Autor: Hamilton Borges da Silva Junior
|
|
|
- Isabel da Costa Carrilho
- 8 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Artigos Jurídicos Autor: Hamilton Borges da Silva Junior
2 ESTUPRO: LEI 12015/2009 ALTEROU O ARTIGO 213 DO CODIGO PENAL QUE TRATA SOBRE O ESTUPRO, ANÁLISE DE COMO FICOU E QUAIS AS DIFERENÇAS EM RELAÇÃO À LEI ANTIGA. Sumário: Introdução; 1 conceito; 2 objetos jurídicos; 3 consumações e tentativa; 4 alterações e diferenças trazidas pela lei 12015/2009; 5 sujeitos ativo e passivo; 6 prazos prescricionais; 7 ações penais, 7.1 opinião acerca da ação penal; 8 considerações finais; Bibliografia. INTRODUÇÃO: Neste artigo jurídico que vou trazer pra vocês, vou tentar elucidar e sanar algumas dúvidas a respeito do crime de estupro previsto no artigo 213 do código penal e alterado pela lei 12015/2009 já há algum tempo atrás mais precisamente em agosto de dois mil e nove (2009), vou passar pra vocês conceito, objeto jurídico, diferenças em relação à lei anterior, prescrição mais o tópico mais
3 importante que gostaria de deixar registrado a minha opinião é em relação à ação penal. A ação penal desse crime é meio controversa, pois na pratica fica muito difícil de culpabilizar o autor, veremos mais a frente o porquê disso. CONCEITO: Artigo 213 do código penal constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele pratique outro ato libidinoso. OBJETOS JURÍDICOS: Com o advento da nova lei o bem jurídico tutelado é tanto a liberdade sexual, pois o artigo 213 do c.p. está dentro do capítulo 1 DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE SEXUAL do c.p., como também é tutelada a dignidade
4 humana, pois o capítulo 1 está dentro do título VI DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL do c.p. CONSUMAÇÕES E TENTATIVA: Consumação: A primeira ação descrita no tipo penal é a conjunção carnal que se consuma com a introdução completa ou incompleta do pênis na cavidade vaginal da vítima, já nos atos libidinosos são um pouco mais amplas as ações que podem ser cometidas pelo autor do crime, um simples toque físico na vítima com o intuito de satisfazer sua lascívia ou o constrangimento efetivo da vítima está consumado o crime de estupro, exemplo: beijar forçadamente uma pessoa, ou carícias indesejadas pela vítima. Tentativa: é perfeitamente possível, pois se trata de um crime plurissubsistente, quando o agente começa os atos executórios e não consegue alcançar o resultado que gostaria por alguma circunstância alheia a sua vontade.
5 ALTERAÇÕES E DIFERENÇAS TRAZIDAS PELA LEI 12015/2009: Antes da lei 12015/09 o artigo 213 do c.p. que trata o estupro trazia a seguinte redação constranger mulher a conjunção carnal mediante violência ou grave ameaça, a conduta necessária era somente a conjunção carnal, ou seja, a penetração do pênis na cavidade vaginal, todos os outros atos libidinosos (inclusive contra homens) eram tipificados no crime de atentado violento ao pudor do artigo 214do c.p., com o advento da nova lei o artigo 214c. p. foi revogado e o novo artigo 213 abrangeu os atos libidinosos em sua redação, e o mais importante desse novo artigo 213 do c.p. ele substituiu a expressão mulher pela palavra alguém (que no dicionário Michaelis da língua portuguesa significa: alguma pessoa, pessoa digna de consideração ), ou seja, agora não só mulheres podem sofrer com o crime de estupro os homens também podem sofrer atos contra a sua liberdade sexual ou dignidade sexual. Só vou fazer um adendo ao nosso assunto que é o artigo 224 do código penal também foi revogado pela nova lei, pois ele tratava da presunção de violência, que veio retratado no
6 artigo 217-A que tipifica o estupro de vulnerável ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos. A lei também trouxe três novos parágrafos para o artigo 213 do c.p. que trata da majoração das penas em alguns casos vamos a eles: 213 paragrafo primeiro: trata da lesão corporal grave com pena majorada para o mínimo de 8 (oito) anos e máximo de 12 (doze) anos reclusão. 213 paragrafo segundo: idade da vítima, se a vítima for menor de 18(dezoito) anos e maior de 14(catorze) anos pena majorada para o mínimo de 8 (oito) anos e máximo de 12 (doze) anos reclusão. 213 paragrafo terceiro: morte da vítima, se da violência resulta morte da vítima pena majorada para o mínimo de 12 (doze) anos e máximo de 30 (trinta) anos de reclusão.
7 SUJEITOS ATIVOS E PASSIVOS: Com a entrada da nova lei talvez o que mais tenha mudado tenha sido a questão relacionada ao sujeito ativo e passivo do crime de estupro, pela redação antiga somente o homem era passível de ser sujeito ativo do crime de estupro agora com as mudanças trazidas qualquer pessoa pode ser sujeito ativo tanto homens quanto mulheres podem ser sujeito ativos desse crime em estudo. Para o sujeito passivo também mudou em relação à lei antiga, agora o sujeito ativo passou a ser alguém, ou seja, qualquer pessoa antes somente a mulher era passível do crime de estupro agora qualquer pessoa. Uma curiosidade para os amigos é a questão dos casais sejam eles casados, amasiados, namorados enfim em uma relação conjugal, tanto a mulher ou o homem podem ser sujeitos ativos ou passíveis desse crime dentro da relação conjugal, basta que um dos dois cometa a conduta típica do artigo 213 do c. p. que estará cometendo o crime de estupro obviamente que contra a vontade do companheiro, ou seja, a relação matrimonial não obriga a relação sexual entre as
8 partes para o direito penal, já é questão pacífica em nossos tribunais acerca dessa questão no sentido de tanto o marido como a esposa ser passível de punição por esse crime contra o companheiro. PRAZOS PRESCRICIONAIS: A prescrição punitiva para o crime em estudo é de 20 (vinte) anos, ou seja, a prescrição ocorre 20 anos após a data do ato consumativo do crime de estupro pelo autor estando nesse caso prescrito o crime, com uma exceção que vem descrita na nova lei 12015, que é a aquela em que a prescrição punitiva começa a correr apenas quando a vítima completa 18 anos, ou seja, a vítima é menor de idade na época do crime, porém a prescrição não começa a correr no dia que o crime ocorreu, ela só começa a contar na data de aniversário de 18 (dezoito) anos da vítima, quando ela atingir a maioridade penal, vejamos um exemplo Maria tem 4(quatro) anos e é estuprada por seu vizinho, a prescrição punitiva para esse crime só começara a correr quando ela completar 18 (dezoito) anos, nesse caso o prazo
9 prescricional será de 20 (vinte) anos mais os 14 (catorze) anos que levou para a vítima completar 18 (dezoito) anos, totalizando um prazo prescricional de 34 (trinta e quatro) anos, logicamente que o autor estando foragido, pois com ele preso não há o que falar sobre prazo prescricional, ocorreu nesse caso uma espécie de retardamento da contagem da prescrição, ou seja, o menor de 18 (dezoito) ano que for vítima do crime de estupro e por alguma razão não revelou o fato a época do acontecido pode agir aos 18 (dezoito) anos, pois somente a partir disso que começa a contar o prazo prescricional. AÇÕES PENAIS: De acordo com a nova redação do artigo 225 do c. p., que está em vigor nesse momento o crime de estupro é de ação penal pública condicionada à representação do ofendido, e não mais como era antigamente que era ação penal privada, a única exceção à regra é crime contra menor de 18 (dezoito) anos ou vulnerável nesses caos específicos será crime de ação penal incondicionada.
10 OPINIÃO ACERCA DA AÇAO PENAL: Gostaria deixar com vocês a minha opinião acerca desse tema, com base no dia a dia das pessoas creio que esse crime de estudo deveria ser em regra ação penal pública incondicionada sem exceção alguma, porque escrevo isso, escrevo, pois a inúmeros casos pra não dizer a maioria, pois estaria dizendo sem base estatística que nem chegam ao conhecimento das autoridades ficando elas nas conhecidas cifras negras. O estado deveria tomar para si essa ação penal, pois muitas vezes o autor do crime de estupro fica impune, pois a vítima não o denuncia, havendo provas de que o fato ocorreu à ação tem que ser obrigatoriamente ação penal pública incondicionada, obviamente que o estado teria que tomar todas as precauções necessárias para que a vítima não tivesse expostas suas intimidades nem no inquérito policial nem ao longo dos intermináveis processos, do ponto de vista das vítimas sabemos que mais que a dor propriamente física do crime o que mais afeta são os aspectos causados pósdelito, e que geram consequências difíceis de ser reparada seja na parte psicológica da vítima, ou até mesmo uma
11 gravidez indesejada ou ainda uma doença venérea transmitida pelo autor. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O que podemos notar nessa lei 12015, é uma maior severidade com relação à punição de certas condutas descritas no tipo penal nos crimes contra a dignidade sexual, lembrando que o artigo 213 do c. p. ganhou 3 (três) novos parágrafos majorando a pena pra certas condutas já mencionadas anteriormente. Também podemos observar que essa lei trouxe mais modernidade ao crime de estupro outrora ultrapassado, pois lembrando a vocês que no crime de estupro anterior a nova lei o único sujeito passivo abrangido pela lei eram as mulheres assim como ao sujeito ativo que anteriormente só poderiam ser homens, a nova lei ampliou para qualquer pessoa e não só exclusivamente para as mulheres no polo passivo e para os homens no polo ativo dos crimes.
12 Nossos legisladores têm muito a melhorar no nosso código penal em geral, mais com relação a essa lei creio que ele deu um grande passo em relação à modernidade e a solução dos nossos problemas na questão da dignidade sexual dos cidadãos. BIBLIOGRAFIA UTILIZADA: Direito Penal volume 3 Autor: Fernando Capez Editora Saraiva NOME: HAMILTON BORGES DA SILVA JUNIOR
13
Direito Penal. Introdução aos Crimes Contra a Dignidade Sexual e Delito de Estupro
Direito Penal Introdução aos Crimes Contra a Dignidade Sexual e Delito de Estupro Crimes Contra a Dignidade Sexual Nomenclatura Título VI do Código Penal: antes Crimes Contra os Costumes, atualmente Crimes
CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL
LEGALE CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL Com o advento da Lei 12.015 de 07 de agosto de 2009, o Título VI da parte especial do Código Penal deixou de ser nominado como Crimes contra os Costumes e passou
SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 475, DE 2009
SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 475, DE 2009 Altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940, para indicar hipóteses de ação penal pública incondicionada à representação. O CONGRESSO
TÍTULO VI CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL
TÍTULO VI CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL MORAL PÚBLICA SEXUAL DIREITO PENAL IV Prof. Hélio Ramos Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar
COMENTÁRIOS SOBRE O CRIME DE ESTUPRO APÓS O ADVENTO DA LEI /09 LUIZ CARLOS FURQUIM VIEIRA SEGUNDO
COMENTÁRIOS SOBRE O CRIME DE ESTUPRO APÓS O ADVENTO DA LEI 12.015/09 LUIZ CARLOS FURQUIM VIEIRA SEGUNDO C O M E N T Á R I O S S O B R E O C R I M E D E E S T U P R O A P Ó S O A D V E N T O DA L E I 1
DIREITO PENAL IV TÍTULO VI - CAPÍTULO II DOS CRIMES SEXUAIS CONTRA O VULNERÁVEL. Prof. Hélio Ramos
DIREITO PENAL IV TÍTULO VI - CAPÍTULO II DOS CRIMES SEXUAIS CONTRA O VULNERÁVEL Prof. Hélio Ramos DOS CRIMES SEXUAIS CONTRA VULNERÁVEL Sedução - Art. 217: REVOGADO lei 11.106/2005. Estupro de vulnerável
Direito Penal. Crimes Contra a Dignidade Sexual III
Direito Penal Crimes Contra a Dignidade Sexual III Estupro de Vulnerável Art. 217-A do CP: Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos: Pena reclusão, de oito a quinze anos.
Altera dispositivos do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 Código Penal, em especial do seu Título VI. O Congresso Nacional decreta:
Altera dispositivos do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 Código Penal, em especial do seu Título VI. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º O Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940,
Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos
1 de 6 17/11/2010 16:05 Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 12.015, DE 7 DE AGOSTO DE 2009. Mensagem de veto Altera o Título VI da Parte Especial do Decreto-Lei
LEI Nº , DE 7 DE AGOSTO DE 2009
LEI Nº 12.015, DE 7 DE AGOSTO DE 2009 Altera o Título VI da Parte Especial do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, e o art. 1º da Lei nº 8.072, de 25 de julho de 1990, que dispõe
Sumário CAPÍTULO 1 BENS JURÍDICOS TUTELADOS: DIGNIDADE SEXUAL E LIBERDADE SEXUAL... 25
Sumário INTRODUÇÃO... 23 CAPÍTULO 1 BENS JURÍDICOS TUTELADOS: DIGNIDADE SEXUAL E LIBERDADE SEXUAL... 25 1.1. CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES... 25 1.2. A DIGNIDADE SEXUAL COMO BEM JURÍDICO PENALMENTE TUTELADO...
Crimes contra o Patrimônio Receptação
LEGALE RECEPTAÇÃO Crimes contra o Patrimônio Receptação Receptação Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou influir para
Faculdade Cathedral Curso de Direito 6º Semestre Direito Penal IV Prof. Vilmar A. Silva AULA 1 A 4 DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL
Faculdade Cathedral Curso de Direito 6º Semestre Direito Penal IV Prof. Vilmar A. Silva AULA 1 A 4 DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL A Lei nº 12.015/2009, que entrou em vigor no dia 10/08/2009, reestruturou
Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos. Pena
Estupro (CP, art. 213) Caput Redação anterior Constranger mulher à conjunção carnal, mediante violência ou grave ameaça. Reclusão de (04) quatro a (10) dez anos. Redação atual Constranger alguém, mediante
CRIME CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL: UMA REFLEXÃO SOBRE O ESTUPRO MARITAL, FRENTE A UMA DIGNIDADE RESGUARDADA
55 CRIME CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL: UMA REFLEXÃO SOBRE O ESTUPRO MARITAL, FRENTE A UMA DIGNIDADE RESGUARDADA RESUMO TOJEVICH, Marcel da Cunha. 1 CARDOSO, Hildevan Carlos. 2 SANCHES, Pedro Henrique. 3 O
SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 2. A ANTEVISÃO DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS
SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 2. A ANTEVISÃO DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS 2.1 A dignidade da pessoa humana como princípio regente 2.2 Princípio da livre formação da personalidade 2.2.1 Personalidade 2.2.2 O
VIOLÊNCIA SEXUAL E TIPOS PENAIS QUADRO-RESUMO ABUSO SEXUAL NO CÓDIGO PENAL - CP
VIOLÊNCIA SEXUAL E TIPOS PENAIS QUADRO-RESUMO Artigo Tipo Penal Descrição ABUSO SEXUAL NO CÓDIGO PENAL - CP 213 Estupro Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou
DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL
DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL Pamela Lucia de Moraes A. VILELA 1 Sandro Marcos GODOY 2 RESUMO: A Lei nº 12.015, de 07 de agosto de 2009 estabeleceu uma nova redação para o Título VI do Código Penal
Bianca, Brenda, Cleison, Débora, Peterson, Rafael
Bianca, Brenda, Cleison, Débora, Peterson, Rafael ECA Lei nº 8.069 de 13 de julho de 1990 Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente
Legislação atual nos crimes sexuais. Hugo Ricardo Valim de Castro Ginecologista e Obstetra Perito Médico-Legista
Legislação atual nos crimes sexuais Hugo Ricardo Valim de Castro Ginecologista e Obstetra Perito Médico-Legista Função da perícia médico-legal Atestar a materialidade: Identificar a presença (ou ausência)
EU NÃO SONHEI COM O SUCESSO EU TRABALHEI PARA ELE
EU NÃO SONHEI COM O SUCESSO EU TRABALHEI PARA ELE São Paulo, novembro de 2017 1) CRIME NAO CONSUMADO: TENTATIVA, DESISTENCIA VOLUNTÁRIA, ARREPENDIMENTO EFICAZ, CRIME IMPOSSIVEL, ARREPENDIMENTO POSTERIOR
Extinção da punibilidade. Art. 107 do CP... IV - Prescrição, Decadência e Perempção
LEGALE Art. 107 do CP... IV - Prescrição, Decadência e Perempção PRESCRIÇÃO é uma causa de extinção da punibilidade consistente na perda do prazo por parte do Estado para punir o agente (impor uma sentença
A Exploração Sexual Contra Criança e Adolescente a partir do Código Penal, A Constituição Federal de 1988 e Estatuto da Criança e do Adolescente
A Exploração Sexual Contra Criança e Adolescente a partir do Código Penal, A Constituição Federal de 1988 e Estatuto da Criança e do Adolescente O combate a exploração sexual contra criança e adolescente
Direito Penal. Consumação e Tentativa
Direito Penal Consumação e Tentativa Crime Consumado Quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal (art. 14, I, CP); Realização plena dos elementos constantes do tipo legal; Crime Consumado
Direito Penal. Lei nº /2006. Violência doméstica e Familiar contra a Mulher. Parte 1. Prof.ª Maria Cristina
Direito Penal Lei nº 11.340/2006. Violência doméstica e Familiar contra a Mulher. Parte 1. Prof.ª Maria Cristina Art. 1o Esta Lei cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar
Quadro Comparativo. CÓDIGO PENAL alterado pela Lei nº /2009
Quadro Comparativo CÓDIGO PENAL alterado pela Lei nº 12.015/2009 NOVA REDAÇÃO TÍTULO VI DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE SEXUAL Art. 213. Constranger alguém,
A pessoa que possui apenas o desejo de praticar um fato típico. criminosa, motivo pelo qual não são punidos os atos preparatórios do crime.
CONSUMAÇÃO E TENTATIVA A pessoa que possui apenas o desejo de praticar um fato típico não pode ser considerada criminosa, motivo pelo qual não são punidos os atos preparatórios do crime. Excepcionalmente,
Direito Penal. Lei de crimes hediondos. Parte 1. Prof.ª Maria Cristina
Direito Penal Lei de crimes hediondos. Parte 1. Prof.ª Maria Cristina CF. Art. 5º. (...) XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico
Atos de Ofício Processo Penal. Professor Luiz Lima CONCURSO TJMG - BANCA CONSULPLAN
Atos de Ofício Processo Penal Professor Luiz Lima CONCURSO TJMG - BANCA CONSULPLAN Cargo Especialidade Escolaridade Vencimentos Oficial de apoio judicial Oficial Judiciário (Classe D) --- Conclusão de
PROVA TIPO 01 BRANCA. Tabela de Correspondência de Questões: TIPO 1 TIPO 2 TIPO 3 TIPO
Tabela de Correspondência de Questões: TIPO 1 TIPO 2 TIPO 3 TIPO 4 59 63 62 61 60 61 63 62 62 60 60 59 63 64 61 60 64 62 59 64 PROVA TIPO 01 BRANCA Questão 59 Guilherme, funcionário público de determinada
CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL: ALTERAÇÕES TRAZIDAS PELA LEI N , DE 7 DE AGOSTO DE 2009
Revista Jurídica CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL: ALTERAÇÕES TRAZIDAS PELA LEI N. 12.015, DE 7 DE AGOSTO DE 2009 CRIMES AGAINST SEXUAL DIGNITY: CHANGES GENERATED BY LAW N. 12015 OF 7 AUGUST 2009 1 Resumo:
6 - Réu Lídio Laurindo: restou absolvido de todas as acusações; 7 - Réu Cildo Ananias: restou absolvido de todas as acusações.
PROCEDIMENTO ESP.DOS CRIMES DE COMPETÊNCIA DO JÚRI Nº 2004.71.04.005970-2/RS AUTOR : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL ACUSADO : IRENI FRANCO : ZIGOMAR TEODORO : LEOMAR CORREIA : CILDO ANANIAS : SERGIO ANANIAS
CAUSAS DE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE PRESCRIÇÃO
CAUSAS DE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE M ARLON RICARDO LIMA CHAVES PRESCRIÇÃO Conceito: É quando o Estado perde o direito/poder de punir tendo em vista o seu não exercício durante um prazo previamente estipulado
FERNANDA LIMA GOMES DE MATOS ANÁLISE DO CONCURSO DE CRIMES NO ART. 213 DO CP (ESTUPRO): A PLURALIDADE DE CONDUTAS CONSTITUI CRIME ÚNICO?
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA - UNICEUB FACULDADE DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS FAJS CURSO DE DIREITO CD FERNANDA LIMA GOMES DE MATOS ANÁLISE DO CONCURSO DE CRIMES NO ART. 213 DO CP (ESTUPRO): A PLURALIDADE
PARTE ESPECIAL crimes contra a pessoa integridade corporal
LEGALE Lesões corporais as lesões corporais não atacam a vida da pessoa e sim a sua integridade corporal. É por isso que as lesões corporais seguidas de morte não são julgadas pelo Júri. As lesões podem
LEI DOS CRIMES HEDIONDOS (LEI 8.072/1990)
LEI DOS CRIMES HEDIONDOS (LEI 8.072/1990) Art. 5º XLIII CF - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas
Resumos Gráficos de Direito Penal Parte Geral Vol. I
Resumos Gráficos de Direito Penal Parte Geral Vol. I Arts. 1 o a 120 do Código Penal Atualização OBS: As páginas citadas neste arquivo são da 2 a edição. Pág. 148 Colocar novo item dentro dos destaques
Ponto 9 do plano de ensino
Ponto 9 do plano de ensino Concurso formal e material de crimes. Vedação ao concurso formal mais gravoso. Desígnios autônomos. Crime continuado: requisitos. Erro na execução. Resultado diverso do pretendido.
Direito Penal. Extorsão e Extorsão Mediante Sequestro
Direito Penal Extorsão e Extorsão Mediante Sequestro Sequestro Relâmpago Art. 158, 3, CP: Se o crime é cometido mediante a restrição da liberdade da vítima, e essa condição é necessária para a obtenção
Dados da Violência contra a mulher no Brasil
Semana da Mulher Dados da Violência contra a mulher no Brasil Sobre o Estupro Uma mulher é vítima de estupro a cada: 9 minutos Fonte: 12º Anuário Brasileiro de Segurança Pública (FBSP, 2018) O que é considerado
CLASSIFICAÇÃO DAS INFRAÇÕES PENAIS
Material inspirado nas obras do Prof. Ms. Roger Moko Yabiku, de Fernando Capez e de Victor Eduardo Gonçalves CLASSIFICAÇÃO DAS INFRAÇÕES PENAIS Para entender infração penal é necessário compreender que
II. Violência contra a mulher: dados 2015
Dossiê Mulher 2016 7 II. Violência contra a mulher: dados 2015 No estado Rio de Janeiro, as mulheres representam cerca de 52,0% da população total. Em 2015, o percentual de mulheres vítimas de algum delito
TEORIA GERAL DO DELITO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES
TEORIA GERAL DO DELITO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES 1 Introdução 1.1 - Infração penal no Brasil O Brasil é adepto do sistema dualista ou dicotômico, ou seja, divide a infração penal em duas espécies:
PARECER CREMEC Nº 27/ /09/2010
PARECER CREMEC Nº 27/2010 17/09/2010 PROCESSO-CONSULTA PROTOCOLO CREMEC nº 4619/2010 Assunto: ABUSO SEXUAL DE MENOR Relatora: DRA. PATRÍCIA MARIA DE CASTRO TEIXEIRA EMENTA: LEI N.º 8.069, DE 13 DE JULHO
DO NOVO CRIME DE ESTUPRO E APONTAMENTOS À LEI Nº , DE 7 DE AGOSTO, DE 2009.
DO NOVO CRIME DE ESTUPRO E APONTAMENTOS À LEI Nº. 12.015, DE 7 DE AGOSTO, DE 2009. Bruno Marques da SILVA 1 RESUMO: O presente trabalho tem por escopo apontar as modificações implementadas pela Lei n.
EXERCÍCIOS. I - anistia, graça e indulto; II - fiança.
Legislação Especial Wallace França EXERCÍCIOS Lei dos Crimes hediondos Art. 1 o São considerados hediondos os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto-Lei n o 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código
CRIME DE ESTUPRO E AS ALTERAÇÕES COM O ADVENTO DA LEI DE 07 DE AGOSTO DE 2009.
1 CRIME DE ESTUPRO E AS ALTERAÇÕES COM O ADVENTO DA LEI 12.015 DE 07 DE AGOSTO DE 2009. CRIME OF RAPE AND CHANGES WITH THE ADVENT OF LAW 12 015 OF AUGUST 7, 2009 DELITO DE VIOLACIÓN Y CAMBIOS CON LA LLEGADA
Direito Penal. Causas de Extinc a o da Punibilidade. Professor Adriano Kot.
Direito Penal Causas de Extinc a o da Punibilidade Professor Adriano Kot www.acasadoconcurseiro.com.br www.estudaquepassa.com.br DIREITO PENAL CAUSAS DE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE ROL CAUSAS DE EXTINÇÃO
Direito Penal. Concurso de Crimes
Direito Penal Concurso de Crimes Distinções Preliminares Concurso de crimes ou delitos X Concurso de pessoas ou agentes X Concurso de normas ou conflito aparente de normas penais - Concurso de crimes ou
INTRODUÇÃO PROCESSO PENAL
INTRODUÇÃO DIREITO PROCESSUAL PENAL PROCESSO PENAL O Direito Penal é o conjunto de regras que preveem uma conduta como ilícita e a identificam como crime quando vinculam a prática daquela conduta prevista
LENOCÍNIO E TRÁFICO DE PESSOAS
LENOCÍNIO E TRÁFICO DE PESSOAS DIREITO PENAL IV Prof. Hélio Ramos DO LENOCÍNIO E DO TRÁFICO DE PESSOAS (Derrogado pelo Art. 3º da Lei n. 11.106/05) LENOCÍNIO PRINCIPAL Mediação para servir a lascívia de
Direito Penal. Lei dos Crimes Hediondos (Lei 8.072/90) Professor Joerberth Nunes.
Direito Penal Lei dos Crimes Hediondos (Lei 8.072/90) Professor Joerberth Nunes www.acasadoconcurseiro.com.br Direito Penal LEI Nº 8.072, DE 25 DE JULHO DE 1990 Dispõe sobre os crimes hediondos, nos termos
Capítulo 12 Dos Crimes Contra a Dignidade Sexual
Capítulo 12 Dos Crimes Contra a Dignidade Sexual 645. (CESPE / Promotor de Justiça - MPE - ES / 2010) No ordenamento jurídico brasileiro, apenas o homem pode ser autor do delito de estupro; a mulher pode
SEXO COM MENOR DE 14 ANOS:
CURSO DE DIREITO EMÍLIA MARIA GONÇALVES SOARES SEXO COM MENOR DE 14 ANOS: CRIME DE ESTUPRO PRATICADO CONTRA CRIANÇA OU ADOLESCENTE MENOR DE 14 ANOS, COM CONCESSÃO DA VÍTIMA E DOS RESPONSÁVEIS BRASÍLIA,
NOÇÕES GERAIS DE PARTE GERAL DO CP E CPP ESSENCIAIS PARA O ENTENDIMENTO DA LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL
NOÇÕES GERAIS DE PARTE GERAL DO CP E CPP ESSENCIAIS PARA O ENTENDIMENTO DA LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL 1. ITER CRIMINIS CAMINHO DO CRIME FASE INTERNA COGITAÇÃO ( irrelevante para direito penal) 2. FASE EXTERNA
DESISTÊNCIA ARREPENDIMENTO
DESISTÊNCIA E ARREPENDIMENTO A tentativa é perfeita quando o agente fez tudo o que podia, praticando todos os atos executórios, mas não obteve o resultado por circunstâncias alheias a sua vontade. Aplica-se
Direito Penal. Curso de. Rogério Greco. Parte Geral. Volume I. Atualização. Arts. 1 o a 120 do CP
Rogério Greco Curso de Direito Penal Parte Geral Volume I Arts. 1 o a 120 do CP Atualização OBS: As páginas citadas são referentes à 14 a edição. A t u a l i z a ç ã o Página 187 Nota de rodapé n o 13
PLANO DE ENSINO. Promover o desenvolvimento das competências e habilidades definidas no perfil do egresso, quais sejam:
PLANO DE ENSINO CURSO: Direito SÉRIE: 5º Semestre DISCIPLINA: Proteção Penal ao Indivíduo CARGA HORÁRIA SEMANAL: 02 horas/aula CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 40 horas/aula I EMENTA Crimes contra a pessoa. Homicídio.
LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL
- LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL - - Lei nº 9.455/1997 - Lei Antitortura - Professor: Marcos Girão - A TORTURA E A CF/88 1 - CF/88 - CF/88 O STF também já decidiu que o condenado por crime de tortura também
DIREITO PROCESSUAL PENAL
DIREITO PROCESSUAL PENAL Procedimento penal Outros Procedimentos Especiais Prof. Gisela Esposel - Procedimento da lei 11.340/06 Lei Maria da Penha - A Lei 11.340/06 dispõe sobre a criação de Juizados de
Direito Penal Material de Apoio Professor Antonio Pequeno.
CAPÍTULO V DOS CRIMES CONTRA A HONRA 1-BEM JURÍDICO TUTELADO - Honra objetiva e honra subjetiva. 2-ELEMENTO SUBJETIVO ESPECIAL- 3-CONSENTIMENTO DO OFENDIDO- 1 Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe
DIREITO PENAL. Prescrição Penal arts. 109 a 119 do CP
Prescrição Penal arts. 109 a 119 do CP Prescrição Punitiva Simples Ocorre antes do trânsito em julgado da sentença condenatória (TJSC); Extingue todos os efeitos penais; É a única forma de prescrição que
