FIS Cosmologia e Relatividade
|
|
|
- Elisa Rico Belém
- 8 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 FIS Cosmologia e Relatividade Thaisa Storchi Bergmann Bibliografia de consulta: Introduction to Cosmology, de Barbara Ryden; Introdução à Cosmologia de Ronaldo E. de Souza; Wikipedia; ilustrações obtidas da Internet. A Gravitação e o Princípio da Equivalência Nas escalas cosmológicas (~100 Mpc), a força dominante é a gravitacional. Em escalas pequenas, a força eletromagnética é muito maior. Por exemplo, a repulsão eletrostática entre 2 prótons é vezes maior que a atração gravitacional entre eles. Mas em grandes escalas, o Universo é neutro e a força gravitacional (a mais fraca do ponto de vista da física de partículas) domina. De acordo com Einstein, a gravidade é uma manifestação da curvatura do espaçotempo. O Princípio da Equivalência Na visão de Newton do Universo, o espaço é uma entidade imutável, com geometria Euclidiana. No espaço Euclidiano, a menor distância entre dois pontos é uma reta, a soma dos ângulos internos de um triângulo é π e a circunferência de um círculo é 2πr onde r é o raio. Newton definiu a massa gravitacional de um objeto, como uma propriedade tal que a força gravitacional entre dois objetos de massas gravitacionais M g e m g é: onde o sinal negativo indica atração. Newton também definiu a massa inercial m i, e sua segunda lei diz que: onde a = aceleração. Sabemos que m g = m i, mas Einstein se deu conta que esta igualdade não era óbvia: a propriedade de um objeto que determina quão fortemente ele é atraído pela força gravitacional é igual à propriedade que determina sua resistência à aceleração por qualquer força (não só a gravitacional). Esta igualdade demonstra o Princípio da Equivalência, o qual levou Einstein a propor a teoria da relatividade geral, cujos princípios fundamentais são: 1) Todas as interações (inclusive a gravitacional) se processam com velocidade máxima igual à da luz no vácuo. Não existe ação instantânea à distância. (Este princípio é também da relatividade restrita). 2) Princípio da equivalência: não é possível distinguir entre um campo gravitacional e um referencial acelerado. Em ambos os casos, devemos observar os mesmos fenômenos físicos. A experiência de um corpo em queda livre num campo gravitacional constante é equivalente à experiência feita por um outro observador em um referencial cuja aceleração seja idêntica.
2 Exemplo que demonstra o princípio da equivalência: se você estiver dentro de uma nave fechada (sem janelas) não vai saber a diferença entre estar parado na superfície da Terra, onde a aceleração é 9,8 ms -2 ou no espaço sendo acelerado para cima a 9,8 ms -2. Ilustração do Princípio da equivalência, obtida de notas de aula do Dr. Imamura, Univ. de Oregon 3) Corolário do Princípio da Equivalência: campos gravitacionais devem provocar deflexão num feixe de luz: se você portar uma lanterna e emitir um facho de luz perpendicularmente à direção da aceleração, e se a nave está sendo acelerada para cima, você vai ver o facho de luz curvar para baixo. Como não há como distinguir esta aceleração para cima da provocada por um campo gravitacional, a conclusão que Einstein chegou é que a trajetória dos fótons são desviadas na presença de um campo gravitacional. Na linguagem da relatividade geral, dizemos que o campo gravitacional introduz uma curvatura no espaço que faz com que o feixe de luz siga uma geodésica que não é uma linha reta. Seja uma nave acelerada onde entra um raio de luz em A e sai em B, como mostra a figura abaixo, onde o ângulo Φ/2 está representado exageradamente grande para facilitar a ilustração.
3 Podemos calcular o raio de curvatura R a partir da figura acima, considerando que F é pequeno: Exercício: Determinar o valor do raio de curvatura acima. Einstein teve outro insight com base no Princípio de Fermat da ótica: a luz viaja entre dois pontos pela trajetória que minimiza o tempo de viagem. No espaço Euclidiano, esta trajetória é uma reta. Entretanto, na presença da gravidade, a trajetória é curva, o que fez Einstein concluir que o espaço não é Euclidiano. A presença da massa curva o espaço. O desvio da luz ao passar por um campo gravitacional produz o efeito conhecido como lentes gravitacionais. O princípio está ilustrado abaixo:
4 Há várias geometrias possíveis para as lentes gravitacionais, algumas das quais ilustramos abaixo: Ilustração obtida da The Internet Encyclopedia of Science, crédito das images: European Space Agency. São ilustrados três casos de lentes gravitacionais. Se o objeto que produz a lente é esférico, a imagem aparece como um anel, conhecido como Anel de Einstein (figura de cima); se a lente é alongada, a imagem é uma Cruz de Einstein (figura do meio) e se a lente é um aglomerado de galáxias, como Abell 2218, então aparecerão arcos e arcos parciais (forma de banana) (figura de baixo).
5 A figura acima ilustra várias lentes gravitacionais observadas com o Telescópio Espacial Hubble. Segue abaixo uma derivação aproximada do desvio da luz devido a um campo gravitacional: Seja um fóton que passa por um campo gravitacional e sofre um desvio na sua trajetória. Assumindo que possamos considerar um fóton como uma partícula se movendo com velocidade v, podemos dizer que houve uma variação na direção da sua velocidade de um ângulo DF devido ao campo gravitacional de uma massa M que pode ser representada como: onde a aceleração é devida à atração gravitacional da massa M: onde b é o parâmetro de impacto, ou a distância entre o raio de luz e a massa M. Um cálculo mais preciso, utilizando a relatividade geral dá:
6 Exercício: Calcule o desvio da luz de uma estrela que passe rasante à borda do Sol. Assuma b=raio do Sol. Obtenha este valor em segundos de arco. Esta medida foi feita por uma expedição que esteve no Brasil com a finalidade de testar a predição da teoria da Relatividade Geral de Einstein - de que o campo gravitacional do Sol deflexionaria a trajetória da radiação emitida pela estrela - durante um eclipse do Sol em 1919, na cidade de Sobral, no Ceará. A oportunidade do eclipse era essencial para tapar o disco do Sol, permitindo a observação da luz da estrela no momento de totalidade do eclipse. 4) Redshift gravitacional: Um outro efeito do campo gravitacional sobre a luz é o redshift gravitacional: a luz, ao deixar um campo gravitacional forte, sofre uma perda de energia, e portanto o comprimento de onda se desvia para o vermelho. Este efeito é importante para estrelas de nêutrons e buracos negros. Uma representação do redshift gravitacional é ilustrada na figura abaixo. Representação do redshift gravitacional sofrido pela luz ao se afastar de uma estrela de nêutrons (obtida da Wikipedia). Segue uma derivação aproximada da expressão do redshift gravitacional. Assumimos que possamos considerar o fóton como uma partícula de massa ou inércia igual à sua energia dividida por c 2 (lembrando que E=mc 2 ): Quando o fóton é exposto a um campo gravitacional, uma variação na sua energia é compensada por uma variação na energia potencial gravitacional, sendo que a energia total se conserva. Por exemplo: um fóton que escapa da superfície de uma estrela de nêutrons, sofre uma diminuição de sua energia Δhn, enquanto que a energia potencial aumenta em (hn/c 2 )U, onde U é o potencial gravitacional. Podemos expressar isto da seguinte maneira:
7 Esta expressão vale para campos gravitacionais fracos. Uma derivação mais rigorosa dá: Exercícios: 1) Qual é o redshift gravitacional sofrido pela linha Hα do Hidrogênio (λ 0 =6563A) emitida por uma estrela anã branca com massa igual à do Sol e raio R=2,9x10 6 m? Qual é o comprimento de onda observado? 2) Qual seria o redshift gravitacional da linha Hα se ela pudesse ser emitida a partir da borda interna de um disco de acreção em torno de um buraco negro, que se encontra a 3 raios de Schwarzchild do buraco negro?. 3) Utilize a fórmula correta para obter o comprimento de onda observado (λ ) no limite em que a distância ao buraco negro seja R=R Sch =2GM/c 2. 4) Compare as duas expressões (para campos gravitacionais fracos e fortes) para o redshift gravitacional e obtenha o limite de R a partir do qual não se pode utilizar a expressão para campos fracos. 5) Dilatação do tempo: O efeito da diminuição na freqüência da radiação pode ser também interpretado como uma dilatação do tempo. Por exemplo, seja um intervalo de tempo igual ao período da onda: O observador está no infinito, e portanto, o intervalo de tempo observado é: Enquanto que o intervalo de tempo perto da fonte é: Portanto:
8 Ou seja, se a freqüência da radiação diminuiu devido ao redshift gravitacional (n <n 0 ), ocorreu uma dilatação do tempo observado (δt >δt 0 ). No terceiro exercício acima, demonstra-se que a energia do fóton tende a zero no horizonte de eventos de um buraco negro, ou seja, sua freqüência observada tende a zero. Isto corresponde a um intervalo de tempo infinito para quem está longe e significa que, para um observador distante, um objeto capturado por um buraco negro prestes a atravessar o horizonte de eventos, parece demorar um tempo infinito para isto. Curvatura do espaço-tempo: Na teoria da relatividade geral, massa e energia são equivalentes, através da famosa equação: E = mc 2. Além disso, espaço e tempo formam um espaço-tempo tetradimensional (visão de Newton: duas entidades separadas). Visão de Einstein: a presença da matéria-energia causa a curvatura do espaço-tempo. Como funciona a gravidade: a) Segundo Newton: A massa diz para a gravidade como exercer uma força e a força diz para a massa como se acelerar. b) Segundo Einstein: A massa-energia diz para o espaço-tempo como se curvar, e o espaço-tempo curvo diz para a massa-energia como se mover. Então se deixarmos um objeto cair dentro da nossa caixa acelerada, há 3 possíveis interpretações: (1) A caixa está parada (ou com velocidade constante) e o objeto está acelerado para baixo por uma força gravitacional constante; (2) O objeto está parado (ou com velocidade constante) e a caixa está acelerada para cima a uma taxa constante ou (3) o objeto está simplesmente seguindo uma geodésica no espaço-tempo. Na descrição Newtoniana m g = m i é uma coincidência (o princípio da equivalência). Na descrição de Einstein da relatividade geral, não é coincidência, a aceleração de um objeto é independente da sua massa e da sua composição. O objeto simplesmente segue uma geodésica, o que é ditado pela geometria do espaço-tempo.
Relatividade Geral: o que é, para que serve
Relatividade Geral: o que é, para que serve Ronaldo S. S. Vieira Astronomia ao meio-dia, 01 de junho de 2017 1 Mecânica clássica 1. Existem referenciais, ditos inerciais, tais que na ausência de forças
Gravidade: Clássica e Quântica. Panoramas da Física
Gravidade: Clássica e Quântica Panoramas da Física Programa - Breve introdução. - Relatividade Restrita. - Relatividade Geral. - Idéias fundamentais. - Campo fraco: Newton e ondas gravitacionais. - Solução
INTRODUÇÃO À RELATIVIDADE GERAL - Aula 3 p. 1
INTRODUÇÃO À RELATIVIDADE GERAL - Aula 3 Victor O. Rivelles Instituto de Física Universidade de São Paulo [email protected] http://www.fma.if.usp.br/ rivelles/ XXI Jornada de Física Teórica 2006 INTRODUÇÃO
Tópicos Especiais em Física
Tópicos Especiais em Física Vídeo-aula 2: cosmologia e relatividade geral Vídeo-aula 2: cosmologia e relatividade geral 18/06/2011 Cosmologia: aspectos históricos Fundamentos da Relatividade Geral Cosmologia
Cosmologia 1. Gastão B. Lima Neto Vera Jatenco-Pereira IAG/USP.
Aspectos históricos Princípio cosmológico Base teórica Expansão do Universo Lei de Hubble Parâmetros cosmológicos Evolução do Universo Cosmologia 1 Gastão B. Lima Neto Vera Jatenco-Pereira IAG/USP www.astro.iag.usp.br/~aga210
Cosmologia 1. Gastão B. Lima Neto Vera Jatenco-Pereira IAG/USP.
Aspectos históricos Princípio cosmológico Base teórica Expansão do Universo Lei de Hubble Parâmetros cosmológicos Evolução do Universo Cosmologia 1 Gastão B. Lima Neto Vera Jatenco-Pereira IAG/USP www.astro.iag.usp.br/~aga210
Thaisa Storchi Bergmann
Thaisa Storchi Bergmann Membro da Academia Brasileira de Ciências Prêmio L Oreal/UNESCO For Women in Science 2015 3/11/16 Thaisa Storchi Bergmann, Breve história do Universo, Parte II 1 Resum0 da primeira
Introdução à Cosmologia: 1 - a cosmologia newtoniana
1 Introdução à Cosmologia: 1 - a cosmologia newtoniana Laerte Sodré Jr. August 15, 2011 objetivos: abordagem rápida dos principais conceitos de cosmologia foco no modelo cosmológico padrão veremos como
O Lado Escuro do Universo
O Lado Escuro do Universo Thaisa Storchi Bergmann Departamento de Astronomia, Instituto de Física, UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil Em 400 anos Telescópio Espacial Hubble (2.4m) Telescópio de Galileu (lente
Relatividade Especial & Geral
Relatividade Especial & Geral Roteiro Relatividade Especial: Conceitos básicos e algumas conseqüências Paradoxo dos gêmeos Relatividade Geral: Conceitos básicos, conseqüências e aplicabilidade. Relatividade
O espaço-tempo curvo na teoria da relatividade geral. Felipe Tovar Falciano
O espaço-tempo curvo na teoria da relatividade geral Felipe Tovar Falciano IFCE - 2013 O que é Relatividade? 1685 - Newton "Philosophiae naturalis principia mathematica" A. Einstein (1879-1955) 1890 -
INTRODUÇÃO À RELATIVIDADE GERAL - Aula 2 p. 1
INTRODUÇÃO À RELATIVIDADE GERAL - Aula 2 Victor O. Rivelles Instituto de Física Universidade de São Paulo [email protected] http://www.fma.if.usp.br/ rivelles/ XXI Jornada de Física Teórica 2006 INTRODUÇÃO
FÍSICA IV PROF. PIERRE VILAR DANTAS AULA 11-04/11/2017 TURMA: A HORÁRIO: 7M PIERREDANTASBLOG.WORDPRESS.COM
FÍSICA IV PROF. PIERRE VILAR DANTAS AULA 11-04/11/2017 TURMA: 0053- A HORÁRIO: 7M PIERREDANTASBLOG.WORDPRESS.COM 1 Introdução à Física Moderna 2 Objetivos do Aprendizado Explicar a absorção e emissão da
Teoria da Relatividade Restrita (1905) Parte IV. Física Geral IV - FIS503
Teoria da Relatividade Restrita (1905) Parte IV Física Geral IV - FIS503 1 O efeito Doppler da luz f obs = f 0 1 β 1+ β λ, f Fonte v Esta expressão é válida no caso do observador ( f = f obs ) e a fonte
Aula 17: Cosmologia I. Henrique Dias Gomes
Aula 17: Cosmologia I Henrique Dias Gomes [email protected] Cosmologia wikipedia: Cosmologia (do grego κοσμολογία, κόσμος="cosmos"/"ordem"/"mundo"+ -λογία="discurso"/"estudo"); É o ramo da astronomia
Aula 2: Cosmologia Relativística
Aula 2: Cosmologia Relativística Primeira Escola de Ciências Física Brasil-Cabo Verde 3-13 de abril 2017 Oliver F. Piattella Universidade Federal do Espírito Santo Vitória, Brasil Abordagem matemática
Partículas: a dança da matéria e dos campos
Partículas: a dança da matéria e dos campos Aula 1: Força e Matéria 1 1. Leis da mecânica 2. Espaço e éter 3. Newton e a gravitação 4. Eletromagetismo 5. Luz e sua velocidade 6. Relatividade de Einstein
FIS Cosmologia e Relatividade Thaisa Storchi Bergmann
FIS02012 - Cosmologia e Relatividade Thaisa Storchi Bergmann Relatividade Restrita: Postulados: 1) Princípio da relatividade: As leis da física são as mesmas em todos os referenciais inerciais. Nenhum
Instituto de Fıśica UFRJ Mestrado em Ensino profissional
Instituto de Fıśica UFRJ Mestrado em Ensino profissional Tópicos de Fıśica Clássica II 3 a Lista de Exercıćios Segundo Semestre de 2008 Prof. A C Tort Problema 1 Transformação de Lorentz I. Em aula vimos
A distância Sol-Terra para um observador fixo na Terra é L0 com velocidade v = 0,6c, essa distância é de 10
1.Com relação à teoria da relatividade especial e aos modelos atômicos podemos afirmar que: ( ) A velocidade da luz no vácuo independe da velocidade da fonte de luz. ( ) As leis da física são as mesmas
INTRODUÇÃO À COSMOLOGIA
INTRODUÇÃO À COSMOLOGIA O UNIVERSO EM GRANDE ESCALA O mapa mostra a maior estrutura conhecida no universo: o Sloan Great Wall. Nenhuma estrutura maior do que 300 Mpc é observada. Esta distribuição de matéria
Relatividade Restrita. Adaptação do curso de Sandro Fonseca de Souza para o curso de Física Geral
Relatividade Restrita Adaptação do curso de Sandro Fonseca de Souza para o curso de Física Geral ...na Mecânica Clássica (Transformações de Galileu) As leis básicas da Mecânica assumem sua forma mais simples
Apostila de Física 46 Relatividade Especial
Apostila de Física 46 Relatividade Especial 1.0 Definições Relatividade na física clássica A velocidade é relativa, depende do referencial inercial. Velocidade da luz: Não obedece à relatividade. Em qualquer
Esse planeta possui maior velocidade quando passa pela posição: a) ( ) I b) ( ) II c) ( ) III d) ( ) IV e) ( ) V
1. Desde a antiguidade, existiram teorias sobre a concepção do universo. Por exemplo, a teoria Aristotélica propunha que a Terra seria o centro do universo e todos os astros descreveriam órbitas circulares
O espectro medido da maior parte das galáxias, em todas as direções no céu, apresenta linhas com deslocamento para s
LEI DE HUBBLE O espectro medido da maior parte das galáxias, em todas as direções no céu, apresenta linhas com deslocamento para s maiores em relação ao em repouso (REDSHIFT). Efeito observado em grandes
Introdução à Cosmologia Física
Introdução à Cosmologia Física Desafio: encontrar o z desta galáxia: Resposta: Hoje: Relatividade Restrita (revisão rápida) O Princípio da Equivalência A Relatividade Geral de Einstein Coordenadas generalizadas
Movimento Circular Uniforme
Movimento Circular Uniforme Objeto em trajetória circular (raio R) a uma velocidade constante v. Período do movimento T: tempo de uma volta na circunferência comprimento da circunferência: Velocidade instantânea:
Tópicos de Física Geral I Cosmologia: o que sabemos sobre a história do universo? Miguel Quartin
Tópicos de Física Geral I 2016 Cosmologia: o que sabemos sobre a história do universo? Miguel Quartin Instituto de Física, UFRJ Grupo: Astrofísica, Relatividade e Cosmologia (ARCOS) 1 Resumo do Seminário
Problema 1 (9 Pontos)
Problema 1 (9 Pontos) Este problema consiste em três partes independentes. Parte A Lançamento de um Satélite Um satélite é lançado de um planeta esférico de raio R. A velocidade inicial do satélite não
Halliday Fundamentos de Física Volume 2
Halliday Fundamentos de Física Volume 2 www.grupogen.com.br http://gen-io.grupogen.com.br O GEN Grupo Editorial Nacional reúne as editoras Guanabara Koogan, Santos, Roca, AC Farmacêutica, LTC, Forense,
A Relatividade Geral e a Cosmologia
mailto:[email protected] 20 de abril de 2007 Fundamentos da Relatividade Geral Campo Gravitacional x Percurso da Luz O Redshift Gravitacional O Buraco Negro A Dilatação do Tempo Métrica e Gravitação
Outras galáxias (II)
Grupo Local Grupos de galáxias e grupos compactos Aglomerados de galáxias Super-aglomerados Filamentos e vazios Grande atrator Lentes gravitacionais Micro-lentes gravitacionais Outras galáxias (II) Vera
INTRODUÇÃO À GRAVITAÇÃO E À COSMOLOGIA
INTRODUÇÃO À GRAVITAÇÃO E À COSMOLOGIA Victor O. Rivelles Aula 2 Instituto de Física da Universidade de São Paulo e-mail: [email protected] http://www.fma.if.usp.br/~rivelles Escola Norte-Nordeste
A Teoria da Relatividade está baseada em dois princípios:
O QUE É ESPAÇO E TEMPO II A Teoria da Relatividade está baseada em dois princípios: 1) Princípio da Equivalência As leis da Física são as mesmas em qualquer referencial. Você jogando uma bola para cima
Aula 10 Relatividade. Física 4 Ref. Halliday Volume4. Profa. Keli F. Seidel
Aula 10 Relatividade Física 4 Ref. Halliday Volume4 ...RELATIVIDADE RESTRITA Sumário A relatividade das distâncias Contração do Espaço Transformada de Lorenz A transformação das velocidades Relembrando...
O que é a gravidade? Thiago R. P. Caramês
O que é a gravidade? Thiago R. P. Caramês Vitória, 11 de Novembro de 2018 As quatro forças fundamentais 1. Força Nuclear Forte: mantém a coesão do núcleo atômico (intensidade: 1) 2. Força Nuclear Fraca:
Aula 10 Relatividade. Física 4 Ref. Halliday Volume4. Profa. Keli F. Seidel
Aula 10 Relatividade Física 4 Ref. Halliday Volume4 ...RELATIVIDADE RESTRITA Sumário A relatividade das distâncias Contração do Espaço Transformada de Lorenz A transformação das velocidades Relembrando...
CURSO AVANÇADO EM ASTRONOMIA E ASTROFÍSICA OBSERVATÓRIO ASTRONÓMICO DE LISBOA PARADOXOS DA TEORIA DA RELATIVIDADE. Paulo Crawford MÓDULO CAOAL TR
CURSO AVANÇADO EM ASTRONOMIA E ASTROFÍSICA DO OBSERVATÓRIO ASTRONÓMICO DE LISBOA PARADOXOS DA TEORIA DA RELATIVIDADE MÓDULO CAOAL TR Paulo Crawford Abril de 2013 Conteúdo Objectivos e Estrutura do Curso..............................
c= m/s Aula 9 Ótica Por Leonardo Alfonso Schmitt.
Aula 9 Ótica Por Leonardo Alfonso Schmitt. A ótica pode ser tratada a partir de dois conceitos, como um feixe de luz, tratada na ótica geométrica, ou como uma onda eletromagnética, ambas com o mesmos comportamentos
COSMOLOGIA RELATIVÍSTICA
COSMOLOGIA RELATIVÍSTICA A GEOMETRIA DO ESPAÇO Idéias da Teoria da Relatividade Geral! Não se define intensidade da gravidade e sim CURVATURA DO ESPAÇO-TEMPO Deve-se pensar em termos de geometria do universo
Teoria da Relatividade Restrita (1905) Parte III. Física Geral IV - FIS503
Teoria da Relatividade Restrita (1905) Parte III Física Geral IV - FIS503 1 Nesta aula: Efeito Doppler da Luz Momento Relativístico Energia Relativística Efeito Doppler do Som É a mudança na frequência
Cosmologia 1 Gastão B. Lima Neto IAG/USP
Cosmologia 1 Gastão B. Lima Neto IAG/USP www.astro.iag.usp.br/~aga101 Hubble Ultra Deep Field-HST/ACS AGA 101 2 semestre 2017 Cosmologia História e estrutura do universo Como se distribui a matéria? Onde
INTRODUÇÃO À ASTROFÍSICA
Introdução à Astrofísica INTRODUÇÃO À ASTROFÍSICA LIÇÃO 21 O EQUILÍBRIO HIDROSTÁTICO Lição 20 O Equilíbrio Hidrostático As estrelas se formam a partir de regiões densas e frias, chamadas de nebulosas.
ADEUS AO BOM SENSO: EINSTEIN. Prof. Gustavo Castro
ADEUS AO BOM SENSO: EINSTEIN Prof. Gustavo Castro BOM SENSO EINSTEIN Albert Einstein Nasce em 14/03/1879. 1905, publicou 5 artigos, dentre eles: a teoria da relatividade especial. 1916, o fundamento da
INTRODUÇÃO À RELATIVIDADE GERAL p. 1
INTRODUÇÃO À RELATIVIDADE GERAL Victor O. Rivelles Instituto de Física Universidade de São Paulo [email protected] http://www.fma.if.usp.br/ rivelles/ XXI Jornada de Física Teórica 2006 INTRODUÇÃO
Avançado de Física. Liceu Albert Sabin. Prof: Thiago Almeida. Exercícios de Relatividade restrita
Avançado de Física Liceu Albert Sabin Prof: Thiago Almeida Exercícios de Relatividade restrita. (Unicamp 03) O prêmio Nobel de Física de 0 foi concedido a três astrônomos que verificaram a expansão acelerada
Amanda Yoko Minowa 02/08/2014
CURSO DE ASTRONOMIA COSMOLOGIA (PARTE I) Amanda Yoko Minowa 02/08/2014 [email protected] O UNIVERSO E A HISTÓRIA DO COSMOS COSMOLOGIA (do grego κοσμολογία, κόσμος="cosmos"/"ordem"/"mundo" +- λογία="discurso"/"estudo")
INTRODUÇÃO À GRAVITAÇÃO E À COSMOLOGIA
INTRODUÇÃO À GRAVITAÇÃO E À COSMOLOGIA Victor O. Rivelles Aula 1 Instituto de Física da Universidade de São Paulo e-mail: [email protected] http://www.fma.if.usp.br/~rivelles Escola Norte-Nordeste
José Lages da Silva Neto
José Lages da Silva Neto 13.07.2010 Na mecânica Clássica, usa-se o espaço euclidiano, onde o universo possui três dimensões de espaço. Pra localizar um ponto, portanto, basta informar suas três coordenadas
Física IV Relatividade. Prof. Helena Malbouisson Sala 3018A
Física IV Relatividade Prof. Helena Malbouisson Sala 3018A [email protected] 1 Relatividade A teoria da relatividade Restrita (ou Especial) foi proposta por Albert Einstein em 1905.
Lista 1_Gravitação - F 228 1S2010
Lista 1_Gravitação - F 228 1S2010 1) a) Na figura a abaixo quatro esferas formam os vértices de um quadrado cujo lado tem 2,0 cm de comprimento. Qual é a intensidade, a direção e o sentido da força gravitacional
INTRODUÇÃO À ASTROFÍSICA LIÇÃO 12: A RELATIVIDADE RESTRITA
Introdução à Astrofísica INTRODUÇÃO À ASTROFÍSICA LIÇÃO 12: A RELATIVIDADE RESTRITA Lição 11 A Relatividade Restrita Com as leis de Maxwell para o eletromagnetismo, percebeu-se que que as equações não
OBJETOS COMPACTOS: ESTRELAS DE NÊUTRONS E BURACOS NEGROS
OBJETOS COMPACTOS: ESTRELAS DE NÊUTRONS E BURACOS NEGROS REMANESCENTE CENTRAL DE SNII ESTRELA DE NÊUTRONS E BURACO NEGRO Durante os estágios finais de vida de uma estrela massiva, um núcleo central de
CONCEITOS DE RELATIVIDADE RESTRITA
1. Introdução. O Experimento de Michelson-Morley 3. Postulados da Relatividade Restrita 4. Transformações de Lorentz 5. A Dilatação Temporal e a Contração Espacial 6. A Massa, a Energia e o Momento Linear
Denomina-se gravidade a interação ente dois ou mais corpos devido sua massa. A força da gravidade é uma força de ação à distância, que se torna mais
Denomina-se gravidade a interação ente dois ou mais corpos devido sua massa. A força da gravidade é uma força de ação à distância, que se torna mais evidente entre objetos com grandes massas, ocasionada
Física. Exame Discursivo 07 / 12 / ª Fase. Caderno de prova. Boa prova!
2ª Fase Exame Discursivo 07 / 12 / 2008 Física Caderno de prova Este caderno, com doze páginas numeradas seqüencialmente, contém dez questões de Física. Não abra o caderno antes de receber autorização.
O tamanho do Universo. Profa. Thaisa Storchi Bergmann Departamento de Astronomia Instituto de Física UFRGS
O tamanho do Universo Profa. Thaisa Storchi Bergmann Departamento de Astronomia Instituto de Física UFRGS Sumário Unidades de distância Métodos de determinação de distâncias Tamanhos no Sistema Solar:
ELETRICIDADE E ELETROMAGNETISMO
PETROBRAS TECNICO(A) DE OPERAÇÃO JÚNIOR ELETRICIDADE E ELETROMAGNETISMO QUESTÕES RESOLVIDAS PASSO A PASSO PRODUZIDO POR EXATAS CONCURSOS www.exatas.com.br v3 RESUMÃO GRANDEZAS E UNIDADES (S.I.) t: Tempo
Halliday Fundamentos de Física Volume 1
Halliday Fundamentos de Física Volume 1 www.grupogen.com.br http://gen-io.grupogen.com.br O GEN Grupo Editorial Nacional reúne as editoras Guanabara Koogan, Santos, Roca, AC Farmacêutica, LTC, Forense,
PROCESSO SELETIVO TURMA DE 2016 FASE 1 PROVA DE FÍSICA E SEU ENSINO
PROCESSO SELETIVO TURMA DE 2016 FASE 1 PROVA DE FÍSICA E SEU ENSINO Caro professor, cara professora, esta prova tem 2 partes; a primeira parte é objetiva, constituída por 14 questões de múltipla escolha,
Denomina-se gravidade a interação ente dois ou mais corpos devido sua massa. A força da gravidade é uma força de ação à distância, que torna-se mais
Denomina-se gravidade a interação ente dois ou mais corpos devido sua massa. A força da gravidade é uma força de ação à distância, que torna-se mais evidente entre objetos com grandes massas, ocasionada
Arquitetura do Universo Nascimento e Estrutura do Universo
Unidade 1 Arquitetura do Universo Nascimento e Estrutura do Universo s O Big Bang O Universo tem uma história! Uma história com cerca de 15 mil milhões de anos. Começou com o Big Bang, não tendo parado
Relembrando as interações fundamentais
Relembrando as interações fundamentais As interações fundamentais da Natureza atuam em diferentes objetos de acordo com suas cargas, cujo termo possui um significado mais amplo do que o da carga elétrica.
Exercícios Resolvidos FISICA D - Apostila 7 Extensivo
Exercícios Resolvidos FISICA D - Apostila 7 Extensivo 0. D A força resultante atuante sobre o satélite é a força centrípeta, que representa as forças atuantes no satélite na trajetória circular. 0. C I.
Física IV. Aula 2 Prof. Helena Malbouisson
Física IV Aula 2 Prof. Helena Malbouisson 1 Normas e Datas Atendimento ao estudante: sala 3018 A professora Helena Malbouisson. Os alunos com menos de 75% de presença serão reprovados por falta. Entretanto,
Aglomerados de galáxias
Aglomerados de galáxias I O grupo Local A figura 1 mostra a Galáxia que tem uma extensão de 200000 Anos Luz. O Sol esta localizado no braço de Orion a 26000 Anos Luz de distancia do Centro Galáctico. O
Capítulo 5 - Aplicações das leis de Newton. Hoje reconhecemos 4 forças da natureza. São elas (em ordem crescente de
Capítulo 5 - Aplicações das leis de Newton Hoje reconhecemos 4 forças da natureza. São elas (em ordem crescente de intensidade) Força Gravitacional Força Fraca Intensidade Força Eletromagnética Força Forte
Aula 5: Gravitação e geometria
Aula 5: Gravitação e geometria A C Tort 1 1 Departmento de Física Teórica Instituto Física Universidade Federal do Rio de Janeiro 12 de Abril de 2010 Tort (IF UFRJ) IF-UFRJ Informal 1 / 20 Massa Inercial
ESTRUTURA EM GRANDE ESCALA: Distribuição das galáxias no universo
ESTRUTURA EM GRANDE ESCALA: Distribuição das galáxias no universo Galáxias não estão distribuídas uniformemente no espaço Somente 20 ou 30 % das galáxias estão isoladas no espaço integaláctico Normalmente
Física 1 VS 15/07/2017. Atenção: Leia as recomendações antes de fazer a prova.
Física 1 VS 15/07/2017 Atenção: Leia as recomendações antes de fazer a prova. 1- Assine seu nome de forma LEGÍVEL na folha do cartão de respostas. 2- Leia os enunciados com atenção. 3- Analise sua resposta.
Primeira Lista - lei de Coulomb
Primeira Lista - lei de Coulomb FGE211 - Física III 1 Sumário A força elétrica que uma carga q 1 exerce sobre uma carga q 2 é dada pela lei de Coulomb: onde q 1 q 2 F 12 = k e r 2 ˆr = 1 q 1 q 2 4πɛ 0
Departamento de Astronomia - Instituto de Física Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Departamento de Astronomia - Instituto de Física Universidade Federal do Rio Grande do Sul FIS2001 - FUNDAMENTOS DE ASTRONOMIA E ASTROFÍSICA 3.a PROVA 2011/2 NOME: TURMA:C I. ( 0,2 pontos cada) Nas questões
Física Moderna. Aula 1 Introdução. Curso - Licenciatura em Física EAD. Prof a. Dra. Ana Paula Andrade Universidade Estadual de Santa Cruz
Física Moderna Aula 1 Introdução Curso - Licenciatura em Física EAD Prof a. Dra. Ana Paula Andrade Universidade Estadual de Santa Cruz Ilhéus - Bahia 1 Nesta disciplina... Século XX => novos conceitos:
