DIREITO DO CONSUMIDOR
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- Victoria Estrela Covalski
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1 00 DIREITO DO CONSUMIDOR PROF. DAYANA SALES 1
2 1. METODOLOGIA Olá Futuros Concursados e Futuras Concursadas!!!! Prontos para encarar os estudos para a disciplina de Direito do Consumidor? A minha expectativa é que ao final deste curso você tenha grandes chances de responder positivamente a todas as questões de Direito do Consumidor. Neste curso você irá encontrar a matéria de uma forma leve e objetiva, tendo em vista que seu estudo é para concurso público e eu não tenho a pretensão de formar um jurista. Tive o cuidado de abordar todo o CDC, já que na dúvida: Vamos abordar todo o conteúdo previsto na lei consumerista. E, por fim, questões. É fundamental que você faça todas as questões que irei apresentar no decorrer das aulas, pois é através de exercícios que você consolida seu conhecimento ou que percebe que não entendeu. A nossa metodologia atuará para potenciar sua memória E não falamos isso da boca para fora! Olhem só: Desenvolvida, em 1885, por um psicólogo alemão, Herman Ebbinghaus, a curva do esquecimento (Forgetting Curve) ilustra a capacidade cerebral que temos para armazenar as informações recém-adquiridas. Ebbinghaus conseguiu, através de várias experiências, mensurar o efeito do tempo na memória. Observe o gráfico a seguir: 2
3 Para você ter uma ideia, 24h após uma aula, esquecemos entre 60%- 80% do que foi ensinado. Em outras palavras, lembramos somente entre 20%- 40%. Após 30 dias, sem revisões programadas, esquecemos 97% do conteúdo daquela aula. Note que, na curva, a recomendação é de que você revise horas depois. Mas, baseado em estudos mais modernos, recomendamos que você revise a matéria antes de passar uma noite de sono. Se vocês gostaram da nossa parte científica de metodologia do aprendizado e quer aprender mais sobre aprender a aprender (vish!!! Mas esses profes são bons em português ) acesse nosso site () e veja mais dicas! Pessoal, fazer questões é fundamental para a sua aprovação. Seja nesse concurso ou em qualquer outro que você for prestar na sua vida. Não deixe de treinar. Além das questões contidas nesse material, busque outras ferramentas para treinar. 3
4 Hoje, no mercado existem diversos sites (pagos e gratuitos) onde você pode baixar as provas anteriores e se divertir com elas, inclusive aqui no Supremacia também. A internet facilitou muito a vida dos concurseiros. Também há livros de questões específicos para concursos. Preciso que vocês além de estudar pelo nosso material, se comprometam a estudar lendo a letra da lei, ou seja, o nosso Código de Defesa do Consumidor. O CDC tem uma leitura muito simples e intuitiva. O CDC foi criado de forma que todas as pessoas possam ler e imediatamente entender. Tenho certeza que vocês vão se identificar muito com a leitura do CDC. A leitura da letra da lei acompanhada da leitura do nosso material fará a diferença na sua preparação; sem se esquecer do treino das questões. Geralmente, as bancas apresentam questões ora envolvendo um caso concreto ( o examinador conta uma história para você fazer a aplicação do Direito) ou ora pode vir o tradicional copia e cola da letra de lei. Por isso, sempre vou bater na tecla da extrema importância da leitura da lei seca. Isso não apenas para minha disciplina como todas as demais áreas do Direito, ok? O segredo para obter êxito nessa banca é fazer muitas questões e uma dica que eu dou: quando cair questão com letra de lei ( o que é a grande incidência nas provas de nível médio) tome o cuidado o seu código ou anotar na sua legislação que aquele artigo foi alvo de questão de concurso. Sempre estude com a legislação do seu lado para eventuais consultas. Como comentei acima a minha expectativa é que ao final deste curso você tenha plenas condições de fazer uma excelente prova de Direito do Consumidor e possa alcançar o seu tão sonhado objetivo. Conte comigo através das aulas, do fórum de dúvidas ou do . Estarei a disposição para ajuda-lo da melhor maneira. Coragem! 4
5 2. APRESENTAÇÃO CURRÍCULO DA PROFESSORA Dayana Sales é servidora do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro TJ/RJ. É graduada em Direito pela Universidade Estácio de Sá Rio de Janeiro, aprovada no Exame da Ordem em Pós Graduada em Direito do Consumidor pela Universidade Estácio de Sá. Ex-militar, atuou na Força Aérea Brasileira -FAB, formada na Escola de Especialistas de Aeronáutica. Além disto, é professora muito conhecida nas redes sociais por postar dicas de concursos, Meu nome é Dayana Sales, sou formada em Direito pela Universidade Estácio de Sá e especialista em Direito do Consumidor pela UNESA. Fui militar da Aeronáutica e atualmente trabalho no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Também tenho duas aprovações e aguardo convocação para dois concursos federais: TJDFT e MPU, ambos em Brasília. Meu intuito neste curso, atendendo a proposta das aulas em PDF, é que você aprenda a matéria de maneira prática e simples. Evitei o uso da linguagem rebuscada do Direito para que a aula possa ficar mais atrativa e leve. Não tenho a pretensão de formar um jurista, o objetivo deste curso é a sua preparação para a aprovação no concurso. Adotei uma linguagem mais informal, com ênfase naquilo que realmente é cobrado nas provas. Algumas considerações a respeito da aula: Teremos questões no final de cada aula ministrada com seus respectivos comentários para facilitar na consolidação das informações mais relevantes para sua prova. A leitura da letra da lei (Lei nº 8.078/1990) é fundamental. Muito cuidado! Pois muitas vezes a banca cobra o conhecimento da Lei de forma literal. Os grifos aos trechos de legislação serão feitos apenas para identificar os pontos chaves. 5
6 A aprovação é fruto de muito trabalho, suor, dedicação, estudo, memorização da lei seca, bons materiais e, finalmente, muitas questões de provas anteriores para não cair em pegadinhas dos examinadores de provas. Em concurso público: não passam, necessariamente, aqueles que sabem mais sobre determinado assunto, mas sim aqueles que se prepararam melhor para a prova que irão fazer. Aproveito a oportunidade e convido todos os meus alunos a me seguirem no Posto dicas para concursos de nível médio e superior, motivacionais e dicas de Direito do Consumidor. 3. CRONOGRAMA DO CURSO Aula Tema Data 0 Aula demonstrativa Introdução, princípios e campo de aplicação Disponível 1 Direitos Básicos e Política Nacional de Relações de Consumo 25/01/ Qualidade de Produtos e Serviços. Prescrição e Decadência 27/01/ Infrações Penais. Da Defesa do Consumidor em Juízo. 30/01/ Simulado 09/02/2017 Preparando-se para estudar Tenha marca-texto amarela em mãos! Desligue o celular e saia da internet. Iluminação adequada (luz branca). Ligue seu cronômetro! 6
7 Roteiro da Aula - Tópicos 1) Introdução ao Direito do Consumidor 2) Características e Natureza do CDC 3) Princípios Gerais do Direito do Consumidor 4) Integrantes da Relação de Consumo 1) Introdução ao Direito do Consumidor Pessoal, antes de adentrarmos na matéria preciso fazer um breve histórico para que possamos compreender o estudo do Código de Defesa do Consumidor. Prometo que será algo bem sucinto e sem muitas delongas; afinal temos um mundo de matérias para estudar e revisar, não é mesmo? Vamos nessa então: Com a industrialização do país, e o avanço de novas formas de comunicação e o grande desenvolvimento cientifico e tecnológico, o acesso das pessoas, consumidores, a uma infinidade de novos bens e serviços prestados por fornecedores, se tornou cada vez maior. Até o início do século 20, as relações de consumo, ocorriam num ambiente firme de confiança entre contratantes, que se conheciam como pessoas. O comerciante e o cidadão-consumidor habitavam em comunidades menores, nas pequenas cidades, ou nos grandes centros, em bairros em que eram mantidas as relações de proximidade. 7
8 O novo modelo de sociedade de consumo ganhou força com a Revolução Tecnológica decorrente do período Pós- Segunda Guerra Mundial. Com os avanços tecnológicos daquela época do Pós-Guerra facilitou muito a produção e com isso as relações de consumo começaram a desapontar. Até o ano de 1990, o adquirente de produtos e serviços no mercado de consumo brasileiro, contavam com apenas duas leis para a defesa de seus direitos: a Lei 3.071/1916 antigo Código Civil e a Lei 1.521/1951 Crimes contra a economia popular. A produção em massa era regularizada por um Código Civil de 1916 que fora inspirado no liberalismo econômico do século XIX que era voltado para as relações individualizadas marcadas pelo equilíbrio entre os sujeitos contratantes. Nessa época, as referida legislação não estava adequada para tratar de assuntos atinentes as relações consumeristas. Houve uma grande e real necessidade da revisão desse modelo, com a instituição de uma legislação mais específica. No Brasil, este processo foi desencadeado com o advento da Constituição Federal de 1988, que originou, dentre outros, o Estatuto da Cidade, o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Estatuto do Idoso e a Lei 8.078/90, de 11 de setembro de o Código de Defesa do Consumidor. Assim, o coroamento de toda essa movimentação em favor dos direitos fundamentais e essenciais do consumidor veio com a promulgação da Constituição Federal. Vamos observar alguns trechos da Constituição que faz menção à defesa do consumidor. Observe: 8
9 Art. 5º da CF/88 Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade, nos seguintes termos: XXXII o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor. Art. 170 da CF/88 A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos a existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: V- defesa do consumidor. É fácil notar que a relação jurídica de consumo é uma relação desigual. De um lado, encontramos o consumidor vulnerável, e de outro o fornecedor detentor do monopólio dos meios de produção. Por isso, nada mais justo do que alçar o Direito do Consumidor ao patamar de Direito Fundamental. O amparo constitucional que possui o Direito Consumerista traz uma conotação imperativa no mandamento de ser do Estado a responsabilidade de promover a defesa do vulnerável da relação jurídica de consumo. 2) Características e Natureza do CDC: O Código de Defesa do Consumidor possui três características principais: lei principiológica, normas de ordem pública e interesse social, e microssistema multidisciplinar. Vamos explicar cada um desses termos detalhadamente. Sigamos. De acordo com o que foi debatido até o presente momento, tornar-se evidente a vocação constitucional do CDC, já que nasceu em virtude de disposições consignadas na Constituição Federal de
10 Diante desse quadro, é relevante atentar para a natureza principiológica do CDC, o que significa dizer que o código apresenta normas que vinculam valores e estabelecem objetivos a serem alcançados. O CDC traz no seu art.1º diz que o código apresenta normas de ordem pública e de interesse social; mas na prática o que isso significa? Vamos entender melhor isso: O juiz pode reconhecer de ofício direitos do consumidor, ou seja, o juiz não precisa ser provocado pela parte para reconhecer um direito do consumidor, ele mesmo pode fazer por conta própria, ok? As decisões decorrentes das relações de consumo não se limitam tão somente às partes envolvidas em litígio. Dessa maneira, as sentenças produzidas em Juízo nas audiências tem um caráter educativo e de alerta. Educativo para toda sociedade e de alerta para os demais fornecedores não continuarem com as práticas ilícitas nas relações de consumo. E por fim, o CDC é conhecido por ser um microssistema multidisciplinar, já que alberga em seu sistema diversas disciplinas jurídicas, como: direito constitucional, direito civil, direito processual civil, direito administrativo, direito penal. Esse fenômeno do CDC se relacionar com as outras áreas do Direito, é conhecido na doutrina como Diálogo das Fontes. 10
11 3- Princípios Gerais do Direito do Consumidor: Princípios são considerados regras básicas a serem aplicadas a uma determinada categoria ou determinado ramo do conhecimento. O art. 4º do CDC estabelece objetivos da política nacional das relações de consumo e prevê os princípios que devem ser seguidos nas relações consumeristas, dentre outros. Para facilitar, segue abaixo o art. 4º do CDC: Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios: (Redação dada pela Lei nº 9.008, de ) I - reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo; II - ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor: a) por iniciativa direta; b) por incentivos à criação e desenvolvimento de associações representativas; c) pela presença do Estado no mercado de consumo; d) pela garantia dos produtos e serviços com padrões adequados de qualidade, segurança, durabilidade e desempenho. III - harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico, de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica (art. 170, da Constituição Federal), sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores; IV - educação e informação de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e deveres, com vistas à melhoria do mercado de consumo; 11
12 V - incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e segurança de produtos e serviços, assim como de mecanismos alternativos de solução de conflitos de consumo; VI - coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo, inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de inventos e criações industriais das marcas e nomes comerciais e signos distintivos, que possam causar prejuízos aos consumidores; VII - racionalização e melhoria dos serviços públicos; consumo. VIII - estudo constante das modificações do mercado de CAI NA PROVA! O art.4º não cai em provas. Ele despenca!!! Leia e releia esse artigo!!! Você vai notar que as bancas adoram colacionar algo desse artigo. 3.1 Princípio da Vulnerabilidade do Consumidor Toda pessoa, independentemente da situação política, social, econômica ou financeira, que for consumidora será a parte vulnerável da relação. Essa é uma característica intrínseca da relação de consumo. Sabemos que a relação de consumo é extremamente desigual, por isso é importante que se busque instrumentos jurídicos para reequilibrar os negócios firmados entre o consumidor e o fornecedor. Sendo o consumidor, a parte mais fraca dessa relação, é necessário que ele tenha um tratamento diferenciado para que consiga se relacionar com um mínimo de independência. 12
13 DICA O consumidor sempre é a parte mais fraca/ mais vulnerável da relação de consumo. Por sua própria condição de destinatário final do produto ou serviço, todo consumidor será vulnerável esta presunção é ABSOLUTA, e por conta disso terá direito aos meios protetivos a sua condição. Existem três tipos de vulnerabilidade. Observe o quadro abaixo: Vulnerabilidade Técnica: seria aquela na qual o comprador não possui conhecimentos específicos sobre o produto ou o serviço podendo, portanto, ser mais facilmente iludido no momento da contratação. Vulnerabilidade Jurídica ou Científica: seria a própria falta de conhecimento jurídico, ou de outros elementos pertinentes à relação, como contabilidade, matemática financeira e economia. Vulnerabilidade Econômica ou Fática: vulnerabilidade real diante do parceiro contratual, seja em decorrência do grande poderio econômico deste último, seja pela posição de monopólio, ou em razão da essencialidade do serviço que presta, impondo numa relação contratual, uma posição de superioridade. Recentemente, a professora Cláudia Lima Marques, Mestre em Direito do Consumidor ainda aponta outro tipo de vulnerabilidade: a informacional. A autora dá destaque à necessidade de informação na sociedade atual. Para ela, as informações estão cada vez mais valorizadas e importantes e, em contrapartida, o déficit informacional dos consumidores está cada vez maior. Assim, de modo a compensar este desequilíbrio, deve o fornecedor procurar dar o máximo de informações ao consumidor sobre a relação contratual, bem como os produtos e serviços adquiridos. 13
14 Vulnerabilidade x Hipossuficiência Atenção, alunos!!!! Muita calma nessa hora!!!! O conceito de erabilidade é diferente do conceito de hipossuficiência. A vulnerabilidade é algo intrínseco a qualquer consumidor. É uma sunção absoluta, ou seja, não precisa ser provada em Juízo. A hipossuficiência trata-se de uma presunção relativa, que precisa ser provada no caso concreto diante do juiz. LEMBRE-SE: Todo consumidor é vulnerável, mas nem todo o consumidor é hipossuficiente. A vulnerabilidade é uma construção jurídica, já a hipossuficiência é uma construção fática. Essa última, funda-se nas desigualdades apresentadas nos casos concretos. Ou seja, deve ser analisada caso a caso. A hipossuficiência consumerista é um conceito mais amplo e vai além das situações de pobreza que são muitas vezes relacionadas a esse termo. Dessa forma, além de diferenças econômicas, financeiras ou políticas, a hipossuficiência do consumidor poderá ainda ser técnica, em razão do desconhecimento sobre o produto ou serviço que foi adquirido. 3.2 Princípio da Harmonia das Relações de Consumo O CDC deseja a harmonia nas relações de consumo. O reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor, e sua consequente proteção, não pode naturalmente, implicar em tratamento hostil ao fornecedor. O essencial é o correto equilíbrio da balança. 14
15 Segundo o art. 4º do CDC, tal política busca assegurar o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, à saúde e à segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria na qualidade de vida, bem como a transparência e a harmonia nas relações de consumo. A Política Nacional das Relações de Consumo está fundada em vários princípios, referidos em incisos e alíneas do art. 4º, todos reconhecendo a vulnerabilidade do consumidor, e tentando harmonizar os interesses dos participantes das relações de consumo e a compatibilização do consumidor da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico, de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica ( art. 170 CF), sempre com base na boa- fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores (art. 4º, III CDC) Princípio da Boa- Fé Objetiva A boa fé-objetiva é um dos princípios mais importantes e de grande destaque no direito contratual contemporâneo. Mas, professora o que vem a ser essa boa fé-objetiva? Vamos a explicação. A boa fé- objetiva é o dever imposto a quem quer que tome parte em relação negocial, de agir com lealdade e cooperação, abstendo-se de condutas que possam ferir as legítimas expectativas da outra parte. O princípio da boa-fé objetiva será aplicado, na prática, através de deveres anexos. Esses deveres anexos também são conhecidos como deveres laterais ou secundários são os deveres de informação, cooperação e de proteção. 15
16 Vou aprofundar um pouquinho em relação a esse ponto, mas acredito que não seja tema de uma prova de nível médio. Apenas a título de conhecimento, vamos lá: O dever de informação será cumprido quando forem oferecidas informações sobre o conteúdo, a qualidade, as características, modo de utilização do produto ou do serviço e principalmente que estas informações sejam efetivamente compreendidas pelo consumidor. O dever de cooperação concretiza a harmonia nas relações jurídicas de consumo, onde o fornecedor coopera com o consumidor, como por exemplo, possibilitando o pagamento do carnê de prestações de compra feita a prazo, em qualquer estabelecimento bancário. O dever de proteção está relacionado aos direitos do consumidor à saúde, segurança e ao estabelecer ao fornecedor o dever de respeitá-los. FIQUE ESPERTO! A boa-fé objetiva é, talvez, o princípio máximo orientador do CDC. Trata-se do dever imposto, a quem quer que tome parte na relação de consumo, de agir com lealdade e cooperação, abstendo-se de condutas que possam esvaziar as legítimas expectativas da outra parte. Daí decorrem os múltiplos deveres anexos, deveres de conduta que impõem às partes, ainda na ausência de previsão legal ou contratual, o dever de agir lealmente. Artigos relacionados: art. 4º, inciso III e art. 51, inciso IV, do CDC. 16
17 3.4 Princípio da Equivalência Negocial Esse princípio visa assegurar às partes igualdade de condições tanto no momento da contratação do serviço como no momento de seu aperfeiçoamento. Visa também dar ao consumidor o direito de escolher o produto ou o serviço que está contratando, em plena concordância com o conceito de liberdade de escolha e do dever anexo de informação. 3.5 Princípio da Informação A informação é fundamental no sistema de consumo. Informação falha ou defeituosa gera responsabilidade por parte do fornecedor. A omissão de informação pode caracterizar a publicidade enganosa. É dever de o fornecedor fazer chegar ao consumidor, de forma simples e acessível, as informações relevantes relativas ao produto ou serviço. Vamos colacionar abaixo onde podemos encontrar no Código de Defesa do Consumidor os artigos que tratam desse Princípio: - Dever de bem informar sobre a qualidade e a segurança, de acordo com o art.8º do CDC: Art. 8 Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações necessárias e adequadas a seu respeito. Parágrafo único. Em se tratando de produto industrial, ao fabricante cabe prestar as informações a que se refere este artigo, através de impressos apropriados que devam acompanhar o produto. 17
18 - Informação ostensiva e adequada sobre a nocividade ou a periculosidade, de acordo com o art. 9º do CDC: Art. 9 O fornecedor de produtos e serviços potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou segurança deverá informar, de maneira ostensiva e adequada, a respeito da sua nocividade ou periculosidade, sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso concreto. - Vedação para o produto com alto grau de nocividade e periculosidade, de acordo com o art. 10 do CDC: Art. 10. O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança. 1 O fornecedor de produtos e serviços que, posteriormente à sua introdução no mercado de consumo, tiver conhecimento da periculosidade que apresentem, deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores, mediante anúncios publicitários. 2 Os anúncios publicitários a que se refere o parágrafo anterior serão veiculados na imprensa, rádio e televisão, às expensas do fornecedor do produto ou serviço FIQUE ESPERTO! É dever do fornecedor nas relações de consumo manter o consumidor informado permanentemente e de forma adequada sobre todos os aspectos da relação contratual. O direito à informação visa assegurar ao consumidor uma escolha consciente, permitindo que suas expectativas em relação ao produto ou serviço sejam de fato atingidas, manifestando o que vem sendo denominado de consentimento informado ou vontade qualificada. Artigos relacionados: art. 6º, inciso III; art. 8º; art. 9º e art. 31, do CDC. 18
19 3.6 Princípio da Transparência O dever de agir com transparência permeia o CDC. A Política Nacional das Relações de Consumo, dentre outros objetivos, visa assegurar a transparência nas relações de consumo. Professora, o que é uma conduta transparente? A conduta transparente é uma conduta não ardilosa, conduta que não esconde, atrás do aparente, propósitos pouco louváveis. O Código de Defesa do Consumidor, prestigiando a boa-fé, exige a transparência dos atores do consumo, impondo às partes o dever de lealdade recíproca, a ser realizada a todo momento dessa relação consumerista. A transparência veda, entre outras condutas, que o fornecedor se valha de cláusulas dúbias ou contraditórias para excluir os direitos do consumidor. ATENÇÃO O CDC exige transparência dos atores do consumo, impondo às partes o dever de lealdade recíproca a ser concretizada antes, durante e depois da relação contratual. Frisa a lei que as cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser regidas com destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão. Artigos relacionados: art. 4º e art. 54, 4º, do CDC. 19
20 3.7- Princípio do Combate ao Abuso O legislador teve a preocupação de coibir o abuso nas relações de consumo. Podemos observar isso no art. 4º, inciso VI do CDC, que assim diz: Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios: (Redação dada pela Lei nº 9.008, de ) VI - coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo, inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de inventos e criações industriais das marcas e nomes comerciais e signos distintivos, que possam causar prejuízos aos consumidores; Dessa forma, as autoridades irão se empenhar para fiscalizar com o escopo de coibir qualquer abuso no mercado de consumo. A doutrina elenca outros princípios. Procurei abordar aqueles que são objeto de prova e que são os mais comuns na órbita dos concursos públicos, ok? Por meio dos princípios podemos delinear a essência do Código de Defesa do Consumidor. Percebemos que todo o Código é voltado para prestigiar a parte mais fraca dessa relação, que já sabemos que é o consumidor. Agora, vamos falar um pouco dos autores da relação de consumo. Sigamos! 4-Integrantes da Relação de Consumo. Professora, quem compõe a relação de consumo? A relação de consumo tem sempre os mesmos sujeitos: de um lado, temos o fornecedor, e do outro, o consumidor. 20
21 É muito importante saber o conceito de consumidor e de fornecedor dentro do CDC isso porque são objetos de questões de provas de nível médio e também de nível superior. Art. 2 Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo. Art. 3 Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. 1 Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial. 2 Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. Muita atenção nos destaques feitos que já foram objeto de questões de provas anteriores de diversas bancas! Fique ligado! 4.1- Consumidor: O conceito de consumidor é tratado no art. 2º do CDC. O artigo define para nós o que é consumidor. Em seu conceito, veem-se três elementos: A) subjetivo (pessoa física ou jurídica); B) objetivo (que adquire ou utiliza produto ou serviço); C) teleológico (a finalidade pretendida, ou seja, o destino final do produto ou serviço). A doutrina ainda divide o conceito de consumidor em "consumidor stricto sensu", é aquela pessoa que adquire, usufrui do produto ou serviço, é o real consumidor propriamente dito; e "consumidor por equiparação", que são aqueles 21
22 que não participam da relação de consumo diretamente, mas a lei os equiparou como tal, são aqueles dos artigos 2º, parágrafo único e nos artigos 17 e 29. O principal ponto da definição de consumidor vem no conceito de destinatário final, que causa controvérsia na doutrina e na jurisprudência. Vamos adentrar num ponto um pouquinho mais complexo, mas que não posso deixar de mencionar. Afinal, sabemos que cada vez mais o examinador das provas sempre tenta surpreender os candidatos despreparados. Bem, aprofundando um pouquinho mais: na doutrina, existem duas correntes que se formam a respeito de conceito de consumidor para explicar o que seja destinatário final. Essas duas correntes são denominadas de finalistas e maximalistas. Para a corrente finalista: consumidor seria o não profissional, ou seja, aquele que adquire ou utiliza o produto para o uso próprio e de sua família. Em outras palavras, o destinatário final é o que retira o bem do mercado ao adquirir ou simplesmente utilizá-lo (destinatário final fático), ou seja, ele coloca um fim na cadeia de produção (destinatário final econômico). Ou seja, o consumidor não utiliza o bem para continuar a produzir. Para a corrente Maximalista: para essa corrente, o destinatário final seria somente o destinatário fático, pouco importando a destinação econômica que lhe deve sofrer o bem. Assim, para os maximalistas, a definição de consumidor é puramente objetiva, não importando a finalidade da aquisição ou do uso do produto ou serviço, podendo até mesmo haver intenção de lucro. 22
23 Você já ouviu falar em consumidor por equiparação? Não! Então, vamos explicar esse conceito. O Código de Defesa do Consumidor elenca outras pessoas que podem ser tuteladas por ser a parte mais fraca da relação. Desse modo, outras pessoas poderão ser enquadradas no perfil de vulnerabilidade e valer-se do manto protetor do CDC. São os chamados consumidores equiparados. O CDC trata dos consumidores equiparados em três momentos. O primeiro momento trata da coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo. Essa previsão encontra-se no art. 2º, Parágrafo único do CDC. Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo Esse dispositivo envolverá além da relação efetiva e concreta, a relação potencial, e tem por finalidade evitar a ocorrência de um dano em face dessa coletividade de consumidores ou de repará-lo. Assim, bastará a mera exposição da coletividade para identificar o alcance da intervenção que consta no mencionado artigo. Para melhor compreensão, vamos exemplificar: suponha que determinado medicamento utilizado pelas pessoas, com uso prolongado, venha a ser nocivo à saúde. Nestes casos, além das pessoas que efetivamente o utilizara, toda a coletividade será protegida tendo em vista a potencialidade do consumo do medicamento. Nesta mesma dimensão, temos o art. 17 que trata das vítimas de eventos danosos: Art. 17. Para os efeitos desta Seção, equiparam-se aos consumidores todas as vítimas do evento. 23
24 O art. 17 pertence a seção que trata da Responsabilidade pelo Fato do Produto e do Serviço, que teremos a oportunidade de estudar com mais cautela nas próximas aulas. O mencionado dispositivo diz que equipara-se a consumidor a vítima de dano ocasionado pelo fornecimento de produto ou serviço defeituoso. Essa vítima de evento danoso é conhecida como bystanders. Pessoas atingidas por falhas no produto ou na prestação de serviço, independentemente de serem consumidoras diretas, são amparadas pelas normas de defesa do consumidor. A doutrina convencionou chamar de consumidor por equiparação ou bystander, aquele que, embora não esteja na direta relação de consumo, por ser atingido pelo evento danoso, equipara-se à figura de consumidor pelas normas dos arts. 2º, parágrafo único, 17 e 29 do CDC. Por fim, o art. 29 trata dos consumidores expostos às práticas comerciais, que assim diz: Art. 29. Para os fins deste Capítulo e do seguinte, equiparam-se aos consumidores todas as pessoas determináveis ou não, expostas às práticas nele previstas. De acordo com o art. 29 todas as pessoas expostas às praticas comerciais e contratuais serão equiparadas a consumidor. Perceba que neste caso também não há necessidade que o consumidor participe efetivamente da relação de consumo. Consumidor será toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final a própria pessoa atuando como destinatário final. São consumidores por equiparação: a coletividade de pessoas, as vítimas de acidente de consumo e as pessoas expostas às práticas comerciais e contratuais abusivas. 24
25 OBS: As pessoas jurídicas também poderão ser consideradas consumidoras por equiparação desde que presente a vulnerabilidade. 4.2 Fornecedor Quem será o fornecedor? O art. 3 responde a essa indagação: Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. Podemos perceber que o fornecedor será aquele que coloca o produto ou presta o serviço no mercado de consumo. O mencionado artigo sempre cai nas provas de concursos. Portanto, muito atenção ao ler esses conceitos, ok? Atente que o artigo acima menciona não só o fornecedor, mas também toda a cadeia de fornecimento da sociedade de consumo, assim todos serão considerados fornecedores, pouco importando se sua relação com o consumidor for direta ou indireta, ou se tenha origem em um contrato ou não. 4.3 Os produtos e os serviços Estabelece o parágrafo 1º, do artigo 3º, do Código de Defesa do Consumidor que: Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial. Vale anotar que, embora o Código de Defesa do Consumidor vincula a ideia de produto a bem, o certo é que referido diploma legislativo não contém maiores disposições sobre o referido objeto da relação jurídica de consumo, 25
26 limitando-se a dispor que o produto é qualquer bem, seja ele móvel ou imóvel, material ou imaterial. estabelece que: O Código de Defesa do Consumidor, no parágrafo 2º, do artigo 3º, Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes de relação de caráter trabalhista. Os negócios jurídicos eram classificados como sendo onerosos ou gratuitos. Ao colocar a expressão remunerados o legislador procurou incluir os serviços de consumo que não são remunerados de forma direta pelo consumidor, mas sim de forma indireta, pela coletividade ( como no caso dos idosos que não pagam a passagem em transporte coletivo), ou ainda, quando o consumidor paga indiretamente o benefício gratuito que está recebendo ( como as milhas das passagens aéreas). demonstrativa. Chegamos ao término da nossa aula teórica desta nossa aula Aproveito a oportunidade de chamar a atenção para a importância da resolução de questões de provas anteriores para que possa solidificar o conteúdo ministrado nas aulas. A resolução de questões é o diferencial na sua preparação. Sempre treine por meio de exercícios assim que finalizar um tópico da aula teórica para ver se o conteúdo foi realmente assimilado. 26
27 RESUMÃO: Antes de passarmos para a fase de resolução de questões aproveito para refrescar a memória de vocês com a síntese dos principais pontos abordados nessa aula. Todos preparados? Vamos lá: O Código de Defesa do Consumidor possui três características principais: lei principiológica, normas de ordem pública e interesse social, e microssistema multidisciplinar. Princípios são considerados regras básicas a serem aplicadas a uma determinada categoria ou determinado ramo do conhecimento. O art. 4º do CDC estabelece objetivos da política nacional das relações de consumo e prevê os princípios que devem ser seguidos nas relações consumeristas, dentre outros. Para facilitar, segue abaixo o art. 4º do CDC: Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios: (Redação dada pela Lei nº 9.008, de ) I - reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo; II - ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor: a) por iniciativa direta; b) por incentivos à criação e desenvolvimento de associações representativas; c) pela presença do Estado no mercado de consumo; d) pela garantia dos produtos e serviços com padrões adequados de qualidade, segurança, durabilidade e desempenho. 27
28 III - harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico, de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica (art. 170, da Constituição Federal), sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores; IV - educação e informação de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e deveres, com vistas à melhoria do mercado de consumo; V - incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e segurança de produtos e serviços, assim como de mecanismos alternativos de solução de conflitos de consumo; VI - coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo, inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de inventos e criações industriais das marcas e nomes comerciais e signos distintivos, que possam causar prejuízos aos consumidores; VII - racionalização e melhoria dos serviços públicos; consumo. VIII - estudo constante das modificações do mercado de Princípios do Código de Defesa do Consumidor: * Principio da Vulnerabilidade do Consumidor * Princípio da Harmonia das Relações de Consumo * Princípio da Boa- Fé Objetiva * Princípio da Equivalência Negocial * Princípio da Informação * Princípio da Transparência *Princípio do Combate ao Abuso O CDC no art. 2º diz quem é consumidor: 1) Pessoa física e jurídica, uma empresa pode ser consumidor. 2) Essa pessoa física ou jurídica tem que ser a destinatária final. Ex: Se eu vou a Ford e compro um carro para meu uso, é pessoa física e destinatária final. Ex: Vou ao mercado e compro molho para fazer macarronada, também é destinatária final. 28
29 Ex: Se eu comprar o molho para fazer no meu restaurante, não sou destinatária final, pois é para o uso econômico e não para o uso privado. Ex: A costureira vai às casas Bahia e compra uma máquina de costura (Essa máquina é insumo, são as aquisições de bens ou serviços estritamente indispensáveis ao desenvolvimento da atividade econômica explorado pelo empresário.), Consumidor é aquele que consome, compra o produto, contrata o serviço como destinatário final (o que compra o serviço para si mesmo) Destinatário final: interrompe a produção do bem. Quando alguém compra um produto como intermediário, não é destinatário final, ex: restaurante, revendedor. Ex: Quando o supermercado compra do agricultor o queijo de Minas para vender, ele não é consumidor. A pessoa jurídica pode ser tratada como consumidor, desde que seja destinatário final. Ex: A Nestlé compra uma máquina para transformar o tomate em molho, mas a doutrina não a aceita como consumidora, pois a máquina é insumo para a sua atividade econômica. Vítima do acidente do consumo: art. 17 Ex: João utilizou o serviço de uma mecânica para instalar os pneus de seu carro. Na rua, o pneu se solta e atinge Pedro que estava na calçada. Mesmo Pedro não sendo consumidor, como foi vítima do acidente de consumo, o CDC permite que Pedro peça indenização à loja mecânica. Pessoas expostas às práticas comerciais e contratuais: art. 29 Ex.: Publicidade: estou na sala assistindo e vejo uma propaganda sobre geladeira com super promoção, aí eu vou no dia seguinte para comprá-la, mas o cara da loja diz que a propaganda estava errada. Eu posso obrigar a loja a vender a geladeira para mim pelo preço promocional porque eu fui exposto pela prática comercial, de acordo com o art. 29 do CDC. FORNECEDOR: art. 3º / CDC 1) pessoa física e pessoa jurídica; 2) pessoa jurídica de direito privado e público (quando presta serviços públicos) 29
30 Fornecedor tem que desenvolver atividade com habitualidade e profissionalidade. A pessoa jurídica ou física pode ser fornecedora em uma relação e, na outra, não. PRODUTO -art. 3º, 1º / CDC Produto é qualquer bem móvel ou imóvel, material ou imaterial, são todos os bens que tenham um valor econômico. SERVIÇO: art. 3º, 2º / CDC -Remuneração direta e indireta Serviço é toda a atividade feita mediante remuneração, se o prestador não cobrar pelo serviço, o usuário não pode usar o código do consumidor, pois não houve uma relação de consumo. Se o shopping cobra pelo estacionamento, ele tem que pagar o roubo, mas mesmo gratuito o estacionamento é responsável, ou seja, existe até uma sumula, como a 130/STJ, obrigando a reparação de dano ao veículo. LEITURA PERTINENTE À AULA Lei nº 8.078/1990 TÍTULO I Dos Direitos do Consumidor CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. 1 O presente código estabelece normas de proteção e defesa do consumidor, de ordem pública e interesse social, nos termos dos arts. 5, inciso XXXII, 170, inciso V, da Constituição Federal e art. 48 de suas Disposições Transitórias. Art. 2 Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo. Art. 3 Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. 1 Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial. 2 Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de 30
31 crédito e securitária, SALVO as decorrentes das relações de caráter trabalhista. CAPÍTULO II Da Política Nacional de Relações de Consumo Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios: (Redação dada pela Lei nº 9.008, de ) I - reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo; II - ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor: a) por iniciativa direta; b) por incentivos à criação e desenvolvimento de associações representativas; c) pela presença do Estado no mercado de consumo; d) pela garantia dos produtos e serviços com padrões adequados de qualidade, segurança, durabilidade e desempenho. III - harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico, de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica (art. 170, da Constituição Federal), sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores; IV - educação e informação de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e deveres, com vistas à melhoria do mercado de consumo; V - incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e segurança de produtos e serviços, assim como de mecanismos alternativos de solução de conflitos de consumo; VI - coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo, inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de inventos e criações industriais das marcas e nomes comerciais e signos distintivos, que possam causar prejuízos aos consumidores; VII - racionalização e melhoria dos serviços públicos; 31
32 VIII - estudo constante das modificações do mercado de consumo. Art. 5 Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo, contará o poder público com os seguintes instrumentos, entre outros: I - manutenção de assistência jurídica, integral e gratuita para o consumidor carente; II - instituição de Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor, no âmbito do Ministério Público; III - criação de delegacias de polícia especializadas no atendimento de consumidores vítimas de infrações penais de consumo; IV - criação de Juizados Especiais de Pequenas Causas e Varas Especializadas para a solução de litígios de consumo; V - concessão de estímulos à criação e desenvolvimento das Associações de Defesa do Consumidor. 1 (Vetado). 2º (Vetado). CAPÍTULO III Dos Direitos Básicos do Consumidor (MEGA IMPORTANTE) Art. 6º São direitos básicos do consumidor: I - a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos; II - a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações; III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem; (Redação dada pela Lei nº , de 2012) IV - a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços; V - a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas; 32
33 VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos; VII - o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção Jurídica, administrativa e técnica aos necessitados; VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências; IX - (Vetado); X - a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral. Art. 7 Os direitos previstos neste código não excluem outros decorrentes de tratados ou convenções internacionais de que o Brasil seja signatário, da legislação interna ordinária, de regulamentos expedidos pelas autoridades administrativas competentes, bem como dos que derivem dos princípios gerais do direito, analogia, costumes e equidade. Parágrafo único. Tendo mais de um autor a ofensa, todos responderão solidariamente pela reparação dos danos previstos nas normas de consumo. (...) CAPÍTULO IV Da Qualidade de Produtos e Serviços, da Prevenção e da Reparação dos Danos SEÇÃO I Da Proteção à Saúde e Segurança Art. 8 Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações necessárias e adequadas a seu respeito. Parágrafo único. Em se tratando de produto industrial, ao fabricante cabe prestar as informações a que se refere este artigo, através de impressos apropriados que devam acompanhar o produto. Art. 9 O fornecedor de produtos e serviços potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou segurança deverá informar, de maneira ostensiva e adequada, a respeito 33
34 da sua nocividade ou periculosidade, sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso concreto. Art. 10. O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança. 1 O fornecedor de produtos e serviços que, posteriormente à sua introdução no mercado de consumo, tiver conhecimento da periculosidade que apresentem, deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores, mediante anúncios publicitários. 2 Os anúncios publicitários a que se refere o parágrafo anterior serão veiculados na imprensa, rádio e televisão, às expensas do fornecedor do produto ou serviço. 3 Sempre que tiverem conhecimento de periculosidade de produtos ou serviços à saúde ou segurança dos consumidores, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão informá-los a respeito. Art. 11. (Vetado). Queridos Alunos, segue abaixo uma seleção de questões de provas anteriores de diversas bancas para que você possa consolidar os Princípios do Direito do Consumidor e os novos conceitos aqui tratados. Você vai encontrar questões de nível médio e superior. Não deixe de treinar! A resolução de questões será o diferencial na sua preparação! QUESTÕES DA AULA 00 DE DIREITO DO CONSUMIDOR 1- Ano: 2013 Banca: CESPE Órgão: ANTT Prova: Técnico em Regulação de Serviços de Transportes Terrestres A respeito dos princípios gerais e do campo de abrangência do Código de Defesa do Consumidor (CDC), julgue o item seguinte. Os bancos estão sujeitos aos princípios e às regras constantes do CDC. 34
35 2) Ano: 2013 Banca: CESPE Órgão: ANTT Prova: Técnico em Regulação de Serviços de Transportes Terrestres A respeito dos princípios gerais e do campo de abrangência do Código de Defesa do Consumidor (CDC), julgue o item seguinte. Nos termos em que é estabelecida no CDC, a boa fé significa que, de acordo com suas intenções íntimas, o consumidor e o fornecedor devem ter comportamento adequado aos padrões de ética, honestidade e lealdade em suas relações. 3)Ano: 2013 Banca: CESPE Órgão: ANTT Prova: Técnico em Regulação de Serviços de Transportes Terrestres A respeito dos princípios gerais e do campo de abrangência do Código de Defesa do Consumidor (CDC), julgue o item seguinte. Para que o consumidor seja identificado como parte vulnerável na relação de consumo, não importa seu nível social ou financeiro. 4)Prova: Técnico em Regulação de Serviços de Transportes Terrestres A respeito dos princípios gerais e do campo de abrangência do Código de Defesa do Consumidor (CDC), julgue o item seguinte. Se um carro adquirido por pessoa jurídica, para transporte dos clientes, apresentar defeito que impeça o seu uso, não será aplicado o CDC à relação jurídica, por não ser a pessoa jurídica considerada consumidora na forma da lei. 5)Ano: 2012 Banca: CEPERJ Órgão: PROCON-RJ Prova: Técnico de Contabilidade No rol dos princípios que podem ser aplicados às relações de consumo reguladas pelo Código de Defesa do Consumidor não se inclui: a)vulnerabilidade b)confiança c)autonomia da vontade d)boa-fé e)equilíbrio contratual 35
36 6) Ano: 2012 Banca: CEPERJ Órgão: PROCON-RJProva: Técnico de Contabilidade No campo da Política Nacional de Relações de Consumo, não se inclui nos princípios que informam a atuação das ações governamentais o seguinte: a)por iniciativa direta b)por incentivo à criação de associações representativas c)pela presença do estado no mercado de consumo d)pela garantia dos produtos com padrão adequado de segurança e)pela proteção ao desenvolvimento econômico 7) Ano: 2012 Banca: CEPERJ Órgão: PROCON-RJ Prova: Técnico de Contabilidade No sistema de proteção aos riscos nas relações de consumo reguladas pelo Código de Defesa do Consumidor, pode-se identificar a denominada teoria da: a) Publicidade b) Qualidade c) Impessoalidade d) Autotutela e)referibilidade 8)Ano: 2012 Banca: CEPERJ Órgão: PROCON-RJ Prova: Técnico de Contabilidade Quando a empresa W efetua publicidade afirmando que cobre os preços da concorrência, bastando apresentar prospecto indicando o preço praticado por empresa que comercialize determinado produto também disponibilizado na empresa W, existe a aplicação do princípio da: a)publicidade b)eficiência 36
37 c)vinculação d)autotutela e)continuidade 9)Ano: 2012 Banca: CEPERJ Órgão: PROCON-RJ Prova: Agente de Proteção e Defesa do Consumidor No sistema das relações de consumo reguladas pelo Código de Defesa do Consumidor, a identificação de que existe um elo mais fraco na relação traduz o reconhecimento da: a) qualidade b)impessoalidade c)vulnerabilidade d)referibilidade e)informalidade 10)Ano: 2012 Banca: CEPERJ Órgão: PROCON-RJ Prova: Agente de Proteção e Defesa do Consumidor Com a inclusão de disciplinas vinculadas ao consumidor em escolas públicas e privadas, consoante as regras do Código de Defesa do Consumidor, realiza-se o primado da: a)durabilidade b)educação c)conciliação d)segurança e)eficiência 11) Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: TCE-PA Prova: Auxiliar Técnico Administração À luz do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e do Estatuto do Idoso, julgue o item a seguir. Uma sociedade empresária que compra peças de outra sociedade empresária e as utiliza na montagem do produto que revende poderá invocar, em seu favor, normas do CDC no caso de ajuizamento de ação contra a pessoa jurídica que lhe vende as peças. 37
38 12) Ano: 2015 Banca: AOCP Órgão: FUNDASUS Prova: Telefonista O Código de Defesa do Consumidor (CDC) iniciou um movimento de conscientização dos consumidores, que passaram a ter mais informações sobre seus direitos. Os clientes, na utilização dos serviços de atendimento telefônico, são amparados pelas normas do CDC. Assim, é correto afirmar que a) a Política Nacional de Relações Interpessoais tem por objetivo o não atendimento das necessidades dos consumidores pela racionalização e melhoria dos serviços públicos, dentre outros princípios. b) a Política Nacional de Relações Sociais tem por objetivo o atendimento das necessidades dos políticos pela racionalização e melhoria dos serviços públicos, dentre outros princípios. c) a Política Nacional de Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores pela racionalização e melhoria dos serviços públicos, dentre outros princípios. d) a Política Nacional de Relações Interpessoais tem por objetivo o não atendimento das políticas pela falta de racionalização e melhoria dos serviços públicos, entre outros princípios. e) a Política Nacional de Relações Societárias tem por objetivo o não atendimento das telefonistas pela racionalização e melhoria dos serviços privados, dentre outros princípios. 13) Ano: 2012 Banca: CEPERJ Órgão: PROCON-RJ Prova: Agente de Proteção e Defesa do Consumidor 38
39 Esculápio é usuário dos serviços de transporte público do município Y que são realizados por empresa concessionária escolhida pelo procedimento licitatório. A qualidade dos serviços deixa a desejar com constantes atrasos e até cancelamentos de viagens. À luz do Código de Defesa do Consumidor. é correto afirmar: a)os serviços públicos de transporte estão afetos à Administração e infensos ao controle do consumidor. b) Alguns serviços públicos mas não o de transportes, estão incluídos sob a égide do Código de Defesa do Consumidor. c) Os serviços públicos de transporte coletivo têm regulamentação específica da União Federal, a quem cabe controlá-los. d) O mau funcionamento dos serviços públicos implica a aplicação das regras protetivas do Código de Defesa do Consumidor. e)a base para os serviços públicos é a continuidade que ficaria prejudicada diante das inúmeras ações dos consumidores. 14) Ano: 2010 Banca: CONSULTEC Órgão: TJ-BA Prova: Conciliador Cívil Os serviços fornecidos pelos órgãos públicos, por si ou suas empresas concessionárias, permissionárias, ou sob qualquer outra forma de empreendimento, deverão ser: a) proporcionais ao serviço contratado, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos. b) adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos. c) eficazes, determinados e ininterruptos, apenas. d) adequados, determinados, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos. e) eficazes, determinados, seguros e ininterruptos. 39
40 15) Ano: 2009 Banca: CESPE Órgão: ADAGRI-CE Prova: Agente Estadual Agropecuário Os direitos previstos no CDC excluem expressamente os decorrentes de tratados ou convenções internacionais de que o Brasil seja signatário. 16)Ano: 2009 Banca: CESPE Órgão: ADAGRI-CE Prova: Agente Estadual Agropecuário Considere que certo município tenha ficado inadimplente quanto ao pagamento das faturas de energia elétrica. Nesse caso, a lei veda à concessionária de energia elétrica o corte, ainda que parcial, do respectivo fornecimento, podendo apenas efetuar cobranças amigáveis, em razão do princípio da continuidade dos serviços públicos. 17) Ano: 2014 Banca: CESPE Órgão: MEC Prova: Analista Processual A respeito dos princípios gerais do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e do seu campo de aplicação, julgue o item a seguir O princípio da vulnerabilidade do consumidor abarca somente dois tipos de vulnerabilidade: a técnica, que decorre do fato de o consumidor não possuir conhecimentos específicos acerca dos produtos e(ou) serviços que está adquirindo, ficando sujeito aos imperativos do mercado; e a jurídica, que se manifesta na avaliação das dificuldades que o consumidor enfrenta na luta para a defesa de seus direitos, quer na esfera administrativa ou judicial. 18) Ano: 2014 Banca: CESPE Órgão: Câmara dos Deputados Prova: Analista Legislativo A respeito dos integrantes da relação de consumo, da responsabilidade e dos princípios previstos no Código de Defesa do 40
41 Consumidor (CDC), julgue o item que se segue. De acordo com os princípios da informação e da transparência, o fornecedor somente será responsabilizado pelos danos causados aos consumidores em casos de informações inverídicas. Se a informação não for suficiente para a correta utilização do produto e o consumidor não agir para sanar as suas dúvidas, ocorrerá a culpa concorrente, ficando o fornecedor isento de responsabilidade. 19) Ano: 2013 Banca: CESPE Órgão: ANTT Prova: Especialista em Regulação de Serviços de Transportes Terrestres Com relação aos princípios gerais e ao campo de abrangência do Código de Defesa do Consumidor (CDC), julgue os itens em seguida. Embora contenha diversas regras a respeito dos princípios destinados à ampla proteção do consumidor, considerado parte vulnerável na relação de consumo, o CDC não prevê expressamente o princípio da equidade. 20) Ano: 2013 Banca: CESPE Órgão: ANS Prova: Especialista em Regulação de Saúde Suplementar Acerca de direito do consumidor, julgue o item subsequente. Em uma relação de consumo, o princípio do protecionismo do consumidor poderá ser mitigado quando as cláusulas contratuais forem convencionadas entre as partes. 21) Ano: 2013 Banca: MPE-SC Órgão: MPE-SC Prova: Promotor de Justiça Segundo o CDC, ainda que não sejam consideradas abusivas, com base os princípios da boa-fé e do equilíbrio e no reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor, é possível a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais, bem como assegura o direito à revisão das cláusulas em função de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas. 41
42 22) Ano: 2012 Banca: CESPE Órgão: ANAC Prova: Especialista em Regulação de Aviação Civil - Área 5 Com base no disposto no CDC, julgue o item que se segue. Dada a função integrativa do princípio da boa-fé objetiva, novos deveres podem ser designados para as partes em face da relação de consumo, visto que a inobservância de novas condutas surgidas pode acarretar a inadimplência contratual. 23) Ano: 2012 Banca: CESPE Órgão: DPE-ES Prova: Defensor Público Julgue o item a seguir, acerca dos direitos do consumidor. Considere que Ana tenha celebrado contrato com a Alfa Máquinas Ltda. para a aquisição de uma máquina de bordar, visando utilizar o bem para trabalhar e auferir renda para a sua sobrevivência e a de sua família, e que, nesse contrato, haja cláusula de eleição de foro que dificulte o livre acesso de Ana ao Poder Judiciário. Nessa situação hipotética, deve ser declarada a nulidade da referida cláusula, diante da hipossuficiência e vulnerabilidade econômica da consumidora. 24) Ano: 2012 Banca: CESPE Órgão: Banco da Amazônia Prova: Técnico Científico Direito Acerca dos direitos do consumidor, julgue os itens seguintes de acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e a legislação pertinente. O CDC é uma norma principiológica, de ordem pública e interesse social. 25) Ano: 2011 Banca: CESPE Órgão: IFB Prova: Professor Direito Estão compreendidos entre os objetivos da política nacional das relações de consumo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua saúde e 42
43 segurança, a proteção de seus interesses econômicos e a melhoria da sua qualidade de vida. 26) Ano: 2012 Banca: CESPE Órgão: Banco da Amazônia Prova: Técnico Científico - Direito Com relação às práticas comerciais e aos crimes contra as relações de consumo, julgue os itens que se seguem. Considere a seguinte situação hipotética. Devido a um erro de digitação, um fornecedor anunciou na Internet um estoque de trinta unidades de aparelhos de ar-condicionado de btu pelo preço unitário de apenas R$ 2,00, quando o correto seria o preço de R$ 2.000,00. Tal erro só foi percebido no dia seguinte à veiculação da referida propaganda, quando diversos consumidores exigiam comprar os aparelhos mediante o pagamento do preço inicialmente anunciado. Nessa situação, de acordo com o CDC e com os princípios de direito aplicáveis à espécie, o fornecedor estaria obrigado a vender os aparelhos pelo preço inicialmente anunciado. 27) Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: TCE-PA Prova: Auxiliar Técnico de Controle Externo - Área Administrativa Uma sociedade empresária que compra peças de outra sociedade empresária e as utiliza na montagem do produto que revende poderá invocar, em seu favor, normas do CDC no caso de ajuizamento de ação contra a pessoa jurídica que lhe vende as peças. 28) Ano: 2015 Banca: AOCP Órgão: FUNDASUS Prova: Telefonista O Código de Defesa do Consumidor (CDC) iniciou um movimento de conscientização dos consumidores, que passaram a ter mais informações 43
44 sobre seus direitos. Os clientes, na utilização dos serviços de atendimento telefônico, são amparados pelas normas do CDC. Assim, é correto afirmar que a) a Política Nacional de Relações Interpessoais tem por objetivo o não atendimento das necessidades dos consumidores pela racionalização e melhoria dos serviços públicos, dentre outros princípios. b) a Política Nacional de Relações Sociais tem por objetivo o atendimento das necessidades dos políticos pela racionalização e melhoria dos serviços públicos, dentre outros princípios. c) a Política Nacional de Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores pela racionalização e melhoria dos serviços públicos, dentre outros princípios. d) a Política Nacional de Relações Interpessoais tem por objetivo o não atendimento das políticas pela falta de racionalização e melhoria dos serviços públicos, entre outros princípios. e) a Política Nacional de Relações Societárias tem por objetivo o não atendimento das telefonistas pela racionalização e melhoria dos serviços privados, dentre outros princípios. 29) Ano: 2012 Banca: FAURGS Órgão: TJ-RS Prova: Conciliador Cívil Assinale a alternativa em que a definição de consumidor ou de fornecedor encontra-se correta, de acordo com a Lei n.º 8.078/90. a) Consumidor é sempre a pessoa física que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. b) Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas determináveis que haja intervindo nas relações de consumo. 44
45 c) Fornecedor é toda pessoa jurídica privada que desenvolve atividade de comercialização de produtos ou prestação de serviços. d) Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. e) Fornecedor é toda entidade dotada de personalidade jurídica que desenvolve atividade de comercialização de produtos ou prestação de serviços. 30) Ano: 2012 Banca: CEPERJ Órgão: PROCON-RJ Prova: Agente de Proteção e Defesa do Consumidor Esculápio é usuário dos serviços de transporte público do município Y que são realizados por empresa concessionária escolhida pelo procedimento licitatório. A qualidade dos serviços deixa a desejar com constantes atrasos e até cancelamentos de viagens. À luz do Código de Defesa do Consumidor. é correto afirmar: a) Os serviços públicos de transporte estão afetos à Administração e infensos ao controle do consumidor. b) Alguns serviços públicos mas não o de transportes, estão incluídos sob a égide do Código de Defesa do Consumidor. c) Os serviços públicos de transporte coletivo têm regulamentação específica da União Federal, a quem cabe controlá-los. d) O mau funcionamento dos serviços públicos implica a aplicação das regras protetivas do Código de Defesa do Consumidor. e) A base para os serviços públicos é a continuidade que ficaria prejudicada diante das inúmeras ações dos consumidores. 45
46 31- Ano: 2013 Banca: CESPE Órgão: ANTTP Prova: Técnico em Regulação de Serviços de Transportes Terrestres Para que o consumidor seja identificado como parte vulnerável na relação de consumo, não importa seu nível social ou financeiro. 32- Ano: 2012 Banca: CEPERJ Órgão: PROCON-RJ Prova: Agente de Proteção e Defesa do Consumidor No sistema das relações de consumo reguladas pelo Código de Defesa do Consumidor, a identificação de que existe um elo mais fraco na relação traduz o reconhecimento da: a) qualidade b) impessoalidade c) vulnerabilidade d) referibilidade e) informalidade 33- Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: TJ-SE Prova: Juiz Substituto O Código de Defesa do Consumidor se utiliza das expressões vulnerabilidade e hipossuficiência" nos seus artigos. A respeito deste tema, é correto afirmar: a) O juiz somente pode inverter o ônus da prova no processo civil quando estiverem presentes dois requisitos: hipossuficiência e verossimilhança da alegação do consumidor. b) São expressões sinônimas, uma vez que ambas definem a situação de fraqueza do consumidor perante o fornecedor. 46
47 c) São sinônimas, mas hipossuficiência é a expressão utilizada quando se trata de aplicar o direito processual civil. d) A vulnerabilidade deve ser declarada pelo juiz para fins de aplicação das normas mais protetivas do consumidor. e) A vulnerabilidade é uma condição pressuposta nas relações de consumo e a hipossuficiência deve ser constatada no caso concreto. 34) Ano: 2012 Banca: FCC Órgão: TJ-GO Prova: Juiz O Código de Defesa do Consumidor: a) estabelece normas de defesa e de proteção dos consumidores e fornecedores de produtos e serviços, de ordem pública e de interesse social. b) estabelece normas de defesa e de proteção do consumidor, de ordem pública e de interesse social, regulamentando normas constitucionais a respeito. c) prevê normas de interesse geral, dispositivas e de regulamentação constitucional. d) prevê normas de defesa e de proteção ao consumidor, dispositivas e de interesse individual, sem vinculação constitucional. e) estabelece normas de interesse coletivo geral, de ordem pública e interesse social, sem vinculação com normas constitucionais. 35) FCC 2014/TJ-CE/Juiz. São relações jurídicas que se definem como de consumo, e assim se enquadram legalmente: 47
48 a) As bancárias, securitárias, locatícias, bem como as concernentes aos serviços médicos. b) As condominiais, financeiras, de crédito e as concernentes aos serviços prestados por profissionais liberais. c) As concernentes às associações civis, bancárias, securitárias e relativas aos serviços advocatícios. d) As bancárias, securitárias, financeiras e as concernentes aos serviços prestados por profissionais liberais. e) Quaisquer relações que envolvam a entrega de produtos ou serviços, em qualquer circunstância, com habitualidade ou não. 36) FCC 2013/AL-PB/Procurador. Ficam excluídas da definição de consumidor: a) Apenas as pessoas jurídicas de direito privado com fins econômicos. b) Todas as pessoas jurídicas, ainda que utilizem o produto ou o serviço como destinatárias finais. c) Apenas as pessoas jurídicas de direito público interno. d) As pessoas físicas não consideradas hipossuficientes, segundo os critérios legais. e) As pessoas físicas ou jurídicas que utilizem o produto ou o serviço como bens de produção. 48
49 RESPOSTAS COMENTADAS DA AULA 00: 1) Resposta: Correta. De acordo com o CDC, Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, INCLUSIVE AS DE NATUREZA BANCÁRIA, FINANCEIRA, DE CREDITO E SECURITÁRIA, salvo as decorrentes de relações trabalhistas. 2) Resposta: Errado. Isso porque a boa-fé que é o comportamento adequado aos padrões de ética, honestidade e lealdade, exígiveis nas relações de consumo, desvinculando assim, das intenções íntimas do sujeito. 3) Resposta: Correta. Basta observarmos o preceito do Art. 4º, I, CDC: reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo. 4) Resposta: Errado. De acordo com o CDC: Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. Logo, a pessoa jurídica é considera como consumidor. 5) Resposta letra C. São princípios do Direito do Consumidor: P. Harmonização das relações P. Vunerabilidade P. Dever Governamental P. da Boa-Fé P. Transparência e Informação P. do Acesso à Justiça 49
50 6)Resposta: Letra e. Vejamos o art. Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios: I - reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo; II - ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor: a) por iniciativa direta; b) por incentivos à criação e desenvolvimento de associações representativas; c) pela presença do Estado no mercado de consumo; d) pela garantia dos produtos e serviços com padrões adequados de qualidade, segurança, durabilidade e desempenho. 7) Resposta: Letra B. Teoria da Qualidade significa que o CDC positivou um dever legal para o fornecedor, um dever anexo: o dever de qualidade. A teoria da qualidade concentra-se no objeto da prestação contratual, pois visualiza o resultado da atividade dos fornecedores, de modo a impor-lhes o dever de qualidade dos produtos que colocam no mercado. Esta teoria se materializaria na responsabilização, prevista nos artigos 12 a 25 do CDC (lei 8.078), tanto pelo fato quanto pelo vício do produto/serviço. 8) Resposta: Letra c O princípio da vinculação da publicidade reflete a imposição da transparência e da boa -fé nos métodos comerciais, na publicidade e nos contratos, de modo que o fornecedor de produtos ou serviços 50
51 obriga-se nos exatos termos da publicidade veiculada. Assim, ofertou, vinculou. Prometeu, tem de cumprir! 9) Resposta: Letra C Letra A INCORRETA Princípio da Qualidade é o princípio que manda incentivar o desenvolvimento de meios eficientes de controle de qualidade e segurança de produtos e serviços. O produtor deve garantir que as mercadorias, além de uma performance adequada aos fins a que se destinam, tenham duração e confiabilidade. Ressalta-se que o princípio da qualidade do produto não é irrestrita e comporta mensuração e proporcionalidade na apuração da responsabilidade do fornecedor de produtos, isso porque o Código de Defesa do Consumidor primou pela garantia de segurança do produto ou serviço de forma limitada, como apregoa o 1º do art.12 do Código de Defesa do Consumidor, à segurança que dele legitimamente se espera. Letra B INCORRETA O Princípio da Impessoalidade está previsto no artigo 37 da Constituição Federal: A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Por este conceito, que na verdade está mais ligado ao direito administrativo, a Administração deve manter-se numa posição de neutralidade em relação aos administrados, ficando proibida de estabelecer discriminações gratuitas. Só pode fazer discriminações que se justifiquem em razão do interesse coletivo, pois as gratuitas caracterizam abuso de poder e desvio de finalidade, que são espécies do gênero ilegalidade. 51
52 Letra C CORRETA O Princípio da Vulnerabilidade pressupõe que o consumidor é hipossuficiente. O protótipo do consumidor carente de proteção é a pessoa que, individualmente, não está em condições de fazer valer as suas exigências em relação aos produtos e serviços que adquire, pois tem como característica carecer de meios adequados para se relacionar com as empresas com quem contrata. É tamanha a desproporção entre os meios que dispõem as empresas e o consumidor normal, que este tem imensas dificuldades de fazer respeitar os seus direitos. Por esta descrição, fica evidente que uma atuação sistemática de tutelar os consumidores se faz necessária. Letra D INCORRETA O Princípio da Referibilidade pressupõe uma relação mediata entre o contribuinte e a atividade que será financiada pelo Estado. Saliente-se que este princípio refere-se ao Direito Tributário. Letra E INCORRETA O Princípio da Informalidade significa que, dentro da lei, pode haver dispensa de algum requisito formal sempre que a ausência não prejudicar terceiros nem comprometer o interesse público. Um direito não pode ser negado em razão da inobservância de alguma formalidade instituída para garanti-lo desde que o interesse público almejado tenha sido atendido. 10) Resposta: Letra B Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios: 52
53 (...) IV - educação e informação de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e deveres, com vistas à melhoria do mercado de consumo; Art. 6º São direitos básicos do consumidor: (...) II - a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações; 11) Resposta: Errado. CDC. Art. 25. É vedada a estipulação contratual de cláusula que impossibilite, exonere ou atenue a obrigação de indenizar prevista nesta e nas seções anteriores. 1º - Havendo mais de um responsável pela causação do dano, todos responderão solidariamente pela reparação prevista nesta e nas seções anteriores. 2º - Sendo o dano causado por componente ou peça incorporada ao produto ou serviço, são responsáveis solidários seu fabricante, construtor ou importador e o que realizou a incorporação. No exemplo apresentado na questão houve a incorporação de produto para elaboração do produto final. Tanto o fabricante da peça quanto o que realizou a incorporação da peça ao seu produto final respondem solidariamente perante o consumidor. Não há possibilidade de a incorporadora/ montadora utilizar as normas do CDC em seu benefício em ação contra a fabricante da peça porque ela não é consumidora. 12) A resposta correta é a letra c. Veja: Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a 53
54 transparência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios: VII - racionalização e melhoria dos serviços públicos. 13) A letra d é a correta. Veja o que diz o Art. 22 do CDC: Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos. Parágrafo único. Nos casos de descumprimento, total ou parcial, das obrigações referidas neste artigo, serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las e a reparar os danos causados, na forma prevista neste código. (+) Art. 6º São direitos básicos do consumidor: X - a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral. Lembrar: quando remunerado por tarifa ou preço público aplica-se o CDC. 14) A resposta correta é a letra B. Veja o que diz o art. Art. 22. Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos. 15) A questão está errada. Veja o art. Art. 7 Os direitos previstos neste código não excluem outros decorrentes de tratados ou convenções internacionais de que o Brasil seja signatário, da legislação interna ordinária, de regulamentos expedidos pelas autoridades administrativas competentes, bem como dos que derivem dos princípios gerais do direito, analogia, costumes e eqüidade. 54
55 16) A questão está errada. Em razão do princípio da continuidade do serviço público o fornecimento de energia não poderá ser suspenso, entretanto, com o entendimento atual dos Tribunais, aduz que poderá ter interrupção parcial do fornecimento em repartições que não interfira na coletividade da sociedade. Por exemplo, poderá ser suspenso o fornecimento de energia nos Galpões, Almoxarifado, garagem, até mesmo bibliotecas. Agora, hospitais, escolas não poderão ter o fornecimento de energia suspenso. Portanto, a chave da questão é a suspensão parcial do fornecimento de energia. 17) A questão está errada. São 4 os tipos de vulnerabilidade, em direito do consumidor: Técnica: ausência de conhecimentos técnicos sobre o produto ou serviço adquirido. Jurídica: falta de conhecimento sobre matéria jurídica ou outros ramos da área científica (ex.: economia, contabilidade). Econômica (ou fática ou socioeconômica): resultado das disparidades de força entre os agentes econômicos e os consumidores. Informacional: O que fragiliza o consumidor não é a falta de informação, mas o fato de que ela é abundante, manipulada, controlada e, quando fornecida, nos mais das vezes, desnecessária. 18) A questão está errada. Veja o art. Art. 12: O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos. 55
56 19) A questão está errada. O princípio do equilibrio é também é denominado princípio da eqüidade, e consta, assim como o princípio da boa-fé, nos artigos 4º, III e 51, IV do Código de Defesa do Consumidor. Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios III - harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico, de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica (art. 170, da Constituição Federal), sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores; Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: IV - estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade; 20) A questão está errada. O Código do Consumidor e, de maneira geral, o próprio Direito do Consumidor ostenta um Caráter marcadamente protecionista, pois suas normas destina-se a proteger a parte tida como a mais vulnerável na relação de consumo, que é o consumidor. Procura a lei consumerista promover o equilíbrio econômico e jurídico entre as partes envolvidas na relação de consumo, por meio da fixação de regras protecionistas destinadas a compensar juridicamente a inferioridade estratégica 56
57 do consumidor decorrente de sua maior vulnerabilidade. Em última análise, portanto, o caráter protecionista do Direito do Consumidor visa justamente a assegurar a isonomia nas relações de consumo. 21) A questão está correta. Atente para o que diz o art. 6º, V do CDC: Art. 6º São direitos básicos do consumidor: V - a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas; 22) A questão está correta. A função integrativa da boa-fé objetiva é fonte criadora de novos deveres especiais de conduta a serem observados pelas partes durante o vínculo obrigacional. São os chamados deveres anexos, instrumentais ou colaterais de conduta, que passam a ser observados em toda e qualquer relação jurídica obrigacional. 23) A questão está correta. Nas lições de Cláudia Lima Marques: "a visão processual da vulnerabilidade fática é a hipossuficiência (econômica) que leva a considerar abusivas as cláusulas de eleição de foro e impor um foro privilegiado ao consumidor. As cláusulas de eleição de foro são consideradas nulas pelo art. 51, IV do CDC, pois dificultam o acesso à justiça dos consumidores em especial em contratos de adesão. Vale mencionar ainda que o princípio da vulnerabilidade é fonte da hipossuficiência". 24) A questão está correta. Inicialmente vejamos o que dispõe o art. 1º do CDC: Art. 1 O presente código estabelece normas de proteção e defesa do consumidor, de ordem pública e interesse social, nos termos dos arts. 5, inciso XXXII, 170, inciso V, da Constituição Federal e art. 48 de suas Disposições 57
58 Transitórias. Demonstrado tal disposição legal, cumpre dizer que: É uma norma principiológica, pois estabelece uma série de princípios que regem a relação existente entre consumidor e fornecedor. No art. 4º do CDC, por exemplo, se encontram os princípios que regem as relações de consumo. 25) Certo, nos termos do art. 4º, caput, do CDC: Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios: (Redação dada pela Lei nº 9.008, de ) I - reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo; II - ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor: a) por iniciativa direta; b) por incentivos à criação e desenvolvimento de associações representativas; c) pela presença do Estado no mercado de consumo; d) pela garantia dos produtos e serviços com padrões adequados de qualidade, segurança, durabilidade e desempenho. III - harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico, de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica (art. 170, da Constituição Federal), sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores; IV - educação e informação de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e deveres, com vistas à melhoria do mercado de consumo; 58
59 V - incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e segurança de produtos e serviços, assim como de mecanismos alternativos de solução de conflitos de consumo; VI - coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo, inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de inventos e criações industriais das marcas e nomes comerciais e signos distintivos, que possam causar prejuízos aos consumidores; VII - racionalização e melhoria dos serviços públicos; VIII - estudo constante das modificações do mercado de consumo. 26) A questão está errada. O princípio da boa fé objetiva atua de forma a garantir segurança tanto aos consumidores quanto aos fornecedores. O caso em tela demonstra claramente uma falha do fornecedor. Analisando pela ótica do referido princípio extrai-se que em situações normais nenhum arcondicionado, mesmo que em promoção, seria vendido por tal preço. Assim, o consumidor também deve agir com boa fé na relação em testilha. Essa é uma hipótese em que o STJ reconhecidamente afasta a obrigatoriedade de cumprimento forçado da venda (art. 30 e 35, I, CDC), baseado nos princípios da boa-fé e vedação ao enriquecimento sem causa. CONSUMIDOR. OBRIGAÇÃO DE FAZER. VENDA DE NOTEBOOK ANUNCIADO NO INTERIOR DA LOJA POR PREÇO MUITO AQUÉM DO VALOR DE CUSTO. ERRO MATERIAL PERCEPTÍVEL NO ANÚNCIO. INTENTO ENGANOSO NÃO CONFIGURADO. PRINCÍPIO DA BOA-FÉ TAMBÉM É EXIGÍVEL DO CONSUMIDOR. IMPROCEDÊNCIA MANTIDA. 59
60 O anúncio (fls. 14 e 15) do preço parcelado do notebook encerra evidente erro material: à vista, o equipamento custa R$ 1.699,00; a prazo, o equivalente a doze parcelas de R$ 14,15 (totalizando R$ 169,80). Percebe-se que apenas a vírgula, no valor da parcela, foi inserida de forma equivocada, visto que doze parcelas de R$ 141,50 equivalem a R$ 1.698,00. Sequer se vislumbra, assim, intenção enganosa no anúncio do produto em questão. Ademais, no caso concreto, antes de se dirigirem ao caixa, os autores confessaram que foram informados sobre a incorreção do anúncio. Frente a esse contexto, assim como a boa-fé é exigível do fornecedores, igualmente ela deve pautar a conduta do consumidor, beirando a obviedade que os autores perceberam esse erro material e quiseram enriquecer-se indevidamente mediante o pedido de cumprimento da oferta. Tal atitude, reprovável, foi barrada no primeiro grau e, igualmente, será recusada no grau recursal. Mantém-se, assim, pelos próprios fundamentos, a sentença de improcedência do pedido inicial. RECURSO IMPROVIDO. (Recurso Cível Nº , Segunda Turma Recursal Cível, Turmas Recursais, Relator: Maria José Schmitt Santanna, Julgado em 28/05/2008) 27- A questão está errada. Neste caso a referida sociedade empresária não estabeleceu relação jurídica de consumo eis que utilizou as peças para revenda. Em hipóteses excepcionais de hipossuficiência o STJ entende que uma sociedade empresária pode ser tida como consumidora. O que não é a hipótese do caso. Art. 2 Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo. 60
61 28- A resposta correta é a letra c. Quero mais uma vez destacar a importância da leitura do art. 4º do CDC. Veja que a questão pede o conhecimento dos incisos deste artigo. Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios: (Redação dada pela Lei nº 9.008, de ): VII - racionalização e melhoria dos serviços públicos. 29- A resposta correta é a letra d. Veja mais uma vez que a questão pede a literalidade da lei. Art. 2 Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo. Art. 3 Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. 30- A resposta correta é a letra d. O fundamento da questão encontra-se baseado no CDC, Art. 6º São direitos básicos do consumidor: X - a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral. 61
62 31- O item está correto. Conforme o Art. 4º do CDC, o reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo não está condicionado a nada. 32- R: A letra C é a correta. Letra A INCORRETA Princípio da Qualidade é o princípio que manda incentivar o desenvolvimento de meios eficientes de controle de qualidade e segurança de produtos e serviços. O produtor deve garantir que as mercadorias, além de uma performance adequada aos fins a que se destinam, tenham duração e confiabilidade. Ressalta-se que o princípio da qualidade do produto não é irrestrita e comporta mensuração e proporcionalidade na apuração da responsabilidade do fornecedor de produtos, isso porque o Código de Defesa do Consumidor primou pela garantia de segurança do produto ou serviço de forma limitada, como apregoa o 1º do art.12 do Código de Defesa do Consumidor, à segurança que dele legitimamente se espera. Letra B INCORRETA O Princípio da Impessoalidade está previsto no artigo 37 da Constituição Federal: A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Por este conceito, que na verdade está mais ligado ao direito administrativo, a Administração deve manter-se numa posição de neutralidade em relação aos administrados, ficando proibida de estabelecer discriminações gratuitas. Só pode fazer discriminações que se justifiquem em razão do interesse coletivo, pois as gratuitas caracterizam abuso de poder e desvio de finalidade, que são espécies do gênero ilegalidade. 62
63 Letra C CORRETA O Princípio da Vulnerabilidade pressupõe que o consumidor é hipossuficiente. O protótipo do consumidor carente de proteção é a pessoa que, individualmente, não está em condições de fazer valer as suas exigências em relação aos produtos e serviços que adquire, pois tem como característica carecer de meios adequados para se relacionar com as empresas com quem contrata. É tamanha a desproporção entre os meios que dispõem as empresas e o consumidor normal, que este tem imensas dificuldades de fazer respeitar os seus direitos. Por esta descrição, fica evidente que uma atuação sistemática de tutelar os consumidores se faz necessária. Letra D INCORRETA O Princípio da Referibilidade pressupõe uma relação mediata entre o contribuinte e a atividade que será financiada pelo Estado. Saliente-se que este princípio refere-se ao Direito Tributário. Letra E INCORRETA O Princípio da Informalidade significa que, dentro da lei, pode haver dispensa de algum requisito formal sempre que a ausência não prejudicar terceiros nem comprometer o interesse público. Um direito não pode ser negado em razão da inobservância de alguma formalidade instituída para garanti-lo desde que o interesse público almejado tenha sido atendido. 33- A resposta é a letra E a) Não precisam estar presentes os dois requisitos. Pode ser um ou outro. Art. 6º, VIII, CDC: a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências. 63
64 b) Não são expressões sinônimas: VULNERABILIDADE é um estado do consumidor e, para o direito consumerista, possui presunção absoluta: todo consumidor é vulnerável. A vulnerabilidade elimina a premissa de igualdade entre as partes envolvidas, por isso a legislação o protege. HIPOSSUFICIÊNCIA se apresentará exclusivamente no campo processual devendo ser observada caso a caso, já que se trata de presunção relativa, então, sempre precisará ser comprovada no caso concreto diante do juiz. Ela diz respeito à sua capacidade (ou não) de obter provas. Havendo desconhecimento técnico ou informacional por parte do consumidor, para solucionar o problema de produção de provas, ele pede a inversão do ônus da prova. c) Não são sinônimas. d) A vulnerabilidade não precisa ser declarada pelo juiz, pois na relação de consumo há presunção absoluta de que o consumidor é vulnerável. e) Correto. Ver item b. 34- A alternativa correta é a letra b. Art. 1 O presente código estabelece normas de proteção e defesa do consumidor, de ordem pública e interesse social, nos termos dos arts. 5, inciso XXXII, 170, inciso V, da Constituição Federal e art. 48 de suas Disposições Transitórias. 64
65 35- O gabarito é a letra d. Art. 3º. 2º. Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. 36- O gabarito é a letra E. Comentário: Art. 2. Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo. Deste modo, ficarão excluídas as pessoas físicas ou jurídicas que utilizem o produto ou o serviço como bens de produção. 4. CONCLUSÃO Opaaaa! Acabou... Gostaram da aula? Sim, não? Nem li? Rss...envie seu feedback no meu Iniciamos nosso curso acelerando... com sangue nos olhos para devorar as questões de direito do consumidor! #tmj 65
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