Mercados e Políticas Agrícolas

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Mercados e Políticas Agrícolas"

Transcrição

1 Mercados e Políticas Agrícolas Aula 3: Especificidades da oferta e da procura de produtos agrícolas: visão geral; o setor agro-florestal como gerador de bens públicos e externalidades.

2 Especificidades da agricultura e dos espaços rurais Componente biológica muito importante A componente biológica das actividades agrárias continua a ser mais importante que a componente mecânica.» O controlo das operações é complexo;» O grau de incerteza é grande;» O risco é grande.

3 Especificidades da agricultura e dos espaços rurais Dependência em relação aos fatores edafoclimáticos A produção agrária depende do solo, da disponibilidade de água e do clima.» Os fatores edafo-climáticos condicionam de forma muito significativa o volume de produção anual e a rendibilidade das empresas agrárias.

4 Especificidades da agricultura e dos espaços rurais Sazonalidade das produções A produção vegetal e animal varia ao longo do ano.» Cria exigências adicionais na gestão dos fatores de produção;» Cria problemas complexos ao nível da comercialização e desfasamentos temporais entre a produção e o consumo.

5 Especificidades da agricultura e dos espaços rurais Perecibilidade dos produtos agrários Muitos dos produtos agrários são colhidos em alturas específicas, não podendo ser conservados por períodos longos de tempo.» A impossibilidade de conservar estes produtos por longos períodos de tempo dificulta a estabilização dos mercados;» As estruturas de armazenamento são essenciais, mas, muitas vezes, não são as mais adequadas.

6 Especificidades da agricultura e dos espaços rurais Complementaridade e existência simultânea de várias produções A especialização produtiva é pouco exequível e, muitas vezes, contraproducente.» O controlo das operações é complexo;» As necessidades de preparação e formação dos agricultores são elevadas.

7 Especificidades da agricultura e dos espaços rurais Dependência em relação à terra e a questão da propriedade A área mínima necessária para as empresas agrárias poderem ser viáveis é cada vez mais elevada.» Há um desajustamento entre concorrência crescente e estrutura fundiária;» A propriedade fundiária é pequena, fragmentada e pouco dinâmica.

8 Especificidades da agricultura e dos espaços rurais Atomização empresarial das empresas agrárias Dimensão económica muito reduzida de explorações e empresas agrárias. O problema das economias de escala coloca-se de forma muito evidente.» As empresas têm mais dificuldade em competir e em aceder aos mercados;» As empresas têm mais dificuldade em investir e em aperfeiçoar as suas competências.

9 Especificidades da agricultura e dos espaços rurais Mobilidade profissional limitada dos trabalhadores rurais Muitos dos trabalhadores são idosos e pouco qualificados e, portanto, têm pouca mobilidade profissional.» As atividades agrárias e rurais servem de refúgio económico para trabalhadores e população rural, com poucas possibilidades de encontrar emprego noutras regiões e noutros sectores de atividade.

10 Especificidades da agricultura e dos espaços rurais Erosão demográfica e desvitalização económica A agricultura é exercida em regiões que, muitas vezes, sofrem de problemas muito sérios de desenvolvimento económico e social.» A agricultura é, muitas vezes, a única actividade económica significativa nestas regiões;» O processo de desvitalização conduziu a uma situação em que deixaram de existir algumas das condições básicas para o desenvolvimento.

11 Especificidades da agricultura e dos espaços rurais Pobreza e falta de condições de vida A agricultura é exercida em regiões em que, por vezes, a qualidade de vida é muito afectada pela insuficiência de estruturas e pela falta de rendimentos e empregos.» As medidas de política dirigidas à agricultura e aos espaços rurais são, dada a dependência destas regiões em relação à agricultura, ainda mais importantes.

12 Especificidades dos Mercados Agrários Falta de organização e de transparência nos mercados Cria condições para que as fileiras de produção agrária sejam pouco competitivas e os mercados pouco transparentes e fluidos.» Os pequenos produtores têm dificuldade, dada a sua dimensão económica e dispersão geográfica, em aceder aos mercados em igualdade de condições no acesso à informação;» A fluidez do mercado é afectada pela má organização dos transportes e circuitos de distribuição.

13 Especificidades dos Mercados Agrários Estabilização da procura de produtos agrários Em sociedades em que as necessidades básicas estão satisfeitas, o consumo de produtos agrários alimentares tende a estabilizar, embora os hábitos de consumo se alterem.» Os mercados podem ser considerados maduros, logo mais concorrenciais e onde é mais difícil estar presente;» A diferenciação da produção é a ideia chave para concorrer.

14 Especificidades dos Mercados Agrários Principal produção e principal bem de consumo nos países pobres Os impostos ou as taxas sobre os produtos agrícolas constituem a principal fonte de receita para os governos. Qualquer política agrícola pode ter um enorme impacto sobre o estado de nutrição da população.

15 Especificidades dos Mercados Agrários Dinâmica caótica da oferta É motivada pelo desfasamento entre a decisão de produção e a efetivação dessa produção e pelo facto da decisão de produção ser tomada por milhares de agentes económicos de forma pouco coordenada» Esta dinâmica caótica da oferta dificulta a estabilidade dos mercados afetando produtores e consumidores.

16 Especificidades dos Mercados Agrários A agricultura é o sector produtivo com maior potencial de fornecimento de bens públicos e de criação de externalidades positivas Justificação para a intervenção pública através de pagamentos aos agricultores que adoptem determinado tipo de práticas

17 Especificidades dos Mercados Agrários Instabilidade nos preços e mercados agrários motivada pela variabilidade na produção Em virtude da inelasticidade da procura de muitos dos produtos agrários, as variações inter-anuais na produção induzem uma grande instabilidade nos preços e mercados.» As oscilações na produção podem provocar oscilações ainda mais significativas nos preços e nos rendimentos dos produtores.

18 Especificidades dos Mercados Agrários Os agricultores são tomadores de preços Grande número de produtores, de pequena dimensão económica, a negociar com compradores mais poderosos e exigentes.» A falta de poder económico é mais significativa quando o produto que vendem é homogéneo;» Os produtores não têm acesso a grande parte do valor acrescentado que é gerado;» A condição da atomicidade na procura e na oferta, para um mercado aberto e concorrencial, não se verifica.

19 Bens públicos e externalidades no setor agrícola

20 Características de um bem público Não exclusividade Não rivalidade Não existe forma de excluir alguém dos benefícios resultantes do consumo do bem O facto de um bem ser consumido por alguém não diminui a quantidade disponível para os outros

21 Intervenção pública Características dos bens públicos Os consumidores não estão dispostos a pagar (Preço = 0) A oferta não é assegurada pelo mercado Sub-produção Podem ser necessárias políticas públicas para se conciliar a provisão do bem com a procura da sociedade

22 Exemplos de bens públicos fornecidos pela agricultura Bens ambientais (paisagem, biodiversidade, qualidade e disponibilidade, fertilidade do solo, estabilidade climática, qualidade do ar e da água, controle de cheias e incêndios) Bens sociais (segurança alimentar, vitalidade rural, bem estar animal)

23 EXTERNALIDADES Existe uma externalidade sempre que o bem-estar de um agente depende diretamente das suas atividades, mas também das atividades controladas por outro agente que indeliberadamente afeta o primeiro, sem que pague (receba) pelo custo (benefício) externo que causa. As decisões individuais dos agentes económicos não conduzem a uma afetação ótima dos recursos, ou seja, não levam à obtenção do máximo excedente económico possível

24 EXTERNALIDADES Externalidades Positivas Negativas A externalidade é causada por uma imperfeição do mercado, dado que os agentes económicos não recebem do mercado a sinalização correta dos custos ou benefícios de suas ações.

25 Benefícios sociais versus privados O benefício privado de consumir um determinado produto corresponde somente ao benefício para o indivíduo que compra e consome o bem. No entanto, o benefício social leva em consideração o impacto desse consumo para todos os indivíduos da sociedade. Portanto, o benefício social pode ser maior ou igual ao benefício privado.

26 Custos sociais versus custos privados Por sua vez, o custo de um produto para a sociedade engloba não somente os custos para os seus produtores e vendedores - os chamados custos privados como também os custos da produção para aqueles membros da sociedade que não produziram ou venderam o produto mas cujo bem estar foi afetado por essa produção

27 Equilíbrio competitivo com externalidade positiva Preço Custo Marginal Privado = Custo Marginal Social P C P B P A C A B Benefício Marginal Social Procura = Benefício Marginal Privado Q A Q B Quantidade

28 Preço Equilíbrio competitivo com externalidade negativa Custo Marginal Social P C C Custo Marginal Privado P B P A B A Procura = Benefício Marginal Privado Q B Q A Quantidade

Economia Ambiental. Falhas de mercado

Economia Ambiental. Falhas de mercado Economia Ambiental Falhas de mercado Características da concorrência perfeita Preços exógenos Homogeneidade Informação perfeita Divisibilidade Perfeita substituibilidade Livre entrada e saída As empresas

Leia mais

O PAPEL ESTRATÉGICO DA AGRICULTURA BIOLÓGICA Jaime Ferreira Lisboa, 19 Abril 2013

O PAPEL ESTRATÉGICO DA AGRICULTURA BIOLÓGICA Jaime Ferreira Lisboa, 19 Abril 2013 O PAPEL ESTRATÉGICO DA AGRICULTURA BIOLÓGICA Jaime Ferreira Lisboa, 19 Abril 2013 1. Situação de referência A agricultura é produção de alimentos Contribuir para a preservação da biodiversidade e recursos

Leia mais

Agricultura Urbana e Segurança Alimentar

Agricultura Urbana e Segurança Alimentar Seminário Internacional em Agricultura Urbana e Segurança Alimentar Lubango, 22 de Abril de 2010 Agricultura Urbana e Segurança Alimentar Miguel Malta Grupo de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura Urbana

Leia mais

Agricultura Biológica Rumo a um novo modelo de produção. Jaime Ferreira Presidente da Agrobio

Agricultura Biológica Rumo a um novo modelo de produção. Jaime Ferreira Presidente da Agrobio Agricultura Biológica Rumo a um novo modelo de produção Jaime Ferreira Presidente da Agrobio Agricultura Biológica em Portugal 1985 - AGROBIO Associação Portuguesa de Agricultura Biológica, de âmbito nacional,

Leia mais

Produção e segurança alimentar: uma prioridade necessária

Produção e segurança alimentar: uma prioridade necessária Produção e segurança alimentar: uma prioridade necessária João Mosca Conferência ECONOMIA E GOVERNAÇÃO: DESAFIOS E PROPOSTAS Maputo 31 de Março de 2015 Apresentação: Breve evolução da agricultura, com

Leia mais

ENAAC - Grupo Sectorial Agricultura, Floresta e Pescas. Estratégia de Adaptação da Agricultura e das Florestas às Alterações Climáticas

ENAAC - Grupo Sectorial Agricultura, Floresta e Pescas. Estratégia de Adaptação da Agricultura e das Florestas às Alterações Climáticas ENAAC - Grupo Sectorial Agricultura, Floresta e Pescas Estratégia de Adaptação da Agricultura e das Florestas às Alterações Climáticas 1 Estratégia de Adaptação da Agricultura e das Florestas às Alterações

Leia mais

Economia e Finanças Públicas Aula T5

Economia e Finanças Públicas Aula T5 Economia e Finanças Públicas Aula T5 Cap. 2 - Despesas públicas: teoria e prática 2.1 Enquadramento normativo do papel do sector público 2.1.1 Os fracassos do mercado 2.1.2 As injustiças do mercado 2.2

Leia mais

Cenários da evolução futura da agricultura em Portugal

Cenários da evolução futura da agricultura em Portugal Congresso Estratégias para as novas agriculturas Cenários da evolução futura da agricultura em Portugal Francisco Avillez (Professor Emérito do ISA/UTL e Coordenador Científico da AGROGES) Lisboa, 5 de

Leia mais

PLANEJAMENTO E AGREGAÇÃO DE VALOR EM EMPREENDIMENTOS RURAIS

PLANEJAMENTO E AGREGAÇÃO DE VALOR EM EMPREENDIMENTOS RURAIS PLANEJAMENTO E AGREGAÇÃO DE VALOR EM EMPREENDIMENTOS RURAIS Profª Caroline P. Spanhol CONTEXTUALIZAÇÃO Necessidade de eficiência e eficácia; Competitividade A gerência do negócio assume grande importância,

Leia mais

Moçambique, entre a crise financeira e uma nova economia

Moçambique, entre a crise financeira e uma nova economia Observatório do Meio Rural Universidade Politécnica Moçambique, entre a crise financeira e uma nova economia João Mosca Lisboa, 28 de Março de 2017 Apresentação 1. Análise macroeconómica: aspectos essenciais.

Leia mais

Desenvolvimento Local. Aula 15. Política de desenvolvimento Rural em Portugal: Principais instrumentos de financiamento para o período

Desenvolvimento Local. Aula 15. Política de desenvolvimento Rural em Portugal: Principais instrumentos de financiamento para o período Desenvolvimento Local Aula 15 Política de desenvolvimento Rural em Portugal: Principais instrumentos de financiamento para o período 2014-2020. PAC 2014-2020 Desafios e objetivos Desafios Objetivos políticos

Leia mais

Apresentação de Angola na XII Reunião dos Ministros do Trabalho e dos Assuntos Sociais Os Desafios na Protecção Social para alcançar a Segurança

Apresentação de Angola na XII Reunião dos Ministros do Trabalho e dos Assuntos Sociais Os Desafios na Protecção Social para alcançar a Segurança Apresentação de Angola na XII Reunião dos Ministros do Trabalho e dos Assuntos Sociais Os Desafios na Protecção Social para alcançar a Segurança Alimentar e Nutricional Maputo, 25 de Abril de 2013 Constituição

Leia mais

Mercados e Políticas Agrícolas

Mercados e Políticas Agrícolas Mercados e Políticas Agrícolas Aula 7: Introdução às Políticas Agrárias. Objetivos das Políticas Agrárias. Tipos de Políticas Agrárias. Análise dos efeitos das políticas de suporte de preços e rendimentos,

Leia mais

Mercados e Políticas Agrícolas

Mercados e Políticas Agrícolas Mercados e Políticas Agrícolas Aula 9: Introdução às Políticas Agrárias. Objetivos das Políticas Agrárias. Tipos de Políticas Agrárias. Análise dos efeitos das políticas de suporte de preços e rendimentos,

Leia mais

Economia dos Recursos Naturais. Agentes e Circuito Económico

Economia dos Recursos Naturais. Agentes e Circuito Económico Economia dos Recursos Naturais Agentes e Circuito Económico Agentes Económicos numa economia simplificada Famílias Empresas Engloba as famílias enquanto unidades de consumo e de fornecimento de trabalho

Leia mais

Economia Florestal. Agentes e Circuito Económico

Economia Florestal. Agentes e Circuito Económico Economia Florestal Agentes e Circuito Económico Agentes Económicos numa economia simplificada Famílias Empresas Engloba as famílias enquanto unidades de consumo e de fornecimento de trabalho e capital

Leia mais

Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 4/2015, de 7 de janeiro (CPA)

Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 4/2015, de 7 de janeiro (CPA) 1. OBJECTO A presente norma tem por objeto a definição dos procedimentos a adotar para a atribuição das prioridades de acordo com as regras da União Europeia no desenvolvimento rural e respetivos códigos

Leia mais

FUNDAMENTOS DE MICROECONOMIA: DEMANDA, OFERTA E EQUILÍBRIO DE MERCADO

FUNDAMENTOS DE MICROECONOMIA: DEMANDA, OFERTA E EQUILÍBRIO DE MERCADO FUNDAMENTOS DE MICROECONOMIA: DEMANDA, OFERTA E EQUILÍBRIO DE MERCADO MICROECONOMIA É a parte da teoria econômica que estuda o comportamento das famílias e das empresas e os mercados nos quais operam.

Leia mais

Introdução à Microeconomia. As forças de mercado: oferta e demanda. Danilo Igliori

Introdução à Microeconomia. As forças de mercado: oferta e demanda. Danilo Igliori Introdução à Microeconomia As forças de mercado: oferta e demanda Danilo Igliori ([email protected]) As Forças de Mercado de Oferta e Demanda Oferta e demanda estão entre as palavras que os economistas utilizam

Leia mais

TOMATE PARA INDÚSTRIA

TOMATE PARA INDÚSTRIA FICHA DE INTERNACIONALIZAÇÃO TOMATE PARA INDÚSTRIA CENÁRIO DE ANTECIPAÇÃO BREVE CARATERIZAÇÃO DIAGNÓSTICO O ANÁLISE INTERNA - PONTOS FORTES O ANÁLISE INTERNA - PONTOS FRACOS O ANÁLISE EXTERNA - OPORTUNIDADES

Leia mais

Economia Urbana. Aula 1: Introdução. Tópicos Especiais de Economia XVIII (ANE050) Prof. Dr. Admir A. Betarelli Jr.

Economia Urbana. Aula 1: Introdução. Tópicos Especiais de Economia XVIII (ANE050) Prof. Dr. Admir A. Betarelli Jr. Aula 1: Introdução Tópicos Especiais de Economia XVIII (ANE050) Prof. Dr. Admir A. Betarelli Jr. Um ramo de estudo com praticamente 50 anos de existência, nascida da economia regional. Fundadores: Alonso

Leia mais

ECONOMIA NO SETOR PÚBLICO AULA 2-06/03

ECONOMIA NO SETOR PÚBLICO AULA 2-06/03 ECONOMIA NO SETOR PÚBLICO AULA 2-06/03 Porque devemos estar interessados em estudar economia do setor público? Motivações? Nos concentramos em responder 2 tipos de perguntas: 1. Como as políticas governamentais

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º 58/XIII/1.ª PROMOÇÃO DO ACESSO A PRODUTOS DA AGRICULTURA DE PRODUÇÃO LOCAL ÀS CANTINAS PÚBLICAS

PROJETO DE LEI N.º 58/XIII/1.ª PROMOÇÃO DO ACESSO A PRODUTOS DA AGRICULTURA DE PRODUÇÃO LOCAL ÀS CANTINAS PÚBLICAS Grupo Parlamentar PROJETO DE LEI N.º 58/XIII/1.ª PROMOÇÃO DO ACESSO A PRODUTOS DA AGRICULTURA DE PRODUÇÃO LOCAL ÀS CANTINAS PÚBLICAS Exposição de motivos No universo público existem diversas cantinas que

Leia mais

Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa ECONOMIA I. Nome: PARTE I: Teoria do Consumidor (5 V)

Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa ECONOMIA I. Nome: PARTE I: Teoria do Consumidor (5 V) Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa ECONOMIA I Frequência, 1º Semestre 2003-2004 24 Janeiro, OGE e GEI Tempo de duração: 2h30m Nome: Nº Turma PARTE I: Teoria do Consumidor (5 V) 1.

Leia mais

Mercados e Políticas Agrícolas

Mercados e Políticas Agrícolas Mercados e Políticas Agrícolas Aula 4: Imperfeições de mercado, margens de comercialização e integração vertical. Papel das organizações de produtores Margem de comercialização Corresponde aos custos de

Leia mais

O projecto Biorrefina-Ter: território, floresta e desenvolvimento regional sustentável

O projecto Biorrefina-Ter: território, floresta e desenvolvimento regional sustentável O projecto Biorrefina-Ter: território, floresta e desenvolvimento regional sustentável João Nunes1,2; Paulo Serra e Silva2; Helena Freitas1,2 1 2 Universidade de Coimbra Associação Blc.Ceres.2G Plataforma

Leia mais

Outline. I. Introdução. II. Importância do algodão na economia. III. A Cadeia de valor do algodão. VI. Análise SWOT. V. Factores de competitividade

Outline. I. Introdução. II. Importância do algodão na economia. III. A Cadeia de valor do algodão. VI. Análise SWOT. V. Factores de competitividade Outline I. Introdução II. Importância do algodão na economia III. A Cadeia de valor do algodão VI. Análise SWOT V. Factores de competitividade VI. Conclusões I. Introdução A cultura do algodão constitui

Leia mais

O contributo da ESAC para a formação no âmbito do uso sustentável dos Produtos Fitofarmacêuticos. Maria José Cunha

O contributo da ESAC para a formação no âmbito do uso sustentável dos Produtos Fitofarmacêuticos. Maria José Cunha 20-03-2014 1 O contributo da ESAC para a formação no âmbito do uso sustentável dos Produtos Fitofarmacêuticos Maria José Cunha 20-03-2014 2 ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE COIMBRA MISSÃO Formar profissionais

Leia mais

preço das matérias primas e dos fatores de

preço das matérias primas e dos fatores de Oferta Individual versus Oferta de Mercado A oferta de determinado bem depende de vários fatores: preço do próprio bem preço das matérias primas e dos fatores de produção tecnologia utilizada Oferta Individual

Leia mais

UC: Economia da Empresa

UC: Economia da Empresa UC: Economia da Empresa 11ª Sessão Curso: Licenciatura em Gestão de Marketing Docente: Nuno J. Farinha 1 Estruturas de Mercado: Extremos Mercados imperfeitamente competitivos Mercados Perfeitamente Competitivos

Leia mais

Políticas públicas para a agricultura

Políticas públicas para a agricultura Políticas públicas para a agricultura Políticas Públicas Formas de intervenção do Estado, através de mecanismos de participação. Serve de orientação para instrumentalizar, regular e amparar a produção

Leia mais

MERCADO: OFERTA X DEMANDA EXCEDENTE DO CONSUMIDOR E DO PRODUTOR

MERCADO: OFERTA X DEMANDA EXCEDENTE DO CONSUMIDOR E DO PRODUTOR MERCADO: OFERTA X DEMANDA EXCEDENTE DO CONSUMIDOR E DO PRODUTOR 2º SEMESTRE 2011 Excedente do Consumidor e Curva de Demanda Excedente do consumidor individual é o ganho líquido que o comprador individual

Leia mais

ATIVIDADES ECONÔMICAS NO ESPAÇO RURAL

ATIVIDADES ECONÔMICAS NO ESPAÇO RURAL ATIVIDADES ECONÔMICAS NO ESPAÇO RURAL FATORES QUE INFLUENCIAM NA CONFIGURAÇÃO SOCIOESPACIAL E NA SUSTENTABILIDADE DO MEIO RURAL Aspectos físicos e ambientais Condições socioeconômicas Capitalização e a

Leia mais

AGRICULTURA E SEGURANCA ALIMENTAR (Reuniao da ASSECA-PLP) Castro Camarada

AGRICULTURA E SEGURANCA ALIMENTAR (Reuniao da ASSECA-PLP) Castro Camarada AGRICULTURA E SEGURANCA ALIMENTAR (Reuniao da ASSECA-PLP) Castro Camarada 23-11-2014 CONTEUDO Dimensoes da Seguranca Alimentar Seguranca Alimentar em Africa e na CPLP O papel Fundamental da Agricultura

Leia mais

Exmo. Ministro da Agricultura, Exma. Diretora da DRAPC, Exmo. Senhor Presidente da ESAC, Exmo. Responsáveis da CNA, Exmo. Convidados e Exmos Colegas

Exmo. Ministro da Agricultura, Exma. Diretora da DRAPC, Exmo. Senhor Presidente da ESAC, Exmo. Responsáveis da CNA, Exmo. Convidados e Exmos Colegas Exmo. Ministro da Agricultura, Exma. Diretora da DRAPC, Exmo. Senhor Presidente da ESAC, Exmo. Responsáveis da CNA, Exmo. Convidados e Exmos Colegas É uma honra e uma satisfação, participar no Trigésimo

Leia mais

Decreto Presidencial n.º 216/11, de 8 de Agosto

Decreto Presidencial n.º 216/11, de 8 de Agosto Decreto Presidencial n.º 216/11, de 8 de Agosto Página 1 de 10 Considerando que o acesso à terra é fundamental para o processo de reconstrução, construção e desenvolvimento económico e social do País e

Leia mais

Programa de Doutoramento em Gestão, Liderança e Políticas no Sector Agroalimentar

Programa de Doutoramento em Gestão, Liderança e Políticas no Sector Agroalimentar Programa de Doutoramento em Gestão, Liderança e Políticas no Sector Agroalimentar Workshop Colaboração entre Moçambique e Portugal nos Sectores Agrícola, Alimentar e Florestal, Maputo, 2 de Junho 2015

Leia mais

Elementos de Gestão na Produção Rural

Elementos de Gestão na Produção Rural Elementos de Gestão na Produção Rural Manter um empreendimento comercial no mercado tem se tornado cada vez mais desafiador. E isso é perfeitamente compreensivo, já que hoje temos muito mais acesso as

Leia mais

Programa de Desenvolvimento Rural do Continente para

Programa de Desenvolvimento Rural do Continente para Programa de Desenvolvimento Rural do Continente para 2014-2020 Medida 6 GESTÃO DO RISCO E RESTABELECIMENTO DO POTENCIAL PRODUTIVO Ação 6.2 PREVENÇÃO E RESTABELECIMENTO DO POTENCIAL PRODUTIVO Enquadramento

Leia mais

Formação em Desenho de Estratégias Financeiras Integradas Organização: TCP CPLP/FAO

Formação em Desenho de Estratégias Financeiras Integradas Organização: TCP CPLP/FAO Formação em Desenho de Estratégias Financeiras Integradas Organização: TCP CPLP/FAO A EXPERIÊNCIA DA ADRA NO ESTABELECIMENTO DE ALIANÇAS ESTRATÉGICAS ANGOLA Belisário dos Santos Lisboa / Junho 2009 1.Em

Leia mais

Grupo de Trabalho Temático: Circuitos Curtos Agroalimentares (CCA) Documento Enquadrador

Grupo de Trabalho Temático: Circuitos Curtos Agroalimentares (CCA) Documento Enquadrador Grupo de Trabalho Temático: Circuitos Curtos Agroalimentares (CCA) Documento Enquadrador Conceito de CCA Definição de CCA (EIP-AGRI FOCUS GROUP, Innovative Short Food Supply Chain Management; Final Report,

Leia mais

ECONOMIA - PROFº. ALEX MENDES. Economia. PROFº Alex Mendes

ECONOMIA - PROFº. ALEX MENDES. Economia. PROFº Alex Mendes Economia PROFº Alex Mendes 1 Noções de Economia do Setor Público Objetivo Geral Apresentar os movimentos de mercado como resultado das forças de oferta e demanda, e o papel dos preços nesta dinâmica. Objetivos

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MARTIM DE FREITAS ESCOLA BÁSICA 2/3 MARTIM DE FREITAS Ano letivo 2016/2017

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MARTIM DE FREITAS ESCOLA BÁSICA 2/3 MARTIM DE FREITAS Ano letivo 2016/2017 ESCOLA BÁSICA / MARTIM DE FREITAS Ano letivo 06/0 º Ano de Escolaridade I Período (6 aulas) (6 aulas) I ( aulas) DOMÍNIO: A TERRA, ESTUDOS E REPRESENTAÇÕES Unidade A Geografia e o Território -O objeto

Leia mais

Agricultura familiar: políticas e ideologias. João Mosca

Agricultura familiar: políticas e ideologias. João Mosca Agricultura familiar: políticas e ideologias João Mosca Conferência Sector Familiar e Desenvolvimento em Moçambique Maputo 4 de Dezembro de 2014 Apresentação 1. Paradigmas 1975-2014 2. O ciclo vicioso

Leia mais

Microeconomia. 5. A Empresa em Ambiente Concorrencial. Francisco Lima. 1º ano 2º semestre 2013/2014 Licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial

Microeconomia. 5. A Empresa em Ambiente Concorrencial. Francisco Lima. 1º ano 2º semestre 2013/2014 Licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial Microeconomia 5 A Empresa em Ambiente Concorrencial Francisco Lima 1º ano 2º semestre 2013/2014 Licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial Objetivos Decisão da empresa em mercados concorrenciais Determinar

Leia mais

3 Mercados e Bem-Estar Econômico

3 Mercados e Bem-Estar Econômico 3 Mercados e Bem-Estar Econômico Eficiência e Bem-Estar 7 Revendo o Equilíbrio de Mercado O equilíbrio de mercado maximiza o bem-estar total de compradores e vendedores? O equilíbrio reflete a alocação

Leia mais

Programa de Desenvolvimento Rural do Continente para

Programa de Desenvolvimento Rural do Continente para Programa de Desenvolvimento Rural do Continente para 2014-2020 Medida 5 ORGANIZAÇÃO DA PRODUÇÃO Ação 5.1 CRIAÇÃO DE AGRUPAMENTOS E ORGANIZAÇÕES DE PRODUTORES Enquadramento Regulamentar Artigo 27.º Criação

Leia mais

Mudanças Climáticas e Desertificação: Implicações para o Nordeste. Antonio R. Magalhães Agosto 2007

Mudanças Climáticas e Desertificação: Implicações para o Nordeste. Antonio R. Magalhães Agosto 2007 Mudanças Climáticas e Desertificação: Implicações para o Nordeste Antonio R. Magalhães Agosto 2007 ROTEIRO Introdução Definições Cenários Impactos Adaptação e Mitigação Vulnerabilidade Desenvolvimento

Leia mais

ANEXO I MODELO DE INQUÉRITO

ANEXO I MODELO DE INQUÉRITO ANEXOS 138 ANEXO I MODELO DE INQUÉRITO 139 INQUÉRITO AOS FRUTICULTORES DA ÀREA DE PRODUÇÃO DA MAÇÃ BRAVO DE ESMOLFE Inquérito nº Data / / I. PRODUTOR E AGREGADO DOMÉSTICO LIGADO À EXPLORAÇÃO 1. Identificação

Leia mais

DOS MAIORES DE 23 ANOS NOME:

DOS MAIORES DE 23 ANOS NOME: Notas: Apresente o seu documento de identificação. Coloque o nome em todas as folhas. Leia atentamente cada questão antes de iniciar a sua resposta. Grupo 1 [10 VALORES] Relativamente a cada questão, assinale

Leia mais

Sistema AGRIS - Categorias de Assuntos: A AGRICULTURA. A01 Agricultura - aspectos gerais. A50 Investigação B GEOGRAFIA E HISTÓRIA.

Sistema AGRIS - Categorias de Assuntos: A AGRICULTURA. A01 Agricultura - aspectos gerais. A50 Investigação B GEOGRAFIA E HISTÓRIA. Sistema AGRIS - Categorias de Assuntos: A AGRICULTURA A01 Agricultura - aspectos gerais A50 Investigação B GEOGRAFIA E HISTÓRIA B10 Geografia B50 História C EDUCAÇÃO, EXTENSÃO E INFORMAÇÃO C10 Educação

Leia mais

A agricultura portuguesa apresenta uma diversidade significativa em resultado de uma série de fatores físicos e humanos...

A agricultura portuguesa apresenta uma diversidade significativa em resultado de uma série de fatores físicos e humanos... A agricultura portuguesa apresenta uma diversidade significativa em resultado de uma série de fatores físicos e humanos... FATORES CONDICIONANTES DA AGRICULTURA PORTUGUESA Fatores Naturais Clima (Precipitação,

Leia mais

Microeconomia. 1. Procura, Oferta, Mercados e Organizações. Francisco Lima

Microeconomia. 1. Procura, Oferta, Mercados e Organizações. Francisco Lima Microeconomia 1 Procura, Oferta, Mercados e Organizações Francisco Lima 1º ano 2º semestre 2015/2016 Licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial Modelo da Procura e Oferta Objetivo: determinar os preços

Leia mais

Análise da Comercialização Agrícola nas Zonas Rurais de Moçambique. Implicações para Estratégias de Segurança Alimentar e Alívio à Pobreza

Análise da Comercialização Agrícola nas Zonas Rurais de Moçambique. Implicações para Estratégias de Segurança Alimentar e Alívio à Pobreza Análise da Comercialização Agrícola nas Zonas Rurais de Moçambique Implicações para Estratégias de Segurança Alimentar e Alívio à Pobreza Resultados do TIA 2002 Apresentado por Danilo Abdula e Pedro Arlindo

Leia mais