4.4. Mobilidade e Transportes

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "4.4. Mobilidade e Transportes"

Transcrição

1 4.4. Mobilidade e Transportes Entendida como um direito de cidadania associado à liberdade individual, a mobilidade figura, também, como um motor fundamental do desenvolvimento social e económico, pelo que importa proceder à implementação de medidas conducentes à promoção da democratização do acesso dos cidadãos aos meios de transporte. Neste contexto, esta surge, necessariamente, como uma temática fundamental para efeitos de análise no âmbito da elaboração do Diagnóstico Social do Concelho de Mafra, tendo sido objecto de referência recorrente durante as sessões territoriais de recolha de informação que foram realizadas em todas as freguesias. Os principais problemas expostos no domínio da mobilidade constituem, afinal, o ponto de partida para a abordagem e estudo da realidade concelhia. Nestes termos, para análise das questões referidas, procedeu-se à definição de uma metodologia baseada nos seguintes pressupostos: A execução de uma contextualização inicial, focando o papel desempenhado pelos transportes e comunicações no funcionamento das sociedades modernas e procedendo, também, a uma referência às mutações resultantes da emergência de uma sociedade de informação onde as trocas virtuais introduzem alterações no conceito original de mobilidade; A elaboração de quadro legislativo de suporte à temática, para compreensão do funcionamento do sector e respectivo enquadramento; A análise da oferta de transportes públicos no Concelho de Mafra, contando com o contributo da principal empresa que presta serviços no Concelho (a Empresa de Viação Mafrense ) e procedendo ainda a uma recolha dos horários oferecidos pela empresa Isidoro Duarte e pelos Caminhos-de-Ferro Portugueses ; O desenvolvimento de um estudo sobre a procura de transportes públicos no Concelho, solicitado à empresa Instituto de Marketing Research (IMR), tendo como objectivo essencial a avaliação da respectiva rede e a caracterização do seu público-alvo fundamental; 164

2 A apresentação genérica de conclusões associadas à elaboração do referido estudo, efectuando uma análise dos potenciais eixos de intervenção; E, por fim, a elaboração de uma Análise SWOT, visando analisar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças associadas à realidade concelhia no domínio da mobilidade e transportes. 165

3 Problemas Identificados Problemas associados: Carência ao nível da rede de transportes públicos entre as freguesias vizinhas Carência ao nível da rede de transportes públicos dentro da mesma freguesia e face à sua dispersão geográfica Carência ao nível da rede de transportes públicos na ligação inter-concelhia Carência ao nível da rede de transportes públicos como causa de desemprego Congestionamento de trânsito Freguesias Carvoeira Sto. Isidoro Encarnação Gradil Sto. Estêvão das Galés Milharado Cheleiros Azueira Igreja Nova Encarnação Igreja Nova Cheleiros Ericeira Sto. Isidoro Mafra Cheleiros Carvoeira Mafra Problemas Prioritários / Prioridades de Intervenção A metodologia utilizada para a análise dos problemas apontados ao nível dos transportes difere da efectuada relativamente às restantes temáticas, apresentadas anteriormente. Esta análise vai ser generalizada a todos os problemas, pois considerase que estão interligados. Neste sentido, para se ter uma imagem mais real da verdadeira dimensão dos problemas, foi solicitado um estudo, já referido anteriormente, que incidiu sobre as freguesias onde os problemas foram levantados. 166

4 Os objectivos definidos, subjacentes a este estudo, foram saber: 1. Qual o recurso ao transporte público; 2. As principais necessidades de transportes sentidas; 3. A imagem e avaliação das redes de transporte e do transporte público em si (condições dos veículos); 4. As principais deficiências apontadas; 5. A projecção sentida do impacto social gerado pelas carências de transporte, quer a nível global, quer a nível mais específico dos vários grupos de interesse e de maior fragilidade social; 6. A caracterização dos grupos populacionais potencialmente mais afectados e sensíveis ao transporte público; 7. Aferir as áreas de melhoria apontadas pelos inquiridos e respectivas sugestões de intervenção Transportes Terrestres Na sociedade moderna, os transportes e comunicações desempenham um papel essencial, assegurando a efectivação dos fluxos de bens, de pessoas e de informações que se estabelecem entre as diversas regiões do espaço. É, pois, finalidade dos transportes e comunicações assegurar a realização desses fluxos com eficácia, adequando-se à procura induzida pelo desenvolvimento económico e social do País. Por outro lado, tem o sector um papel activo e dinamizador da economia, podendo constituir uma fonte de receitas cambiais e contribuir para a atenuação dos desequilíbrios regionais. Elemento capital no funcionamento das economias modernas, o transporte confrontase com uma contradição permanente entre uma sociedade que exige cada vez mais mobilidade e uma opinião pública que suporta cada vez menos os atrasos crónicos e a medíocre qualidade das prestações oferecidas por determinados serviços. Um sistema 167

5 de transportes moderno deve ser um sistema sustentável, tanto do ponto de vista económico, como do social e do ambiental 1. É difícil conceber um crescimento económico forte, criador de empregos e de riqueza, sem um sistema de transportes eficaz, que permita tirar pleno proveito do mercado interno e do efeito de globalização do comércio. Se é certo que, no limiar do século XXI, estamos a entrar na era da sociedade da informação e das trocas virtuais, tal não diminui, bem pelo contrário, a necessidade de deslocações. Graças à Internet, qualquer pessoa pode comunicar com outra e encomendar um produto à distância, mas não deixará por isso de se deslocar in loco, se assim pretender, para ver, escolher ou encontrar-se pessoalmente. Na verdade, as tecnologias da informação constituem, antes, a prova de que, em determinados casos, é possível proporcionar uma oportunidade para reduzir a procura de transporte físico, promovendo o tele-trabalho e os tele-serviços. Perante este cenário, importa questionar qual o enquadramento legislativo do sector, de modo a compreender o seu funcionamento Quadro legislativo A Lei n.º 2008, de 7 de Setembro de 1945, regula a intervenção do Estado no domínio dos transportes colectivos de passageiros e em período subsequente à 2.ª Guerra Mundial ( ). Mas, foi o Decreto n.º 37272, de 31 de Dezembro de 1948, que estabeleceu o Regulamento de Transportes em Automóveis (RTA), definindo a natureza de transporte público em contraponto com o transporte particular, realizado em veículos da propriedade de entidade singular ou colectiva, da sua exclusiva conta e sem direito a qualquer remuneração directa ou indirecta. Os transportes públicos podem, segundo este diploma, ser explorados em regime de transporte de aluguer ou de transporte colectivo. São de aluguer os transportes em que os veículos são alugados no conjunto da sua lotação ou da sua carga e postos ao 1 O desenvolvimento sustentável deve constituir a oportunidade para promover a integração das preocupações de ordem ambiental na política de transportes. 168

6 serviço de uma só entidade, segundo itinerários da sua escolha. São colectivos os transportes em que os veículos se utilizam por lugar da sua lotação ou por fracção da sua carga, segundo itinerários e horários devidamente aprovados, podendo servir a quaisquer pessoas, sem ficar exclusivamente ao serviço de nenhuma delas. Neste sentido, as comunicações estabelecidas por meio de transportes colectivos estão sujeitas a itinerários, horários e tarifas e designam-se, genericamente, por carreiras. Estas podem ser de três tipos: regulares, eventuais e provisórias. Consideram-se carreiras regulares as que se realizam repetida e periodicamente no mesmo percurso, por efeito de uma concessão de carácter definitivo. As carreiras provisórias são as que se realizam temporariamente, por efeito de uma concessão também de carácter provisório, em percursos onde não existem carreiras regulares ou em parte do percurso de carreiras regulares onde existe um único concessionário, salvo sempre as exigências de tráfego. Por último, as carreiras eventuais são as que se realizam acidentalmente para suprir a insuficiência ou a falta de carreiras regulares na satisfação de necessidades momentâneas e anormais de tráfego. Destacam-se cinco acontecimentos de marcante significado na vida dos transportes urbanos e que estão contemplados na legislação das últimas três décadas: o funcionamento do metropolitano de Lisboa; o resgate da concessão da Carris; a criação da Rodoviária Nacional pela nacionalização de 92 empresas de transportes rodoviários; a introdução dos passes sociais e seu progressivo alargamento aos diferentes modos de transporte (rodoviário, ferroviário e fluvial); a privatização ( ) de empresas rodoviárias de transporte colectivo. No que concerne ao papel desempenhado pelas autarquias regista-se, nos anos 80, um certo movimento legislativo. Assim, pelo Decreto-lei n.º 439/83, datado de 22 de Dezembro, aponta-se para que a atribuição de indemnizações compensatórias possa ser de competência municipal, através de uma taxa de transportes (Taxa Municipal de Transportes) a suportar por entidades empregadoras em aglomerados populacionais com mais de habitantes e que disponham de rede de transportes colectivos urbanos de passageiros. 169

7 Em matéria de mobilidade e transportes, a intervenção das autarquias reflecte-se também ao nível dos transportes escolares. Aliás, o Decreto-lei n.º 299/84, de 5 de Setembro, transfere para a esfera municipal a organização, o funcionamento, o controlo e o financiamento dos transportes escolares. Compete às Câmaras Municipais, em matéria de transportes escolares, elaborar e aprovar o respectivo plano de transportes (instrumento de gestão desta actividade e que se deve conjugar com os princípios e políticas inerentes aos planos e redes de transportes públicos locais, devendo constituir-se como complemento deste); deliberar sobre a concessão de circuitos especiais; reajustar as redes de transportes escolares já aprovadas, sempre que por razões pedagógicas, de pessoal ou de instalações, o Ministério da Educação proponha alterações. Há que assinalar, igualmente, a aprovação da Lei n.º 10/90, de 17 de Março, com as Bases do Sistema de Transportes Terrestres, numa perspectiva de concorrência saudável entre empresas (públicas ou privadas) produtoras de serviços de transporte, reconhecendo a liberdade de estabelecimento e introduzindo uma qualificação de serviço público com obrigações específicas quanto à qualidade, quantidade e preço das correspondentes prestações. Esta Lei designa por transportes públicos os efectuados por empresas habilitadas a explorar a actividade de prestação de serviços de transportes, com ou sem carácter de regularidade, e destinados a satisfazer, mediante remuneração, as necessidades dos utentes; e por transportes particulares, os efectuados por pessoas singulares ou colectivas para viabilizar a satisfação das suas necessidades ou complementar o exercício da sua actividade específica ou principal. Os transportes públicos rodoviários podem ser regulares (realizados segundo itinerários; paragens; frequências; horários e preços previamente definidos); ou ocasionais (sem carácter de regularidade; segundo itinerários; horários e preços livremente negociados ou estabelecidos caso a caso; e onde a capacidade global do veículo seja posta à disposição de uma pluralidade de utentes que o utilizem e remunerem por fracção da sua capacidade). Quanto ao âmbito espacial da deslocação, consideram-se nesta Lei: transportes internacionais (os que implicam atravessamento de fronteiras e se desenvolvem 170

8 parcialmente em território português); transportes internos (os que se desenvolvem exclusivamente em território nacional); transportes interurbanos (os que visam satisfazer as necessidades de deslocação entre diferentes municípios não integrados numa região metropolitana de transportes); transportes regionais (os transportes interurbanos que se realizam no interior de uma dada região, designadamente de uma região autónoma); transportes locais (os que visam satisfazer as necessidades de deslocação dentro de um Município ou de uma região metropolitana de transportes); transportes urbanos (os que visam satisfazer as necessidades de deslocação em meio urbano, ou seja, o que é abrangido pelos limites de uma área de transportes urbanos ou pelos de uma área urbana de uma região metropolitana de transportes). É, ainda, a Lei de Bases que cria as Regiões Metropolitanas de Transportes de Lisboa e Porto com as respectivas Comissões Metropolitanas, definidas estas como sendo organismos dotados de autonomia administrativa e financeira e exercendo as competências atribuídas àquelas regiões. Efectivamente, a Lei n.º 10/90, de 17 de Março, decreta as Bases do Sistema de Transportes Terrestres. O Sistema de Transportes Terrestres compreende as infraestruturas e os factores produtivos afectos às deslocações por via terrestre de pessoas e de mercadorias, no âmbito do território português ou que nele tenham término ou parte do percurso, e rege-se pela presente Lei, seus Decretos-Leis de desenvolvimento e regulamentos. A organização e funcionamento do sistema de transportes terrestres tem por objectivos fundamentais assegurar a máxima contribuição para o desenvolvimento económico e promover o maior bem-estar da população. Mais recentemente, o Decreto-Lei n.º 3/2001 de 10 de Janeiro, reúne as condições de verificação de aptidão profissional dos responsáveis das empresas que exercem ou pretendem exercer a actividade e as condições de avaliação da capacidade financeira. Este aplica-se aos transportes rodoviários de passageiros, efectuados por meio de veículos automóveis construídos ou adaptados para o transporte de mais de nove pessoas, incluindo o condutor. A actividade de transporte público rodoviário de 171

9 passageiros só pode ser exercida por empresas licenciadas para o efeito pela Direcção- Geral de Transportes Terrestres (DGTT). No presente diploma considera-se: a) Autocarro: o veículo automóvel construído ou adaptado para o transporte de passageiros com lotação superior a nove lugares, incluindo o condutor; b) Transporte público ou por conta de outrem: o transporte de passageiros, oferecido ao público ou a certas categorias de utentes que, nos termos da alínea seguinte, se não classifique como particular; c) Transporte particular ou por conta própria: o transporte efectuado sem fins lucrativos ou comerciais por uma pessoa singular ou colectiva, desde que o transporte constitua apenas uma actividade acessória; os veículos sejam da propriedade dessa pessoa singular ou colectiva, ou por ela tenham sido adquiridos em regime de locação financeira ou de contrato de locação a longoprazo e sejam conduzidos por um elemento do pessoal dessa pessoa singular ou colectiva ou pelo próprio, quando se tratar de pessoa singular; d) Serviços regulares: aqueles que asseguram o transporte de passageiros segundo itinerário, frequência, horário e tarifas predeterminados e em que podem ser tomados e largados passageiros em paragens previamente estabelecidas; e) Serviços regulares especializados: os serviços regulares que asseguram o transporte de determinadas categorias de passageiros com a exclusão de outros, nos quais se incluem, nomeadamente, os transportes: de estudantes entre o domicílio e o respectivo estabelecimento de ensino; de trabalhadores entre o domicílio ou ponto de encontro previamente designado e o respectivo local de trabalho; f) Serviços ocasionais: os serviços que asseguram o transporte de grupos de passageiros previamente constituídos e com uma finalidade conjunta, organizados por iniciativa de terceiro ou do próprio transportador. 172

10 Autoridades Metropolitanas de Transportes Face à necessidade urgente de melhorar a qualidade de vida nas duas áreas metropolitanas, actuando sobre os seus sistemas de transportes, foi decidido criar autoridades metropolitanas de transportes nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto (Lei n.º 26/2002, de 2 de Novembro) que têm a sua génese nas comissões metropolitanas de transportes, previstas na Lei de Bases do Sistema de Transportes Terrestres (Lei n.º 10/90, de 17 de Março). As Autoridades Metropolitanas dos Transportes (AMT) são definidas como pessoas colectivas de direito público, dotadas de autonomia administrativa e financeira, que têm por objecto o planeamento, a coordenação e organização do mercado e o desenvolvimento e a gestão dos sistemas de transportes no âmbito metropolitano. Para além destas responsabilidades, têm competências em domínios como a programação de investimentos em grandes infra-estruturas, o financiamento e a tarifação, a investigação e a promoção do transporte público. As AMT estão sujeitas à superintendência do Ministro das Obras Públicas, Transportes e Habitação e, à tutela económica e financeira conjunta dos Ministros das Finanças e das Obras Públicas, Transportes e Habitação Tutela Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações Na sequência da aprovação do Programa de Reestrutução da Administração Central do Estado (PRACE), a Resolução do Conselho de Ministros n.º 39/2006, de 30 de Março, veio definir as orientações, gerais e especiais para a reestruturação dos Ministérios. O Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, abreviadamente designado por MOPTC, foi alvo desta reestruturação. O MOPTC é o departamento governamental que tem por missão definir, coordenar e executar a política nacional nos domínios da construção e obras públicas, dos transportes aéreos, marítimos, fluviais e terrestres, e das comunicações. 173

11 Na persecução da sua missão, são atribuições do MOPTC: a) Desenvolver o quadro legal e regulamentar das actividades da construção e obras públicas, bem como do sector imobiliário; b) Desenvolver o quadro legal e regulamentar das actividades de transportes aéreos, marítimos, fluviais e terrestres; c) Coordenar e promover a gestão e a modernização das infra-estruturas aeroportuárias e de navegação aérea, rodoviárias, ferroviárias e portuárias; d) Desenvolver e regulamentar a actividade das comunicações, bem como optimizar os meios de comunicação; e) Assegurar a coordenação do sector dos transportes e estimular a complementaridade entre os seus diversos modos, bem como a sua competitividade, em ordem à melhor satisfação dos utentes; f) Potenciar a actividade logística, de forma eficiente e competitiva; g) Promover a regulação e fiscalização dos vários sectores tutelados. O MOPTC prossegue as suas atribuições através de serviços integrados na administração directa do Estado, de organismos integrados na administração indirecta do Estado, de órgãos consultivos, de entidades integradas no sector empresarial do Estado e de outras estruturas. Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres, IP (IMTT, IP) No seguimento do ponto anterior, a reestruturação do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, designado por MOPTC, passa pela criação de várias entidades, entre as quais: o Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres, IP, que, como serviço operacional com atribuições normativas e reguladoras naquele domínio, integra, entre outras, atribuições dos anteriores Direcção-Geral dos Transportes Terrestres e Fluviais, Instituto Nacional do Transporte Ferroviário, IP, e atribuições da anterior Direcção Geral de Viação do Ministério da Administração Interna relativas a veículos e condutores. O IMTT, IP, integra uma estrutura com funções de regulação técnica e económica nas actividades ferroviárias, incidindo, designadamente, na relação entre os gestores da infra-estrutura ferroviária e os operadores de transporte ferroviário, dotada de autonomia técnica, sendo a sua independência funcional assegurada através da 174

12 nomeação do seu dirigente pelo membro do Governo responsável pela área das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. Direcção Geral de Transportes Terrestres e Fluviais Enquanto o processo de reestruturação do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações não estiver concluído, a Direcção Geral de Transportes Terrestres e Fluviais tem por missão promover o desenvolvimento do sistema de transportes rodoviários e assegurar o seu funcionamento, por forma a satisfazer as necessidades de mobilidade e de acessibilidade, com níveis de eficiência e qualidade, de acordo com os parâmetros da política definida para o sector, cabendo-lhe também assegurar a articulação e coordenação dos transportes rodoviários com os restantes modos de transporte e colaborar na definição da política global do sistema de transportes Mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa A informação obtida através do Inquérito à Mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa (in estudo à Mobilidade e Transportes na AML 2000 Direcção Geral de Transportes Terrestres e Fluviais) constitui um importante contributo para a caracterização dos padrões de mobilidade - a estrutura temporal e espacial das viagens dos residentes e, indirectamente, para a avaliação do sistema de transportes de passageiros da AML. É, pois, neste enquadramento que se regista que: O número total de viagens motorizadas diárias, realizadas na Área Metropolitana de Lisboa, cresceu 37 %, passando de 2,65 milhões em 1973, para cerca de 3,63 milhões em 1998; O número de viagens motorizadas por habitante e por dia cresceu cerca de 17%, passando de 1,2 para 1,4; Se verificou um decréscimo de viagens associadas aos motivos trabalho e escola, de 75% em 1973 para 61% em 1998, o que traduz uma alteração dos padrões de mobilidade, revelando ainda a progressiva importância das viagens ocasionais. 175

13 Na estrutura espacial da procura diária verificaram-se alterações significativas, não só em termos quantitativos, como quanto à respectiva importância percentual no total das viagens/dia, sendo de evidenciar os seguintes aspectos: O número de viagens/dia com origem ou destino na cidade de Lisboa, viagens do tipo suburbano, apresenta um crescimento de 42%, traduzindo alterações na estrutura de dependências da periferia em relação à cidade; O número de viagens/dia internas à cidade de Lisboa sofreu um decréscimo de cerca de 34%, passando de em 1973 para em 1998, o que poderá estar associado à diminuição da população residente e ao seu envelhecimento, bem como à relocalização dos centros de emprego e de serviços; O número de viagens internas na AML Norte, excepto Lisboa, apresenta o crescimento mais significativo (+ 144%), representando, em 1973, (17%) do total de viagens/dia da AML e, em 1998, (31%); Para as viagens internas à AML Sul, aqueles valores também são importantes: (12%) em 1973 e (19%) em Estas alterações traduzem uma maior autonomia da Região em relação a Lisboa, verificando-se um aumento significativo das viagens internas (+111%); No que se refere ao parque automóvel e à taxa de motorização (n.º de veículos/1000 hab.), as variações são também bastante significativas. Para o total da Área Metropolitana, o parque automóvel em 1973 era cerca de veículos e em 1998 de cerca de veículos, com uma taxa de motorização de 170 e 327 respectivamente. A taxa de motorização na cidade de Lisboa não sofreu alterações significativas (232 em 1973 e 272 em 1998), sendo de referir as alterações importantes na Área Metropolitana Norte, excepto Lisboa (144/351), e na Área Metropolitana Sul (115/327); Para o total de viagens motorizadas/dia na Área Metropolitana, bem como para as viagens com origem ou destino na cidade de Lisboa, verificou-se praticamente uma inversão da repartição modal, com incidência favorável para as viagens em Transporte Individual. Em suma, pode concluir-se que há diferenças assinaláveis na mobilidade metropolitana decorridos 25 anos. Esta inversão da repartição entre Transporte Público (TP) e 176

14 Transporte Individual (TI) traduz, entre outros factores, a incidência das alterações socio-económicas, nomeadamente em termos da motorização e mobilidade, e dos padrões de mobilidade resultantes, a melhoria das infra-estruturas rodoviárias e a insuficiente capacidade de resposta e adaptação do sistema de transportes públicos. Em síntese, de entre os principais aspectos de caracterização da mobilidade da população da AML, resultantes deste estudo, evidenciam-se os seguintes indicadores: Em relação aos indicadores gerais de mobilidade: O número ainda expressivo de agregados sem automóveis (35,5%) e o número já significativo de agregados com 2 ou mais automóveis (21%); O peso significativo do número de viagens a pé (24%) e em especial nas deslocações cujo motivo é a escola; A maior utilização do Transporte Público nas viagens por motivo trabalho e escola; A importância crescente das viagens ocasionais, associadas ao Lazer/Recreio, Compras, Serviços e Saúde (21%). Em relação aos indicadores sobre a estrutura espacial e grandes dependências: A autonomia expressiva da área metropolitana face à capital (51%); O peso significativo das viagens intra-concelhias (53%); A importância (cerca de 50%) das relações entre os concelhos da Subregião ocidental da AML Norte e a cidade de Lisboa. Em relação aos indicadores sobre a utilização dos vários modos de transportes: A relação entre o TI e TP mais equilibrada nas relações de dependência com Lisboa; A dominância preocupante das deslocações em TI (80%) em todas as viagens efectuadas na AML sem Lisboa (51% do total das viagens); O número importante (38%) de viagens em TP com um ou mais transbordos. Conclusão Nos últimos 30 anos, em Portugal, não houve uma política de integração da mobilidade no planeamento urbano e só desde o Protocolo de Quioto é que os desafios da 177

15 mobilidade urbana e o do ambiente urbano estão a ser colocados aos Governos. Só em 2006, o Estado se vê dotado de documentos de referência estratégica nacional (QREN), onde se inserem orientações para o ordenamento do território (PNPOT) e para o ambiente (PNAC). Apesar do claro esforço de investimento associado às infra-estruturas e serviços de transportes públicos (em particular na última década), o que é um facto é que o desenvolvimento do sistema de transportes, ao longo dos últimos 20 anos, começou essencialmente pelo reforço das acessibilidades rodoviárias. Esta partida antecipada e a complexidade e morosidade associada a intervenções no sistema pesado de transportes públicos influenciaram decisivamente o comportamento de uma população a quem a progressiva melhoria das condições de vida sócio-económica tornava a posse do automóvel cada vez mais acessível e a sua utilização apetecível, face às imediatas e aparentes facilidades oferecidas pela nova rede viária. É indiscutível o facto do transporte individual ser, hoje, em Portugal, à semelhança de outros países, o modo de transporte dominante por razões de sustentabilidade associada a preocupações ambientais (emissões poluentes, ruído); de qualidade de vida urbana (congestionamento e restrições do espaço público para recreio e lazer) e equidade social (acesso à mobilidade de determinados grupos sociais); de competitividade do funcionamento das estruturas e sistemas urbanos (redução da acessibilidade, congestionamento da circulação/estacionamento, imagem e qualidade do espaço urbano perda de competitividade de áreas urbanas para a actividade económica/negócios, turismo); tornam imperioso agir no sentido de suster e fazer inflectir a tendência crescente do uso do automóvel e da perda de cota de mercado do transporte público. 178

16 Oferta de Transportes Públicos no Concelho de Mafra A rede de transportes do Concelho de Mafra é assegurada por 3 operadores, servindo a Barraqueiro Transportes, com as suas duas Áreas Operacionais Mafrense e Barraqueiro Oeste, todas as Freguesias do Concelho 2. A Isidoro Duarte é o segundo maior operador, servindo as freguesias de Milharado, Venda do Pinheiro, Malveira e Santo Estêvão das Galés, sendo a Rodoviária de Lisboa um operador com pouco significado, chegando apenas à Malveira com duas carreiras, uma que vem de Alverca e outra do Concelho de Sintra. Uma grande parte do Concelho de Mafra é, pelas suas características geográficas, que apresentam elevados declives e que têm estradas muito sinuosas e estreitas, difícil de servir com transportes colectivos, principalmente no que respeita aos pontos mais afastados do centro do Concelho ou do centro das Freguesias. Por vezes, as localidades avistam-se facilmente, mas para chegar de um ponto ao outro é necessário percorrer um vasto caminho, contornando os vales e percorrendo, com uma baixa velocidade, um elevado número de quilómetros. A maior oferta de transporte colectivo está situada, como não poderia deixar de ser, sobre os eixos viários estruturantes do Concelho, ao longo dos quais existe uma maior concentração de população e onde existe procura fora dos períodos de ponta, com algum significado. Assim, as principais carreiras são as que ligam Mafra aos Concelhos vizinhos de maior influência: ERICEIRA MAFRA LOURES - LISBOA ERICEIRA - SINTRA MAFRA - SINTRA ERICEIRA - TORRES VEDRAS MAFRA ENCARNAÇÃO - TORRES VEDRAS LISBOA MAFRA (por A21) 2 O texto apresentado foi gentilmente elaborado pela Eng.ª Laurinda Rebelo, responsável pela Empresa de Viação Mafrense. 179

17 O mesmo não acontece com as restantes carreiras que têm uma função mais local, servindo, essas sim, um maior número de lugares, tendo como utilizadores preferenciais os alunos que se deslocam para as escolas e a população mais idosa. Daqui resulta que, fora do período escolar, a utilização destas carreiras é muito reduzida. As carreiras são: LISBOA ZAMBUJAL ERICEIRA - COLÉGIO MILITAR MAFRA - PERO NEGRO ERICEIRA - MAFRA (via Sra. do Ó) MAFRA - STO.ISIDORO CAVALHAL (CHELEIROS) - MAFRA MAFRA MALVEIRA ERICEIRA ERICEIRA (circulação por Fonte Boa da Brincosa) ANTAS - MAFRA CAMBAIA ERICEIRA ERICEIRA ERICEIRA (circulação por Fonte Boa dos Nabos) BOCAL MAFRA CAMBELAS FREIRIA AZENHA DOS TANOEIROS ERICEIRA CASAL DE BARBAS/ERVIDEIRA MALVEIRA FREIRIA GENTIAS A-DA-PERRA - ALMADA LAGOA MONTE GORDO (X) 3 S. DOMINGOS LAGOA LAGOA SALGADOS CHARNECA/BARRIL - LAGOA URBANA DA ERICEIRA De qualquer forma, refira-se, ainda, que a rede da Mafrense é fundamentalmente radial a Mafra, face à difícil morfologia do terreno. 3 Monte Gordo cruzamento. 180

18 Algumas carreiras são inter-concelhias, a maior parte inter-freguesias e uma minoria desenvolve-se apenas dentro da mesma freguesia, conforme se pode concluir através da listagem anteriormente referida. A maioria das freguesias tem uma população residente muito reduzida e dispersa. O maior desenvolvimento ao nível urbanístico do Concelho tem-se verificado nas freguesias servidas pelos eixos viários principais, isto é, nas freguesias de Mafra, Malveira, Venda do Pinheiro e Ericeira. Verifica-se que grande parte dos novos residentes são pessoas com um nível económico médio alto, com uma ou mais viaturas próprias, recorrendo muito pouco ao transporte colectivo. Ao fim-de-semana verifica-se, cada vez mais, a diminuição de passageiros, o que nos leva a concluir que utilizam, quer para as compras, quer para as restantes deslocações, a sua viatura própria Análise das solicitações São diversas as questões colocadas pelas diferentes freguesias que passamos a descrever: CARVOEIRA A freguesia da Carvoeira é servida pela carreira Ericeira - Carvoeira - Mafra (via Sra. do Ó), que serve a Fonte Boa da Brincosa, e pela carreira Ericeira Carvoeira Sintra. Os habitantes desta localidade podem, ainda, chegar ao Seixal ou a Mafra utilizando a carreira Ericeira Sintra, fazendo ligação na Ericeira com a carreira Ericeira - Lisboa. De uma forma residual, verifica-se, ainda, desde os finais do 1.º semestre de 2006, existência da carreira Ericeira - Ericeira circulação por Fonte Boa da Brincosa, que está interligada com a carreira Ericeira Ericeira, via Fonte Boa dos Nabos e Outeirinho, e com a Urbana da Ericeira, com o objectivo de levar os residentes, fundamentalmente, 181

19 ao Centro de Saúde da Ericeira, Escola e centro da Vila, permitindo ainda a ligação entre Fonte Boa dos Nabos, Seixal (X) 4 Lapa da Serra e Fonte Boa da Brincosa. A procura destes novos serviços é quase nula. Relativamente às ligações a Valbom, refira-se que existiu uma carreira regular, entre a Ericeira (Parque de Campismo) e a Praia de S. Julião, no período de Verão. Esta carreira tomava o percurso da urbana dentro da Ericeira e permitia ligações com a carreira Ericeira Sintra no cruzamento da Baleia. Foi mantida durante dois anos e teve que ser cancelada devido a falta de utilização. A carreira Ericeira Sintra tem uma ganchada a Barril (X) 5 Valbom, de forma a assegurar, essencialmente, o transporte dos alunos para a Ericeira. Esta ganchada foi cancelada aos fins de semana por falta de procura. SANTO ISIDORO Existiram duas carreiras, uma Achada Casais de São Lourenço, por Santo Isidoro, Ribamar e S. Lourenço (X) 6 e outra dos Chãos para a Ericeira, passando por Picanceira, Lagoa, Ribamar, S. Lourenço e Santo Isidoro, que foram canceladas por falta de procura. A actual carreira Cambaia - Ericeira, por Encarnação, S. Domingos, Talefe, Casais S. Lourenço, S. Lourenço, Ribamar, Palhais, Marvão, Lagoa e Santo Isidoro, cobre parte do trajecto destas duas carreiras suprimidas. Esta freguesia é ainda servida pelas carreiras: Azenhas dos Tanoeiros Ericeira, com passagem por Encarnação, Picanceira, Monte Bom, Pucariça, Monte Godel, Santo Isidoro, Cabeça Alta e Fonte Boa dos Nabos; Ericeira Torres Vedras por Santo Isidoro, Ribamar, S. Lourenço (X) 7 e Casais de S. Lourenço (X), Talefe e Barril; 4 Seixal (cruzamento). 5 Barril (cruzamento). 6 S. Lourenço (cruzamento). 7 S. Lourenço (cruzamento). 182

20 Monte Gordo (X) - Lagoa por Sobral da Abelheira, Póvoa de Cima e Póvoa de Baixo, Casais de Monte Bom, Junqueiros e Santo Isidoro; Salgados Lagoa por Sobreiro, Achada, Ericeira, Palhais e Santo Isidoro (X) 8. ENCARNAÇÃO Esta freguesia é servida pelas carreiras: Mafra Torres Vedras, passando por Murgeira, Barreiralva, Picanceira, Encarnação e Azenha dos Tanoeiros; Cambaia - Ericeira, por Encarnação, S. Domingos, Talefe, Casais de São Lourenço, S. Lourenço (X), Ribamar, Palhais, Marvão, Lagoa e Santo Isidoro; Cambelas - Freiria, por Assenta, Barril, Alto da Mina, Encarnação e Cambaia; Azenhas dos Tanoeiros Ericeira, por Encarnação, Picanceira, Monte Bom, Pucariça, Monte Godel, Santo Isidoro, Cabeça Alta e Fonte Boa dos Nabos; Gentias Freiria, pela Encarnação e Cambaia; Lagoa Barril / Charneca por Monte Godel, Pucariça, Monte Bom, Picanceira, Encarnação e Azenhas dos Tanoeiros. A carreira Mafra - Torres Vedras é estruturante e tem um nível significativo de oferta ao longo do dia. GRADIL Passam nesta freguesia as carreiras: Ervideira Malveira, que circula por Enxara dos Cavaleiros, Enxara do Bispo, Tourinha, Gradil, Picão, Carapiteira e Jerumelo; Mafra Pero Negro, por Murgeira, Codeçal, Chanca, Gradil, Vila Franca do Rosário, Vila Pouca, Enxara do Bispo, Enxara dos Cavaleiros e Ervideira; Torres Vedras Lisboa, por Ponte do Gradil, Vila Franca do Rosário, Malveira e Venda do Pinheiro. 8 Santo Isidoro (cruzamento). 183

21 SANTO ESTEVÃO DAS GALÉS É servida pela carreira da MAFRENSE, Bocal Mafra, que circula por Monfirre, Santa Eulália, Galés, Avessada, Santo Estêvão, Rogel, Montemuro, Asseiceira Pequena, Venda do Pinheiro, Malveira e Alcainça. É servida, ainda, pela ISIDORO DUARTE e, residualmente, pela RODOVIÁRIA DE LISBOA. Esta freguesia é muito pequena e tem um nível de procura nas carreiras muito reduzido, com excepção do período escolar em que esta é um pouco mais razoável. MILHARADO Esta Freguesia é servida pela ISIDORO DUARTE e, residualmente pela carreira da BARRAQUEIRO OESTE, Torres Vedras Lisboa (por Runa). CHELEIROS Esta Freguesia tem uma pequena dimensão e apenas um eixo viário com procura. A carreira mais importante que a serve é Mafra - Sintra, passando por Carapinheira, Igreja Nova e Cheleiros. Existe ainda a carreira Carvalhal (Cheleiros) Mafra passando por Meã, Arroeiras, Boco, Vale Verde, Mata Grande, Igreja Nova e Carapinheira. Esta carreira, fora do período escolar, tem uma procura muito reduzida. AZUEIRA As carreiras são: Torres Vedras Lisboa, do BARRAQUEIRO OESTE, possibilitando, na Malveira, ligação para o corredor Mafra Ericeira, e a carreira Antas Mafra por Caneira, Carrascal, Livramento, Monte Gordo (X), Sobral da Abelheira, Barreiralva e Murgeira. IGREJA NOVA A carreira Mafra Malveira passa por Alcainça, Mafra Gare, Ribeira dos Tostões, Arrifana, Lexim, Igreja Nova e Carapinheira, tendo procura muito reduzida fora do período escolar. Existiu uma carreira entre Malveira e Montelavar, circulando por Alcainça, Mafra (Estação) e Ribeira de Tostões, e outra entre Mafra e Mafra (Estação). Esta última 184

22 chegou a ter um serviço combinado com a CP, que acabou devido ao encerramento da Estação de Mafra, que foi transformada em apeadeiro. Estas duas carreiras foram canceladas por não haver procura. Esta freguesia é servida, também, pela carreira estruturante Mafra Sintra, passando por Carapinheira, Igreja Nova e Cheleiros, e pela carreira Mafra Carvalhal de Cheleiros, passando por Carapinheira, Igreja Nova, Mata Grande, Arroeiras, Boco, Valverde e Meã. Esta última tem uma procura muito reduzida fora do período escolar. ERICEIRA Freguesia servida pelas carreiras estruturantes Ericeira - Mafra Loures - Lisboa, Ericeira Sintra e Ericeira Torres Vedras, bem como pelas carreiras Ericeira - Mafra (via Sra. do Ó), Ericeira Azenhas dos Tanoeiros, Ericeira Cambaia e Salgados Lagoa. Com características mais locais, constatam-se as carreiras já atrás mencionadas, Ericeira Ericeira via Fonte Boa dos Nabos, Ericeira Ericeira via Fonte Boa da Brincosa e a urbana da Ericeira, com interligações entre si. Estas carreiras também têm uma procura muito reduzida. MAFRA A freguesia de Mafra tem ligações aos Concelhos de Torres Vedras, Sintra, Loures e Lisboa. Todas as freguesias têm transporte assegurado para a sede do Concelho. Com características mais locais, é de referir ainda o serviço Mafra Vila, também este com uma procura muito reduzida e especialmente constituída por utentes mais idosos. Conclusões Como se pode concluir, todas as freguesias estão servidas com Transporte Colectivo, com mais significado nas freguesias com maior número de residentes. Relembre-se as experiências acima mencionadas, no sentido de alargar o transporte a alguns pontos mais afastados, com algumas carreiras que já foram, 185

23 entretanto, suprimidas por falta de procura e com outras que ainda estão em funcionamento e cujas taxas de ocupação são muito pequenas. Salienta-se, que a Câmara Municipal está atenta ao desenvolvimento que está a ocorrer nalguns pontos do Concelho, mas verifica-se que a ocupação das novas habitações está a ser muito lenta. Existem projectos para alterações, de forma a servir alguns pólos de maior desenvolvimento e disponibilidade para encarar algumas parcerias, para a criação de serviços que o Município entenda como necessários Caminhos-de-ferro Portugueses Os percursos da linha ferroviária situam-se em Mafra (Gare), Alcainça Moinhos, Malveira e Jeromelo, sendo que a média da taxa de ocupação é estimada em 20% 9. Nas estações de Mafra e da Malveira existe ainda um interface com modo rodoviário, sendo este serviço prestado pela empresa MAFRENSE, e as paragens são junto às estações em ambos os casos. No caso concreto de Mafra (Gare), existe uma carreira em período escolar e uma fora deste período entre Malveira e Mafra, cujos horários na estação de Mafra são os seguintes: Período Escolar Período não Escolar 7h28 7h38 Entre Mafra e Malveira existem três carreiras em período escolar e uma em período de férias, com os horários: Período Escolar Período não Escolar 14h31/17h54/19h14 17h34 9 CP Regional Gestão da Linha do Oeste e Ramal de Tomar 186

Projecto REDE CICLÁVEL DO BARREIRO Síntese Descritiva

Projecto REDE CICLÁVEL DO BARREIRO Síntese Descritiva 1. INTRODUÇÃO Pretende-se com o presente trabalho, desenvolver uma rede de percursos cicláveis para todo o território do Município do Barreiro, de modo a promover a integração da bicicleta no sistema de

Leia mais

Uma rede que nos une

Uma rede que nos une Uma rede que nos une Uma rede que nos une O IMTT - Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres, I.P. é um organismo da Administração Central, dotado de autonomia administrativa e financeira,

Leia mais

PROJECTO DE LEI N.º 757/X ESTABELECE MEDIDAS DE INCENTIVO À PARTILHA DE VIATURAS

PROJECTO DE LEI N.º 757/X ESTABELECE MEDIDAS DE INCENTIVO À PARTILHA DE VIATURAS Grupo Parlamentar PROJECTO DE LEI N.º 757/X ESTABELECE MEDIDAS DE INCENTIVO À PARTILHA DE VIATURAS Exposição de motivos Existiam 216 milhões de passageiros de carros na UE a 25 em 2004, tendo o número

Leia mais

AGRUPAMENTO DE CENTROS DE SAÚDE

AGRUPAMENTO DE CENTROS DE SAÚDE AGRUPAMENTO DE CENTROS DE SAÚDE UNIDADE DE SAÚDE PUBLICA Ao nível de cada Agrupamento de Centros de Saúde (ACES), as Unidades de Saúde Pública (USP) vão funcionar como observatório de saúde da população

Leia mais

PLANO DE MOBILIDADE SUSTENTÁVEL DE MIRANDELA ESBOÇO DA ANÁLISE E DIAGNÓSTICO

PLANO DE MOBILIDADE SUSTENTÁVEL DE MIRANDELA ESBOÇO DA ANÁLISE E DIAGNÓSTICO PLANO DE MOBILIDADE SUSTENTÁVEL DE MIRANDELA ESBOÇO DA ANÁLISE E DIAGNÓSTICO 1. MOTIVAÇÕES E PREOCUPAÇÕES Condicionantes à Mobilidade Problemática Específica Articulação entre as decisões urbanísticas

Leia mais

A MOBILIDADE URBANA E A SUSTENTABILIDADE DAS CIDADES. Opções da União Europeia e posição de Portugal

A MOBILIDADE URBANA E A SUSTENTABILIDADE DAS CIDADES. Opções da União Europeia e posição de Portugal A MOBILIDADE URBANA E A SUSTENTABILIDADE DAS CIDADES Opções da União Europeia e posição de Portugal 1 I Parte - O Plano de Acção da EU Plano de Acção para a Mobilidade Urbana Publicado pela Comissão Europeia

Leia mais

Divisão de Assuntos Sociais

Divisão de Assuntos Sociais Divisão de Assuntos Sociais Programa de Apoio às Entidades Sociais de Odivelas (PAESO) Índice Pág. Preâmbulo 1 1. Objectivos 2 2. Destinatários 2 3. Modalidades de Apoio 2 3.1. Subprograma A - Apoio à

Leia mais

Plano Intermunicipal de Mobilidade e Transportes da Região de Aveiro

Plano Intermunicipal de Mobilidade e Transportes da Região de Aveiro Plano Intermunicipal de Mobilidade e Transportes da Região de Aveiro www.regiaodeaveiro.pt PIMT de Aveiro, Aveiro TIS.PT Transportes Inovação e Sistemas, S.A. 1 16 Breve enquadramento A Comunidade Intermunicipal

Leia mais

PROJECTO DE LEI N.º 247/IX CRIA O PASSE SOCIAL INTERMODAL NA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO

PROJECTO DE LEI N.º 247/IX CRIA O PASSE SOCIAL INTERMODAL NA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO PROJECTO DE LEI N.º 247/IX CRIA O PASSE SOCIAL INTERMODAL NA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO A população da Área Metropolitana do Porto nunca teve a possibilidade de aceder a um título de transporte colectivo

Leia mais

Plano Intermunicipal de Mobilidade e Transportes (PIMT) da Região de Aveiro. PIMT Região de Aveiro 1 16

Plano Intermunicipal de Mobilidade e Transportes (PIMT) da Região de Aveiro. PIMT Região de Aveiro 1 16 Plano Intermunicipal de Mobilidade e Transportes (PIMT) da Região de Aveiro 1 16 Breve enquadramento A Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) decidiu desenvolver o Plano Intermunicipal de

Leia mais

MOVIMENTOS PENDULARES NA ÁREA METROPOLITANA DE LISBOA 1991-2001

MOVIMENTOS PENDULARES NA ÁREA METROPOLITANA DE LISBOA 1991-2001 Informação à Comunicação Social 25 de Fevereiro de 2003 MOVIMENTOS PENDULARES NA ÁREA METROPOLITANA DE LISBOA 1991-2001 Deslocações entre o local de residência e o local de trabalho / estudo PORTUGAL MINISTÉRIO

Leia mais

ANEXO UM CONCEITO PARA OS PLANOS DE MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL

ANEXO UM CONCEITO PARA OS PLANOS DE MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 17.12.2013 COM(2013) 913 final ANNEX 1 ANEXO UM CONCEITO PARA OS PLANOS DE MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL da COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO AO PARLAMENTO EUROPEU, AO CONSELHO, AO COMITÉ

Leia mais

circular ifdr Noção de Organismo de Direito Público para efeitos do cálculo de despesa pública SÍNTESE: ÍNDICE

circular ifdr Noção de Organismo de Direito Público para efeitos do cálculo de despesa pública SÍNTESE: ÍNDICE N.º 01/2008 Data: 2008/07/16 Noção de Organismo de Direito Público para efeitos do cálculo de despesa pública Elaborada por: Núcleo de Apoio Jurídico e Contencioso e Unidade de Certificação SÍNTESE: A

Leia mais

Enquadramento legal para a contratualização e concessão de serviços de transporte Panorama Nacional

Enquadramento legal para a contratualização e concessão de serviços de transporte Panorama Nacional Enquadramento legal para a contratualização e concessão de serviços de transporte Panorama Nacional Workshop CONTRATUALIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE: COMPETÊNCIAS, MODELOS DE CONCESSÃO E EXEMPLOS Almada,

Leia mais

Instalações Eléctricas de Serviço Particular

Instalações Eléctricas de Serviço Particular Colégio de Engenharia Electrotécnica Instalações Eléctricas de Serviço Particular A problemática do enquadramento legal das Instalações Eléctricas de Serviço Particular tem sido objecto, ao longo do tempo,

Leia mais

a consulta dos diplomas legais referenciados e da entidade licenciadora.

a consulta dos diplomas legais referenciados e da entidade licenciadora. O conteúdo informativo disponibilizado pela presente ficha não substitui FUNCHAL a consulta dos diplomas legais referenciados e da entidade licenciadora. CAE Rev_3: 49310, 49391 e 49392 TRANSPORTE RODOVIÁRIO

Leia mais

CONSELHO LOCAL DE ACÇÃO SOCIAL DE OURÉM - CLASO -

CONSELHO LOCAL DE ACÇÃO SOCIAL DE OURÉM - CLASO - CONSELHO LOCAL DE ACÇÃO SOCIAL DE OURÉM - CLASO - CAPITULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Artigo 1º Objecto O presente regulamento interno destina-se a definir e dar a conhecer os princípios a que obedece a constituição,

Leia mais

Flávio Ahmed CAU-RJ 15.05.2014

Flávio Ahmed CAU-RJ 15.05.2014 Flávio Ahmed CAU-RJ 15.05.2014 O espaço urbano como bem ambiental. Aspectos ambientais do Estatuto da cidade garantia da qualidade de vida. Meio ambiente natural; Meio ambiente cultural; Meio ambiente

Leia mais

PROJETO DE REGULAMENTO DO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO NOTA JUSTIFICATIVA

PROJETO DE REGULAMENTO DO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO NOTA JUSTIFICATIVA PROJETO DE REGULAMENTO DO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO NOTA JUSTIFICATIVA Em conformidade com os poderes regulamentares que lhes são atribuídos pelo artigo 241.º, da Lei Constitucional, devem os municípios

Leia mais

PLANO DE GESTÃO DE RISCOS DE CORRUPÇÃO E INFRACÇÕES CONEXAS RELATÓRIO DE MONITORIZAÇÃO

PLANO DE GESTÃO DE RISCOS DE CORRUPÇÃO E INFRACÇÕES CONEXAS RELATÓRIO DE MONITORIZAÇÃO PLANO DE GESTÃO DE RISCOS DE CORRUPÇÃO E INFRACÇÕES CONEXAS RELATÓRIO DE MONITORIZAÇÃO Novembro/2014 Índice INTRODUÇÃO... 3 Balanço da execução do plano... 4 Conclusão... 5 Recomendações... 8 REVISÃO DO

Leia mais

A maioria da população mundial, europeia e nacional vive hoje em cidades.

A maioria da população mundial, europeia e nacional vive hoje em cidades. 1. As cidades A maioria da população mundial, europeia e nacional vive hoje em cidades. Na União Europeia, mais de 2/3 da população vive em áreas urbanas e 67% do Produto Interno Bruto (PIB) europeu é

Leia mais

GOVERNO REGIONAL DOS AÇORES

GOVERNO REGIONAL DOS AÇORES GOVERNO REGIONAL DOS AÇORES Decreto Regulamentar Regional n.º 26/2007/A de 19 de Novembro de 2007 Regulamenta o Subsistema de Apoio ao Desenvolvimento da Qualidade e Inovação O Decreto Legislativo Regional

Leia mais

Ante projecto de decreto regulamentar que estabelece um regime experimental de circulação «Segway» em espaços públicos.

Ante projecto de decreto regulamentar que estabelece um regime experimental de circulação «Segway» em espaços públicos. Ante projecto de decreto regulamentar que estabelece um regime experimental de circulação «Segway» em espaços públicos. Promover a crescente sustentabilidade ambiental e a eficiência energética das deslocações

Leia mais

SISTEMA DE CERTIFICAÇÃO DE ENTIDADES FORMADORAS ASPECTOS PRINCIPAIS DA MUDANÇA

SISTEMA DE CERTIFICAÇÃO DE ENTIDADES FORMADORAS ASPECTOS PRINCIPAIS DA MUDANÇA SISTEMA DE CERTIFICAÇÃO DE ENTIDADES FORMADORAS ASPECTOS PRINCIPAIS DA MUDANÇA O Sistema de Certificação de Entidades Formadoras, consagrado na Resolução do Conselho de Ministros nº 173/2007, que aprova

Leia mais

1.ª SESSÃO NOVA LEGISLAÇÃO TURÍSTICA (ANIMAÇÃO TURÍSTICA, RJET E ALOJAMENTO LOCAL) _ RESUMO _

1.ª SESSÃO NOVA LEGISLAÇÃO TURÍSTICA (ANIMAÇÃO TURÍSTICA, RJET E ALOJAMENTO LOCAL) _ RESUMO _ 1.ª SESSÃO NOVA LEGISLAÇÃO TURÍSTICA (ANIMAÇÃO TURÍSTICA, RJET E ALOJAMENTO LOCAL) _ RESUMO _ Novo Regime Jurídico dos Empreendimentos Turísticos (RJET) Inovadora, simplificadora e de maior facilidade

Leia mais

REGULAMENTO DO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO NOTA JUSTIFICATIVA

REGULAMENTO DO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO NOTA JUSTIFICATIVA NOTA JUSTIFICATIVA Em conformidade com os poderes regulamentares que lhes são atribuídos pelos artigos 112º n.º 8 e 241º da Lei Constitucional, devem os Municípios aprovar os respectivos regulamentos municipais,

Leia mais

CANDIDATURAS ABERTAS:

CANDIDATURAS ABERTAS: Resumo das candidaturas aos Sistemas de Incentivos QREN CANDIDATURAS ABERTAS: Sistema de Incentivos à Investigação e Desenvolvimento Tecnológico Tipologia de Projectos Abertura Encerramento Individuais

Leia mais

PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO

PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO O Programa Nacional de Microcrédito, criado pela Resolução do Conselho de Ministros Nº 16/2010, pretende ser uma medida de estímulo à criação de emprego e ao empreendedorismo entre

Leia mais

SISTEMA DE APOIO À MODERNIZAÇÃO E CAPACITAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CRITÉRIOS DE SELEÇÃO (PI 2.3 E 11.1)

SISTEMA DE APOIO À MODERNIZAÇÃO E CAPACITAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CRITÉRIOS DE SELEÇÃO (PI 2.3 E 11.1) SISTEMA DE APOIO À MODERNIZAÇÃO E CAPACITAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CRITÉRIOS DE SELEÇÃO (PI 2.3 E 11.1) CA 9.03.2015 Versão Definitiva Consulta escrita Maio.2015 Página 1 de 13 TIPOLOGIAS DE INVESTIMENTOS

Leia mais

ÁREA METROPOLITANA DE LISBOA FACTORES DE SUCESSO PARA O TRANSPORTE FERROVIÁRIO. CP LISBOA ENG.º ÓSCAR AMORIM Lisboa, 5 de Julho de 2007

ÁREA METROPOLITANA DE LISBOA FACTORES DE SUCESSO PARA O TRANSPORTE FERROVIÁRIO. CP LISBOA ENG.º ÓSCAR AMORIM Lisboa, 5 de Julho de 2007 ÁREA METROPOLITANA DE LISBOA FACTORES DE SUCESSO PARA O TRANSPORTE FERROVIÁRIO CP LISBOA ENG.º ÓSCAR AMORIM Lisboa, 5 de Julho de 2007 ÁREA DE ACTUAÇÃO A CP Lisboa é a Unidade de Negócio da CP responsável

Leia mais

ANA Aeroportos de Portugal Aeroportos e Ruído: Uma Gestão de Compromisso

ANA Aeroportos de Portugal Aeroportos e Ruído: Uma Gestão de Compromisso ANA Aeroportos de Portugal Aeroportos e Ruído: Uma Gestão de Compromisso O ruído tem vindo a assumir um lugar de destaque no conjunto de preocupações dos cidadãos em matéria ambiental. De acordo com informação

Leia mais

Programa de Apoio às Instituições Particulares de Solidariedade Social

Programa de Apoio às Instituições Particulares de Solidariedade Social Programa de Apoio às Instituições Particulares de Solidariedade Social Enquadramento Com base numa visão estratégica de desenvolvimento social que valorize a rentabilização dos recursos técnicos e financeiros

Leia mais

Novo Modelo para o Ecossistema Polos e Clusters. Resposta à nova ambição económica

Novo Modelo para o Ecossistema Polos e Clusters. Resposta à nova ambição económica Novo Modelo para o Ecossistema Polos e Clusters Novo Modelo para o Ecossistema Polos e Clusters Resposta à nova ambição económica Resposta à nova ambição económica 02-07-2012 Novo Modelo para o Ecossistema

Leia mais

Ministério da Ciência e Tecnologia

Ministério da Ciência e Tecnologia Ministério da Ciência e Tecnologia Decreto n.º4/01 De 19 de Janeiro Considerando que a investigação científica constitui um pressuposto importante para o aumento da produtividade do trabalho e consequentemente

Leia mais

Só um ou, quando muito, dois membros do órgão de gestão ou administração da empresa local pode ser remunerado.

Só um ou, quando muito, dois membros do órgão de gestão ou administração da empresa local pode ser remunerado. 1 Só um ou, quando muito, dois membros do órgão de gestão ou administração da empresa local pode ser remunerado. Artigo 25.º, n.ºs 3 e 4 da Lei n.º 50/2012, de 31 de agosto O valor da remuneração do(s)

Leia mais

GRANDES OPÇÕES DO PLANO 2008 PRINCIPAIS ASPECTOS

GRANDES OPÇÕES DO PLANO 2008 PRINCIPAIS ASPECTOS GRANDES OPÇÕES DO PLANO 2008 PRINCIPAIS ASPECTOS I. INTRODUÇÃO O Governo apresentou ao Conselho Económico e Social o Projecto de Grandes Opções do Plano 2008 (GOP 2008) para que este Órgão, de acordo com

Leia mais

XI Mestrado em Gestão do Desporto

XI Mestrado em Gestão do Desporto 2 7 Recursos Humanos XI Mestrado em Gestão do Desporto Gestão das Organizações Desportivas Módulo de Gestão de Recursos Rui Claudino FEVEREIRO, 28 2 8 INDÍCE DOCUMENTO ORIENTADOR Âmbito Objectivos Organização

Leia mais

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA Alteração ao Regime Jurídico da Avaliação do Ensino Superior Num momento em que termina o ciclo preliminar de avaliação aos ciclos de estudo em funcionamento por parte da Agência de Avaliação e Acreditação

Leia mais

A rua como elemento central da mobilidade urbana ciclável

A rua como elemento central da mobilidade urbana ciclável A rua como elemento central da mobilidade urbana ciclável 15 de Fevereiro de 2011 José M. Viegas Susana Castelo Mudança de paradigma Necessidade de : 1. Revisão do modelo de Predict & Provide, já que este

Leia mais

Manda o Governo, pelos Ministros de Estado e das Finanças e das Obras Públicas Transportes e Comunicações, o seguinte: Artigo 1.º.

Manda o Governo, pelos Ministros de Estado e das Finanças e das Obras Públicas Transportes e Comunicações, o seguinte: Artigo 1.º. Legislação Portaria n.º 542/2007, de 30 de Abril Publicado no D.R., n.º 83, I Série, de 30 de Abril de 2007 SUMÁRIO: Aprova os Estatutos do Instituto da Construção e do Imobiliário, I.P.. TEXTO: O Decreto-Lei

Leia mais

Grupo de Trabalho para as Questões da Pessoa Idosa, Dependente ou Deficiente de Grândola REGULAMENTO INTERNO

Grupo de Trabalho para as Questões da Pessoa Idosa, Dependente ou Deficiente de Grândola REGULAMENTO INTERNO Grupo de Trabalho para as Questões da Pessoa Idosa, Dependente ou Deficiente de Grândola REGULAMENTO INTERNO Maio de 2011 Preâmbulo As alterações demográficas que se têm verificado na população portuguesa

Leia mais

REGULAMENTO DO BANCO LOCAL DE VOLUNTARIADO DE AZAMBUJA

REGULAMENTO DO BANCO LOCAL DE VOLUNTARIADO DE AZAMBUJA MUNICÍPIO DE AZAMBUJA REGULAMENTO DO BANCO LOCAL DE VOLUNTARIADO DE AZAMBUJA Aprovado por deliberação da Assembleia Municipal de 19 de Abril de 2011. Publicado pelo Edital n.º 73/2011. Em vigor desde 27

Leia mais

Manual do Revisor Oficial de Contas. Directriz de Revisão/Auditoria 300 ÍNDICE

Manual do Revisor Oficial de Contas. Directriz de Revisão/Auditoria 300 ÍNDICE Directriz de Revisão/Auditoria 300 PLANEAMENTO Junho de 1999 ÍNDICE Parágrafos Introdução 1-4 Planeamento do Trabalho 5-8 Plano Global de Revisão / Auditoria 9-10 Programa de Revisão / Auditoria 11-12

Leia mais

Linhas de Acção. 1. Planeamento Integrado. Acções a desenvolver: a) Plano de Desenvolvimento Social

Linhas de Acção. 1. Planeamento Integrado. Acções a desenvolver: a) Plano de Desenvolvimento Social PLANO DE ACÇÃO 2007 Introdução O CLASA - Conselho Local de Acção Social de Almada, de acordo com a filosofia do Programa da Rede Social, tem vindo a suportar a sua intervenção em dois eixos estruturantes

Leia mais

MINISTÉRIO DAS OBRAS PÚBLICAS, TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES

MINISTÉRIO DAS OBRAS PÚBLICAS, TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES 1783 MINISTÉRIO DAS OBRAS PÚBLICAS, TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES Decreto n.º 7/2008 de 27 de Março A rede ferroviária de alta velocidade constitui um empreendimento público de excepcional interesse nacional

Leia mais

Artigo 1.º. Âmbito e objeto

Artigo 1.º. Âmbito e objeto PROJETO DE REGULAMENTO DO CONCURSO PÚBLICO PARA A SELEÇÃO DE INFRAESTRUTURAS DE INVESTIGAÇÃO E SUA INTEGRAÇÃO NO ROTEIRO NACIONAL DE INFRAESTRUTURAS DE INVESTIGAÇÃO DE INTERESSE ESTRATÉGICO Artigo 1.º

Leia mais

REGULAMENTO INTERNO DE FUNCIONAMENTO DO BANCO LOCAL DE VOLUNTARIADO DE GUIMARÃES

REGULAMENTO INTERNO DE FUNCIONAMENTO DO BANCO LOCAL DE VOLUNTARIADO DE GUIMARÃES REGULAMENTO INTERNO DE FUNCIONAMENTO DO BANCO LOCAL DE VOLUNTARIADO DE GUIMARÃES (aprovado por deliberação de Câmara de 16 de junho de 2011 em conformidade com as orientações do Conselho Nacional para

Leia mais

Mobilidade Sustentável - Melhores Práticas em Lisboa

Mobilidade Sustentável - Melhores Práticas em Lisboa Mobilidade Sustentável - Melhores Práticas em Lisboa OUT. 2011 Fonte: terrasdeportugal.wikidot.com Fórum Transnacional - Projecto START Mobilidade - Câmara Municipal de Lisboa Mobilidade Sustentável Melhores

Leia mais

Comemorações do 35º Aniversário do Banco de Cabo Verde. Conferência internacional sobre A mobilização de oportunidades no pós-crise

Comemorações do 35º Aniversário do Banco de Cabo Verde. Conferência internacional sobre A mobilização de oportunidades no pós-crise Comemorações do 35º Aniversário do Banco de Cabo Verde Conferência internacional sobre A mobilização de oportunidades no pós-crise Senhora Ministra das Finanças, Senhores Representantes Diplomáticos, Senhores

Leia mais

Disciplina: TRANSPORTES. Sessão 10: A Intermodalidade em Sistemas de. Transportes: potencialidades, dificuldades, soluções

Disciplina: TRANSPORTES. Sessão 10: A Intermodalidade em Sistemas de. Transportes: potencialidades, dificuldades, soluções MESTRADO INTEGRADO DE ENGENHARIA CIVIL Disciplina: TRANSPORTES Prof. Responsável: José Manuel Viegas Transportes: potencialidades, dificuldades, soluções 2010 / 2011 1/16 MÚLTIPLAS SOLUÇÕES MODAIS Devido

Leia mais

AGÊNCIA DE REGULAÇÃO ECONÓMICA MODELO DE GOVERNAÇÃO

AGÊNCIA DE REGULAÇÃO ECONÓMICA MODELO DE GOVERNAÇÃO MODELO DE GOVERNAÇÃO Praia, 07 de Julho de 2009 João Renato Lima REGULAÇÃO EM CABO VERDE De acordo com Constituição da República revista em 2002, cabe ao Estado regular o mercado e a actividade económica

Leia mais

A certificação de Qualidade para a Reparação Automóvel.

A certificação de Qualidade para a Reparação Automóvel. A certificação de Qualidade para a Reparação Automóvel. Projecto A Oficina+ ANECRA é uma iniciativa criada em 1996, no âmbito da Padronização de Oficinas ANECRA. Este projecto visa reconhecer a qualidade

Leia mais

CAPÍTULO III. Estado -Maior Conjunto Artigo 8.º

CAPÍTULO III. Estado -Maior Conjunto Artigo 8.º CAPÍTULO III Estado -Maior Conjunto Artigo 8.º Missão e atribuições 1. O Estado -Maior Conjunto (EMC) tem por missão assegurar o planeamento e o apoio necessários à decisão do CEMGFA. 2. O EMC prossegue,

Leia mais

Programação de equipamentos colectivos

Programação de equipamentos colectivos Programação de equipamentos colectivos Definição e tipologia Conceitos associados à programação de equipamentos Critérios de programação, dimensionamento e localização; exemplos Instituto Superior Técnico/Departamento

Leia mais

Restituição de cauções aos consumidores de electricidade e de gás natural Outubro de 2007

Restituição de cauções aos consumidores de electricidade e de gás natural Outubro de 2007 Restituição de cauções aos consumidores de electricidade e de gás natural Outubro de 2007 Ponto de situação em 31 de Outubro de 2007 As listas de consumidores com direito à restituição de caução foram

Leia mais

PLANO TECNOLÓGICO DE EDUCAÇÃO. Artigo 1.º

PLANO TECNOLÓGICO DE EDUCAÇÃO. Artigo 1.º Artigo 1.º PLANO TECNOLÓGICO DE EDUCAÇÃO DEFINIÇÃO O Plano Tecnológico da Educação constitui um instrumento essencial para concretizar o objetivo estratégico de modernização tecnológica do AEV no quadriénio

Leia mais

ESTATUTOS DOS SERVIÇOS DE AÇÃO SOCIAL DA UNIVERSIDADE DE LISBOA

ESTATUTOS DOS SERVIÇOS DE AÇÃO SOCIAL DA UNIVERSIDADE DE LISBOA ESTATUTOS DOS SERVIÇOS DE AÇÃO SOCIAL DA UNIVERSIDADE DE LISBOA Artigo 1.º Natureza Os Serviços de Ação Social da Universidade de Lisboa, adiante designados por SASULisboa, são uma pessoa coletiva de direito

Leia mais

Capítulo III Aspectos metodológicos da investigação

Capítulo III Aspectos metodológicos da investigação Capítulo III Aspectos metodológicos da investigação 3.1) Definição do problema Tendo como ponto de partida os considerandos enumerados na Introdução, concretamente: Os motivos de ordem pessoal: Experiência

Leia mais

AS REDES DE TRANSPORTE NO TERRITÓRIO PORTUGUÊS

AS REDES DE TRANSPORTE NO TERRITÓRIO PORTUGUÊS AS REDES DE TRANSPORTE NO TERRITÓRIO PORTUGUÊS A DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS REDES DE TRANSPORTE Rodoviária Ferroviária De Aeroportos De Portos De Energia Uma distribuição desigual Uma rede melhorada Segura

Leia mais

Entendimento do ICP-ANACOM. Originação de chamadas nas redes móveis nacionais

Entendimento do ICP-ANACOM. Originação de chamadas nas redes móveis nacionais Entendimento do ICP-ANACOM Originação de chamadas nas redes móveis nacionais I. Enquadramento Os serviços de originação de chamadas prestados pelos operadores móveis nacionais são definidos como os serviços

Leia mais

REGULAMENTO MUNICIPAL DE TRANSPORTE PÚBLICO DE ALUGUER EM VEÍCULOS AUTOMÓVEIS LIGEIROS DE PASSAGEIROS

REGULAMENTO MUNICIPAL DE TRANSPORTE PÚBLICO DE ALUGUER EM VEÍCULOS AUTOMÓVEIS LIGEIROS DE PASSAGEIROS REGULAMENTO MUNICIPAL DE TRANSPORTE PÚBLICO DE ALUGUER EM VEÍCULOS AUTOMÓVEIS LIGEIROS DE PASSAGEIROS Nota Justificativa A Lei n.º 18/97, de 11 de Junho, concedeu ao Governo autorização para legislar no

Leia mais

Índice. 1. Nota Introdutória... 1. 2. Actividades a desenvolver...2. 3. Notas Finais...5

Índice. 1. Nota Introdutória... 1. 2. Actividades a desenvolver...2. 3. Notas Finais...5 Índice Pág. 1. Nota Introdutória... 1 2. Actividades a desenvolver...2 3. Notas Finais...5 1 1. Nota Introdutória O presente documento consiste no Plano de Acção para o ano de 2011 da Rede Social do concelho

Leia mais

Associação dos Amigos da Capela-Núcleo dos Amigos do Cicloturismo de Mafra Gare

Associação dos Amigos da Capela-Núcleo dos Amigos do Cicloturismo de Mafra Gare Lista de Associações do Concelho de Mafra: Alcainça Atlético Club Amigos Atletismo de Mafra Associação Concelhia de Karaté Shotokai Associação Cultural de Meã, Arroeiras e Alqueidão Associação Cultural

Leia mais

Instituto da Segurança Social, I.P. Centro Distrital de Lisboa Sector da Rede Social

Instituto da Segurança Social, I.P. Centro Distrital de Lisboa Sector da Rede Social REDE SOCIAL Instituto da Segurança Social, I.P. Centro Distrital de Lisboa Sector da Rede Social REDE SOCIAL A Rede Social pretende constituir um novo tipo de parceria entre entidades públicas e privadas

Leia mais

PROJECTO DE CARTA-CIRCULAR SOBRE POLÍTICA DE REMUNERAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

PROJECTO DE CARTA-CIRCULAR SOBRE POLÍTICA DE REMUNERAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS PROJECTO DE CARTA-CIRCULAR SOBRE POLÍTICA DE REMUNERAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS No âmbito da avaliação realizada, a nível internacional, sobre os fundamentos da crise financeira iniciada no Verão

Leia mais

- REGIMENTO - CAPITULO I (Disposições gerais) Artigo 1.º (Normas reguladoras)

- REGIMENTO - CAPITULO I (Disposições gerais) Artigo 1.º (Normas reguladoras) - REGIMENTO - Considerando que, a Lei 159/99, de 14 de Setembro estabelece no seu artigo 19.º, n.º 2, alínea b), a competência dos órgãos municipais para criar os conselhos locais de educação; Considerando

Leia mais

TURISMO DE PORTUGAL DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS REGULAMENTO GERAL DA FORMAÇÃO

TURISMO DE PORTUGAL DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS REGULAMENTO GERAL DA FORMAÇÃO TURISMO DE PORTUGAL DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS REGULAMENTO GERAL DA FORMAÇÃO INDICE 1 NOTA PRÉVIA 3 2 LINHAS DE ORIENTAÇÃO ESTRATÉGICA 4 3 PLANO DE FORMAÇÃO 4 4 FREQUÊNCIA DE ACÇÕES DE FORMAÇÃO 6

Leia mais

A importância de um sistema de transportes global e integrado

A importância de um sistema de transportes global e integrado AS GRANDES OBRAS PÚBLICAS Em Infra-estruturas de Transportes O Novo Paradigma da Mobilidade e das Acessibilidade A importância de um sistema de transportes global e integrado \\ Joaquim Polido Organização

Leia mais

Projecto de Lei n.º 408/ X

Projecto de Lei n.º 408/ X Grupo Parlamentar Projecto de Lei n.º 408/ X Consagra o processo eleitoral como regra para a nomeação do director-clínico e enfermeiro-director dos Hospitais do Sector Público Administrativo e dos Hospitais,

Leia mais

PLANO DE PORMENOR DO DALLAS FUNDAMENTAÇÃO DA DELIBERAÇÃO DE DISPENSA DE AVALIAÇÃO AMBIENTAL

PLANO DE PORMENOR DO DALLAS FUNDAMENTAÇÃO DA DELIBERAÇÃO DE DISPENSA DE AVALIAÇÃO AMBIENTAL FUNDAMENTAÇÃO DA DELIBERAÇÃO DE DISPENSA DE AVALIAÇÃO AMBIENTAL Deliberação da Reunião Câmara Municipal de 29/11/2011 DIRECÇÃO MUNICIPAL DE URBANISMO DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE PLANEAMENTO URBANO DIVISÃO

Leia mais

Introdução 02. CRER Metodologia Integrada de Apoio ao Empreendedor 04. Passos para criação do CRER Centro de Recursos e Experimentação 05

Introdução 02. CRER Metodologia Integrada de Apoio ao Empreendedor 04. Passos para criação do CRER Centro de Recursos e Experimentação 05 criação de empresas em espaço rural guia metodológico para criação e apropriação 0 Introdução 02 O que é o CRER 03 CRER Centro de Recursos e Experimentação 03 CRER Metodologia Integrada de Apoio ao Empreendedor

Leia mais

Sessão de Divulgação do Subprograma 3 do PRODER

Sessão de Divulgação do Subprograma 3 do PRODER Sessão de Divulgação do Subprograma 3 do PRODER Vendas Novas 27 de Janeiro de 2012 SUBPROGRAMA 3 - Dinamização das Zonas Rurais 3.1 DIVERSIFICAÇÃO DA ECONOMIA E CRIAÇÃO DE EMPREGO 3.1.1 Diversificação

Leia mais

1 INTRODUÇÃO. 1.1 Motivação e Justificativa

1 INTRODUÇÃO. 1.1 Motivação e Justificativa 1 INTRODUÇÃO 1.1 Motivação e Justificativa A locomoção é um dos direitos básicos do cidadão. Cabe, portanto, ao poder público normalmente uma prefeitura e/ou um estado prover transporte de qualidade para

Leia mais

Gabinete de Apoio à Família

Gabinete de Apoio à Família Gabinete de Apoio à Família 1- Enquadramento do Projecto A freguesia de São Julião do Tojal, no concelho de Loures, é caracterizada por uma complexidade de problemas inerentes ao funcionamento da família.

Leia mais

Decreto-Lei n.º 213/92 de 12 de Outubro Altera o Decreto-Lei n.º 93/90, de 19 de Março (Reserva Ecológica Nacional).

Decreto-Lei n.º 213/92 de 12 de Outubro Altera o Decreto-Lei n.º 93/90, de 19 de Março (Reserva Ecológica Nacional). A leitura deste documento, que transcreve o conteúdo do Decreto-Lei n.º 213/92, de 12 de Outubro, não substitui a consulta da sua publicação em Diário da República. Decreto-Lei n.º 213/92 de 12 de Outubro

Leia mais

Direito das sociedades e governo das sociedades: a Comissão apresenta um Plano de Acção

Direito das sociedades e governo das sociedades: a Comissão apresenta um Plano de Acção IP/03/716 Bruxelas, 21 de Maio de 2003 Direito das sociedades e governo das sociedades: a Comissão apresenta um Plano de Acção O reforço dos direitos dos accionistas e da protecção dos trabalhadores e

Leia mais

Regimento do Conselho Municipal de Educação

Regimento do Conselho Municipal de Educação Considerando que: 1- No Município do Seixal, a construção de um futuro melhor para os cidadãos tem passado pela promoção de um ensino público de qualidade, através da assunção de um importante conjunto

Leia mais

Regulamento de Apoio ao Movimento Associativo

Regulamento de Apoio ao Movimento Associativo Regulamento de Apoio ao Movimento Associativo As associações são a expressão do dinamismo e interesse das populações que entusiasticamente se dedicam e disponibilizam em prol da causa pública. As associações

Leia mais

ASSEMBLEIA NACIONAL. Lei n 5/02 de 16 de Abril

ASSEMBLEIA NACIONAL. Lei n 5/02 de 16 de Abril ASSEMBLEIA NACIONAL Lei n 5/02 de 16 de Abril o amplo debate político e académico desenvolvido a partir de meados da década de 80 do século XX, no âmbito da implementação do Programa de Saneamento Económico

Leia mais

Comissão Social Inter Freguesias da Zona Central

Comissão Social Inter Freguesias da Zona Central Comissão Social Inter Freguesias da Zona Central Regulamento Interno Preâmbulo O Regulamento Interno estabelece a constituição, organização e funcionamento da Comissão Social Inter Freguesia da Zona Central,

Leia mais

Área de Intervenção IV: Qualidade de vida do idoso

Área de Intervenção IV: Qualidade de vida do idoso Área de Intervenção IV: Qualidade de vida do idoso 64 ÁREA DE INTERVENÇÃO IV: QUALIDADE DE VIDA DO IDOSO 1 Síntese do Problemas Prioritários Antes de serem apresentadas as estratégias e objectivos para

Leia mais

Decreto-Lei n.º 255/99 de 7 de Julho- Versão27-08-2013. Texto consolidado com as alterações introduzidas pela Lei 5/2013 (texto sublinhado a amarelo)

Decreto-Lei n.º 255/99 de 7 de Julho- Versão27-08-2013. Texto consolidado com as alterações introduzidas pela Lei 5/2013 (texto sublinhado a amarelo) Decreto-Lei n.º 255/99 de 7 de Julho- Versão27-08-2013 Texto consolidado com as alterações introduzidas pela Lei 5/2013 (texto sublinhado a amarelo) Capítulo I Disposições Gerais Artigo 1º Âmbito 1. O

Leia mais

Mobilidade e Transportes

Mobilidade e Transportes Sistema de mobilidade e transportes no Município do Seixal MODO FERROVIÁRIO REDE CONVENCIONAL - 15,8 km eixo ferroviário norte/sul transportes de passageiros ramal da siderurgia nacional transporte de

Leia mais

UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE CENTRO DE BIOTECNOLOGIA REGULAMENTO DE ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO. CAPÍTULO I Das disposições gerais

UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE CENTRO DE BIOTECNOLOGIA REGULAMENTO DE ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO. CAPÍTULO I Das disposições gerais UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE CENTRO DE BIOTECNOLOGIA REGULAMENTO DE ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO CAPÍTULO I Das disposições gerais ARTIGO 1 (Denominação, natureza jurídica e finalidade) O Centro de Biotecnologia,

Leia mais

PROJECTOS INDIVIDUAIS E DE COOPERAÇÃO

PROJECTOS INDIVIDUAIS E DE COOPERAÇÃO AVISO PARA APRESENTAÇÃO DE CANDIDATURAS Nº 03 / SI / 2009 SISTEMA DE INCENTIVOS À QUALIFICAÇÃO E INTERNACIONALIZAÇÃO DE PME (SI QUALIFICAÇÃO DE PME) PROJECTOS INDIVIDUAIS E DE COOPERAÇÃO Nos termos do

Leia mais

Estratégias regionais, para a investigação e inovação, implementadas nas Regiões. O que foi feito?

Estratégias regionais, para a investigação e inovação, implementadas nas Regiões. O que foi feito? Estratégias regionais, para a investigação e inovação, implementadas nas Regiões Ultraperiféricas e Cabo Verde: O que foi feito? O que está a ser fit? feito? Resolução do Conselho do Governo nº41/2008,

Leia mais

Como elaborar um Plano de Negócios de Sucesso

Como elaborar um Plano de Negócios de Sucesso Como elaborar um Plano de Negócios de Sucesso Pedro João 28 de Abril 2011 Fundação António Cupertino de Miranda Introdução ao Plano de Negócios Modelo de Negócio Análise Financeira Estrutura do Plano de

Leia mais

A nova governação do serviço público de transportes de passageiros principais mudanças

A nova governação do serviço público de transportes de passageiros principais mudanças A nova governação do serviço público de transportes de passageiros principais mudanças Margarida Roxo [email protected] Águeda, Seminário Os novos desafios dos Transportes e Mobilidade e a Mobilidade Suave

Leia mais

Sistema de Incentivos

Sistema de Incentivos Sistema de Incentivos Qualificação e Internacionalização de PME amrconsult 13 de Maio de 2010 1 Agenda 1 Enquadramento 2 Condições de elegibilidade 3 Despesas elegíveis 4 Incentivo 2 1 Enquadramento 3

Leia mais

O NOVO ENQUADRAMENTO JURIDICO DAS EMPRESAS DE ANIMAÇÃO TURÍSTICA

O NOVO ENQUADRAMENTO JURIDICO DAS EMPRESAS DE ANIMAÇÃO TURÍSTICA O NOVO ENQUADRAMENTO JURIDICO DAS EMPRESAS DE ANIMAÇÃO TURÍSTICA 10 de Fevereiro de 2010 Elsa Correia Gavinho 1 Novo enquadramento jurídico das EAT 2 1 - As razões para a mudança 2 - As principais alterações

Leia mais

A INTEGRAÇÃO DA REDE FERROVIÁRIA COM A REDE LOGÍSTICA E DEMAIS REDES MODAIS

A INTEGRAÇÃO DA REDE FERROVIÁRIA COM A REDE LOGÍSTICA E DEMAIS REDES MODAIS A INTEGRAÇÃO DA REDE FERROVIÁRIA COM A REDE LOGÍSTICA E DEMAIS REDES MODAIS NOVEMBRO 2014 ÍNDICE 01. A REDE NACIONAL DE PLATAFORMAS LOGISTICAS 01. INTRODUÇÃO 02. PRIORIDADES NA CONSTRUÇÃO DE NOVAS 02.

Leia mais

COMISSÃO EXECUTIVA DA ESPECIALIZAÇÃO EM SEGURANÇA NO TRABALHO DA CONSTRUÇÃO PROCEDIMENTOS PARA ATRIBUIÇÃO DO TÍTULO DE ENGENHEIRO ESPECIALISTA EM

COMISSÃO EXECUTIVA DA ESPECIALIZAÇÃO EM SEGURANÇA NO TRABALHO DA CONSTRUÇÃO PROCEDIMENTOS PARA ATRIBUIÇÃO DO TÍTULO DE ENGENHEIRO ESPECIALISTA EM PROCEDIMENTOS PARA ATRIBUIÇÃO DO TÍTULO DE ENGENHEIRO ESPECIALISTA EM Procedimentos para a atribuição do título de Engenheiro Especialista em Segurança no Trabalho da Construção 1 Introdução...2 2 Definições...4

Leia mais

Regulamento de Funcionamento do Banco Local de Voluntariado de Viana do Alentejo

Regulamento de Funcionamento do Banco Local de Voluntariado de Viana do Alentejo Regulamento de Funcionamento do Banco Local de Voluntariado de Viana do Alentejo Preâmbulo O Decreto-Lei n.º 389/99, de 30 de Setembro, no art.º 21.º, atribui ao Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado

Leia mais