios por Nível de Risco Jun/10 Mar/11 Jun/11 R$ milhões Saldo Provisão Com p. % Saldo Provisão Comp. % Saldo Provisão Comp. % AA , , ,1 A , , ,7 B , , ,7 C , , ,3 D , , ,8 E , , ,5 F , , ,3 G , , ,4 H , , ,3 Total , , ,0 AA-C , , ,7 D-H , , ,3 Na tabela a seguir é apresentada a carteira de crédito de agronegócios pessoa física por nível de risco. Tabela 66. Carteira de Crédito de Agronegócios Pessoa Física por Nível de Risco Jun/10 Mar/11 Jun/11 R$ milhões Saldo Provisão Com p. % Saldo Provisão Comp. % Saldo Provisão Comp. % AA ,8 A , , ,1 B , , ,3 C , , ,6 D , , ,0 E , , ,8 F , , ,5 G , , ,4 H , , ,5 Total , , ,0 AA-C , , ,9 D-H , , ,1 * A partir do 2T10 contempla operações do Banco Nossa Caixa migradas para o BB. Não contempla as operações do Banco Votorantim. A tabela, a seguir, detalha a movimentação da PCLD da Carteira de Agronegócios Pessoa Física. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

66 Tabela 67. Movimentação da PCLD Agronegócios Pessoa Física R$ milhões 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 Carteira de Crédito de Agronegócios PF Provisão Inicial Migração de Risco a) Piora de Risco b) Melhora de Risco (436) (468) (258) (210) (306) 2 - Contratações Perdas (724) (362) (559) (584) (344) Total ( ): (430) (35) (130) (196) (93) Outros Impactos 245 (167) (175) (101) (131) Provisão Final Provisão Exigida pela Res. CMN Fluxo da Provisão - R$ milhões a) Provisão Adicional b) Despesas de Provisão Provisão / Carteira - % 8,4 7,9 7,2 6,5 5,8 Fluxo da Provisão / Carteira - % 1,1 0,3 0,5 0,6 0,2 (1) Amortização, liquidação, liberação de parcelas e débito de encargos * A partir do 2T10 contempla operações do Banco Nossa Caixa migradas para o BB. Não contempla as operações do Banco Votorantim. Na tabela a seguir é apresentada a carteira de crédito de agronegócios pessoa jurídica por nível de risco. Tabela 68. Carteira de Crédito de Agronegócios Pessoa Jurídica por Nível de Risco Jun/10 Mar/11 Jun/11 R$ milhões Saldo Provisão Com p. % Saldo Provisão Comp. % Saldo Provisão Comp. % AA , , ,6 A , , ,0 B , , ,7 C , , ,5 D , , ,5 E , , ,1 F , , ,1 G , , ,3 H , , ,3 Total , , ,0 AA-C , , ,8 D-H , , ,2 * A partir do 2T10 contempla operações do Banco Nossa Caixa migradas para o BB. Não contempla as operações do Banco Votorantim. A tabela, a seguir, detalha a movimentação da PCLD da Carteira de Agronegócios Pessoa Jurídica. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

67 Tabela 69. Movimentação da PCLD Agronegócios Pessoa Jurídica R$ milhões 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 Carteira de Crédito de Agronegócios PJ¹ Provisão Inicial Migração de Risco (117) a) Piora de Risco b) Melhora de Risco (170) (37) (15) (15) (19) 2 - Contratações Perdas (15) (2) (8) (5) (44) Total ( ): (78) Outros Impactos² 12 (73) (29) (14) (59) Provisão Final Provisão Exigida pela Res. CMN Fluxo da Provisão - R$ milhões (51) (33) a) Provisão Adicional b) Despesas de Provisão (51) (33) Provisão / Carteira - % 1,5 1,2 1,3 1,3 1,1 Fluxo da Provisão / Carteira - % (0,2) (0,1) 0,2 0,1 0,0 (1) Amortização, liquidação, liberação de parcelas e débito de encargos * A partir do 2T10 contempla operações do Banco Nossa Caixa migradas para o BB. Não contempla as operações do Banco Votorantim. O risco médio da carteira está fortemente influenciado pelas operações das safras de 2005 a 2007 prorrogadas, com saldo total de R$ milhões. Na tabela a seguir a carteira de crédito do agronegócio é segregada em operações não prorrogadas e prorrogadas. Verifica-se que as operações em atraso acima de 90 dias representam 0,6% da carteira total não prorrogada. Se compararmos esse mesmo indicador com as operações prorrogadas, percebe-se um descolamento de 330 pontos base. Tabela 70. Operações Prorrogadas e Não Prorrogadas do Agronegócio Operações Não-Prorrogadas Operações Prorrogadas Risco Saldo PCLD Atraso_90 Atraso_90/ Saldo² Saldo PCLD Atraso_90 Atraso_90/ Saldo² AA A (0) (0) - B C D E F G H Total ,6% ,9% (1) As operações em atraso no nível AA referem-se a crédito com risco de terceiros (2) No cálculo do índice não foi computado o atraso proveniente de operações em atraso com risco de terceiros Na tabela seguinte são apresentados os saldos, índice de inadimplência 90 dias e risco médio da carteira do agronegócio segmentada em carteira total, prorrogada e não prorrogada. A relação entre as provisões requeridas (Resolução CMN 2.682/99) e o saldo de operações recuou para 4,1% no 2T11, com melhora de 210 pontos base sobre igual período do ano anterior. A Resolução CMN 2.682/99 que disciplina a classificação de risco e constituição de provisão para créditos de liquidação duvidosa estabelece a manutenção do risco das operações renegociadas no nível de risco observado à época da renegociação. Em função desta regra as operações renegociadas majoram o risco médio da carteira de crédito. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

68 Simulação realizada com as operações não prorrogadas risco BB, retirando-se o efeito arrasto provocado pelas operações prorrogadas, indica que haveria redução do risco médio no 2T11 de 1,44% para 0,59%. Tabela 71. Índices da Carteira de Agronegócios R$ milhões Jun/10 Set/10 Dez/10 Mar/11 Jun/11 Carteira de Crédito Provisão Operações Vencidas + 90 dias Operações Vencidas + 90 dias/carteira de Crédito - % 2,3 2,5 2,5 1,8 0,9 Provisão/Carteira do Crédito - % 6,2 5,6 5,1 4,6 4,1 Baixa para prejuízo Operações prorrogadas - Risco BB + Terceiros Provisão Operações Vencidas + 90 dias Operações Vencidas + 90 dias/operações Prorrogadas - % 5,2 8,5 10,0 7,0 4,0 Provisão/Operações prorrogadas - % 22,7 23,4 22,9 23,7 23,0 Baixa para prejuízo Operações não prorrogadas - Risco BB + Terceiros Provisão Operações Vencidas + 90 dias Operações Vencidas + 90 dias/operações não Prorrogadas - % 1,8 1,7 1,5 1,3 0,6 Provisão/Operações não prorrogadas - % 3,3 2,9 2,8 2,6 2,4 Baixa para prejuízo Operações prorrogadas - Risco BB Provisão Operações Vencidas + 90 dias Operações Vencidas + 90 dias/operações Prorrogadas - % 5,3 5,6 10,1 7,0 3,9 Provisão/Operações prorrogadas - % 24,4 25,2 23,4 24,2 23,5 Baixa para prejuízo Operações não prorrogadas - Risco BB Provisão Operações Vencidas + 90 dias Operações Vencidas + 90 dias/operações não Prorrogadas - % 1,9 1,7 1,5 1,3 0,7 Provisão/Operações não prorrogadas - % 3,4 3,0 2,8 2,6 2,5 Baixa para prejuízo Simulação Oper. não Pror. sem Efeito Arrasto das Pror. a - Risco BB + Terceiros b - Provisão Risco médio (b/a) 1,87 1,62 0,93 1,44 0,59 c - Risco BB d - Provisão Risco médio (d/c) 1,92 1,66 0,94 1,46 0,59 No cálculo do índice foi computado o atraso proveniente de operações em atraso com risco de terceiros. Não contempla as operações do Banco Votorantim. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

69 3.2.5 Carteira de Crédito no Exterior e BV As tabelas a seguir demonstram a Carteiras Externa e Carteira BV por nível de risco. Tabela 72. Carteira de Crédito no Exterior por Nível de Risco Jun/10 M ar/11 Jun/11 R$ milhões Saldo Provis ão Com p. % Saldo Provis ão Com p. % Saldo Provis ão Com p. % AA , , ,7 A , , ,2 B , , ,3 C , , ,7 D , , ,0 E , , ,0 F 0 0 0, , ,0 G 0 0 0, , ,0 H , , ,2 Total , , ,0 AA -C , , ,8 D-H , , ,2 Tabela 73. Carteira Banco Votorantim Jun/10 Mar/11 Jun/11 R$ milhões Saldo Provisão Com p. % Saldo Provisão Comp. % Saldo Provisão Comp. % AA , , ,6 A , , ,3 B , , ,9 C , , ,3 D , , ,3 E , , ,8 F , , ,8 G , , ,4 H , , ,5 Total , , ,0 AA-C , , ,1 D-H , , ,9 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

70 3.3 Concentração Na análise da concentração da carteira de crédito ampliada, observamos uma redução da exposição aos 100 maiores tomadores de 23,9% em jun/10 para 20,4% ao final de jun/11. Note-se que, para as informações sobre a concentração do crédito, a carteira do BV não é considerada. Tabela 74. Concentração da Carteira de Crédito nos 100 Maiores Tomadores Período 1º Cliente (%) Saldo 2º ao 20º (%) Saldo 21º ao 100º (%) Saldo 100 maiores (%) R$ milhões Saldo Set/09 2, , , , Dez/09 2, , , , Mar/10 2, , , , Jun/10 2, , , , Set/10 2, , , , Dez/10 2, , , , Mar/11 2, , , , Jun/11 2, , , , A exposição dos 100 maiores clientes tomadores em relação ao Patrimônio de Referência reduziu para 117,1% em jun/11, ante 144,8% ao final de mar/11 e 137,7% em jun/10. A relação entre a exposição do maior cliente tomador de crédito em relação ao Patrimônio de Referência encerrou jun/11 em 12,9%, com redução de 310 pontos base em relação ao registrado ao final de jun/10. Tabela 75. Concentração da Carteira de Crédito dos 100 Maiores Tomadores % em relação ao PR Período 1º Cliente (%) Saldo 2º ao 20º (%) Saldo 21º ao 100º (%) Saldo 100 maiores (%) R$ milhões Saldo Set/09 15, , , , Dez/09 15, , , , Mar/10 12, , , , Jun/10 16, , , , Set/10 13, , , , Dez/10 15, , , , Mar/11 15, , , , Jun/11 12, , , , A seguir apresentamos a concentração da carteira de crédito por macrossetor: Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

71 Tabela 76. Concentração da Carteira de Crédito por Macrossetor R$ milhões V ar. % M acros s etor Jun/10 Part.% M ar/11 Part.% Jun/11 Part.% s /Jun/10 s/m ar/11 Petroleiro , , ,7 14,7 6,4 Alimentos de Origem Vegetal , , ,5 10,9 (4,4) Metalurgia e Siderurgia , , ,9 22,2 10,9 Serviços , , ,0 13,6 (11,6) Alimentos de Origem Animal , , ,7 11,9 1,5 Automotivo , , ,5 14,8 2,5 Construção Civil , , ,8 39,7 9,1 Energia Elétrica , , ,9 41,5 12,2 Transportes , , ,2 14,9 12,0 Telecomunicações , , ,5 10,4 (2,1) Comércio Varejista , , ,7 28,7 5,1 Têxtil e Confecções , , ,6 24,2 7,2 Papel e Celulose , , ,2 (17,8) (2,2) Eletroeletrônico , , ,7 8,4 6,6 Demais Atividades , , ,5 146,2 79,4 Insumos Agrícolas , , ,5 11,2 (7,7) Químico , , ,4 27,4 0,0 Madeireiro e Moveleiro , , ,0 22,7 9,7 Comércio Atacadista e Ind. Diversas , , ,8 17,6 3,0 Bebidas , , ,8 3,8 (2,0) Couro e Calçados , , ,0 20,1 12,5 Total , , ,0 21,2 5,6 Carteira de Crédito Interna Carteira de Crédito Externa Garantias TV M Total Não contempla as operações do Banco Nossa Caixa e do Banco Votorantim. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

72 4. Ativos de Liquidez Nos ativos rentáveis destaca-se a evolução do saldo dos Ativos de Liquidez exceto TVM e Operações de Crédito e Leasing. Dentro dos passivos onerosos a elevação das Captações do Mercado Aberto e Depósitos a Prazo foram representativos no crescimento. Tabela 77. Ativos Rentáveis¹ vs. Passivos Onerosos² Saldos V ar. % Jun/10 Part. % M ar/11 Part. % Jun/11 Part. % s /Jun/10 s /M ar/11 Ativos Rentáveis , , ,2 19,0 4,1 Demais Ativos , , ,8 22,4 5,2 Total , , ,0 19,6 4,3 Passivos Onerosos , , ,2 19,5 5,2 Demais Passivos , , ,8 19,9 2,2 Total , , ,0 19,6 4,3 1 Disponibilidades em Moeda Estrangeira, TVM, Aplicações Financeiras, Operações de Crédito, Leasing, Depósito Compulsório Rentável e Outros Ativos Rentáveis. 2 Poupança, Depósitos Interfinanceiros, Depósitos a Prazo, Captações no Mercado Aberto, Obrigações por Empréstimos no Exterior, Obrigações por Repasse, Fundos Financeiros e de Desenvolvimento, Dívida Subordinada, Instrumento Híbridos de Capital e Dívida e Obrigações com TVM no exterior. Em relação aos Ativos Totais, observa-se a elevação da participação dos Títulos e Valores Mobiliários. A expansão do grupo Demais Ativos decorre da expansão dos Depósitos Compulsórios, que tiveram a alíquota majorada ao longo de 2010, pelo Bacen. Tabela 78. Composição dos Ativos Saldos V ar. % R$ milhões Jun/10 Part. % M ar/11 Part. % Jun/11 Part. % s /Jun/10 s /M ar/11 Ativos Totais , , ,0 19,6 4,3 Ativos de Liquidez exceto TVM , , ,5 17,7 5,1 Títulos e Valores Mobiliários , , ,1 16,9 5,6 Operações de Crédito e Leasing , , ,2 17,8 5,1 Crédito Tributário , , ,5 (0,4) 0,1 Demais A tivos , , ,7 29,4 2,2 A Carteira de Títulos apresentou, no trimestre, crescimento em quase todas as categorias, exceto em títulos mantidos até o vencimento e instrumentos financeiros derivativos, conforme apresenta a tabela a seguir. Na linha títulos mantidos até o vencimento a redução deve-se a um grande vencimento de Letras Financeiras do Tesouro. Não houve alteração na composição da carteira, permanecendo em linha com o observado no 1T11. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

73 Tabela 79. Carteira de Títulos por Categoria Saldos V ar. % R$ milhões Jun/10 Part. % M ar/11 Part. % Jun/11 Part. % s /Jun/10 s /M ar/11 Títulos e V alores M obiliários , , ,0 16,9 5,6 Títulos Disponíveis p/ Negociação , , ,8 40,8 22,0 Títulos Disponíveis p/ V enda , , ,3 18,1 3,9 Títulos Mantidos até o Vencimento , , ,1 (42,5) (35,7) Instrumentos Financ. Derivativos , , ,8 3,3 (9,9) Tabela 80. Carteira de Títulos por Prazo - Valor de Mercado Até 1 ano 1 a 5 anos 5 a 10 anos Acim a de 10 anos R$ milhões Saldo Part. % Saldo Part. % Saldo Part. % Saldo Part. % Set/ , , , , Dez/ , , , , Mar/ , , , , Jun/ , , , , Set/ , , , , Dez/ , , , , Mar/ , , , , Jun/ , , , , Total A tabela seguinte apresenta o Saldo de Liquidez, diferença entre os Ativos e Passivos de Liquidez. Tabela 81. Saldo da Liquidez Saldos V ar. % R$ milhões Jun/10 Part. % M ar/11 Part. % Jun/11 Part. % s /Jun/10 s /M ar/11 Ativos de Liquide z (A) , , ,0 17,3 5,3 Disponibilidades , , ,1 106,0 56,2 Aplicações Interfinanceiras , , ,9 11,3 0,8 TV M (exceto vincul. ao Bacen) , , ,0 16,9 5,6 Pas s ivos de Liquide z (B) , , ,0 15,5 6,4 Depósitos Interf inanceiros , , ,7 10,7 (4,3) Captações no Mercado Aberto , , ,3 15,8 7,1 Saldo da Liquide z (A-B) ,7 3,6 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

74 5. Captações As captações do Banco do Brasil no mercado doméstico foram impulsionadas no trimestre, principalmente, pela expansão do volume captado em depósitos a prazo e de investimento e pelas captações no mercado aberto. Tabela 82. Captações de Mercado Saldos V ar. % R$ milhões Jun/10 Part.% M ar/11 Part.% Jun/11 Part.% s /Jun/10 s /M ar/11 Depósitos à V ista , , ,4 3,6 2,7 Depósitos de Poupança , , ,1 9,4 (1,4) Depósitos Interfinanceiros , , ,0 10,7 (4,3) Depósitos a Prazo e de Investimento , , ,8 21,4 6,9 Depósitos Judiciais , , ,7 23,7 10,3 Captações no Mercado A berto , , ,7 15,8 7,1 TOTAL , , ,0 15,4 4,9 A seguir são apresentadas as participações de mercado do Banco do Brasil nas captações de mercado do Sistema Financeiro Nacional*. R$ milhões 33,2 32,8 33,1 33,2 32,5 33,0 33,4 24,1 23,7 24,0 23,9 23,7 23,5 23, Set/09 Dez/09 Mar/10 Jun/10 Set/10 Dez/10 Mar/11 Jun/11 Set/09 Dez/09 Mar/10 Jun/10 Set/10 Dez/10 Mar/11 Jun/11 Depósitos à Vista Part. de Mercado - % Depósitos de Poupança Part. de Mercado - % 24,8 25,8 26,3 25,4 24,6 25,0 25, ,8 26,2 25,7 25,0 24, , , Set/09 Dez/09 Mar/10 Jun/10 Set/10 Dez/10 Mar/11 Jun/11 Depósitos a Prazo Part. de Mercado - % Set/09 Dez/09 Mar/10 Jun/10 Set/10 Dez/10 Mar/11 Jun/11 Captações de Mercado Part. de Mercado - % *As informações de participação no Sistema Financeiro são provenientes do site 50 maiores bancos do Banco Central. A última posição disponível até a divulgação deste relatório era de Mar/11. Figura 19. Participação de Mercado das Captações do BB No exterior, o montante captado pelo Banco do Brasil apresentou crescimento, liderado pelas emissões que na comparação anual registraram o maior crescimento absoluto e maior crescimento percentual dos grupos de maior representatividade. O crescimento nas captações reflete a inclusão do saldo das contas do Banco Patagonia que sensibilizou o mês de junho em US$ milhões na Pessoa Jurídica, US$ milhões na Pessoa Física, US$ 63 milhões para Interbancário, US$ 25 milhões em Emissões e US$ 21 milhões em Repo. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

75 Tabela 83. Captações no Exterior US$ milhões Saldos V ar. % Produtos Jun/10 Part.% M ar/11 Part.% Jun/11 Part.% s /Jun/10 s /M ar/11 Interbancário , , ,7 27,1 15,9 Repo , , ,2 0,4 4,5 Pessoa Jurídica , , ,2 23,9 25,7 Special 182 0, , ,8 42,7 22,6 Pessoa Física , , ,8 61,2 52,7 Emissões , , ,3 52,8 17,2 TOTAL , , ,0 34,3 20,2 A tabela a seguir evidencia as captações em ser do Banco do Brasil no mercado internacional de capitais. No trimestre, o BB concluiu a emissão de dívida subordinada no montante de US$ 1,5 bilhão. Essa captação foi considerada elegível como capital de Nível II pelo Banco Central do Brasil, incrementando de 47 pontos base o índice Basileia do Banco do Brasil. Tabela 84. Emissões no Exterior Data de Em is s ão Volum e e m US$ m ilhõe s Prazo em anos Cupom Fre quê ncia (%) do Cupom Pre ço de Em is são Re torno p/ Inve s tidor (%) Spread s / Tre as ury Rating Program a ,550 Trimestral 100,000 6, A -/A2 MT ,500 Semestral 99,174 8, A3 Stand A lone ,75 Semestral 100,000 9,750 - Baa1 GMTN ** L3M+0,55 Trimestral 100,000 L3M+0,55 - A AA /A a2 MT ,25 Trimestral 100,000 5,250 - A -/A2 MT L3M+1,2 Trimestral 100,000 L3M+1,2 - A -/A2 MT L6M+2,55 Semestral 98,250 L6M+2,55 - Baa1 GMTN ,500 Semestral 100,000 8,500 - Baa1 Stand A lone ,500 Semestral 99,333 4, Baa1 GMTN ,000 Semestral 99,451 6, ,5 Baa1 GMTN ,500 Semestral 100,684 4, Baa1 GMTN ,375 Semestral 99,361 5, Baa1 Stand A lone ,500 A nual 99,453 4,625 mid-swap Baa1 GMTN ,875 Semestral 98,695 6, ,5 Baa1 Stand A lone Fontes e Usos Os indicadores apresentados na tabela a seguir demonstram a relação entre as fontes de captação e aplicação de recursos no Banco do Brasil. De uma maneira geral, podemos observar que o percentual de utilização dos recursos vem apresentando uma melhora contínua. No comparativo de 12 meses pode-se observar que o crescimento da carteira de crédito líquida ocorre em ritmo mais acelerado do que o funding total, o que explica a redução das disponibilidades e o aumento da relação entre crédito e funding total. O índice Carteira de Crédito Líquida / Depósitos Totais encerrou junho de 2011 em 92,1%, evolução de 110 pontos base em relação ao trimestre anterior e de 270 pontos base no comparativo de 12 meses. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

76 Tabela 85. Fontes e Usos Saldos Var. % R$ milhões Jun/10 Part.% M ar/11 Part.% Jun/11 Part.% s /Jun/10 s /M ar/11 Funding Total , , ,0 11,5 4,1 Depósitos Totais , , ,7 15,2 3,9 Obrigações por Repasses no País , , ,4 40,6 (0,5) Fundos Financeiros e de Desenvolvimento , , ,9 (4,0) 2,2 Dívida Subordinada , , ,6 27,3 11,0 Captações no Exterior* , , ,1 (0,8) 3,7 Compulsórios (59.374) (16,0) (87.053) (21,9) (89.283) (21,6) 50,4 2,6 Carte ira de Cré dito Líquida , , ,0 18,7 5,2 Carteira de Crédito , , ,1 17,4 5,1 Provisão para Risco de Crédito (18.977) (6,2) (17.900) (5,2) (18.434) (5,1) (2,9) 3,0 Dis ponibilidade s , , ,5 (23,2) (4,0) Indicadores - % Carteira de Crédito Líquida / Depósitos Totais 89,4 91,0 92,1 Carteira de Crédito Líquida / Funding Total 82,8 87,1 88,1 Disponibilidade / Funding Total 17,2 12,9 11,9 *Inclui Empréstimos no Exterior, Obrigações por TVM no Exterior, Obrigações por Repasses no Exterior e Instrumentos Híbridos de Capital e Divida. Tabela 86. Custo de Captação vs. Taxa Selic Saldo M é dio 2T10 1T11 2T11 Juros % Se lic Saldo M é dio Juros % Se lic Saldo M é dio Juros % Se lic Depósitos à V ista Depósitos de Poupança (1.303) 72, (1.606) 67, (1.689) 67,0 Depósitos a Prazo (3.706) 86, (4.728) 83, (5.286) 82,3 Fundos e Programas (181) 67, (162) 59, (156) 57,2 Depósitos Judiciais (962) 72, (1.141) 64, (1.283) 62,3 Outros Depósitos (2.564) 95, (3.426) 94, (3.846) 94,1 Depósitos Interfinanceiros (119) 50, (243) 62, (118) 38,0 Core Depos its (1) (2.446) 52, (2.909) 48, (3.129) 47,9 Total de De pós itos (5.129) 67, (6.578) 65, (7.094) 64,9 Captações no Mercado A berto (3.566) 102, (4.563) 99, (5.076) 98,1 Funding Total (8.695) 78, (11.140) 75, (12.170) 75,6 (1) Representa a soma dos valores referentes aos depósitos à vista, de poupança, de fundos e programas e depósitos judiciais. Tabela 87. Segregação de Depósitos por Prazo de Exigibilidade Sem Até 3 3 a 12 1 a 3 3 a 5 Acima de Total Total Total R$ milhões Venc. meses Meses Anos Anos 5 Anos Depósitos a Prazo (1) Depósitos de Poupança Depósitos à Vista Depósitos Interfinanceiros Depósitos para Investimentos Total (1) Inclui os valores de R$ (R$ mil em e R$ mil em ) no BB-Banco Múltiplo e R$ (R$ mil em e R$ mil em ) no BB-Consolidado, relativos a depósitos a prazo com cláusula de recompra antecipada (compromisso de liquidez), considerados os prazos de vencimento originais. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

77 Administração de Recursos de Terceiros Tabela 88. Rendas de Tarifas com Administração de Recursos de Terceiros Saldos V ar. % R$ milhões 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 s /2T10 s /1T11 Administração de Fundos ,5 8,7 Os números da figura a seguir não incluem o saldo de recursos administrados pelo Banco Votorantim, que atingiu R$ 27,3 bilhões em junho de Caso fosse consolidado 50,0% do saldo administrado pelo BV, percentual igual à participação do BB em seu capital total, a participação de mercado do Banco do Brasil chegaria a 23,1%. R$ bilhões 21,7 21,1 21,7 22,3 21,4 21,2 22,0 22,3 393,9 407,7 302,6 306,7 330,1 344,9 350,9 360,2 Set/09 Dez/09 Mar/10 Jun/10 Set/10 Dez/10 Mar/11 Jun/11 Recursos Administrados Participação de Mercado - % Figura 20. Administração de Recursos de Terceiros Na classificação dos recursos administrados por tipo de cliente, destaque no trimestre para os fundos direcionados a investidores pessoa física e pessoa jurídica, que apresentaram os maiores crescimentos percentuais em relação a junho de 2010 e março de Tabela 89. Fundos de Investimento e Carteiras Administradas por Clientes Saldos V ar. % R$ milhões Jun/10 Part.% M ar/11 Part.% Jun/11 Part.% s /Jun/10 s /M ar/11 Investidor Institucional , , ,8 19,3 3,8 Pessoa Física , , ,5 19,1 4,8 Governo , , ,0 14,3 0,5 Pessoa Jurídica , , ,3 38,9 7,7 Investidor Estrangeiro , , ,5 (14,3) 1,6 Total , , ,0 18,2 3,5 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

78 Quanto à classificação por tipo, os Fundos de Investimento registraram crescimento expressivo em relação ao trimestre e ao mesmo período do ano anterior. As movimentações apresentadas na tabela a seguir derivam do baixo desempenho do mercado financeiro que resulta na migração de investimentos de renda variável para renda fixa. Tabela 90. Fundos de Investimento e Carteiras Administradas por Tipo Saldos Part.% R$ milhões Jun/10 Part.% M ar/11 Part.% Jun/11 Part.% s /Jun/10 s /M ar/11 Fundos de Inve s tim e ntos , , ,5 19,2 3,6 Renda Fixa , , ,4 40,8 6,2 Renda V ariável , , ,3 8,1 (0,9) Multimercado , , ,1 (50,8) (12,6) Outros , , ,7 20,7 5,0 Carte iras Adm inis tradas , , ,5 (4,4) 0,7 Renda Fixa , , ,5 0,1 0,9 Renda V ariável 791 0, , ,0 (85,3) (21,4) TOTAL , , ,0 18,2 3,5 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

79 6 - Outros Componentes Patrimoniais 6.1 Impostos Diferidos Crédito Tributário Os créditos tributários provenientes de diferenças intertemporais representam 84,8% do estoque. As diferenças intertemporais decorrem do fato de a legislação tributária não permitir a inclusão de determinadas despesas na base de cálculo dos impostos no momento em que ocorrem (regime de competência), mas sim no momento em que são liquidadas financeiramente (regime de caixa). Tabela 91. Abertura do Crédito Tributário Saldos V ar. % R$ milhões Jun/10 Part.% M ar/11 Part.% Jun/11 Part.% s /Jun/10 s /M ar/11 Diferenças Temporárias , , ,8 4,8 1,6 CSLL Escriturada a 18% (MP 2.158/2001) , , ,4 (14,0) (4,5) Prejuízo Fiscal / Base Negativa 990 4, , ,9 (78,7) (6,6) Superveniência de Depreciação 399 1, , ,9 61,0 (17,1) Total de Cré dito Tributário , , ,0 (0,4) 0,1 IR/ Lair -% 33,9 33,5 32,5 Ainda em relação aos aspectos tributários, é importante destacar a contratação de operação de Hedge Fiscal, a partir do 4T08. O Banco do Brasil contrata operações de hedge em montante superior aos investimentos mantidos no exterior (over hedge), com o objetivo de anular o efeito da variação cambial sobre o resultado, considerando os impactos fiscais dessas operações. Durante o primeiro semestre de 2011, houve a realização de créditos tributários no Banco do Brasil no montante de R$ milhões. Esse montante equivale a 92,3% da projeção de utilização de créditos tributários no exercício de 2011, que constava no estudo técnico elaborado em (R$ milhões). Passivo Fiscal Diferido O passivo fiscal diferido representa o valor do tributo sobre o lucro devido em período futuro relacionado às diferenças temporárias tributáveis. A tabela abaixo mostra a abertura do passivo fiscal diferido: Tabela 92. Abertura do Passivo Fiscal Diferido Saldos V ar. % R$ milhões Jun/10 Part.% M ar/11 Part.% Jun/11 Part.% s /Jun/10 s /M ar/11 Ganhos Atuariais , , ,7 (0,7) 12,8 Atualização de Depósitos Judiciais 296 4, , ,2 13,7 3,1 Marcação a Mercado 144 2, , ,5 57,2 (55,3) Outros , , ,6 (8,9) (11,6) Total das Obrigaçõe s Fis cais Dife ridas , , ,0 (0,1) 2,4 IR/ Lair -% 33,9 33,5 32,5 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

80 6.2 Ativo Atuarial O ativo atuarial do Banco do Brasil é influenciado pelo reconhecimento do superávit da Previ Plano I, e é realizado, de forma recorrente, por meio de um método conhecido como corredor, que implica na efetivação de dois tipos de contabilizações. A primeira das contabilizações decorre do reconhecimento da atualização financeira esperada para o superávit. Aplica-se uma taxa atuarial ao superávit (no caso do BB a metade do superávit, por se tratar de um fundo paritário) e deduz-se do valor apurado o custo dos serviços correntes, que são despesas relacionadas aos participantes do plano que ainda estão na ativa. No Banco do Brasil esse reconhecimento é feito mensalmente, sendo que para os meses do 1S11 o valor foi aproximadamente de R$ 208 milhões, valor que não será alterado até que aconteça a próxima avaliação de ativos e passivos que será detalhada no parágrafo seguinte. Como mencionado no parágrafo anterior, além do reconhecimento mensal dos rendimentos esperados sobre ativos e passivos, há uma segunda contabilização que se refere à reavaliação de ativos e passivos do plano. É calculado o valor presente justo dos ativos e passivos do plano (premissas atuariais constam da nota explicativa 27) e apurado um superávit. O método corredor implica na dedução de 10% dos ativos e/ou passivos (o que for maior) do superávit ou déficit atuarial, para evitar volatilidade no reconhecimento. Após a dedução desse corredor, o superávit remanescente é dividido por 2, por tratar-se de um plano paritário (50% dos direitos e obrigações pertencem aos participantes e o mesmo percentual pertence ao patrocinador). O montante apurado é o superávit passível de ser reconhecido nesta metodologia. Para apurar quanto desse valor irá sensibilizar o resultado do semestre em questão, confronta-se esse valor passível de reconhecimento com o montante de ativos atuariais que já estão nos ativos da empresa. Sempre que o valor a reconhecer for maior que o montante já reconhecido, parte da diferença deverá ser contabilizada no resultado do mês em que a reavaliação atuarial estiver sendo efetuada. O valor exato a ser reconhecido, no caso do BB, decorre da multiplicação dessa diferença pelo tempo médio esperado em semestres (já que as reavaliações acontecem sempre ao final de cada semestre) para que todos os funcionários do Plano de Benefícios Definidos se aposentem e, assim, o plano fique inativo. A tabela abaixo demonstra passo a passo a contabilização realizada semestralmente. Tabela 93. Previ Efeitos da Contabilização Semestral R$ milhões 1S10 2S10 1S11 Valor Justo dos Ativos do Plano (a) Valor Presente das Obrigações Atuariais (b) Superávit BB (c) = 50% de [(a) + (b)] Corredor BB (d) = 50% do Máximo Valor entre 10% dos Ativos ou -10% dos Passivos Superávit Deduzido do Corredor (e) = (c) - (d) Valores Reconhecidos Previamente à Contabilização Semestral (f) Montante a Reconhecer (g) = (e) - (f) Tempo Médio Remanescente de Trabalho (em semestres) (h) 7,58 7,14 5,16 Montante Reconhecido no A juste Semestral (i) = (g) / (h) Ativo A tuarial ao fim do Período (j) = (f) + (i) Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

81 6.3 Ativos Intangíveis Tabela 94. Amortização Acumulada R$ milhões 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 Banco Nossa Caixa Saldo Amortização acumulada (136) (174) (212) (270) (328) Saldo Líquido de amortização Despesas com amortização no período (38) (38) (38) (58) (58) Banco Votorantim Saldo Amortização acumulada (19) (29) (40) (51) (62) Saldo líquido de amortização Despesas com amortização no período (10) (10) (10) (11) (11) Cielo Saldo Amortização acumulada - (18) (36) (57) (78) Saldo líquido de amortização Despesas com amortização no período - (18) (18) (21) (21) Banco Patagônia Saldo Amortização acumulada (4) Saldo líquido de amortização Despesas com amortização no período (4) Dem ais Em presas do Conglomerado Fluxo Trimestral Saldo Amortização acumulada (95) (96) (97) (154) (181) Saldo líquido de amortização Despesas com amortização no período - (1) (1) (57) (26) Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

82 Tabela 95. Intangível R$ milhões 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 Direitos por Aquisição de Folhas de Pagamento Saldo Inicial Despesas com amortização (504) (503) (505) (505) (499) Outros Valores (0) (15) 0-3 Aquisições Baixas - - (318) (6) (165) Saldo final (a) Aquisição/Desenvolvim ento de Softw ares Saldo Inicial Despesas com amortização (23) (27) (30) (36) (40) Aquisições Baixas - - (31) (9) 9 Outros Valores (0) (0) (0) (0) 72 Saldo final (b) Outros Ativos Intangíveis Saldo Inicial Aquisições Despesas com amortização - - (0) (0) (0) Outros Valores (0) (0) Saldo final (c) Saldo ( a+ b + c) Tabela 96. Estimativa de Amortização dos Ativos Intangíveis R$ milhões Total Valores a Amortizar Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

83 7. Resultado Financeiro Este capítulo apresenta tanto a análise patrimonial (aplicações e captações) do Banco do Brasil quanto a análise do resultado. Em relação aos itens patrimoniais, evidencia-se a composição dos ativos rentáveis e passivos onerosos, bem como o spread gerencial das operações de crédito. Nas seções de resultado, apresenta-se uma análise volume e taxa com a alocação das variações nas receitas e despesas de juros pela mudança no volume médio dos itens patrimoniais e pela variação da taxa média de juros. 7.1 Análise das Aplicações Tabela 97. Saldos Médios das Contas do BP e Infor. sobre Tx de Juros At. Rentáveis (trimestral) R$ milhões Ativos Re ntáve is Saldo M é dio Juros Taxa Anual.(%) Saldo M é dio Juros Taxa Anual.(%) Disponibilidades em Moeda Estrangeira , ,4 TV M + Aplic. Interfinanceiras s/hedge , ,6 Operações de Crédito + Leasing , ,3 Depósito Compulsório Rentável , ,3 Total , ,8 Ativos Não Re ntáve is Créditos Tributários Demais A tivos Ativo Permanente Total ATIVO TOTAL Tabela 98. Saldos Médios das Contas do BP e Infor. sobre Tx de Juros At. Rentáveis (semestral) 1T11 2T11 R$ milhões Ativos Re ntáve is Saldo M é dio Juros Taxa Anual.(%) Saldo M é dio Juros Taxa Anual.(%) Disponibilidades em Moeda Estrangeira , ,0 TV M + Aplic. Interfinanceiras s/hedge , ,1 Operações de Crédito + Leasing , ,7 Depósito Compulsório Rentável , ,8 Total , ,3 Ativos Não Re ntáve is 1S10 Créditos Tributários Demais A tivos Ativo Permanente Total ATIVO TOTAL S11 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

84 Spread por Carteira A tabela seguinte apresenta o spread gerencial segmentado por operações. O spread é o resultado da margem financeira gerencial dividida pelos respectivos saldos médios. Na apuração da margem financeira gerencial são auferidas inicialmente as receitas financeiras, classificadas por tipo de carteira. Em seguida são deduzidas as despesas financeiras, que são acrescidas do custo de oportunidade definido para cada uma das linhas que compõem as carteiras. No caso das carteiras PF e PJ, o custo de oportunidade é, na maioria das linhas, a taxa média Selic. No caso da carteira agrícola e outros recursos direcionados, o custo de oportunidade é calculado de acordo com a origem do funding e com a necessidade ou não de aplicação obrigatória de parte desse funding. Tabela 99. Spread por Carteira % 2T10 1T11 2T11 1S10 1S11 Ope raçõe s de Cré dito 9,7 8,8 8,6 9,7 8,6 Pessoa Física 17,4 15,3 15,4 17,4 15,1 Pessoa Jurídica 6,2 6,0 5,7 6,4 5,8 Agronegócios 6,0 5,1 4,7 5,8 4,9 De m ais 3,4 3,7 3,9 3,3 3,8 Spre ad Global 6,5 6,2 6,2 6,5 6,1 Resultado com TVM O Resultado com Títulos e Valores Mobiliários encerrou o 2T11 com saldo de R$ milhões, representando um acréscimo de 13,3% em relação ao trimestre anterior. A evolução dessa linha, na visão trimestral, pode ser explicada por dois fatores. O primeiro refere-se ao acréscimo de 4,0% dos saldos médios patrimoniais em conjunto com aumento de 6,1% na taxa média Selic. A segunda razão para o bom desempenho foi o retorno obtido com alienação de NTN, LTN e US-Treasury, que contribuiu com ganhos de R$ 195 milhões. Cabe destacar que a tabela abaixo não representa o resultado da tesouraria do Banco do Brasil. São evidenciados os resultados das operações de todo o conglomerado (incluindo empresas não financeiras, BB Banco de Investimento, Banco Votorantim, subsidiárias e agências no exterior) apenas nas operações classificadas pelo Banco Central como TVM / Aplicações Interfinanceiras de Liquidez. Tabela 100. Resultado com Títulos e Valores Mobiliários Fluxo Trim e s tral Var. % Fluxo Se m e s tral Var. % R$ milhões 2T10 1T11 2T11 s /2T10 s /1T11 1S10 1S11 s/1s10 Re s. Títulos e V alore s M obiliários ,8 13, ,7 Res. Títulos de Renda Fixa ,0 12, ,5 Reavaliação - Curva ,2 9, ,9 Resultado das Negociações (12) (51) ,8 Marcação a Mercado (75) (30) (30) (59,4) - (62) (60) (4,0) A plicações Interfinanceiras de Liquidez ,9 8, ,1 Rendas no Exterior (97,1) (98,5) Demais ,4 50, ,6 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

85 A figura abaixo apresenta a classificação da carteira de títulos do BB por tipo de indexador. A classificação abaixo não inclui a carteira do BV. 22,1% 76,1% 1,9% CDI / TMS Prefixado Outros Figura 21. Carteira de Títulos e Valores Mobiliários por Indexador (Banco Múltiplo) Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

86 7.2 Análise das Captações Tabela 101. Saldos Médios das Contas do BP e Infor. s/ Tx de Juros Pass. Onerosos (Tri) R$ milhões Pas s ivos One ros os Saldo M é dio Juros Taxa Anual.(%) Saldo M é dio Juros Taxa Anual.(%) Depósitos de Poupança (1.606) 7, (1.689) 7,7 Depósitos Interfinanceiros (243) 6, (118) 4,3 Depósitos a Prazo (4.728) 9, (5.286) 9,6 Captações no Mercado A berto (4.563) 10, (5.076) 11,5 Obrigações por Empréstimos no Exterior (30) 1, (37) 1,6 Obrigações por Repasses (709) 5, (674) 5,3 Fundos Fin. e de Desenv. + Dív. Subord (126) 1, (102) 1,4 Obrigações com T.V.M. no Exterior (106) 2, (204) 5,0 Despesas com Letras Hipotecárias (141) 13, (279) 16,2 Total (12.251) 8, (13.465) 8,9 De m ais Pas s ivos 1T11 Depósitos à V ista Outros Passivos Patrimônio Líquido Total PASSIVO TOTAL T11 Tabela 102. Saldos Médios das Contas do BP e Infor. s/ Tx de Juros Pass. Onerosos (Sem.) R$ milhões Pas s ivos One ros os Saldo M é dio Juros Taxa Anual.(%) Saldo M é dio Juros Taxa Anual.(%) Depósitos de Poupança (2.519) 6, (3.296) 7,5 Depósitos Interfinanceiros (250) 4, (361) 5,7 Depósitos a Prazo (7.191) 7, (10.014) 9,3 Captações no Mercado A berto (6.739) 8, (9.639) 11,1 Obrigações por Empréstimos no Exterior (501) 11, (67) 1,5 Obrigações por Repasses (1.261) 7, (1.383) 5,4 Fundos Fin. e de Desenv. + Dív. Subord (282) 2, (228) 1,6 Obrigações com T.V.M. no Exterior (269) 4, (309) 3,9 Despesas com Letras Hipotecárias (60) 10, (420) 14,9 Total (19.072) 7, (25.717) 8,6 De m ais Pas s ivos 1S10 Depósitos à V ista Outros Passivos Patrimônio Líquido Total PASSIVO TOTAL S11 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

87 7.3 Análise Volume e Taxa O quadro a seguir apresenta a alocação das variações nas receitas e despesas de juros pela mudança no volume médio dos ativos rentáveis e dos passivos onerosos e pela variação da taxa média de juros sobre esses ativos e passivos, nos períodos em análise. As variações no volume e na taxa de juros foram calculadas com base nas movimentações dos saldos médios durante o período e nas variações das taxas médias de juros sobre os ativos rentáveis e passivos onerosos. A variação de Taxa Média foi calculada pela variação na taxa de juros no período multiplicada pela média dos ativos geradores de receitas ou pela média dos passivos geradores de despesas no primeiro período. A Variação Líquida é a diferença entre as receitas de juros do período presente e do anterior. A variação por Volume Médio é a diferença entre a Variação Líquida e aquela decorrente da Taxa Média. Na comparação trimestral, as elevações de 6,1% da taxa média Selic e de 4,1% dos saldos médios patrimoniais dos ativos rentáveis corroboraram para o acréscimo das receitas líquidas de juros em R$ 724 milhões. Na análise em 12 meses, a formação das receitas líquidas de juros deveu-se principalmente pela boa performance dos saldos médios dos ativos rentáveis, que apresentaram crescimento de 20,8%. Tabela 103. Aumento e Redução de Juros (Rec.e Desp.) Devido às Var. em Vol. e Taxa (Trimestral) R$ milhões Ativos Re ntáveis V olum e m é dio (1) 2T11/1T11 Taxa m é dia (2) Variação líquida (3) V olum e m é dio (1) 2T11/2T10 Taxa m é dia (2) V ariação líquida (3) Disponibilidades em Moeda Estrangeira Títs. e V lrs. Mobiliários + A plic. Interf. s/hedge Operações de Crédito + Leasing Depósito Compulsório Rentável Total Pas s ivos One ros os Depósitos de Poupança 13 (96) (83) (172) (214) (386) Depósitos Interfinanceiros (5) 6 1 Depósitos a Prazo (328) (230) (558) (818) (762) (1.580) Captações no Mercado A berto (283) (231) (514) (776) (734) (1.510) Obrigações por Empréstimos no Exterior (0) (7) (7) Obrigações por Repasses (4) (221) 170 (51) Fundos Financeiros e de Desenv. + Dívida Subord. (4) (13) Obrigações com T.V.M. no Exterior (15) (82) (98) (50) 7 (43) Despesas com Letras Hipotecárias (112) (25) (137) (238) 2 (236) Total (694) (520) (1.214) (2.291) (1.215) (3.506) (1) Variação Líquida Taxa Média (2) (Juros Período Atual / Saldo Período Atual) x Saldo Período Anterior) (Juros Período Anterior) (3) Juros Atual Juros do Período Anterior Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

88 Tabela 104. Aumento e Redução de Juros (Rec.e Desp.) Devido às Var. em Vol. e Taxa (Semestral) R$ milhões Ativos Re ntáve is Volum e m é dio (1) 1S11/1S10 Taxa m é dia (2) Variação líquida (3) Disponibilidades em Moeda Estrangeira Títs. e V lrs. Mobiliários + Aplic. Interf. s/hedge Operações de Crédito + Leasing Depósito Compulsório Rentável Total Pas s ivos One ros os Depósitos de Poupança (394) (383) (777) Depósitos Interf inanceiros (50) (62) (112) Depósitos a Prazo (1.183) (1.640) (2.823) Captações no Mercado A berto (1.219) (1.681) (2.900) Obrigações por Empréstimos no Exterior (3) Obrigações por Repasses (475) 353 (122) Fundos Financeiros e de Desenv. + Dívida Subord. (29) Obrigações com T.V.M. no Exterior (87) 47 (40) Despesas com Letras Hipotecárias (336) (23) (360) Total (3.858) (2.787) (6.644) (1) Variação Líquida Taxa Média (2) (Juros Período Atual / Saldo Período Atual) x Saldo Período Anterior) (Juros Período Anterior) (3) Juros Atual Juros do Período Anterior Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

89 7.4 Spread Tabela 105. Análise de Volume (Ativos Rentáveis) e Taxa Trimestral 1T11 e 2T11 R$ milhões 1T11 2T11 V ar. Abs. Volume: A tivos Rentáveis¹ Margem Financeira Bruta Spread - %² 1,5035 1,5048 0,0013 Ganho/(Perda) com V olume Ganho/(Perda) com Taxa Ganho/(Perda) com V olume e Taxa 0 (1) Saldos Médios (2) Margem Financeira Bruta / (Ativos Rentáveis) Tabela 106. Análise de Volume (Ativos Rentáveis) e Taxa Semestral 1S10 e 1S11 R$ milhões 1S10 1S11 V ar. Abs. Volume: A tivos Rentáveis¹ Margem Financeira Bruta Spread - %² 3,1602 3,0083 (0,1519) Ganho/(Perda) com V olume Ganho/(Perda) com Taxa (904) Ganho/(Perda) com V olume e Taxa (175) (1) Saldos Médios (2) Margem Financeira Bruta / (Ativos Rentáveis) 6,7 6,7 6,5 6,5 6,5 6,3 6,2 6,2 4,2 4,5 4,4 4,5 4,8 4,9 4,6 4,4 3T09 4T09 1T10 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 MFB / (Ativos Rentáveis) - Anualizado MFL / (Ativos Rentáveis) - Anualizado Figura 22. Evolução do Spread Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

90 Tabela 107. Margem Líquida de Juros e Margem de Lucro R$ milhões 2T10 1T11 2T11 1S10 1S11 Saldo Médio Total dos Ativos Rentáveis Saldo Médio Total dos Passivos Onerosos Receita Líquida de Juros (1) Receitas de Juros Despesas de Juros (9.960) (12.251) (13.465) (19.072) (25.717) Demais Componentes da Margem Financeira Bruta (2) M arge m Finance ira Bruta Passivos Onerosos / A tivos Rentáveis - % 87,1 86,2 86,4 87,6 86,3 Tx de Juros sobre o Sld Médio dos Ativos Rentáveis (3) (7) - % 12,9 13,2 13,8 12,7 13,3 Tx de Juros sobre o Sld médio dos Passivos Onerosos (4) (7) - % 7,8 8,4 8,9 7,4 8,6 Margem de Lucro Líquida (5) - % 5,1 4,8 5,0 5,2 4,8 Margem Líquida de Juros (6) (7) - % 5,8 5,7 5,9 6,0 5,7 Margem Financeira Bruta / A tivos Rentáveis (7) - % 6,5 6,2 6,2 6,4 6,1 (1) Definida como receitas de juros menos despesas de juros. (2) Contém derivativos, contratos de assunção de dívidas, resultado de op. de câmbio, recuperação de créd. baixados como prejuízo, empréstimos de ouro, fundo garantidor de crédito, ganho/perda cambial no exterior e outras receitas com características de intermediação financeira. (3) Receita total de juros dividida pelo saldo médio dos ativos rentáveis. (4) Despesa total de juros total dividida pelo saldo médio dos passivos onerosos. (5) Diferença entre a taxa média dos ativos rentáveis e a taxa média dos passivos onerosos. (6) Receita líquida de juros dividida pelo saldo médio dos ativos rentáveis. (7) As taxas são anualizadas. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

91 8 - Negócios Não Financeiros 8.1 Rendas de Tarifas No comparativo trimestral destaque para as receitas de conta corrente, impulsionadas pelo aumento da base de clientes e pela estratégia de rentabilização adotada pelo Banco. No fluxo semestral destaque para o crescimento das receitas de cartões e administração de fundos. Tabela 108. Rendas de Tarifas Fluxo Trim estral Var. % Fluxo Sem estral Var. % R$ milhões 2T10 1T11 2T11 s/2t10 s/1t11 1S10 1S11 s/1s10 Rendas de Tarifas ,0 6, ,9 Conta Corrente ,9 19, ,8 Cartão de Crédito / Débito ,0 3, ,1 Administração de Fundos ,5 8, ,4 Operações de Crédito ,0 17, ,9 Cobrança ,1 7, ,6 Seguros, Previdência e Capitalização ,1 0, ,0 Arrecadações ,5 0, ,4 Interbancária ,8 11, ,8 Rendas de Mercado de Capitais (16,4) (12,4) (13,7) Outros (23,0) (21,8) (17,1) Tabela 109. Base de Clientes e Contas Correntes Fluxo Trim estral Var. % milhares 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 s/2t10 s/1t11 Base de Clientes ,5 0,5 Contas Corrente ,9 0,8 Pessoa Física ,2 0,8 Pessoa Jurídica (1,5) 0,7 Após o processo de revisão ocorrido no trimestre anterior, observou-se crescimento no número de contas correntes, acompanhado pelo aumento da base de clientes. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

92 8.2 Cartões Após o processo de racionalização de despesas por meio da baixa de cartões não utilizados, ocorrida no trimestre anterior, a base de cartões voltou a crescer no 2T11. O faturamento de cartões apresentou forte crescimento em relação ao trimestre anterior. Destaca-se o desempenho do faturamento nos negócios gerados em cadeia de valor por meio do Cartão BNDES e do Cartão Ourocard Agronegócios. Tabela 110. Cartões Fluxo Trimestral Var. % 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 s/2t10 s/1t11 Base de Cartões - milhões 86,2 88,3 88,3 84,2 84,7 (1,8) 0,6 Cartões de Crédito 28,8 27,7 27,3 26,4 26,0 (9,4) (1,3) Cartões de Débito 57,5 60,5 61,0 57,8 58,6 2,0 1,4 Faturamento - R$ bilhões 25,5 28,4 33,4 30,1 33,4 31,2 10,9 Tabela 111. Receitas Globais de Cartões Fluxo Trim estral Var. % Fluxo Semestral Var. % R$ milhões 2T10 1T11 2T11 s/2t10 s/1t11 1S10 1S11 s/1s10 Receitas de Serviços - Cartões ,0 3, ,1 Rendas de Financiamento ,2 3, ,1 Demais Rendas e Outros Serviços ,7 67, ,3 Receitas Globais ,8 5, ,9 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

93 8.3 Seguridade A demonstração do resultado de seguridade também é divulgada na nota explicativa (NE) 21, que discorre sobre Operações de Seguros, Previdência Aberta e Capitalização. Contudo, existem diferenças entre o resultado contábil apresentado na referida NE e as informações gerenciais detalhadas neste capítulo. As informações constantes na referida NE foram elaboradas em conformidade com as diretrizes da Deliberação CVM nº 582/2009 (CPC 22), tendo como uma das premissas a obrigatoriedade de informações financeiras individualizadas. Já o índice de seguridade, apresentado neste capítulo, traz o resultado adicionado pelas empresas do Conglomerado que atuam em segmentos estratégicos do ramo de seguridade. Ao resultado líquido dessas empresas (proporcional à participação do BB no capital de cada uma dessas companhias) são acrescentadas as receitas líquidas de corretagem geradas pela BB Corretora e as receitas líquidas de tarifas geradas pelos negócios com seguro ao BB Banco Múltiplo. Reestruturação Societária Em continuidade ao processo de reorganização societária da área de seguros, previdência aberta e do Banco do Brasil a BB Seguros Participações S.A. ( BB Seguros ), subsidiária integral do BB, e o grupo segurador Mapfre ( Grupo Mapfre ) celebraram Acordo de Parceria para a formação de aliança estratégica, visando à atuação nos segmentos de seguros de pessoas, ramos elementares e veículos, pelo prazo de 20 anos. Em decorrência desse acordo foram criadas duas Sociedades Holdings ( SHs ), com personalidade jurídica de direito privado, participação majoritária do Grupo Mapfre no capital votante, governança compartilhada e atuação segmentada por ramos de seguros e canal de distribuição, conforme demonstrado na figura a seguir: BB Mapfre SH1 Mapfre BB SH2 Vida Vida/Prestamista Imobiliário Rural Veículos RE e Veículos Danos Patrimoniais Aliança do Brasil Mapfre VC Vida Vida Seguradora Mapfre VC Seguradora Mares Riscos Especiais Brasilveículos Aliança do Brasil Seguros ON K total ON K total BB 49,99% 74,99% 49% 50% Mapfre 50,01% 25,01% 51% 50% Figura 23. Reestruturação da Seguridade Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

94 Em 30 de junho de 2011, com efeito a partir 1º de junho, a BB Seguros e o Grupo Mapfre aportaram os ativos das seguradoras nas SHs, mesma data em que, para equalizar a participação acionária nas duas holdings, BB Seguros desembolsou o valor de R$ 332,6 milhões, conforme Comunicado ao Mercado de 1º de julho de Com essa reorganização, a SH1 passou a controlar as seguradoras Mapfre Vera Cruz Vida S/A, Vida Seguradora S/A e a Companhia de Seguros Aliança do Brasil, e a SH2 passou a controlar as seguradoras Mapfre Vera Cruz Seguradora S/A, Mapfre Riscos Especiais Seguradora S/A, Aliança do Brasil Seguros S/A e Brasilveículos Companhia de Seguros. Mercado e Desempenho do Grupo Banco do Brasil Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, os prêmios emitidos pelo mercado segurador brasileiro somaram R$ 24,6 bilhões até o mês de maio/2011, um crescimento de 16,9% ante o mesmo período do ano passado. Os prêmios do ramo de Pessoas alcançaram R$ 7,8 bilhões, o que representa um crescimento de 24,9% frente aos primeiros cinco meses de Em 2010, o Banco do Brasil ocupava a 3ª posição na participação neste mercado e ocuparia a 4ª posição em 2011, desconsiderando a parceria com a Mapfre. Entretanto, somando as operações da parceria, o Grupo Segurador Banco do Brasil Mapfre passou a ter a liderança neste mercado. No grupo de Automóveis, observou-se crescimento do mercado de 7,0% nas receitas de prêmios em 12 meses, totalizando R$ 8,3 bilhões. A receita de prêmios desse grupo representa aproximadamente um terço do mercado segurador (33,8%). O Banco do Brasil ocupava a 5ª posição até o mês de maio/2010 e ocuparia a 6ª em 2011; incluindo os dados da parceria com a Mapfre, o Grupo passa a ocupar a 2ª colocação no grupo de automóveis. Os demais seguros tiveram uma expansão de 22,4%, com um volume de prêmios de R$ 6,7 bilhões. O Banco do Brasil, que ocupava a 6ª posição até maio de 2010, passou a ocupar a 2ª posição até maio de 2011, considerando os números da parceria com a Mapfre. O mercado de Previdência apresentou arrecadação total de R$ 20,5 bilhões nos primeiros cinco meses de 2011, crescimento de 21,1% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Neste mercado, o Banco do Brasil registrou arrecadação de R$ 5,2 bilhões até maio de 2011, crescimento de 54,0% em comparação com o mesmo período de 2010 e correspondendo a 25,4% de participação do mercado, situando-se na 2ª posição. As provisões dos planos de previdência somaram R$ 231,8 bilhões, expansão de 23,6% em 12 meses, dentre os quais R$ 41,8 bilhões são de contribuição do Banco do Brasil. A receita das empresas de capitalização alcançou R$ 5,4 bilhões até maio de 2011, alta de 14,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior. As provisões atingiram R$ 18,1 bilhões até maio de 2011, contra R$ 15,9 bilhões em comparação com o mesmo período de Neste mercado, o Banco do Brasil registrou R$ 1,3 bilhão em receitas e R$ 4,4 bilhões em provisões, posicionando-se em 1º lugar em ambos os quesitos. Consolidado O quadro a seguir demonstra o lucro líquido consolidado das empresas de seguridade, conforme nova estrutura societária. Entretanto, é válido ressaltar que o novo modelo teve início ao final do mês de junho/2011. Neste novo conceito, os setores serão divididos conforme segue: BB Mapfre SH1 Participações S.A. ( SH1 ) segmentos de seguros de pessoas, imobiliário e agrícola; Mapfre BB SH2 Participações S.A. ( SH2 ) segmentos de seguros de ramos elementares, incluídos os seguros de veículos e excluídos os seguros imobiliário e agrícola: Previdência Aberta; Capitalização. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

95 Neste novo formato, a receita de seguros das holdings SH1 e SH2 incrementaram 10,0% o resultado líquido de seguros, garantindo as posições no mercado acima mencionadas. Cabe salientar que as despesas operacionais não foram impactadas pela iminente sinergia dos negócios entre as empresas. Tabela 112. Demonstração do Resultado por Ramo de Atuação R$ milhões 1S11 SH1 Seg uro s SH2 Receitas de Seguros, Previdência e Capitalização 1.315, , , , , ,2 43,2 Deduções da Receita (176,4) (52,9) (229,3) (6.031,2) (1.363,8) (7.624,2) 47,2 Prêmios Ganhos 1.139, , , ,0 33,9 Sinistros Retidos (369,8) (744,2) (1.114,0) - - (1.114,0) 39,5 Despesas de Comercialização (267,4) (272,4) (539,8) (74,1) (104,5) (718,4) 38,3 Outras Receitas/(Despesas) Operacionais (172,6) (52,6) (225,2) 296,0 (8,2) 62,6 74,4 Resultado da Atividade 329,4 160,6 490,0 262,3 85,0 837,2 22,7 Despesas Administrativas (50,4) (131,3) (181,7) (123,1) (37,4) (342,1) 25,1 Despesas com Tributos (40,5) (30,4) (70,9) - (9,7) (80,5) 30,6 Resultado Financeiro 90,7 76,5 167,3 185,9 83,3 436,5 44,3 Resultado Operacional 329,2 75,5 404,7 325,1 121,2 851,1 31,0 Resultado Patrimonial 3,7 (0,0) 3, ,7 138,1 Resultado Não Operacional (0,1) 0,0 (0,1) 0,0 (0,0) (0,1) (160,0) Res. antes da Tribut. s/ o Lucro 332,9 75,5 408,4 325,2 121,2 854,7 31,2 IR e Contrib Social (110,9) (28,4) (139,3) (79,9) (55,2) (274,3) 30,1 Participações no Lucro (2,4) (4,2) (6,6) (48,3) (2,0) (56,8) 593,7 Lucro/ (Prejuízo) Líquido 2 19,6 4 2, ,5 19 7,0 6 4,1 52 3,6 2 1,1 Patrimônio Líquido M édio 1.443, , ,5 680,9 183, ,6 187,3 RSPL (Anual) % 15,2 2,1 7,5 28,9 35,0 12,0 - T o t al Previd ência Privad a Capit alização Consolidado V ar. % s/ 1S10 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

96 Tabela 113. Destaques Operacionais do Grupo Seguridade Saldos Var. % Jun/10 Mar/11 Jun/11¹ s/jun/10 s/mar/11 BB Mapfre SH1² Vidas Seguradas mil ,7 341,1 Volume da Carteira Administrada - R$ milhões ,4 128,4 Reservas Técnicas - R$ milhões ,6 140,9 Sinistralidade - % 29,1% 28,8% 35,2% 6,1p.p. 6,4p.p. Participação de Mercado ramo rural - % 39,8% 35,3% 64,7% 24,9p.p. 29,4p.p. Participação de Mercado ramo vida - % 10,8% 11,4% 18,6% 7,8p.p. 7,2p.p. Ranking rural 1º 1º 1º Ranking vida 3º 4º 1º BB Mapfre SH2³ Frota mil ,3 129,7 Volume da Carteira Administrada - R$ milhões ,0 275,0 Reservas Técnicas - R$ milhões ,0 281,9 Sinistralidade - % 69,3% 71,1% 57,1% -12,2p.p. -14p.p. Índice de Retenção da Carteira - % 82,7% 81,2% 89,1% 6,4p.p. 7,9p.p. Participação de Mercado - % 8,1% 7,3% 14,7% 6,6p.p. 7,4p.p. Ranking 5º 6º 2º Brasilcap Quantidade de Títulos(Exceto Incentivo) mil ,4 2,9 Volume da Carteira Administrada - R$ milhões ,3 5,2 Reservas Técnicas - R$ milhões ,4 4,1 Quantidade de Títulos Premiados ,3-9,3 Montante de Prêmios Distribuídos ,1-3,9 Participação de Mercado arrecadação - % 23,0% 23,6% 23,5% 0,5p.p. -0,1p.p. Participação de Mercado reservas - % 24,2% 24,2% 24,1% -0,1p.p. -0,1p.p. Ranking - arrecadação 1º 1º 1º Ranking - reservas 1º 1º 1º Brasilprev Índice de Resgates - % 8,8% 8,0% 8,4% -0,4p.p. 0,4p.p. Contratos Ativos mil ,5 7,6 Volume da Carteira Administrada - R$ milhões ,3 6,7 Reservas Técnicas - R$ milhões ,0 6,5 Participação de Mercado arrecadação - % 20,1% 27,4% 22,6% 2,5p.p. -4,8p.p. Participação de Mercado reservas - % 16,0% 17,6% 17,9% 1,9p.p. 0,3p.p. Ranking Arrecadação 2º 2º 2º Ranking Reservas (1) Os rankings de participação de Mercado são disponibilizados pela SUSEP e tal posição tem como data base o mês de Maio de (2) Os dados apresentados anteriores a junho/11 referem-se à empresa Aliança do Brasil. (3) Os dados apresentados anteriores a junho/11 referem-se à empresa Brasilveiculos; Índice de Seguridade O Índice de Seguridade reflete a participação do segmento de Seguridade no Resultado do Conglomerado, ou seja, o quanto as empresas dos ramos de Seguros, Previdência Aberta e Capitalização agregaram ao lucro líquido do Conglomerado Banco do Brasil. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

97 Tabela 114. Índice de Seguridade Consolidado Fluxo Trim estral Var. % R$ milhões 2T10 1T11 2T11 s/2t10 s/1t11 Resultado de Seguridade 299,3 370,2 402,4 34,4 8,7 Receita Líquida de Corretagem 75,5 78,6 89,9 19,0 14,4 Receita Líquida de Tarifas de Serviços 52,4 65,4 66,7 27,2 2,0 Equivalência Patrimonial 171,4 226,2 245,9 43,4 8,7 Lucro Recorrente do BB 2.327, , ,2 38,8 10,5 Índice de Seguridade (%) 12,9% 12,7% 12,5% (3,1) (1,6) Índice Combinado Ampliado O Índice Combinado Ampliado expressa o percentual de Prêmios Ganhos e do Resultado Financeiro consumido pelas Despesas Operacionais com o negócio de seguros (Sinistros Retidos, Despesas de Comercialização, Despesas Administrativas e Outras Receitas/Despesas Operacionais). É válido salientar que, em decorrência da nova estrutura societária do grupo de seguridade do Banco do Brasil, a série será apresentada apenas no formato consolidado, já que a visão por ramo, hoje distribuída nas holdings SH1 e SH2, não tem dados suficientes para montar série histórica. 80,3% 80,6% 73,3% 75,3% 82,4% 77,6% 340,1 179,9 180,9 260,4 258,5 188,4 630,3 384,3 414,2 396,3 432,0 483,7 350,6 339,2 316,9 357,0 397,1 549,6 1T10 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 Outras Receitas / Despesas Sinistros Margem Operacional ICA Figura 24. Índice Combinado Ampliado Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

98 8.4 Mercado de Capitais Mercado Doméstico O Banco do Brasil atua no mercado de capitais doméstico por meio do BB Banco de Investimento S.A. BB-BI, com foco tanto para investidores de Varejo, valendo-se de sua ampla rede de distribuição, bem como investidores institucionais. O BB atua, desde de 2000, na qualidade de Instituição Depositária de ativos escriturais e oferece aos emissores de valores mobiliários, estrutura, qualidade e soluções tecnológicas, com atendimento customizado e acesso on-line e em tempo real a informações relativas às bases acionárias, de cotistas e demais investidores. Aos investidores destas empresas, o Banco do Brasil disponibiliza sua rede de agências em território nacional e funcionários altamente capacitados. No segmento de securitização, no 2T11, o BB coordenou 1 (uma) emissão de Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios FIDC e 1 (uma) emissão de Fundo Imobiliário, que ao todo somaram R$ 229 milhões. Como coordenador líder, foi responsável pela estruturação e distribuição pública das cotas seniores do Cobra Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Comerciais III. Foram ofertados ao mercado investidor, em regime de melhores esforços, R$ 70 milhões em cotas seniores, que obtiveram o rating AAA pela Standard & Poor's. Ainda no mercado de securitização, porém no setor imobiliário, atuou como Coordenador Líder e foi responsável pela estruturação, coordenação e distribuição pública do BB Renda Corporativa Fundo de Investimento Imobiliário - FII. A Oferta, teve valor de R$159 milhões. No mercado de ações, o BB-BI coordenou 02 ofertas de ações que somaram R$ milhões, e participou como co-manager em 03 ofertas de distribuição de valores mobiliários. Em termos de distribuição, o BB alcançou o 07º lugar no ranking Anbima, com 3,6% de participação de mercado, e foi o 1º colocado no ranking Anbima de Distribuição de Renda Variável com 61,9% de participação de mercado no acumulado 12 meses. No segmento de custódia de ativos, o Banco encerrou o período em 3º lugar no ranking Anbima, com R$ 498 bilhões custodiados que representam 22,6% de participação de mercado. No mercado de fusões e aquisições, o BB-BI participou de 1 operação concretizada, que somou R$ 86 milhões, ficando em 12º lugar no ranking Anbima acumulado até 31 de março - último dado disponível até o fechamento deste relatório. Na indústria de private equity, o BB-BI atua desde 2004 como investidor e, atualmente, é cotista de 13 fundos. A partir de 2007, passou a prestar serviços de assessoria econômico-financeira a Fundos de Investimento em Participações, atuando como assessor em 4 fundos investidos. O total de capital comprometido pelo BB-BI na indústria de private equity é de até R$ milhões. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

99 Tabela 115. Informações Consolidadas Referentes aos FIP's/FMIEE's - 2T11 R$ milhões Capital Comprometido do Fundo BB-BI Participação (%) FIP Angra Infra Estrutura 697,5 8,6 Logística Brasil FIP 462,0 13,0 FIP Brasil Energia 1040,0 5,8 InfraBrasil FIP 824,0 7,3 FIP COLISEU 1330,0 15,0 FIP Redentor Até Até 28,57 Rio Bravo Nordeste II FMIEE 131,8 15,2 Jardim Botânico VC I - FMIEE 100,0 20,0 Fundotec II FMIEE 77,4 15,5 Brasil Agronegócio FIP 840,0 19,1 Brasil Sustentabilidade FIP 421,0 9,5 Fundo Brasil de Governança Corporativa - FIP 600,0 13,8 Fundo Brasil de Internacionalização de Empresas - FIP 360,0 24,4 Mercado Internacional No mercado de capitais internacional, o BB, por meio de suas corretoras externas BB Securities Ltd (Londres) e Banco do Brasil Securities LLC (Nova Iorque), atuou em 9 das 48 operações de captação externa realizadas por empresas, bancos e governo brasileiro, das quais 8 na condição de leadmanager e 1 como co-manager. Do total de aproximadamente US$ 26,6 bilhões emitidos no semestre, o BB participou em cerca de US$ 6,4 bilhões. Adicionalmente, a BB Securities Ltd atuou em 3 operações de emissores estrangeiros, sendo 1 como lead-manager e 2 co-manager, que totalizaram US$ 2,65 bilhões e EUR 750 milhões. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

100 9 - Despesas Administrativas 9.1 Recursos Humanos Na comparação em doze meses, o crescimento da linha de Despesas de Pessoal deve-se basicamente ao reajuste médio salarial, que foi de 7,5% em 2010 e ao aumento do quadro de funcionários no período, reflexo ainda do Programa de Revitalização do Varejo. A variação observada em Previdência Complementar de 47,8% em relação ao mesmo período de 2010, refere-se ao reconhecimento do Passivo Atuarial do Economus, plano de previdência do BNC, cujo valor será realizado por um período de 42 meses. Tabela 116. Despesas de Pessoal Fluxo Trim e s tral V ar. % Fluxo Se m e s tral Var. % R$ milhões 2T10 1T11 2T11 s /2T10 s /1T11 1S10 1S11 s /1S10 De s pes as de Pe s s oal (2.937) (3.145) (3.364) 14,5 7,0 (5.788) (6.509) 12,5 Proventos (1.587) (1.469) (1.856) 17,0 26,3 (2.893) (3.326) 15,0 Benefícios (433) (445) (459) 5,9 3,1 (859) (903) 5,2 Encargos Sociais (537) (536) (599) 11,6 11,8 (1.020) (1.136) 11,3 Treinamento (19) (11) (15) (18,7) 38,4 (32) (26) (19,0) Previdência Complementar (49) (68) (72) 47,8 6,2 (101) (140) 38,9 Honorários de Diretores e Conselheiros (15) (14) (14) (5,0) 1,9 (28) (27) (2,6) Provisões Administrativas de Pessoal (298) (602) (348) 17,0 (42,2) (855) (951) 11,2 A figura seguinte apresenta a evolução do quadro de pessoal do BB. O programa para rentabilizar a base de clientes continua através da abertura de novas agências e a readequação do modelo de atendimento, com uma melhor alocação de funcionários envolvidos diretamente com o atendimento nas agências, explicando o crescimento observado Jun/10 Set/10 Dez/10 Mar/11 Jun/11 Total Funcionários Estagiários Figura 25. Evolução do Quadro de Pessoal Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

101 9.2 Estrutura Operacional O rígido controle de despesas do BB aliado às sinergias obtidas na integração do BNC impulsionaram o bom comportamento das despesas. Os avanços observados apresentaram-se em linha com os reajustes contratuais realizados e o crescimento orgânico das operações. Tabela 117. Outras Despesas Administrativas Fluxo Trim e s tral Var. % Fluxo Se m e s tral V ar. % R$ milhões 2T10 1T11 2T11 s /2T10 s /1T11 1S10 1S11 s /1S10 Outras De s pe s as Adm inis trativas (2.534) (2.547) (2.522) (0,5) (1,0) (4.983) (5.069) 1,7 Comunicação e Processamento de Dados (570) (538) (434) (24,0) (19,4) (1.208) (971) (19,6) Amortização e Depreciação (306) (317) (322) 5,2 1,8 (580) (639) 10,3 Serv. de Vigilância, Segurança e Transporte (337) (373) (374) 10,9 0,3 (667) (747) 12,1 Imóveis e Bens de Uso (352) (368) (392) 11,3 6,5 (682) (759) 11,4 Marketing e Relações Públicas (155) (127) (162) 4,4 27,1 (284) (289) 1,8 Serviços de Terceiros (438) (443) (481) 9,8 8,6 (857) (924) 7,9 Demais Despesas Administrativas (375) (382) (357) (4,7) (6,4) (707) (739) 4,6 Rede de Atendimento Com abrangência nacional e presença em municípios brasileiros, além de dependências externas distribuídas em 23 países, o BB possui a maior rede de agências do Brasil. Adicionalmente à rede de distribuição própria, o BB possui parcerias para o compartilhamento de terminais de autoatendimento e utilização da rede de lotéricas onde é possível realizar saques, depósitos, pagamentos, entre outros serviços. Além de reduzir custos com novos investimentos e com manutenção dos terminais, essas parceiras consolidam o atendimento pulverizado e nacional da rede do Banco do Brasil. Dentro da estratégia de atendimento por meio de correspondentes, o BB venceu em maio/2011, o processo licitatório para exploração da rede do Banco Postal da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios). Com isso, a partir de 1º de janeiro de 2012, pelo prazo de cinco anos, o BB terá acesso à rede de distribuição dos Correios, com pontos presentes em 95% dos municípios brasileiros. Essa aquisição permitirá ao BB antecipar a estratégia de estender seus pontos de atendimento em todo o País e estar em 100% dos municípios brasileiros até Com o acordo, essa meta será atingida em 2012 e, por conseguinte, a das receitas provenientes dessa atuação. Seguindo a linha de estar próximo ao cliente, o Banco do Brasil inaugurou em Brasília o Espaço Conceito Iguatemi onde é possível ter contato com a marca BB e conhecer as novidades da sustentabilidade no BB. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

102 Tabela 118. Rede de Distribuição Total Re de Própria Fluxo Trim e s tral Jun/10 M ar/11 Jun/11 s /Jun/10 s /M ar/11 A gência ,2 (0,2) SA A ,3 - Postos de A tendimento (1,7) 0,0 Subtotal ,9 (0,0) Coban ¹ ,1 20,3 Re de Com partilhada V ar. % CEF - lotéricas ,9 1,5 Banco 24h ,0 5,4 Subtotal ,4 3,5 Total ,3 5,7 ¹ A partir do 3T10, foram considerados os pontos de lotéricos correspondentes da CEF, conforme acordo de compartilhamento. Existem localidades onde há sobreposição de agências, existindo dependências do Banco do Brasil e do BESC e BNC, para se ajustar essa superestrutura, estão sendo feitas fusões de dependências. As tabelas seguintes apresentam a rede de distribuição do BB e sua distribuição por região do País. Tabela 119. Rede de Agências por Região BB SFN Part. % Norte ,9 Nordeste ,1 Centro-Oeste ,6 Sudeste ,0 Sul ,0 Total ,5 A rede externa é composta por 47 dependências localizadas em 23 países (13 agências, 8 subagências, 11 escritórios de representação, 7 subsidiárias, 5 subsidiárias sucursais, 2 unidades de serviços compartilhados e 1 unidade de negócios). Em complemento a essa estrutura, o Banco do Brasil mantém acordo com outras instituições financeiras no exterior para atendimento aos seus clientes: ao final de junho último, havia bancos atuando como correspondentes do BB em 137 países. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

103 Tabela 120. Rede de Distribuição no Exterior Agê ncias Subagê ncias Escritórios de Re pre s e ntação Subs idiárias e Subsidiárias Sucurs ais Unidades de Se rviços Com partilhados Unidade s de Negócios Assunção Cidade do Leste Caracas Banco do Brasil AG Buenos Aires Gifu Cidade do México Banco do Brasil Securities LLC BB USA Servicing Center BB Europa Servicing Center Roma Frankfurt Gunma Dubai BB Leasing Company Ltd. Grand Cayman Hamamatsu Hong Kong BAMB Brazilian American Merchant Bank La Paz Ibaraki Lima BB Securities Ltd. Londres Londres Nagano Luanda BB USA Holding Company Madri Nagóia Montevidéu BB Money Transfers, Inc. Miami Santa Cruz de La Sierra Panamá Banco do Brasil AG - Sucursal em Portugal - Cascais Milão Seul Banco do Brasil AG - Sucursal em Portugal - Marquês de Pombal Nova Iorque Washington Banco do Brasil AG - Sucursal em Portugal - Parque das Nações Paris Xangai Banco do Brasil AG - Sucursal em Portugal - Porto Santiago Banco do Brasil AG - Sucursal em Portugal - Costa da Caparica Tóquio Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

104 Canais Automatizados A rede de atendimento do Banco do Brasil constitui-se em diferencial estratégico disponibilizando uma ampla gama de serviços aos clientes, além de apoiar a instituição na estratégia de controle de custos. No gráfico abaixo são discriminados os números dessa rede, apresentando o número de terminais da rede própria do BB, as máquinas oriundas de parcerias estratégicas, como os terminais externos da Caixa Econômica Federal (CEF), do Banco Regional de Brasília (BRB) e a rede de atendimento do Banco 24h. Devido à estratégia de renovação do parque tecnológico, que faz parte do Programa de Revitalização do Varejo, os terminais de autoatendimento estão sendo trocados por terminais modernos que agregam funções de saque e depósito em um mesmo equipamento Jun/10 Set/10 Dez/10 Mar/11 Jun/11 Figura 26. Terminais de Autoatendimento Terminais de Autoatendimento TAA: Banco 24h TAA: BRB + CEF Os terminais são responsáveis pelo processamento de parcela expressiva do total de operações bancárias realizadas pelo Banco do Brasil. A figura seguinte mostra que 92,7% de transações são realizadas por canais alternativos ao final do 2T11. A variação na linha COBAN e Outros refere-se a inclusão dos convênios de débito automático que passaram a ser informados a partir 1T11. 91,9 91,8 93,0 92,9 92,7 5,8 6,8 6,1 9,1 9,1 10,0 10,7 12,1 10,1 10,5 8,1 8,2 7,0 7,1 7,3 17,1 15,3 18,7 18,4 18,6 20,1 21,0 19,8 20,9 20,7 38,9 38,1 36,4 34,4 33,9 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 TAA Internet PF Internet PJ Caixa POS COBAN e Outros Trans. Automatizadas Figura 27. Transações por Canal de Atendimento - % Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

105 9.3 Outras Informações do Resultado As demais variações relevantes nas outras receitas e despesas operacionais são apresentadas nas tabelas a seguir. Tabela 121. Outras Receitas Operacionais Fluxo Trim es tral V ar. % Fluxo Se m e s tral Var. % R$ milhões 2T10 1T11 2T11 s /2T10 s /1T11 1S10 1S11 s /1S10 Outras Re ce itas Ope racionais ,3 (17,4) ,7 Recuperação de Encargos e Despesas (72,3) (46,6) (52,7) Atualização de Depósitos em Garantia ,2 11, ,2 Atualiz. dos Fundos de Dest. do Superávit - Previ ,7 (17,4) ,7 Demais ,4 (20,0) ,2 Tabela 122. Outras Despesas Operacionais Fluxo Trim e s tral Var. % Fluxo Se m e s tral V ar. % R$ milhões 2T10 1T11 2T11 s /2T10 s /1T11 1S10 1S11 s /1S10 Outras De s pe s as Ope racionais (2.618) (2.980) (3.074) 17,4 3,1 (5.055) (6.053) 19,8 A tualização das Obrigações Atuariais (369) (220) (275) (25,5) 24,9 (658) (495) (24,8) Despesas das Empresas Ligadas não Financeiras (251) (362) (401) 59,3 10,5 (571) (763) 33,7 Parceiros Comerciais (328) (190) (112) (65,8) (40,8) (562) (302) (46,3) Operações com Cartões de Crédito / Débito (214) (258) (302) 41,1 16,9 (441) (560) 26,9 Prêmios Pagos a Clientes (143) (325) (347) 142,6 6,5 (267) (672) 151,3 A tualização de Depósitos em Garantia (142) (100) (109) (23,1) 9,2 (257) (209) (18,7) Prêmio Pago sobre Crédito Consignado Adquirido (84) (270) (298) 253,1 10,5 (173) (567) 228,7 A tualização de Instrum. Híbridos de Capital e Dívida (76) (56) (47) (38,1) (16,0) (157) (103) (34,4) Descontos Concedidos em Renegociação (85) (62) (78) (8,1) 26,1 (143) (139) (2,8) A mortização/liquidação A ntecipada de Contratos (27) (47) (92) 241,1 94,2 (27) (140) 416,7 A mortização de Ágio em Investimentos (47) (148) (121) 154,9 (18,2) (90) (268) 196,9 Falhas/Fraudes e Outras Perdas (56) (82) (268) 377,6 227,1 (115) (350) 203,9 Demais (796) (860) (625) (21,4) (27,3) (1.592) (1.485) (6,7) Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

106 9.4 Indicadores de Produtividade Nesta seção são apresentados os indicadores de produtividade normalmente utilizados para análise de instituições financeiras. Em doze meses, o desempenho favorável das receitas de prestação de serviços e o controle das despesas administrativas determinaram melhoria tanto no índice que mede a cobertura das despesas de pessoal, quanto daquele que mede a cobertura das despesas administrativas. O indicador de eficiência com base acumulada em 12 meses permite uma análise com menor volatilidade, sobretudo na comparação com trimestres pares (2T e 4T). Nessa visão, observou-se melhora de 290 pontos base na comparação 2T11-2T10 e 70 pontos base sobre o 1T11. Tabela 123. Índices de Cobertura sem Itens Extraordinários Fluxo Trim e s tral R$ milhões 1T10 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 Receitas de Prestação de Serviços Despesas Administrativas Despesas de Pessoal RPS/De s pe s as de Pe s s oal¹ 120,9 125,4 120,2 135,5 127,4 130,5 RPS/ De s pe s as Adm inis trativas ² 64,4 70,5 66,3 72,5 70,0 72,2 (1) No cálculo desse índice estão incluídas as Demandas Trabalhistas. (2) No cálculo desse índice está incluído o Risco Legal (Demandas Cíveis e Trabalhistas). Tabela 124. Índices de Eficiência sem Itens Extraordinários Fluxo Trim e s tral R$ milhões 1T10 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 Re ce itas Ope racionais (A) Resultado Bruto da Interm. Financeira Prov. p/ Créd. de Liquidação Duvidosa Receitas de Prestação de Serviços Res. de Part. em Coligadas e Controladas (89) (36) (20) (140) Res de Op. com Seg., Previd. e Capitaliz Outras Receitas Operacionais Outras Despesas Operacionais (2.508) (2.641) (3.163) (3.621) (3.151) (4.050) De s pes as Adm inistrativas (B) Despesas de Pessoal Outras Despesas Administrativas Índice de Eficiê ncia (B/A) - % 44,3 42,7 45,0 39,0 40,9 39,7 Índice de Eficiê ncia (B/A) 12 m e s e s - % 43,9 44,0 44,1 42,6 41,8 41,1 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

107 A tabela seguinte apresenta outros indicadores de resultado utilizados. Tabela 125. Outros Indicadores de Produtividade Fluxo Trim e s tral 1T10 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 Ativos por Colaborador - R$ mil Contas Corrente por Colaborador Colaboradores/(A gências+paa +PA B) 16,7 17,0 17,2 17,2 17,5 17,9 Carteira de Crédito / Pontos de A tendimento - R$ milh 16,9 17,9 18,5 19,5 19,8 20,8 RPS/Pontos de Atendimento - R$ mil 201,6 216,2 220,9 230,2 222,6 237,9 Despesa de Pessoal por Funcionário - R$ mil 27,4 27,9 29,7 30,1 28,6 30,0 Contas Corrente/(Agências+PA A+PAB) Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

108 10. Gestão de Riscos 10.1 Gestão dos Riscos A Gestão dos Riscos O gerenciamento de riscos no Conglomerado Financeiro do Banco do Brasil contempla de forma abrangente os riscos de crédito, de mercado, de liquidez e operacional. As atividades de gerenciamento são realizadas por estruturas específicas e especializadas, conforme objetivos, políticas, estratégias, processos e sistemas descritos em cada um desses riscos. Não obstante as atividades estarem focadas nos riscos de crédito, de mercado, de liquidez e operacional, o Banco adota mecanismos para garantir a suficiência de capital para cobertura de outros riscos incorridos. A gestão colegiada dos riscos é realizada de forma totalmente segregada das unidades de negócios. As políticas de risco são determinadas pelo Conselho de Administração do Banco e pelo Comitê de Risco Global - CRG, um fórum composto pelo Presidente e Vice-presidentes. As ações para implantação e acompanhamento das diretrizes emanadas do CRG são conduzidas em subcomitês específicos (Crédito, Mercado e Operacional), que são fóruns constituídos por Diretores. Para conhecer mais sobre o processo de gestão de riscos no Banco do Brasil, acesse o website bb.com.br/ri. As tabelas e gráficos constantes deste capítulo não consideram as informações contábeis do Banco Votorantim (BV), a menos que haja referência explícita em contrário. Nesse sentido, define-se a expressão BB Consolidado como Banco do Brasil no país e exterior exclusive BV Risco de Crédito Risco de Crédito é definido como a possibilidade de ocorrência de perdas associadas ao não cumprimento pelo tomador ou contraparte de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, à desvalorização de contrato de crédito decorrente da deterioração na classificação de risco do tomador, à redução de ganhos ou remunerações, às vantagens concedidas na renegociação e aos custos de recuperação. A definição de risco de crédito compreende, entre outros: o risco de crédito da contraparte, entendido como a possibilidade de não cumprimento, por determinada contraparte, de obrigações relativas à liquidação de operações que envolvam a negociação de ativos financeiros, incluindo aquelas relativas à liquidação de instrumentos financeiros derivativos; o risco país, entendido como a possibilidade de perdas associadas ao não cumprimento de obrigações financeiras nos termos pactuados por tomador ou contraparte localizada fora do País, em decorrência de ações realizadas pelo governo do país onde localizado o tomador ou contraparte, e o risco de transferência, entendido como a possibilidade de ocorrência de entraves na conversão cambial dos valores recebidos; a possibilidade de ocorrência de desembolsos para honrar avais, fianças, coobrigações, compromissos de crédito ou outras operações de natureza semelhante; e a possibilidade de perdas associadas ao não cumprimento de obrigações financeiras nos termos pactuados por parte intermediadora ou convenente de operações de crédito. No Banco do Brasil, a estrutura de gerenciamento do risco de crédito é composta pelas Diretorias de Gestão de Riscos, Diretoria de Crédito e Diretoria de Reestruturação de Ativos Operacionais, sendo o diretor de Gestão de Riscos, por meio de indicação do Conselho de Administração, o responsável pelo gerenciamento do risco de crédito do Banco. Essa estrutura está em consonância à Resolução CMN 3.721, de 30/04/2009. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

109 Risco de Mercado Risco de Mercado reflete a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de posições detidas por uma instituição financeira. Inclui os riscos das operações sujeitas à variação cambial, das taxas de juros, dos preços de ações e dos preços de mercadorias (commodities). A Diretoria de Gestão de Riscos (Diris), conforme previsto na Resolução 3.464, de , é responsável pelo gerenciamento do risco de mercado e de liquidez no Banco do Brasil, com estrutura para gerenciamento dos riscos de mercado e de liquidez compatível com a natureza das operações, a complexidade dos produtos e a dimensão da exposição aos riscos da instituição, segregada das unidades de negociação e da unidade executora da atividade de auditoria interna. O BB utiliza métodos estatísticos e de simulação para mensurar os riscos de mercado das suas exposições. Entre as métricas resultantes da aplicação destes métodos, destacam-se: Sensibilidades, Valor em Risco (VaR) e Estresse. O Banco do Brasil adota política de gerenciar a exposição cambial de forma a minimizar seus efeitos sobre o resultado do Consolidado Econômico-Financeiro. Apresentamos, a seguir, o demonstrativo dos ativos, passivos e derivativos do BB Consolidado referenciados em moedas estrangeiras. A exposição cambial líquida, para , é passiva no valor de US$ 768,1 milhões, o que reflete a estratégia de hedge fiscal adotada pelo Banco. O hedge fiscal objetiva reduzir a volatilidade do resultado, após os efeitos tributários, haja vista que os ganhos com a variação cambial dos investimentos no exterior não são tributados e, similarmente, as perdas não geram dedução na base tributária. Tabela 126. Balanço em Moedas Estrangeiras R$ milhões CONTAS PATRIMONIAIS MOEDA ATIVO PASSIVO Dólar dos EUA Euro Libra Esterlina Iene Franco Suíco Ouro 13 - Demais Total Posição Líquida - Patrim oniais (7.375) DERIVATIVOS MOEDA COMPRADO VENDIDO Dólar dos EUA Euro Libra Esterlina Iene Franco Suíço 7 89 Demais Total Posição Líquida - Derivativos TOTAIS PATRIMONIAIS E DERIVATIVOS Posição Líquida Total (1.199) Posição Líquida Total - Em US$ (768) Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

110 A exposição cambial regulatória do BB Consolidado, calculada conforme a Circular Bacen 3.389, de 25 de junho de 2008, é da ordem de R$ 957,8 milhões para a data de 30 de junho de Balanço por Indexador Apresentamos a seguir a composição dos ativos e passivos, inclusive derivativos, do Conglomerado Financeiro, detalhada por indexador: Ativo R$ bilhões Passivo 404,1 264,6 Prefixado CDI/TMS/FACP IRP/TBF/TR INDICE DE PREÇO TJLP Moeda Estrangeira/Ouro/RV Sem Indexador Ativo: Crédito Tributário; Permanente Passivo: PL; Prov. Administrativa 205,1 60,3 23,7 25,6 102,8 13,1 36,3 198,0 166,9 6,7 25,6 104,2 17,5 87,5 Figura 28. Composição dos Ativos e Passivos do BB no País O gráfico a seguir evidencia os descasamentos líquidos por indexador do Conglomerado Financeiro: R$ bilhões Figura 29. Posição Líquida do Conglomerado Financeiro Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

111 Demonstrativo do Perfil de Repactuação das Taxas de Juros Apresentamos, a seguir, tabela contendo o estoque de operações sensíveis às variações nas taxas de juros, alocados por fator de risco e por prazo de indexação de taxa de juros do BB Consolidado: Tabela 127. Perfil de Repactuação das Taxas de Juros 30/06/2011 Ativos Passivos Ativos < 1 Meses 1 > 3 Meses 3 > 6 Meses 6 > 12 Meses 1 > 3 Anos > 3 Anos Total Prefixado CDI/TMS TR/TBF/IRP Índice de Preço TJLP US$/ME Total - Ativos Passivos Prefixado CDI/TMS TR/TBF/IRP Índice de Preço TJLP US$/ME Total - Passivos Gap (81.237) Gap Acumulado (8.454) Gap Acumulado como % Ativos (que rendem juros) 16,9% -56,0% 52,6% 39,6% 29,6% 3,1% 6,7% Nota: estão considerados a totalidade dos depósitos em conta-corrente - R$ 49,1bilhões - em passivos prefixados. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

112 Risco de Liquidez Risco de Liquidez é a ocorrência de desequilíbrios entre ativos negociáveis e passivos exigíveis - "descasamentos" entre pagamentos e recebimentos que possam afetar a capacidade de pagamento da instituição, levando-se em consideração as diferentes moedas e prazos de liquidação de seus direitos e obrigações. O Banco do Brasil mantém níveis de liquidez adequados aos compromissos da Instituição assumidos no Brasil e no exterior, resultado da sua ampla e diversificada base de depositantes e da qualidade dos seus ativos, da capilaridade da sua rede de dependências externas e de acesso ao mercado internacional de capitais. O rigoroso controle do risco de liquidez está em consonância com a Política de Risco de Mercado e de Liquidez estabelecida para o Conglomerado, atendendo às exigências da supervisão bancária nacional e dos demais países onde o Banco opera. A gestão do risco de liquidez do Banco do Brasil segrega a liquidez em Reais da liquidez em Moedas Estrangeiras. Para tanto, utiliza os seguintes instrumentos: Mapas de Descasamento de Prazos; Projeções de Liquidez de Curto, Médio e Longo Prazos; Teste de Estresse; Limites de Risco de Liquidez; Plano de Contingência de Liquidez; e, Teste de Potencial das Medidas de Contingência de Liquidez. Os instrumentos de gestão do risco de liquidez são periodicamente monitorados e reportados aos Comitês Estratégicos da instituição. A figura seguinte apresenta o acompanhamento da Reserva de Liquidez em Moeda Nacional do Banco. jun/10 jul/10 ago/10 set/10 out/10 nov/10 dez/10 jan/11 fev/11 mar/11 abr/11 mai/11 jun/11 Liquidez Média Liquidez Média Reserva de Liquidez Reserva de Liquidez Figura 30. Reserva de Liquidez em Moeda Nacional A figura abaixo apresenta o acompanhamento da Reserva de Liquidez em Moeda Estrangeira do Banco. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

113 jul/10 ago/10 set/10 out/10 nov/10 dez/10 jan/11 fev/11 mar/11 abr/11 mai/11 jun/11 Liquidez Média Figura 31. Reserva de Liquidez Moeda Estrangeira Reserva de Liquidez O indicador de Disponibilidade de Recursos Livres (DRL), outro limite de risco de liquidez utilizado pelo BB, visa assegurar equilíbrio entre captação e aplicação de recursos da carteira comercial da área interna e garantir o financiamento da liquidez em moeda nacional com recursos comerciais e estruturais. O limite do DRL, definido anualmente pelo Comitê de Risco Global (CRG) de acordo com as metas de captações e aplicações comerciais, é o parâmetro utilizado no planejamento e na execução do orçamento da instituição e seu monitoramento é realizado sob periodicidade mensal. jun/10 jul/10 ago/10 set/10 out/10 nov/10 dez/10 jan/11 fev/11 mar/11 abr/11 mai/11 jun/11 DRL Mensal DRL Limite Figura 32. Indicador DRL As condições favoráveis da Liquidez em Reais, monitorada pela Reserva de Liquidez e pelo Indicador DRL, conforme apresentado nas figuras acima, viabilizaram que a execução do planejamento estratégico dos negócios da empresa ocorresse em níveis confortáveis de exposição ao risco de liquidez. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

114 Risco Operacional Risco Operacional representa a possibilidade de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou decorrente de eventos externos. Esta definição inclui a possibilidade de perdas decorrentes do risco legal que está associado à inadequação ou deficiência em contratos firmados pela instituição, bem como a sanções em razão do descumprimento de dispositivos legais e a indenizações por danos a terceiros decorrentes das atividades desenvolvidas pela instituição. A estrutura de gestão do risco operacional no Banco do Brasil é composta pelas Diretorias de Gestão de Riscos, Controles Internos e Gestão da Segurança. Na página da Internet do BB, site de relações com investidores, estão disponíveis, com maior detalhamento, informações acerca da estrutura de gerenciamento e do processo de gestão do risco operacional. Em cumprimento ao cronograma estabelecido no Comunicado BACEN , de , o BB vem implementando ações visando a adoção de modelos avançados para risco operacional. Destaca-se a elaboração de plano de candidatura que visa qualificar o Banco, observadas as orientações divulgadas no Comunicado , de , que envolvem a utilização de quatro elementos essenciais: Base de Dados Internos, Base de Dados Externos, Análise de Cenários e Fatores de Controles Internos e Ambiente de Negócios. Nesse trimestre, após a afiliação à Operational Riskdata EXchange Association ORX iniciou-se processo para propiciar o intercâmbio de dados externos de perda operacionais. Aprovou-se, também, cenários para risco operacional para o período A tabela a seguir apresenta o acompanhamento das perdas operacionais do BB, realizada por categorias de eventos de perda, em termos percentuais, não considerando aquelas provenientes do Banco Votorantim. Ressalta-se que, a partir do 2º trimestre de 2010, o BB passou a considerar as constituições/reversões de provisões no total apurado de perdas operacionais para as categorias Problemas Trabalhistas e Falhas nos Negócios. Tabela 128. Acompanhamento das Perdas Operacionais Cate goria de Eve nto de Pe rda 2T10 3T10 4T10 1T11 2T11 Problemas Trabalhistas 42,0% 37,6% -18,7% 19,2% 0,4% Falhas nos Negócios 20,9% 43,8% 70,0% 54,1% 68,1% Fraudes e Roubos Externos 19,5% 11,1% 15,8% 17,5% 19,0% Falhas em Processos 12,1% 5,7% 31,5% 6,7% 8,7% Danos ao Patrimônio Físico 0,5% 0,2% 0,2% 0,7% 1,0% Fraudes Internas 4,9% 1,6% 1,2% 1,7% 2,6% Falhas de Sistemas 0,1% 0,0% 0,0% 0,1% 0,2% Interrupção das A tividades 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% Total 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

115 10.2 Estrutura de Capital O Índice de Basileia foi apurado segundo os critérios estabelecidos pelas Resoluções CMN n.º 3.444/2007 e n.º 3.490/2007, que tratam do cálculo do Patrimônio de Referência (PR) e do Patrimônio de Referência Exigido (PRE), respectivamente. Nesta divulgação as informações relativas ao Banco Votorantim (BV) foram consolidadas pelo Método de Equivalência Patrimonial (MEP). Desempenho O Banco do Brasil encerrou o 2T11 com Patrimônio de Referência 20,9% superior ao observado em junho de 2010 e 7,1% em relação a março de 2011, atingindo R$ milhões. Tabela 129. Índice de Basileia Conglomerado Econômico-Financeiro* R$ milhões Jun/10 Se t/10 De z/10 M ar/11 Jun/11 Patrimônio de Referência - PR Níve l I Capital Social Reservas de Lucros Reservas de Reavaliação (6) (6) (6) (6) (6) Ajuste ao V alor de Mercado -TV M e Deriv Ações em Tesouraria (0) (0) Lucros ou Prejuízos A cumulados (31) (0) (0) 0 - Participações A cumuladas nas Minoritárias Contas de Resultado Créd. Trib. Excl. nível I do PR Res.3059 (22) (22) (22) (14) (13) Ativos Diferidos (293) (265) (227) (214) (193) Ajustes da Marcação a Mercado (145) (283) (203) (188) (219) Adicional de Provisão Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida - Nível I Níve l II Dívida Subordinada Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida Reservas de Reavaliação Ajustes da Marcação a Mercado Instrumentos f inanceiros excluídos do PR (1.232) (1.293) (5.233) (5.228) (5.444) PLE/PRE Risco de Crédito (1) Risco de Mercado (2) Risco Operacional (3) Excesso / Insuficiência de PR Coef iciente K - % 12,84 14,21 14,08 14,13 14,38 *As informações e saldos contábeis do BV deixaram de ser incluídos nos demonstrativos de limites de gestão de riscos e na base de apuração do Índice de Basiléia do Banco, de forma retroativa a (1) Referente à parcela PEPR, conforme circular de 12/09/2007. (2) Referente às parcelas PCAM, PJUR, PCOM e PACS, Circulares a 3.364/2007, 3.366/2007, 3.368/2007 e 3.389/2008. (3) Referente à parcela POPR, conforme circular 3.383, de 30/04/2008. O PRE do BB alcançou o montante de R$ milhões em junho, aumento de 8,0% em relação a junho de 2010 e 5,2% em relação a março de Maior parte da exigência foi ocasionada pela parcela de risco de crédito (PEPR), reflexo principalmente da expansão das operações de crédito. A tabela a seguir apresenta as principais variações nas contas da parcela PEPR no segundo trimestre de 2011 vis-à-vis igual período de 2010, considerando o Consolidado Econômico-Financeiro: Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

116 Tabela 130. Principais Contas da Parcela PEPR (Conglomerado Econômico-Financeiro) Var. % R$ milhões Jun/10 M ar/11 Jun/11 s /Jun/10 s /M ar/11 Operações de Crédito ,2 6,4 Outros Direitos (ouro, adiant. ao FGPC, outros adiant.) ,0 3,0 TV M e Derivativos ,8 12,2 Créditos a Liberar ,9 10,8 Permanente ,4 (1,1) Demais (18,9) 2,1 TOTAL ,2 5,5 Em relação a risco de mercado, apresentamos, na tabela a seguir, o Patrimônio de Referência Exigido em junho de 2011, por fator de risco. Tabela 131. PRE para Risco de Mercado por Fator de Risco R$ milhões Fatore s de Ris co Jun/10 M ar/11 Jun/11 s/jun/10 s/m ar/11 PRE Câmbio PRE Taxa de Juros (86,8) 233,3 PRE Commodities 3-1 (66,7) - PRE A ções (60,0) (20,0) PRE Ris co de M e rcado¹ (86,1) 182,6 (1) Inclui posições do BNC e a participação do BB nas posições do BV Var. % O BB optou pela utilização da Abordagem Padronizada Alternativa para risco operacional, de acordo com a Circular Bacen nº O total calculado, R$ milhões, considera valores do Banco Nossa Caixa e do Banco Votorantim, com a inclusão, a partir do período anterior, das empresas não financeiras. O valor de capital alocado, por Linha de Negócio, corresponde a: Tabela 132. Capital Alocado para Risco Operacional por Linha de Negócio Linha de Ne gócio Valor (R$ m ilhõe s ) Part. % Administração de Ativos 109 3,3 Coligadas e Controladas no País e Exterior 251 7,5 Comercial ,9 Corretagem de V arejo 4 0,1 Finanças Corporativas 92 2,8 Negociação e Vendas ,8 Pagamentos e Liquidações ,6 Serviços de A gente Financeiro 82 2,5 Varejo ,7 TOTAL ,0 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

117 11. Investimentos Estratégicos 11.1 Informações Tabela 133. Participação no capital das empresas Part icip. T o t al V alo r C o nt áb il V alo r C o nt áb il R esult ad o d e Eq uivalência R$ mil A t ivid ad e T 11 Ramo Financeiro - Paí s BB Gestão de Recursos - Distrib de Tít. e Val. M obiliários S.A. Administração de Ativos 100,00% BB Banco de Investimento S.A. Banco de Investimento 100,00% BB Leasing S.A. - Arrendamento M ercantil Arrendamento 100,00% BESC Distribuidora de Títulos e Valores M obiliários S.A. Administração de Ativos 99,62% Banco Votorantim S.A. Banco M últiplo 50,00% Ramo Financeiro Ext erior Banco do Brasil Ag. Viena Bancária 100,00% BB Leasing Company Ltd. Arrendamento 100,00% BB Securities LLc. Administração de Ativos 100,00% BB Securities Ltd. Administração de Ativos 100,00% Brasilian American M erchant Bank BAM B Bancária 100,00% BB USA Holding Company, Inc Holding 100,00% (432) Banco Patagonia Bancária 51,00% Ramo Segurador, de Previdência e de Capit alização BB Seguros Participações S.A. Seguradora 100,00% BB Aliança Participações Seguradora 74,99% Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação SBCE Seguradora 12,09% (74) Nossa Caixa Capitalização S.A. Seguradora 100,00% M apfre Nossa Caixa Vida e Previdência S.A. Seguradora Out ras At ividades Ativos S.A. Aquisição de Créditos 100,00% BB Administradora de Cartões de Crédito S.A. Prestação de Serviços 100,00% Nossa Caixa S.A. - Administradora de Cartões de Crédito 100,00% (152) BB Administradora de Consórcios S.A. Consórcios 100,00% BB Corretora de Seguros e Administradora de Bens S.A. Corretora 100,00% Cobra Tecnologia S.A. Informática 99,97% (4.343) Cia. Brasileira de Soluções e Serviços CBSS Visavale Prestação de Serviços 49,99% Cielo S.A Prestação de Serviços 28,65% Kepler Weber S.A. Indústria 17,56% Neoenergia S.A. Energia 11,99% Cadam S.A. M ineradora 21,64% (1.444) Cia. Hidromineral Piratuba Saneamento 16,19% Cia. Catarinense de Assessoria e Serviços - CCA Prestação de Serviços 48,13% Companhia Brasileira de Securitização Cibrasec Aquisição de Créditos 12,12% Tecnologia Bancária S.A. Tecban Prestação de Serviços 13,53% (356) BV Participações S.A. Holding 50,00% BB M oney Transfers, Inc Prestação de Serviços 100,00% (422) Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

118 11.2 Banco Votorantim A consolidação dos demonstrativos contábeis é proporcional à participação do BB no capital social total do BV. Os ativos e passivos passaram a ser consolidados nas demonstrações desde o 3T09 e, as contas de resultado desde o 4T09. Os demonstrativos de gestão de riscos e limites operacionais, por decisão do BACEN, passaram a ser tratados pelo método de equivalência patrimonial a partir de novembro de As tabelas a seguir apresentam os principais números do BV. É apresentada ainda a DRE com Realocações. Cabe destacar que as reclassificações promovidas pelo BV são as consideradas mais adequadas para acompanhamento das especificidades de seu negócio, não sendo necessariamente aquelas adotadas na DRE com Realocações do BB. Informações adicionais podem ser obtidas no site do Banco Votorantim. Tabela 134. Banco Votorantim Demonstração Resumida do Resultado Societário Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Semestral Var. % R$ milhões 2T10 1T11 2T11 s/2t10 s/1t11 1S10 1S11 s/1s10 Receitas da Intermediação Financeira ,4 5, ,9 Operações de Crédito ,5 6, ,5 Operações de Arrendamento Mercantil (24,5) (14,0) (28,5) Resultado de Operações com TVM ,6 23, ,6 Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos (315) (428) (654) 107,7 52,8 (769) (1.082) 40,6 Resultado de Operações de Câmbio (86,3) (27,8) (83,0) Resultado das Aplicações Compulsórias ,3 8, ,4 Result. Fin. das Op. de Seguros, Previd. e Capitalização Despesa da Intermediação Financeira (2.165) (2.212) (2.837) 31,0 28,2 (4.119) (5.049) 22,6 Operações de Captação no Mercado (1.577) (1.758) (2.036) 29,1 15,8 (2.994) (3.794) 26,7 Operações de Empréstimos, Cessões e Repasses (123) (28) (254) 13 - Provisão para Créd. Liquidação Duvidosa (465) (427) (842) 80,9 97,3 (870) (1.268) 45,8 Resultado Bruto da Intermediação Finan (24,0) (34,8) ,8 Outras Receitas/Despesas Operacionais (688) (628) (686) (0,2) 9,2 (1.151) (1.314) 14,1 Receitas de Prestação de Serviços ,8 (7,8) ,0 Rendas de Tarifas Bancárias ,2 20, ,8 Despesas de Pessoal (176) (205) (210) 19,4 2,4 (340) (415) 22,0 Outras Despesas Administrativas (392) (343) (369) (5,9) 7,6 (692) (712) 3,0 Outras Despesas Tributárias (121) (161) (169) 40,5 5,2 (227) (330) 45,3 Resultado de Participação em Coligadas e Controladas - (0) (0) (0) - Result. de Op. com Seguros, Previdência e Capitalização Outras Receitas Operacionais (93,6) 118, (94,7) Outras Despesas Operacionais (779) (233) (296) (61,9) 27,1 (1.322) (530) (59,9) Resultado Operacional (62,6) (76,3) (11,3) Resultado Não Operacional (20) (21,2) (40) 17 - Resultado Antes da Tributação s/ Lucro (58,9) (75,5) (5,5) Imposto de Renda e Contribuição Social (81) (182) (229) (111) (51,7) Participações no Lucro (103) (109) (81) (21,7) (26,0) (184) (190) 3,5 Participações Minoritárias nas Controladas (86,2) 30,5 (0) 0 - Lucro Líquido (28,8) (59,6) ,2 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

119 Tabela 135. Banco Votorantim Demonstração do Resultado com Realocações Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Semestral Var. % R$ milhões 2T10 1T11 2T11 s/2t10 s/1t11 1S10 1S11 s/1s10 Receitas da Intermediação Financeira ,5 2, ,7 Operações de crédito (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (11) (12) (16) (20) ,2 5, ,8 Operações de arrendamento mercantil (2) (3) (4) (11) (20,6) (14,2) (15,7) Resultado de operações com títulos e valores mobiliários (8) (11) (12) ,0 33, ,1 Resultado de instrumentos financeiros derivativos (9) (10) (11) (12) (13) (14) (315) (49) (405) 28,4 728,1 (381) (453) 18,9 Resultado das aplicações compulsórias ,3 8, ,4 Despesas da Intermediação Financeira (1.760) (2.187) (2.439) 38,6 11,6 (3.361) (4.626) 37,6 Operações de captação no mercado (11) (12) (14) (15) (1.656) (2.065) (2.316) 39,9 12,2 (3.138) (4.381) 39,6 Operações de empréstimos, cessões e repasses (12) (104) (122) (123) 18,6 1,2 (223) (245) 9,7 Margem Financeira Bruta ,1 (8,3) ,8 Provisão para créditos de liquidacão duvidosa (6) (16) (481) (534) (897) 86,4 68,1 (889) (1.430) 60,9 Margem Financeira Líquida (26,6) (43,6) (0,3) Rendas de Tarifas ,8 3, ,5 Receitas de prestação de serviços (2) ,1 12, ,0 Rendas de Tarifas Bancárias (2) ,1 (43,7) ,3 Despesas Tributárias sobre Faturamento (10) (119) (123) (120) 0,6 (2,0) (223) (243) 9,0 Margem de Contribuição (27,0) (45,2) (0,7) Despesas Administrativas (355) (366) (375) 5,6 2,3 (680) (741) 8,9 Despesas de pessoal (7) (18) (21) (176) (204) (208) 18,6 2,4 (340) (412) 21,2 Outras despesas administrativas (4) (5) (13) (15) (17) (18) (19) (20) (178) (160) (163) (8,5) 1,6 (335) (323) (3,4) Outras despesas tributárias (19) (1) (2) (3) 205,9 41,2 (5) (6) 3,4 Resultado Comercial (51,3) (68,7) (7,0) Risco Legal (37) (60) (71) 92,7 18,4 (82) (132) 59,7 Demandas Cíveis (17) (16) (23) (27) 67,4 16,7 (34) (50) 47,7 Demandas Trabalhistas (18) (2) (11) (22) 1.080,3 99,5 (9) (33) 286,2 Demandas Fiscais (19) (19) (26) (22) 17,0 (14,6) (40) (48) 21,1 Outros Componentes do Resultado 11 (4) 3 (74,6) - 20 (2) (107,8) Res. de Participações em Coligadas e Controladas - - (0) - (0) Res. De Outras Receitas/Despesas Operacionais 11 (4) 3 (73,1) - 20 (1) (107,0) Outras receitas operacionais (3) (9) (17) (19) (41,7) 83, (46,3) Outras despesas operacionais (1) (3) (6) (9) (17) (18) (19) (6) (10) (7) 13,9 (27,2) (10) (17) 67,1 Resultado operacional (63,8) (75,9) (14,6) Resultado não operacional (21) (22) (23) 7 (0) (99,1) - (43) 7 (115,7) Resultado antes da tributação e participação no lucro (61,9) (76,2) (10,0) Imposto de renda e contribuição social (8) (10) (107) (188) (277) (120) (56,6) Participações no lucro (21) (103) (110) (82) (20,9) (25,7) (184) (192) 4,3 Resultado antes da participação de acionistas minoritários (31,4) (61,3) ,7 Participação de acionistas não controladores (86,2) 30,5 (0) 0 (120,7) Resultado Recorrente (31,4) (61,3) ,7 Itens Extraordinários (22) FINOR (22) Lucro Líquido (28,8) (59,6) ,2 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

120 Tabela 136. Banco Votorantim Demonstrativo das Realocações R$ milhões Fluxo Trimestral Fluxo Semestral ITEM DE PARA Evento 2T10 1T11 2T11 1S10 1S11 1 Outras Despesas Operacionais Operações de Crédito Ajuste das desp. com Desc. Concedidos (70,2) (13,3) 9,0 (117,5) (4,3) 2 Receitas com Prestação de Serviços Operações de Crédito Outras Rec. Op. com Carac. de Interm. Fin. 223,5 227,1 251,3 414,4 478,3 2 Receitas com Prestação de Serviços Arrendamento Mercantil Outras Rec. Op. com Carac. de Interm. Fin. 6,8 1,2 2,8 15,1 3,9 3 Outras Rec. / Desp. Operacionais Operações de Crédito Out. Rec. / Desp. Op. com Carac. de Interm. Fin. (47,9) (160,7) (220,4) (114,6) (381,1) 3 Outras Rec. / Desp. Operacionais Arrendamento Mercantil Out. Rec. / Desp. Op. com Carac. de Interm. Fin. (25,2) (0,8) (0,9) (45,6) (1,6) 4 Outras Despesas Administrativas Operações de Crédito Out. Rec. / Desp. Op. com Carac. de Interm. Fin. (196,0) (159,8) (173,7) (326,7) (333,5) 4 Outras Despesas Administrativas Arrendamento Mercantil Out. Rec. / Desp. Op. com Carac. de Interm. Fin. (7,6) (6,1) (7,2) (14,4) (13,3) 5 Outras Despesas Administrativas Operações de Crédito Ajuste em outras desp. Adm. referente a Fianças - (5,7) (6,0) - (11,7) 6 PDD / Outras Despesas Operacionais Operações de Crédito Realoc. da PDD da cessão da carteira de crédito (130,9) 71,0 - (138,8) 71,0 7 Despesas de Pessoal Operações de Crédito Prêmios sobre Campanhas - - (0,1) - (0,1) 8 Imposto de Renda e Contribuição Social TVM Ajuste do ef. do benef. fiscal gerado pelos juros isentos 26,0 21,4 27,3 41,9 48,7 9 Outras Rec. / Desp. Operacionais Inst. Financeiros Derivativos Ganho (Perda) Cambial s/ PL Fin. no Ext. 8,2 (16,6) (29,9) 24,2 (46,5) 10 Despesas Tributárias s/ Faturamento Inst. Financeiros Derivativos Hedge Fiscal (0,1) (1,8) (2,9) 0,8 (4,7) 10 Imposto de Renda e Contribuição Social Inst. Financeiros Derivativos Hedge Fiscal (0,4) (15,1) (23,7) 6,8 (38,9) 11 Op. de Crédito / Arrend. Mercantil / TVM / Cap. no Mercado Inst. Financeiros Derivativos Realoc. de todos os ef. de marcação ao mercado devido ao hedge (133,4) 134,7 (94,9) 2,4 39,8 12 Op. de Crédito / TVM / Cap. no Merc. / Emp. Cessões e Repasses Inst. Financeiros Derivativos Realoc. de todos os ef. de marcação ao mercado devido ao hedge (45,7) 180,5 317,3 18,0 497,8 13 Outras Despesas Administrativas Inst. Financeiros Derivativos Ajuste das operações de Derivativos (8,6) (6,7) (8,2) (13,5) (14,9) 14 Instrumentos Financeiros Derivativos Captações no Mercado Realocações de BOX de opções (132,9) (95,3) (85,5) (257,2) (180,8) 15 Outras Despesas Administrativas Captações no Mercado Ajuste em outras Desp. Adm. referente a Dívida Subordinada - (3,3) (3,6) - (6,9) 16 Operações de Crédito PDD Despesas de PDD decorrentes das Cessões com Coobrigação (15,7) (35,9) (54,9) (18,8) (90,8) 17 Outras Desp. Adm. / Outras Desp. Op. / Outras Rec. Op. Risco Legal - Demandas Cíveis Ajuste das despesas com demandas cíveis (16,1) (23,1) (26,9) (33,8) (50,0) 18 Desp.de Pessoal / Outras Desp. Adm. / Outras Desp. Op. Risco Legal - Demandas Trabalhistas Ajuste das despesas com demandas trabalhistas (1,9) (11,1) (22,2) (8,6) (33,3) 19 Out. Desp. Adm. / Out. Rec. Op. / Out. Desp. Op. / Out. Desp. Trib. Risco Legal - Demandas Fiscais Ajuste das despesas com demandas fiscais (19,1) (26,2) (22,3) (40,0) (48,5) 20 Outras Despesas Administrativas Operações de Crédito Custos relacionados a produção - - (5,6) - (5,6) 21 Despesas de Pessoal PLR Encargos PLR - (0,6) (0,8) - (1,4) 22 Resultado não Operacional Itens Extraordinários Resultado com a ativação do FINOR 3,0 2,6 7,7 3,0 10,3 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

121 Glossário (1) Realocação de Outras Despesas Operacionais para Operações de Crédito correspondente ao montante das despesas com descontos concedidos sobre as operações de crédito, sendo necessária sua realocação para fins de comparabilidade. (2) As receitas de tarifas decorrentes de operações de crédito contabilizadas nas Receitas de Prestação de Serviços com características de Intermediação Financeira foram realocadas para o resultado de Operações de Crédito e de Arrendamento Mercantil. Tabela 137. Banco Votorantim Realocações (Prestação de Serviços) Fluxo Trimestral Fluxo Sem estral R$ milhões 2T10 1T11 2T11 1S10 1S11 Receitas de Tarifas Bancárias (TC / TLA / TAC) (2) (144) (126) (146) (276) (272) Receitas de Cartões de Crédito (2) (6) (10) (10) (12) (20) Receitas de Garantias Prestadas (Fiança)(2) (38) (34) (34) (81) (68) Tarifa de Avaliação de Bens (2) (42) (46) (64) (61) (110) Tarifas de Operações de Créditos (2) - (12) (1) - (13) Alocação dastarifas em Op. De Crédito + Arrendamento (2) Total (3) As Receitas e Despesas Operacionais diretamente ligadas às operações de crédito foram realocadas para a linha de Operações de Crédito e de Arrendamento Mercantil. (4) As Outras Despesas Administrativas diretamente ligadas às operações de crédito foram realocadas para a linha de Operações de Crédito e Arrendamento Mercantil. (5) As Outras Despesas Administrativas referente a Fianças foram realocadas para a linha de Operações de Crédito. (6) Para fins de melhor comparabilidade, a PDD da cessão da carteira de crédito composta por ativos adimplentes não performados (FIDC NP) foi realocada para a linha de operações de crédito. (7) Realocação das despesas com prêmios sobre campanha de Outras Despesas de Pessoal para Operação de Crédito. (8) O efeito do benefício fiscal gerado pelos juros isentos dos títulos emitidos no exterior foi realocado da linha de IR e CSLL para o resultado de TVM. (9) O Ganho (Perda) Cambial sobre o PL Financeiro no Exterior é realocado de Outras Receitas e Despesas Operacionais para o resultado de Instrumentos Financeiros Derivativos de modo a compor a Margem Financeira. (10) Foram realizadas realocações para anular o efeito do Hedge Fiscal. O efeito foi realocado para o resultado de Instrumentos Financeiros Derivativos decorrente das Despesas Tributárias sobre o Faturamento e Imposto de Renda e Contribuição Social. (11) Foram realocados todos os efeitos de marcação a mercado devido ao hedge que se encontra no resultado de Instrumentos Financeiros Derivativos, conforme segue: Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

122 Tabela 138. Banco Votorantim Realocações (Marcação a Mercado - MKT) Fluxo Trimestral Fluxo Semestral R$ milhões 2T10 1T11 2T11 1S10 1S11 MKT Operações de Crédito (Financeira) (11) (53) - MKT Operações de Crédito (Banco) (11) (48) (27) (10) (11) (37) MKT Arrendamento Mercantil (11) (28) - MKT Títulos e Valores Mobiliários (11) 104 (41) (3) MKT Captações (11) 2 (67) Alocação dos MKT em Derivativos (11) (133) 135 (95) 2 40 Total (12) Foram realocados todos os efeitos das variações de moedas, tais como Dólar, Iene, Lira Turca, Euro, entre outras, devido ao hedge que se encontra no resultado de Instrumentos Financeiros Derivativos, conforme segue: Tabela 139. Banco Votorantim Realocações (Variação de Moedas) Fluxo Trimestral Fluxo Semestral R$ milhões 2T10 1T11 2T11 1S10 1S11 Variação de Moedas Operações de Crédito (12) (21) (106) 124 Variação de Moedas Títulos e Valores Mobiliários (12) (5) (16) 37 Variação de Moedas Captações (12) 52 (141) (259) 73 (400) Variação de Moedas Empréstimos, Cessões e Repasses (12) 19 (94) (164) 31 (258) Alocação das Variações de Moedas em Derivativos (12) (46) Total (13) As Outras Despesas Administrativas diretamente ligadas às operações de Derivativos foram realocadas para a linha de Resultado de Instrumentos Financeiros Derivativos. (14) Foi realizada realocação do resultado de BOX de opções contabilizado nos Instrumentos Financeiros Derivativos para Captações no Mercado. (15) Ajuste de Outras Despesas Administrativas referente à Dívida Subordinada que foram realocadas para a linha de Captações no Mercado. (16) As despesas de PDD decorrentes das Cessões efetuadas com Coobrigação e que estão contabilizadas em Operações de Crédito foram realocadas para a linha de Despesas de PDD. (17) a (19) Foram segregadas as Despesas com Demandas Trabalhistas, Cíveis e Fiscais para o grupo denominado Risco Legal, de modo a facilitar a análise das Outras Receitas e Despesas Operacionais, Outras Despesas Administrativas e Despesas de Pessoal e dar maior transparência a esse tipo de risco. (20) Para melhor comparabilidade, realocamos os custos da produção de Outras despesas Administrativas para Operações de Crédito. (21) Ajuste referente aos encargos com PLR classificados em Despesas de Pessoal e realocados para PLR. (22) Foi realocado da linha de Resultado Não Operacional para a linha de Itens Extraordinários o resultado obtido com a ativação e valoração de cotas do Fundo de Investimento do Nordeste (FINOR). Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

123 Sumário Destaques do resultado (DRE com Realocações) Carteira de Crédito do BV ultrapassa R$ 61,2 bilhões A carteira de crédito do Banco Votorantim ultrapassou R$ 61,2 bilhões no 2T11, crescimento de 4,6% no trimestre e de 31,1% em doze meses. Esse desempenho contribuiu para o crescimento do market share da produção de financiamento de veículos, que superou 22,9% no trimestre. Devido, essencialmente, ao aumento das despesas de PCLD, o Banco Votorantim registrou redução de 59,6% em seu lucro frente ao resultado do 1T11 e 28,8% perante ao apurado no mesmo período de O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido (RSPL) foi de 7,0%, 420 pontos base abaixo ao verificado 2T10. No período foram subtraídos R$ 7,7 milhões de itens extraordinários obtidos com a ativação e valoração de cotas do Fundo de Investimento do Nordeste (FINOR). O aumento das despesas de PCLD ocorreu principalmente devido à elevação dos níveis de inadimplência de pessoas físicas verificado no mercado em geral. Ao final de junho de 2011, o saldo de PCLD sobre a carteira de crédito da BV Financeira, subsidiária responsável pelas operações de crédito ao consumidor, atingiu 3,8%, semelhante ao patamar de setembro de Cabe ressaltar que no 4T10 e 1T11 observou-se uma redução nas despesas de PCLD, associada à realização de operação pontual de cessão de crédito em atraso com o mercado (FIDC NP), que não teve impactos sobre o resultado, mas que reduziu o indicador de saldo de PCLD sobre a carteira de crédito. Tabela 140. Banco Votorantim Principais Indicadores do Resultado Indicadores - % 2T10 1T11 2T11 Spread Global 6,1 6,7 5,8 Despesas de PCLD sobre Carteira Média 3,8 2,3 2,9 Índice de Eficiência¹ 36,0 30,7 33,6 RSPL Recorrente² 11,2 19,6 7,0 Taxa Efetiva de Imposto 33,1 33,0 84,1 (1) Índice de eficiência calculado pelo Banco Votorantim: (Somatório das Despesas de Pessoal e Outras Despesas Administrativas) (Somatório do Resultado Bruto da Intermediação Financeira, das despesas com PCLD, Receitas de Prestação de Serviços e Resultado de Outras Receitas e Despesas Operacionais). (2) Lucro Líquido Recorrente dividido pelo Patrimônio Líquido Médio. Ativos totais superam R$ 119 bilhões O Banco Votorantim alcançou R$ 119,2 bilhões em ativos totais ao final do 2T11, crescimento de 19,9% em relação ao mesmo período de O vetor deste crescimento foi a carteira de crédito, com expansão de 31,1% frente ao mesmo período de 2010, com destaque para a carteira de crédito PF, que registrou evolução de 35,5% sobre junho de Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

124 Tabela 141. Banco Votorantim Destaques Patrimoniais R$ milhões Jun/10 Mar/11 Jun/11 s/jun/10 s/mar/11 Ativos ,9 5,9 TVM e Derivativos ,6 16,3 Carteira de Crédito ,1 4,6 Pessoa Física ,5 6,0 Consignado ,4 12,5 Veículos ,5 6,3 Leasing (10,6) (4,3) Demais ,0 (2,8) Pessoa Jurídica ,0 1,9 Capital de Giro ,3 5,0 BNDES/Finame ,4 1,2 Nota de Crédito à Exportação (17,1) 0,3 Demais ,9 (1,7) Permanente ,9 7,8 Depósitos ¹ (2,5) (5,3) à Vista ,2 2,2 a Prazo (4,8) (5,7) Judicial ,0 2,3 Demais (4,8) (5,7) Captação no Mercado Aberto ,6 18,6 Patrimônio Líquido ,3 0,3 ¹ Exceto outros depósitos Tabela 142. Banco Votorantim Carteira de Veículos Fluxo Trim estral Var. % 2T10 1T11 2T11 Taxa Média por Safra (a.m.) 1,7 2,2 2,1 Prazo médio por safra meses 50,0 48,4 48,8 Duration meses 20,0 19,3 21,5 Taxa média da Carteira - % a.a. 24,9 21,8 22,8 Veículos Usados / Carteira de Veículos - % 77,2 69,6 69,1 Idade Média dos veículos (anos) 6,1 5,3 5,1 Valor Financiado / Valor do Bem - média - % 73,8 67,9 67,4 Tabela 143. Banco Votorantim Destaques Operacionais e Estruturais 2T10 1T11 2T11 Clientes Recursos Administrados - R$ milhões¹ Colaboradores² Quantidade de Filiais ¹ Inclui produtos offshore e de tesouraria. ² Inclui funcionários e estagiários. Margem Financeira A margem financeira bruta (MFB) fechou o trimestre em R$ milhões, registrando retração de 8,3% sobre o trimestre anterior e expansão de 13,1% sobre o 2T10. O spread global bruto do 2T11 foi de 5,8%, mostrando retração de 90 pontos base sobre o trimestre anterior, e 30 pontos base sobre igual período de Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

125 A diminuição significativa observada no spread na comparação com o trimestre anterior já espelha os reflexos das medidas macroprudenciais adotadas pelo Bacen em dezembro de 2010 para redução do crédito. Tabela 144. Banco Votorantim Margem Líquida de Juros e Margem de Lucro - trimestral R$ milhões 2T10 1T11 2T11 1S10 1S11 Saldo médio total dos ativos geradores de receitas Saldo médio total dos passivos geradores de despesas Receita líquida de juros (1) Receitas de juros Despesas de juros (1.752) (2.179) (2.431) (3.346) (4.610) Demais componentes da Margem Financeira Bruta (2) (282) 3 (376) (326) (374) Margem Financeira Bruta Passivos Onerosos / Ativos Rentáveis - % 89,3 88,9 89,8 89,5 89,4 Tx de juros sobre o sld médio dos ativos geradores de receitas (3) - % 15,7 15,9 16,9 14,9 16,1 Tx de juros sobre o sld médio dos passivos geradores despesas (4) - % 8,8 9,9 10,3 8,6 10,0 Margem de lucro líquida (5) - % 6,8 6,0 6,6 6,3 6,1 Margem líquida de juros (6) - % 7,4 6,7 7,2 7,0 6,9 Spread Global - Margem Financeira Bruta / Ativos Rentáveis - % 6,1 6,7 5,8 6,2 6,2 (1) Definida como receitas de juros menos despesas de juros. (2) Contém derivativos, contratos de assunção de dívidas, resultado de op. de câmbio, recup. de créd. baixados como prejuízo, empréstimos de ouro, fundo garant. de crédito, ganho/perda cambial no exterior e outras receitas com caract. de interm. financ. (3) Receita total de juros dividida pelo saldo médio dos ativos geradores de receitas. (4) Despesa total de juros total dividida pelo saldo médio dos passivos geradores de despesas. (5) Diferença entre a taxa média dos ativos geradores de receitas e a taxa média dos passivos geradores de despesas. (6) Receita líquida de juros dividida pelo saldo médio dos ativos geradores de receitas. Inadimplência O saldo de provisões para risco de crédito registrou crescimento de 37,8% sobre o trimestre anterior e 27,9% sobre o mesmo período de Conforme salientado anteriormente, este aumento foi ocasionado pela elevação dos níveis de inadimplência de pessoas físicas verificado no mercado em geral. O indicador que mensura a relação entre as despesas de PCLD em 12 meses e a carteira de crédito média do mesmo período apresentou aumento de 60 pontos base sobre o trimestre anterior e retração de 90 pontos base sobre o observado no 2T10. Ao final do segundo trimestre as operações com risco de AA até C representavam 94,1% da carteira, ante 96,1% no trimestre anterior e 95,3% em junho de O percentual total de operações vencidas chegou a 12,4% da carteira, ante 11,1% no trimestre anterior e 10,2% em junho de Considerando-se apenas as operações vencidas há mais de 90 dias o índice ficou em 3,2%, elevação de 90 pontos base sobre trimestre anterior e de 20 pontos base sobre mesmo período do ano anterior. Desde o início da parceria com a Votorantim Finanças, o Banco do Brasil busca contribuir com o Banco Votorantim em diversos aspectos, dentre os quais destacamos os processos de controles, governança corporativa, gestão de riscos, entre outros. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

126 Tabela 145. Banco Votorantim Carteira de Crédito por Nível de Risco Jun/10 Mar/11 Jun/11 R$ milhões Saldo Provisão Comp. % Saldo Provisão Com p. % Saldo Provisão Comp. % AA , , ,6 A , , ,3 B , , ,9 C , , ,3 D , , ,3 E , , ,8 F , , ,8 G , , ,4 H , , ,5 Total , , ,0 Prov. Compl Prov. Total AA-C , , ,1 D-H , , ,9 Tabela 146. Banco Votorantim Índices de Atraso R$ milhões 2T10 1T11 2T11 Carteira de Crédito Operações Vencidas Operações Vencidas / Carteira de Crédito 10,2% 11,1% 12,4% Operações Vencidas + 90 dias Operações Vencidas + 90 dias / Carteira de Crédito 3,0% 2,3% 3,2% Baixa para Prejuízo (391) (157) (304) Recuperação Saldo Perda (350) (98) (268) Saldo da Perda / Carteira de Crédito 3,0% 0,7% 1,8% Provisão Provisão / Carteira de Crédito 3,3% 2,4% 3,2% Provisão / Operações Vencidas + 90 dias 109,5% 105,2% 99,2% Despesas PCLD / Carteira de Crédito média (12 meses) 3,8% 2,3% 2,9% Resultado Comercial O resultado comercial, que além da MFB e das despesas com provisões engloba as rendas de tarifas, despesas administrativas e despesas tributárias, registrou uma redução de 68,7% sobre o trimestre anterior e de 51,3% sobre o 2T10. Esta redução é explicada pelo aumento das despesas com provisões e a consequente diminuição da margem financeira bruta. Destaque para as rendas de tarifas da DRE com Realocações (não consideram as tarifas de alguma forma relacionadas a operações de crédito, que são realocadas para a MFB) que apresentaram expansão de 3,0% sobre o 1T11. Na comparação com o 2T10 a expansão foi de 21,8%. Quanto às despesas administrativas, houve aumento de 2,3% sobre o trimestre anterior e 5,6% sobre o 2T10. Na comparação com o trimestre anterior observou-se aumento de 2,4% nas despesas de pessoal e de 1,6% nas outras despesas administrativas. Em relação ao 2T10, houve aumento das despesas de pessoal de 18,6%, e redução de 8,5% em outras despesas administrativas. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

127 Cabe destacar o expressivo crescimento da originação de crédito pelo BV, especialmente após a parceria estratégica com o BB. A carteira de crédito total, mesmo descontadas as cessões de carteira realizadas para o Banco do Brasil, e os impactos da Circular Bacen a partir de dezembro de 2010, registrou expansão de 4,6% sobre o trimestre anterior. Na comparação com o 2T10, o crescimento foi de 31,1%. Parte significativa do aumento das despesas do Banco Votorantim nos últimos doze meses é explicada pelo investimento no amadurecimento das recentes iniciativas dos negócios, o que envolve, por exemplo, a contratação de consultorias especializadas para projetos estratégicos e desenvolvimento de sistemas. A consolidação do negócio do BV no segmento de middle market (média empresa) exemplifica esta situação. Neste segmento a carteira obteve crescimento de 9% em comparação com o 1T11 e 128% nos últimos 12 meses. Mesmo com a realização de significativos investimentos no crescimento e amadurecimento de negócios estratégicos, o BV encerrou o 2T11 com um índice de eficiência de 33,6%, inferior a média do mercado. Os bons índices de eficiência historicamente registrados pelo BV são explicados pelo seu modelo de negócios de baixo custo fixo, baseado numa extensa rede de distribuição terceirizada e num sistema de remuneração altamente variável. Adicionalmente, o BV tem implementado iniciativas para otimizar sua estrutura de despesas e custos, permitindo ganhos de eficiência. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

128 11.3 Banco Postal Em 31 de maio de 2011, o Banco do Brasil venceu a licitação para exploração da rede do Banco Postal da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) com um lance de R$ 2,8 bilhões. O contrato terá vigência de cinco anos e, ao final, poderá ser renovado mediante novo depósito com valor referente ao uso da rede das agências e do lance do leilão, atualizado pela taxa Selic. A partir de 01 de janeiro de 2012 o Banco do Brasil passará a atuar por meio da rede do Banco Postal que conta com pontos de atendimento em municípios brasileiros. Esta atuação permitirá ao Banco ampliar a base com novos clientes, incrementar a rentabilização de clientes existentes e expandir sua rede de distribuição para 96% dos municípios brasileiros, antecipando para 2012 a estratégia de estender seus pontos de atendimento para todo o País até O público-alvo da atuação do BB nas agências do Banco Postal será as classes 'D' e 'E', fatia da população que devido à ascensão proporcionada pela política econômica dos últimos anos apresenta grande potencial de consumo de produtos e serviços bancários. Além disso, o Banco Postal contribuirá para a bancarização e orientação dos microemprededores brasileiros localizados nos centros urbanos, gerando negócios sustentáveis e contribuindo para o desenvolvimento do país. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

129 11.4 Internacionalização Banco brasileiro de maior presença no mercado mundial, com 47 unidades em 23 países, o Banco do Brasil tem intensificado sua atuação internacional nos últimos anos. No exterior, o posicionamento estratégico do Banco é direcionado aos segmentos de atacado e varejo em favor do apoio às comunidades de imigrantes brasileiros, do financiamento às empresas brasileiras com negócios envolvendo a corrente de comércio exterior e da atuação em mercado de capitais. As ações do conglomerado vislumbram fortalecer o relacionamento com instituições financeiras internacionais, agentes econômicos e governos, apoiando a implantação de projetos transnacionais e binacionais. Pari passo às diretrizes estratégicas, o Banco tem concentrado esforços para continuar sendo o parceiro do Brasil no exterior com capilaridade para atender seus clientes em todos os lugares, com o objetivo de ser o primeiro banco dos brasileiros no Brasil e no exterior. Aquisições EuroBank O Banco do Brasil formalizou em 25 de abril de 2011 a compra de 100% das ações do capital social do banco norte-americano EuroBank, pelo valor de US$ 6,0 milhões. A operação ainda deve ser autorizada pelos órgãos reguladores no Brasil e nos Estados Unidos. O EuroBank, sociedade de capital fechado fundada em 1991, está sediado na Flórida e possui atualmente uma rede de três agências localizadas nas regiões de Coral Gables, Pompano Beach e Boca Raton e uma base de aproximadamente 1,8 mil contas e 1,3 mil clientes, entre pessoas físicas e jurídicas. A aquisição é parte da estratégia de expansão dos negócios do BB nos EUA e permitirá atuar no mercado de varejo norte-americano, com foco no atendimento das comunidades brasileira e hispânica residentes naquele País. Banco Patagonia Em 03/11/2010 o Banco do Brasil anunciou a aprovação, pelo Banco Central, da aquisição de 51% do capital do Banco Patagonia. A transação foi aprovada pelo Banco Central de La Republica Argentina em 03/02/2011 e, por fim, pela Comissión Nacional de Defensa de la Competencia da Argentina em 05/04/2011, completando assim o rito legal. Além disso, o Banco Central do Brasil autorizou o BB a aumentar sua participação no capital daquele banco para até 75% de seu capital total, em decorrência da realização de Oferta Pública de Aquisição de Ações (OPA). Assim, em o Banco do Brasil S.A. protocolou na Comisión Nacional de Valores da Argentina, órgão regulador do mercado de capitais daquele país, solicitação de autorização para realizar, na Argentina, Oferta Pública de Aquisição Obrigatória de ações do Banco Patagonia. Em 12/04/2011, foi efetivado o fechamento da operação de aquisição do controle acionário do Banco Patagonia S.A., instituição financeira argentina, compreendendo a conclusão do pagamento do preço aos vendedores e a transferência ao Banco do Brasil de ações ordinárias escriturais classe B, as quais correspondem a 51% do capital social total e votante do Banco Patagonia. Apresentamos a seguir uma seleção de indicadores patrimoniais, estruturais e de resultado do Banco Patagonia. Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

130 Tabela 147. Banco Patagonia Principais Linhas do Resultado Var. % R$ milhões 2T10 1T11 2T11 s/2t10 s/1t11 Margem Financeira Bruta ,5 2,4 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (7) (4) (7) 0,8 54,8 Receitas de Prestação de Serviços ,2 12,1 Despesas Administrativas (95) (107) (101) 6,2 (5,7) Outros ,1 (52,7) Resultado Antes da Tributação s/ Lucro ,2 9,1 Impostos (19) (30) (30) 57,3 (0,3) Lucro Líquido ,8 14,9 Tabela 148. Banco Patagonia Destaques Patrimoniais Var. % R$ milhões 2T10 1T11 2T11 s/2t10 s/1t11 Ativos ,0 (5,5) Operações de Crédito ,0 9,0 Exposição ao Setor Público (2,0) (9,6) Depósitos ,8 (1,3) Patrimônio Líquido (2,3) (9,3) Tabela 149. Banco Patagonia Destaques Operacionais e Estruturais Var. % 2T10 1T11 2T11 s/2t10 s/1t11 Clientes ,4 1,4 Agências ,1 2,1 Agências em Buenos Aires ,0 2,6 Pontos de Atendimento ,2 4,3 Funcionários ,8 1,8 Tabela 150. Banco Patagonia Indicadores de Rentabilidade, Capital e Crédito Jun/10 Mar/11 Jun/11 Retorno sobre o Patrimônio Líquido 19,9% 22,1% 25,1% Indice de Basileia 31,2% 24,8% 22,2% Provisão / Operações Vencidas + 90 dias 137,0% 166,4% 191,0% Operações Vencidas + 90 dias / Carteira de Crédito 1,9% 1,1% 0,9% Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

131 12. Série de Demonstrações Contábeis 12.1 Balanço Patrimonial Resumido Tabela 151. Balanço Patrimonial Ativo Série Trimestral R$ milhõ es S e t / 0 9 D e z / 0 9 M a r / 10 J un/ 10 S e t / 10 D e z / 10 M a r / 11 J un/ 11 A T I V O C ir cul a nt e e N ão C i r c ul a nt e Disp o nib ilidades A p licaçõ es Interf inanceiras d e Liq uid ez A p licaçõ es no M ercad o A b ert o A p licaçõ es em Dep ó sit o s Int erf inanceiro s Tít ulo s e V alores M o b iliário s Tí t ulo s Disp oníveis p ara Neg o ciação Tí t ulo s Disp oníveis p ara V end a Tí t ulo s M ant id os at é o V enciment o Inst rument o s Financeiro s Derivat ivo s Relaçõ es Interf inanceiras Dep ó sit o s no B anco Cent ral Co mp uls. s/ Dep. à V ist a e Rec. Livres Co mp ulsó rios s/ Po up ança Demais Relaçõ es Interd ep end ências Op eraçõ es d e Créd it o Seto r Púb lico Seto r Privad o ( Prov. p / Créditos de Liquid. Duvidosa) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Op eraçõ es d e A rrend ament o M ercant il Op. d e A rr. e Sub arrend. a Receb er Set or Púb lico Set or Privad o (Rend as a A p rop riar d e A rrend. M ercantil) (PCLD d e A rrend ament o M ercant il) (2 25) (2 3 1) (23 3 ) (2 4 6 ) (2 28 ) (19 1) (19 5) (2 12 ) Out ro s Créd it o s Crédito s p o r A vais e Fianças Honrado s Carteira d e Câmb io Rend as a Receb er Neg o ciação e Int ermediação d e V alo res Crédito s Esp ecíf icos Op eraçõ es Esp eciais Créd. de Op. d e Seg, Previd. e Cap italiz Crédito Trib ut ário A tivo A t uarial Deved o res p o r Dep ó sit o s em Garantia Fundo d e Dest inação d o Sup erávit - PREV I Diverso s (Prov. p / Out ros Créd. De Liq. Duvidosa) (1.6 71) ( ) ( ) ( ) ( ) (1.572 ) (1.56 5) ( ) (C/ Caract. d e Co ncessão d e Crédit o ) (72 8 ) (702 ) (6 78 ) (74 4 ) (775) (6 9 0 ) (6 8 1) (63 0 ) (S/ Caract. d e Co ncessão d e Créd it o) (9 4 3 ) (9 80 ) (9 4 7) (8 9 0 ) (9 04 ) (8 8 2 ) (8 8 4) (70 0 ) Out ro s V alores e B ens Part icip ações So ciet árias Out ro s V alo res e B ens (Provisõ es p ara Desvalo rizaçõ es) (19 1) (176 ) (176 ) (171) (174 ) (177) (18 1) (18 7) Desp esas A ntecip ad as P e r ma nent e Invest iment o s Partic. em Co lig ad as e Co nt ro lad as Outro s Invest iment os (Provisão para Perdas) (8 0 ) (78 ) (8 2 ) (6 8 ) (82 ) (8 4 ) (8 4) (78 ) Imo bilizad o d e Uso Imó veis d e Uso Reavaliaçõ es d e Imó veis d e Uso Outras Imo b ilizaçõ es d e Uso (Depreciações A cumuladas) ( ) (5.753 ) (5.78 5) ( ) (6.124 ) ( ) ( ) (6.701) Imo bilizad o d e A rrend ament o B ens A rrend ad o s (Depreciações A cumuladas) (2 ) (2 ) (1) (1) (1) - (1) (1) Intang ível A t ivo s Int ang í veis (Amortização Acumulada) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (4.34 5) ( ) Dif erido Gasto s de Org anização e Expansão (Amortização Acumulada) ( ) (1.775) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

132 Tabela 152. Balanço Patrimonial Ativo Série Anual R$ milhões C A G R - % A T I V O , 6 C ir cul ant e e R eal i z ável a Lo ng o P r az o ,5 Disponibilidades ,7 A plicações Interf inanceiras de Liquidez ,7 A plicações no M ercado A bert o ,5 A plicações em Depósit os Interf inanceiros ,0 Tít ulos e V alores M obiliários ,4 Tí t ulos Disponíveis para Negociação ,1 Tí t ulos Disponíveis para V enda ,6 Títulos M antidos até o Vencimento (9,1) Inst rument os Financeiros Derivativos ,3 Relações Interf inanceiras ,5 Depósit os no B anco Cent ral ,0 Compuls. s/ Dep. à V ist a e Rec. Livres ,2 Compulsórios s/ Poupança ,4 Demais ,7 Relações Interdependências ,4 Operações de Crédit o ,2 Setor Público ,1 Setor Privado ,1 ( Prov. p/ Crédit os de Liquid. Duvidosa) (8.366) (9.980) (13.179) (17.685) (16.433) 18,4 Operações de A rrendament o M ercant il ,0 Op. de A rr. e Subarrend. a Receber ,2 Setor Público (18,8) Set or Privado ,7 (Rendas a A propriar de A rrend. M ercant il) (979) (1.054) (PCLD de A rrendament o M ercant il) (28) (23) (71) (231) (191) 61,5 Out ros Crédit os ,8 Créditos por A vais e Fianças Honrados ,1 Carteira de Câmbio ,9 Rendas a Receber ,5 Negociação e Int ermediação de V alores ,3 Créditos Especí ficos ,9 Operações Especiais Créditos de Op. de Seg, Previd. e Capitalização Crédito Tribut ário ,4 A tivo A t uarial ,0 Devedores por Depósitos em Garant ia ,3 Fundo de Dest inação do Superávit - PREV I Diversos ,0 (Prov. p/ Out ros Créd. De Liq. Duvidosa) (3.713) (896) (1.377) (1.682) (1.572) (19,3) (C/ Caract. de Concessão de Crédito) (240) (311) (579) (702) (690) 30,2 (S/ Caract. de Concessão de Crédito) (3.472) (585) (798) (980) (882) (29,0) Out ros V alores e B ens ,2 Part icipações Societ árias Out ros V alores e B ens ,2 (Provisões para Desvalorizações) (162) (152) (170) (176) (177) 2,2 Despesas A ntecipadas ,5 P er manent e , 9 Invest iment os ,5 Partic. em Coligadas e Controladas ,1 Outros Invest iment os ,7 (Provisão para Perdas) (77) (64) (68) (78) (84) 2,4 Imobilizado de Uso ,4 Imóveis de Uso ,7 Reavaliações de Imóveis de Uso Outras Imobilizações de Uso ,8 (Depreciações A cumuladas) (3.677) (4.100) (4.940) (5.753) (6.198) 13,9 Imobilizado de A rrendamento B ens A rrendados (Depreciações A cumuladas) (313) (430) (4) (2) - - Intangível A t ivos Int angí veis (A mort ização A cumulada) - - (2) (1.982) (3.808) - Dif erido (16,7) Gast os de Organização e Expansão ,4 (Amortização Acumulada) (708) (904) (1.241) (1.775) (1.868) 27,5 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

133 Tabela 153. Balanço Patrimonial Passivo Série Trimestral R$ milhões S et / 0 9 D ez / 0 9 M ar / 10 Jun/ 10 S et / 10 D ez / 10 M ar / 11 Jun/ 11 P A S S IV O C ir cul ant e e N ão C i r cul ant e Depósit os Depósit os à V ist a Depósit os de Poupança Depósit os Int erfinanceiros Depósit os a Prazo Depósit os para Invest imento Capt ações no M ercado A berto Carteira Própria Carteira de Terceiros Carteira de Livre M oviment ação Recursos de A ceit es e Emissão de Tít ulos Obrigações por TV M no Ext erior Relações Interf inanceiras Recebiment os e Pagament os a Liquidar Correspondentes Relações Interdependências Recursos em Trânsito de Terceiros Transferências Int ernas de Recursos Obrigações por Emprést imos Emprést imos no Ext erior Obrig por Repass. do Paí s - Inst. Of iciais Tesouro Nacional B NDES CEF FINA M E Out ras Instit uições Obrigações por Repasses do Ext erior Inst rumentos Financeiros Derivativos Out ras Obrigações Cobrança e A rrec. de Trib. e A ssemelh Carteira de Câmbio Sociais e Est at ut árias Fiscais e Previdenciárias Negociação e Int ermediação de V alores Prov Téc. de Seg., Previd. e Capit alização Fundos Financeiros e de Desenv Inst rument os Hí bridos de Capit al e Dí vida Operações Especiais Obrigações por Operações com Lot erias FCO (Dí vida Subordinada) Passivo A tuarial Diversas Result ados de Exercí cios Futuros P at r i mônio Lí q ui d o Capit al (Capital a Realizar) (7.050) Reservas de Capital Reservas de Reavaliação Reservas de Lucros A j. ao V alor de M erc. -TV M e Derivat Lucros ou Prejuí zos A cumulados (A ções em Tesouraria) (31) (31) (31) (31) (0) (0) (0) (0) Part icip. M inoritárias nas Cont roladas Contas de Result ado Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

134 Tabela 154. Balanço Patrimonial Passivo Série Anual R$ milhões C A G R - % P A S S I V O , 6 C ir cul ant e e N ão C i r culant e , 9 Depósit os ,1 Depósit os à V ist a ,2 Depósit os de Poupança ,9 Depósit os Int erf inanceiros ,5 Depósit os a Prazo ,7 Depósit os para Invest iment o ,1 Capt ações no M ercado A bert o ,3 Carteira Própria ,5 Carteira de Terceiros ,4 Carteira de Livre M oviment ação ,7 Recursos de A ceit es e Emissão de Tí t ulos ,5 Obrigações por TV M no Ext erior ,3 Relações Interfinanceiras (64,7) Recebimentos e Pagamentos a Liquidar (85,7) Correspondentes ,3 Relações Int erdependências ,4 Recursos em Trânsit o de Terceiros ,7 Transferências Internas de Recursos (56,0) Obrigações por Emprést imos ,2 Empréstimos no Ext erior ,2 Obrigações por Repasses do País - Inst. Oficiais ,2 Tesouro Nacional (15,1) B NDES ,1 CEF FINA M E ,7 Out ras Instituições ,2 Obrigações por Repasses do Exterior ,7 Inst rument os Financeiros Derivat ivos ,8 Out ras Obrigações ,4 Cobrança e A rrec. de Trib. e A ssemelhados ,2 Carteira de Câmbio ,0 Sociais e Estatutárias ,4 Fiscais e Previdenciárias ,3 Negociação e Intermediação de V alores ,0 Prov Téc. de Seg., Previd. e Capit alização Fundos Financeiros e de Desenvolvimento ,0 Inst rumentos Hí bridos de Capit al e Dí vida ,7 Operações Especiais Obrigações por Operações com Loterias FCO (Dí vida Subordinada) ,0 Passivo A tuarial ,7 Diversas ,4 Result ados de Exercícios Fut uros ,5 P at r i mônio Lí q ui d o , 9 Capit al ,1 (Capital a Realizar) Reservas de Capit al Reservas de Reavaliação (1,4) Reservas de Lucros ,2 A just e ao V alor de M ercado -TV M e Derivat ,2 Lucros ou Prejuí zos A cumulados (A ções em Tesouraria) - - (31) (31) (0) - Part icipações M inoritárias nas Controladas - - (0) Cont as de Resultado Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

135 12.2 Demonstração Resumida do Resultado Societário Tabela 155. Demonstração Resumida do Resultado Série Trimestral R$ milhões 3 T T 0 9 1T 10 2 T 10 3 T 10 4 T 10 1T 11 2 T 11 R eceit as d a I nt er med iação F i na nc e ir a Operações de Crédit o Operações de A rrend ament o M ercant il Result ado de Operações co m TV M Result ado com Inst. Finan. Derivativo s (664) (47) (232) (29) (1.407) (571) (413) (878) Result ado de Operações d e Câmb io (18) Result ado das A p licaçõ es Co mp ulsó rias Res. Fin. das Op. com Seg., Prev. e Cap it D esp esa d a I nt e r me d i a ção F i na nce i r a ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Operações de Captação no M ercado (7.320) (7.997) (8.493) (9.055) (10.481) (10.727) (11.539) (12.774) Op. de Emp., Cessões e Repasses (593) (718) (903) (997) (732) (841) (816) (795) Prov. para Créd it o s d e Liquidação Duvid o sa (2.928) (2.950) (2.959) (2.525) (2.648) (2.112) (2.631) (2.848) R esul t ad o B r ut o d a I nt e r m. F i na nc e i r a O ut r as R ecei t a s / D e s p e s as O p e r a c io na i s ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Receit as de Prestação d e Serviço s Rendas de Tarif as B ancárias Despesas de Pessoal (2.909) (3.271) (3.021) (3.105) (3.442) (3.452) (3.272) (3.531) Outras Despesas A dministrativas (2.596) (3.054) (3.277) (3.039) (3.223) (3.502) (3.133) (3.201) Outras Despesas Tributárias (807) (998) (864) (944) (949) (993) (1.019) (1.084) Res. de Part. em Co lig ad as e Co nt rolad as (275) (49) (89) (36) (20) (140) Res. de Op. co m Seg., Prev. e Capit alização Out ras Receit as Operacio nais Outras Despesas Operacionais (2.367) (2.371) (1.969) (2.173) (2.660) (3.115) (2.646) (3.552) R esul t ad o O p e r a c i o na l Result ado Não Op eracional (2) R esul t ad o A nt e s d a T r ib. s / o Luc r o Imposto de Renda e Contribuição Social (1.062) (2.463) (1.242) (1.473) (1.180) (1.426) (1.497) (1.705) Participações Estatutárias no Lucro (258) (599) (353) (414) (414) (575) (443) (484) Part icipações M ino ritárias (1) (0) (27) Lucr o A t r ib uível a o C o nt r o lad o r Lucr o A t r ib uível às P a r t i c i p a çõe s M i no r i t ár i a s 1 ( 1) ( 0 ) ( 0 ) Lucr o Lí q ui d o Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

136 Tabela 156. Demonstração Resumida do Resultado Série Anual R$ milhões C A G R - % R eceit as d a I nt e r me d i a ção F i na nce i r a , 0 Operações de Créd ito ,4 Operações de A rrend amento M ercant il ,3 Resultado de Op eraçõ es com TV M ,6 Resultado com Inst. Finan. Derivat ivo s (635) 175 (1.283) (1.223) (2.239) 37,1 Resultado de Op eraçõ es d e Câmbio ,0 Resultado das A p licaçõ es Comp ulsó rias ,1 Res. Fin. das Op. co m Seg., Prev. e Capit D esp esa d a Int e r me d i a ção F i na nc e ir a ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 19, 2 Operações de Cap t ação no M ercad o (16.989) (17.797) (25.532) (30.146) (38.756) 2 2,9 Op. de Emp., Cessõ es e Rep asses (1.850) (1.645) (8.685) (2.510) (3.473) 17,1 Prov. para Crédit o s d e Liq uid ação Duvid o sa (7.140) (5.677) (8.606) (12.396) (10.244) 9,4 R esul t ad o B r ut o d a I nt e r m. F i na nc e ir a , 9 O ut r as R eceit as / D e s p e s a s O p er ac i o na i s ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 14,5 Receitas de Prest ação d e Serviço s ,0 Rendas de Tarifas B ancárias Despesas de Pesso al (7.871) (9.161) (8.870) (11.838) (13.020) 13,4 Out ras Despesas A d minist rativas (5.873) (6.735) (7.917) (11.212) (13.040) 22,1 Out ras Despesas Trib ut árias (1.825) (2.064) (2.635) (3.333) (3.750) 19,7 Res. de Part. em Co lig ad as e Contro lad as (991) (50) - Res. de Op. com Seg., Prev. e Cap it alização Out ras Receit as Op eracio nais ,7 Out ras Despesas Op eracio nais (3.356) (5.000) (7.60 5) (9.3 27) (9.9 17) 31,1 R esul t ad o O p er ac i o na l , 3 Result ado Não Operacio nal ,5 R esul t ad o A nt e s d a T r i b. s/ o Luc r o , 3 Imposto de Rend a e Co nt rib uição So cial 504 (1.847) (2.14 5) (3.903) (5.3 21) - Part icipações Est at ut árias no Lucro (777) (649) (1.134) (1.3 85) (1.756) 2 2,6 Part icipações M ino rit árias (1) 0 - Lucr o A t r i b uível ao C o nt r o l a d o r , 0 Lucr o A t r i b uível às P a r t icip a çõe s M ino r it ár i a s ( 0 ) - Lucr o Lí q ui d o , 0 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

137 12.3 Demonstração do Resultado com Realocações Tabela 157. Demonstração do Resultado com Realocações Série Trimestral R$ milhões 3 T T 0 9 1T 10 2 T 10 3 T 10 4 T 10 1T 11 2 T 11 R eceit as d a Int ermed iação F inanceira Operações de Crédito Operações de Arrendamento M ercantil Resultado de Operações com TVM Resultado com Inst. Financeiros Derivativos (664) (47) (232) (29) (1.407) (571) (413) (878) Resultado de Operações de Câmbio (18) Resultado das Aplicações Compulsórias Res. Fin. das Op. com Seguros, Previd. e Cap Ganho(Perda) Cambial s/ PL Fin. no Ext. (292) (74) 18 (5) (104) (58) (29) (124) Outros Res. Op. com Caract. de Interm (224) 75 (185) Hedge Fiscal (216) (58) 8 (15) (86) (54) (19) (82) D esp esa d a Int ermed iação F inanceir a ( ) ( 8.715) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Operações de Captação no M ercado (7.136) (7.997) (8.302) (9.055) (10.481) (10.727) (11.539) (12.774) Op. de Emp., Cessões e Repasses (593) (718) (903) (997) (732) (841) (816) (795) M arg em F inanceir a B rut a Prov. p/ Créd. de Liquidação Duvidosa (3.017) (2.946) (3.026) (2.871) (2.639) (2.139) (2.629) (3.047) M arg em F inanceir a Líq uid a Rendas de Tarifas Receitas de Prestação de Serviços Rendas de Tarifas Bancárias Res. de Op. com Seguros, Previdência e Cap Despesas Tributárias s/ Faturamento (760) (965) (839) (909) (911) (968) (977) (1.027) M arg em d e C o nt rib uição Despesas Administrativas (4.897) (5.465) (5.300) (5.471) (5.726) (6.068) (5.692) (5.886) Despesas de Pessoal (2.693) (2.844) (2.851) (2.937) (3.186) (3.270) (3.145) (3.364) Outras Despesas Administrativas (2.203) (2.621) (2.449) (2.534) (2.541) (2.798) (2.547) (2.522) Outras Despesas Tributárias (23) (27) (26) (34) (29) (19) (40) (48) R esult ad o C o mer cial Risco Legal (256) (4) (450) (239) (515) 127 (177) (188) Demandas Cíveis (40) 46 (238) 35 (259) 35 (98) (190) Demandas Trabalhistas (216) (49) (212) (274) (256) 92 (79) 2 Outros Componentes do Resultado (590) (964) (448) (563) (959) 289 (760) (483) Res. de Part. em Coligadas e Controladas (16) Res. De Outras Receitas/Despesas Operacionais (607) (989) (480) (596) (974) 267 (769) (467) Outras Receitas Operacionais PREVI Outras Despesas Operacionais (1.920) (2.452) (2.437) (2.618) (2.760) (3.267) (2.980) (3.074) R esult ad o Op er acio nal Resultado Não Operacional (2) 19 5 Resultado Antes da Trib. s/ o Lucro Imposto de Renda e Contribuição Social (727) (853) (1.053) (1.194) (1.072) (1.923) (1.474) (1.566) Benefício Fiscal de JCP Participações Estatutárias no Lucro (230) (262) (307) (363) (408) (559) (442) (472) Participações M inoritárias nas Controladas (1) Participações M inoritárias (1) (0) (27) R esult ad o R eco rr ent e Itens Extraordinários Alienação de Participações Planos Econômicos (84) 530 (85) (140) 84 (231) Cessão de créditos Eficiência Tributária Passivos Contigentes (BESC) Previ - Reconhecimento de Ganhos Atuariais PCLD Adicional Alienação de Investimentos (Visanet Brasil) Despesas com Plano de Demissão Voluntária - BNC - (215) Reversão de Passivos Trabalhistas Ganho de Capital - BB Seguros Participações Efeitos Fiscais e PLR sobre itens Extraordinários (171) (1.895) (313) (246) (37) 70 (8) (79) Ativo Atuarial PREVI - Ajustes - - (88) Lucro A t rib uível ao C o nt ro lad o r Lucro A t rib uível às Par t icip ações M ino r it árias 1 ( 1) ( 0 ) ( 0 ) Lucro Líq uid o Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

138 Tabela 158. Demonstração do Resultado com Realocações Série Anual R$ milhõ es C A G R - % R e ce i t a s d a I nt e r me d ia ção F i na nc e i r a , 0 Op eraçõ es de Créd it o ,8 Op eraçõ es de A rrend ament o M ercant il ,3 Resultad o d e Op eraçõ es co m TV M ,6 Resultad o co m Inst. Financeiro s Derivat ivo s (63 6 ) 175 ( ) ( ) ( ) 3 7,0 Resultad o d e Op eraçõ es d e Câmb io ,9 Resultad o d as A p licaçõ es Co mp ulsó rias ,1 Res. Fin. d as Op. co m Seg uros, Previd. e Cap it alização Ganho(Perda) Cambial s/ PL Fin. no Ext. (2 4 5) (574) ( ) (149 ) (11,7) Out ro s Res. Op. com Caract. d e Interm ,7 Hed g e Fiscal (776 ) (14 7) - D e sp e sa d a I nt e r me d i a ção F ina nc ei r a ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 2 2, 6 Op eraçõ es de Capt ação no M ercad o ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 2 3,2 Op. d e Emp., Cessõ es e Rep asses (1.8 51) ( ) (8.6 85) (2.510 ) ( ) 17,0 M a r g e m F i na nc e i r a B r ut a , 3 Pro v. p / Créd. d e Liq uid ação Duvid o sa ( ) (5.3 78) ( ) ( ) ( ) 16,8 M a r g e m F i na nc e i r a Lí q ui d a , 2 Rendas d e Tarif as ,1 Receitas d e Prest ação d e Serviços ,0 Rend as d e Tarif as B ancárias Res. d e Op. co m Seg uro s, Previd ência e Cap it alização Despesas Trib ut árias s/ Fat urament o ( ) (1.9 11) ( ) ( ) ( ) 2 1,2 M a r g e m d e C o nt r i b ui ção ,7 Despesas A d minist rativas ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 14,7 Desp esas d e Pesso al ( ) (7.0 77) (8.112 ) ( ) ( ) 13,9 Out ras Desp esas A d ministrat ivas ( ) (6.2 19) ( ) ( ) ( ) 16,5 Outras Despesas Tributárias (14 2 ) (153) (14 0 ) (10 0 ) (10 7) (6,8 ) R e sul t a d o C o me r c ia l , 6 Risco Leg al (79 8 ) (9 9 3) (72 2 ) (50 2 ) ( ) 7,8 Demand as Cí veis (19 7) (317) (16 1) (2 4 2 ) (4 2 7) 2 1,3 Demand as Trab alhist as (6 01) (6 76) (56 0 ) (2 6 0 ) (6 49 ) 2,0 Out ro s Co mpo nent es d o Resultado (53 0 ) (9 8) ( ) 185 ( ) 3 3,5 Res. de Part. em Co lig ad as e Co nt ro lad as (97) (3 3,0 ) Res. De Out ras Receit as/desp esas Op eracio nais ( ) (8 2 5) ( ) 13 4 (1.783 ) 14,5 Out ras Receit as Operacio nais ,7 PREV I Out ras Desp esas Op eracio nais (3.555) (3.56 9) ( ) ( ) ( ) 3 2,9 R e sul t a d o O p e r a c io nal , 3 Resultado Não Operacional (2 2,8 ) R e sul t a d o A nt es d a T r ib. s / o Lucr o ,6 Imp o st o de Rend a e Co nt rib uição So cial (89 9 ) ( ) ( ) (4.155) ( ) 55,4 B enef ício Fiscal d e JCP ,7 Part icip açõ es Est at ut árias no Lucro (777) (6 4 9) (9 51) (1.157) ( ) 2 0,5 Part icip açõ es M ino rit árias nas Co nt ro lad as (2 6 ) - - Particip açõ es M inorit árias (1) 0 - R e sul t a d o R e c o r r e nt e , 6 Itens Extraordinários (8 2 1) (18,7) Previ - Fund o d e Parid ad e A tivação de Créd it o Tributário Recuperação d e Ind éb it o Trib ut ário PCLD A d icio nal (50 0 ) - ( ) (6 76 ) Cassi - Plano A ssist encial - (4 9 3) PA A - Plano d e Estí mulo ao A fast amento - (915) B enefí cio Fiscal d e Exclusõ es Permanent es A lienação d e Investimento s Plano s Eco nô mico s - (19 9) (3 72 ) 157 (371) - Reavaliação d e Part icip ações Co nso lid ad as Sub stit uição d a B ase de Cart õ es - - (54 ) Previ - Reco nheciment o d e Ganhos A t uariais Cassi - Reconhecimento d e Perd as A t uariais - - ( ) V end a da Particip ação na V ISA Int ernacio nal Cessão d e créd it o s Ef iciência Trib utária Passivo s Co nt ig ent es (B ESC) - - (3 6 0 ) Créd ito Trib ut ário (B ESC) Pro visão para Demand as Trab alhistas, Cíveis e Fiscais ( ) - - Créd ito s trib ut ário s - Diferencial d e A líq uo t a CSLL Desp esas com Plano d e Demissão V o luntária - B NC (2 15) - - Reversão d e Passivo s Trab alhist as Ganho de Cap it al - B B Seguro s Part icipaçõ es Ef eit o s Fiscais e PLR so b re itens Extrao rd inário s (50 2 ) (9 8 6 ) (513 ) (52 7) 1,2 Luc r o A t r i b uí v el a o C o nt r o l ad o r Luc r o A t r i b uí v el às P a r t i c i p a çõe s M i no r it ár i a s (0 ) - Luc r o Lí q ui d o , 0 Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

139 Vice-presidência de Finanças, Mercado de Capitais e Relações com Investidores Vice-presidente Ivan de Souza Monteiro Gerente de Relações com Investidores Gilberto Lourenço da Aparecida Gerente Executivo Gisele Campana Rodrigues Gerentes de Divisão Joaquim Camilo de Castro Eduardo Amaral Pilenghi Carla Sarkis Teixeira Assessores Alfredo Tertuliano de Carvalho Bruno Pio de Abreu Travassos Bruno Santos Garcia Carlos Vieira do Nascimento Danilo de Melo Farias Elias Santos Lima Eva Maria Gitirana de Oliveira Fabíola Lopes Ribeiro Glauco Ribeiro Barbirato Tavares Hilzenar Souza Alves da Cunha Janaína Marques Storti Joabel Martins de Oliveira Leonardo Resende Nader Marcelo de Campos e Silva Marcone Edson de Vasconcelos Formiga Filho Mariana Reschke da Cunha Rafael Augusto Sperendio Rafael de Freitas Peixoto Raquel Castelo de Carvalho Ferrari Toni Rudi Schmitz Banco do Brasil Análise do Desempenho 2º Trimestre/

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141 ÍNDICE Relatório da Administração 1 Demonstrações Contábeis 45 Balanço Patrimonial Demonstração do Resultado Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Demonstração dos Fluxos de Caixa Demonstração do Valor Adicionado Notas Explicativas 54 Nota 1 O Banco e suas Operações Nota 2 Reestruturações Societárias Nota 3 Apresentação das Demonstrações Contábeis Nota 4 Resumo das Principais Práticas Contábeis Nota 5 Informações por Segmento Nota 6 Caixa e Equivalentes de Caixa Nota 7 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Nota 8 Títulos e Valores Mobiliários TVM e Instrumentos Financeiros Derivativos IFD Nota 9 Relações Interfinanceiras Nota 10 Operações de Crédito Nota 11 Outros Créditos Nota 12 Carteira de Câmbio Nota 13 Outros Valores e Bens Nota 14 Investimentos Nota 15 Imobilizado de Uso e de Arrendamento Nota 16 Intangível Nota 17 Depósitos e Captações no Mercado Aberto Nota 18 Obrigações por Empréstimos e Repasses Nota 19 Recursos de Aceites e Emissões de Títulos Nota 20 Outras Obrigações Nota 21 Operações de Seguros, Previdência e Captalização Nota 22 Outras Receitas e Despesas Operacionais Nota 23 Resultado não Operacional Nota 24 Patrimônio Líquido Nota 25 Tributos Nota 26 Partes Relacionadas Nota 27 Benefícios a Empregados Nota 28 Ativos e Passivos Contingentes e Obrigações Legais Fiscais e Previdenciárias Nota 29 Gerenciamento de Riscos e Capital Regulatório Nota 30 Demonstração do Resultado Abrangente Nota 31 Outras informações Relatório dos Auditores Independentes 158 Resumo do Relatório do Comitê de Auditoria 160 Membros dos Órgãos da Administração 162

142 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 Senhoras e Senhores Acionistas, Apresentamos o Relatório da Administração do Banco do Brasil relativo ao 1º semestre de 2011 (1S11), de acordo com as exigências da Lei das Sociedades por Ações, do Conselho Monetário Nacional CMN, do Banco Central do Brasil BCB, da Comissão de Valores Mobiliários CVM e do Estatuto Social do Banco do Brasil. AMBIENTE ECONÔMICO No ambiente internacional, o 1º semestre de 2011 foi marcado pela continuidade das dúvidas a respeito do ritmo de crescimento das economias desenvolvidas, pelos graves efeitos do terremoto ocorrido no Japão e pelo aumento da inflação em escala global. Em geral, a conjuntura internacional permaneceu caracterizada pela dissonância entre o ritmo de evolução da atividade econômica nos países desenvolvidos e nos emergentes. No primeiro grupo, os desequilíbrios das contas públicas e a trajetória ainda instável de recuperação justificaram a manutenção de políticas fiscais e monetárias expansionistas nos Estados Unidos, as quais são reforçadas no Japão, dada a recessão registrada naquela economia neste início de ano. Entretanto, na Europa, a despeito das dificuldades de financiamento das dívidas de alguns países, o Banco Central Europeu deu o primeiro passo para o início de um ciclo de elevação dos juros. A elevação de juros na área do Euro e em vários outros países foi uma resposta aos impactos inflacionários decorrentes do aumento da demanda doméstica, principalmente da alta nos preços das commodities no mercado internacional, especialmente dos alimentos. Foi justamente o choque de oferta vindo dos alimentos um dos principais fatores que refletiram negativamente sobre o nível de preços domésticos, conduzindo a inflação medida pelo IPCA para valores acumulados em doze meses próximos ao limite superior da meta de inflação (6,5%). Acrescenta-se, ainda, o bom desempenho do mercado de trabalho, com taxas de desemprego em patamares mínimos, elevada geração líquida de empregos formais e ganhos reais de renda. Tais fundamentos, em conjunto com o mercado de crédito, continuaram sendo os principais vetores de impulso à demanda doméstica. Em resposta, o Banco Central do Brasil iniciou um ciclo de ajuste da taxa básica de juros, elevando em 150 pontos base ao longo do semestre, com a taxa atingindo o patamar de 12,25% a.a. 1

143 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 Paralelamente, o Governo implementou uma série de medidas macroprudenciais consideradas complementares à elevação dos juros, o mais tradicional instrumento de política monetária. O principal mecanismo de transmissão dessas medidas para a economia é via canal do crédito. Com efeito, os dados preliminares do 1º semestre de 2011 confirmam arrefecimento no ritmo de crescimento das concessões dos empréstimos, especialmente os destinados às pessoas físicas. DESTAQUES DO PERÍODO Com lucro líquido de 6,3 bilhões e ativos totais de 904,1 bilhões, o BB encerrou o semestre como líder no Sistema Financeiro Nacional, destacando sua atuação no crédito com 19,6% de participação de mercado. Em abril, o Banco do Brasil concretizou a operação para aquisição do controle acionário do Banco Patagonia (da Argentina), com o pagamento aos vendedores e a transferência ao BB de ações ordinárias, que correspondem a 51% do capital social e votante daquele banco. O passo seguinte refere-se à realização de Oferta Pública de Aquisição Obrigatória (OPA), cujo pedido foi protocolado junto à Comisión Nacional de Valores da Argentina (CNV) em O BB 2.0 Programa de Transformação do Varejo continua congregando as principais ações estratégicas que objetivam consolidar e expandir a liderança do BB no varejo bancário brasileiro. Ao longo do semestre, novas ações implementadas no âmbito do Programa mantiveram o foco na rentabilização da base de clientes, por meio do atendimento de excelência, conhecimento dos clientes (CRM), ampliação de relacionamento e negócios, eficiência em processos e aumento da oferta de conveniência pela adequação dos canais de atendimento. Foram adotadas diversas ações para a revisão do modelo de atendimento aos clientes PJ com faturamento anual bruto superior a R$ 25 milhões com o objetivo de melhorar a qualidade do atendimento, permitir avanços nos indicadores de eficiência e reforçar o posicionamento competitivo do Banco nesse mercado. Durante o semestre foi implantada a revisão do modelo de segmentação de clientes da rede de superintendências e agências do Atacado, além das áreas dedicadas à estruturação de operações de crédito para grandes clientes. 2

144 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 A seguir, estão relacionados, em ordem cronológica, alguns eventos relativos ao BB que foram destaques no período: aquisição, em 24/01/2011, da totalidade da participação acionária (16,67% ON) detida pela Sul América Capitalização S.A. na Brasilcap, pelo valor de R$ 137 milhões; assinatura de contrato de compra e venda de ações com a Visa International Service Association para aquisição de parte das ações detidas por essa companhia na Companhia Brasileira de Soluções e Serviços CBSS, correspondendo a 4,99% do capital social da CBSS, no valor de R$ 85,5 milhões, em 24/01/2011; lançamento da Bandeira Elo e início da comercialização do Ourocard Elo em 04/04/2011, administrada pela empresa Elo Serviços, e a efetivação da sociedade do Banco do Brasil na Elo Participações responsável pela consolidação dos negócios relacionados a meios eletrônicos de pagamento (cartões de crédito, débito, pré-pago, cobranded) com a assinatura dos documentos societários em 29/04/2011; início da estruturação da empresa Alpha Serviços de Rede de Autoatendimento S/A, controlada pela Elo Participações, que irá tratar do compartilhamento de redes de ATM dos bancos sócios; elevação, em abril/2011, dos ratings do BB pela agência Fitch Ratings, conforme descrito a seguir: Longo Prazo em Moeda Estrangeira: BBB, com perspectiva estável (anterior 'BBB-'); Curto Prazo em Moeda Estrangeira: F2 (anterior 'F3'); Longo Prazo em Moeda Local: BBB, com perspectiva estável (anterior 'BBB-'); Curto Prazo em Moeda Local: F2 (anterior 'F3'); Piso de Rating de Suporte: BBB (anterior 'BBB-'); Rating Nacional de Longo Prazo: AAA (bra) (anterior AA+(bra); fechamento da operação de aquisição do controle acionário do Banco Patagonia S.A., em 12/04/2011; assinatura, em 25/04/2011, de contrato de compra e venda de 100% das ações do EuroBank, pelo valor de US$ 6 milhões; aquisição, por R$ 2,8 bilhões, dos direitos de ofertar produtos e serviços bancários, a partir de 02/01/2012, nas agências do 3

145 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 Banco Postal da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos ECT; inauguração da loja conceito em Brasília, em 17/05/2011, configurando-se em uma iniciativa inédita no varejo bancário, com um espaço no qual os clientes podem experienciar os principais atributos que compõem o posicionamento de marca do Banco; elevação, em junho/2011, dos ratings do BB pela agência Moody s, conforme descrito a seguir: Depósito de Longo Prazo em Moeda Estrangeira: Baa2, com perspectiva positiva (anterior Baa3 ); Depósito de Curto Prazo em Moeda Estrangeira: Prime-2 (anterior Prime-3 ); Dívida Sênior de Longo Prazo em Moeda Estrangeira: (P)Baa1, com perspectiva positiva (anterior (P)Baa2 ). PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA O PERÍODO Com o objetivo de manter a liderança na indústria bancária brasileira e reforçar seu papel de parceiro fundamental para o desenvolvimento do Brasil, o Banco do Brasil priorizou como grandes temas estratégicos para o período de a rentabilização, a eficiência, a melhoria do atendimento e a ampliação da atuação no mercado externo. A rentabilização será feita por meio do aumento de negócios rentáveis, observada a adequada relação risco e retorno. O Banco buscará a eficiência operacional e negocial por meio do aperfeiçoamento de processos e modelos de negócios, além da melhoria do atendimento que ocorrerá por meio do aprimoramento do relacionamento com os clientes. A atuação internacional será feita com base em três vetores: a existência de comunidades de brasileiros no exterior, a transnacionalização de empresas brasileiras e a expansão das relações comerciais do Brasil com o mundo. A atuação do Banco como parceiro no desenvolvimento sustentável do país será feita com ênfase nas atividades geradoras de trabalho e renda, com destaque para: Programa Minha Casa Minha Vida, Programa Nacional do Microcrédito Produtivo Orientado, apoio às micro e pequenas empresas, Programa Nacional da Agricultura Familiar Pronaf, Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior FIES e incentivo às práticas associativistas. 4

146 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 A missão foi ajustada para alinhar os negócios do Banco com a sustentabilidade e o desenvolvimento do país, passando a ter a seguinte redação: ser um banco competitivo e rentável, promover o desenvolvimento sustentável do Brasil e cumprir sua função pública com eficiência. A visão de futuro do BB, atualizada para o período , mantém o compromisso com o desempenho, com o funcionário, com a responsabilidade socioambiental e enfatiza a vontade de estar mais próximo do cliente e de ser referência no exterior. Assim, a nova visão de futuro do BB é: sermos o primeiro banco dos brasileiros, das empresas e do setor público, referência no exterior, o melhor banco para trabalhar, reconhecido pelo desempenho, relacionamentos duradouros e responsabilidade socioambiental. Para alcançar os objetivos do planejamento estratégico, o Banco do Brasil atua em várias frentes da gestão corporativa. Boas práticas de governança corporativa, relacionamento com o mercado, processos internos, ouvidoria externa, governança de tecnologia e informação, pessoas, logística e ecoeficiência são fundamentais para o sucesso desse planejamento. SUSTENTABILIDADE A responsabilidade socioambiental faz parte da tradição bicentenária da empresa e está expressa em suas políticas e estratégias corporativas. O crédito, concedido de forma responsável aos mais diferentes setores produtivos da economia - agricultura familiar, demais produtores rurais, comércio exterior, micro e pequenas empresas - impulsiona o progresso dos municípios brasileiros. Preocupado com o crédito responsável, o Banco do Brasil não disponibiliza créditos a clientes incluídos em relação de empregadores que submetem seus trabalhadores a formas degradantes de trabalho ou os mantenham em condições análogas ao trabalho escravo. A decisão atinge também os envolvidos com trabalho infantil e exploração sexual de menores. É desafio contínuo do Banco do Brasil fazer com que a responsabilidade socioambiental permeie todos os processos da empresa. Ao adotar o referencial da sustentabilidade como orientador estratégico, o BB busca avaliar sua performance organizacional não somente com base em indicadores econômicos, mas também em 5

147 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 indicadores de natureza social e ambiental, como a defesa e promoção dos direitos humanos, geração de trabalho e renda e conservação ambiental. No segmento de clientes Private, procurando equilíbrio entre risco e retorno, foi desenvolvida uma carteira de ações composta por papéis de companhias comprometidas com a causa da sustentabilidade. O portfólio se situa entre os perfis defensivo e moderado. Para selecionar as ações que compõem a carteira, são cruzadas as melhores opções nos índices de Sustentabilidade Empresarial ISE, de Governança Corporativa IGC e de Tag Along ITAG da BM&FBovespa. AGENDA 21 DO BB O Plano de Sustentabilidade - Agenda 21 BB, iniciativa pioneira no meio empresarial, envolve toda a organização em iniciativas em prol do desenvolvimento sustentável. Trata-se da colaboração do Banco do Brasil aos esforços previstos na Agenda 21 Global, concebida durante a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento - a Rio-92, com o objetivo de orientar um novo padrão de desenvolvimento para o século 21, cujo alicerce é a sinergia da sustentabilidade ambiental, social e econômica. A Agenda 21 BB, instituída desde 2005, é revista periodicamente pelo Conselho Diretor, considerando stakeholders, acordos públicos firmados, cenários, referências socioambientais nacionais e internacionais. Em 2010, a revisão contou com a participação de executivos de todas as áreas da empresa, assim como da Fundação Banco do Brasil, Cassi, Previ, BB-DTVM e Fenabb, resultando em 77 ações para o período , distribuídas nos Eixos Processos e Gestão, Negócios com Foco no Desenvolvimento Sustentável e Investimento Social Privado. Os resultados desse Plano de Sustentabilidade são acompanhados pelo Conselho Diretor e publicados no Relatório Anual no padrão máximo Global Reporting Initiative - GRI. No primeiro quadrimestre de 2011, cabe destacar a implantação de ações de aprimoramento da gestão de crises e riscos relativos a eventos climáticos extremos e da gestão de fornecedores com novos padrões para compras sustentáveis e logística reversa; além da gestão da saúde dos funcionários com mapa de risco para atuação preventiva. Destaca-se no eixo Negócios com Foco no Desenvolvimento Sustentável a Estratégia Negocial de Desenvolvimento Regional Sustentável DRS, que busca impulsionar o desenvolvimento das regiões onde o Banco está presente, apoiando atividades que 6

148 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 promovam a inclusão social e a geração de trabalho e renda, de forma sustentável, inclusiva e participativa. Com esta estratégia, o BB materializa seu grande diferencial, tornando-se uma organização que busca catalisar diversos agentes econômicos, sociais e políticos na adoção de práticas economicamente viáveis, ambientalmente corretas e socialmente justas, contribuindo para dinamizar economias locais, com respeito à diversidade cultural. A sua atuação baseia-se na visão de cadeia de valor para aprimorar todo o processo produtivo, desde o fornecimento de insumos, passando pela produção, beneficiamento, armazenagem, até chegar ao consumidor final. As ações incluem capacitação dos beneficiários, estímulo ao associativismo e ao cooperativismo, introdução de novas tecnologias, disseminação da cultura empreendedora e promoção do acesso ao crédito. Com o propósito de fortalecer ainda mais o seu compromisso com o meio ambiente e com a sociedade em prol do desenvolvimento sustentável, o Banco do Brasil lançou, em 2011, quatro fascículos sobre atuação na cadeia da reciclagem e resíduos sólidos, com foco nos municípios com até 50 mil habitantes. Com essa ação, o BB visa orientar as prefeituras e contribuir na elaboração dos planos Municipais ou Intermunicipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, em cumprimento à Lei nº /10, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, de responsabilidade compartilhada entre governos, empresários e cidadãos. Ao final do semestre, a Estratégia DRS contabilizou 4,0 mil planos de negócios em implementação, envolvendo 1,4 milhão de beneficiários em 4,0 mil municípios brasileiros, com saldo da carteira de crédito da ordem de R$ 10,4 bilhões, dos quais cerca de R$ 5,8 bilhões aplicados por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Maiores informações, veja o site DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 6,3 bilhões no semestre, resultado 23,4% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, com retorno anualizado sobre o patrimônio líquido de 25,4%. O lucro líquido por ação foi de R$ 2,19 no período. 7

149 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 Os ativos somaram R$ 904,1 bilhões, crescimento de 19,6% em 12 meses, com retorno sobre ativos de 1,5% no 1S11. O patrimônio líquido alcançou R$ 54,6 bilhões, incremento de 38,9% em 12 meses, influenciado pela oferta pública de ações no, 2º semestre de 2010, e pela incorporação de resultados. Destaques R$ milhões Resultado¹ 1S11 1S10 1S10 (%) Lucro Líquido² ,4 Lucro sem efeitos extraordinários ,4 Resultado Bruto da Intermediação Financeira ,4 Receita de Operações de Crédito ,3 Receita de Prestação de Serviços e Tarifas Bancárias ,9 Resultado de Operações de Seguros, Previdência e Capitalização ,8 Despesas Administrativas³ ,6 Lucro Líquido por Ação (em R$) 2,19 2,00 9,5 Retorno sobre Ativos 1,5% 1,4% 0,1 p.p Retorno sobre Patrimônio Líquido 25,4% 28,7% (3,3 p.p) Índice de Eficiência 42,4% 44,5% (2,1 p.p) R$ bilhões Patrimoniais Jun/11 Jun/10 1S10 (%) Ativos 904,1 755,7 19,6 Carteira de Crédito Ampliada 4 421,3 350,5 20,2 Captações de Mercado 5 589,0 510,6 15,4 Recursos Administrados 407,7 344,9 18,2 ¹ Itens baseados nas Demonstrações Consolidadas. 2 Lucro Atribuível ao Controlador. 3 Refere-se a soma de Despesas de Pessoal e Outras Despesas Administrativas. 4 Inclui TVM privados e garantias prestadas 5 Depósitos à Vista, Prazo, Poupança, Interfinanceiros e Captações no Mercado Aberto Para informações mais detalhadas sobre o desempenho econômicofinanceiro do BB, veja o Relatório Análise do Desempenho no bb.com.br/ri. DESEMPENHO DOS PAPÉIS O BB encerrou o 1S11 com valor de mercado de R$ 80,1 bilhões. Na carteira teórica do Ibovespa para o quadrimestre mai/11 ago/11 o Banco ocupa a 6ª posição, marca histórica no Ibovespa, com 3,105% de participação. As ações do Banco do Brasil (BBAS3) encerraram o semestre cotadas a R$ 28,00, valorização de 20,7% em 12 meses, frente à valorização de 2,4% do Ibovespa. A BBAS3 foi negociada em todos os pregões da BM&FBovespa, com volume médio diário de R$ 154,7 milhões no 1S11, contra R$ 94,9 milhões no mesmo período do ano anterior, e permanece listada nas carteiras teóricas dos principais índices da bolsa: Ibovespa, Ibrx50, IGC, ISE e Itag. 8

150 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 A ação do Banco do Brasil foi listada mais uma vez no índice ISE da BM&FBovespa como resultado de uma gestão guiada pela Agenda 21 empresarial. O Banco tem se mostrado cada vez mais empenhado em manter os esforços da organização direcionados para as boas práticas de governança corporativa e de sustentabilidade, oriundas do equilíbrio entre as dimensões econômica, social e ambiental. Além dos índices mencionados anteriormente, a BBAS3 também compõe o Índice Dow Jones de Sustentabilidade Ampliado, criado pela Bolsa de Valores de Nova Iorque e pela SAM Gestão de Ativos Sustentáveis, organização suíça focada em investimentos sustentáveis. Em junho de 2011, o Programa de American Depositary Receipt ADR Nível I do Banco do Brasil apresentou 13,4 milhões de recibos em circulação. No período de abril a junho de 2011, ocorreu o exercício dos bônus de subscrição C (BBAS13) emitidos em 17/06/1996. Cada bônus garantiu o direito de subscrever 3, ações. O exercício dos bônus gerou títulos que, após a homologação pelo Bacen, serão convertidos em igual número de ações ON. Esse movimento resultou em elevação do capital social do Banco em R$ 44,6 milhões. O Banco do Brasil, alinhado a sua política de reinvestimento de lucros e distribuição de dividendos, distribui 40% do lucro líquido auferido (payout) sob a forma de dividendos e juros sobre o capital próprio JCP, em periodicidade trimestral. A título de rendimentos aos acionistas foram destinados R$ 2.504,9 milhões no semestre, sendo R$ 1.044,3 milhões como dividendos e R$ 1.460,6 milhões na forma de juros sobre o capital próprio. Os 60% remanescentes do lucro foram destinados a reservas legais, estatutárias. DESEMPENHO DOS NEGÓCIOS RELACIONAMENTO COM CLIENTES O Banco do Brasil encerrou o 1S11 com uma base de 55,2 milhões de clientes e 35,6 milhões de contas correntes (33,4 milhões de contas PF e 2,2 milhões de contas PJ), crescimento de 1,9% em 12 meses. 9

151 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 BB 2.0 Programa de Transformação do Varejo Ao longo do semestre, o Banco do Brasil deu continuidade ao BB 2.0 Programa de Transformação do Varejo, que tem como objetivo elevar o Banco a um novo patamar de posicionamento estratégico e sustentabilidade dos negócios. Em formato inédito, foram programados quatro encontros com as lideranças do Banco em todo o País para compartilhar informações sobre o Programa. Compareceram aos eventos cerca de 5,5 mil administradores de agências e de superintendências de varejo, que demonstraram alto grau de interação e comprometimento com os objetivos de melhoria do BB 2.0. O Programa prevê a implementação de um conjunto de ações para a rentabilização da base de clientes, com melhor aproveitamento das oportunidades de negócios existentes. As ações estão agrupadas nas seguintes frentes: adequações no modelo de relacionamento com clientes, para intensificação de contatos e negócios; gestão de relacionamento com o cliente CRM, para identificação e aproveitamento das oportunidades existentes na base de clientes; aumento da oferta de conveniência e aproveitamento das oportunidades de contato com os clientes, pela adequação e integração dos canais de atendimento; revisão da dinâmica de vendas e atendimento, com aumento da eficiência comercial e agilidade na resposta aos clientes; ajustes no processo de planejamento e orçamento das vendas, com vistas ao melhor aproveitamento das oportunidades da base de clientes. Dentre as principais ações realizadas no âmbito do Programa, ao longo do semestre, destacam-se: conclusão da implantação do novo modelo de relacionamento com clientes PF em todas as agências do Banco. Esse modelo promove a adequação do número de clientes sob responsabilidade de cada gerente de relacionamento, com intensificação de contatos e negócios, além da melhoria no atendimento prestado; conclusão da implantação e treinamento da força de vendas na nova plataforma de negócios, uma ferramenta que 10

152 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 racionaliza os principais processos de vendas e amplia o conhecimento sobre as oportunidades com o cliente, elevando a assertividade das ofertas; implantação de modelos de propensão ao consumo para oito produtos bancários priorizados na operação comercial de varejo. Os novos modelos de propensão elevam a assertividade das ações de marketing direto, inclusive orientando a oferta por parte da força de vendas; revisão de 15 processos com alta demanda por atendimento, reduzindo em até 60% no tempo total gasto para realização desses processos; atingimento da marca de 152 agências configuradas com a nova ambiência de atendimento. O novo modelo adotado na arquitetura das agências BB reforça atributos de comodidade e modernidade para os clientes, ao tempo que valoriza os espaços reservados para realização de negócios; construção do Plano Estratégico de Conveniência 2011/2015 que consolida a proposta de investimentos em canais físicos do BB para os próximos 5 anos, considerando o direcionamento estratégico do BB através das premissas: (i) Mercadológica rentabilidade, lucratividade e retorno financeiro; (ii) Posicionamento visibilidade, valor da marca e presença em localidades com grande fluxo de pessoas e turistas; (iii) Indutora do Desenvolvimento inclusão social, bancária e cidadania, buscando atender municípios e comunidades de menor índice de desenvolvimento, porém com potencial a médio e longo prazo; capacitação e reciclagem de mais de 73,6 mil funcionários da rede de agências em práticas de negócios e atendimento (mais informações sobre capacitação constam do capítulo Pessoas deste relatório); revisão do modelo de segmentação de pessoas jurídicas atendidas no varejo, com ampliação do faturamento contemplado para até R$ 25 milhões e especialização do atendimento em três segmentos: Microempresa, Pequena Empresa e Empresa; ampliação do atendimento especializado para o mercado setor público, sobretudo no Poder Executivo Municipal, com 11

153 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 a elaboração de modelo de relacionamento para os maiores municípios; adoção de um modelo de relacionamento diferenciado para clientes agroempresários, com atendimento personalizado, oferta de produtos e serviços específicos e consultoria especializada. A busca por maior foco no cliente também vem gerando adequações na estrutura organizacional. Em maio, o BB criou a Diretoria de Clientes PF. Essa é mais uma área que deverá contribuir para a elevação dos resultados obtidos com a operação de varejo, assumindo a condução institucional de diversas ações originadas no âmbito do Programa BB 2.0 e atuando de forma estratégica para garantir a visão cliente nas ações comerciais e de relacionamento. Com os ajustes realizados, a arquitetura corporativa do Banco voltada para a atuação no varejo ganhou maior especialização em: atendimento e relacionamento com clientes; gestão de força de vendas; gestão de processos; e oferta de conveniência e gestão de canais. Com essas e outras ações, o BB 2.0 Programa de Transformação do Varejo apresenta alguns de seus primeiros resultados. Houve crescimento de R$ 510 milhões na rentabilidade mensal dos clientes pessoas físicas em relação ao mesmo período de O índice de satisfação dos clientes, ano base 2010, apresentou uma inflexão positiva de 2,5 pontos percentuais em relação ao observado nos últimos anos. Nicho Universitário Os universitários representam um segmento bastante especial, de alto valor. É um público com grande potencial de relacionamento, pois encontra-se na fase inicial do ciclo produtivo, demandando soluções que viabilizem seus projetos de vida pessoal e profissional. As parcerias negociais formadas nessa fase tendem a ser longas, contribuindo para a renovação da base de clientes BB. Uma das principais frentes de relacionamento do BB com o universitário é o Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior FIES, que registrou no 1S11 a contratação de 13,5 mil novas operações, totalizando no período cerca de R$ 560 milhões. O FIES financia até 100% do valor da graduação, com prazo para pagar de até três vezes o período financiado e início do pagamento 18 meses após a formatura, favorecendo os relacionamentos de longo prazo. 12

154 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 Clientes Atacado Na área de Atacado, onde o BB atende clientes com faturamento anual bruto superior a R$ 25 milhões, foi concluída a revisão do modelo de segmentação, que passou a contar com os segmentos Large Corporate, Corporate, Upper Middle e Middle. Houve alterações no modelo organizacional das unidades estratégicas, táticas e operacionais dedicadas aos clientes de Atacado. Com isso, a sede da Diretoria Comercial e suas divisões ligadas à estruturação de operações, estratégias com clientes e rede de distribuição foram transferidas de Brasília para São Paulo, onde os clientes de Atacado estão concentrados. As superintendências e agências também foram revisadas para que estejam focadas por segmento de clientes. Para o 2º semestre de 2011, os esforços na área de atacado estarão concentrados na capacitação e gestão de talentos, expansão da centralização de serviços de middle office, estratégias de rentabilização e desenvolvimento de produtos e serviços inovadores. Essas ações proporcionarão significativo avanço na qualidade do atendimento, reforçando a posição de liderança do BB junto as maiores empresas. Na área de varejo, o atendimento aos clientes pessoa jurídica foi alterado para as empresas com faturamento bruto anual até R$ 25 milhões, sendo implementada revisão do modelo de segmentação, que passou a contar com os segmentos Microempresa e Pequena Empresa. O BB também vem consolidando sua participação com o segmento cooperativista de crédito, disponibilizando soluções adequadas à necessidade deste mercado. Dentre as soluções, destaca-se o Serviço de Integração à Compe/SPB pelo qual foi possível disponibilizar, no 1S11, produtos bancários a 400,4 mil cooperados, vinculados a 337 cooperativas de crédito. Gestão de Atendimento e Canais O BB disponibiliza a seus clientes acesso à realização de negócios por meio de redes físicas (agências, postos de atendimento, terminais de autoatendimento e correspondentes) e virtuais (central de atendimento, internet, mobile banking e TV Digital). Em sua rede física, o BB possui a maior quantidade de agências do Brasil, com unidades, além de contar com correspondentes, mais de postos de atendimento e o maior parque de terminais de autoatendimento da América Latina, com máquinas próprias. Das agências e dos Postos de Atendimento 13

155 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 Bancário PAB do BB, 87,9% já se encontram adaptados para pessoas com deficiência física. No 1S11 o BB inaugurou 86 novas agências, 6 dessas dedicadas especificamente ao atendimento do segmento Estilo (Alta Renda). Também foram inaugurados 66 Postos de Atendimento Eletrônico (PAE). Ainda, coerente com a estratégia de ampliar a presença em comunidades, em janeiro de 2011, o Banco inaugurou agências no Morro do Alemão e Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, contribuindo para a inclusão bancária e o desenvolvimento sustentável dessas localidades. Além disso, é o único Banco que detém rede de agências especializada para atendimento ao setor público, presentes em todas as capitais e principais municípios do Brasil. O BB possui duas redes no exterior: própria, formada por 47 pontos de atendimento em 23 países, e complementar, formada por bancos correspondentes em 137 países. A rede do BB no exterior apoia o processo de internacionalização das empresas brasileiras, o incremento do fluxo do comércio internacional e atende à comunidade de brasileiros no exterior. Nos terminais de autoatendimento são efetivadas aproximadamente 33,9% das operações bancárias por mês. Para oferecer maior comodidade e conveniência, no 1S11 foram modernizados terminais e instalados mais de 960 em novos pontos. Até 30 de junho de 2011, os canais automatizados responderam por 92,7% do total de transações. Desde o início de 2011, o BB centralizou, nos Centros de Monitoração de Ambientes de Autoatendimento, o acompanhamento da disponibilidade de todos os terminais de autoatendimento, visando garantir a satisfação dos clientes com este canal. Paralelamente, iniciou a monitoração, via imagem, das salas de autoatendimento nos grandes centros. O projeto objetiva, além de salas mais limpas e equipamentos disponíveis, um ambiente convidativo e propenso à realização de negócios. Por meio de sua rede virtual, o BB disponibiliza canais de acesso a serviços e produtos bancários, como a central de atendimento, o autoatendimento na internet (para pessoas físicas e jurídicas), o mobile banking e TV Digital. O Autoatendimento BB pela Internet fechou o semestre com a marca de mais de 800,5 milhões de transações efetivadas, correspondendo a 39,3% do total das transações e mais de 11,8 milhões de clientes aptos 14

156 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 a utilizar o canal. O Gerenciador Financeiro, autoatendimento pessoa jurídica pela internet e pelo celular, alcançou 656,5 milhões de transações, sendo utilizado por mais de mil empresas. No Autoatendimento BB pelo Celular foram realizadas 3,3 milhões de operações pelos mais de 1,3 milhão de clientes que possuem o celular autorizado a efetuar transações bancárias. Já na Central de Atendimento BB foram realizadas 54,6 milhões de transações pelos 12,6 milhões de clientes habilitados a utilizar o canal. O semestre também foi marcado por inovações no atendimento prestado aos clientes. Entre essas inovações, destacam-se: disponibilização do acesso ao Gerenciador Financeiro e ao Autoatendimento Setor Público por meio do iphone e ipod Touch. O lançamento da nova funcionalidade mantém o Banco nos precursores padrões de tecnologia e segurança, facilitando a rotina dos empresários e administradores públicos; projeto Orla Rio em 2010, o Banco do Brasil e a empresa Orla Rio Associados firmaram acordo que prevê a locação de 2 quiosques e 11 postos de atendimento eletrônico na orla de Copacabana ao Leme, pelo prazo de 11 anos; Em iniciativa inédita, a instituição ocupa criativamente o espaço promovendo shows, ministrando oficinas culturais e realizando ações promocionais; O objetivo deste projeto é reforçar a presença do Banco em um dos maiores cartões postais do Brasil, que recebe milhões de turistas anualmente e será palco de grandes eventos internacionais nos próximos anos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas; espaço Banco do Brasil em 17 de maio, o BB inaugurou no shopping Iguatemi Brasília, a primeira loja conceito do setor financeiro nacional. Idealizada para ser local de experimentação da marca, lá o cliente não apenas acessa caixas eletrônicos e tira suas dúvidas sobre produtos financeiros, mas aproveita o conforto do ambiente, explora o design moderno e arrojado da decoração, diverte-se com jogos, degusta um legítimo cafezinho nacional e conhece as tendências e inovações que chegarão ao mercado financeiro; continuidade do Teste Piloto de Compartilhamento das Redes Externas de Terminais de Autoatendimento, do qual participam Banco do Brasil S/A, Banco Bradesco S/A e Banco Santander (Brasil) S/A, com o objetivo de avaliar a atratividade para os 15

157 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 clientes das instituições, bem como os impactos tecnológicos e as implicações operacionais relativamente ao tema. Até 31/05/2011 foram realizadas 1,7 milhão de operações (transações concluídas e ocorrências), sendo 452 mil por clientes BB (26,4%); formalização, para atuar em todo o Brasil, da parceria firmada entre o BB e a empresa operadora de programas de fidelização Dotz, oferecendo aos clientes do BB mais alternativas e maior velocidade no acúmulo de pontos, além de maior variedade de prêmios a serem resgatados. O atendimento pelas redes sociais, Twitter com o e com a página Mais Banco do Brasil no Facebook, mostrou-se eficiente e tem atraído cada vez mais clientes. O BB tem respondido aos questionamentos dos usuários com a tempestividade que o canal exige, demonstrando sua preocupação em encantar o cliente em todos os contatos. Nos primeiro seis meses de 2011 o teve um crescimento de 46% no seu número de seguidores, já no Facebook o incremento no número de curtidores foi de 82%. Com as parcerias firmadas com os correspondentes durante o ano foi possível um incremento de 21,5% no número de pontos no País. Esses novos parceiros foram responsáveis por um aumento de 11,0% no volume de acolhimento de propostas de crédito consignado, em relação ao ano anterior e por 12,0% das contas abertas no BB. Dentro da estratégia de atendimento por meio de correspondentes, a grande ação do semestre foi a aquisição, pelo Banco do Brasil, do direito de ser parceiro da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos para prestação de serviço de correspondentes através do Banco Postal. A vitória no processo de licitação permitirá ao BB antecipar a estratégia de estender seus pontos de atendimento em todo o País e estar em 100% dos municípios brasileiros até Com o acordo, essa meta será atingida em 2012 e, por conseguinte, a das receitas provenientes dessa atuação. Hoje, o Banco está em municípios, com pontos de atendimento. Os Correios possuem agências com o Banco Postal e estão presentes em 95% dos municípios brasileiros. A parceria com o Banco Postal prevê a possibilidade de ofertar outros produtos, a exemplo de cartões de crédito e cartão pré-pago, além de linhas de microcrédito. 16

158 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 O compromisso com os direitos do consumidor e com o bom atendimento é manifestado pela transparência e objetividade nas relações com clientes. O BB informa de maneira clara e direta as taxas e tarifas praticadas. Os funcionários recebem treinamentos específicos para melhorar o atendimento, tais como Linguagem Brasileira de Sinais Libras e Código de Defesa do Consumidor. Como evidência da importância que o Banco do Brasil dá ao tema atendimento ao cliente, no 1S11 foram contratados novos funcionários, sendo direcionados diretamente ao atendimento em nossas agências. CAPTAÇÕES O Banco do Brasil, líder no mercado de depósitos, registrou R$ 589,0 bilhões em captações no 1S11, 15,4% de crescimento frente ao mesmo período do ano anterior, o que reflete a confiança dos clientes no BB. Destaque para os depósitos a prazo que cresceram 21,5% em 12 meses. Além dos depósitos a prazo, os depósitos em poupança e à vista também apresentaram crescimento nos últimos 12 meses, com 9,4% e 3,6%, respectivamente. Nas captações externas, destaque para a emissão do BB em Euros, que captou EUR 750 milhões, uma das maiores já realizadas por uma empresa brasileira. Adicionalmente, o BB também realizou uma emissão de dívida subordinada no valor de US$ 1,5 bilhão. Em ambas, os custos financeiros foram competitivos, fatores que demonstram o interesse do mercado por títulos de emissão do BB. Ao final do 1S11, o saldo das captações externas alcançou US$ 31,7 bilhões, variação de US$ 8,1 bilhões ou 34,3% em relação ao 1S10. Buscando diversificar sua forma de atuação no mercado, o BB oferece aos seus clientes a possibilidade de aplicação em Letras Financeiras LF e Letras de Crédito Agrícola LCA, cujos saldos, ao final do 1S11 foram R$ 6,8 bilhões e R$ 4,1 bilhões, respectivamente. ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS DE TERCEIROS No 1S11, a BB Gestão de Recursos BB DTVM, maior administradora de recursos de terceiros do País, atingiu R$ 407,7 bilhões em recursos administrados, divididos entre fundos de investimento e carteiras administradas. Esse volume representou crescimento de 18,2% em 12 meses segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais Anbima. 17

159 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 Vale destacar que esses números não incluem o saldo de recursos administrados pelo Banco Votorantim (BV), que atingiu R$ 27,3 bilhões em junho de Caso fosse consolidado 50,0% do saldo administrado pelo BV, percentual igual à participação do BB em seu capital total, a participação de mercado do Banco do Brasil chegaria a 23,1%. Visando incrementar o posicionamento do Banco frente aos nossos clientes Private e qualificar nosso portfólio de produtos, foram desenvolvidos novos fundos, entre eles o BB Estratégia 6. Nesta linha, em conjunto com a BB-DTVM, foi lançado o Fundo de Investimento Multimercado Global Acqua, que investirá parte de seu patrimônio em empresas brasileiras e globais ligadas ao setor de água. O fundo possibilita ao investidor participar do capital de empresas ligadas à exploração, infraestrutura e distribuição de água, com a percepção que estas empresas estão em uma cadeia produtiva que necessita de cuidados e de outro lado provavelmente enfrentará um aumento de demanda e possível majoração de preços. Também na linha de agregar sofisticação à oferta de investimentos para clientes de alto valor, o BB adotou em março o novo portfólio de fundos de investimento Estilo, obtendo mais competitividade, incrementando a receita com tarifas e reforçando o posicionamento da marca Estilo no mercado. A BB DTVM, subsidiária integral do Banco do Brasil, é signatária dos Princípios para o Investimento Responsável PRI da Organização das Nações Unidas ONU, e não adquire participação em empresas que desrespeitam princípios relativos à preservação ambiental e aos direitos humanos e do trabalho. CARTEIRA DE CRÉDITO A carteira de crédito total do BB, em conceito ampliado (inclui TVM privados e garantias prestadas), encerrou o semestre com um saldo de R$ 421,3 bilhões, apresentado evolução de 20,2% em relação ao mesmo período de 2010 e com participação de mercado de 19,6%. No semestre, as operações com as pessoas físicas no conceito ampliado mantiveram destaque na carteira total do Banco, representando 29,1%, mesmo após a adoção de medidas macroprudenciais pelo Bacen, que reduziram a expansão do crédito a pessoas físicas no 1º trimestre de O crédito consignado permanece como a modalidade de maior representatividade na carteira de crédito para pessoas físicas, com 18

160 Relatório da Administração 1º Semestre de ,1% do total. Com a estratégia de qualificação da base de clientes e foco em linhas de menor risco, a carteira de crédito consignado do BB apresentou um crescimento de 18,4% nos últimos 12 meses, o que reforça a liderança do Banco nesse segmento, cuja participação de mercado alcançou 32,6%. Os empréstimos com servidores públicos continuam como os mais representativos da carteira de consignado do BB e participam com 84,4% do total. O restante é composto por aposentados e pensionistas do INSS (9,6%) e funcionários do setor privado (6,0%). O saldo das operações de financiamento de veículos alcançou R$ 30,5 bilhões, incremento de 34,1% em doze meses. Deste total, R$ 15,4 bilhões são operações oriundas do BV. O crédito imobiliário no BB manteve a tendência de crescimento apresentada nos semestres anteriores, encerrando o 1S11 com saldo de R$ 4,2 bilhões, evolução de 99,5% em relação ao 1S10. Nos últimos 12 meses foram liberados contratos para pessoas físicas e formalizados 106 contratos com pessoas jurídicas. A carteira de crédito pessoa jurídica no conceito ampliado encerrou o semestre com saldo de R$ 191,2 bilhões. A carteira PJ no conceito ampliado representou 45,4% do total da carteira de crédito do BB no 1S11, contra 44,9% no mesmo período de Somadas, as linhas de capital de giro e investimentos representam 73,1% do total da carteira PJ. No atendimento às micro e pequenas empresas, o Banco do Brasil manteve-se como principal parceiro do segmento. Ao final de junho/2011, o BB possuía 2 milhões de clientes micro e pequenas empresas. O saldo das operações para MPE foi de R$ 59,9 bilhões, incremento de 14,7% em relação a junho/2010. Vale ressaltar a destinação de R$ 42,6 bilhões para capital de giro, que representou crescimento de 11,6% em relação a junho/2010. Destaca-se a linha de crédito BB Giro Empresa Flex que atingiu o saldo de R$ 12,3 bilhões, correspondendo a 28,8% da carteira de capital de giro. Ao final do 1S11, o saldo das operações de financiamentos de investimentos às micro e pequenas empresas chegou a R$ 16,1 bilhões. O BB financiou R$ 2,2 bilhões em 35 mil operações com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste FCO e atendeu a 463 municípios da região. Esse número representa incremento de 27,6% em relação ao 1S10. Destaca-se o fato de que 86,6% desse total beneficiaram tomadores de micro/mini e pequeno porte. 19

161 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 No semestre foram financiadas a construção de 48 embarcações e 3 estaleiros, por meio do Fundo da Marinha Mercante FMM, no montante de R$ milhões. Com isso o volume de projetos financiados correspondem a R$ milhões, evolução de 410% em relação ao 1S10. Até abril/2011, o Banco do Brasil registrou no Ranking Global de repasses de recursos do BNDES um market share de 18,3% e um total de R$ 4,3 bilhões desembolsados. Os desembolsos efetuados com Cartão BNDES até abril/2011 atingiram R$ 1,1 bilhão representando 59,4% de participação no mercado. Na modalidade Finame, o Banco do Brasil desembolsou R$ 1,9 bilhão, correspondentes a 43,4% do total de recursos do BNDES liberados pelo Banco até abril/2011. O resultado do sistema BNDES/Finame do 2º trimestre de 2011 ainda não havia sido divulgado. A carteira de crédito imobiliário pessoa jurídica encerrou o semestre com saldo de R$ 1 bilhão, com incremento de 283% em relação ao 1S10. O desempenho pautou-se em grande parte na estratégia de parcerias firmadas com as principais incorporadoras do País. O Banco desenvolveu um modelo de negócios inovador e aderente às necessidades de cada perfil de empresa. AGRONEGÓCIOS O Banco do Brasil manteve-se como o principal parceiro do agronegócio brasileiro. A carteira de agronegócios no conceito ampliado encerrou o semestre com saldo de R$ 81,5 bilhões em operações de crédito rural e agroindustrial. Esse montante representa um incremento de 14,7% em relação ao 1S10. Do total da carteira de agronegócios, R$ 22,3 bilhões referem-se a operações contratadas com agricultores familiares, R$ 53,3 bilhões com médios e grandes produtores e R$ 4,9 bilhões com cooperativas agropecuárias. Na contratação de operações de crédito rural destaca-se a utilização de mecanismos de mitigação de risco intempéries e preços. Em junho/2011, 42,7% das operações de custeio agrícola estavam cobertas com seguro de produção (seguro agrícola ou proagro) e 4,3% cobertas por seguro de preço (contratos de opções). COMÉRCIO EXTERIOR No comércio exterior, o Banco manteve a liderança no mercado de câmbio de exportação e de importação, com volumes de US$ 35,7 bilhões e US$ 22,3 bilhões, e participações de mercado de 30,3% e 23,0%, respectivamente. Do volume total de câmbio, 11,2% refere-se 20

162 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 às empresas dos segmentos Large Corporate, Corporate e Empresarial. A atuação do BB no mercado de câmbio financeiro também apresentou incremento significativo, atingindo US$ 43,7 bilhões em operações de compra e venda, o que significa crescimento de 7,9% em relação ao 1S10. No financiamento às exportações, as operações de ACC/ACE se sobressaem, com desembolsos de US$ 8,6 bilhões, o que mantém o BB como líder de mercado com market share de 33,1%. Deste total, 61,3% refere-se às empresas dos segmentos Large Corporate, Corporate e Empresarial. Em abril, foi registrado recorde mensal histórico em ACC/ACE, que alcançou volume de US$ 1,9 bilhão. O Programa de Financiamento às Exportações (Proex) também se destacou no semestre. Os desembolsos na modalidade Financiamento foram de US$ 293,5 milhões juntamente com as operações de repasse BNDES EXIM, cujo total alcançou US$ 308,1 milhões. Quanto às importações, o volume financiado aumentou 41,0% em relação ao 1S10, totalizando US$ 3,0 bilhões. Os serviços on-line de câmbio e comércio exterior continuam apresentando recordes: 67,2% dos contratos de câmbio de exportação e 45,9% dos de importação foram realizados via internet. O Banco oferece, ainda, serviços de capacitação em negócios internacionais, sendo treinadas 3,3 mil pessoas em todo o País no semestre. Ainda com relação ao crédito, o BB adota em todo financiamento na modalidade project finance, além da aplicação dos Princípios do Equador, critérios socioambientais na avaliação do estudo de limite de crédito a empresas com receita operacional líquida atual ou projetada superior a R$ 50 milhões e a projetos de investimento com valor financiado pelo BB igual ou superior a R$ 2,5 milhões. A tabela abaixo mostra os projetos analisados à luz dos Princípios do Equador no semestre: Princípios do Equador¹ R$ milhões Setor Nível de Risco Valor Financiado Quantidade de Projetos Público Baixo Energia Médio ¹ Os Princípios do Equador são um conjunto de critérios de responsabilidade socioambiental aplicáveis a projetos de investimento que utilizam, como referência, os padrões de desempenho em sustentabilidade social e ambiental da International Finance Corporation (IFC) e do Banco Mundial. 21

163 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 Qualidade da Carteira de Crédito O índice de atraso de operações vencidas no Banco do Brasil há mais de 90 dias atingiu 2,0% ao final de junho/2011 contra 2,7% registrados no 1S10, abaixo da média do mercado durante todo o período. As operações classificadas nos níveis de risco AA a C responderam por 93,6% da carteira, contra os 92,2% observados no SFN. O Banco do Brasil manteve sua política de dar ênfase na oferta de crédito para operações com mitigadores de risco, tais como crédito consignado, financiamento imobiliário e por mitigadores de preço e intempérie no crédito ao agronegócio melhorando, assim, a qualidade da carteira de crédito. Outro mecanismo de grande importância para viabilização da contratação de operações de financiamentos de investimentos foi o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas Fampe. Constituído com recursos do Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Sebrae, complementa em até 80% o valor das garantias necessárias à realização de operações com micro e pequenas empresas de faturamento bruto anual de até R$ 2,4 milhões. Ao final de junho/11, a carteira garantida pelo Fampe era de R$ 3,9 bilhões, sendo o valor garantido, de R$ 2,9 bilhões. O Banco do Brasil adotou, em janeiro de 2011, novas medidas para expansão qualificada de negócios com clientes de menor risco. Uma delas consiste em identificar na base de clientes pessoa jurídica aqueles com menor risco potencial se utilizando, inclusive, de dados de fontes externas. Os parâmetros de cálculo do limite de crédito para esses clientes foi ajustado para permitir acesso a um volume de operações mais adequado ao risco que apresenta. Com isso, as despesas com Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa PCLD reduziram em comparação ao mesmo período do ano anterior, mesmo com crescimento de 17,4% da carteira, que elevaria naturalmente o saldo da provisão. As receitas com recuperação de crédito, advindas de uma gestão eficiente do processo de cobrança, encerrou o 1S11 com saldo de R$ 1,8 bilhão. Adicionalmente, o BB continuou com a sistemática de identificar perfis de comportamento de clientes que podem ficar inadimplentes e passou a oferecer o alongamento do saldo devedor preventivamente, antes que o cliente atrase o pagamento das parcelas. 22

164 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 CARTÕES O BB obteve faturamento de R$ 63,6 bilhões com cartões no 1S11, evolução de 28,5% em relação ao 1S10. Esse desempenho proporcionou um avanço na participação de mercado para 21,1%, de acordo com dados estimados para o período pela Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito Abecs, mantendo o BB na liderança de faturamento no mercado brasileiro de cartões de débito e em cartões da bandeira Visa. Destaca-se o desempenho do faturamento nos negócios gerados em cadeia de valor por meio do Cartão BNDES e do Cartão Ourocard Agronegócios, com desembolsos no 1S11 de R$ 2,2 bilhões e de R$ 3,3 bilhões, respectivamente. A base total de cartões, que compreende cartões de crédito e débito, alcançou 84,6 milhões de plásticos em junho, registrando ligeira queda de 1,8% sobre junho/10. Essa queda decorreu em função de um trabalho realizado pelo BB para expurgar de sua base de cartões aqueles que foram emitidos não haviam sido ativados. Consolidando a posição de vanguarda no mercado de cartões, o BB lançou no 1S11 o Ourocard Bônus Celular, o Ourocard Elo, o Ourocard personalizável com imagens à escolha do portador e o Ourocard Visa Rio, com imagens promocionais do filme Rio. Com o lançamento de produtos e soluções inovadoras o BB aproxima-se cada vez mais de seus clientes, sendo eleito o cartão preferido dos brasileiros segundo pesquisa Cardmonitor/Instituto Medida Certa e o melhor cartão de crédito pela pesquisa CVA Solutions. SEGUROS, PREVIDÊNCIA E CAPITALIZAÇÃO Os negócios com seguros, previdência aberta e capitalização agregaram ao resultado do Banco, no 1S11, R$ 772,6 milhões, entre equivalência patrimonial e receitas de serviços, o que representa um incremento de 29,5% em relação ao 1S10. Este resultado espelha o índice de seguridade, que representa a participação da seguridade no lucro líquido recorrente do Banco do Brasil, tendo alcançado 12,5% em 2T11. O faturamento das empresas de seguridade foi de R$ 10,2 bilhões no 1S11, crescimento de 43,2% frente ao mesmo período do ano anterior. Os números espelham o bom desempenho da reestruturação societária, iniciada em

165 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 A partir de junho de 2011 o BB e o Grupo Mapfre passaram a atuar de forma unificada, constituindo o 2º maior grupo em arrecadação de prêmios de seguros do mercado brasileiro. Oriunda deste novo modelo societário, a BB Mapfre SH1, ramo segurador do segmento de vida, habitacional e rural, encerrou o semestre com R$ 1,3 bilhão de receitas e R$ 219,6 milhões de resultado. A BB Mapfre SH2, ramo segurador do segmento de automóveis e patrimoniais, registrou R$ 1,3 bilhão de faturamento e lucro líquido de R$ 42,9 milhões. O resultado de ambas as holdings espelha o movimento societário supracitado. A Brasilcap apresentou uma receita 19,1% superior em comparação ao 1S10, totalizando R$ 1,6 bilhão. Suas provisões técnicas ultrapassaram o montante de R$ 4,3 bilhões, o que representa uma evolução de 14,5% e consolida a posição de liderança no mercado. A Brasilprev apresentou R$ 43,0 bilhões em carteira administrada, um crescimento de 59,8% nos últimos seis meses, encerrando o 1S11 com 25,4% de participação de mercado em arrecadação (posição de maio/2011). Alinhada à consultoria aos clientes Private, no campo de preservação e proteção do patrimônio, foram efetuadas ações de oferta dos seguros residencial e de automóveis. Complementando a consultoria em seguridade, ofertou-se o seguro de vida, todos eles com diferenciais e benefícios exclusivos para esse segmento. Ainda para esse segmento, foram implementadas melhorias nas centrais das seguradoras para atendimento especializado às suas demandas. Na previdência complementar fechada, a BB Previdência encerrou o semestre com patrimônio de R$ 1,3 bilhão, 37 planos empresariais de 47 empresas patrocinadoras, 4 planos instituídos de 4 entidades classistas e setoriais e mais de 55 mil participantes. MERCADO DE CAPITAIS O Banco do Brasil atua no mercado de capitais doméstico por meio do BB Banco de Investimento S.A. BB-BI. No 1S11 foram 30 emissões de títulos de renda fixa que somaram R$ 9,9 bilhões, ficando em 1º lugar no ranking Anbima consolidado, com 25,9% de participação de mercado. No segmento de securitização foram 2 emissões de Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios FIDC, 3 de Certificados de 24

166 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 Recebíveis Imobiliários CRI e 1 de Fundos Imobiliários, que somaram R$ 918,6 milhões. No mercado de ações, o BB-BI coordenou 2 ofertas de ações que somaram R$ 1,5 bilhão. Em termos de distribuição, nos últimos 12 meses, o BB alcançou o 1º lugar no ranking Anbima de Renda Variável, com 61,9% de participação de mercado. Na custódia de ativos no mercado doméstico, o Banco ocupa o 3º lugar no ranking Anbima, posição de maio/2011, com R$ 498 bilhões custodiados que representam 22,6% de participação de mercado e atua como instituição depositária de ativos mobiliários. Cabe lembrar que o ranking Anbima não inclui a custódia dos ativos da própria instituição custodiante e seu conglomerado. Incluindo-se os ativos de propriedade da Tesouraria do BB e dos Fundos Extramercado o total de ativos custodiados totaliza mais R$ 320 bilhões. No mercado de capitais internacional, o BB, por meio de suas corretoras externas BB Securities Ltd (Londres) e Banco do Brasil Securities LLC (Nova Iorque), atuou em 9 das 48 operações de captação externa realizadas por empresas, bancos e governo brasileiro, das quais 8 com status de lead-manager e 1 como comanager. Do total de aproximadamente US$ 26,6 bilhões emitidos no semestre, o BB participou em cerca de US$ 6,4 bilhões. Adicionalmente, o BB atuou em 3 operações de emissores estrangeiros, sendo 1 como lead-manager e 2 como co-manager que totalizaram US$ 2,65 bilhões e EUR 750 milhões. No mercado de fusões e aquisições, o BB-BI participou de 1 operação concretizada que somou R$ 86 milhões, ficando em 12º lugar no ranking Anbima acumulado até 31 de março, último dado disponível. O BB oferece serviço de compra e venda de ações por meio da rede de agências, internet (home broker) e celular, que registrou um volume movimentado de R$ 1,4 bilhão no 1S11. Na indústria de private equity e venture capital, o BB-BI vem atuando desde 2004 como investidor e, a partir de 2007, passou a prestar serviços de assessoria econômico-financeira a Fundos de Investimento em Participações. Atualmente, é cotista de 13 fundos e atua como assessor em 4 deles, totalizando um capital comprometido de R$ 1.262,5 milhões. O enfoque na oferta de Letras de Crédito do Agronegócio LCA entre os clientes Private possibilitou o crescimento da participação do Banco nesse segmento do mercado. Observou-se incremento de 568% na 25

167 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 captação de recursos, quando comparado com o quarto trimestre de Ainda com relação aos clientes Private, o BB realizou a primeira oferta de Certificados de Recebíveis Imobiliários CRI, com taxas atrativas frente ao mercado, o que possibilitou fidelização desses clientes e incrementos nos negócios. SERVIÇOS A BB Administradora de Consórcios encerrou o 1S11 com uma carteira de 284,3 mil cotas ativas, crescimento de 75,7% em 12 meses. Destaque para o segmento de automóvel, que cresceu 101,3%, atingindo 247,3 mil cotas em junho/2011. No 1º semestre de 2011 foram comercializadas 94,4 mil novas cotas de consórcio, que representam R$ milhões em cartas de crédito. Em arrecadação de tributos, o BB detém 23,9% do mercado na esfera federal. Foram arrecadados, no 1S11, R$ 178,4 bilhões entre tributos federais e estaduais e R$ 8,8 bilhões na esfera municipal. Por meio dos serviços de cobrança bancária, arrecadação de guias e débito automático, o Banco do Brasil atende a mais de 569 mil empresas, que movimentaram R$ 382,8 bilhões no 1S11, com um total de 489,5 milhões de títulos. Esses serviços agregaram R$ 1 bilhão em receitas, crescimento de 10,8% em relação ao 1S10. O Débito Direto Autorizado (DDA), somou 1,2 milhão de sacados eletrônicos, 20% de participação de mercado e mais de 96,6 milhões de boletos apresentados eletronicamente. Esse serviço dispensa a impressão de boletos, medida que contribui para a redução do uso de papel e, consequentemente, beneficia o meio ambiente. Foram processados créditos oriundos de convênios de folhas de pagamento, no total de R$ 85,4 milhões, entre clientes pessoa jurídica e setor público no semestre. No total, o BB atendeu 11,4 milhões de servidores públicos e funcionários de empresas privadas com esse serviço, tendo movimentado R$ 147,4 bilhões. Foram efetuados estudos detalhados e complexos da situação previdenciária dos servidores públicos de dois grandes municípios, resultando na apresentação de Diagnósticos Previdenciário dos Regimes Próprios de Previdência Social RPPS. O Diagnóstico oferece ainda, orientações e encaminhamentos para aprimoramento, adequação e enquadramento legal do RPPS. Outros serviços foram prestados para o segmento como: assessorias financeira, contábil e 26

168 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 atuarial, análise para concessão de benefício, apoio técnico e treinamento para gestores e conselheiros dos RPPS. PRODUTOS E SERVIÇOS COM APELO SOCIOAMBIENTAL O Banco do Brasil possui amplo portfólio de produtos e serviços financeiros com apelo socioambiental, que vai desde títulos de capitalização, que destinam parte da taxa de administração para projetos socioambientais, até linhas de crédito que apoiam a modernização de parques industriais por meio do financiamento a máquinas e equipamentos ecoeficientes. Em abril de 2011, o BB lançou o Cheque Especial PF 10 dias sem juros. O novo produto isenta a cobrança de juros dos clientes e funcionários que utilizarem o limite do cheque especial por período igual ou inferior a 10 dias, corridos ou alternados, considerando o período de vigência da parcela de encargos. Para tanto o cliente ou funcionário deve aderir a um dos Pacotes de Serviços Bônus Ambiental. Além do benefício de isenção na taxa de juros, parte da receita auferida (até 5%) com as tarifas dos Pacotes de Serviços Bônus Ambiental será destinada ao Programa Água Brasil. Em pouco mais de 2 meses após o seu lançamento, o produto obteve a adesão de 215 mil clientes. Em março de 2011, foram lançados dois novos fundos de investimento voltados para o segmento jovem: o BB Multimercado Balanceado LP Jovem e o BB Ações Índice de Sustentabilidade Empresarial Jovem. Estes produtos pretendem engajar os jovens nas questões socioambientais tanto pelo atributo de educação financeira, criando cultura de investimento, quanto por seu apelo ambiental ao destinar mensalmente 20% da taxa de administração para o Programa Água Brasil. Para o início do próximo semestre, o Banco do Brasil prepara-se para atuar de forma direta no Microcrédito Produtivo Orientado - MPO, oferecendo linhas de microcrédito voltadas para o empreendedor formal ou informal com faturamento anual de até R$ 120 mil. O MPO é o crédito concedido para atendimento das necessidades financeiras dos empreendimentos de pequeno porte, utilizando metodologia baseada no relacionamento direto com os empreendedores, no local onde é executada a atividade econômica. Serão pelo menos funcionários capacitados para visitarem os pequenos empreendimentos, realizarem levantamento socioeconômico, prestarem orientação educativa sobre o planejamento do negócio, para a definição das necessidades de crédito e de gestão 27

169 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 voltadas para o desenvolvimento do empreendimento. Inicialmente, o MPO estará disponível nas cidades com mais de 150 mil habitantes. INVESTIMENTO SOCIAL Os investimentos sociais da Fundação Banco do Brasil FBB alcançaram R$ 57,5 milhões em programas, ações e tecnologias sociais nas áreas de geração de trabalho e renda e educação. O valor investido foi prioritariamente direcionado para comunidades de agricultores familiares, agroextrativistas, assentados, quilombolas, indígenas e catadores de materiais recicláveis em todo o País, em especial nas regiões com baixos índices de desenvolvimento humano e comunidades sob maior risco de exclusão social. Entre as ações em curso do BB e da FBB destacam-se: Programa Aprendiz Banco do Brasil e Estágio de Estudantes adolescentes de baixa renda capacitados no 1S11 e estagiários desenvolvendo atividades curriculares nas dependências do BB; Programa de Inclusão Digital - mais de 1,5 mil pontos de inclusão digital instalados, aí compreendidos os telecentros advindos do Programa Inclusão Digital do Banco do Brasil, recentemente migrado para a Fundação, e as Estações Digitais, todos implementados em anos anteriores. Em , o Conselho Diretor aprovou a migração do Programa de Inclusão Digital do BB PIDBB para a Fundação Banco do Brasil, bem como a criação do Programa de Inclusão e Transformação Social por meio da Doação de Computadores Substituídos. Nesse novo modelo, a destinação de computadores substituídos é ampliada, atendendo o Programa de Inclusão Digital, agora sob gestão da FBB, e outros compromissos regionais e nacionais. Dessa forma, o Banco do Brasil visa conferir benefício social ao descarte dos equipamentos, com maior integração das ações e soluções, visibilidade e alavancagem ao programa. Centros Culturais Banco do Brasil estudantes participaram no 1S11 de visitas guiadas para promoção e divulgação da cultura por meio das mais variadas manifestações artísticas; Patrocínio ao Esporte - projetos sociais e ações promocionais participativas; arrecadação de alimentos nos eventos esportivos; e escolinhas de vôlei e de tênis para comunidade local das sedes dos eventos; 28

170 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 Banco de Tecnologias Sociais tecnologias inscritas no 1º semestre de 2011; Programa AABB-Comunidade - difundindo esporte e cultura a aproximadamente crianças e adolescentes atendidos anualmente; Programa Trabalho e Cidadania trabalhadores beneficiados em projetos de apoio às Cadeias produtivas da mandiocultura, cajucultura e resíduos sólidos; trabalhadores envolvidos em projetos de apoio ao desenvolvimento regional sustentável na bacia do Rio São Bartolomeu e na região do Vale do Rio Doce; Programa Reaplicação de Tecnologias Sociais famílias de extrativistas, agricultores e microempreendores rurais beneficiadas com a implantação das tecnologias sociais Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais) e Barraginhas. Maiores informações no site GESTÃO CORPORATIVA GOVERNANÇA CORPORATIVA Na estrutura de governança corporativa do Banco do Brasil estão presentes o Conselho de Administração, assessorado pelo Comitê de Auditoria e pela Auditoria Interna, e a Diretoria Executiva, composta pelo Conselho Diretor (presidente e 9 vice-presidentes) e por 26 diretores estatutários. O BB mantém ainda, em caráter permanente, um Conselho Fiscal. Em todos os níveis do Banco as decisões são tomadas de forma colegiada. Com o propósito de envolver os executivos na definição de estratégias e aprovação de propostas para os diversos negócios do BB, a administração utiliza comitês, subcomitês e comissões de nível estratégico, que garantem agilidade e segurança ao processo de tomada de decisão. Dentre os instrumentos utilizados para a garantia da boa governança, também se destacam o Código de Governança Corporativa e o Código de Ética. Como boa prática de governança corporativa, o Banco instituiu instrumentos para avaliar o desempenho do Conselho de Administração, do Comitê de Auditoria e da Diretoria Executiva, de forma a subsidiar a realização de diagnósticos internos e a identificação de ações para aprimorar sua atuação. 29

171 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 O Banco do Brasil é signatário do Código Anbima de Regulação e Melhores Práticas para a Atividade de Private Banking no Mercado Doméstico, assegurando elevados padrões éticos, máxima transparência, qualificação dos profissionais e comprometimento na qualidade da recomendação de produtos e serviços. Ressalta-se que o Banco do Brasil, seus acionistas, administradores e os membros do Conselho Fiscal se comprometem a resolver toda e qualquer disputa ou controvérsia relacionada ao Regulamento de Listagem do Novo Mercado por meio da Câmara de Arbitragem do Mercado da BM&FBovespa, conforme cláusula compromissória constante do Estatuto Social do Banco do Brasil. RELACIONAMENTO COM O MERCADO Na administração dos negócios, o BB tem se preocupado em divulgar as suas atividades ao mercado com o maior detalhamento possível, de forma tempestiva e sem perder a qualidade nas informações prestadas. Além da ampla gama de relatórios e de informações disponibilizadas à CVM e no site de RI, das reuniões Apimec e outros eventos com acionistas, o Banco tem convidado o mercado para conferências sempre que a administração entende ser necessário clarificar temas específicos sobre a Empresa. Com esse intuito, no 1º semestre de 2011, o BB participou de 57 encontros com investidores e analistas no País, 12 conferências e promoveu 4 teleconferências de resultado com analistas e investidores, além dos mais de 250 atendimentos telefônicos. O BB disponibiliza informações atualizadas para o mercado no site de Relações com Investidores (bb.com.br/ri). OUVIDORIA EXTERNA As demandas recepcionadas pela Ouvidoria BB têm motivações diversas, retratando livremente experiências vividas pelos consumidores. Após análise imparcial e isenta, as reclamações transformam-se em insumos para eventuais melhorias de processos, produtos, serviços e canais do Banco do Brasil. No 1S11, a Ouvidoria BB apresentou 28 proposições de melhorias sobre diversos produtos e serviços ao Conselho de Administração do BB, após negociação de ações e prazos com os gestores responsáveis. 30

172 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 A Ouvidoria BB busca também integração com as principais entidades de defesa dos direitos do consumidor e órgãos reguladores, para diálogo e aperfeiçoamento de posicionamentos, implementação de ações partilhadas e fortalecimento da cultura de ouvidoria e de respeito aos consumidores. Mais que atender às determinações legais, a Ouvidoria BB representa o comprometimento do Banco do Brasil com as boas práticas de mercado, em respeito aos direitos dos consumidores e a busca constante por aprimoramento e melhoria de seu relacionamento com os diversos públicos atendidos. PROCESSOS INTERNOS Gestão de Riscos No Banco do Brasil, a gestão de riscos é realizada de forma colegiada e segregada das unidades de negócios. As políticas de riscos e de crédito são determinadas pelo Conselho de Administração do Banco. Essas políticas materializam-se em limites globais de exposição a riscos, os quais são definidos pelo Comitê de Risco Global CRG, que é um fórum composto pelo Presidente e por vice-presidentes. As ações para implantação e acompanhamento das diretrizes emanadas do CRG são conduzidas pelos Subcomitês de Riscos de Crédito, Mercado e Liquidez e Operacional. No âmbito de riscos de mercado, o Banco aprimorou a gestão efetuando revisão da política de classificação de operações da Carteira de Negociação e Não Negociação, definidas na Circular Bacen nº 3.354/2007, revisão dos parâmetros de mensuração dos requisitos quantitativos de riscos do Modelo Interno de Risco de Mercado, revisão do Programa de Testes de Estresse de Riscos de Mercado e revisão dos Manuais Corporativos de Marcação a Mercado e Modelagem de Produtos sem Maturidade Definida, todos em linha com o estipulado na Circular Bacen nº 3.478/2009, a qual trata de modelos internos de riscos de mercado. Relativamente ao risco de liquidez, foi realizada a revisão do Plano de Contingência de Liquidez do Conglomerado Financeiro e das premissas para o Cenário de Estresse de Liquidez. Para a gestão de risco de crédito, o BB utiliza metodologias proprietárias de classificação de risco de clientes, as quais estão em consonância com as melhores práticas de mercado e com os conceitos introduzidos pelo Acordo de Basileia, considerando os aspectos cadastrais (credit score), o histórico de crédito (behaviour score) com o Banco e o mercado, assim como a utilização de produtos bancários. O BB também tem feito importantes investimentos em soluções de 31

173 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 tecnologia da informação (TI) para suportar seu processo de gestão de risco de crédito, sendo que as novas ferramentas já se encontram em fase de instalação. Paralelamente aos padrões de concessão de crédito, o Banco do Brasil mantém estratégias de cobrança e recuperação de crédito baseadas em modelos estatísticos que auxiliam, a partir do perfil identificado de cada cliente, quais os canais mais adequados e o modelo de relacionamento mais eficaz para a solução da inadimplência no crédito. Para gerenciar o risco operacional, o Banco do Brasil, aderente às melhores práticas de mercado, monitora as perdas operacionais utilizando-se de base de dados interna sistematizada, limites de exposição e indicadores-chave de risco, além de matriz de risco para avaliar serviços terceirizados relevantes. Buscando a contínua melhoria do processo de gestão do risco operacional, no primeiro semestre de 2011, o BB revisou os limites específicos para perdas operacionais que englobam aquelas relacionadas a problemas trabalhistas, falhas nos negócios, falhas em processos, fraudes e roubos externos e "fraudes internas", com o objetivo de imprimir maior agilidade na proposição de ações de mitigação. O Banco aprovou, ainda, plano de candidatura visando à adoção da abordagem avançada e ao aprimoramento da gestão do risco operacional, buscando, dessa forma, uma melhor alocação de seu capital à realidade dos seus negócios. Com o objetivo de prevenir, corrigir ou inibir fragilidades que possam gerar riscos para o BB, assim como reduzir perdas e fortalecer a cultura de riscos, o Banco utiliza a Recomendação Técnica de Risco (RTR), emitida às áreas gestoras de processos ou produtos quando identificada a necessidade de adoção de ação de mitigação de perdas, além de garantir o cumprimento das responsabilidades definidas nas fases de gestão de riscos. Além das RTR, o BB também utiliza Recomendações Técnicas de Controle RTC, Recomendações Técnicas de Segurança RTS, bem como as recomendações das auditorias interna e externa. No âmbito do Pilar I de Basileia II, o Banco encontra-se em processo de preparação para candidatura ao uso de abordagens avançadas para mensuração da exigência de capital para cobertura dos riscos de mercado, crédito e operacional, possuindo acompanhamento contínuo inserido na governança de riscos e de TI do Banco, com reporte periódico para os membros da alta administração. 32

174 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 Em relação ao Pilar II, com o objetivo de assegurar suficiência de capital para suportar as estratégias e seus riscos subjacentes e para atender aos normativos vinculados à regulação bancária prudencial, o Banco do Brasil, ao longo do 1º semestre de 2011, desenvolveu política específica de gestão de capital, revisou indicadores de monitoramento do capital e aprimorou o processo de planejamento de capital. Para fins de conformidade com o Pilar III, o Banco do Brasil publicou as informações requeridas sobre gestão de riscos, Patrimônio de Referência Exigido e Patrimônio de Referência, conforme disposto na Circular Bacen nº 3.477/2009. As políticas de gestão de risco do Banco do Brasil estão disponibilizadas no site bb.com.br/ri. Controles Internos Com o objetivo de fortalecer os processos empresariais relacionados à geração e divulgação de informações ao mercado, foram implementados, no decorrer do semestre, mecanismos que buscam assegurar a eficácia dos controles, em consonância com o que dispõe a Instrução CVM 480/09. Para o lançamento de novos produtos no mercado, o Banco conta com sistema e instrumentos para monitoramento das fases de prospecção, desenvolvimento, implementação e acompanhamento, os quais passaram por aprimoramentos no 1º semestre de 2011, com o objetivo de conferir maior segurança a esse processo. Foi implantada, no decorrer do semestre, nova forma de atuação da administração junto às dependências no exterior, com a utilização de novos instrumentos de avaliação dos controles existentes nessas Unidades. O Banco monitora e avalia os processos mais relevantes operacionalizados em todas as unidades da rede de distribuição, inclusive em suas unidades de apoio, tais como crédito, cadastro, abertura de contas corrente e prevenção e combate à lavagem de dinheiro. No semestre, foram verificados, ao todo, processos, com o objetivo de avaliar o cumprimento das políticas. A verificação tem por objetivo avaliar o cumprimento das políticas, normas e procedimentos internos previstos para esses processos e o resultado é objeto de reporte aos respectivos gestores para adoção de 33

175 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 ações corretivas das não-conformidades identificadas e melhoria contínua dos processos. O Banco realiza avaliação da eficácia dos controles internos relacionados às demonstrações contábeis consolidadas encerradas em cada exercício. Com relação às demonstrações contábeis encerradas em 30 de junho de 2011, concluiu-se, com razoável grau de segurança, que os controles internos do Banco do Brasil são adequados ao porte do Banco, à complexidade dos negócios e aos riscos a que está exposto. Prevenção e Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo PLD/FT Para o Banco do Brasil, prevenir e combater a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo, além de obrigação legal, é uma responsabilidade social e um compromisso com o País. Em sua página na internet, o Banco divulga as políticas adotadas para prevenir e combater a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo e oferece sugestões aos clientes para evitar que sejam usados por criminosos em esquemas dessa natureza. Além disso, o Banco investe, permanentemente, no aprimoramento dos mecanismos para prevenção e combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo e na capacitação de seus funcionários. Os treinamentos presenciais e a certificação interna em Prevenção e Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo do Banco são certificados com o Selo Enccla Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro. O Selo Enccla é conferido pelo Ministério da Justiça a cursos que atendam aos requisitos definidos pelo Programa Nacional de Capacitação e Treinamento para o Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro - PNLD. Adicionalmente, desde 2009, o BB aborda o tema em suas seleções externas. Segurança de Ambientes Para dificultar o crescimento das ações do crime organizado, que tem como uma das formas de capitalização os ataques às instalações bancárias, o Banco do Brasil mantém processo permanente de atualização do aparato de segurança de suas unidades em todo o território nacional. 34

176 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 A gestão de segurança desses ambientes abrange a evolução das tecnologias para resposta a ataques, e também as funções de monitoramento e controle de ambientes. Investimentos em segurança, aliados à capacitação constante dos profissionais envolvidos, contribuem para proteção dos clientes, dos funcionários e da sociedade em geral, uma vez que dificulta a retroalimentação financeira das ações criminosas. Gestão de Crises e Continuidade de Negócios Garantir a perenidade da Organização é um dos compromissos do Banco do Brasil com a sociedade e com o País. O Banco do Brasil monitora, via veículos de notícias e com a capilaridade de sua rede no Brasil e no mundo, situações que possam configurar riscos a pessoas e aos negócios. Os gestores nos diversos níveis organizacionais são orientados a prepararem-se para dar respostas a situações que configurem ameaça à vida, a ambientes, aos negócios e à imagem da empresa, por meio de processo interdisciplinar chamado gestão de crises e continuidade de negócios. TECNOLOGIA O BB vê a Tecnologia da Informação como uma fator estratégico de eficiência operacional e um instrumento chave de diferencial competitivo, por isso investe continuamente no aperfeiçoamento e modernização de suas instalações de TI, não só do ponto de vista técnico como, também, nos aspectos de sua governança e gestão. Os grandes movimentos de TI do BB incluem novos modelos de integração tecnológica que permitirão tirar o máximo benefício das diferentes plataformas utilizadas, a monitoração on-line dos eventos de negócio que permite a gestão em tempo real, uma nova abordagem de construção de aplicações, com segregação em camadas e uma arquitetura orientada a serviços, o que viabiliza alto nível de reuso de componentes e maior agilidade no desenvolvimento de novas soluções. Alinhado às ações do Programa de Transformação do Varejo, o Banco do Brasil empreende diversas ações de modernização de sua arquitetura tecnológica, com destaque para a nova interface da plataforma de negócios a ser utilizada pelas nossas agências de 35

177 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 varejo, o que otimizará o tempo de atendimento dispensado aos nossos clientes. O desenvolvimento de soluções de TI para suportar os processos de relacionamento com os clientes e dinâmica de vendas, inclusive com o provimento de informações para monitoramento ativo dos negócios e gestão de produtos, serviços e controladoria, são elementos fundamentais para a transformação do nosso Varejo. Para atender às exigências regulatórias, o BB investe fortemente na preparação de um ambiente tecnológico corporativo e robusto, a exemplo das soluções em curso para suportar os processos de Basileia II, nos segmentos de mercado, crédito e operacional. Encontram-se, também, em desenvolvimento novas soluções tecnológicas para as nossas dependências no exterior e novas soluções para gestão empresarial. Um novo e moderno Centro de Processamento de Dados (Datacenter) em construção em Brasília DF irá modernizar a nossa infraestrutura tecnológica, suportando a continuidade dos negócios com segurança e altíssima disponibilidade. Sua conclusão está prevista para Além disso, uma nova arquitetura de processamento, com a segregação e especialização de sites, adequando a infraestrutura às características de cada negócio, oferece os meios para maior assertividade e eficiência nos investimentos. Para aprimorar a governança de todos esses processos o BB iniciou a implantação de um novo modelo de Governança de TI, adequado às necessidades presentes e futuras do Conglomerado. O foco principal deste novo modelo é o aperfeiçoamento dos processos de gestão da área de TI do BB, de modo a assegurar seu alinhamento com a Estratégia Corporativa. O novo modelo de Governança de TI foi elaborado com base nas melhores práticas e padrões, de forma a aumentar a eficiência da área de TI e também o controle dos seus processos, garantindo assim a sustentabilidade e perenidade tecnológica do Banco do Brasil. Sua implantação ocorrerá ao longo do ano de 2011, estendendo-se pelo primeiro semestre de LOGÍSTICA Em continuidade ao processo de melhoria do atendimento, o Banco do Brasil, desde o início de 2011, passou a monitorar de forma centralizada, nos Centros de Monitoração de Ambientes de 36

178 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 Autoatendimento, o funcionamento de todos os terminais de autoatendimento, visando garantir a satisfação dos clientes com este canal. Paralelamente iniciou a monitoração, via imagem, das salas de autoatendimento nos grandes centros. O projeto visa, além da manutenção de salas mais limpas e equipamentos disponíveis, um ambiente convidativo e propenso à realização de bons negócios para os nossos clientes. Uma das ações do Programa de Transformação do Varejo inclui a nova ambientação das agências. No 1º semestre de 2011, o BB adaptou 102 dependências ao novo padrão visual. Trata-se de um projeto que tem o propósito de modernizar as instalações físicas das agências, oferecer maior conforto aos clientes, instalar ambientes de atendimento com maior privacidade e modernos dispositivos de segurança. Em 2011 está previsto que o projeto de novo leiaute seja expandido para até 565 agências. ECOEFICIÊNCIA O Banco do Brasil enfatiza o Programa de Ecoeficiência, que tem por objetivo produzir mais com a utilização de menos recursos naturais e energia no processo produtivo, reduzindo o desperdício e os custos de produção e operação. Em maio de 2011 o BB expandiu o seu programa de coleta seletiva para todos os municípios do estado do Paraná, onde atua, com o encaminhamento dos resíduos para cooperativas e/ou associações de catadores. Cabe citar que o BB é membro fundador do Programa Empresas pelo Clima e do Programa Brasileiro GHG Protocol, ambos voltados para a reflexão e proposição de ações de combate às mudanças climáticas. Em seu inventário de emissões de 2011, com base nas informações de 2010, o BB incluiu três novas fontes de emissão. Além da inclusão de novas fontes, teve o seu inventário verificado por terceira parte, tendo sido recebido do Programa Brasileiro GHG Protocol o selo ouro, maior nível de reconhecimento. O Banco do Brasil tem implementado diversas medidas para reduzir o consumo de papel. Foram adequados os sistemas corporativos para imprimir preferencialmente em dupla face e realizadas campanhas de conscientização junto aos funcionários. 37

179 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 O BB realiza iniciativas voltadas para a racionalização do consumo de insumos e destinação responsável de resíduos. Uma das vertentes do programa prevê a redução de 25% no consumo de água nos edifícios sede do Banco. O Banco do Brasil tem investido em novos canais para processamento de transações e realização de negócios com seus clientes. Há um direcionamento cada vez maior para os canais que não envolvem impressão e, portanto, não consomem papel. Entre esses canais destacamos a Internet, a Central de Atendimento e o Mobile Banking. Cabe destacar a consolidação da iniciativa do DDA Débito Direto Autorizado, opção que permite ao cliente cadastrar-se como sacado eletrônico, dispensando a necessidade de emissão de boletos em papel. O BB é líder no serviço de DDA e alcançou esta posição por ter iniciado a oferta do serviço aos clientes antes mesmo do lançamento pela Febraban. Essa iniciativa, somente no 1S11, permitiu a economia de litros de água e de Kw (energia elétrica), além de preservar pés de eucalipto e evitar a emissão de toneladas de CO 2. PESSOAS GESTÃO DE TALENTOS E DE CARREIRA O BB encerrou o 1º semestre de 2011 com funcionários, ante os no mesmo período de Nesse contingente, estão incluídos novos funcionários admitidos em concursos públicos, reforçando o compromisso do Banco em melhorar as condições de trabalho e do clima organizacional para seus funcionários, do atendimento para seus clientes e do desenvolvimento do Brasil, através da geração de emprego e renda. O Banco oferece a seus funcionários a possibilidade de administrarem sua trajetória profissional e de planejarem sua carreira. Dispõe de um Programa de Ascensão Profissional e de um banco de Talentos e Oportunidades (TAO), por meio dos quais identifica os funcionários mais capacitados para o exercício das diferentes funções na empresa. No primeiro semestre de 2011, funcionários foram identificados no sistema TAO e nomeados para o exercício de funções comissionadas. 38

180 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 UNIVERSIDADE CORPORATIVA Destaca-se que, desde 2002, existe no Banco do Brasil a Universidade Corporativa do Banco do Brasil (UniBB), auxiliando seus funcionários a descobrir e desenvolver seus talentos, crescer profissionalmente e contribuir para o bom desenvolvimento dos negócios. A UniBB tem como papel fundamental desenvolver a excelência humana e profissional, por meio da criação de valor em soluções educacionais, contribuindo para a melhoria do desempenho organizacional e o fortalecimento da imagem institucional do Banco do Brasil. A UniBB é utilizada como recurso estratégico para o efetivo posicionamento do Banco do Brasil na indústria financeira e para o fortalecimento de sua imagem institucional. Suas ações alinham-se à Estratégia Corporativa e contribuem para concretizar a visão de futuro do Banco, atingir seus objetivos estratégicos e desenvolver suas crenças e valores, consolidando o compromisso com os acionistas, os clientes, os funcionários e a sociedade. No Portal da UniBB são divulgadas as ações de desenvolvimento pessoal e profissional disponíveis e realizados treinamentos na modalidade a distância. O portal pode ser acessado tanto pela Intranet Corporativa como pela Internet no endereço: Possui área aberta para o público externo e área restrita ao acesso dos funcionários. A Universidade Corporativa do Banco do Brasil promoveu, no 1S11, treinamentos nas modalidades presencial, autoinstrucional ou em serviço, totalizando mil horas. A média de horas de treinamento por funcionário foi de 36,6 horas no 1S11. As oportunidades de treinamento foram disponibilizadas em 228 cursos, sendo 121 cursos na modalidade auto-instrucional, 10 em serviço, 70 presenciais e 27 contratados no mercado. Além desses, foram contratados cursos externos para necessidades pontuais. Essas ações de capacitação valem-se de diferentes métodos de ensino e suporte, tais como: tv corporativa, web, mídia impressa, cartilhas, etc. Além dos treinamentos voltados para a qualificação, a empresa oferece oportunidades de aperfeiçoamento com foco em educação continuada, tais como bolsas de graduação, pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado) e idiomas estrangeiros. No 1S11, havia no Banco funcionários bolsistas nas modalidades graduação e pósgraduação e 318 em idiomas estrangeiros. O quadro geral de formação, no encerramento do 1S11, configurou-se da seguinte forma: 23,0% dos funcionários do BB detinham especialização, mestrado ou 39

181 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 doutorado, 48,9% graduação, 27,6% ensino médio e 0,5% ensino fundamental. Além disso, a UniBB estimula a organização de espaços educativos em todas as unidades do Banco e amplia a comunidade de aprendizagem do BB pela incorporação de clientes, fornecedores, parceiros, membros de empresas controladas, coligadas e entidades associativas vinculadas ao Banco. Estende a oferta de educação profissional a esses públicos por meio de parcerias com provedores educacionais de renome e garante o atendimento das necessidades internas de desenvolvimento profissional. BIBLIOTECAS Como suporte ao ensino e a aprendizagem, o Banco dispõe de unidades de informação corporativa (bibliotecas) que coordenam as atividades de prospecção, gestão e disseminação da informação e do conhecimento. Para a comunidade estão disponíveis a utilização do espaço físico das bibliotecas para estudos e pesquisas e o acervo para consulta. O atendimento à comunidade faz parte das ações de responsabilidade social do Banco. O acervo total das unidades de informação é composto por mais de 250 mil volumes com ênfase nas áreas de negócios do Banco. Conta, ainda, com títulos de outras áreas que contribuem para a formação integral do ser humano. No 1º semestre de 2011, foram realizados empréstimos de obras aos usuários. As instalações físicas contaram com visitas do público, o acervo foi acrescido de novas aquisições e doações foram realizadas. CERTIFICAÇÕES Além disso, o BB disponibiliza a seus funcionários o Programa de Certificação Interna de Conhecimentos, como estratégia de capacitação e qualificação profissional. Ao final do 1S11, foram emitidas 163,7 mil certificações. O BB incentiva a obtenção de certificações legais em investimento (CPA 10 e 20) e certificação em prevenção e combate à lavagem de dinheiro (PLD). Ao final do 1S11, funcionários possuíam certificações CPA 10 e 20 e a de PLD. O BB é a instituição financeira com maior número de funcionários certificados em certificações legais. 40

182 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 GESTÃO DO DESEMPENHO Os funcionários do BB têm os seus desempenhos acompanhados e avaliados formalmente, por meio de instrumento denominado Gestão do Desempenho por Competências (GDP). Ele reúne, em um único modelo, premissas do Balanced Scorecard (BSC), da Gestão por Competências, da Gestão por Resultados e da Avaliação 360 Graus. O desempenho dos funcionários é avaliado em cinco diferentes perspectivas: financeira, clientes, processos internos, comportamento organizacional e sociedade. A avaliação é feita pelo superior, por subordinados, por pares (colegas) e pelos próprios funcionários (autoavaliação). No 1º semestre de 2011, funcionários tiveram seu desempenho acompanhado por esse instrumento. Além disso, avalia-se anualmente a atuação do Conselho de Administração, do Comitê de Auditoria e da Diretoria Executiva do Banco, iniciativa que constitui boa prática de governança corporativa e permite a realização de diagnósticos internos e a identificação de ações de aprimoramento. REMUNERAÇÃO E BENEFÍCIOS A tabela a seguir demonstra a remuneração e os benefícios concedidos aos funcionários: R$ milhões 1S11 1S10 (%) Folha de pagamento¹ ,2 Previdência Complementar² 139,7 100,6 38,9 Planos de Saúde² 429,6 375,4 14,4 Participação nos Lucros e Resultados³ 927,8 767,2 20,9 Treinamento (19,0) ¹ Despesas com proventos, benefícios, encargos sociais e provisões administrativas. ² Custeio dos planos de previdência complementar e de saúde, conforme Notas Explicativas 22.c e 27. ³ Valor destinado à Participação nos Lucros e Resultados, conforme Demonstração do Resultado. 4 Conforme Nota Explicativa 22.c. O Banco possui em sua estrutura a Área de Qualidade de Vida no Trabalho, que desenvolve e gerencia vários programas que visam à melhoria na qualidade de vida dos funcionários, tais como Programa de Controle Médico da Saúde Ocupacional PCMSO, Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho do BB Sesmt, Programa de Controle do Tabagismo Tabas, Programa de Assistência às Vítimas de Assalto e Sequestro Pavas, Programa de Reconhecimento de Funcionários e Programa de Qualidade de Vida no Trabalho. 41

183 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 Para estimular o diálogo, valorizar as relações éticas e humanizadas e contribuir para o aprimoramento das políticas, processos e práticas de Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental, o Banco do Brasil disponibiliza, desde 2005, canal institucional para os seus funcionários, denominado Ouvidoria Interna. A atuação da Ouvidoria Interna visa estimular o diálogo no ambiente de trabalho, visando fortalecer a gestão participativa, democrática e transparente, por meio da mediação de conflitos e zelo pelos princípios e condutas éticas. A Ouvidoria Interna desenvolve instrumentos de aproximação com os funcionários, participação em seminários, reuniões de trabalho, visitas às Unidades do Banco, palestras, áudio e vídeo conferências, que objetivam divulgar a sua atuação (metodologia de trabalho) e estreitar o relacionamento da Diretoria, da qual está subordinada, com os funcionários Semestralmente a Ouvidoria Interna encaminha Sumários Executivos para o Conselho Diretor do Banco sobre os problemas apontados pelos funcionários nas áreas de Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental. O Banco do Brasil mantém um processo de diálogo com a representação dos seus funcionários de forma transparente e respeitosa. Mantém um Acordo Coletivo de Trabalho de abrangência nacional, realiza negociações permanentes com os sindicatos e organiza mesas temáticas com a representação dos bancários para aprofundar temas de interesse dos trabalhadores e da empresa. Adicionalmente, o Banco disponibilizou na intranet o site Negociação Coletiva e um blog específico sobre o tema na busca do aprimoramento do processo de comunicação interna em prol da consolidação e disseminação da cultura do diálogo com as entidades sindicais, ampliando a interação e o debate sério dos temas envolvidos no processo entre a empresa e seus funcionários. INFORMAÇÕES LEGAIS Em cumprimento à Instrução CVM 381, o Banco do Brasil informa que a KPMG Auditores Independentes não prestou ao Banco e subsidiárias, no 1º semestre de 2011, serviços que pudessem afetar sua independência em relação aos trabalhos de auditoria. 42

184 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 Na contratação de serviços não relacionados à auditoria externa, o Banco do Brasil adota procedimentos que se fundamentam na legislação aplicável e nos princípios internacionalmente aceitos que preservam a independência do auditor. Esses princípios consistem em: (i) o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho, e (ii) o auditor não deve atuar, gerencialmente, perante seu cliente nem tampouco promover os interesses desse cliente. No Banco do Brasil, a contratação de serviços relacionados à auditoria externa deve ser precedida por parecer do Comitê de Auditoria. Em conformidade com o art. 8º da Circular Bacen 3.068/2001, o Banco do Brasil afirma que possui a intenção e capacidade financeira de manter, até o vencimento, os títulos classificados na categoria Títulos Mantidos até o Vencimento. A capacidade financeira está amparada em projeção de fluxo de caixa que não considera a possibilidade de venda desses títulos. De acordo com o contido na Deliberação CVM 488/05, o BB esclarece que houve elevação de 3,7% nos investimentos em relação ao 1º semestre de 2010, destacando o montante de investimento em imóveis (reformas e construções), no valor de R$ 272 milhões, em tecnologia da informação, R$ 213 milhões e em equipamentos, R$ 49 milhões. Atendendo o art. 243 da Lei 6.404/76, o BB informa que os investimentos em sociedades controladas e coligadas atingiram R$ 19,7 bilhões em 30 de junho de Conforme os critérios definidos pelo Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Lei Geral da Micro e Pequena Empresa), 97,7% dos clientes pessoa jurídica do BB são classificados como micro e pequenas empresas. O volume de recursos utilizado pelas MPE atingiu R$ 35,4 bilhões no 1S11, crescimento de 4,4% em relação ao mesmo período de O saldo das operações de capital de giro contratadas pelas microempresas totalizou R$ 4,2 bilhões e das pequenas empresas R$ 20,3 bilhões. As operações de investimento destinadas às microempresas atingiram R$ 2,4 bilhões e para as pequenas empresas R$ 8,1 bilhões. PRINCIPAIS RECONHECIMENTOS RECEBIDOS NO PERÍODO O Licitações-e, portal de compras públicas do Banco do Brasil, foi o grande vencedor do V Prêmio 19 de Março, concedido durante o VI Congresso Brasileiro de Pregoeiros ocorrido em março na cidade de Foz do Iguaçu (PR). Dos cinco prêmios da categoria 43

185 Relatório da Administração 1º Semestre de 2011 'Sistemas de Pregão Eletrônico', o Licitações-e conquistou três: 'Maior número de pregões realizados e concluídos em 2010'; 'Melhor sistema de Pregão Eletrônico 2010'; e 'Melhor Interação com o Fornecedor'. Ourocard o Cartão Preferido dos Brasileiros, segundo pesquisa Cardmonitor / Instituto Medida Certa, realizada entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011, e eleito o melhor cartão de crédito (Força da Marca) pela pesquisa CVA Solutions, realizada em fevereiro e março de O Banco do Brasil foi o vencedor do X Prêmio e-finance, concedido pela Editora Executivos Financeiros, na categoria GED- Gerenciador Eletrônico de Documentos, com o seguintes cases: Dossiê Eletrônico Fase II e Servicing Center Europe Gerenciamento Eletrônico de Documentos para o Bloco Europa. Também no X Prêmio e-finance, o Banco do Brasil foi vencedor na categoria Inovação Mercadológica, com os cases: Loja Conceito Brasília e Sala de Conveniência Nova Iorque. AGRADECIMENTOS Agradecemos a dedicação e o empenho de nossos funcionários e colaboradores, bem como a confiança dos acionistas, dos clientes e da sociedade. Mais informações: site de Relações com Investidores (bb.com.br/ri). 44

186 Balanço Patrimonial Banco do Brasil S.A. Demonstrações Contábeis Em milhares de Reais BALANÇO PATRIMONIAL BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado A T I V O ATIVO CIRCULANTE Disponibilidades (Nota 6) Aplicações Interfinanceiras de Liquidez (Nota 7.a) Aplicações no mercado aberto Aplicações em depósitos interfinanceiros Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 8) Carteira própria Vinculados a compromissos de recompra Vinculados ao Banco Central Vinculados à prestação de garantias Instrumentos financeiros derivativos Relações Interfinanceiras Pagamentos e recebimentos a liquidar (Nota 9.a) Créditos vinculados (Nota 9.b) Depósitos no Banco Central Tesouro Nacional - recursos do crédito rural SFH - Sistema Financeiro da Habitação Repasses interfinanceiros Correspondentes Relações Interdependências Transferências internas de recursos Operações de Crédito (Nota 10) Setor público Setor privado (Provisão para operações de crédito) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Operações de Arrendamento Mercantil (Nota 10) Setor público Setor privado (Provisão para operações de arrendamento mercantil) ( ) (34.769) ( ) Outros Créditos Créditos por avais e fianças honrados Carteira de câmbio (Nota 12.a) Rendas a receber Negociação e intermediação de valores Créditos de operações de seguros, previdência e capitalização (Nota 21.a) Diversos (Nota 11.b) (Provisão para outros créditos) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Outros Valores e Bens (Nota 13) Outros valores e bens (Provisão para desvalorizações) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Despesas antecipadas

187 Balanço Patrimonial BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado A T I V O ATIVO NÃO CIRCULANTE REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Aplicações Interfinanceiras de Liquidez (Nota 7.a) Aplicações em depósitos interfinanceiros Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 8) Carteira própria Vinculados a compromissos de recompra Vinculados ao Banco Central Vinculados à prestação de garantias Instrumentos financeiros derivativos Relações Interfinanceiras Créditos vinculados (Nota 9.b) Tesouro Nacional - recursos do crédito rural Repasses interfinanceiros Operações de Crédito (Nota 10) Setor público Setor privado (Provisão para operações de crédito) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Operações de Arrendamento Mercantil (Nota 10) Setor público Setor privado (Provisão para operações de arrendamento mercantil) (97.326) ( ) ( ) Outros Créditos Carteira de câmbio (Nota 12.a) Rendas a receber Créditos específicos (Nota 11.a) Créditos de operações de seguros, previdência e capitalização (Nota 21.a) Diversos (Nota 11.b) (Provisão para outros créditos) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Outros Valores e Bens (Nota 13) Despesas antecipadas PERMANENTE Investimentos Participações em coligadas e controladas (Nota 14.a) No país No exterior Outros investimentos (Nota 14.b) (Provisão para perdas) (45.199) (51.355) (51.317) (77.924) (84.415) (67.679) Imobilizado de Uso (Nota 15) Imóveis de uso Outras imobilizações de uso (Depreciação acumulada) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Imobilizado de Arrendamento (Nota 15) Bens arrendados (Depreciação acumulada) (702) (702) (794) Intangível (Nota 16) Ativos intangíveis (Amortização acumulada) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Diferido Gastos de organização e expansão (Amortização acumulada) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) TOTAL DO ATIVO

188 Balanço Patrimonial BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado P A S S I V O / P A T R I M Ô N I O L Í Q U I D O PASSIVO CIRCULANTE Depósitos (Nota 17.a) Depósitos à vista Depósitos de poupança Depósitos interfinanceiros Depósitos a prazo Outros depósitos Captações no Mercado Aberto (Nota 17.c) Carteira própria Carteira de terceiros Carteira de livre movimentação Recursos de Aceites e Emissão de Títulos (Nota 19) Recursos de letras imobiliárias, hipotecárias, de crédito e similares Obrigações por títulos e valores mobiliários no exterior Relações Interfinanceiras Recebimentos e pagamentos a liquidar (Nota 9.a) Correspondentes Relações Interdependências Recursos em trânsito de terceiros Transferências internas de recursos Obrigações por Empréstimos (Nota 18.a) Empréstimos no país - outras instituições Empréstimos no exterior Obrigações por Repasses do País - Instituições Oficiais (Nota 18.b) Tesouro Nacional BNDES Caixa Econômica Federal Finame Outras instituições Obrigações por Repasses do Exterior (Nota 18.b) Repasses do exterior Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 8.d) Instrumentos financeiros derivativos Outras Obrigações Cobrança e arrecadação de tributos e assemelhados Carteira de câmbio (Nota 12.a) Sociais e estatutárias Fiscais e previdenciárias (Nota 20.b) Negociação e intermediação de valores Provisões técnicas de seguros, previdência e capitalização (Nota 21.b) Fundos financeiros e de desenvolvimento (Nota 20.a) Dívidas subordinadas (Nota 20.c) Instrumentos híbridos de capital e dívida (Nota 20.d) Diversas (Nota 20.e)

189 Balanço Patrimonial BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado P A S S I V O / P A T R I M Ô N I O L Í Q U I D O PASSIVO NÃO CIRCULANTE EXIGÍVEL A LONGO PRAZO Depósitos (Nota 17.a) Depósitos interfinanceiros Depósitos a prazo Captações no Mercado Aberto (Nota 17.c) Carteira própria Carteira de terceiros Carteira de livre movimentação Recursos de Aceites e Emissão de Títulos (Nota 19) Recursos de letras imobiliárias, hipotecárias, de crédito e similares Recursos de debêntures Obrigações por títulos e valores mobiliários no exterior Obrigações por Empréstimos (Nota 18.a) Empréstimos no país - instituições oficiais Empréstimos no exterior Obrigações por Repasses do País - Instituições Oficiais (Nota 18.b) Tesouro Nacional BNDES Caixa Econômica Federal Finame Obrigações por Repasses do Exterior (Nota 18.b) Repasses do exterior Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 8.d) Instrumentos financeiros derivativos Outras Obrigações Carteira de câmbio Fiscais e previdenciárias (Nota 20.b) Negociação e intermediação de valores Provisões técnicas de seguros, previdência e capitalização (Nota 21.b) Fundos financeiros e de desenvolvimento (Nota 20.a) Operações especiais Dívidas subordinadas (Nota 20.c) Instrumentos híbridos de capital e dívida (Nota 20.d) Diversas (Nota 20.e) RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 24) Capital De domiciliados no país De domiciliados no exterior (Capital a realizar) ( ) ( ) Reservas de Reavaliação Reservas de Lucros Ajustes de Avaliação Patrimonial (Nota 8.f) (Ações em Tesouraria) (1) (255) (31.191) (1) (452) (31.191) Participações dos Não Controladores TOTAL DO PASSIVO As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. 48

190 Demonstração do Resultado Banco do Brasil S.A Demonstrações Contábeis Em milhares de Reais DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 1º Semestre/2011 1º Semestre/2010 1º Semestre/2011 1º Semestre/2010 RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA Operações de crédito (Nota 10.b) Operações de arrendamento mercantil (Nota 10.i) Resultado de operações com títulos e valores mobiliários (Nota 8.b) Resultado de instrumentos financeiros derivativos (Nota 8.e) ( ) ( ) ( ) Resultado de operações de câmbio (Nota 12.b) Resultado das aplicações compulsórias (Nota 9.c) Resultado financeiro das operações com seguros, previdência e capitalização (Nota 21.e) DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ( ) ( ) ( ) ( ) Operações de captação no mercado (Nota 17.d) ( ) ( ) ( ) ( ) Operações de empréstimos, cessões e repasses (Nota 18.c) ( ) ( ) ( ) ( ) Operações de arrendamento mercantil (Nota 10.i) (8.665) (18.937) ( ) ( ) Resultado de operações de câmbio (Nota 12.b) -- (2.179) Despesas financeiras de provisões técnicas de seguros, previdência e capitalização (Nota 21.e) ( ) ( ) Provisão para créditos de liquidação duvidosa (Notas 10.f e 10.g) ( ) ( ) ( ) ( ) RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ( ) ( ) ( ) ( ) Receitas de prestação de serviços (Nota 22.a) Rendas de tarifas bancárias (Nota 22.b) Despesas de pessoal (Nota 22.c) ( ) ( ) ( ) ( ) Outras despesas administrativas (Nota 22.d) ( ) ( ) ( ) ( ) Despesas tributárias (Nota 25.c) ( ) ( ) ( ) ( ) Resultado de participações em coligadas e controladas (Nota 14) ( ) Resultado de operações com seguros, previdência e capitalização (Nota 21.e) Outras receitas operacionais (Nota 22.e) Outras despesas operacionais (Nota 22.f) ( ) ( ) ( ) ( ) RESULTADO OPERACIONAL RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 23) Receitas não operacionais Despesas não operacionais (60.273) (42.334) ( ) (80.276) RESULTADO ANTES DOS TRIBUTOS E PARTICIPAÇÕES IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 25) ( ) ( ) ( ) ( ) PARTICIPAÇÕES NO LUCRO ( ) ( ) ( ) ( ) LUCRO LÍQUIDO (Nota 24.g) Lucro atribuível à controladora Lucro/(prejuízo) das participações dos não controladores (20) LUCRO POR AÇÃO (Nota 24.e) Número médio ponderado de ações - básico Lucro básico por ação (R$) 2,19 2,00 Número médio ponderado de ações - diluído Lucro diluído por ação (R$) 2,18 1,98 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. 49

191 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Banco do Brasil S.A Demonstrações Contábeis Em milhares de Reais DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO BB-Banco Mútiplo Reservas de Lucros Ajustes de Avaliação Ações Lucros ou Capital Reservas de Reservas de Patrimonial em Prejuízos E V E N T O S Realizado Capital Reavaliação Reserva Reservas Tesouraria Acumulados Total Legal Estatutárias Banco Coligadas e Múltiplo Controladas Saldos em (31.191) Aumento de capital - incorporação de controladas Aumento de capital - capitalização de reservas (5.188) ( ) Aumento de capital - subscrição dos bônus "C" Ajuste de avaliação patrimonial (Nota 8.f) Lucro líquido do período Destinações: - Reservas ( ) -- - Dividendos (Nota 24.f) ( ) ( ) ( ) - Juros sobre o capital próprio (Nota 24.f) ( ) ( ) Ajuste de exercícios anteriores - adequação à Lei n.º / Dividendos/JCP prescritos Realização de reserva de reavaliação em coligadas/controladas (Nota 24.c) (374) Saldos em (31.191) Mutações do período (5.188) (374) ( ) Saldos em (255) Aumento de capital - subscrição dos bônus "C" (Nota 24.b) Ajuste de avaliação patrimonial (Nota 8.f) (33.224) (25.191) Alienação de ações em tesouraria (254) Lucro líquido do período Destinações: - Reservas ( ) -- - Dividendos (Nota 24.f) ( ) ( ) ( ) - Juros sobre o capital próprio (Nota 24.f) ( ) ( ) Dividendos/JCP prescritos Realização de reserva de reavaliação em coligadas/controladas (Nota 24.c) (281) Saldos em (1) Mutações do período (281) (33.224) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. 50

192 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Banco do Brasil S.A Demonstrações Contábeis Em milhares de Reais DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO BB-Consolidado Reservas de Lucros Ajustes de Avaliação Ações Lucros ou Participações Capital Reservas de Reservas de Patrimonial em Prejuízos dos não E V E N T O S Realizado Capital Reavaliação Reserva Reservas Tesouraria Acumulados da Controladores Total Legal Estatutárias Banco Coligadas e Controladora Múltiplo Controladas Saldos em (31.191) Aumento de capital - incorporação de controladas Aumento de capital - capitalização de reservas (5.188) ( ) Aumento de capital - subscrição dos bônus "C" Ajuste de avaliação patrimonial (Nota 8.f) Lucro líquido do período (20) Resultado não realizado (54.908) Destinações: - Reservas ( ) Dividendos (Nota 24.f) ( ) ( ) -- ( ) - Juros sobre o capital próprio (Nota 24f) ( ) -- ( ) Ajuste de exercícios anteriores - adequação à Lei n.º / Dividendos/JCP prescritos Realização de reserva de reavaliação em coligadas/controladas (Nota 24.c) (374) Participação recíproca em coligadas e controladas (164) (164) Variação de participações dos não controladores (Nota 24.j) (78) (78) Saldos em (31.191) Mutações do período (5.188) (374) ( ) (98) Saldos em (452) Aumento de capital - subscrição dos bônus "C" (Nota 24.b) Ajuste de avaliação patrimonial (Nota 8.f) (33.224) (25.191) Alienação de ações em tesouraria (254) Lucro líquido do período Destinações: - Reservas ( ) Dividendos (Nota 24.f) ( ) ( ) -- ( ) - Juros sobre o capital próprio (Nota 24.f) ( ) -- ( ) Dividendos/JCP prescritos Realização de reserva de reavaliação em coligadas/controladas (Nota 24.c) (281) Participação recíproca em coligadas e controladas Variação de participações dos não controladores (Nota 24.j) Saldos em (1) Mutações do período (281) (33.224) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. 51

193 Demonstração dos Fluxos de Caixa Banco do Brasil S.A. Demonstrações Contábeis Em milhares de Reais DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 FLUXOS DE CAIXA PROVENIENTES DAS OPERAÇÕES Lucro antes do Imposto de Renda e Contribuição Social Ajustes ao Lucro antes dos Impostos Provisão para crédito, arrendamento mercantil e outros créditos (Notas 10.f e 10.g) Depreciações e amortizações (Nota 22.d) Resultado na avaliação do valor recuperável de ativos (Notas 15 e 16) (3.443) 338 (2.975) Resultado de participação em coligadas e controladas (Nota 14.a) ( ) ( ) (78.709) (Lucro)/prejuízo na alienação de valores e bens (Nota 23) (3.500) (32.170) (3.083) Lucro na alienação de investimentos/participação societária (Nota 23) (91.914) ( ) ( ) ( ) (Ganho)/perda de capital (Nota 23) (1.698) (94.559) Resultado da conversão de moeda estrangeira (Nota 14.a) (96.478) (2.599) ( ) (4.802) Provisão/(reversão) para desvalorização de outros valores e bens (Nota 23) Amortização de ágios em investimentos (Nota 14.c) Despesas com provisões cíveis, trabalhistas e fiscais (Nota 28.b) Provisões técnicas de seguros, previdência e capitalização (Nota 21.e) Atualização de ativos/passivos atuariais e dos fundos de destinação do superávit (Nota 27) ( ) ( ) ( ) ( ) Efeito das mudanças das taxas de câmbio em caixa e equivalentes de caixa ( ) ( ) Resultado dos não controladores (27.348) 20 Outros ajustes Variações Patrimoniais (Aumento) Redução em aplicações interfinanceiras de liquidez ( ) ( ) (Aumento) Redução em títulos para negociação e instrumentos financeiros derivativos ( ) ( ) (Aumento) Redução em relações interfinanceiras e interdependências ( ) ( ) ( ) ( ) (Aumento) Redução em operações de crédito ( ) ( ) ( ) ( ) (Aumento) Redução em operações de arrendamento mercantil (Aumento) Redução em outros créditos líquidos dos impostos diferidos ( ) ( ) (Aumento) Redução em outros valores e bens ( ) ( ) ( ) ( ) Imposto de renda e contribuição social pagos ( ) ( ) ( ) ( ) (Redução) Aumento em depósitos (Redução) Aumento em captações no mercado aberto (Redução) Aumento em recursos de aceites e emissão de títulos (Redução) Aumento em obrigações por empréstimos e repasses (Redução) Aumento em outras obrigações ( ) (36.332) ( ) (Redução) Aumento em resultados de exercícios futuros (8.039) (38.972) (9.920) (38.807) CAIXA GERADO/(UTILIZADO) PELAS OPERAÇÕES ( ) FLUXOS DE CAIXA PROVENIENTES DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO (Aumento) Redução em títulos e valores mobiliários disponíveis para venda ( ) ( ) ( ) (Aumento) Redução em títulos e valores mobiliários mantidos até o vencimento ( ) ( ) Dividendos recebidos de coligadas e controladas (Aquisição)/alienação de imobilizado de uso e arrendamento ( ) ( ) ( ) ( ) (Aquisição)/alienação de investimentos ( ) ( ) Aquisição de intangíveis/diferidos ( ) ( ) ( ) ( ) Caixa líquido pago pela participação no Banco Patagonia (Nota 2.a) ( ) -- ( ) -- CAIXA GERADO/(UTILIZADO) PELAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO ( ) ( ) ( ) FLUXOS DE CAIXA PROVENIENTES DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Variação da participação dos acionistas não controladores (Redução) Aumento em obrigações por dívida subordinada (Redução) Aumento em Instrumentos híbridos de capital e dívida ( ) ( ) Alienação de ações em tesouraria Dividendos e juros sobre o capital próprio pagos ( ) ( ) ( ) ( ) CAIXA GERADO/(UTILIZADO) PELAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO ( ) Variação Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa ( ) ( ) Início do período Efeito das mudanças das taxas de câmbio em caixa e equivalentes de caixa ( ) ( ) Fim do período Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa ( ) ( ) 52

194 Banco do Brasil S.A. Demonstrações Contábeis Em milhares de Reais DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 1º Semestre/2011 1º Semestre/2010 1º Semestre/2011 1º Semestre/2010 Saldo % Saldo % Saldo % Saldo % Receitas Receitas da intermediação financeira Receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias Provisão para créditos de liquidação duvidosa ( ) ( ) ( ) ( ) Outras receitas/(despesas) Despesas da Intermediação Financeira ( ) ( ) ( ) ( ) Insumos Adquiridos de Terceiros ( ) ( ) ( ) ( ) Materiais, energia e outros ( ) ( ) ( ) ( ) Serviços de terceiros ( ) ( ) ( ) ( ) Outras ( ) ( ) ( ) ( ) Comunicações (Nota 22.d) ( ) ( ) ( ) ( ) Processamento de dados (Nota 22.d) ( ) ( ) ( ) ( ) Transporte (Nota 22.d) ( ) ( ) ( ) ( ) Serviços de vigilância e segurança (Nota 22.d) ( ) ( ) ( ) ( ) Serviços do sistema financeiro (Nota 22.d) ( ) ( ) ( ) ( ) Propaganda e publicidade (Nota 22.d) ( ) ( ) ( ) ( ) Outras ( ) ( ) ( ) ( ) Valor Adicionado Bruto Despesas de amortização/depreciação (Nota 22.d) ( ) ( ) ( ) ( ) Valor Adicionado Líquido Produzido pela Entidade Valor Adicionado Recebido em Transferência ( ) Resultado de participações em coligadas/controladas ( ) Valor Adicionado a Distribuir , , , ,00 Valor Adicionado Distribuído , , , ,00 Pessoal , , , ,26 Salários e honorários Participações no lucro Benefícios e treinamentos (Nota 22.c) FGTS Outros encargos Impostos, Taxas e Contribuições , , , ,69 Federais Estaduais Municipais Remuneração de Capitais de Terceiros , , , ,85 Aluguéis (Nota 22.d) Remuneração de Capitais Próprios (Nota 24.e) , , , ,21 Juros sobre capital próprio da União Juros sobre capital próprio de outros acionistas Dividendos da União Dividendos de outros acionistas Lucro retido Participação dos não controladores nos lucros retidos (20) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis 53

195 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 1 O Banco e suas Operações O Banco do Brasil S.A. é uma companhia aberta de direito privado, de economia mista, regida, sobretudo, pela legislação das sociedades por ações. Tem por objeto a prática de todas as operações bancárias ativas, passivas e acessórias, a prestação de serviços bancários, de intermediação e suprimento financeiro sob suas múltiplas formas, inclusive nas operações de câmbio e nas atividades complementares, destacando-se seguros, previdência privada, capitalização, corretagem de títulos e valores mobiliários, administração de cartões de crédito/débito, consórcios, fundos de investimentos e carteiras administradas e o exercício de quaisquer atividades facultadas às instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional. Como instrumento de execução da política creditícia e financeira do Governo Federal, compete ao Banco exercer as funções atribuídas em Lei, especificamente as previstas no artigo 19 da Lei n.º 4.595/ Reestruturações Societárias a) Aquisições EuroBank Em , o Banco do Brasil, dentro de sua estratégia de internacionalização, assinou o Contrato de Compra e Venda de Ações para aquisição de 100% do capital social do EuroBank, pelo valor de US$ 6,0 milhões. O EuroBank, sociedade de capital fechado com sede no Estado da Flórida (Estados Unidos), possui uma rede de 3 agências localizadas nas cidades de Coral Gables, Pompano Beach e Boca Raton. Em , a operação foi aprovada pela Assembleia de Acionistas do Banco e sua efetivação está condicionada às aprovações dos órgãos reguladores no Brasil e nos Estados Unidos. Banco Patagonia S.A. Em , o Banco do Brasil protocolou na Comisión Nacional de Valores da Argentina, órgão regulador do mercado de capitais daquele país, solicitação de autorização para realizar, na Argentina, Oferta Pública de Aquisição Obrigatória de ações do Banco Patagonia para aumentar sua posição acionária de 51% para até 75% do capital total e votante, conforme aprovado pelos bancos centrais do Brasil e da Argentina. Em , após as aprovações pelos órgãos reguladores do Brasil e da Argentina, o Banco do Brasil adquiriu o controle acionário do Banco Patagonia, relativo a ações (51% do capital social e do capital votante) pelo montante de R$ mil (US$ mil), por meio de pagamento à vista, resultando no valor de US$ 1,3141 por ação: Valor pago Valor do patrimônio líquido ajustado (1) Valor do patrimônio correspondente a 51% Dividendos Valor do ágio (1) Líquido dos valores referentes a resultados não realizados, reservas de reavaliação, ajustes de avaliação patrimonial e dividendos, com incorporação das contas de resultado. Os valores do investimento e do ágio foram apurados com base no balanço ajustado do Banco Patagonia de O ágio será alocado à unidade geradora de caixa após a conclusão do processo de apuração do valor justo dos ativos líquidos do Banco Patagonia. Visa Vale - Aumento de Participação Em , foi concretizada a negociação na qual a controlada BB Banco de Investimento S.A. (BB BI) adquiriu parte das ações detidas na Companhia Brasileira de Soluções e Serviços CBSS (Visa Vale), aumentando sua participação de 45% para 49,99%. R$ mil 54

196 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Resumo dos valores envolvidos na transação: Visa Vale Preço pela aquisição das ações Valor do Patrimônio Líquido correspondente a 4,99% Valor do ágio pela aquisição R$ mil b) Reorganizações Societárias na Área de Seguros, Previdência Complementar Aberta, Capitalização e Resseguros Brasilcap Capitalização S.A. (Brasilcap) Em , o Banco comunicou que a controlada BB Seguros Participações S.A. (BB Seguros) e o Grupo Icatu (Icatu) firmaram Memorando de Entendimentos, com o objetivo de constituir aliança estratégica para o desenvolvimento e comercialização no mercado brasileiro dos negócios de capitalização. Em , a BB Seguros firmou Contrato de Compra e Venda de Ações para aquisição da totalidade da participação acionária (16,67% ON) detida pela Sul América Capitalização S.A. (Sulacap) na Brasilcap, pelo montante de R$ mil. A efetivação do negócio está sujeita à aprovação dos órgãos reguladores. Após concluída a transação, a participação da BB Seguros aumentará de 49,99% para 66,66%. Parceria BB Seguros e Mapfre Em , o Banco do Brasil comunicou que a BB Seguros e o Grupo Segurador Mapfre (Mapfre) celebraram Acordo de Parceria para a formação de aliança estratégica nos segmentos de seguros de pessoas, ramos elementares e veículos pelo prazo de 20 anos. Com base no Acordo firmado, a partir de , o Banco, por meio da BB Seguros e Mapfre, doravante denominado Grupo Segurador Banco do Brasil & Mapfre passaram a atuar de forma unificada. Foram constituídas as holdings BB Mapfre SH1 Participações S.A. (SH1), cujo ramo de atuação agrega seguros de pessoas, imobiliário e agrícola, e a Mapfre BB SH2 Participações S.A. (SH2), com foco em seguros de ramos elementares e veículos, com personalidades jurídicas de direito privado, com participação majoritária do Grupo Mapfre no capital votante e governança compartilhada. As sociedades apresentam a seguinte configuração: BB Mapfre SH1 Participações S.A. Mapfre BB SH2 Participações S.A. % do Capital Total % ON % PN % do Capital Total % ON % PN BB Seguros Participações S.A. 74,99 49, Mapfre 25,01 50, A integralização de capital na SH1 pela BB Seguros e Mapfre incluiu a versão do controle das seguradoras Companhia de Seguros Aliança do Brasil, Mapfre Vera Cruz Vida e Previdência S.A. e Vida Seguradora S.A., bem como das holdings BB Aliança Participações S.A. e Mapfre Participações Ltda. Na SH2, houve a versão dos controles nas seguradoras Aliança do Brasil Seguros S.A., Brasilveículos Companhia de Seguros, Mapfre Vera Cruz Seguradora S.A. e Mapfre Riscos Especiais Seguradora S.A., além da holding BB Aliança REV Participações S.A. e da Mapfre Assistência S.A. Com a finalidade de equalizar a participação acionária pretendida nas duas holdings criadas em decorrência do Acordo, a BB Seguros integralizou capital no valor de R$ mil. A transação foi feita com base nos valores contábeis das empresas. c) Parceria com o Banco Bradesco S.A. no setor de cartões Em , o Banco do Brasil e o Banco Bradesco S.A. firmaram Memorando de Entendimentos com caráter vinculante, no qual constituiram a companhia Elo Participações S.A., que consolida negócios 55

197 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis conjuntos relacionados a meios eletrônicos de pagamento. O Banco do Brasil detém 49,99% das ações e o Banco Bradesco, 50,01%. Em , foi lançada oficialmente a bandeira brasileira de cartões de crédito, débito e pré-pagos, denominada Elo, administrada pela companhia Elo Serviços, controlada pela Elo Participações S.A. O aporte de capital feito pelo Banco do Brasil à Elo Participações S.A., no valor de R$ mil, ocorreu em Apresentação das Demonstrações Contábeis As Demonstrações Contábeis foram elaboradas a partir de diretrizes contábeis emanadas da Lei das Sociedades por Ações com observância às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (Bacen), do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), da Superintendência de Seguros Privados (Susep), da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), quando aplicável. A elaboração de demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições financeiras, requer que a Administração use de julgamento na determinação e registro de estimativas contábeis, quando for o caso. Ativos e passivos significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem o valor residual do ativo imobilizado, provisão para créditos de liquidação duvidosa, ativos fiscais diferidos, provisão para demandas trabalhistas, fiscais e cíveis, valorização de instrumentos financeiros, ativos e passivos relacionados a benefícios pós-emprego a empregados e outras provisões. Os valores definitivos das transações envolvendo essas estimativas somente são conhecidos por ocasião da sua liquidação. As demonstrações contábeis individuais contemplam as operações do Banco do Brasil realizadas no país e no exterior (BB-Banco Múltiplo) e as demonstrações contábeis consolidadas contemplam também as operações das subsidiárias financeiras e não financeiras no país e no exterior, da Entidade de Propósito Específico, inclusive os fundos de investimentos financeiros, nas quais o Banco controla direta ou indiretamente, bem como das participações em outras empresas, conforme determinado pelo Bacen (BB-Consolidado). Na elaboração das demonstrações contábeis consolidadas, foram eliminados os valores oriundos de transações entre as empresas consolidadas, compreendendo as participações acionárias de uma empresa em outra, os saldos de contas patrimoniais, as receitas, despesas, bem como os lucros não realizados, líquido dos efeitos tributários. As participações dos não controladores no patrimônio líquido e no resultado das controladas foram destacadas nas demonstrações contábeis. Os saldos das contas patrimoniais e de resultado das participações societárias em que o controle é compartilhado com outros acionistas foram consolidados proporcionalmente à participação no capital social da investida. As operações de arrendamento mercantil foram consideradas sob a ótica do método financeiro, sendo os valores reclassificados da rubrica de imobilizado de arrendamento para a rubrica de operações de arrendamento mercantil, deduzidos dos valores residuais recebidos antecipadamente. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), desde o ano de 2008, emite normas e interpretações contábeis, alinhadas às normas internacionais de contabilidade, aprovadas pela CVM. O Bacen recepcionou os seguintes pronunciamentos, aplicados integralmente pelo Banco: CPC 01 Redução ao Valor Recuperável de Ativos, CPC 03 Demonstração dos Fluxos de Caixa DFC, CPC 05 Divulgação sobre Partes Relacionadas, CPC 10 Pagamento Baseado em Ações, CPC 24 Evento Subsequente e CPC 25 Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes. A adoção do CPC 10 Pagamento Baseado em ações não gerou efeitos nas demonstrações contábeis do Banco. O Banco aplicou, ainda, os seguintes pronunciamentos que não são conflitantes com as normas do Bacen, conforme determina o artigo 22, 2º, da Lei n.º 6.385/1976: CPC 09 Demonstração do Valor Adicionado, CPC 12 Ajuste a Valor Presente, CPC 19 Investimento em Empreendimento Conjunto, CPC 22 Informações por Segmento, CPC 33 Benefícios a Empregados e CPC 41 Resultado por Ação. Os pronunciamentos CPC 07 Subvenções e Assistências Governamentais, CPC 17 Contratos de Construção, CPC 29 Ativo Biológico e Produto Agrícola e CPC 35 Demonstrações Separadas, não 56

198 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis conflitantes com as normas do Bacen, poderão ser aplicados pelo Banco na medida em que ocorrerem eventos ou transações abrangidos por esses CPCs. A aplicação dos demais normativos que dependem de regulamentação do Bacen reflete, basicamente, em ajustes imateriais ou em alterações na forma de divulgação, exceto os seguintes pronunciamentos que podem gerar impactos relevantes nas demonstrações contábeis: CPC 04 Ativos Intangíveis e CPC 15 Combinação de Negócios a) reclassificação dos intangíveis identificados nas aquisições do Banco Nossa Caixa e do Banco Votorantim, ocorridas em 2009, e do Banco Patagonia, ocorrida em abril de 2011, da conta de Investimentos para a conta de Intangível, no grupamento do Ativo Não Circulante Permanente; b) desreconhecimento de despesas de amortização de ágios por expectativa de rentabilidade futura oriundos das aquisições; e, c) reconhecimento de despesa de amortização de intangíveis com vida útil definida, identificados nas aquisições. CPC 38 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração ajuste na provisão para crédito de liquidação duvidosa, em virtude da adoção do critério de perda incorrida. As demonstrações contábeis foram aprovadas pelo Conselho Diretor em

199 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Participações societárias incluídas nas demonstrações contábeis consolidadas, segregadas por segmentos de negócios: Segmento Bancário Atividade % de Participação BB Leasing S.A. Arrendamento Mercantil (1) (5) Arrendamento 100% 100% 100% Banco do Brasil AG. Viena (1) (5) Bancária 100% 100% 100% BB Leasing Company Ltd. (1) (5) Arrendamento 100% 100% 100% BB Securities LLC. (1) (5) Corretora 100% 100% 100% BB Securities Ltd. (1) (5) Corretora 100% 100% 100% Brasilian American Merchant Bank (1) (5) Bancária 100% 100% 100% BB USA Holding Company, Inc. (1) (5) Holding 100% 100% 100% Besc Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (1) (5) Administração de Ativos 99,62% 99,62% 99,62% Banco Patagonia S.A. (1) (5) Banco Múltiplo 51% Banco Votorantim S.A. (2) (5) Banco Múltiplo 50% 50% 50% Segmento Investimentos BB Banco de Investimento S.A. (1) (5) Banco de Investimento 100% 100% 100% Kepler Weber S.A. (2) (5) Indústria 17,54% 17,56% 17,57% Companhia Brasileira de Securitização Cibrasec (3) (6) Aquisição de Créditos 12,12% 12,12% 12,12% Neoenergia S.A. (2) (5) Energia 11,99% 11,99% 11,99% Segmento Gestão de Recursos BB Gestão de Recursos Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. Segmento Seguros, Previdência e Capitalização (1) (5) Administração de Ativos 100% 100% 100% BB Seguros Participações S.A. (1) (5) Holding 100% 100% 100% BB Corretora de Seguros e Administradora de Bens S.A. (1) (5) Corretora 100% 100% 100% Nossa Caixa Capitalização S.A. (1) (5) Capitalização 100% 100% 100% BB Aliança Participações S.A. (3) (5) Holding 74,99% 100% 100% Companhia de Seguros Aliança do Brasil (3) (5) Seguradora 74,99% 100% 100% Brasilprev Seguros e Previdência S.A. (3) (5) Seguradora/Previdência 74,99% 74,99% 74,99% BB Mapfre SH1 Participações S.A. (3) (5) Holding 74,99% Mapfre Vera Cruz Vida e Previdência S.A. (3) (5) Previdência 74,99% Mapfre Participações Ltda. (3) (5) Holding 74,99% Vida Seguradora S.A. (3) (5) Seguradora 74,99% BB Aliança Rev Participações S.A. (3) (5) Holding 50% 100% -- Brasilveículos Companhia de Seguros (3) (5) Seguradora 50% 100% 70% Mapfre BB SH2 Participações S.A. (3) (5) Holding 50% Mapfre Vera Cruz Seguradora S.A. (3) (5) Seguradora 50% Mares Mapfre Riscos Especiais S.A. (3) (5) Seguradora 50% Mapfre Assistência S.A. (3) (5) Prestação de Serviço 50% Aliança do Brasil Seguros S.A. (3) (5) Seguradora 50% 100% 100% Brasilcap Capitalização S.A. (3) (5) Capitalização 49,99% 49,99% 49,99% Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação SBCE (3) (5) Seguradora 12,09% 12,09% 12,09% Brasilsaúde Companhia de Seguros (4) Seguradora/Saúde ,92% Segmento Meios de Pagamento BB Administradora de Cartões de Crédito S.A. (1) (5) Prestação de Serviços 100% 100% 100% BB Elo Cartões Participações S.A. (1) (5) Holding 100% 100% 100% Elo Participações S.A. (2) (5) Holding 49,99% Companhia Brasileira de Soluções e Serviços CBSS Visa Vale (3) (5) Prestação de Serviços 49,99% 45% 40,35% Cielo S.A. (2) (5) Prestação de Serviços 28,74% 28,74% 23,61% Tecnologia Bancária S.A. Tecban (3) (6) Prestação de Serviços 13,53% 13,53% 13,53% Outros Segmentos Ativos S.A. Securitizadora de Créditos Financeiros (1) (5) Aquisição de Créditos 100% 100% 100% Ativos S.A. Gestão de Cobrança e Recuperação de Crédito (1) (5) Aquisição de Créditos 100% 100% -- BB Administradora de Consórcios S.A. (1) (5) Consórcio 100% 100% 100% BB Tur Viagens e Turismo Ltda. (1) (6) Turismo 100% 100% 100% BB Money Transfers Inc. (1) (5) Prestação de Serviços 100% 100% 100% Cobra Tecnologia S.A. (1) (6) Informática 99,97% 99,99% 99,94% BV Participações S.A. (2) (5) Holding 50% 50% 50% (1) Controladas. (2) Controle em conjunto, incluídas proporcionalmente na consolidação. (3) Coligadas, incluídas proporcionalmente na consolidação conforme determinação do Bacen. (4) Alienada no exercício de (5) Demonstrações contábeis para consolidação relativas a junho/2011. (6) Demonstrações contábeis para consolidação relativas a maio/

200 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Foram consolidados ainda os fundos de investimentos financeiros BV Financeira FIDC I, BV Financeira FIDC II, BV Financeira FIDC III, Fundo de Investimento Sedna Referenciado DI e Votorantim G&K Fundo de Investimento em Participações e a Entidade de Propósito Específico no exterior Dollar Diversified Payment Rights Finance Company, os quais o Banco controla direta ou indiretamente. Para fins de comparabilidade das demonstrações contábeis, foi efetuado no Banco Múltiplo e no BB-Consolidado, no 1º semestre de 2010, a reclassificação de R$ mil do grupamento das Receitas de Prestação de Serviços para o grupamento das Rendas de Tarifas Bancárias, conforme Carta Circular Bacen n.º 3.490/2011, que alterou a função de títulos e subtítulos contábeis para registro de rendas de tarifas. 4 Resumo das Principais Práticas Contábeis a) Apuração do Resultado As receitas e as despesas são registradas de acordo com o regime de competência. As operações formalizadas com encargos financeiros pós-fixados estão registradas pelo valor atualizado pelo critério pro rata die, com base na variação dos respectivos indexadores pactuados, e as operações com encargos financeiros pré-fixados estão registradas pelo valor de resgate, retificado por conta de rendas a apropriar ou despesas a apropriar correspondentes ao período futuro. As operações indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço pelo critério de taxas correntes. b) Caixa e Equivalentes de Caixa Caixa e equivalentes de caixa estão representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações em operações compromissadas posição bancada, aplicações em depósitos interfinanceiros e aplicações em moedas estrangeiras, com alta liquidez e risco insignificante de mudança de valor, com prazo de vencimento igual ou inferior a 90 dias. c) Aplicações Interfinanceiras de Liquidez As aplicações interfinanceiras de liquidez são registradas pelo valor de aplicação ou aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço e ajustadas por provisão para perdas, quando aplicável. d) Títulos e Valores Mobiliários TVM Os títulos e valores mobiliários adquiridos para formação de carteira própria são registrados pelo valor efetivamente pago, inclusive corretagens e emolumentos, e se classificam em função da intenção da Administração do Banco em três categorias distintas, conforme Circular Bacen n.º 3.068/2001: Títulos para Negociação: títulos e valores mobiliários adquiridos com o propósito de serem negociados ativa e frequentemente, ajustados mensalmente pelo valor de mercado. Suas valorizações e desvalorizações são registradas, respectivamente, em contas de receitas e despesas do período; Títulos Disponíveis para Venda: títulos e valores mobiliários que poderão ser negociados a qualquer tempo, porém não são adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São ajustados mensalmente ao valor de mercado e suas valorizações e desvalorizações registradas, líquidas dos efeitos tributários, em conta de Ajuste de Avaliação Patrimonial no Patrimônio Líquido; e Títulos Mantidos até o Vencimento: títulos e valores mobiliários que o Banco tem e dispõe de capacidade financeira para manter até o vencimento. Esses títulos não são ajustados pelo valor de mercado. A capacidade financeira está amparada em projeção de fluxo de caixa que desconsidera a possibilidade de venda desses títulos. A metodologia de ajuste a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários foi estabelecida com observância a critérios consistentes e verificáveis, que levam em consideração o preço médio de negociação na data da apuração ou, na falta desse, o valor de ajuste diário das operações de mercado futuro divulgados pela Anbima, BM&FBovespa ou o valor líquido provável de realização obtido por meio 59

201 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis de modelos de precificação, utilizando curvas de valores futuros de taxas de juros, taxas de câmbio, índice de preços e moedas, todas devidamente aderentes aos preços praticados no exercício. Os rendimentos obtidos pelos títulos e valores mobiliários, independente de como estão classificados, são apropriados pro rata die, observando o regime de competência até a data do vencimento ou da venda definitiva, pelo método exponencial ou linear, com base nas suas cláusulas de remuneração e na taxa de aquisição distribuída no prazo de fluência, reconhecidos diretamente no resultado do período. As perdas com títulos classificados como disponíveis para venda e como mantidos até o vencimento que não tenham caráter de perdas temporárias são reconhecidas diretamente no resultado do período e passam a compor a nova base de custo do ativo. Quando da alienação, a diferença apurada entre o valor da venda e o custo de aquisição atualizado pelos rendimentos é considerada como resultado da transação, sendo contabilizada na data da operação como lucro ou prejuízo com títulos e valores mobiliários. e) Instrumentos Financeiros Derivativos IFD Os instrumentos financeiros derivativos são avaliados pelo valor de mercado por ocasião dos balancetes mensais e balanços. As valorizações ou desvalorizações são registradas em contas de receitas ou despesas dos respectivos instrumentos financeiros. A metodologia de marcação a mercado dos instrumentos financeiros derivativos foi estabelecida com base em critérios consistentes e verificáveis que levam em consideração o preço médio de negociação no dia da apuração ou, na falta desse, por meio de modelos de precificação que traduzam o valor líquido provável de realização. Os instrumentos financeiros derivativos utilizados para compensar, no todo ou em parte, os riscos decorrentes das exposições às variações no valor de mercado de ativos ou passivos financeiros são considerados instrumentos de proteção (hedge) e são classificados de acordo com a sua natureza em: Hedge de Risco de Mercado: os instrumentos financeiros assim classificados, bem como o item objeto de hedge, têm suas valorizações ou desvalorizações reconhecidas em contas de resultado do período; e Hedge de Fluxo de Caixa: para os instrumentos financeiros enquadrados nessa categoria, a parcela efetiva das valorizações ou desvalorizações registra-se, líquida dos efeitos tributários, na conta Ajuste de Avaliação Patrimonial do Patrimônio Líquido. Entende-se por parcela efetiva aquela em que a variação no item objeto de hedge, diretamente relacionada ao risco correspondente, é compensada pela variação no instrumento financeiro utilizado para hedge, considerando o efeito acumulado da operação. As demais variações verificadas nesses instrumentos são reconhecidas diretamente no resultado do período. f) Operações de Crédito, de Arrendamento Mercantil, Adiantamentos sobre Contratos de Câmbio, Outros Créditos com Características de Concessão de Crédito e Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa As operações de crédito, de arrendamento mercantil, adiantamentos sobre contratos de câmbio e outros créditos com características de concessão de crédito são classificados de acordo com o julgamento da Administração quanto ao nível de risco, levando em consideração a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos em relação à operação, aos devedores e garantidores, observando os parâmetros estabelecidos pela Resolução CMN n.º 2.682/1999, que requer a análise periódica da carteira e sua classificação em nove níveis, sendo AA (risco mínimo) e H (risco máximo), bem como a classificação das operações com atraso superior a 15 dias como operações em curso anormal. As rendas das operações de crédito vencidas há mais de 60 dias, inclusive, independentemente de seu nível de risco, são reconhecidas como receita quando efetivamente recebidas. As operações classificadas como nível H, que permanecem nessa classificação por 180 dias, são baixadas contra a provisão existente. 60

202 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações de operações de crédito já baixadas contra a provisão são classificadas como H e os eventuais ganhos oriundos da renegociação são reconhecidos como receita quando efetivamente recebidos. A provisão para operações de crédito de liquidação duvidosa, considerada suficiente pela Administração, atende ao requisito mínimo estabelecido pela Resolução CMN n.º 2.682/1999 (Nota 10.e). g) Tributos Os tributos são apurados com base nas alíquotas demonstradas no quadro a seguir: Tributos Alíquota Imposto de Renda (15% + adicional de 10%) 25% Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL (1) 15% PIS/Pasep (2) 0,65% Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins (2) 4% Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza ISSQN Até 5% (1) Para as empresas não financeiras a alíquota corresponde a 9%. (2) Para as empresas não financeiras optantes do regime de apuração não cumulativo, a alíquota do PIS/Pasep é de 1,65% e da Cofins é de 7,6%. Os ativos fiscais diferidos (créditos tributários) e os passivos fiscais diferidos são constituídos pela aplicação das alíquotas vigentes dos tributos sobre suas respectivas bases. Para constituição, manutenção e baixa dos ativos fiscais diferidos são observados os critérios estabelecidos pela Resolução CMN n.º 3.059/2002, alterada pela Resolução CMN n.º 3.355/2006, e estão suportados por estudo de capacidade de realização. h) Despesas Antecipadas Referem-se às aplicações de recursos em pagamentos antecipados, cujos benefícios ou prestação de serviço ao Banco ocorrerão durante os exercícios seguintes. As despesas antecipadas são registradas ao custo e amortizadas à medida em que forem sendo realizadas. i) Ativo Permanente Investimentos: os investimentos em controladas e coligadas com influência significativa ou com participação de 20% ou mais no capital votante e em demais sociedades que fazem parte de um mesmo grupo ou que estejam sob controle comum são avaliados por equivalência patrimonial com base no valor do patrimônio líquido da controlada ou coligada. Os ágios correspondentes ao valor pago excedente ao valor contábil dos investimentos adquiridos, decorrentes da expectativa de rentabilidade futura, estão sustentados pelas avaliações econômicofinanceiras que fundamentaram o preço de compra dos negócios, são amortizados com base nas projeções de resultado anual constantes nos respectivos estudos econômico-financeiros e são submetidos anualmente ao teste de redução ao valor recuperável de ativos. As demonstrações contábeis das agências e controladas no exterior são adaptadas aos critérios contábeis vigentes no Brasil e convertidas para a moeda Real pelo critério de taxas correntes, conforme previsto nas Circulares Bacen n.º 2.397/1993 e n.º 2.571/1995 e seus efeitos são reconhecidos no resultado do período. Os demais investimentos permanentes são avaliados ao custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas e da redução ao valor recuperável - imparidade, quando aplicável. Imobilizado de Uso: o ativo imobilizado é avaliado pelo custo de aquisição, deduzido da respectiva conta de depreciação, cujo valor é calculado pelo método linear às seguintes taxas anuais: edificações e benfeitorias - 4%, veículos - 20%, sistemas de processamento de dados - 20% e demais itens - 10% (Nota 15). Diferido: o ativo diferido está registrado ao custo de aquisição ou formação, líquido das respectivas amortizações acumuladas. Contempla, principalmente, os gastos de reestruturação da Empresa e os 61

203 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis gastos efetuados, até , em imóveis de terceiros, decorrentes de instalação de dependências e amortizados mediante taxas apuradas com base no prazo de locação, e com aquisição e desenvolvimento de sistemas, amortizados à taxa anual de 20%. Intangível: o ativo intangível corresponde aos direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção do Banco ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido. Um ativo satisfaz o critério de identificação de um ativo intangível quando: for separável, ou seja, puder ser separado da entidade e vendido, transferido ou licenciado, alugado ou trocado individualmente ou junto a um contrato, ativo ou passivo relacionado, independente da intenção de uso pela entidade ou resultar de direitos contratuais ou outros direitos legais, independentemente de tais direitos serem transferíveis ou separáveis da entidade ou de outros direitos e obrigações. Os ativos intangíveis que possuem vida útil definida referem-se basicamente aos desembolsos para aquisição de direitos para prestação de serviços bancários (aquisição de folhas de pagamento), amortizados de acordo com os prazos dos contratos, e a aquisições/desenvolvimento de softwares, amortizados pelo método linear à taxa de 20% ao ano a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustados por redução ao valor recuperável imparidade, quando aplicável (Nota 16). A amortização dos ativos intangíveis é contabilizada em Outras Despesas Administrativas. j) Redução do Valor Recuperável de Ativos não Financeiros Imparidade É reconhecida uma perda por imparidade se o valor de contabilização de um ativo ou de sua unidade geradora de caixa (UGC) excede seu valor recuperável. Uma UGC é o menor grupo identificável de ativos que geram entradas de caixa, que são em grande parte independentes das entradas de caixa de outros ativos ou de grupos de ativos. Perdas por imparidade são reconhecidas no resultado do período. A partir de 2008, os valores dos ativos não financeiros, exceto créditos tributários e outros valores e bens, são revistos, no mínimo, anualmente para determinar se há indicação de perda por imparidade. Considerando a materialidade e a relevância dos valores envolvidos, os principais ativos que têm seus valores recuperáveis testados são: Edificações, Sistemas de Processamento de Dados (imobilizado), Direitos por Aquisição de Folhas de Pagamento (intangível) e Ágios por Expectativa de Rentabilidade Futura gerados na aquisição de entidades (investimento). Para apuração dos valores recuperáveis dos itens testados são utilizadas as seguintes premissas: 1- Para a apuração do valor recuperável das edificações são utilizados laudos de avaliação (para os imóveis de valores relevantes) e estimativas (para os demais imóveis); 2- No caso dos equipamentos de processamento de dados (mainframes e terminais de autoatendimento), são considerados o valor de mercado e o valor passível de ser recuperado no tempo por uso nas operações da entidade. A metodologia aplicada considera a projeção dos fluxos de caixa dos benefícios econômicos decorrentes do uso de cada bem durante a sua vida útil, ajustados a valor presente; 3- O modelo de avaliação para perda de desvalorização da Verba de Relacionamento Negocial - VRN (Direitos por Aquisição de Folhas de Pagamento) está relacionado ao acompanhamento da performance dos contratos. Esse modelo foi elaborado a partir das margens de contribuição de relacionamento das Pessoas Físicas vinculadas a cada contrato; e 4- A metodologia de teste de imparidade dos ágios, que corresponde ao valor excedente pago na aquisição de investimentos decorrente da expectativa de rentabilidade futura, consiste em duas etapas: i) mensurar o resultado esperado da UGC em valor presente; e ii) excluir, desse resultado, os ativos identificados.o saldo remanescente, se maior que o ágio, indica que não há necessidade de efetuar provisão para imparidade. Se menor, a diferença entre ambos será o valor a ser provisionado para imparidade. Para mensurar esse resultado, as premissas adotadas são baseadas nas taxas usuais de mercado e em estudos econômicos financeiros. A estimativa envolve várias premissas de caráter subjetivo, tais como o desempenho atual e passado e o crescimento esperado no respectivo mercado de atuação e em todo ambiente macroeconômico. 62

204 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis O valor em uso da UGC relacionada ao Segmento de Seguros, Previdência e Capitalização é sensível às taxas de crescimento e de desconto na perpetuidade. Os índices relacionados à taxa de crescimento são baseados em cenário macroeconômico desenvolvido pelo Banco. A taxa de desconto, usada pelo Banco, é determinada pelo custo do capital próprio apurado pelo modelo Capital Asset Pricing Model CAPM, referenciado em moeda brasileira na forma unitária. Já para o Segmento Bancário a sensibilidade recai sobre o Produto Interno Bruto (PIB) e Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No caso do ágio na aquisição do Banco Nossa Caixa, incorporado em novembro de 2009, a metodologia consistiu em comparar o valor presente dos resultados projetados do Banco do Brasil pelas agências de varejo e corporate do Estado de São Paulo (UGC), isolando a rentabilidade comparada com e sem o Banco Nossa Caixa. A partir da diferença identificada, os valores foram projetados com base nas premissas de crescimento de rentabilidade para o Banco do Brasil, descontado pelo custo de oportunidade de capital. k) Benefícios a Empregados Os benefícios a empregados, relacionados a benefícios de curto prazo para os empregados atuais, são reconhecidos pelo regime de competência de acordo com os serviços prestados. Os benefícios pós-emprego, relacionados a complemento de aposentadoria e assistência médica, de responsabilidade do Banco, foram avaliados em de acordo com os critérios estabelecidos na forma da Deliberação CVM n.º 600/2009 (Nota 27). A partir de , a periodicidade das avaliações passou a ser semestral e não mais anual como ocorria até Nos planos de contribuição definida, o risco atuarial e o risco dos investimentos são dos participantes. Sendo assim, a contabilização dos custos é determinada pelos valores das contribuições de cada período que representam a obrigação do Banco. Consequentemente, nenhum cálculo atuarial é requerido na mensuração da obrigação ou da despesa e não existe ganho ou perda atuarial. Nos planos de benefício definido, o risco atuarial e o risco dos investimentos recaem parcial ou integralmente na entidade patrocinadora. Sendo assim, a contabilização dos custos exige a mensuração das obrigações e despesas do plano, existindo a possibilidade de ocorrer ganhos e perdas atuariais, podendo originar o registro de um passivo quando o montante das obrigações atuariais ultrapassa o valor dos ativos do plano de benefícios, ou, de um ativo quando o montante dos ativos supera o valor das obrigações do plano. Nesta última hipótese, o ativo somente deverá ser registrado quando existirem evidências de que este poderá reduzir efetivamente as contribuições da patrocinadora ou que será reembolsável no futuro. A parcela dos ganhos ou perdas atuariais reconhecida no resultado do Banco corresponde ao excesso que não se enquadrou no corredor dividido pelo tempo médio de trabalho restante dos empregados que participam do plano. O corredor corresponde ao que for maior dentre: 1-10% do valor presente da obrigação atuarial total do benefício definido; e 2-10% do valor justo dos ativos do plano. O Banco reconhece os ganhos/perdas atuariais no próprio período em que foi realizado o cálculo atuarial, conforme permitido pela Deliberação CVM n.º 600/2009. As contribuições devidas pelo Banco aos planos de assistência médica, em alguns casos, permanecem após a aposentadoria do empregado. Sendo assim, as obrigações do Banco em relação aos associados aposentados são avaliadas pelo valor presente atuarial das contribuições que serão realizadas durante o período esperado de vinculação dos associados e beneficiários ao plano. Tais obrigações são avaliadas e reconhecidas utilizando-se os mesmos critérios dos planos de benefício definido. O ativo atuarial reconhecido no balanço (Nota 27) refere-se aos ganhos atuariais e sua realização ocorrerá obrigatoriamente até o final do plano. Poderão ocorrer realizações parciais desse ativo atuarial, condicionadas ao atendimento dos requisitos da Lei Complementar n.º 109/2001 e da Resolução CGPC n.º 26/

205 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis l) Operações Relacionadas às Atividades de Seguros, Previdência e Capitalização Apuração do Resultado Os prêmios de seguros e as despesas de comercialização são contabilizados por ocasião da emissão das apólices ou faturas e reconhecidos no resultado, de acordo com o período decorrido de vigência do risco coberto. As receitas de prêmios e as correspondentes despesas de comercialização relativas aos riscos vigentes, ainda sem emissão das respectivas apólices, são reconhecidas no resultado em bases estimadas. A receita de prêmios de seguros de riscos a decorrer é diferida pelo prazo de vigência das apólices de seguros, por meio da constituição da provisão de prêmios não ganhos, com base na retenção líquida dos prêmios emitidos auferidos. As operações de cosseguro aceito, retrocessão e do Convênio Dpvat são contabilizadas com base nas informações recebidas das congêneres, do IRB Brasil Resseguros S.A. e da Seguradora Líder - Dpvat, respectivamente. As receitas de planos de previdência, seguros de vida com cobertura de sobrevivência e capitalização são reconhecidas no resultado quando efetivamente recebidas, tendo como contrapartida a constituição de provisões técnicas, exceto as receitas para cobertura de riscos nos casos de planos de previdência conjugados, as quais devem ser reconhecidas pelo período de vigência do respectivo risco, independente do seu recebimento. Os custos de comercialização são diferidos por ocasião da emissão do contrato ou apólice e apropriados ao resultado, de forma linear, pelo prazo médio estimado para a sua recuperação, exceto os relacionados à capitalização. As demais receitas e despesas são registradas de acordo com o regime de competência. Provisões Técnicas As regras e procedimentos para a constituição das provisões técnicas são regulamentados pelas Resoluções n.º 162/2006, n.º 181/2007, n.º 195/2008 e n.º 204/2009 do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e Resoluções Normativas n.º 75/2004 e n.º 160/2007 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e calculados de acordo com as Notas Técnicas Atuariais (NTA) específicas. As NTA s são mantidas nas seguradoras para aprovação da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e ANS. Seguros Provisão de Prêmios não Ganhos (PPNG): representa as parcelas dos prêmios que serão apropriados ao resultado no decorrer dos prazos de vigência dos seguros, calculados pro rata die. Provisão de Prêmios não Ganhos dos Riscos Vigentes, mas não Emitidos (PPNG-RVNE): representa o ajuste da PPNG dada a existência de riscos assumidos pela seguradora cuja apólice ainda não foi operacionalmente emitida, não sendo aplicável ao segmento de seguro saúde. Provisão de Insuficiência de Prêmios (PIP): representa a necessidade de cobertura de possíveis insuficiências da provisão de prêmios não ganhos (PPNG), em função da expectativa de pagamento e reavaliação dos sinistros ocorridos. Provisão de Sinistros a Liquidar (PSL): representa a previsão de pagamentos prováveis de indenizações, judiciais ou não, brutos de resseguros e líquidos das recuperações de cosseguro cedido, determinada com base nos avisos recebidos até a data do balanço, atualizada monetariamente nos casos de seguros indexados, ajustados pela estimativa de Sinistros Ocorridos, mas não Suficientemente Avisados (IBNER Incurred But Not Enough Reported). Provisão de Sinistros Ocorridos, mas não Avisados [IBNR Incurred But Not Reported e Provisão de Eventos Ocorridos mas não Avisados (PEONA) do segmento de seguro saúde]: representa o montante esperado de sinistros ocorridos e não avisados até a data-base das demonstrações contábeis. 64

206 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Provisão Complementar de Prêmios (PCP): tem como objetivo manter a empresa resguardada nas transições mensais, mantendo o montante das provisões técnicas de prêmio (PPNG e PPNG-RVNE) maior ou igual à média diária do mês de apuração. Previdência Provisão Matemática de Benefícios a Conceder: representa o montante dos prêmios e contribuições aportados pelos participantes, líquido da taxa de carregamento, acrescido dos rendimentos financeiros auferidos nas aplicações dos recursos. Essa provisão refere-se aos participantes cuja percepção dos benefícios ainda não foi iniciada. Provisão Matemática de Benefícios Concedidos: refere-se àqueles já em gozo de benefícios. Provisões para Insuficiência de Contribuições e de Prêmios: são constituídas para fazer face a eventuais oscilações desfavoráveis nos riscos técnicos assumidos nas provisões matemáticas de benefícios a conceder e concedidos, decorrentes da tendência de maior sobrevida dos participantes e o seu cálculo é efetuado utilizando-se como parâmetro a tábua de mortalidade AT 2000 Male/Female Suavizada e premissas relacionadas, considerando todos os contratos vigentes. Provisão de Oscilação Financeira: é constituída para fazer frente aos eventuais impactos de variações desfavoráveis nas taxas futuras dos recursos destinados ao pagamento de benefícios e resgates aos participantes, considerando a remuneração mínima garantida contratualmente. Capitalização Provisão Matemática para Resgate: é calculada sobre o valor nominal dos títulos, atualizada com base em notas técnicas atuariais aprovadas pela Susep. Provisões para Resgate de Títulos Vencidos e Antecipados: são constituídas pelos valores dos títulos com prazos de capitalização finalizados e rescindidos, atualizados monetariamente no período entre a data do direito do resgate e a efetiva liquidação. Provisão para Sorteio a Realizar: é calculada sobre o valor nominal dos títulos, com base em notas técnicas atuariais aprovadas pela Susep. A baixa da provisão é registrada pelo valor equivalente ao risco decorrido, ou seja, o saldo da provisão para sorteio a realizar representa os valores custeados dos sorteios ainda não realizados. Provisão de Sorteio a Pagar: é constituída pelos valores dos títulos contemplados em sorteios, atualizados monetariamente no período entre a data do sorteio e a efetiva liquidação. m) Ativos e Passivos Contingentes e Obrigações Legais O reconhecimento, a mensuração e a divulgação dos ativos e passivos contingentes e obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos na Resolução CMN n.º 3.823/2009 (Nota 28). Os ativos contingentes são reconhecidos nas demonstrações contábeis somente quando da existência de evidências que propiciem a garantia de sua realização, usualmente representado pelo trânsito em julgado da ação e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação por outro exigível. Os passivos contingentes são reconhecidos nas demonstrações contábeis quando, baseado na opinião de assessores jurídicos e da Administração, for considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, com uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança, sendo quantificados quando da citação/notificação judicial e revisados mensalmente, da seguinte forma: Massificados: processos relativos às causas consideradas semelhantes e usuais, e cujo valor não seja considerado relevante, segundo parâmetro estatístico por grupo de ação, tipo de órgão legal (Juizado Especial Cível ou Justiça Comum) e reclamante. Nas ações de natureza trabalhista e nas ações de natureza cível relacionadas a planos econômicos são considerados os valores médios dos pagamentos dos processos encerrados nos últimos 24 meses e 12 meses, respectivamente, para apuração do valor das obrigações; e 65

207 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Individualizados: processos relativos às causas consideradas não usuais ou cujo valor seja considerado relevante sob a avaliação de assessores jurídicos, considerando o valor indenizatório pretendido, o valor provável de condenação, provas apresentadas e provas produzidas nos autos, jurisprudência sobre a matéria, subsídios fáticos levantados, decisões judiciais que vierem a ser proferidas na ação, classificação e grau de risco de perda da ação judicial. Os passivos contingentes classificados como de perdas possíveis não são reconhecidos nas demonstrações contábeis, devendo ser apenas divulgados nas notas explicativas, e os classificados como remotos não requerem provisão e nem divulgação. As obrigações legais (fiscais e previdenciárias) são derivadas de obrigações tributárias previstas na legislação, independentemente da probabilidade de sucesso de processos judiciais em andamento, que têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. n) Lucro por Ação A divulgação do lucro por ação é efetuada de acordo com os critérios definidos na Deliberação CVM n.º 636/2010. O lucro básico por ação do Banco foi calculado dividindo-se o lucro líquido atribuível aos acionistas pelo número médio ponderado de ações ordinárias totais, excluídas as ações em tesouraria. Para o cálculo do lucro diluído por ação, foi acrescentado o número médio ponderado das potenciais subscrições de ações oriundas do exercício dos bônus de subscrição C (Nota 24.e). 5 Informações por Segmento As informações por segmento foram elaboradas considerando critérios utilizados pela Administração na avaliação de desempenho do segmento, na tomada de decisões quanto à alocação de recursos para investimento e outros fins, considerando-se o ambiente regulatório e as semelhanças entre produtos e serviços. As operações do Banco estão divididas basicamente em cinco segmentos: bancário, investimentos, gestão de recursos, seguridade (seguros, previdência e capitalização) e meios de pagamento. Além desses, o Banco participa de outras atividades econômicas, tais como consórcios e suporte operacional, que foram agregadas em Outros Segmentos. As transações intersegmentos são praticadas em condições normais de mercado, substancialmente nos termos e condições para operações comparáveis, incluindo taxas de juros e garantias. Essas operações não envolvem riscos anormais de recebimento. a) Segmento Bancário Responsável pela parcela mais significativa do resultado do Banco, preponderantemente obtido no Brasil, compreende uma grande diversidade de produtos e serviços, tais como depósitos, operações de crédito, cartões, que são disponibilizados aos clientes por meio dos mais variados canais de distribuição situados no país e no exterior. As operações do segmento bancário abrangem os negócios com os mercados de varejo, atacado e governo realizados por meio de rede e equipes de atendimento, e os negócios com microempreendedores e o setor informal realizados por intermédio de correspondentes bancários. b) Segmento de Investimentos Nesse segmento são realizados negócios no mercado de capitais doméstico, com atuação na intermediação e distribuição de dívidas no mercado primário e secundário, além de participações societárias e da prestação de serviços financeiros. O resultado da intermediação financeira do segmento é obtido por meio de receitas auferidas nas aplicações em títulos e valores mobiliários deduzidas das despesas de captação de recursos junto a terceiros. As participações acionárias existentes estão concentradas nas empresas coligadas e 66

208 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis controladas. As receitas de prestação de serviços financeiros resultam de assessorias econômicofinanceiras, de underwriting de renda fixa e variável. c) Segmento de Gestão de Recursos Responsável essencialmente pelas operações inerentes à compra, venda e custódia de títulos e valores mobiliários, administração de carteiras, instituição, organização e administração de fundos e clubes de investimento. As receitas são oriundas principalmente das comissões e taxas de administração cobradas dos investidores pela prestação desses serviços. d) Segmento de Seguros, Previdência e Capitalização Nesse segmento são oferecidos produtos e serviços relacionados a seguros de vida, patrimonial e automóvel, planos de previdência complementar e planos de capitalização. O resultado advém principalmente das receitas com prêmios de seguros emitidos, contribuições de planos de previdência, títulos de capitalização e aplicações em títulos e valores mobiliários, deduzidas das despesas de comercialização, provisões técnicas e despesas com benefícios e resgates. e) Segmento de Meios de Pagamento Responsável pela prestação dos serviços de captura, transmissão, processamento e liquidação financeira de transações em meio eletrônico. As receitas são oriundas principalmente das comissões e taxas de administração cobradas dos estabelecimentos comerciais e bancários pela prestação dos serviços descritos no parágrafo anterior, além das rendas de aluguel, instalação e manutenção de terminais eletrônicos. f) Outros Segmentos Compreende os segmentos de suporte operacional e consórcios, que foram agregados por não serem individualmente representativos. Suas receitas são oriundas principalmente da prestação de serviços não contemplados nos segmentos anteriores, tais como: recuperação de créditos, administração de consórcios, desenvolvimento, fabricação, comercialização, aluguel e integração de equipamentos e sistemas de eletrônica digital, periféricos, programas, insumos e suprimentos de informática, além da intermediação de passagens aéreas, hospedagens e organização de eventos. 67

209 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Composição por segmento: 1º Semestre/2011 R$ mil BB-Consolidado Bancário Investimentos Gestão de Recursos Seguridade Meios de Pagamento Outros Transações Segmentos Intersegmentos Total Receitas ( ) Rendas de operações de crédito e arrendamento mercantil Resultado de operações com títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos Resultado de operações de câmbio e aplicações compulsórias Resultado financeiro de operações de seguros, previdência e capitalização ( ) (64) Rendas de prestação de serviços ( ) Rendas com tarifas, taxas e comissões Resultado de participações em coligadas e controladas Resultado das operações com seguros, previdência e capitalização ( ) (3.746) ( ) Outras receitas ( ) Despesas ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Despesas de captação no mercado ( ) ( ) (20.108) ( ) Despesas com operações de empréstimos, cessões, repasses e arrendamento mercantil ( ) (47) (75) -- ( ) Provisão para créditos de liquidação duvidosa ( ) (11) (73) ( ) Atualização e juros de provisões técnicas ( ) ( ) Despesas de pessoal ( ) (19.947) (25.495) ( ) (44.416) (82.119) ( ) Outras despesas administrativas ( ) (27.328) (12.810) ( ) (90.977) ( ) ( ) Depreciação ( ) (1.189) -- (3.737) (4.723) (3.446) -- ( ) Amortização do diferido (69.580) (10.874) (1.082) (2.494) -- (84.030) Amortização de ativos intangíveis ( ) (31) -- (82) -- ( ) Resultado na avaliação do valor recuperável de ativos (64) Outras despesas (1) ( ) ( ) (72.547) ( ) ( ) ( ) ( ) Lucro antes da tributação e participações Imposto de renda e contribuição social sobre o lucro ( ) (24.817) ( ) ( ) ( ) (58.864) -- ( ) Participações no lucro ( ) (21) (206) (10.207) (648) (22.437) -- ( ) Lucro Líquido Lucro atribuível à controladora Participações dos não controladores (5) Saldos Patrimoniais Ativos ( ) Investimento em coligadas e controladas ( ) Passivos ( ) (1) Conforme normas do Banco Central do Brasil, a partir de janeiro de 2011, foi reconhecido amortização de ágio (nota 14.c) no valor de R$ mil no segmento Seguridade. 68

210 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 1º Semestre/2010 R$ mil BB-Consolidado Bancário Investimentos Gestão de Recursos Seguridade Meios de Pagamento Outros Transações Segmentos Intersegmentos Total Receitas ( ) Rendas de operações de crédito e (1) (95.976) arrendamento mercantil Resultado de operações com títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos Resultado de operações de câmbio e aplicações compulsórias Resultado financeiro de operações de seguros, previdência e capitalização ( ) Rendas de prestação de serviços ( ) Rendas com tarifas, taxas e comissões (13) Resultado de participações em coligadas e controladas Resultado das operações com seguros, previdência e capitalização (2.076) Outras receitas ( ) Despesas ( ) ( ) (83.815) ( ) ( ) ( ) ( ) Despesas de captação no mercado ( ) (90.714) (22.622) ( ) Despesas com operações de empréstimos, cessões, repasses e arrendamento mercantil ( ) (28) (51) -- ( ) Provisão para créditos de liquidação duvidosa ( ) (12) (76) ( ) Atualização e juros de provisões técnicas ( ) ( ) Despesas de pessoal ( ) (15.260) (23.734) (88.489) (28.612) (60.570) ( ) Outras despesas administrativas ( ) (27.823) (10.292) ( ) (70.865) ( ) ( ) Depreciação ( ) (144) -- (2.383) (3.686) (3.563) -- ( ) Amortização do diferido (88.878) (6.550) (1.000) (1.457) -- (97.885) Amortização de ativos intangíveis ( ) (49) -- (51) -- ( ) Despesas de ajuste ao valor recuperável (470) (925) (1.395) Outras despesas ( ) (88.853) (49.713) ( ) ( ) ( ) ( ) Lucro antes da tributação e participações (95.976) Imposto de renda e contribuição social sobre o (2) ( ) (82.059) ( ) ( ) ( ) (43.038) ( ) lucro Participações no lucro ( ) (97) (241) (6.323) -- (12.954) -- ( ) Lucro Líquido (3) (54.908) Lucro atribuível à controladora (54.908) Participações dos não controladores (20) -- (20) Saldos Patrimoniais Ativos ( ) Investimento em coligadas e controladas ( ) Passivos ( ) (1) Inclui nas transações intersegmentos o valor de R$ mil, relativo à eliminação de resultado não realizado no BB-Consolidado, decorrente da cessão de créditos do Banco do Brasil para a Ativos S.A. (2) Foram ativados no BB-Consolidado o montante de R$ mil (destacado nas transações intersegmentos), referente aos créditos tributários incidentes sobre o resultado não realizado (item anterior). (3) Inclui nas transações intersegmentos o valor de R$ mil, referente ao resultado não realizado, líquido dos efeitos tributários. 69

211 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 6 Caixa e Equivalentes de Caixa BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Disponibilidades Disponibilidades em moeda nacional Disponibilidades em moeda estrangeira Aplicações em ouro Aplicações Interfinanceiras de Liquidez (1) Aplicações em operações compromissadas posição bancada Aplicações em depósitos interfinanceiros Aplicações em moeda estrangeira Total de Caixa e Equivalentes de Caixa (1) Referem-se a operações com prazo original igual ou inferior a 90 dias. 7 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez a) Composição BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Aplicações no Mercado Aberto Revendas a Liquidar Posição Bancada Letras Financeiras do Tesouro Letras do Tesouro Nacional Notas do Tesouro Nacional Outros títulos Revendas a Liquidar Posição Financiada Letras Financeiras do Tesouro Letras do Tesouro Nacional Notas do Tesouro Nacional Outros títulos Revendas a Liquidar Posição Vendida Títulos públicos federais Tesouro Nacional Revendas a Liquidar Câmara de Liquidação e Compensação Aplicações em Depósitos Interfinanceiros Total Ativo circulante Ativo não circulante b) Rendas de Aplicações Interfinanceiras de Liquidez BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Rendas de Aplicações no Mercado Aberto Posição bancada Posição financiada Posição vendida Rendas de Aplicações em Depósitos Interfinanceiros Total

212 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 8 Títulos e Valores Mobiliários TVM e Instrumentos Financeiros Derivativos IFD a) Títulos e Valores Mobiliários TVM BB Banco Múltiplo R$ mil Vencimento em Dias Sem vencimento Valor de Mercado Total Total Total Acima de 360 Valor de custo Valor de mercado Marcação a mercado Valor de custo Valor de mercado Marcação a mercado Valor de custo Valor de Marcação a mercado mercado 1 Títulos para Negociação (6.618) (28.201) (3.382) Títulos Públicos (6.260) (27.557) (2.400) Letras Financeiras do Tesouro (257) (203) (62) Letras do Tesouro Nacional (4.402) (24.058) (21.557) Notas do Tesouro Nacional (1.601) (3.296) Títulos Privados (358) (644) (982) Debêntures (326) (637) (982) Ações (32) (7) Títulos Disponíveis para Venda Títulos Públicos Letras Financeiras do Tesouro (2.363) (2.851) (3.995) Letras do Tesouro Nacional (11.637) (8.724) (8.348) Notas do Tesouro Nacional (28.566) (12.440) (7.619) Títulos da Dívida Agrária (1.223) (1.404) (1.514) Títulos da Dívida Externa Brasileira Títulos de governos estrangeiros (11) Outros Títulos Privados (7.435) Debêntures (13.205) Notas promissórias (3.842) (1.380) (41) Cédulas de crédito bancário (213) (234) (672) Cotas de fundos de investimentos (66.619) Ações Cédulas de produto ruralcommodities (6.911) (2.267) (3.350) Certificados de depósito bancário Outros (11.103) (27.270) (22.780) 71

213 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Vencimento em Dias 3 Títulos Mantidos até o Vencimento Sem vencimento BB Banco Múltiplo Valor de Mercado Total Total Total Acima de 360 Valor de custo Valor de mercado Marcação a mercado Valor de custo Valor de mercado Marcação a mercado Valor de custo Valor de mercado R$ mil Marcação a mercado ( ) ( ) ( ) Títulos Públicos Letras Financeiras do Tesouro (68) (18) Notas do Tesouro Nacional (1.826) (2.174) (2.557) Títulos da Dívida Externa Brasileira Títulos Privados ( ) ( ) ( ) Outros ( ) ( ) ( ) Total Vencimento em Dias Sem vencimento BB Banco Múltiplo Valor de Mercado Total Total Total Acima de 360 Valor de custo Valor de mercado Marcação a mercado Valor de custo Valor de mercado Marcação a mercado Valor de custo Valor de mercado R$ mil Marcação a mercado Por Carteira Carteira própria (76.555) Vinculados a compromissos de recompra Vinculados ao Banco Central (54) (45) (52) Vinculados à prestação de garantias (735) (1.028) (660) 72

214 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis R$ mil BB Banco Múltiplo Vencimento em Anos Sem vencimento A vencer em até um ano Valor de Mercado Total Total Total A vencer entre 1 e 5 anos A vencer entre 5 e 10 anos A vencer após 10 anos Valor de custo Valor de mercado Valor de custo Valor de mercado Valor de custo Valor de mercado Por Categoria Títulos para negociação Títulos disponíveis para venda Títulos mantidos até o vencimento

215 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis BB Banco Múltiplo R$ mil Valor Contábil Valor Contábil Valor Contábil Circulante Não circulante Total Circulante Não circulante Total Circulante Não circulante Total Por Carteira Carteira própria Vinculados a compromissos de recompra Vinculados ao Banco Central Vinculados à prestação de garantias BB Banco Múltiplo R$ mil Por Categoria Títulos para negociação % % % Títulos disponíveis para venda % % % Títulos mantidos até o vencimento % % % Valor contábil da carteira % % % Marcação a mercado da categoria 3 ( ) ( ) ( ) Valor de mercado da carteira

216 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis BB Consolidado R$ mil Vencimento em Dias Sem vencimento Valor de Mercado Total Total Total Acima de 360 Valor de custo Valor de Marcação a mercado mercado Valor de custo Valor de Marcação a mercado mercado Valor de custo Valor de Marcação a mercado mercado 1 Títulos para Negociação (18.120) (22.777) Títulos Públicos Letras Financeiras do Tesouro (1.810) (2.016) (1.913) Letras do Tesouro Nacional (22.417) (30.769) (31.294) Notas do Tesouro Nacional (27.415) Títulos da Dívida Agrária Títulos da Dívida Externa Brasileira (470) (1.372) Títulos de governos estrangeiros Outros (465) Títulos Privados (53.953) ( ) Debêntures Notas promissórias (78) (9) Ações (66.914) (21.686) Cotas de fundos de investimentos (3.015) Cédulas de produto rural-commodities Certificados de depósito bancário (381) (108) Eurobonds (505) (1.258) Outros (13.952) (29.559) ( ) 75

217 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis BB Consolidado R$ mil Vencimento em Dias Sem vencimento Valor de Mercado Total Total Total Acima de 360 Valor de custo Valor de Marcação a mercado mercado Valor de custo Valor de Marcação a mercado mercado Valor de custo Valor de mercado Marcação a mercado 2 - Títulos Disponíveis para Venda Títulos Públicos Letras Financeiras do Tesouro (2.427) (2.972) (4.064) Letras do Tesouro Nacional (13.139) (8.756) (20.458) Notas do Tesouro Nacional (93.247) (39.059) Títulos da Dívida Agrária (1.223) (1.404) (1.514) Títulos da Dívida Externa Brasileira Títulos de governos estrangeiros (17) Outros Títulos Privados (19.362) Debêntures (25.790) Notas promissórias (3.842) (1.380) (41) Cédulas de crédito bancário (213) (234) (672) Cotas de fundos de investimentos (1.046) Ações Cédulas de produto rural commodities (6.911) (2.267) (3.350) Certificados de depósito bancário Outros (42.468) (51.633) (5.673) 3 Títulos Mantidos até o Vencimento ( ) ( ) ( ) Títulos Públicos Letras Financeiras do Tesouro (75) (18) Notas do Tesouro Nacional (4.067) Letras do Tesouro Nacional (321) Títulos da Dívida Agrária Títulos da Dívida Externa Brasileira Títulos Privados ( ) ( ) ( ) Certificados de depósito bancário Outros ( ) ( ) ( ) Total

218 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis BB Consolidado R$ mil Vencimento em Dias Sem vencimento Valor de Mercado Total Total Total Acima de 360 Valor de Custo Valor de Marcação a Mercado Mercado Valor de Custo Valor de Mercado Marcação a Mercado Valor de Custo Valor de Mercado Marcação a Mercado Por Carteira Carteira própria (37.146) Vinculados a compromissos de recompra (11.774) Vinculados ao Banco Central (54) (45) (52) Vinculados à prestação de garantias (36.622) (30.897) (1.171) BB Consolidado R$ mil Valor de Mercado Total Total Total Vencimento em Anos Sem vencimento A vencer em A vencer entre A vencer entre até um ano 1 e 5 anos 5 e 10 anos A vencer após 10 anos Valor de custo Valor de mercado Valor de custo Valor de mercado Valor de custo Valor de mercado Por Categoria Títulos para negociação Títulos disponíveis para venda Títulos mantidos até o vencimento

219 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis BB-Consolidado R$ mil Valor contábil Valor contábil Valor contábil Circulante Não circulante Total Circulante Não circulante Total Circulante Não circulante Total Por Carteira Carteira própria Vinculados a compromissos de recompra Vinculados ao Banco Central Vinculados à prestação de garantias BB-Consolidado R$ mil Por Categoria Títulos para negociação % % % Títulos disponíveis para venda % % % Títulos mantidos até o vencimento % % % Valor contábil da carteira % % % Marcação a mercado da categoria 3 ( ) ( ) ( ) Valor de mercado da carteira b) Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 7.b) Títulos de renda fixa Títulos de renda variável Total c) Reclassificação de Títulos e Valores Mobiliários Em 30 de junho de 2011, o Banco Votorantim reclassificou títulos de Governos Estrangeiros, passando da categoria Títulos para negociação para a categoria Títulos disponíveis para venda no valor de mercado de R$ mil, em decorrência da revisão da intenção da Administração sobre os respectivos títulos. A reclassificação destes títulos não gerou impactos no Resultado e no Patrimônio Líquido na respectiva data-base. d) Instrumentos Financeiros Derivativos IFD O Banco do Brasil se utiliza de Instrumentos Financeiros Derivativos para gerenciar, de forma consolidada, suas posições e atender às necessidades dos seus clientes, classificando as posições próprias em destinadas a hedge (de risco de mercado e de risco de fluxo de caixa) e negociação, ambas com limites e alçadas no Banco. A estratégia de hedge das posições patrimoniais está em consonância com as análises macroeconômicas e é aprovada pelo Conselho Diretor. No mercado de opções, as posições ativas ou compradas têm o Banco como titular, enquanto que as posições passivas ou vendidas têm o Banco como lançador. Os modelos utilizados no gerenciamento dos riscos com derivativos são revistos periodicamente e as tomadas de decisões observam a melhor relação risco/retorno, estimando possíveis perdas com base na análise de cenários macroeconômicos. 78

220 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis O Banco conta com ferramentas e sistemas adequados ao gerenciamento dos Instrumentos Financeiros Derivativos. A negociação de novos derivativos, padronizados ou não, é condicionada à prévia análise de risco. A avaliação do risco das subsidiárias é feita individualmente e o gerenciamento de forma consolidada. O Banco utiliza metodologias estatísticas e simulação para mensurar os riscos de suas posições, inclusive em derivativos, utilizando modelos de valor em risco, de sensibilidade e análise de estresse. Riscos Os principais riscos, inerentes aos Instrumentos Financeiros Derivativos, decorrentes dos negócios do Banco e de suas subsidiárias são os de crédito, de mercado, de liquidez e operacional. Risco de crédito se traduz pela exposição a perdas no caso de inadimplência de uma contraparte no cumprimento de sua parte na operação. A exposição ao risco de crédito nos contratos futuros é minimizada devido à liquidação diária em dinheiro. Os contratos de swaps, registrados na Cetip, estão sujeitos ao risco de crédito caso a contraparte não tenha capacidade ou disposição para cumprir suas obrigações contratuais, enquanto que os contratos de swaps registrados na BM&FBovespa não estão sujeitos ao mesmo risco, tendo em vista que as operações do Banco nessa bolsa possuem a mesma como garantidora. A exposição de crédito em swap totalizou R$ mil (R$ mil em e R$ mil em ). As operações de swap contratadas associadas à operação de captação e/ou aplicação no montante de R$ mil (R$ mil em e R$ mil em ) estão registradas pelos valores atualizados conforme a variação incorrida dos respectivos indexadores (curva), e não são avaliados pelo valor de mercado, conforme facultado pela Circular Bacen n.º 3.150/2002. Risco de mercado é a possibilidade de perdas causadas por mudanças no comportamento das taxas de juros e de câmbio, nos preços de ações e de commodities. Risco de liquidez de mercado é a possibilidade de perda decorrente da incapacidade de realizar uma transação em tempo razoável e sem perda significativa de valor, devido ao tamanho da transação em relação ao volume via de regra negociado. Risco operacional denota a probabilidade de perdas financeiras decorrentes de falhas ou inadequação de pessoas, processos e sistemas, ou de fatores, tais como catástrofes ou atividades criminosas. 79

221 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Composição da Carteira de Derivativos por Indexador BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Por Indexador Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Contratos de Futuros Compromissos de Compra DI (1) Moedas T-Note Índice Cupom cambial Libor Commodities SCC (2) Compromissos de Venda DI (1) Moedas T-Note Índice BGI (3) Cupom cambial Libor Commodities SCC (2) Operações a Termo Posição Ativa Termo de título Termo de moeda Termo de mercadoria Posição Passiva ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Termo de títulos (40.861) (40.861) (40.861) (40.861) Termo de moeda ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Termo de mercadoria (1.023) (1.798) (1.023) (1.798) (1) Depósitos Interfinanceiros; (2) Swap cambial com ajuste periódico (3) Contratos futuros de boi gordo. 80

222 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Por Indexador Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Contratos de Opções ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) De Compra - Posição Comprada Moeda estrangeira Mercado interfinanceiro Índice DI Opções flexíveis Ações Commodities De Venda Posição Comprada Moeda estrangeira Mercado interfinanceiro Índice DI Opções flexíveis Ações Commodities De Compra - Posição Vendida (39.030) (33.719) ( ) ( ) ( ) (91.952) ( ) ( ) Moeda estrangeira (2.390) (678) ( ) ( ) (26.443) (9.850) ( ) ( ) Mercado interfinanceiro (217) (296) Pré-fixados (36.579) (32.997) (61.020) (53.113) (36.579) (32.997) (61.020) (53.113) Índice DI (51.002) (47.805) Opções flexíveis (287) (287) Ações (12) (9) (1.160) (491) (12) (9) Commodities 634 (61) (44) (422) (226) De Venda Posição Vendida ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Moeda estrangeira (169) (169) (9.774) (18.104) (36.240) (53.081) (34.982) Mercado interfinanceiro (51) (24) Pré-fixados ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Índice DI (19.141) (2.645) (82.892) (81.348) (60.155) (56.095) Opções flexíveis (63.990) (32.435) (58.261) ( ) ( ) Ações (4.855) (5.152) (3.393) Commodities (1.879) (577) (9.774) (51) (3.052) (991) (2.394) (1.062) (9.748) (163)

223 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Por Indexador Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Valor de referência Valor de custo Valor de mercado Contratos de Swaps Posição Ativa DI Moeda estrangeira Pré-fixado IPCA IGPM Commodities Outros Posição Passiva ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) DI ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Moeda estrangeira (6.892) (20.242) (34.061) (46.583) (21.376) (34.800) ( ) (36.047) ( ) ( ) Pré-fixado ( ) (92.736) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) TMS (1.852) (10.850) (93) (5.438) (1.328) (2.322) (1.852) (10.850) (5.438) (1.328) (2.322) TR (765) (765) (3.245) (3.245) (7.722) (7.722) (1.337) (1.629) (3.244) (7.722) (7.722) IGPM (51.573) (55.294) ( ) (57.103) (982) (2.491) IPCA ( ) ( ) ( ) ( ) (77) Commodities (36) (39) (625) (16.023) (2.004) (2.031) Outros (187) (378) (47.937) (1.959) Outros Instrumentos Financeiros Derivativos Posição Ativa Moeda estrangeira Posição Passiva (36.268) (40.118) (71.448) (80.435) ( ) ( ) (36.777) ( ) (74.259) ( ) ( ) ( ) Moeda estrangeira (36.268) (40.118) (71.448) (80.435) ( ) ( ) (36.777) ( ) (74.259) ( ) ( ) ( ) 82

224 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Composição da Carteira de Derivativos por vencimento (valor referencial) BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Acima de Acima de Contratos futuros Contratos a termo Contratos de opções Contratos de swaps Derivativos de crédito Outros Composição da Carteira de Derivativos por valor referencial, local de negociação e contraparte ( ) BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Futuros Termo Opções Swap Outros Futuros Termo Opções Swap Derivativos de crédito Outros BM&FBovespa Balcão Instituições financeiras Cliente Composição da Carteira de Derivativos de Crédito R$ mil BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Valor de referência Valor de mercado Valor de referência Valor de mercado Valor de referência Valor de mercado Valor de referência Valor de mercado Valor de referência Valor de mercado Valor de referência Valor de mercado Posição Ativa Risco Transferido Swaps de créditos derivativos com bancos Outros Posição Passiva Risco Recebido (15.606) (16.774) (7.308) Swaps de créditos derivativos com bancos (15.606) (16.774) (7.308) Outros

225 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis A carteira de derivativos de crédito é composta exclusivamente de operações de compra e venda realizadas pelo Banco Votorantim. Atualmente é composta por clientes cujo risco é classificado como grau de investimento e, como contraparte, figuram os principais líderes internacionais de mercado destas operações. Para a venda de proteção é aprovado limite de crédito, tanto para o cliente risco quanto para a contraparte, conforme as alçadas e fóruns dos comitês de crédito. Aloca-se limite de crédito para o cliente risco pelo valor de referência (notional) do derivativo, considerando os valores depositados em garantia. Para a compra de proteção, opera-se em carteira de trading com cliente risco soberano, principalmente da República Federativa do Brasil. Nesse caso, considera-se a exposição potencial futura para alocar limite da contraparte. A carteira de derivativos de crédito não gerou impactos na Parcela Referente às Exposições Ponderadas por Fator de Risco (PEPR), para apuração do Índice de Basileia do Banco, uma vez que as informações do Banco Votorantim deixaram de ser incluídas no cálculo, conforme determinação do Bacen (Nota 29.f). Composição da Margem Dada em Garantia de Operações com Instrumentos Financeiros Derivativos R$ mil BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Letras Financeiras do Tesouro Notas do Tesouro Nacional Letras do Tesouro Nacional Títulos de governos estrangeiros Eurobonds Outros Total Composição da Carteira de Derivativos Designados para Hedge de Risco de Mercado BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Instrumentos de Hedge Ativo Futuro Swap Opções Passivo Futuro Swap Opções Itens Objeto de Hedge Ativo Operações de crédito Títulos e valores mobiliários Operações de arrendamento mercantil Investimentos externos Outros Ativos Passivo Outros Passivos O Banco, para se proteger de eventuais oscilações nas taxas de juros e de câmbio dos seus instrumentos financeiros, contratou operações de derivativos para compensar os riscos decorrentes das exposições às variações no valor de mercado. As operações de hedge foram avaliadas como efetivas, de acordo com o estabelecido na Circular Bacen n /2002, cuja comprovação da efetividade do hedge corresponde ao intervalo de 80% a 125%. 84

226 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Instrumentos Financeiros Derivativos Segregados em Circulante e Não Circulante BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Circulante Não circulante Circulante Não circulante Circulante Não circulante Circulante Não circulante Circulante Não circulante Circulante Não circulante Ativo Operações de termo Mercado de opções Contratos de swaps Derivativos de crédito Outros instrumentos financeiros derivativos Total Passivo Operações de termo ( ) (60.541) ( ) (43.181) (94.816) (15.687) ( ) (60.564) ( ) (43.181) (99.202) (16.052) Mercado de opções ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) -- ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Contratos de swaps ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (61.990) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Derivativos de crédito (15.606) -- (16.774) Outros instrumentos financeiros derivativos (39.018) (1.100) (77.973) (2.462) ( ) (71.127) ( ) (25.302) ( ) (45.938) ( ) (71.128) Total ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 85

227 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis e) Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos R$ mil BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Swap ( ) ( ) Termo ( ) (975) ( ) (7.356) Opções (59.915) (32.357) (57.941) (19.223) Futuro ( ) ( ) ( ) Derivativos de crédito Outros (80.965) (55.242) ( ) ( ) Total ( ) ( ) ( ) f) Ajustes de Avaliação Patrimonial de TVM e Derivativos Reconhecidos no Patrimônio Líquido 1º Sem/2011 1º Sem/2010 R$ mil Saldo inicial Movimentação líquida no semestre Saldo final Saldo inicial Movimentação líquida no semestre Saldo final Títulos Disponíveis para Venda Banco Múltiplo (24.052) Coligadas e controladas (47.736) Efeitos tributários (65.512) (18.915) (42.792) (29.154) Total (25.191) Relações Interfinanceiras a) Pagamentos e Recebimentos a Liquidar BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Ativo Direitos junto a participantes de sistemas de liquidação Cheques e outros papéis Documentos enviados por outros participantes Total Ativo circulante Passivo Obrigações junto a participantes de sistemas de liquidação Cheques e outros papéis Recebimentos remetidos Demais recebimentos Total Passivo circulante

228 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis b) Créditos Vinculados BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Depósitos compulsórios no Bacen Exigibilidade adicional sobre depósitos Depósitos a prazo Depósitos de poupança Depósitos à vista Recursos do crédito rural (1) Recursos de microfinanças Sistema Financeiro da Habitação Fundo de compensação de variações salariais Demais Provisão para perdas em créditos vinculados ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Tesouro Nacional Crédito Rural Total Ativo circulante Ativo não circulante (1) Referem-se aos recursos recolhidos ao Bacen em virtude da deficiência na aplicação no crédito rural, conforme Resolução CMN n.º 3.745/2009. Os recursos foram objeto de suprimento especial pelo Bacen e mantidos no Banco, desde que aplicados no crédito rural até , sendo registrados em Obrigações por Empréstimos e Repasses (Nota 18.b). c) Resultado das Aplicações Compulsórias BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Créditos Vinculados ao Banco Central Exigibilidade adicional sobre depósitos Recursos do crédito rural Exigibilidade sobre recursos a prazo Depósitos de poupança Créditos Vinculados ao Sistema Financeiro da Habitação Créditos Vinculados ao Tesouro Nacional - Crédito Rural Total

229 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 10 Operações de Crédito a) Carteira por Modalidade BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Operações de Crédito Empréstimos e títulos descontados Financiamentos Financiamentos rurais e agroindustriais Financiamentos imobiliários Financiamento de infraestrutura e desenvolvimento Outros Créditos com Características de Concessão de Crédito Operações com cartão de crédito Adiantamentos sobre contratos de câmbio Avais e fianças honrados Diversos Operações de Arrendamento Mercantil Total da Carteira de Crédito Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (Provisão para operações de crédito) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (Provisão para outros créditos) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (Provisão para arrendamento mercantil) ( ) ( ) ( ) Total da Carteira de Crédito Líquido de Provisões b) Receitas de Operações de Crédito BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1ºSem/2011 1º Sem/2010 Receitas de Operações de Crédito Empréstimos e títulos descontados Financiamentos Financiamentos rurais e agroindustriais Recuperação de créditos baixados como prejuízo (Nota 10.k) Rendas de financiamentos habitacionais Adiantamento sobre contratos de câmbio Avais e fianças honrados Outras Receitas de Operações de Arrendamento Mercantil (Nota 10.i) Total

230 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis c) Carteira por Setores de Atividade Econômica BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil % % % % % % Setor Público , , , , , ,8 Governo , , , , , ,8 Administração Direta , , , , , ,7 Administração Indireta , , , , , ,1 Atividades empresariais , , , , , ,0 Grupo BB Indústria , , , , , ,4 Intermediários financeiros , ,1 Outros serviços , , , , , ,5 Setor Privado , , , , , ,2 Rural , , , , , ,0 Indústria , , , , , ,0 Comércio , , , , , ,7 Intermediários financeiros , , , , , ,4 Pessoas físicas , , , , , ,7 Habitação , , , , , ,6 Outros serviços , , , , , ,8 Total , , , , , ,0 d) Carteira por Níveis de Risco e Prazos de Vencimento BB-Banco Múltiplo R$ mil Operações em Curso Normal AA A B C D E F G H Total da Carteira Total da Carteira Total da Carteira Parcelas Vincendas 01 a a a a a Acima de Parcelas Vencidas Até 14 dias Demais (1) Subtotal (1) Operações com risco de terceiros vinculadas a fundos e programas governamentais, principalmente Pronaf, Procera, FAT, BNDES e FCO. Está incluído o valor das parcelas vencidas no total de R$ mil, que obedecem a regras definidas em cada programa para o ressarcimento junto aos gestores dos fundos, não implicando risco de crédito para o Banco. 89

231 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Operações em Curso Anormal R$ mil AA A B C D E F G H Total da Carteira Total da Carteira Total da Carteira Parcelas Vincendas 01 a a a a a Acima de Parcelas Vencidas 01 a a a a a a Acima de Subtotal Total BB-Consolidado R$ mil Operações em Curso Normal AA A B C D E F G H Total da Carteira Total da Carteira Total da Carteira Parcelas Vincendas 01 a a a a a Acima de Parcelas Vencidas Até 14 dias Demais (1) Subtotal (1) Operações com risco de terceiros vinculadas a fundos e programas governamentais, principalmente Pronaf, Procera, FAT, BNDES e FCO. Está incluído o valor das parcelas vencidas no total de R$ mil, que obedecem a regras definidas em cada programa para o ressarcimento junto aos gestores dos fundos, não implicando risco de crédito para o Banco. 90

232 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Operações em Curso Anormal R$ mil AA A B C D E F G H Total da Carteira Total da Carteira Total da Carteira Parcelas Vincendas 01 a a a a a Acima de Parcelas Vencidas 01 a a a a a a Acima de Subtotal Total

233 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis e) Constituição da Provisão para Operações de Crédito por Níveis de Risco BB-Banco Múltiplo R$ mil Nível de Risco % Provisão Valor das Operações Valor da Provisão Provisão Adicional (1) Provisão Existente Valor das Operações Valor da Provisão Provisão Adicional (1) Provisão Existente Valor das Operações Valor da Provisão Provisão Adicional (1) Provisão Existente AA A 0, B C D E F G H Total BB-Consolidado R$ mil Nível de Risco % Provisão Valor das Operações Valor da Provisão Provisão Adicional (1) Provisão Existente Valor das Operações Valor da Provisão Provisão Adicional (1) Provisão Existente Valor das Operações Valor da Provisão Provisão Adicional (1) Provisão Existente AA A 0, B C D E F G H Total (1) Refere-se à provisão adicional, ao mínimo requerido pela Resolução CMN n.º 2.682/1999, constituída a partir da experiência da Administração, mediante aplicação de teste de estresse sobre a carteira de crédito, considerando o histórico de inadimplência das operações, alinhada com a boa prática bancária. 92

234 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis f) Movimentação da Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Compreende as operações de crédito, arrendamento mercantil e outros créditos com características de concessão de crédito. BB-Banco Múltiplo R$ mil 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Valor da Provisão Provisão Adicional Provisão Existente Valor da Provisão Provisão Adicional Provisão Existente Saldo Inicial Reforço/(reversão) ( ) Variação cambial provisões no exterior (7.681) -- (7.681) Compensação como perdas ( ) -- ( ) ( ) -- ( ) Saldo Final BB-Consolidado R$ mil 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Valor da Provisão Provisão Adicional Provisão Existente Valor da Provisão Provisão Adicional Provisão Existente Saldo Inicial Reforço/(reversão) ( ) Variação cambial provisões no exterior (12.467) -- (12.467) Compensação como perdas ( ) -- ( ) ( ) -- ( ) Valores adicionados (1) Saldo Final (1) Referem-se aos saldos originados do Banco Patagonia. g) Movimentação da Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa Compreende as provisões para outros créditos sem características de concessão de crédito. BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Saldo Inicial Reforço/(reversão) ( ) (80.890) ( ) (81.061) Variação cambial provisões no exterior (4) (150) (4) (150) Compensação como perdas/outros ajustes (6.367) (9.416) Valores adicionados (1) Saldo Final (1) Referem-se aos saldos originados do Banco Patagonia. h) Carteira de Arrendamento Mercantil Financeiro por Prazo de Vencimento R$ mil BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Até 1 ano (1) Mais de 1 ano, até 5 anos Acima de 5 anos Total Valor Presente (1) Inclui os valores relativos às parcelas vencidas. R$ mil 93

235 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis i) Resultado Financeiro das Operações de Arrendamento Mercantil BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Receitas de Arrendamento Mercantil Arrendamento financeiro Arrendamento operacional Despesas de Arrendamento Mercantil (8.665) (18.937) ( ) ( ) Arrendamento financeiro (8.665) (18.937) ( ) ( ) Arrendamento operacional (58) (372) Prejuízo na alienação de bens arrendados (916) (2.741) Total j) Concentração das Operações de Crédito BB-Banco Múltiplo R$ mil % da Carteira % da Carteira % da Carteira 10 maiores devedores , , ,1 50 maiores devedores seguintes , , ,0 100 maiores devedores seguintes , , ,4 k) Informações Complementares BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil 1º Sem/2011 1ºSem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Créditos renegociados Receita de recuperação dos créditos baixados como prejuízo Créditos baixados como prejuízo Montante dos Créditos Cedidos a Outras Instituições Financeiras Valor contábil Lucro na venda antes dos impostos Créditos contratados a liberar Garantias prestadas (1) Créditos de exportação confirmados Créditos abertos para importação Recursos vinculados (2) Operações de crédito vinculadas (2) (1) O Banco mantém provisão registrada em Outras Obrigações Diversas (Nota 20.e) no montante de R$ mil no BB-Banco Múltiplo (R$ mil em e R$ mil em ) e R$ mil no BB-Consolidado (R$ mil em e R$ mil em ), apurada conforme Resolução CMN n.º 2.682/1999. (2) Em , não há operações inadimplentes e nem questionamento judicial sobre operações ativas vinculadas ou sobre os recursos captados para aplicação nestas operações. 11 Outros Créditos a) Créditos Específicos Referem-se aos créditos junto ao Tesouro Nacional alongamento de crédito rural no montante de R$ mil (R$ mil em e R$ mil em ), conforme estabelecido na Lei n.º 9.138/

236 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis b) Diversos BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Ativo fiscal diferido - Crédito tributário (Nota 25.e) Devedores por depósitos em garantia - ação judicial (Nota 28.e) Operações com cartões de crédito e débito Ativo atuarial - Previ (Nota 27.d) Devedores por depósitos em garantia - contingências (Nota 28.d) Fundos de destinação superávit - Previ (nota 27.e) Imposto de renda e contribuição social a compensar Títulos e créditos a receber - empresas não financeiras Tesouro Nacional - equalização de taxas - safra agrícola Devedores diversos - país Outros títulos e créditos a receber Títulos e créditos a receber - Tesouro Nacional Adiantamentos ao Fundo Garantidor de Crédito - FGC Devedores diversos - exterior Adiantamentos e antecipações salariais Devedores por compra de valores e bens Aquisição de direitos decorrentes da produção e exploração de petróleo, gás natural e recursos minerais Devedores por depósitos em garantia - outros Outros Total Ativo circulante Ativo não circulante

237 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 12 Carteira de Câmbio a) Composição BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Outros Créditos Direitos sobre vendas de câmbio (Adiantamentos em moeda nacional/estrangeira recebidos) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Câmbio comprado a liquidar Rendas a receber de adiantamentos concedidos e de importações financiadas Cambiais e documentos a prazo em moedas estrangeiras Valores em moedas estrangeiras a receber Total Ativo circulante Ativo não circulante Outras Obrigações Câmbio vendido a liquidar (Importação financiada) (20.475) (17.510) (15.556) (20.475) (17.510) (15.556) Obrigações por compras de câmbio (Adiantamentos sobre contrato de câmbio) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Valores em moedas estrangeiras a pagar Rendas a apropriar de adiantamentos concedidos Total Passivo circulante Passivo não circulante Carteira de Câmbio Líquida ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Contas de Compensação Créditos abertos para importação Créditos de exportação confirmados b) Resultado de Operações de Câmbio BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Rendas de câmbio Despesas de câmbio ( ) ( ) ( ) ( ) Resultado de Câmbio (2.179)

238 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 13 Outros Valores e Bens BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Bens não de uso próprio Bens em regime especial Veículos e afins Imóveis Imóveis habitacionais Máquinas e equipamentos Outros Material em Estoque Subtotal de Outros Valores e Bens (Provisão para desvalorizações) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Despesas Antecipadas Prêmios por créditos consignados adquiridos (1) Despesas de comercialização de seguros e capitalização Contratos de prestação de serviços bancários Comissões pagas a lojistas - financiamento de veículos Despesa de pessoal - programa de alimentação Outros Total de Outros Valores e Bens Ativo circulante Ativo não circulante (1) Os valores são amortizados de acordo com os prazos de vencimento das parcelas dos créditos adquiridos junto a outras instituições financeiras 97

239 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 14 Investimentos a) Movimentações em Coligadas e Controladas R$ mil BB-Banco Múltiplo BB Consolidado Saldo Contábil Movimentações - 1º Sem/2011 Saldo Contábil Resultado Equivalência Saldo Contábil Movimentações - 1º Sem/2011 Saldo Contábil Resultado Equivalência Dividendos Outros Eventos Resultado Equivalência º Sem/ Dividendos Outros Eventos Resultado Equivalência 1º Sem/2010 No País ( ) (1.932) ( ) (6.848) Banco Votorantim S.A (64.150) (43.879) BB Leasing S.A. Arrendamento Mercantil (27.983) BB Aliança Participações S.A. (1) ( ) BB Seguros Participações S.A BB Banco de Investimento S.A ( ) BB Gestão de Recursos - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A ( ) Mapfre Nossa Caixa Vida e Previdência S.A. (2) ( ) (89.032) (3.746) BV Participações S.A (6.969) Cobra Tecnologia S.A. (3) (19.651) (36.461) Cadam S.A (1.889) (1.443) (1.889) (1.443) BB Corretora de Seguros e Administradora de Bens S.A BB Administradora de Consórcios S.A (46.920) BB Administradora de Cartões de Crédito S.A Besc Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. - Bescval (140) BB Elo Cartões Participações S.A. (4) Tecnologia Bancária S.A. Tecban (3) (320) Nossa Caixa Capitalização S.A. (2) (5.413) Companhia Brasileira de Securitização Cibrasec (3) (141) (19) Cia. Hidromineral Piratuba Cia. Catarinense de Assessoria e Serviços - CCA (5) BB Banco Popular do Brasil S.A. (6) Besc Financeira S.A.- Bescredi (6) Besc S.A. Arrendamento Mercantil - Besc Leasing (6) Itapebi (1.932) (8.976) Estruturadora Brasileira de Projetos - EBP (1.168) (687) Pronor (7) (19.096) (2.076) Outras participações (8) (4.898) Ágio/Deságio na aquisição de investimentos (9) ( ) ( )

240 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis R$ mil BB-Banco Múltiplo BB Consolidado Saldo Contábil Movimentações - 1º Sem/2011 Saldo Contábil Resultado Equivalência Saldo Contábil Movimentações - 1º Sem/2011 Valor Contábil Resultado Equivalência Dividendos Outros Eventos Resultado Equivalência º Sem/ Dividendos Outros Eventos Resultado Equivalência 1º Sem/2010 No Exterior (47.188) BAMB-Brasilian American Merchant Bank (41.077) Banco do Brasil AG. Viena (Áustria) (7.802) (21.489) BB Leasing Company Ltd (4.598) BB Securities LLC (1.738) Banco Patagonia (10) -- (47.188) Ágio na aquisição de investimentos (9) Ganhos / (perdas) cambiais nas agências (96.478) (2.599) (96.478) (2.599) Ganhos / (perdas) cambiais nas subsidiárias e controladas (56.047) (56.047) (2.203) Aumento / diminuição do PL decorrente de outras movimentações (28) (28) Total das Participações em Coligadas e Controladas ( ) (1.932) ( ) ( ) (1) Investimento vertido para a holding BB-Mapfre SH1 Participações S.A. (Nota 2.b). (2) Investimento transferido para a controlada BB-Seguros Participações S.A. no 1º semestre/2011. (3) As informações referem-se ao período de novembro/2010 a maio/2011. (4) Nova denominação da empresa Nossa Caixa S.A. - Administradora de Cartões de Crédito. (5) Empresa em processo de liquidação extrajudicial, não avaliada pelo método de equivalência patrimonial. (6) Empresas incorporadas pelo Banco no 1º semestre/2010. (7) Investimento alienado no 1º semestre/2011. (8) Referem-se às participações das empresas coligadas não financeiras. (9) Conforme Nota 14.d. (10) Conforme Nota 2.a. 99

241 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis R$ mil Capital Social Realizado Patrimônio Líquido Ajustado Lucro Líquido (Prejuízo) do período Quantidade de Ações (em milhares) Ordinárias Preferenciais Participação do Capital Social % No País Banco Votorantim S.A ,00 BB Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil ,00 BB Aliança Participações S.A. (1) ,99 BB Seguros Participações S.A ,00 BB Banco de Investimento S.A ,00 BB Gestão de Recursos - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A ,00 BV Participações S.A ,00 Cobra Tecnologia S.A (8.756) ,97 Cadam S.A (4.971) ,64 BB Corretora de Seguros e Administradora de Bens S.A ,00 BB Administradora de Consórcios S.A ,00 BB Administradora de Cartões de Crédito S.A ,00 Besc Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. Bescval ,62 BB-Elo Cartões Participações S.A ,00 Tecnologia Bancária S.A.- Tecban (2) (5.139) ,53 Nossa Caixa Capitalização S.A ,00 Companhia Brasileira de Securitização Cibrasec (3) ,12 Cia. Hidromineral Piratuba ,19 Cia. Catarinense de Assessoria e Serviços - CCA ,13 Itapebi ,00 Estruturadora Brasileira de Projetos - EBP (10.509) ,11 No Exterior Brasilian American Merchant Bank ,00 Banco do Brasil AG. Viena (Áustria) ,00 BB Leasing Company Ltd ,00 BB Securities LLC ,00 Banco Patagonia ,00 (1) Participação vertida para BB Mapfre SH1 Participações S.A. (Nota 2.b) (2) Participação direta do BB-Banco Múltiplo de 4,51%. (3) Participação direta do BB-Banco Múltiplo de 3,03%. b) Outros Investimentos BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Investimentos por incentivos fiscais Títulos patrimoniais Ações e cotas Outros investimentos (1) Outras participações no exterior Total Provisão para perdas (45.199) (51.355) (51.317) (77.924) (84.415) (67.679) (1) Inclui, no BB-Consolidado, o montante de R$ mil (R$ mil em e R$ mil em ), relativo aos investimentos na holding Neoenergia S.A. 100

242 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis c) Ágios na Aquisição de Investimentos Movimentação dos Ágios R$ mil BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Saldo Inicial Aquisições (1) Amortizações (2) ( ) (90.413) ( ) (90.413) Outros (3) ( ) -- Saldo Final (1) Conforme Nota 2.a. (2) Registradas em Outras Despesas Operacionais. (3) Inclui as reduções de participação nos ágios sobre os investimentos na Brasilveículos Companhia de Seguros e Companhia de Seguros Aliança do Brasil, nos montantes de R$ mil e R$ mil, respectivamente. No 1º semestre de 2011, não houve provisão de imparidade para os ágios na aquisição de investimentos. d) Expectativa de Amortização dos Ágios R$ mil 2º Sem/ Total BB-Banco Múltiplo Banco Nossa Caixa Banco Votorantim Banco Patagonia Total Efeitos tributários (1) (58.983) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (20.572) (23.034) ( ) Total líquido Outras Participações BB BI Cielo Visa Vale BB Aliança Participações S.A Aliança do Brasil BB Aliança Rev Participações S.A Brasilveículos Total Efeitos tributários (1) (44.462) (91.475) (90.732) (69.177) (75.937) (76.712) (84.517) (17.313) -- ( ) Total líquido BB-Consolidado Total Efeitos tributários (1) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (37.885) (23.034) ( ) Total líquido (1) 25% de IRPJ e 15% de CSLL para as empresas financeiras e 25% de IRPJ e 9% da CSLL para as empresas não financeiras. A expectativa de amortização dos ágios gerados nas aquisições de participações societárias respalda-se em projeções de resultado que fundamentaram os negócios, elaboradas por empresas especializadas, contemplando os prazos das estimativas e taxas de desconto utilizadas na apuração do valor presente líquido dos fluxos de caixa esperados. 101

243 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 15 Imobilizado de Uso e de Arrendamento BB-Banco Múltiplo R$ mil º Sem/ Saldo Contábil Movimentações Depreciação Valor de Custo Depreciação Acumulada Imparidade Acumulada Saldo Contábil Saldo Contábil Imobilizado de Uso Edificações ( ) ( ) (3.278) Sistemas de processamento de dados ( ) ( ) (1.405) Móveis e equipamentos de uso (49.855) ( ) Terrenos (373) Instalações (18.008) ( ) Imobilizações em curso Sistemas de comunicação (17.147) ( ) Sistemas de segurança (11.101) ( ) Móveis e equipamentos em estoque (11.251) Sistemas de transporte 49 1 (35) 554 (539) Total ( ) ( ) (4.683) BB-Consolidado R$ mil º Sem/ Saldo Contábil Movimentações Depreciação Provisão p/ Imparidade Valor de Custo Depreciação Acumulada Imparidade Acumulada Saldo Contábil Saldo Contábil Imobilizado de Uso ( ) (64) ( ) (5.899) Edificações ( ) ( ) (3.278) Sistemas de processamento de dados ( ) ( ) (1.405) Móveis e equipamentos de uso (61.760) (64) ( ) (1.216) Terrenos Instalações (19.554) ( ) Imobilizações em curso Sistemas de comunicação (17.513) ( ) Sistemas de segurança (11.219) ( ) Sistemas de transporte (796) (20.474) Móveis e equipamentos em estoque (11.251) Imobilizado de Arrendamento 818 (108) (702) Total ( ) (64) ( ) (5.899) Intangível a) Movimentação e Composição BB-Banco Múltiplo R$ mil º Sem/ Saldo Contábil Aquisições Baixas Amortização Provisão p/ Imparidade (1) Valor de Custo Amortização Acumulada Imparidade Acumulada Saldo Contábil Saldo Contábil Direitos por aquisição de folhas de pagamento Aquisição/desenvolvimento de softwares ( ) ( ) ( ) (53.153) (7) (75.018) ( ) Total ( ) ( ) ( ) (53.153)

244 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis BB-Consolidado R$ mil º Sem/ Saldo Contábil Aquisições Baixas Amortização Provisão p/ Imparidade (1) Valor de Custo Amortização Acumulada Imparidade Acumulada Saldo Contábil Saldo Contábil Direitos por aquisição de folhas de pagamento Aquisição/desenvolvimento de softwares ( ) ( ) ( ) (53.153) (7) (76.195) (102) ( ) (102) Outros ativos intangíveis (2) (188) (302) (396) (302) Total ( ) ( ) ( ) (53.557) (1) Registrado em Outras Despesas Operacionais. Foi registrada reversão parcial de provisão por imparidade durante o 1º semestre/2011. (2) Referem-se a acordos de cooperação comercial do Banco Votorantim. b) Estimativa de Amortização BB-Banco Múltiplo Exercício Total Valores a amortizar R$ mil BB-Consolidado R$ mil Exercício Total Valores a amortizar

245 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 17 Depósitos e Captações no Mercado Aberto a) Depósitos BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Depósitos à vista Pessoas físicas Pessoas jurídicas Vinculados Governos Especiais do Tesouro Nacional Moedas estrangeiras Instituições do sistema financeiro Empresas ligadas Domiciliados no exterior Outros Depósitos de poupança Pessoas físicas Pessoas jurídicas Empresas Ligadas Instituições do sistema financeiro Depósitos interfinanceiros Depósitos a prazo Pessoas Físicas e Jurídicas Judiciais Fundo de Amparo ao Trabalhador-FAT (Nota 17.e) Funproger (Nota 17.f) Outros Depósitos para investimentos Total Passivo circulante Passivo não circulante b) Segregação de Depósitos por Prazo de Exigibilidade BB-Banco Múltiplo R$ mil Sem vencimento Até 3 meses 3 a 12 meses 1 a 3 anos 3 a 5 anos Acima de 5 anos Depósitos a prazo (1) Depósitos de poupança Depósitos à vista Depósitos interfinanceiros Depósitos para investimentos Total

246 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis BB-Consolidado R$ mil Sem vencimento Até 3 meses 3 a 12 meses 1 a 3 anos 3 a 5 anos Acima de 5 anos Depósitos a prazo (1) Depósitos de poupança Depósitos à vista Depósitos interfinanceiros Depósitos para investimentos Total (1) Inclui os valores de R$ (R$ mil em e R$ mil em ) no BB-Banco Múltiplo e R$ (R$ mil em e R$ mil em ) no BB-Consolidado, relativos a depósitos a prazo com cláusula de recompra antecipada (compromisso de liquidez), considerados os prazos de vencimento originais. c) Captações no Mercado Aberto BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Carteira Própria Letras financeiras do Tesouro Títulos privados Letras do Tesouro Nacional Notas do Tesouro Nacional Títulos no exterior Outros Carteira de Terceiros Letras financeiras do Tesouro Letras do Tesouro Nacional Notas do Tesouro Nacional Títulos no exterior Carteira de livre movimentação Total Passivo circulante Passivo não circulante d) Despesa de Captações com Depósitos e no Mercado Aberto R$ mil BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Despesas de Captações com Depósitos ( ) ( ) ( ) ( ) Depósitos a prazo ( ) ( ) ( ) ( ) Depósitos de poupança ( ) ( ) ( ) ( ) Depósitos judiciais ( ) ( ) ( ) ( ) Depósitos interfinanceiros ( ) ( ) ( ) ( ) Outras ( ) ( ) ( ) ( ) Despesas de Captações no Mercado Aberto ( ) ( ) ( ) ( ) Carteira de terceiros ( ) ( ) ( ) ( ) Carteira própria ( ) ( ) ( ) ( ) Carteira de livre movimentação (84) (2.627) (42.226) (19.096) Total ( ) ( ) ( ) ( ) 105

247 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis e) Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) R$ mil Programa Resolução / TADE Forma (1) Devolução de Recursos Data Inicial Data Final Disponível TMS (2) Aplicado TJLP (3) Total Disponível TMS (2) Aplicado TJLP (3) Total Disponível TMS (2) Aplicado TJLP (3) Total Proger Rural e Pronaf Pronaf Custeio 04/2005 RA 11/ Pronaf Investimento 05/2005 RA 11/ Giro Rural Aquisição de Títulos 03/2005 SD 01/ / Giro Rural Fornecedores 14/2006 RA 08/ Rural Custeio 02/2006 RA 11/ Rural Investimento 13/2005 RA 11/ Proger Urbano Urbano Investimento 18/2005 RA 11/ Urbano Capital de Giro 15/2005 RA 11/ Empreendedor Popular 01/2006 RA 11/ Outros Exportação 27/2005 RA 11/ Integrar Área Rural 26/2005 RA 11/ Integrar Área Urbana 25/2005 RA 11/ Inclusão Digital 09/2005 RA 11/ FAT Giro Setorial Micro e Pequenas Empresas 08/2006 RA 09/ FAT Giro Setorial Médias e Grandes Empresas 09/2006 RA 09/ FAT Giro Setorial Veículos MGE 09/2006 RA 02/ FAT Giro Setorial Veículos MPE 08/2006 RA 02/ FAT Giro Cooperativo Agropecuário 10/2006 RA 07/ FAT Fomentar Micro e Pequenas Empresas 11/2006 RA 08/ FAT Fomentar Médias e Grandes Empresas 12/2006 RA 07/ FAT Taxista 02/2009 RA 09/ FAT Encargos a capitalizar Total (1) RA - Retorno Automático (Mensalmente, 2% sobre o saldo) e SD - Saldo Disponível. (2) Recursos remunerados pela Taxa Média Selic (TMS). (3) Recursos remunerados pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). 106

248 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis O FAT é um fundo especial de natureza contábil e financeira, instituído pela Lei n.º 7.998/1990, vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e gerido pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador Codefat. O Codefat, gestor do FAT, é um órgão colegiado, de caráter tripartite e paritário, composto por representantes dos trabalhadores, dos empregadores e do governo. As principais ações financiadas com recursos do FAT para a promoção do emprego estão estruturadas em torno dos programas de geração de emprego e renda, cujos recursos são alocados por meio dos depósitos especiais, criados pela Lei n.º 8.352/1991, nas instituições financeiras oficiais federais (incorporando, entre outros, o próprio Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger), nas modalidades Urbano Investimento e Capital de Giro; e Rural, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf); o programa que destina recursos à aquisição de material de construção FAT Habitação, além de linhas especiais, como FAT Integrar Rural e Urbano, FAT Giro Setorial Micro e Pequenas Empresas, FAT Giro Setorial Médias e Grandes Empresas, FAT Fomentar Micro e Pequenas Empresas, FAT Fomentar Médias e Grandes Empresas, FAT Giro Agropecuário, FAT Inclusão Digital e FAT Taxista). Os depósitos especiais do FAT alocados junto ao Banco, enquanto disponíveis, são remunerados, pro rata die, pela Taxa Média Selic (TMS). À medida que são aplicados nos financiamentos, passam a ser remunerados pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) durante o período de vigência dos contratos. As remunerações sobre os recursos alocados no Banco são recolhidas mensalmente ao FAT, conforme estipulado pelas Resoluções Codefat n.º 439/2005 e n.º 489/2006. f) Fundo de Aval para Geração de Emprego e Renda (Funproger) O Funproger é um fundo especial de natureza contábil, criado em pela Lei n.º 9.872/1999, alterada pelas Leis n /2001 e n.º /20 05, regulamentado pela Resolução Codefat n.º 409/2004 e alterações posteriores, gerido pelo Banco com a supervisão do Codefat/MTE, com saldo em de R$ mil (R$ mil em e R$ mil em ). O objetivo do Funproger é conceder aval a empreendedores que não disponham das garantias necessárias para contratação de financiamentos do Proger Urbano e do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), mediante o pagamento de uma comissão para a concessão de aval. Para formação do patrimônio do Funproger, foram aportados recursos provenientes da diferença entre a aplicação TMS e a TJLP na remuneração dos saldos disponíveis de depósitos especiais do FAT. Outras fontes de recursos que compõem o Fundo são as receitas decorrentes de sua operacionalização e a remuneração de suas disponibilidades pelo Banco, gestor do Fundo. 18 Obrigações por Empréstimos e Repasses a) Obrigações por Empréstimos BB-Banco Múltiplo R$ mil até 90 dias de 91 a 360 dias de 1 a 3 anos de 3 a 5 anos de 5 a 15 anos Total No Exterior Tomados junto ao Grupo BB no exterior Tomados junto a banqueiros no exterior Vinculados a empréstimos do setor (1) público Importação Exportação Total Passivo circulante Passivo não circulante

249 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis R$ mil BB-Consolidado até 90 dias de 91 a 360 dias de 1 a 3 anos de 3 a 5 anos de 5 a 15 anos Total No País Tomados pelas empresas não financeiras Demais linhas de crédito No Exterior Tomados junto a banqueiros no exterior Vinculados a empréstimos do setor (1) público Importação Exportação Total Passivo circulante Passivo não circulante (1) Vencimento em abril de 2015, à taxa de 6,92% a.a. b) Obrigações por Repasses Do País Instituições Oficiais Programas Taxa de Atualização R$ mil BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Tesouro Nacional - Crédito Rural Pronaf TMS (se disponível) ou 0,5% a.a. a 4,5% a.a. (se aplicado) Recoop 5,75% a.a. a 7,25% a.a Cacau TJLP + 0,6% a.a. ou 6,35% a.a Custeio agropecuário TR ou TR + 9% a.a Outros BNDES Banco do Brasil Banco Votorantim 0,6305% a.a. a 14,1% a.a. ou TJLP/ var. camb. + 0,5% a.a. a 4,5% a.a. Pré/ TJLP/ var. camb. + 1,3% a.a. a 10,5% a.a Caixa Econômica Federal Finame Banco do Brasil 1% a.a. a 11% a.a. ou TJLP/ var. camb. + 0,5% a.a. a 5,5% a.a Banco Votorantim TJLP/ Pré + 0,3% a.a. a 11,5% a.a Outras Instituições Oficiais Suprimento Especial Poupança Rural TR Funcafé TMS (se disponível) ou 6,75% a.a. (se aplicado) Outros Total Passivo circulante Passivo não circulante

250 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Do Exterior BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Recursos livres - Resolução CMN n.º 3.844/ Fundo Especial de Apoio às pequenas e médias empresas industriais - FAD Total Passivo circulante Passivo não circulante c) Despesas de Obrigações por Empréstimos e Repasses BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Despesas de obrigações por empréstimos (57.851) ( ) (65.337) ( ) Despesas de obrigações por repasses ( ) ( ) ( ) ( ) BNDES ( ) ( ) ( ) ( ) Finame ( ) ( ) ( ) ( ) Tesouro Nacional (70.674) (65.709) (71.285) (65.709) Caixa Econômica Federal (3.705) (2.478) (3.705) (2.478) Do exterior -- (99.355) -- (96.570) Outras (56.911) (25.860) (56.911) (25.860) Despesas de obrigações por fundos financeiros e de desenvolvimento ( ) ( ) ( ) ( ) Despesas de obrigações com banqueiros no exterior -- ( ) (2.087) ( ) Total ( ) ( ) ( ) ( ) 109

251 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 19 Recursos de Aceites e Emissões de Títulos R$ mil Captações Moeda Valor emitido Remuneração Data Captação Vencimento BB-Banco Múltiplo Programa Global Medium Term Notes R$ ,75% a.a. 07/ / US$ Libor 6m+2,55% a.a. 07/ / US$ ,5% a.a. 01/ / US$ % a.a. 01/ / EUR ,5% a.a. 01/ / Certificados de depósitos - Longo Prazo US$ ,82% a.a. 05/ / US$ ,88% a.a. 06/ /2012 (1) US$ ,08% a.a. 07/ /2012 (1) US$ ,92% a.a. 07/ /2012 (1) US$ % a.a. 08/ /2012 (1) US$ ,46% a.a. 08/ /2016 (1) US$ ,85% a.a. 09/ /2012 (1) US$ ,36% a.a. 10/ /2012 (1) US$ ,12% a.a. 03/ /2013 (1) US$ ,53% a.a. 10/ /2012 (1) US$ ,03% a.a. 01/ /2013 (1) US$ ,88% a.a. 01/ /2013 (1) US$ ,8% a.a. 11/ / US$ ,67% a.a. 12/ / US$ ,19% a.a. 05/ / US$ ,34% a.a. 08/ /2012 (1) US$ ,67% a.a. 08/ /2012 (1) US$ ,69% a.a. 08/ /2012 (1) US$ ,4% a.a. 08/ /2016 (1) US$ ,12% a.a. 08/ /2013 (1) US$ ,5% a.a. 08/ / US$ ,02% a.a. 09/ / US$ ,48% a.a. 09/ / US$ ,34% a.a. 09/ / US$ ,07% a.a. 10/ / US$ ,2% a.a. 11/ / US$ ,92% a.a. 11/ / US$ ,63% a.a. 12/ / US$ ,78% a.a. 01/ / US$ ,63% a.a. 02/ / US$ ,87% a.a. 02/ / US$ ,72% a.a. 03/ / US$ ,02% a.a. 03/ / US$ ,27% a.a. 05/ / US$ ,5% a.a. 06/ / US$ ,43% a.a. 06/ / US$ ,97% a.a. 06/ / Certificados de depósitos - Curto Prazo (2) US$ Certificado de Empréstimos EUR Letras de Crédito do Agronegócio Curto Prazo R$ ,2 a 94,2% do DI Longo Prazo (3) R$ ,6 a 94% do DI Letras Financeiras Total BB-Banco Múltiplo Banco Patagonia Bonds G PAT Série I ARS ,3% a.a. 03/ / Bonds G PAT Série II ARS ,12% a.a. 05/ / Entidades de Propósitos Específicos - EPE no Exterior (4) Securitização do fluxo futuro de ordens de pagamento do exterior US$ ,55% a.a. 12/ / US$ Libor 3m+0,55% a.a. 03/ / US$ Libor 3m+1,2% a.a. 09/ / US$ ,25% a.a. 04/ / Total Entidades de Propósitos Específicos - EPE no Exterior

252 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis R$ mil Captações Moeda Valor emitido Remuneração Data Captação Vencimento Banco Votorantim Debêntures Com variação cambial R$ PTAX+12,0436%a.a. 12/ / Pós-fixado R$ DI + 0,35% a.a. 06/ / Letras de Crédito Imobiliário 90% do DI 02/ / Letras de Crédito do Agronegócio 90% do DI 07/ / Letras Financeiras Pré-fixado 12,4% a 14% a.a. 07/ / Pós-fixado 106% a 112% DI 07/ / Pós-fixado 108% Selic 02/ / Pós-fixado 100% IPCA 01/ / Obrigações por TVM no exterior Programa Global Medium Term Notes Curto Prazo (5) Longo Prazo US$ Libor 3m+2% a.a. 08/ / US$ ,88 % a.a. 10/ /2015 (1) R$ ,2% a.a. 11/ / R$ ,25% a.a. 12/ / US$ ,75 % a.a. 09/ / R$ ,62% a.a. 04/ / US$ ,25 % a.a 02/ / USD ,25 % a.a. 04/ / CHF ,75 % a.a. 12/ / USD ,25 % a.a 02/ / USD % a.a 03/ / R$ ,19 % a.a 05/ / R$ ,25 % a.a 05/ / Total Banco Votorantim Empresas não Financeiras Cibrasec Certificados de Recebíveis Imobiliários (6) Kepler Weber S.A Debêntures R$ TJLP +3,08 % a.a 09/ / Ativos S.A. Securitizadora de Créditos Financeiros Debêntures R$ DI + 1,5% a.a. 03/ / Total Empresas não Financeiras Valor Eliminado no Consolidado (7) (38.287) (2.577) (4.865) Total BB Consolidado Passivo circulante Passivo não circulante (1) Operações liquidadas antecipadamente no decorrer do exercício de 2010 e no 1º semestre de (2) Títulos com prazo inferior a 360 dias sendo as taxas de juros dos certificados emitidos em dólar entre 0,18% e 2,87% a.a. (3) Operações com prazo compreendido entre 361 e 720 dias. (4) A Entidade de Propósito Específico (EPE) Dollar Diversified Payment Rights Finance Company foi constituída sob as leis das Ilhas Cayman com os seguintes propósitos: (a) emissão e venda de valores mobiliários no mercado internacional; (b) uso dos recursos obtidos com a emissão de valores mobiliários para pagamento da compra, junto ao Banco, dos direitos sobre ordens de pagamento emitidas por banqueiros correspondentes localizados nos EUA e pela própria agência do BB Nova Iorque, em dólares norte-americanos, para qualquer agência do Banco no país ( direitos sobre Remessa ) e (c) realização de pagamentos de principal e juros dos valores mobiliários e demais pagamentos previstos nos contratos de emissão desses títulos. A EPE declara não ter nenhum ativo ou passivo relevante que não os direitos e deveres provenientes dos contratos de emissão dos valores mobiliários. O Banco não é acionista, não detém a propriedade e tampouco participa dos resultados da EPE. As obrigações decorrentes dos valores mobiliários emitidos são pagas pela EPE com os recursos acumulados em sua conta. (5) Títulos com prazo inferior a 360 dias sendo as taxas de juros, em moeda estrangeira e nacional, compreendidas entre 2,28% e 11,1% a.a. (6) Taxa Referencial - TR, Índice Geral de Preços de Mercado - IGP-M e IPCA e prazo médio de vencimento de 135 meses. (7) Refere-se aos títulos emitidos pelo Conglomerado Banco do Brasil, em poder de controladas no exterior. 111

253 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 20 Outras Obrigações a) Fundos Financeiros e de Desenvolvimento BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil PIS/Pasep Marinha Mercante Fundos do Governo do Estado de São Paulo Consolidação da Agricultura Familiar CAF Programa Especial de Crédito para a Reforma Agrária Procera Combate à Pobreza Rural Nossa Primeira Terra CPR/NPT Terras e Reforma Agrária BB Banco da Terra Outras Total Passivo circulante Passivo não circulante b) Fiscais e Previdenciárias BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Obrigações legais (Nota 28.e) Passivo fiscal diferido (Nota 25.d) Provisão para impostos e contribuições sobre lucros Provisão para demandas fiscais (Nota 28.b) Impostos e contribuições a recolher Impostos e contribuições sobre lucros a pagar Outras Total Passivo circulante Passivo não circulante

254 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis c) Dívidas Subordinadas R$ mil Captações Valor Emitido Remuneração a.a. Data Captação Vencimento BB-Banco Múltiplo Recursos FCO Fundo Constitucional do Centro-Oeste Recursos aplicados (1) Recursos disponíveis (2) Encargos a capitalizar CDBs Subordinados Emitidos no País ,8% do CDI 03/ / % do CDI 03/ / % do CDI 11/ / Dívidas Subordinadas no Exterior US$ mil ,5% 09/ / US$ mil ,375% 10/ / US$ mil ,875% 05/ / Letras Financeiras Subordinadas ,5% do CDI 03/ / % do CDI 03/ / % do CDI 04/ / % do CDI 05/ / Total das Dívidas Subordinadas do BB-Banco Múltiplo Banco Votorantim CDBs Subordinados Emitidos no País CDI+0,491417% 11/ / CDI+0,491417% 12/ / (3) CDI+0,540556% 12/ / IGPM+7,219701% 12/ / IPCA+7,934241% 03/ / IPCA+7,855736% 08/ / IPCA+7,924428% 08/ / IPCA+8,002932% 08/ / IPCA+7,953867% 08/ / CDI+1,670229% 08/ / CDI+1,635268% 12/ / CDI+1,674668% 12/ / Nota Subordinada US$ mil ,38% 01/ / Letras Financeiras Subordinadas IPCA+6,88494% 11/ / IPCA+7,25% 11/ / IPCA+7,2% 11/ / IPCA+7,1% 11/ / CDI+1,3% 11/ / CDI+1,6% 12/ / CDI+1,94% 05/ / IGPM+7,420494% 05/ / IPCA+7,626766% 05/ / IPCA+7,713512% 05/ / IPCA+7,95% 05/ / Debêntures CDI+0,5% 04/ / Total das Dívidas Subordinadas do Banco Votorantim Dívidas subordinadas emitidas pelo BB-Banco Múltiplo, em poder de controlada no exterior, eliminadas no BB-Consolidado (2.628) (637) -- Total das Dívidas Subordinadas do BB-Consolidado (4) (1) São remunerados pelos encargos pactuados com os mutuários, deduzido o del credere da instituição financeira, conforme artigo 9º da Lei n.º 7.827/1989. (2) São remunerados com base na taxa extramercado divulgada pelo Banco Central do Brasil (Bacen), conforme artigo 9º da Lei n.º 7.827/1989. (3) O montante de R$ mil do valor emitido foi liquidado durante o 1º semestre/2011. (4) O montante de R$ mil (R$ mil em e R$ mil em ) compõe o nível II do Patrimônio de Referência (PR), em conformidade com a Resolução CMN n.º 3.444/2007. Conforme determinação do Bacen, as dívidas subordinadas emitidas pelo Banco Votorantim não compõem o PR do Banco (Nota 29.f). 113

255 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis d) Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida Captações Valor Emitido (US$ mil) Remuneração a.a. BB-Banco Múltiplo e BB-Consolidado R$ mil Data Captação Bônus Perpétuos ,95% 01/ ,5% 10/ Total BB-Banco Múltiplo Valores eliminados no BB-Consolidado (321) (9.890) (344) Total BB-Consolidado Passivo circulante Passivo não circulante O montante de R$ mil dos Bônus Perpétuos compõe o nível I do Patrimônio de Referência - PR (R$ mil e R$ mil em , e R$ mil e R$ mil em , respectivamente, o nível I e nível II do PR), em conformidade com a Resolução CMN n.º 3.444/2007 (Nota 29.f). O Banco liquidou, em janeiro de 2011, o bônus no valor de US$ mil, emitido em janeiro de 2006, através do exercício da opção de resgate prevista na operação. O bônus emitido em outubro de 2009, no valor de US$ mil, tem opção de resgate por iniciativa do Banco a partir de 2020 ou em cada pagamento semestral de juros subsequente, desde que autorizado previamente pelo Bacen. Caso o Banco não exerça a opção de resgate em outubro de 2020, os juros incidentes sobre os títulos serão corrigidos nessa data para 7,782% mais o preço de negociação dos Títulos do Tesouro Norte-americano de 10 anos. A partir dessa data, a cada 10 anos, os juros incidentes sobre os títulos serão corrigidos levando-se em consideração o preço de negociação dos Títulos do Tesouro Norte-americano de 10 anos. Os termos desses Bônus Perpétuos determinam que o Banco suspenda os pagamentos semestrais de juros e/ou acessórios sobre os referidos títulos emitidos (que não serão devidos, nem acumulados) caso: (i) o Banco não esteja enquadrado ou o pagamento desses encargos não permita que o Banco esteja em conformidade com os níveis de adequação de capital, limites operacionais ou seus indicadores financeiros estejam abaixo do nível mínimo exigido pela regulamentação aplicável a bancos brasileiros; (ii) o Bacen ou as autoridades regulatórias determinem a suspensão dos pagamentos dos referidos encargos; (iii) algum evento de insolvência ou falência ocorra; (iv) alguma inadimplência ocorra; ou (v) o Banco não tenha distribuído o pagamento de dividendos ou juros sobre o capital próprio aos portadores de ações ordinárias referentes ao período de cálculo de tais juros e/ou acessórios. 114

256 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis e) Diversas BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Operações com cartão de crédito/débito Passivos atuariais (Nota 27.d) Provisões para pagamentos a efetuar Provisões para demandas cíveis (Nota 28.b) Credores diversos no país Provisões para demandas trabalhistas (Nota 28.b) Recursos vinculados a operações de crédito Obrigações por prêmios concedidos a clientes por fidelidade Obrigações por prestação de serviços de pagamento Obrigações por convênios oficiais Obrigações por aquisição de bens e direitos Credores diversos no exterior Provisões para perdas com o Fundo de Compensação de Variações Salariais FCVS Provisões para garantias prestadas Contratos de assunção de obrigações securitização (Nota 20.f) Obrigações pela aquisição do Banco Nossa Caixa Outras Total Passivo circulante Passivo não circulante f) Securitização Captações Valor Emitido Remuneração (US$ mil) a.a. BB-Banco Múltiplo e BB-Consolidado Data Captação R$ mil Vencimento Fluxo futuro de recebíveis de faturas de cartões de crédito/débito ,911% 07/ / ,777% 07/ / Total A Entidade de Propósito Específico (EPE) Brazilian Merchant Voucher Receivables foi constituída sob as leis das Ilhas Cayman com os seguintes propósitos: (a) emissão e venda dos valores mobiliários no mercado internacional; (b) uso dos recursos obtidos com a emissão de valores mobiliários para pagamento da compra dos direitos atuais e futuros da Cielo S.A. contra a Visa International Service Association sobre os recebíveis oriundos de: (i) compras a crédito ou a débito realizadas no território brasileiro, em qualquer moeda processada pela Cielo, com cartões da bandeira Visa, emitidos por instituições financeiras localizadas fora do Brasil; ou (ii) compras a crédito ou a débito processadas pela Cielo em moeda estrangeira realizadas com cartões de bandeira Visa emitidos por instituições financeiras localizadas no Brasil; e (c) realização de pagamentos de principal e juros dos valores mobiliários e demais pagamentos previstos nos contratos de emissão destes títulos. O Banco é beneficiário de 44,618488% dos recursos, calculados com base na participação acionária na Cielo, à época da emissão, sendo o restante dos recursos disponibilizados a outra instituição financeira brasileira participante da Cielo. A EPE declara não ter nenhum ativo ou passivo relevante que não os direitos e deveres provenientes dos contratos de emissão dos valores mobiliários. O Banco não é acionista, não detém a propriedade e tampouco participa dos resultados da EPE. As obrigações 115

257 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis decorrentes dos valores mobiliários emitidos são pagas pela EPE com os recursos acumulados em sua conta. 21 Operações de Seguros, Previdência e Capitalização a) Créditos das Operações R$ mil BB-Consolidado Prêmios diretos de seguros a receber Crédito de operações de seguros com seguradoras Crédito de operações de seguros com resseguradoras Créditos de resseguros de previdência complementar Total Ativo circulante Ativo não circulante

258 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis b) Provisões Técnicas BB Consolidado Seguros Previdência Capitalização Total Seguros Previdência Capitalização Total Seguros Previdência Capitalização Total R$ mil Provisão matemática de benefícios a conceder Provisão matemática de benefícios concedidos Provisão matemática para resgates Provisão de prêmios não ganhos Provisão de sinistros a liquidar Provisão de excedente financeiro Provisão de insuficiência de contribuição Provisão de oscilação financeira Provisão de IBNR (1) Provisão de insuficiência de prêmios Provisão para sorteios e resgates Outras provisões Total Passivo circulante Passivo não circulante (1) Provisão para sinistros ocorridos mas não avisados. 117

259 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis c) Provisões Técnicas por Produto BB Consolidado Seguros Previdência Capitalização Total Seguros Previdência Capitalização Total Seguros Previdência Capitalização Total R$ mil Auto (1) Vida Ramos elementares Dpvat Saúde Capitalização Plano Gerador de Benefícios Livres - PGBL Vida Gerador de Benefícios Livres - VGBL Planos tradicionais Total (1) Houve alteração de participação societária na Brasilveículos, de 100% em para 50% em (Nota 2.b). d) Garantia das Provisões Técnicas BB Consolidado Seguros Previdência Capitalização Total Seguros Previdência Capitalização Total Seguros Previdência Capitalização Total Cotas de fundos de investimento (VGBL e PGBL) Cotas de fundos de investimento (exceto VGBL e PGBL) Títulos públicos Títulos privados Direitos creditórios Imóveis Depósitos retidos no IRB e depósitos judiciais Total R$ mil 118

260 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis e) Resultado das Operações com Seguros, Previdência e Capitalização BB Consolidado 1º Semestre/2011 1º Semestre/2010 Seguros Previdência Capitalização Total Seguros Previdência Capitalização Total R$ mil Resultado financeiro Receitas financeiras Despesas financeiras (26.877) ( ) (1.388) ( ) (19.797) ( ) (414) ( ) Atualização e Juros de Provisões Técnicas (16.179) ( ) (73.491) ( ) (33.593) ( ) (57.327) ( ) Resultado das Operações (10.175) Prêmios retidos e contribuições (Nota 21.f) Variação das provisões técnicas ( ) ( ) (16.164) ( ) (58.075) ( ) (10.301) ( ) Sinistros retidos ( ) ( ) ( ) ( ) Despesas de comercialização (54.328) (36.017) (31.132) ( ) (44.708) (24.804) (41.773) ( ) Despesas com sorteios e resgates de títulos de capitalização Despesas com benefícios e resgates de planos de previdência ( ) ( ) ( ) ( ) -- (14.418) -- (14.418) -- (18.553) -- (18.553) Total f) Prêmios Retidos de Seguros, Contribuições de Planos de Previdência e Títulos de Capitalização BB Consolidado 1º Semestre/2011 1º Semestre/2010 Seguros Previdência Capitalização Total Seguros Previdência Capitalização Total R$ mil Prêmios emitidos (VGBL aposentadoria) Contribuições de previdência complementar (inclui VGBL parte risco) Receitas com títulos de capitalização Prêmios de cosseguros cedidos (16.744) (16.744) (8.018) (8.018) Prêmios restituídos (devolução de contribuição VGBL) Prêmios emitidos líquidos (prêmio emitido prêmio restituído) e contribuições de previdência complementar (8.383) (17.216) -- (25.599) (4.754) (16.713) -- (21.467) Prêmios de resseguros cedidos, consórcios e fundos (96.058) (96.058) (76.410) (76.410) Prêmios retidos de seguros, planos de previdência e capitalização

261 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 22 Outras Receitas/Despesas Operacionais a) Receitas de Prestação de Serviços BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Administração de fundos Cartão de crédito/débito Cobrança Conta corrente Arrecadações Interbancária Seguros, previdência e capitalização Rendas do mercado de capitais Operações de crédito e garantias prestadas De coligadas/controladas não financeiras Tesouro Nacional e administração de fundos oficiais Taxas de administração de consórcios Prestados a ligadas Outros serviços Total b) Rendas de Tarifas Bancárias BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Pacote de serviços Operações de crédito e cadastro Rendas de cartões Contas de depósito Transferência de recursos Outras Total c) Despesas de Pessoal BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Proventos ( ) ( ) ( ) ( ) Encargos sociais ( ) ( ) ( ) ( ) Provisões administrativas de pessoal ( ) ( ) ( ) ( ) Benefícios ( ) ( ) ( ) ( ) Provisões para demandas trabalhistas ( ) ( ) ( ) ( ) Previdência complementar ( ) (97.546) ( ) ( ) Honorários de diretores e conselheiros (10.515) (10.057) (27.460) (28.199) Treinamento (21.711) (28.265) (25.960) (32.037) Total ( ) ( ) ( ) ( ) 120

262 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis d) Outras Despesas Administrativas BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Amortização ( ) ( ) ( ) ( ) Comunicações ( ) ( ) ( ) ( ) Serviços de terceiros ( ) ( ) ( ) ( ) Depreciação ( ) ( ) ( ) ( ) Transporte ( ) ( ) ( ) ( ) Serviços de vigilância e segurança ( ) ( ) ( ) ( ) Aluguéis ( ) ( ) ( ) ( ) Processamento de dados ( ) ( ) ( ) ( ) Serviços do sistema financeiro ( ) ( ) ( ) ( ) Serviços técnicos especializados (96.128) (88.879) ( ) ( ) Demandas judiciais ( ) ( ) ( ) ( ) Manutenção e conservação de bens ( ) ( ) ( ) ( ) Propaganda e publicidade ( ) ( ) ( ) ( ) Água, energia e gás ( ) ( ) ( ) ( ) Promoções e relações públicas (89.799) (79.138) ( ) (95.536) Viagem no país (72.651) (62.378) (87.556) (75.310) Material (61.714) (56.763) (67.735) (60.133) Outras ( ) ( ) ( ) ( ) Total ( ) ( ) ( ) ( ) e) Outras Receitas Operacionais BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Previ Atualização de ativo atuarial (Nota 27.c) Equalização de taxas - safra agrícola Reajuste cambial negativo/reclassificação de saldos Atualização de depósitos em garantia Atualização das destinações do superávit - Plano 1 (Nota 27.e) Recuperação de encargos e despesas Reversão de provisões - demandas trabalhistas, cíveis e fiscais Operações com cartões Reversão de provisões - despesas administrativas Dividendos recebidos Reversão de provisões - despesas de pessoal Outras Total

263 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis f) Outras Despesas Operacionais BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Reajuste cambial negativo/reclassificação de saldos ( ) (12.604) ( ) (31.932) De coligadas/controladas não financeiras ( ) ( ) Premiações a clientes ( ) ( ) ( ) ( ) Prêmios pagos sobre crédito consignado adquirido ( ) ( ) ( ) ( ) Operações com cartões de crédito/débito ( ) ( ) ( ) ( ) Atualização das obrigações atuariais ( ) ( ) ( ) ( ) Falhas/fraudes e outras perdas ( ) ( ) ( ) ( ) Parceiros comerciais (1) (6.637) (16.120) ( ) ( ) Amortização de ágios em investimentos ( ) (90.413) ( ) (90.413) Atualização de depósitos em garantia ( ) ( ) ( ) ( ) Amortização/liquidação antecipada de contratos ( ) (27.024) ( ) (27.024) Descontos concedidos em renegociação ( ) (84.659) ( ) ( ) Atualização de instrumentos híbridos de capital e dívida ( ) ( ) ( ) ( ) Prêmio de seguro de vida - crédito direto ao consumidor (86.024) (93.100) (86.024) (93.100) Autoatendimento (67.807) (62.612) (67.807) (62.612) Atualização de recursos a devolver ao Tesouro Nacional Lei nº /1995 (26.643) (19.575) (26.643) (19.575) Convênio INSS (17.737) (12.667) (17.737) (12.667) Atualização de JCP/Dividendos (15.702) (25.361) (15.702) (25.361) Previ - Ajuste atuarial (12.973) (16.225) (12.973) (16.225) Credenciamento do uso do Sisbacen (8.327) (7.783) (8.327) (7.783) Despesas com Proagro (6.062) (45.713) (6.062) (45.713) Atualização das obrigações por aquisição de investimentos -- (66.676) -- (66.676) Outras ( ) ( ) ( ) ( ) Total ( ) ( ) ( ) ( ) (1) Referem-se principalmente a comissões por financiamentos originados pelos parceiros e acordos comerciais com lojistas. 23 Resultado não Operacional BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Receitas não Operacionais Lucro na alienação de investimentos Ganhos de capital Lucro na alienação de valores e bens Reversão de provisão para desvalorização de outros valores e bens Alienação de bens imóveis Rendas de aluguéis Outras rendas não operacionais Despesas não Operacionais (60.273) (42.334) ( ) (80.276) Prejuízos na alienação de valores e bens (8.539) (2.220) (33.838) (33.390) Perdas de capital (28.047) (11.037) (28.912) (11.764) Desvalorização de outros valores e bens (22.113) (27.206) (26.305) (27.383) Outras despesas não operacionais (1.574) (1.871) (12.545) (7.739) Total

264 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 24 Patrimônio Líquido a) Valor Patrimonial e Valor de Mercado por Ação Ordinária Patrimônio Líquido BB-Banco Múltiplo (R$ mil) Valor patrimonial por ação (R$) 18,97 17,65 15,33 Valor de mercado por ação ordinária (R$) 28,00 31,42 24,65 Patrimônio Líquido BB-Consolidado (1) (R$ mil) (1) Reconciliado com o BB-Banco Múltiplo (Nota 24.g) O valor patrimonial por ação é calculado com base no Patrimônio Líquido do BB-Banco Múltiplo. b) Capital Social O Capital Social de R$ mil (R$ mil em e R$ mil em ) do BB-Banco Múltiplo está dividido em ações ordinárias representadas na forma escritural e sem valor nominal. A União Federal é a maior acionista, detendo o controle. O aumento do Capital Social no 1º semestre de 2011, no valor de R$ mil, decorreu do exercício do direito de subscrição de bônus C (Nota 24.k). O Banco poderá, independentemente de reforma estatutária, por deliberação e nas condições determinadas pela Assembleia Geral dos Acionistas, aumentar o Capital Social até o limite de R$ mil, mediante a emissão de ações ordinárias, concedendo-se aos acionistas preferência para a subscrição do aumento de capital, na proporção do número de ações que possuírem, ressalvado o direito de titulares de bônus de subscrição emitidos pelo Banco, caso houver. c) Reservas de Reavaliação As Reservas de Reavaliação, no valor de R$ mil (R$ mil em e R$ mil em ), referem-se às reavaliações de ativos efetuadas por empresas ligadas/controladas. As realizações ocorridas, no 1º semestre de 2011, no montante de R$ 281 mil (R$ 374 mil no 1º semestre de 2010), foram transferidas para a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados. Conforme Resolução CMN n.º 3.565/2008, o saldo remanescente será mantido até a data de sua efetiva realização. d) Reservas de Lucros R$ mil Reservas de lucros (1) Reserva legal Reservas estatutárias (1) Margem operacional Equalização de dividendos (1) No BB-Consolidado, os valores da Reserva de lucros e das Reservas estatutárias são de R$ mil e R$ mil, respectivamente, devido a eliminação do resultado não realizado de empresa controlada, no valor de R$ mil. A Reserva Estatutária para Margem Operacional tem por finalidade garantir margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações da sociedade e é constituída em até 100% do lucro líquido, após as destinações legais, inclusive dividendos, limitada a 80% do capital social. A Reserva Estatutária para Equalização de Dividendos assegura recursos para o pagamento dos dividendos, constituída pela parcela de até 50% do lucro líquido, após as destinações legais, inclusive dividendos, até o limite de 20% do Capital Social. 123

265 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis e) Lucro por Ação 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Lucro líquido atribuível aos acionistas (R$ mil) Número médio ponderado de ações Básico Diluído Lucro por ação Lucro básico por ação (R$) 2,19 2,00 Lucro diluído por ação (R$) 2,18 1,98 f) Juros sobre Capital Próprio/Dividendos Valor (R$ mil) Valor por ação (R$) Data base da posição acionária Data de pagamento 1º trim/2011 Dividendos pagos , Juros sobre o capital próprio pagos , º trim/2011 Dividendos a pagar , Juros sobre o capital próprio a pagar , Total destinado aos acionistas no 1º Sem/ ,876 Dividendos ,365 Juros sobre o capital Próprio (1) ,511 Lucro líquido do período Valor (R$ mil) Valor por ação (R$) Data base da posição acionária Data de pagamento 1º trim/2010 Dividendos pagos , Juros sobre o capital próprio pagos , º trim/2010 Dividendos pagos , Juros sobre o capital próprio pagos , Total destinado aos acionistas no 1º Sem/ ,800 Dividendos ,393 Juros sobre o capital Próprio (1) ,407 Lucro líquido do período (1) Valores sujeitos à alíquota de 15% de Imposto de Renda Retido na Fonte. Em conformidade com as Leis n.º 9.249/1995 e n.º 9.430/1996 e com o Estatuto do Banco, a Administração decidiu pelo pagamento aos seus acionistas de juros sobre capital próprio, imputados ao valor dos dividendos, acrescido de dividendos adicionais, equivalentes a 40% sobre o lucro líquido. Os juros sobre capital próprio são calculados sobre as contas do patrimônio líquido ajustado e limitados à variação, pro rata die, da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), condicionados à existência de lucros computados antes de sua dedução ou de lucros acumulados e reservas de lucros, em montante igual ou superior a duas vezes o seu valor. Para atendimento à legislação de Imposto de Renda, o montante de juros sobre o capital próprio foi contabilizado na conta Despesas Financeiras e, para fins de elaboração destas demonstrações contábeis, reclassificado para a conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados. O total dos juros sobre capital próprio, no 1º semestre de 2011, proporcionou redução na despesa com encargos tributários no montante de R$ mil (R$ mil no primeiro semestre de 2010). 124

266 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis g) Reconciliação do Lucro Líquido e do Patrimônio Líquido Lucro Líquido Patrimônio Líquido R$ mil 1º Sem/2011 1º Sem/ BB-Banco Múltiplo Resultado não realizado -- (54.908) (54.908) (54.908) (54.908) Participação recíproca em coligadas e controladas (197) (164) Participação dos não controladores (20) BB-Consolidado h) Participações dos não Controladores Lucro Líquido Patrimônio Líquido R$ mil 1º Sem/2011 1º Sem/ Banco Patagonia S.A Besc Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A Cobra Tecnologia S.A. (5) (21) Participações dos não Controladores (20) i) Participações Acionárias (Quantidade de Ações) Evolução da quantidade de ações de emissão do Banco em que os acionistas sejam titulares, direta ou indiretamente, de mais de 5% das ações, bem como dos administradores e dos membros do Conselho Fiscal e Comitê de Auditoria: Acionistas Ações % Total Ações % Total Ações % Total União Federal , , ,3 Ministério da Fazenda , , ,7 Fundo de Garantia à Exportação , , ,4 Fundo Fiscal de Investimento e Estabilização , , Fundo Garantidor para Investimentos , , ,3 Fundo Garantidor de Habitação Popular FGHab ,1 Fundo Garantidor para Construção Naval ,8 Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do (1) , , ,4 Brasil Previ BNDES Participações S.A. BNDESPar (1) ,4 Ações em Tesouraria Outros acionistas , , ,9 Total , , ,0 (1) Ligadas ao Controlador. Ações ON (1) Conselho de Administração (exceto Presidente do Banco, que consta na Diretoria Executiva) Diretoria Executiva Comitê de Auditoria (1) A participação acionária do Conselho de Administração, Diretoria Executiva, Conselho Fiscal e Comitê de Auditoria representa aproximadamente 0,001% do capital do Banco. 125

267 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis j) Quantidade de Ações em Circulação/Free Float Quantidade % Quantidade % Quantidade % Em circulação (1) , , ,9 Total emitido , , ,0 (1) Conforme Lei n.º 6.404/1976 e regulamento do Novo Mercado da BM&FBovespa. Não considera as ações em poder do Conselho de Administração e Diretoria Executiva. k) Bônus de Subscrição C O Banco, conforme comunicado ao mercado de , informou aos titulares de bônus de subscrição C (BBAS13) as condições para o exercício do direito de subscrever ações decorrentes desses bônus, emitidos e distribuídos gratuitamente aos acionistas em Os titulares dos bônus puderam exercer o direito de comprar novas ações do Banco no período de a (até para os detentores de bônus custodiados em bolsa de valores). Cada bônus garantiu o direito de subscrever 3, ações. O preço do exercício foi de R$ 8,50 por bônus, corrigido pelo Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getúlio Vargas, de até a data do protocolo do pedido de exercício do direito de subscrição. Os detentores de bônus exerceram o direito gerando recibos que, após homologação pelo Bacen, serão convertidos em ações ON. Os bônus não subscritos, no total de , perderam sua validade a partir da data limite para subscrição de Tributos a) Demonstração da Despesa de IR e CSLL BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Valores Correntes ( ) ( ) ( ) ( ) IR e CSLL no país ( ) ( ) ( ) ( ) Imposto de Renda no exterior (12.313) (18.118) (44.967) (21.672) Valores Diferidos ( ) Passivo Fiscal Diferido ( ) ( ) ( ) ( ) Operações de leasing ajuste da carteira e depreciação incentivada (426) (807) (82.549) Marcação a mercado ( ) Ganhos atuariais ( ) ( ) ( ) ( ) Atualização de depósitos judiciais ( ) ( ) ( ) ( ) Lucros do exterior (21.916) (26.706) (21.916) (26.706) Operações realizadas em mercados de liquidação futura Alienação de investimentos a prazo Recuperação de Perdas MP n.º 517/2010 (1) (39.717) -- (39.717) -- Ativo Fiscal Diferido Diferenças temporárias Prejuízos fiscais/bases negativas de CSLL Marcação a mercado ( ) (44.378) ( ) (45.168) Operações realizadas em mercados de liquidação futura (29.067) (29.067) Total do Imposto de Renda e Contribuição Social ( ) ( ) ( ) ( ) (1) A MP n.º 517/2010, convertida na Lei n.º /2011, permitiu que os valores recuperados de perdas em operações de crédito sejam reconhecidos no momento do efetivo recebimento do crédito, nos casos de financiamentos rurais e operações de crédito concedidos a pessoas físicas de valor até R$ 30 mil. 126

268 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis b) Conciliação dos Encargos de IR e CSLL BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Resultado Antes dos Tributos e Participações Encargo total do IR (25%) e da CSLL (15%) ( ) ( ) ( ) ( ) Encargos sobre JCP Resultado de participação em controladas e coligadas (63.749) Participações no lucro Outros valores ( ) ( ) (47.260) Imposto de Renda e Contribuição Social do período ( ) ( ) ( ) ( ) c) Despesas Tributárias BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Cofins ( ) ( ) ( ) ( ) ISSQN ( ) ( ) ( ) ( ) PIS/Pasep ( ) ( ) ( ) ( ) Outras (39.079) (36.243) (87.843) (60.032) Total ( ) ( ) ( ) ( ) d) Passivo Fiscal Diferido BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Decorrentes de ganhos atuariais (1) Decorrentes do ajuste da carteira de leasing Decorrentes de atualização de depósitos judiciais Decorrentes da marcação a mercado Decorrentes de lucros do exterior Dependências no exterior Decorrentes de operações em mercados de liquidação futura Decorrentes de perdas MP n.º 517/ Outros Total das Obrigações Fiscais Diferidas Imposto de Renda Contribuição Social PIS/Pasep Cofins (1) A realização do passivo fiscal diferido sobre ganhos atuariais está relacionada à realização dos valores do ativo atuarial (Nota 27). 127

269 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis e) Ativo Fiscal Diferido (Crédito Tributário) Ativado BB-Banco Múltiplo R$ mil º Sem/ Saldo Constituição Baixa Saldo Saldo Diferenças Temporárias Provisão para créditos de liquidação duvidosa Provisões passivas Marcação a mercado Outras provisões CSLL escriturada a 18% (MP n.º 2.158/2001) Prejuízo fiscal/base negativa Total dos Créditos Tributários Ativados Imposto de Renda Contribuição Social PIS/Pasep Cofins BB-Consolidado R$ mil º Sem/ Saldo Constituição Baixa Saldo Saldo Diferenças Temporárias Provisão para créditos de liquidação duvidosa Provisões passivas Marcação a mercado Outras provisões CSLL escriturada a 18% (MP n.º 2.158/2001) Prejuízo fiscal/base negativa Superveniência de depreciação Total dos Créditos Tributários Ativados Imposto de Renda Contribuição Social PIS/Pasep Cofins Não Ativado BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Créditos tributários no exterior Diferenças temporárias Total dos Créditos Tributários não Ativados Imposto de Renda Contribuição Social Expectativa de Realização A expectativa de realização dos ativos fiscais diferidos (créditos tributários) respalda-se em estudo técnico elaborado em , sendo o valor presente apurado com base na taxa média de captação do Banco Múltiplo. 128

270 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Valor Nominal Valor Presente Valor Nominal Valor Presente Em Em Em Em Em A partir de Total de Créditos Tributários No 1º semestre de 2011, houve a realização de créditos tributários no Banco Múltiplo no montante de R$ mil correspondente a 92,28% da respectiva projeção de utilização para o período de 2011, que constava no estudo técnico elaborado em A realização dos valores nominais de créditos tributários ativados, considerando a recomposição daqueles baixados durante o trâmite da ação judicial 70% (Nota 28.e), baseada em estudo técnico realizado pelo Banco em , está projetada para 6 anos, nas seguintes proporções: BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado Prejuízo Fiscal/CSLL a Compensar (1) Diferenças Intertemporais (2) Prejuízo Fiscal/CSLL a Compensar (1) Diferenças Intertemporais (2) Em % 8% 20% 8% Em % 16% 33% 16% Em % 16% 37% 16% Em % 16% 4% 17% Em % 1% 17% A partir de % 5% 26% (1) Projeção de consumo vinculada à capacidade de gerar bases tributáveis de IRPJ e CSLL em períodos subsequentes. (2) A capacidade de consumo decorre das movimentações das provisões (expectativa de ocorrerem reversões, baixas e utilizações). 26 Partes Relacionadas Custos com remunerações e outros benefícios atribuídos ao Pessoal Chave da Administração do Banco do Brasil, formado pelo Conselho de Administração, Diretoria Executiva, Comitê de Auditoria e Conselho Fiscal: R$ mil 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Benefícios de curto prazo Honorários Diretoria Executiva Comitê de Auditoria Conselho de Administração Conselho Fiscal Participações no lucro Outros Benefícios de rescisão de trabalho Total O Banco não possui remuneração variável baseada em ações e outros benefícios de longo prazo e não oferece benefícios pós-emprego ao Pessoal Chave da Administração, com exceção daqueles que fazem parte do quadro funcional do Banco, participantes do Plano de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ). Desde janeiro de 2007, em razão do superávit acumulado no Plano desses funcionários (Plano 1), o Banco não apresenta despesas com o benefício (Nota 27). 129

271 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis O Banco não concede empréstimos ao Pessoal Chave da Administração, em conformidade com a proibição a todas instituições financeiras estabelecida pelo Banco Central do Brasil. Os saldos de contas referentes às transações entre as empresas consolidadas do Banco são eliminados nas Demonstrações Contábeis Consolidadas. Em relação ao acionista controlador, estão incluídas as transações com o Tesouro Nacional e os órgãos da Administração Direta do Governo Federal, que mantêm operações bancárias com o Banco. O Banco realiza transações bancárias com as partes relacionadas, tais como depósitos em conta corrente (não remunerados), depósitos remunerados, operações compromissadas e empréstimos (exceto com o Pessoal Chave da Administração). Há ainda contratos de prestação de serviços e de garantias prestadas. Tais transações são praticadas em condições normais de mercado, substancialmente nos termos e condições para operações comparáveis, incluindo taxas de juros e garantias. Essas operações não envolvem riscos anormais de recebimento. Os recursos aplicados em títulos públicos federais e os destinados a fundos e programas oriundos de repasses de Instituições Oficiais estão relacionados nas Notas 8 e 18, respectivamente. O Banco é patrocinador da Fundação Banco do Brasil (FBB) cujos objetivos são a promoção, apoio, incentivos e patrocínio de ações de âmbito educacional, cultural, social, filantrópico, recreativo/esportivo e de fomento às atividades de pesquisa científico-tecnológica e assistência às comunidades urbanorurais. No 1º semestre de 2011, o Banco realizou contribuições para a FBB no montante de R$ mil (R$ mil no 1º semestre de 2010). As informações referentes aos repasses e demais transações com entidades patrocinadas estão divulgadas na Nota 27. No 1º semestre de 2011, o Banco do Brasil adquiriu carteiras de operações de crédito do Banco Votorantim, cedidas com coobrigação, no montante de R$ mil (R$ mil, no 1º semestre de 2010). Os resultados não realizados decorrentes das transações dessa natureza totalizaram R$ mil (R$ mil, no 1º semestre de 2010), líquidos de efeitos tributários. 130

272 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Sumário das Transações com Partes Relacionadas R$ mil Controlador (1) (2) Controle Pessoal Chave da Controladas (3) Coligadas(4) Conjunto Administração (5) Outras Partes Relacionadas (6) Total Ativos Aplicações em depósitos interfinanceiros Títulos e valores mobiliários Operações de crédito Valores a receber de ligadas Outros ativos Passivos Depósitos à vista Depósitos em poupança Depósitos a prazo remunerados Operações compromissadas tomadas Obrigações por empréstimos e repasses Outros passivos Garantias e Outras (7) Coobrigações Rendas de juros e prestação de serviços 1º Semestre/ Despesas com captação (70.674) ( ) (48.501) (29.415) (366) ( ) ( ) 131

273 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Controlador (1) (2) Controle Pessoal Chave da Controladas (3) Coligadas(4) Conjunto Administração (5) Outras Partes Relacionadas (6) R$ mil Total Ativos Aplicações em depósitos interfinanceiros Títulos e valores mobiliários Operações de crédito Valores a receber Outros ativos Passivos Depósitos à vista Depósitos em poupança Depósitos a prazo remunerados Operações compromissadas tomadas Obrigações por empréstimos e repasses Outros passivos Garantias e Outras (7) Coobrigações Rendas de juros e prestação de serviços 1º Semestre/ Despesas com captação (65.709) ( ) ( ) (4.310) (271) ( ) ( ) (1) Compreende o Tesouro Nacional e órgãos da Administração Direta do Governo Federal. (2) Compreendem as empresas relacionadas na Nota 3 identificadas no item (1). (3) Compreende as empresas relacionadas na Nota 3 identificadas no item (2). (4) Compreendem as empresas relacionadas na Nota 3 identificadas no item (3). (5) Conselho de Administração, Diretoria Executiva, Comitê de Auditoria e Conselho Fiscal. (6) Empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pelo Governo Federal e entidades vinculadas aos funcionários. (7) Inclui o Contrato de Abertura de Linha de Crédito Interbancário Rotativo a liberar com o Banco Votorantim, equivalente ao valor do patrimônio líquido daquela instituição. 27 Benefícios a Empregados O Banco do Brasil é patrocinador das seguintes entidades de previdência privada e de saúde complementar, que asseguram a complementação de benefícios de aposentadoria e assistência médica a seus funcionários: 132

274 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Previ - Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil Cassi - Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil Economus Instituto de Seguridade Social Fusesc - Fundação Codesc de Seguridade Social SIM - Caixa de Assistência dos Empregados dos Sistemas Besc e Codesc, do Badesc e da Fusesc Planos Benefícios Classificação Previ Futuro Aposentadoria e pensão Contribuição definida Plano de Benefícios 1 Aposentadoria e pensão Benefício definido Plano Informal Aposentadoria e pensão Benefício definido Plano de Associados Assistência médica Benefício definido Prevmais Aposentadoria e pensão Contribuição definida Regulamento Geral Aposentadoria e pensão Benefício definido Regulamento Complementar 1 Aposentadoria e pensão Benefício definido Grupo B Aposentadoria e pensão Benefício definido Plano Unificado de Saúde PLUS Assistência médica Benefício definido Plano Unificado de Saúde PLUS II Assistência médica Benefício definido Plano de Assistência Médica Complementar PAMC Assistência médica Benefício definido Multifuturo I Aposentadoria e pensão Contribuição definida Plano de Benefícios 1 Aposentadoria e pensão Benefício definido Plano de Saúde Assistência médica Contribuição definida Prevbep Caixa de Previdência Social Plano BEP Aposentadoria e pensão Benefício definido Número de participantes abrangidos pelos planos de benefícios patrocinados pelo Banco Planos de Aposentadoria e Pensão N. de participantes N. de participantes N. de participantes Ativos Assistidos Total Ativos Assistidos Total Ativos Assistidos Total Plano de Benefícios 1 Previ Plano Previ Futuro Plano Informal Outros Planos Planos de Assistência Médica Cassi Outros Planos Contribuições do Banco para os planos de benefícios R$ mil 1º Semestre/2011 1º Semestre/2010 Planos de Aposentadoria e Pensão Plano de Benefícios 1 Previ (1) Plano Previ Futuro Plano Informal Outros Planos Planos de Assistência Médica Cassi Outros Planos Total (1) Refere-se às contribuições relativas aos participantes amparados pelo Contrato 97 e o Plano 1, sendo que essas contribuições ocorreram respectivamente através da realização do Fundo Paridade (Nota 27.e.1) e do Fundo de Contribuição (Nota 27.e.3). O Contrato 97 tem por objeto disciplinar a forma do custeio necessário à constituição de parte equivalente a 53,7% do valor garantidor do pagamento do complemento de aposentadoria devido aos participantes admitidos no Banco até que tenham se aposentado ou venham a se aposentar após essa data, exceto aqueles participantes que fazem parte do Plano Informal. 133

275 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Valores reconhecidos no resultado R$ mil 1º Semestre/2011 1º Semestre/2010 Planos de Aposentadoria e Pensão Plano de Benefícios 1 Previ Plano Previ Futuro ( ) (78.144) Plano Informal ( ) ( ) Outros Planos (96.192) (40.402) Planos de Assistência Médica ( ) ( ) Plano Cassi ( ) ( ) Outros Planos (54.099) ( ) Total a) Planos de Aposentadoria e Pensão Previ Futuro (Previ) Plano destinado aos funcionários do Banco admitidos na empresa a partir de Os participantes ativos contribuem com 7% a 17% do salário de participação na Previ. Os percentuais de participação variam em função do tempo de empresa e do nível do salário de participação. Não há contribuição para participantes inativos. O patrocinador contribui com montantes idênticos aos dos participantes, limitado a 14% da folha de salários de participação desses participantes. Plano de Benefícios 1 (Previ) Participam os funcionários do Banco que nele se inscreveram até Em decorrência do estabelecimento, em dezembro de 2000, da paridade entre as contribuições do Banco e dos participantes, foi constituído o fundo paridade, cujos recursos vem sendo utilizados para compensar as contribuições ao plano. Em vista de superávit acumulado, foram suspensas, retroativamente a janeiro de 2007, as contribuições dos participantes, beneficiários (aposentados e pensionistas) e do patrocinador (Banco do Brasil). Conforme acordo firmado entre o Banco do Brasil, Previ e entidades representantes dos beneficiários, o regulamento do Plano 1 foi alterado suspendendo as contribuições nos exercícios 2011, 2012 e 2013, ficando a sua manutenção vinculada à existência da Reserva Especial do plano. Plano Informal (Previ) É de responsabilidade exclusiva do Banco do Brasil, cujas obrigações contratuais incluem: (a) pagamento de aposentadoria dos participantes fundadores e dos beneficiários dos participantes falecidos até ; (b) pagamento da complementação de aposentadoria aos demais participantes que se aposentaram até ou que, na mesma data, já reuniam condições de se aposentar por tempo de serviço e contavam com pelo menos 20 anos de serviço efetivo no Banco do Brasil; e (c) aumento no valor dos proventos de aposentadoria e das pensões além do previsto no plano de benefícios da Previ, decorrente de decisões judiciais e de decisões administrativas em função de reestruturação do plano de cargos e salários e de incentivos criados pelo Banco. Prevmais (Economus) Participam desse plano os funcionários oriundos do Banco Nossa Caixa (incorporado pelo Banco do Brasil em ) inscritos a partir de e os participantes anteriormente vinculados ao plano de benefícios do Regulamento Geral que optaram pelo saldamento. O custeio para os benefícios de renda é paritário, limitado a 8% dos salários dos participantes. O plano oferece também benefícios de risco suplementação de auxílio doença/acidente de trabalho, invalidez e pensão por morte. Regulamento Geral (Economus) Plano do qual fazem parte os funcionários oriundos do Banco Nossa Caixa inscritos até Plano fechado para novas adesões. Funcionários e patrocinadora contribuem paritariamente em média com 12,11% sobre o salário de participação. Regulamento Complementar 1 (Economus) Destinado aos funcionários oriundos do Banco Nossa Caixa. Oferece os benefícios de complementação do auxílio-doença e pecúlios por morte e por invalidez. O custeio do plano é de responsabilidade da 134

276 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis patrocinadora, dos participantes e dos assistidos. A contribuição da patrocinadora incide sobre os salários reais de participação de forma paritária com os participantes. Grupo B (Economus) Plano voltado aos funcionários oriundos do Banco Nossa Caixa admitidos no período de a e seus beneficiários. Plano fechado para novas adesões. O nível do benefício, a ser concedido quando da implementação de todas as condições previstas em regulamento, é conhecido a priori. Multifuturo I (Fusesc) Participam desse plano os funcionários oriundos do Banco do Estado de Santa Catarina Besc (incorporado pelo Banco do Brasil em ) inscritos a partir de e os participantes anteriormente vinculados ao Plano de Benefícios 1 da Fusesc que optaram por este plano. Funcionários e patrocinadora contribuem paritariamente entre 2,33% e 7% do salário de participação conforme decisão contributiva de cada participante. Plano de Benefícios 1 (Fusesc) Voltado aos funcionários oriundos do Besc inscritos até Plano fechado para novas adesões. Funcionários e patrocinadora contribuem paritariamente em média com 9,89% sobre o salário de participação. Plano BEP (Prevbep) Participam os funcionários oriundos do Banco do Estado do Piauí BEP (incorporado pelo Banco do Brasil em ). Funcionários e patrocinadora contribuem paritariamente em média com 3,58% sobre o salário de participação. b) Planos de Assistência Médica: Plano de Associados (Cassi) O Banco é contribuinte do plano de saúde administrado pela Cassi, que tem como principal objetivo conceder auxílio para cobertura de despesas com a promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde do associado e seus beneficiários inscritos. O Banco contribui mensalmente com importância equivalente a 4,5% do valor dos proventos gerais ou do valor total do benefício de aposentadoria ou pensão. A contribuição mensal dos associados e beneficiários de pensão é de 3% do valor dos proventos gerais ou do valor total do benefício de aposentadoria ou pensão. Plano Unificado de Saúde PLUS (Economus) Plano dos funcionários oriundos do Banco Nossa Caixa. A participação no plano se dá por meio de contribuição de 1,5% do salário bruto, sem limites, para a cobertura do titular e seus dependentes preferenciais, descontados em folha de pagamento do titular e 10% a título de co-participação no custeio de cada consulta e exames de baixo custo, realizados pelo titular e seus dependentes (preferenciais e não preferenciais). Plano Unificado de Saúde PLUS II (Economus) Destinado aos funcionários oriundos do Banco Nossa Caixa. A participação no plano se dá por meio de contribuição de 1,5% do salário bruto, sem limites, para a cobertura do titular e seus dependentes preferenciais, descontados em folha de pagamento do titular e 10% a título de co-participação no custeio de cada consulta e exames de baixo custo, realizados pelo titular e seus dependentes preferenciais e filhos maiores. O plano não prevê a inclusão de dependentes não preferenciais. Plano de Assistência Médica Complementar PAMC (Economus) Voltado para os funcionários oriundos do Banco Nossa Caixa lotados no Estado de São Paulo. São titulares do plano os empregados aposentados por invalidez dos Grupos B e C e os seus dependentes, que participam do custeio na medida de sua utilização e de acordo com tabela progressiva e faixa salarial. 135

277 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Plano de saúde (SIM) Participam desse plano os funcionários oriundos do Besc. A contribuição mensal dos associados é de 3% do valor dos proventos gerais. 136

278 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis c) Avaliações Atuariais As avaliações atuariais são elaboradas semestralmente e as informações constantes nos quadros a seguir, referem-se àquelas efetuadas nas datas base de , e Mudanças no valor presente das obrigações atuariais de benefício definido Plano 1 Previ Plano Informal Previ Plano de Associados Cassi Outros Planos R$ mil 1º Sem/2011 Exerc/2010 1º Sem/2010 1º Sem/2011 Exerc/2010 1º Sem/2010 1º Sem/2011 Exerc/2010 1º Sem/2010 1º Sem/2011 Exerc/2010 1º Sem/2010 Saldo Inicial ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Custo dos juros ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Custo do serviço corrente ( ) ( ) ( ) (41.543) (70.937) (33.269) (32.230) (41.506) (20.090) Benefícios pagos líquidos de contribuições de assistidos Passivos transferidos de outros planos (6.576) Ganho/(perda) atuarial sobre a obrigação atuarial ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Saldo Final ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Valor presente das obrigações atuariais com cobertura ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Valor presente das obrigações atuariais a descoberto ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Mudanças no valor justo dos ativos do plano Plano 1 Previ Plano Informal Previ Plano de Associados Cassi Outros Planos R$ mil 1º Sem/2011 Exerc/2010 1º Sem/2010 1º Sem/2011 Exerc/2010 1º Sem/2010 1º Sem/2011 Exerc/2010 1º Sem/2010 1º Sem/2011 Exerc/2010 1º Sem/2010 Saldo Inicial Rendimento estimado dos ativos do plano Contribuições recebidas Benefícios pagos líquidos de contribuições de assistidos ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Transferência de patrimônio Reversão de valores para a Patrocinadora/Participante (1) -- ( ) Ganho/(perda) atuarial sobre os ativos do plano ( ) ( ) (15.836) Saldo Final (1) Refere-se aos valores utilizados para a constituição do fundo de destinação do superávit, cabendo ao Banco o montante de R$ mil (Nota 27.e.2). 137

279 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Valores reconhecidos no balanço patrimonial Plano 1 Previ Plano Informal Previ Plano de Associados Cassi Outros Planos R$ mil ) Valor justo dos ativos do plano ) Valor presente das obrigações atuariais ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 3) Superávit/(déficit) (1+2) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 4) Superávit/(déficit) - parcela patrocinadora ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 5) Ganhos/(perdas) atuariais não reconhecidos ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) (13.379) ( ) (8.160) 6) Custo do serviço passado não reconhecido ) (Passivo)/Ativo atuarial líquido registrado (4-5-6) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) A realização do ativo atuarial registrado em Outros Créditos (Nota 11.b) ocorrerá obrigatoriamente até o final do plano. Entende-se por final do plano, a data em que será pago o último compromisso. Valores reconhecidos no resultado relativos aos planos de benefício definido Plano 1 Previ Plano Informal Previ Plano de Associados Cassi Outros Planos 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1) Custo do serviço corrente ( ) ( ) (41.543) (33.269) (16.155) (9.793) 2) Contribuições dos participantes ) Custo dos juros ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 4) Rendimento esperado sobre os ativos do plano ) Amortização do ganho/(perda) atuarial líquido (18.257) ( ) (11.097) -- (16.324) (58.439) 6) Custo do serviço passado não reconhecido (4.956) (4.956) -- (863) 7) Despesa com funcionários da ativa ( ) (97.286) ) Despesa com contribuição extraordinária (28.622) ) Efeito do ativo/passivo não reconhecido (29) (15.460) 10) (Despesa)/Receita reconhecida na DRE ( ) ( ) ( ) ( ) (65.038) (78.739) R$ mil 138

280 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Composição dos ativos dos planos, apresentados como porcentagem do total Plano 1 - Previ Plano Informal - Previ Plano de Associados - Cassi Outros Planos Renda fixa 29,9% 29,1% 32,8% ,5% 88,7% 91,6% Renda variável 63,4% 64,7% 61,2% ,5% 7,8% 4,6% Investimentos imobiliários 3,6% 3,2% 3,2% ,9% 1,7% 1,2% Empréstimos e financiamentos 3,1% 2,9% 2,8% ,5% 1,4% 1,3% Outros ,7% 0,4% 1,3% Montantes incluídos no valor justo dos ativos do plano Em instrumentos financeiros próprios da entidade 6,3% 6,7% 5,4% Em propriedades ou outros ativos utilizados pela entidade 0,1% 0,1% 0,1% ,1% -- 0,1% Comparativo evidenciando o retorno esperado e o retorno real dos ativos do plano Plano 1 Previ Plano Informal Previ Plano de Associados Cassi Outros Planos 1º Sem/2011 Exerc/2010 1º Sem/2010 1º Sem/2011 Exerc/2010 1º Sem/2010 1º Sem/2011 Exerc/2010 1º Sem/2010 1º Sem/2011 Exerc/2010 1º Sem/2010 Taxa nominal de rendimento esperado sobre os ativos do plano 5,34% a.s. 10,13% a.a. 5,24% a.s ,34% a.s. 13,51% a.a. 7,06% a.s. Rendimento esperado dos ativos para o período (R$ mil) (1) Rendimento efetivo (R$ mil) (2) ( ) ( ) (1) Valor calculado com base na meta atuarial (INPC+5% a.a.). (2) Considera os efeitos decorrentes de investimentos em renda variável. Principais premissas atuariais adotadas em cada período Plano 1 Previ Plano Informal Previ Plano de Associados Cassi Outros Planos (1) Taxa de inflação (a.a.) 4,38% 4,20% 4,38% 4,20% 4,38% 4,20% 4,38% 5,15% Taxa real de desconto (a.a.) 6,30% 6,30% 6,30% 6,30% 6,30% 6,30% 6,30% 8,66% Taxa nominal de retorno dos investimentos (a.a.) 10,96% 10,76% ,96% 14,26% Taxa real de crescimento salarial esperado (a.a.) 0,41% 1,26% ,41% 1,26% 0,57% 3,29% Tempo médio remanescente de trabalho (anos) 2,58 4, ,78 14,14 6,95 4,51 Tábua de sobrevivência AT-83 AT-83 AT-83 AT-83 Regime de capitalização Crédito Unitário Projetado Crédito Unitário Projetado Crédito Unitário Projetado Crédito Unitário Projetado (1) As premissas atuariais agrupadas são apresentadas através de médias ponderadas. 139

281 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis O Banco, para definição dos valores relativos aos planos de benefício definido, utiliza métodos e premissas diferentes daqueles apresentados pelas entidades patrocinadas. As diferenças mais relevantes concentram-se na definição dos valores relativos ao Plano 1 Previ. Diferenças de premissas do Plano 1 Previ Banco Previ Taxa real de desconto (a.a.) 6,3% 5% Tábua de sobrevivência AT-83 AT-2000 Avaliação de Ativos Fundos exclusivos Valor de mercado ou fluxo de caixa descontado - cenário base Fluxo de caixa descontado - cenário conservador Regime de Capitalização Crédito Unitário Projetado Método Agregado Conciliação do Plano 1 valores apurados - Previ/Banco Ativos do Plano Obrigações Atuariais Efeito no Superávit R$ mil Valor apurado - Previ ( ) ( ) ( ) Incorporação dos valores do contrato ( ) ( ) ( ) Ajuste no valor dos (1) ativos do plano Ajuste nas obrigações taxa de desconto/regime de capitalização Valor apurado - Banco ( ) ( ) ( ) (1) Refere-se principalmente aos ajustes efetuados pelo Banco na apuração do valor justo dos ativos do plano, utilizando-se o valor de mercado para as ações da Vale e fluxo de caixa descontado cenário base para os ativos da Neonergia, 521 Participações e Invepar, enquanto que na Previ é utilizado o método de fluxo de caixa descontado cenário conservador. Valores atuariais para a data atual e para os quatro exercícios anteriores R$ mil Plano 1 (Previ) Superávit/(déficit) Obrigação de benefício definido ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Ativos do plano Ajustes de experiência sobre os passivos do plano (a.a.) (2,0%) (8,4%) (3,6%) (7,1%) (3,2%) Ajustes de experiência sobre os ativos do plano (a.a.) (5,8%) 16,7% 20,8% (28,7%) (18,7%) Plano Informal (Previ) Superávit/(déficit) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Obrigação de benefício definido ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Ajustes de experiência sobre os passivos do plano (a.a.) 2,0% (3,7%) (6,1%) (11,4%) (9,6%) Plano de Associados (Cassi) Superávit/(déficit) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Obrigação de benefício definido ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Ajustes de experiência sobre os passivos do plano (a.a.) (4,9%) (2,9%) (0,3%) 0,1% 8,8% Outros Planos Superávit/(déficit) ( ) ( ) ( ) Obrigação de benefício definido ( ) ( ) ( ) ( ) -- Ativos do plano Ajustes de experiência sobre os passivos do plano (a.a.) 6,0% (6,9%) (17,6%) (4,9%) -- Ajustes de experiência sobre os ativos do plano (a.a.) (0,3%) (0,5%) (3,2%) 0,4%

282 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis d) Resumo dos ativos/(passivos) atuariais registrados no Banco Ativo Atuarial Passivo Atuarial R$ mil Plano 1 (Previ) Plano Informal (Previ) ( ) ( ) ( ) Plano de Associados (Cassi) ( ) ( ) ( ) Regulamento Geral (Economus) ( ) ( ) ( ) Regulamento Complementar 1 (Economus) (237) (237) -- Plus I e II (Economus) ( ) ( ) ( ) Grupo B (Economus) ( ) ( ) ( ) Total ( ) ( ) ( ) e) Destinações do Superávit Plano 1 Fundo Paridade R$ mil 1ºSem/2011 Exerc/2010 1ºSem/2010 Saldo Inicial Atualização Contribuições ao Plano 1 - contrato 97 (62.985) ( ) (27.746) Saldo Final Fundo de Destinação Saldo Inicial Atualização Transferência para os fundos de contribuição e utilização ( ) Saldo Final Fundo de Contribuição Saldo Inicial Constituição (1) Atualização Contribuições ao Plano 1 ( ) Saldo Final Fundo de Utilização Saldo Inicial Constituição (1) Atualização Saldo Final (1) Fundos constituídos no primeiro semestre de e.1) Fundo Paridade O custeio do plano era mantido, até , com a contribuição de 2/3 (dois terços) pelo Banco e de 1/3 (um terço) pelos participantes. A partir de , visando adequar às disposições da Emenda Constitucional n.º 20, tanto o Banco quanto os participantes passaram a contribuir com 50% cada, sendo inclusive objeto de acordo posterior entre as partes envolvidas, com a devida homologação pela Secretaria de Previdência Complementar. O custo da implementação da paridade contributiva foi coberto com a utilização do superávit existente no Plano na época. Como efeito desse acordo, coube ao Banco, ainda, reconhecer o valor de R$ mil, os quais foram registrados em Outros Créditos Títulos e Créditos a Receber Previ. Esse ativo é corrigido mensalmente com base na meta atuarial (INPC + 5% a.a.), e vem sendo utilizado desde janeiro de 2007 para compensar eventual desequilíbrio financeiro na relação entre Reserva a Amortizar e Amortizante Antecipada decorrente do contrato estabelecido com a Previ em 1997, o qual garantiu benefícios complementares aos participantes do Plano 1 admitidos até e que não estavam aposentados até aquela data. 141

283 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis e.2) Fundo de Destinação Em , o Banco assinou Memorando de Entendimentos com as entidades representativas de funcionários e aposentados, visando à destinação e utilização parcial do superávit do Plano, conforme determina a Lei Complementar n.º 109/2001 e Resolução CGPC n.º 26/2008. Face a aprovação das medidas previstas no Memorando de Entendimentos pelo Conselho Deliberativo da Previ, o Banco registrou, em , em Outros Créditos Títulos e Créditos a Receber Previ, o montante de R$ mil em contrapartida à baixa do valor na rubrica de Outros Créditos - Ativo Atuarial, sendo corrigido pela meta atuarial (INPC + 5% a.a.). e.3) Fundo de Contribuição O Fundo de Contribuição é constituído por recursos transferidos do Fundo de Destinação para fazer frente à suspensão da cobrança de contribuições pelo período de três exercícios, conforme estabelecido no Memorando de Entendimentos. Mensalmente, o valor relativo às contribuições do Banco é transferido para a titularidade da Previ. O Fundo de Contribuição é corrigido pela meta atuarial (INPC + 5% a.a.). e.4) Fundo de Utilização O Fundo de Utilização é constituído por recursos transferidos do Fundo de Destinação e poderá ser utilizado pelo Banco após cumpridas as exigências estabelecidas pela legislação aplicável. O Fundo de Utilização é corrigido pela meta atuarial (INPC + 5% a.a.). 28 Ativos e Passivos Contingentes e Obrigações Legais Fiscais e Previdenciárias a) Ativos Contingentes Fiscais O Banco do Brasil é parte ativa em processos judiciais visando restituir indébitos tributários, reconhecidos nas demonstrações contábeis somente na hipótese de desfecho favorável ao Banco (ainda não contabilizadas), de acordo com a Resolução CMN n.º 3.823/2009. As ações de maior relevância são as seguintes: Inconstitucionalidade do Imposto de Renda sobre o Lucro Líquido pago sobre o exercício de 1989 e 1º semestre de 1992, no valor de R$ mil (R$ mil em ); IOF - Lei n.º 8.033/1990 (Correção Monetária), no valor de R$ mil (R$ mil em ). b) Passivos Contingentes Prováveis Ações Trabalhistas O Banco é parte passiva em processos trabalhistas movidos, na grande maioria, por ex-empregados ou sindicatos da categoria. As provisões de perdas prováveis representam vários pedidos reclamados, como: indenizações, horas extras, descaracterização de jornada de trabalho, adicional de função e representação e outros. Ações Fiscais O Banco está sujeito a questionamentos das autoridades fiscais com relação a tributos, que podem gerar autuações com o objeto de competência ou o montante de receita tributável ou despesa dedutível. A maioria das ações oriundas das autuações versam sobre ISSQN, CPMF, CSLL, IRPJ e IOF. Como garantia de algumas delas, existem penhoras em dinheiro ou imóveis. Ações de Natureza Cível Nas ações de natureza cível destacam-se as de cobrança de diferença entre a inflação ocorrida e o índice utilizado para correção de aplicações financeiras durante o período dos Planos Econômicos (Plano Collor, Plano Bresser e Plano Verão). Com a proximidade dos prazos prescricionais para propositura de ações visando à reposição de valores, com base nos índices inflacionários, afetados por esses Planos Econômicos, ocorreu incremento no volume de ações ajuizadas. As ações, cujos êxitos pelas partes adversas são considerados prováveis, 142

284 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis estão provisionadas. Os índices questionados estão previstos em lei que regulou à época a política econômica do Governo Federal. Com a prescrição ocorrida, não há passivo potencialmente representativo a ser considerado. Sobre essa matéria, há ação pendente de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) ADPF/165: Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental de autoria da Confederação Nacional do Sistema Financeiro, com o objetivo de declarar a constitucionalidade da legislação que instituiu os Planos Econômicos. Movimentações na provisão para demandas trabalhistas, fiscais e cíveis classificadas como prováveis R$ mil Demandas Trabalhistas BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado 1º Sem/2011 1ºSem/2010 1º Sem/2011 1ºSem/2010 Saldo Inicial Constituição Reversão da provisão (250) ( ) (2.999) ( ) Baixa por pagamento ( ) ( ) ( ) ( ) Atualização monetária Valores incorporados/adicionados (1) Saldo Final Demandas Fiscais Saldo Inicial Constituição Reversão da provisão (4) (9.076) (8.611) (9.571) Baixa por pagamento (1.552) (444) (1.552) (1.899) Atualização monetária Variação de participação societária em coligadas (2) ( ) -- Valores incorporados/adicionados (1) Saldo Final Demandas Cíveis Saldo Inicial Constituição Reversão da provisão (135) ( ) (20.467) ( ) Baixa por pagamento ( ) ( ) ( ) ( ) Atualização monetária Valores incorporados/adicionados (1) Saldo Final Total das Demandas Trabalhistas, Fiscais e Cíveis (1) Refere-se, no 1º semestre de 2011, aos saldos oriundos do Banco Patagonia e das empresas que compõem a parceria BB-Mapfre no ramo seguridade. (2) Refere-se à alteração da participação societária do Banco em coligadas não financeiras. c) Passivos Contingentes Possíveis As demandas trabalhistas, fiscais e cíveis classificadas com risco possível são dispensadas de constituição de provisão com base na Resolução CMN n.º 3.823/2009. Ações Trabalhistas Representam vários pedidos reclamados, como: indenizações, horas extras, descaracterização de jornada de trabalho, adicional de função e representação e outros. Ações Fiscais Representam pedidos relacionados com: ISSQN, cobrança e outras obrigações fiscais oriundas da Secretaria da Receita Federal e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As principais contingências têm origem em: 143

285 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Autos de infração lavrados pelo INSS, visando o recolhimento de contribuições incidentes sobre abonos salariais pagos nos acordos coletivos do período de 1995 a 2006, no valor de R$ mil, verbas de transporte coletivo e utilização de veículo próprio por empregados do Banco do Brasil, no valor de R$ mil e participações nos lucros e resultados de funcionários, correspondentes ao período de abril de 2001 a outubro de 2003, no valor de R$ mil. Autos de infração lavrados pelas Fazendas Públicas dos Municípios visando a cobrança de ISSQN, no montante de R$ mil. Ações de Natureza Cível Nas ações de natureza cível destacam-se as que visam indenizações e a cobrança de diferença entre a inflação ocorrida e o índice utilizado para correção de aplicações financeiras durante o período dos Planos Econômicos (Plano Collor, Plano Bresser e Plano Verão). Saldos dos passivos contingentes classificados como possíveis BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Demandas Trabalhistas Demandas Fiscais Demandas Cíveis Total d) Depósitos em Garantia de Recursos Saldos dos depósitos em garantia constituídos para as contingências BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Demandas Trabalhistas Demandas Fiscais Demandas Cíveis Total e) Obrigações Legais O Banco mantém registrado em Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias o montante de R$ mil (R$ mil em e R$ mil em ) no BB-Banco Múltiplo e R$ mil (R$ mil em e R$ mil em ) no BB-Consolidado relativo às seguintes ações: Ação Judicial: Imposto de Renda e Contribuição Social Em fevereiro de 1998, o Banco ingressou na via judicial com pedido de compensação integral dos prejuízos fiscais acumulados de Imposto de Renda e das bases negativas de Contribuição Social. Desde então, o Banco passou a compensar integralmente prejuízos fiscais e bases negativas com o valor devido de Imposto de Renda e de Contribuição Social, realizando o depósito integral do montante devido (70% do valor compensado), o que ensejou o despacho do Juízo da 16ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal reconhecendo a suspensão da exigibilidade dos referidos tributos, nos termos do artigo 151, inciso II, do Código Tributário Nacional (CTN), até o trânsito em julgado da sentença. Desde , o processo aguarda julgamento de recurso extraordinário pelo STF. A compensação dos valores de prejuízos fiscais e CSLL a compensar tem como efeito a baixa de créditos tributários ativados, observada a limitação de 30%. Os tributos diferidos (IRPJ e CSLL) sobre a atualização dos depósitos judiciais vêm sendo compensados com os créditos tributários decorrentes da provisão para perda da referida atualização, em conformidade com o artigo 1º, inciso II, 2º da Resolução CMN n.º 3.059/2002, sem efeito no resultado. 144

286 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Na hipótese de êxito na ação judicial, verificou-se que, em setembro de 2005 e em janeiro de 2009, o Banco teria consumido todo o estoque de Prejuízos Fiscais e CSLL a Compensar, respectivamente. Assim, desde a competência outubro de 2005 e fevereiro de 2009, os valores do IRPJ e da CSLL estão sendo recolhidos integralmente. Além disso, ocorreria a transferência dos recursos da rubrica que registra os depósitos judiciais para a de disponibilidades. Os créditos tributários relativos aos depósitos judiciais (principal) seriam baixados contra a provisão de IRPJ e CSLL e seria revertida, contra o resultado, a provisão para riscos fiscais relativa à atualização dos depósitos, no valor de R$ mil. Considerada a hipótese de perda da ação (situação em que os valores depositados judicialmente seriam convertidos em renda a favor da Fazenda Nacional), reclassificam-se para a rubrica representativa de ativo IRPJ a compensar e CSLL a compensar as parcelas de créditos tributários de IRPJ sobre prejuízos fiscais e CSLL a compensar, respectivamente, que poderiam ser utilizadas desde a competência outubro de 2005 e fevereiro de 2009, observada a limitação de 30%. Esses tributos a compensar, que decorreriam das retificações das Declarações de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica, correspondem a R$ mil, em , e sua atualização pela Taxa Selic, a R$ mil. Tal valor ajusta a provisão para riscos fiscais relativa à atualização dos depósitos judiciais, de forma que alcance o montante necessário para anular integralmente o risco inerente à hipótese de perda. Valores relacionados à referida ação R$ mil Obrigação Legal Provisão para Processo Judicial Depósitos Judiciais Montante realizado Atualização Montante dos Créditos Tributários Correspondente à Parcela de 70% Prejuízos fiscais de IRPJ Bases negativas de CSLL / CSLL a compensar Ação Judicial: PIS/Pasep e Cofins Provisão para o processo judicial referente ao Mandado de Segurança por meio do qual pretende-se o reconhecimento do direito do Banco do Brasil, da BB Corretora e do Banco Votorantim de recolherem o PIS/Pasep e a Cofins de acordo com as bases de cálculo previstas nas Leis Complementares n.º 7/1970, e n.º 70/1991, sendo no Banco do Brasil o montante de R$ mil (R$ mil em e R$ mil em ) e no BB-Consolidado o montante de R$ mil (R$ mil em e R$ mil em ), sendo R$ mil oriundos do Banco Votorantim. As liminares do Banco do Brasil e da BB Corretora foram suspensas em , motivo pelo qual voltaram a recolher, a partir do fato gerador de julho de 2010, o PIS/Pasep e a Cofins na forma prevista na Lei n /1998. As medidas judiciai s do Banco Votorantim tiveram sentenças e acórdãos favoráveis passíveis de recursos Gerenciamento de Riscos e Capital Regulatório a) Processo de Gestão de Riscos O Banco do Brasil considera o gerenciamento de riscos e de capital como vetores principais para o processo de tomada de decisão. No Banco, a gestão colegiada dos riscos é realizada de forma totalmente segregada das unidades de negócios. As políticas de gestão de riscos são aprovadas pelo Conselho de Administração, após trânsito prévio pelo Comitê de Risco Global (CRG), um fórum composto pelo Presidente e Vice-presidentes, e apreciação pelo Comitê de Auditoria. As ações para implantação e acompanhamento das diretrizes emanadas do CRG são conduzidas em subcomitês específicos (crédito; mercado e liquidez; e operacional), que são fóruns constituídos por Diretores. 145

287 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Para conhecer mais sobre o processo de gestão de riscos no Banco do Brasil, acesse o website bb.com.br/ri. b) Risco de Crédito Risco de Crédito está associado à possibilidade de perda resultante da incerteza quanto ao recebimento de valores pactuados com tomadores de empréstimos, contrapartes de contratos ou emissores de títulos. Para se alinhar às melhores práticas de gestão do risco de crédito e aumentar a eficiência na gestão de seu capital econômico, o Banco utiliza métricas de risco e retorno como instrumentos de disseminação da cultura na Instituição, presentes em todo o seu processo de crédito. c) Risco de Liquidez Este tipo de risco assume duas formas: risco de liquidez de mercado e risco de liquidez de fluxo de caixa (funding). O primeiro corresponde à possibilidade de perda decorrente da incapacidade de realizar uma transação em tempo razoável e sem perda significativa de valor. O segundo está associado à possibilidade de falta de recursos para honrar os compromissos assumidos em função do descasamento entre os ativos e passivos. d) Risco Operacional Reflete a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos. Este conceito inclui o risco legal. 146

288 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis e) Risco de Mercado Risco de Mercado reflete a possibilidade de perdas que podem ser ocasionadas por mudanças no comportamento das taxas de juros, do câmbio, dos preços das ações e dos preços de commodities. Instrumentos Financeiros Valor Justo Instrumentos financeiros registrados em contas patrimoniais, comparadas ao valor justo: BB-Consolidado R$ mil Ganho/(Perda) não Realizado(a) sem Efeitos Fiscais Valor Contábil Valor Justo Valor Contábil Valor Justo Valor Contábil Valor Justo No Resultado No Patrimônio Líquido Ativos Aplicações interfinanceiras de liquidez (14.529) (14.529) Títulos e valores mobiliários ( ) ( ) ( ) Ajuste a mercado de títulos disponíveis para venda (Nota 8.a) Ajuste a mercado de títulos mantidos até o vencimento (Nota 8.a) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Instrumentos financeiros derivativos Operações de crédito (59.402) (32.867) (59.402) (32.867) Passivos Depósitos interfinanceiros ( ) (8.950) (84.048) ( ) (8.950) (84.048) Depósitos a prazo (31.024) (42.058) (31.024) (42.058) Obrigações por operações compromissadas (29.136) (29.136) Obrigações por empréstimos e repasses (42.256) (42.256) Instrumentos financeiros derivativos Outras obrigações Ganho/(Perda) não Realizado(a) sem Efeitos Fiscais ( ) (51.267) 147

289 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Determinação do Valor Justo dos Instrumentos Financeiros Aplicações Interfinanceiras de Liquidez: O valor justo foi obtido pelo desconto dos fluxos de caixa futuros, adotando as taxas de juros praticadas pelo mercado em operações semelhantes na data do balanço. Títulos e Valores Mobiliários: Contabilizados pelo valor de mercado, em conformidade com o estabelecido pela Circular Bacen n.º 3.068/2001, excetuando-se desse critério os títulos mantidos até o vencimento. A apuração do valor justo dos títulos, inclusive dos títulos mantidos até o vencimento, é dada com base nas taxas coletadas junto ao mercado. Operações de Crédito: As operações remuneradas a taxas pré-fixadas de juros foram estimadas mediante o desconto dos fluxos futuros de caixa, adotando-se, para tanto, as taxas de juros utilizadas pelo Banco para contratação de operações semelhantes na data de balanço. Para as operações deste grupo, remuneradas a taxas pós-fixadas, foi considerado como valor justo o próprio valor contábil devido à equivalência entre os mesmos. Depósitos Interfinanceiros: O valor justo foi calculado mediante o desconto da diferença entre os fluxos futuros de caixa e as taxas atualmente praticadas no mercado para operações pré-fixadas. No caso de operações pós-fixadas, cujos vencimentos não ultrapassavam 30 dias, o valor contábil foi considerado aproximadamente equivalente ao valor justo. Depósitos a Prazo: Na apuração do valor justo são utilizados os mesmos critérios adotados para os depósitos interfinanceiros. Operações Compromissadas: Para as operações com taxas pré-fixadas, o valor justo foi apurado calculando o desconto dos fluxos de caixa estimados, adotando taxas de desconto equivalentes às taxas praticadas em contratações de operações similares no último dia de mercado. Para as operações pósfixadas, os valores contábeis foram considerados aproximadamente equivalentes ao valor justo. Obrigações por Empréstimos e Repasses: Tais operações são exclusivas do Banco, sem similares no mercado. Face às suas características específicas, taxas exclusivas para cada recurso ingressado, inexistência de mercado ativo e instrumento similar, o valor justo dessas operações é equivalente ao valor contábil. Outras Obrigações: O valor justo foi apurado por meio do cálculo do fluxo de caixa descontado, considerando as taxas de juros oferecidas no mercado para obrigações cujos vencimentos, riscos e prazos são similares. Demais Instrumentos Financeiros: Constantes ou não do balanço patrimonial, o valor justo é aproximadamente equivalente ao valor contábil. Derivativos: Os derivativos são contabilizados pelo valor de mercado, conforme a Circular Bacen n.º 3.082/2002. A apuração do valor de mercado dos derivativos é estimada de acordo com modelo de precificação interno, observadas as taxas divulgadas para operações com prazo e indexadores similares no último dia de negociação do exercício. Análise de Sensibilidade (Instrução CVM n.º 475/2008) O Banco gerencia seus riscos de forma dinâmica, buscando identificar, avaliar, monitorar e controlar as exposições aos riscos de mercado de suas posições próprias. Para isto, o Banco considera os limites de riscos estabelecidos pelos Comitês Estratégicos e possíveis cenários para atuar de forma tempestiva na reversão de eventuais resultados adversos. O Banco do Brasil, em conformidade com a Resolução CMN n.º 3.464/2007 e com a Circular Bacen n.º 3.354/2007, visando maior eficiência na gestão de suas operações expostas ao risco de mercado, segrega suas operações, inclusive instrumentos financeiros derivativos, da seguinte forma: 1) Carteira de Negociação (Trading Book): formada por todas as operações de posições próprias realizadas com intenção de negociação ou destinadas a hedge da carteira de negociação, para as quais haja a intenção de serem negociadas antes de seu prazo contratual, observadas as condições normais de mercado, e que não contenham cláusula de inegociabilidade; 148

290 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 2) Carteira de Não Negociação (Banking Book): formada por operações não classificadas na Carteira de Negociação, tendo como característica principal a intenção de manter tais operações até o seu vencimento. A análise de sensibilidade para todas as operações ativas e passivas do balanço patrimonial, em atendimento à Instrução CVM n.º 475/2008, não reflete adequadamente a gestão dos riscos de mercado adotada pela Instituição bem como, não representa as práticas contábeis adotadas pelo Banco. Para determinar a sensibilidade do capital das posições do Banco do Brasil, exceto as posições do Banco Votorantim, aos impactos de movimentos de mercado, foram realizadas simulações com três possíveis cenários, sendo dois deles com consequente resultado adverso para o Banco. Os cenários utilizados estão apresentados como segue: Cenário I: Situação provável. Reflete a percepção da Administração do Banco em relação ao cenário com maior probabilidade de ocorrência, para um horizonte de três meses, considerando fatores macroeconômicos e informações de mercado (BM&FBovespa, Andima, etc.). Premissas utilizadas: taxa de câmbio Real/Dólar de R$ 1,59 e elevação da taxa Selic para 12,75% ao ano, com base nas condições de mercado observadas em ; Cenário II: Situação eventual. Premissas utilizadas: choque paralelo de 25% nas variáveis de risco, com base nas condições de mercado observadas em , sendo consideradas as piores perdas resultantes por fator de risco e, consequentemente, não incorporando a dinâmica de relacionamento entre as variáveis macroeconômicas; e Cenário III: Situação eventual. Premissas utilizadas: choque paralelo de 50% nas variáveis de risco, com base nas condições de mercado observadas em , sendo consideradas as piores perdas resultantes por fator de risco e, consequentemente, não incorporando a dinâmica de relacionamento entre as variáveis macroeconômicas. Síntese dos resultados para a Carteira de Negociação, exceto as posições do Banco Votorantim, composta por títulos públicos e privados, instrumentos financeiros derivativos e recursos captados por meio de operações compromissadas: Cenário I R$ mil Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Taxa pré-fixada Risco de variação das taxas pré-fixadas de juros Aumento (1.547) Aumento (13.129) Aumento (4.946) Cupons de TMS e CDI Risco de variação de cupons de taxas de juros Aumento (71) Aumento Cupom de IPCA Risco de variação de cupons de índices de preços Aumento (377) Aumento (971) Aumento (1.378) Cupom de Dólar Americano Risco de variação de cupons de moedas estrangeiras Redução (57) Redução -- Aumento -- Taxas de câmbio Risco de variação das taxas de câmbio Aumento Aumento Redução (59) Cenário II R$ mil Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Taxa pré-fixada Risco de variação das taxas pré-fixadas de juros Aumento (10.735) Aumento (35.251) Aumento (10.541) Cupons de TMS e CDI Risco de variação de cupons de taxas de juros Aumento (34) Aumento (41) Cupom de IPCA Risco de variação de cupons de índices de preços Aumento (1.317) Aumento (1.451) Aumento (1.790) Cupom de Dólar Americano Risco de variação de cupons de moedas estrangeiras Redução (374) Aumento -- Redução -- Taxas de câmbio Risco de variação das taxas de câmbio Redução (21.794) Redução (22.653) Redução (17.603) 149

291 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Cenário III R$ mil Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Taxa pré-fixada Risco de variação das taxas pré-fixadas de juros Aumento (21.734) Aumento (73.052) Aumento (22.818) Cupons de TMS e CDI Risco de variação de cupons de taxas de juros Aumento (68) Aumento (82) Cupom de IPCA Risco de variação de cupons de índices de preços Aumento (2.576) Aumento (2.837) Aumento (3.482) Cupom de Dólar Americano Risco de variação de cupons de moedas estrangeiras Redução (876) Aumento -- Redução -- Taxas de câmbio Risco de variação das taxas de câmbio Redução (43.588) Redução (45.305) Redução (35.206) Para as operações classificadas na Carteira de Não Negociação, a valorização ou a desvalorização em decorrência de mudanças nas taxas de juros praticadas no mercado não representa impacto financeiro e contábil significativo sobre o resultado do Banco. Isto porque esta carteira é composta, majoritariamente, por operações de crédito (créditos diretos ao consumidor, agronegócios, capital de giro, etc.), captações de varejo (depósitos à vista, a prazo e de poupança) e títulos e valores mobiliários, cujo registro contábil é realizado, principalmente, pelas taxas pactuadas na contratação das operações. Adicionalmente, destaca-se o fato dessas carteiras apresentarem como principal característica a intenção de manter as respectivas posições até o vencimento, não sofrendo, portanto, os efeitos das oscilações em taxa de juros, ou pelo fato dessas operações estarem atreladas naturalmente a outros instrumentos (hedge natural), minimizando dessa forma os impactos em um cenário de estresse. Síntese dos resultados para a Carteira de Negociação e Não Negociação, exceto as posições do Banco Votorantim: Cenário I R$ mil Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Taxa pré-fixada Risco de variação das taxas pré-fixadas de juros Aumento ( ) Aumento ( ) Aumento ( ) Cupom de TR Aumento Aumento Risco de variação de cupons de taxas de juros Cupom de TBF Redução (107) Redução (145) Aumento Cupom de TJLP Aumento Aumento Aumento Risco de variação de cupons de taxas de juros Cupom de TMS e CDI Aumento Aumento (27.143) Cupom de IGP-M Aumento (62.328) Aumento ( ) Cupom de IGP-DI Aumento (106) Aumento (207) Risco de variação de cupons de índices de preços Cupom de INPC Aumento ( ) Aumento (70.605) Cupom de IPCA Aumento (17.773) Aumento (31.214) Cupom de moedas estrangeiras Risco de variação de cupons de moedas estrangeiras Aumento ( ) Redução ( ) Redução ( ) Aumento (36.115) Taxa de câmbio Risco de variação das taxas de câmbio Aumento Aumento Redução (405) 150

292 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Cenário II R$ mil Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Taxa pré-fixada Risco de variação das taxas pré-fixadas de juros Aumento ( ) Aumento ( ) Aumento ( ) Cupom de TR Redução ( ) Redução ( ) Risco de variação de cupons de taxas de juros Cupom de TBF Redução (200) Redução (301) Redução ( ) Cupom de TJLP Redução ( ) Redução ( ) Redução ( ) Risco de variação de cupons de taxas de juros Cupom de TMS e CDI Redução (57.521) Aumento (35.049) Cupom de IGP-M Aumento ( ) Aumento ( ) Cupom de IGP-DI Aumento (483) Aumento (287) Risco de variação de cupons de índices de preços Cupom de INPC Aumento ( ) Aumento ( ) Cupom de IPCA Aumento (60.167) Aumento (45.560) Cupom de moedas estrangeiras Risco de variação de cupons de moedas estrangeiras Aumento ( ) Redução ( ) Redução (29.465) Aumento (83.175) Taxa de câmbio Risco de variação das taxas de câmbio Redução ( ) Redução ( ) Redução ( ) Cenário III R$ mil Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Taxa pré-fixada Risco de variação das taxas pré-fixadas de juros Aumento ( ) Aumento ( ) Aumento ( ) Cupom de TR Redução ( ) Redução ( ) Risco de variação de cupons de taxas de juros Cupom de TBF Redução (401) Redução (603) Redução ( ) Cupom de TJLP Redução ( ) Redução ( ) Redução ( ) Risco de variação de cupons de taxas de juros Cupom de TMS e CDI Redução ( ) Aumento (70.073) Cupom de IGP-M Aumento ( ) Aumento ( ) Cupom de IGP-DI Aumento (962) Aumento (570) Risco de variação de cupons de índices de preços Cupom de INPC Aumento ( ) Aumento ( ) Cupom de IPCA Aumento ( ) Aumento (88.026) Cupom de moedas estrangeiras Risco de variação de cupons de moedas estrangeiras Aumento ( ) Redução ( ) Redução (59.180) Aumento ( ) Taxa de câmbio Risco de variação das taxas de câmbio Redução ( ) Redução ( ) Redução ( ) Os cenários utilizados para elaboração do quadro de análise de sensibilidade devem, necessariamente, utilizar situações de deterioração de, pelo menos, 25% e 50% por variável de risco vista isoladamente, conforme determina a Instrução CVM n.º 475/2008. Logo, a análise conjunta dos resultados fica prejudicada. Por exemplo, choques simultâneos de aumento na taxa pré-fixada de juros e redução no Cupom de TR não são consistentes do ponto de vista macroeconômico. As operações de derivativos existentes na Carteira de Não Negociação, especificamente, não representam risco de mercado relevante para o Banco, haja vista que essas posições são originadas, principalmente, para atender às seguintes situações: - Troca de indexador de remuneração de captações e aplicações de recursos realizadas para atender às necessidades dos clientes; - Hedge de risco de mercado, cujo objeto e sua efetividade estão descritos na Nota 8.d. Também, nessa operação, a variação na taxa de juros e de câmbio não produz efeito no resultado do Banco. O Banco não possui qualquer operação que possa ser classificada como derivativo exótico, conforme descrito na Instrução CVM n.º 475/2008, anexo II. Participação no Banco Votorantim O Banco Votorantim, no 1º semestre de 2011, revisou os critérios de classificação de suas operações, que resultou na migração de parte de suas posições da Carteira de Negociação para a de Não Negociação. Dessa forma, a análise de sensibilidade das posições referentes à participação do Banco 151

293 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis do Brasil no Banco Votorantim passa a ser realizada para a Carteira de Negociação e para o conjunto das Carteiras de Negociação e de Não Negociação. Foram realizadas simulações, com três possíveis cenários, sendo dois deles com consequente resultado adverso: Cenário I: Situação provável. Reflete a percepção da Administração do Banco Votorantim em relação ao cenário com maior probabilidade de ocorrência. Premissas utilizadas: taxa de câmbio Real/Dólar de R$ 1,50 e taxa Selic de 12,75% ao ano para o final de 2011; Cenário II: Premissas utilizadas: choque paralelo de 25% nas variáveis de risco, com base nas condições de mercado observadas em , sendo consideradas as piores perdas resultantes por fator de risco e, consequentemente, não incorporando a dinâmica de relacionamento entre as variáveis macroeconômicas; Cenário III: Premissas utilizadas: choque paralelo de 50% nas variáveis de risco, com base nas condições de mercado observadas em , sendo consideradas as piores perdas resultantes por fator de risco e, consequentemente, não incorporando a dinâmica de relacionamento entre as variáveis macroeconômicas. Resultados da Carteira de Negociação das posições do Banco relativas a sua participação no Banco Votorantim: Cenário I R$ mil Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Taxa pré-fixada Risco de variação das taxas pré-fixadas de juros Aumento (20.589) Aumento -- Aumento (69.082) Cupons de moedas estrangeiras Risco de variação de cupom cambial Aumento (28.347) Aumento Aumento -- Variação cambial Risco de variação das taxas de câmbio Redução (12.249) Aumento ( ) Redução Índices de preços Risco de variação de cupons de índices de preços Redução Aumento (2.403) Redução Taxas de juros Risco de variação de cupons de taxas de juros Aumento -- Aumento (425) Aumento (530) Outros Risco de variação dos demais cupons Aumento Aumento (12.221) Aumento (33.067) Cenário II R$ mil Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Taxa pré-fixada Risco de variação das taxas pré-fixadas de juros Redução ( ) Redução ( ) Aumento (81.359) Cupons de moedas estrangeiras Risco de variação de cupom cambial Aumento (19.688) Redução ( ) Aumento -- Variação cambial Risco de variação das taxas de câmbio Redução ( ) Aumento ( ) Aumento ( ) Índices de preços Risco de variação de cupons de índices de preços Aumento (5.491) Aumento (8.522) Aumento (20.004) Taxas de juros Risco de variação de cupons de taxas de juros Aumento -- Aumento (2.973) Aumento (659) Outros Risco de variação dos demais cupons Redução (22.699) Redução (21.201) Redução

294 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Cenário III R$ mil Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Variação de Taxas Resultado Taxa pré-fixada Risco de variação das taxas pré-fixadas de juros Redução ( ) Redução ( ) Aumento (94.275) Cupons de moedas estrangeiras Risco de variação de cupom cambial Aumento (10.107) Redução ( ) Aumento -- Variação cambial Risco de variação das taxas de câmbio Redução ( ) Aumento ( ) Aumento ( ) Índices de preços Risco de variação de cupons de índices de preços Aumento (30.454) Aumento (14.498) Aumento (23.808) Taxas de juros Risco de variação de cupons de taxas de juros Aumento -- Aumento (5.241) Aumento (785) Outros Risco de variação dos demais cupons Redução (90.500) Redução ( ) Redução (48.073) Resultados das Carteiras de Negociação e de Não Negociação, das posições do Banco relativas a sua participação no Banco Votorantim: R$ mil Cenário I Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Taxa pré-fixada Risco de variação das taxas pré-fixadas de juros Aumento (36.012) Cupons de moedas estrangeiras Risco de variação de cupom cambial Aumento (2.852) Variação cambial Risco de variação das taxas de câmbio Redução (16.680) TJLP Risco de variação de cupom de TJLP Redução -- TR/TBF Risco de variação de cupom de TR e TBF Aumento -- Índices de preços Risco de variação de cupons de índices de preços Aumento 799 R$ mil Cenário II Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Taxa pré-fixada Risco de variação das taxas pré-fixadas de juros Redução ( ) Cupons de moedas estrangeiras Risco de variação de cupom cambial Aumento (1.702) Variação cambial Risco de variação das taxas de câmbio Redução ( ) TJLP Risco de variação de cupom de TJLP Aumento (1.196) TR/TBF Risco de variação de cupom de TR e TBF Aumento -- Índices de preços Risco de variação de cupons de índices de preços Redução (1.075) R$ mil Cenário III Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Taxa pré-fixada Risco de variação das taxas pré-fixadas de juros Redução ( ) Cupons de moedas estrangeiras Risco de variação de cupom cambial Aumento (4.039) Variação cambial Risco de variação das taxas de câmbio Redução ( ) TJLP Risco de variação de cupom de TJLP Aumento (2.152) TR/TBF Risco de variação de cupom de TR e TBF Aumento -- Índices de preços Risco de variação de cupons de índices de preços Redução (2.444) f) Capital Regulatório O Índice de Basileia foi apurado segundo os critérios estabelecidos pelas Resoluções CMN n.º 3.444/2007 e n.º 3.490/2007, que tratam do cálculo do Patrimônio de Referência (PR) e do 153

295 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Patrimônio de Referência Exigido (PRE), respectivamente, sem considerar as informações relativas ao Banco Votorantim conforme determinação do Bacen R$ mil Econômico- Financeiro Financeiro Econômico- Financeiro Financeiro Econômico- Financeiro Financeiro PR Patrimônio de Referência Nível I Patrimônio líquido Reservas de reavaliação (5.961) (5.960) (6.241) (6.241) (6.373) (6.373) Ativo permanente diferido ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Ajustes ao valor de mercado ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Créditos tributários excluídos do nível I (12.926) (12.926) (22.477) (22.477) (22.477) (22.477) Instrumentos híbridos de capital e dívida nível I Nível II Ajustes ao valor de mercado Dívidas subordinadas elegíveis a capital Recursos captados do FCO Recursos captados no exterior Recursos captados com CDB Recursos captados com Letras Financeiras Instrumentos híbridos de capital e dívida nível II Reservas de reavaliação Deduções do PR ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Instrumentos financeiros excluídos do PR ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) PRE Patrimônio de Referência Exigido Risco de crédito Risco de mercado Risco operacional Suficiência/(Insuficiência) de PR: PR PRE Índice de Basileia: (PR x 100)/ (PRE / 0,11) 14,38 15,10 14,08 14,72 12,85 13,36 g) Índice de Imobilização O Índice de Imobilização em relação ao PR é de 21,32% (20,99% em e 20,26% em ) para o Consolidado Financeiro, e de 16,06% (16,83% em e 16,28% em ) para o Consolidado Econômico-Financeiro, em conformidade com a Resolução CMN n.º 2.669/1999. A diferença entre o Índice de Imobilização do Consolidado Financeiro e do Econômico-Financeiro decorre da inclusão de empresas controladas/coligadas não financeiras que dispõem de elevada liquidez e baixo nível de imobilização, com consequente redução do Índice de Imobilização do Consolidado Econômico-Financeiro. 154

296 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis 30 Demonstração do Resultado Abrangente BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil 1º Sem/2011 1º Sem/2010 1º Sem/2011 1º Sem/2010 Lucro Líquido Apresentado na Demonstração do Resultado Outros Lucros/(Prejuízos) Abrangentes Ajustes de Avaliação Patrimonial (Nota 8.f) (71.788) (71.788) Próprios (24.052) (24.052) De coligadas e controladas (47.736) (47.736) IR e CSLL Relacionados aos Ganhos/(Perdas) não Realizados (Nota 8.f) (42.792) (42.792) Outros Lucros/(Prejuízos) Abrangentes, Líquidos de IR e CSLL (25.191) (25.191) Lucro Abrangente Lucro abrangente atribuível à controladora Prejuízo abrangente das participações dos não controladores (20) 31 Outras Informações a) Novo Mercado Em , o Banco do Brasil assinou com a Bolsa de Valores de São Paulo contrato de adesão ao segmento do Novo Mercado da BM&FBovespa, que reúne um grupo de empresas detentoras das melhores práticas de governança corporativa do Brasil. Ressalta-se que o Banco do Brasil, seus Acionistas, Administradores e os Membros do Conselho Fiscal se comprometem a resolver toda e qualquer disputa ou controvérsia relacionada ao Regulamento de Listagem do Novo Mercado por meio da Câmara de Arbitragem do Mercado da BM&FBovespa, conforme cláusula compromissória constante do Estatuto Social do Banco do Brasil. b) Distribuição de Dividendos e/ou Juros sobre Capital Próprio O Conselho de Administração, em reunião realizada em , aprovou a fixação, para o exercício de 2011, do índice de distribuição do resultado (payout) equivalente ao percentual mínimo de 40% do lucro líquido, cumprindo-se a política de pagamento de dividendos e/ou juros sobre capital próprio em periodicidade trimestral, conforme artigo 43 do Estatuto Social do Banco. c) Bescredi e Besc Leasing Leilão de Frações Em , foi realizada na BM&FBovespa a venda das frações remanescentes de ações do Banco, resultantes da conversão de papéis das incorporadas Besc S.A. Arrendamento Mercantil e Besc Financeira S.A. Crédito, no valor total de R$ 5.247,98, equivalente a 178 ações. d) Fundos e Programas O Banco é administrador do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) com patrimônio de R$ mil (R$ mil em e R$ mil em ), garantindo rentabilidade mínima equivalente à TJLP. e) Banco Postal Em , o Banco do Brasil foi declarado vencedor do processo de licitação para exploração, pelo período de cinco anos, dos serviços de correspondente bancário oferecidos pela rede do Banco Postal da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). A oferta financeira foi de R$ mil. 155

297 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Conforme disposições do contrato firmado em pelas instituições, o Banco do Brasil efetuou o pagamento à vista de R$ mil à ECT em , relativo ao total do Valor Básico de Acesso ao Negócio. O valor de R$ mil, referente ao Valor pela rede de Agências, será pago de uma única vez em , atualizado pro rata temporis, conforme cláusula contratual. A partir de , o Banco terá acesso à rede de distribuição dos Correios, com pontos presentes em 95% dos municípios brasileiros. Por meio desse investimento, o Banco do Brasil antecipa a execução de plano estratégico que objetiva estender seus pontos de atendimento para todos os municípios brasileiros. f) Administração de Fundos de Investimentos Posição dos fundos de investimentos administrados pela BB Gestão de Recursos - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.: Número de Fundos/Carteiras Saldo (R$ mil) Patrimônio Administrado Fundos de investimentos Carteiras administradas g) Informações de Filiais, Subsidiárias e Controladas no Exterior BB-Banco Múltiplo BB-Consolidado R$ mil Ativo Grupo BB Terceiros Total do Ativo Passivo Grupo BB Terceiros Patrimônio Líquido atribuível à controladora participação dos não controladores Total do Passivo º Sem/2011 Exercício/2010 1º Sem/2010 1º Sem/2011 Exercício/2010 1º Sem/2010 Lucro (Prejuízo) (7.219) atribuível a controladora (7.219) participações dos não controladores h) Recursos de Consórcios R$ mil Previsão mensal de recursos a receber de consorciados Obrigações do grupo por contribuições Consorciados bens a contemplar (Em unidades) Quantidade de grupos administrados Quantidade de consorciados ativos Quantidade de bens a entregar a consorciados Quantidade de bens entregues no período

298 Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis i) Cessão de Empregados a Órgãos Externos As cessões para o Governo Federal são regidas pela Lei n.º /2002 e pelo Decreto n.º 4.050/ º Sem/2011 1º Sem/2010 Empregados Cedidos (1) Custo no Período (R$ mil) Empregados Cedidos (1) Custo no Período (R$ mil) Com Ônus para o Banco Governo Federal Entidades sindicais Outros órgãos/entidades Entidades controladas e coligadas Sem Ônus para o Banco Governos Federal, Estadual e Municipal Órgãos externos (Cassi, FBB, Previ, Economus) Entidades dos funcionários Entidades controladas e coligadas Total (1) Posição no último dia do período. j) Remuneração de Empregados e Dirigentes Remuneração mensal paga aos funcionários e à Administração do Banco do Brasil: R$ mil Menor Salário 1.600, , ,00 Maior Salário , , ,10 Salário Médio 4.422, , ,45 Dirigentes Presidente , , ,00 Vice-presidente , , ,00 Diretor , , ,00 Conselheiros Conselho Fiscal 3.834, , ,85 Conselho de Administração 3.834, , ,85 Comitê de Auditoria - Titular , , ,00 Comitê de Auditoria - Suplente , , ,80 k) Política de Seguros de Valores e Bens Não obstante o reduzido grau de risco a que estão sujeitos seus ativos, o Banco do Brasil contrata, para seus valores e bens, seguros considerados adequados para cobertura de eventuais sinistros. Seguros vigentes em : Riscos Cobertos Valores Cobertos Valor do Prêmio Seguro Imobiliário para as imobilizações próprias relevantes Seguro de vida e acidentes pessoais coletivo para a Diretoria Executiva (1) Demais Total (1) Refere-se a cobertura individual dos membros da Diretoria Executiva. R$ mil 157

299 KPMG Auditores Independentes SBS - Qd Bl. Q - Lote 03 - Salas 708 a 711 Edifício João Carlos Saad Brasília, DF - Brasil Caixa Postal Brasília, DF - Brasil Central Tel 55 (61) Fax 55 (61) Internet Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações contábeis individuais e consolidadas Ao Conselho de Administração, aos Acionistas e aos Administradores do Banco do Brasil S.A. Brasília - DF Examinamos as demonstrações contábeis individuais e consolidadas do Banco do Brasil S.A. identificadas como BB - Banco Múltiplo e BB - Consolidado, que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2011 e as respectivas demonstrações de resultado, das mutações do patrimônio líquido e do fluxo de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações contábeis A Administração do Banco é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis do Banco para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos do Banco. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. 2 KPMG Auditores Independentes, uma sociedade simples brasileira e firma-membro da rede KPMG de firmas-membro independentes e afiliadas à KPMG International Cooperative ( KPMG International ), uma entidade suíça. KPMG Auditores Independentes, a Brazilian entity and a member firm of the KPMG network of independent member firms affiliated with KPMG International Cooperative ( KPMG International ), a Swiss entity.

300 Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis individuais e consolidadas acima referidas representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco do Brasil S.A. em 30 de junho de 2011, o desempenho de suas operações e o seu fluxo de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Outros assuntos Valores correspondentes ao semestre anterior auditados pelo mesmo auditor atual dividindo responsabilidade com outro auditor As demonstrações contábeis correspondentes ao semestre findo em 30 de junho de 2010, apresentadas para fins de comparação, foram anteriormente por nós auditadas de acordo com as normas de auditoria vigentes naquela ocasião, cujo relatório de auditoria foi emitido em 13 de agosto de 2010 sem ressalvas e com divisão de responsabilidade com outros auditores independentes sobre os investimentos do Banco nas investidas indiretas: Brasilcap Capitalização S.A., Brasilsaúde Companhia de Seguros, Brasilveículos Companhia de Seguros, Brasilprev Seguros e Previdência S.A., Cielo S.A., Neoenergia S.A. e Itapebi Geração de Energia S.A. (Notas Explicativas n 3 e n 14) e sobre o ativo líquido utilizado no cálculo do superávit do Plano de Aposentadoria e Pensão. Demonstração do valor adicionado Examinamos, também, as demonstrações do valor adicionado (DVA) para o semestre findo em 30 de junho de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Brasília, 08 de agosto de 2011 KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6 F-DF Giuseppe Masi Contador CRC 1SP176273/O-7 S-DF Carlos Massao Takauthi Contador CRC 1SP206103/O-4 S-DF 3

301 Resumo do relatório do Comitê de Auditoria Primeiro semestre de 2011 Introdução O Comitê de Auditoria do Banco do Brasil é órgão estatutário de assessoramento do Conselho de Administração e tem como principais atribuições: avaliar a efetividade do sistema de controles internos e das auditorias interna e externa; e revisar, previamente à publicação, o conjunto das demonstrações contábeis. O regimento interno do Comitê de Auditoria está disponível no site O universo de atuação do Comitê compreende o Banco Múltiplo e as seguintes subsidiárias BB DTVM Gestão de Recursos - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., BB Banco de Investimento S.A., BB Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil, BB Administradora de Cartões de Crédito S.A., BB Administradora de Consórcios S.A. e Besc Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (Bescval), esta última a partir de 27/04/2011. A administração do Banco do Brasil e as administrações de suas subsidiárias são responsáveis por elaborar e garantir a integridade das demonstrações contábeis, gerir os riscos, manter sistema de controles internos efetivo e consistente e zelar pela conformidade às normas legais e regulamentares. A Auditoria Interna responde de forma independente pela realização de trabalhos periódicos com o objetivo de avaliar as ações de gerenciamento de riscos, bem como a adequação e a efetividade dos controles internos. A KPMG Auditores Independentes é a empresa responsável pela prestação dos serviços de auditoria das demonstrações contábeis, a quem cabe opinar sobre a sua adequação em relação à posição financeira e patrimonial em todos os aspectos relevantes de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Avalia, também, no contexto dos trabalhos de auditoria sobre as demonstrações contábeis, a qualidade e adequação do sistema de controles internos, inclusive sistemas de processamento eletrônico de dados e de gerenciamento de riscos, e o cumprimento de dispositivos legais e regulamentares. Atividades Em cumprimento às suas atribuições e em atendimento ao previsto no Plano Anual de Trabalho, aprovado pelo Conselho de Administração em , o Comitê de Auditoria realizou, entre outras atividades, 57 reuniões no semestre, considerando os trabalhos internos e as reuniões realizadas com a alta direção, com as auditorias interna e externa, órgãos externos de fiscalização e com os principais responsáveis pelas áreas de negócios, controles internos, gestão de riscos, jurídica e de tecnologia. Nessas reuniões, abordou, em especial, assuntos relacionados a aprimoramentos dos mecanismos de controles internos, conformidade a leis e normas, gerenciamento de riscos, Acordos de Basileia, soluções tecnológicas, gestão de fundos e programas do Governo Federal, contingências jurídicas, adequação do Banco às normas internacionais de contabilidade, formulário de referência - Instrução CVM 480/2009 e recomendações das auditorias interna e externa e de órgãos externos de fiscalização. Nas reuniões com as auditorias interna e externa, apreciou seus planejamentos, verificou os trabalhos desenvolvidos no período, as principais constatações e recomendações. 160

302 Examinou as demonstrações contábeis referentes a , elaboradas de acordo com as práticas contábeis exigidas pelo padrão IFRS, divulgadas em Acompanhou o processo de preparação das demonstrações contábeis do período, avaliou os aspectos relevantes, a abrangência, conformidade e clareza das notas explicativas, examinou as práticas contábeis adotadas, os procedimentos utilizados para constituição de provisões e conheceu o teor do parecer emitido pela auditoria externa. Nas situações em que identificou oportunidades de melhoria, sugeriu aprimoramentos às diversas instâncias da Instituição. Conclusões Com base nas atividades que desenvolveu no período e tendo presente suas atribuições e as limitações inerentes ao escopo de sua atuação, o Comitê de Auditoria concluiu que: a. o sistema de controles internos é objeto de permanente atenção por parte da administração; b. o Conglomerado Banco do Brasil adota atitude conservadora na assunção de riscos e dispõe de instrumentos apropriados para sua gestão e mitigação; c. a auditoria interna desempenha suas funções de forma efetiva e independente e responde adequadamente às demandas do Comitê; d. a auditoria externa desenvolve seus trabalhos com efetividade e não foram identificadas ocorrências que pudessem comprometer sua independência; e. as demonstrações contábeis consolidadas do semestre findo em foram elaboradas em conformidade com as normas legais e com as práticas adotadas no País e refletem, em todos os aspectos relevantes, a situação patrimonial e financeira do Conglomerado naquela data. Brasília-DF, 04 de agosto de José Danúbio Rozo Celene Carvalho de Jesus José Gilberto Jaloretto Coordenador 161

303 MEMBROS DOS ÓRGÃOS DA ADMINISTRAÇÃO PRESIDENTE Aldemir Bendine VICE-PRESIDENTES Alexandre Corrêa Abreu Allan Simões Toledo Danilo Angst Geraldo Afonso Dezena da Silva Ivan de Souza Monteiro Osmar Fernandes Dias Paulo Rogério Caffarelli Ricardo Antônio de Oliveira Robson Rocha DIRETORES Adilson do Nascimento Anisio Admilson Monteiro Garcia Amauri Sebastião Niehues Antônio Pedro da Silva Machado Armando Medeiros de Faria Ary Joel de Abreu Lanzarin Carlos Eduardo Leal Neri Clenio Severio Teribele Dan Antônio Marinho Conrado Denilson Gonçalves Molina Edson de Araújo Lôbo Gueitiro Matsuo Genso Ives Cézar Fülber José Mauricio Pereira Coelho Luiz Henrique Guimarães de Freitas Márcio Hamilton Ferreira Marco Antonio Ascoli Mastroeni Marco Antônio da Silva Barros Nilson Martiniano Moreira Paulo Roberto Evangelista de Lima Paulo Roberto Lopes Ricci Renato Donatello Ribeiro Sandro José Franco Sandro Kohler Marcondes Sérgio Ricardo Miranda Nazaré Walter Malieni Júnior CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Nelson Henrique Barbosa Filho (Presidente) Aldemir Bendine (Vice-presidente) Adriana Queiroz de Carvalho Bernardo Gouthier Macedo Francisco de Assis Leme Franco Henrique Jäger Sérgio Eduardo Arbulu Mendonça CONSELHO FISCAL Daniel Sigelmann (Presidente) Anelize Lenzi Ruas de Almeida Clóvis Ailton Madeira Marcos Machado Guimarães Pedro Carvalho de Mello COMITÊ DE AUDITORIA José Danúbio Rozo (Coordenador) Celene Carvalho de Jesus José Gilberto Jaloretto CONTADORIA Eduardo Cesar Pasa Contador Geral Contador CRC-DF /O-5 CPF Daniel André Stieler Contador CRC-DF /O-2 CPF

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