Fisica de relâmpagos
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- Felícia Lopes Damásio
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1 Fisica de relâmpagos
2 Scholand e seus colegas na África do Sul foram os pioneiros em realizar medidas simultâneas dos processos de um relâmpago, ou seja, eles fotografaram e mediram o campo elétrico de um raio em 1934.
3 No processo inicial de um relâmpago, um raio desce em pequenos caminhos e pára, após um intervalode tempo pequeno (~ < 1 µs) um novo raio se propaga para baixo utilizando o mesmo caminho do raio anterior, e assim se estende mais um pouco. Este processo continua até que o raio chegue ao chão. Este tipo de descarga atmosférica é conhecida como stepped leader ou líder escalonado (passos de ~ m, o tamanho é ~ V/750, onde V é o potencia kv/m ). Sendo que as ramificações ocorrem, porém não chegam ao chão. Uma vez que o raio líder escalonado está próximo ao chão (~ 5 50 m) um raio se propaga do chão para o raio (raio conectante), formando o raio de retorno que é mais luminoso, sendo que ele é conhecido como return stroke ou descarga de retorno.
4 Analisando a Figure 75, observamos que o campo elétrico diminui a medida que o líder escalonado se aproxima do chão, enquanto que o campo elétrico aumenta se estivermos a uma distância grande. Quando o raio líder se conecta ao chão e temos uma descarga de retorno, o campo elétrico aumenta rapidamente para valores positivos. Esta configuração implica que as cargas negativas são transportadas para o chão através do canal do líder escalonado e as cargas positivas são transportadas para cima quando ocorre a descarga de retorno.
5 a) Caracteristicas de relâmpagos ou flashes Flash é uma definição utilizada para caracterizar um evento de relâmpago formado pelo líder escalonado, descarga de retorno e descargas sub-sequentes (dartleader). Sendo que em geral uma flahs pode ter várias multiplicidades (uma descarga de retorno e várias descargas sub-sequentes). Mínimo Médio Máximo Número de descargas Intervalo de tempo entre as descargas (ms) Duração do Flash (s) 0,02 0,2 2 Carga Transportada (C)
6 b) Mecanismos de ruptura na atmosfera ( breakdown ) Os raios tem comprimentos da ordem de vários quilômetros. Se houver uma descarga da nuvem para a terra, uma voltagem grande é necessária para haver a ruptura. Teorias sugerem que as descargas do tipo nuvem terra (NS ou CG) inciam com uma descarga local na nuvem entre os centros de cargas positivas e negativas. Esta descarga serviria então para dar mobilidade para o centro de cargas negativa, como também para o movimento para baixo.
7 A partir de medidas de laboratório observou-se o seguinte: i) O campo elétrico para a ruptura é da ordem de 300 kv/m para um campo uniforme em condições atmosféricas de T e P de um sala (30ºC e 1000 mb). Porém para um campo elétrico não uniforme o campo elétrico é muito menor. ii) os elétrons estão sempre presentes no ar devido aos raios cósmicos e radioatividade natual. Quando ocorre a ruptura, esse elétronos são acelerados a uma energia suficiente para produzir a ionização através da colisão com as moléculas do ar, sendo que estes elétrons produzidos pela ionização produzem novos elétrons.
8 iii) quando os elétrons são produzidos por processos primários um segundo processo ocorre, o qual mais inonização ocorre através da colisão de íons+ e prótons emitidos pelo ar. Portanto este processo provoca uma avalanche de elétrons durante a ruptura do campo de intensidade. Além desse processos são necessários campos de cargas de espaço, as quais aumentam a condutividade da região.
9 c) Lider Escalonado Existem 2 tipos: α e β. diâmetro do canal ~ 1-10 metros (estimado por fotografia) corrente de vários amperes, o que induz uma corona muito luminosa
10 d) Descarga de retorno Quando a ponta do líder escalonado carregado negativamente chega ao chão, a carga deste raio é transferida rapidamente para o chão.
11 Portanto um campo elétrico grande é criado a partir do ponto B, no qual os elétrons livres se propagam na ponta e avançam na descarga positiva. Os elétronos se momvem a uma velocidade alta e quando eles se movem criam uma avalanche de elétrons que ioniza e aquece o ar no caminho e deixam para trás um canal altamente ionizado.
12 Como resultado, um fluxo posivitivo se moverá para cima a uma alta taxa de velocidade apesar os íons positivos serem relativamente imóveis. Desta forma, eles neutralizam as cargas negativas na região vaporizada e ramificações do lider escalonado. Nessa transferência de cargas uma energia considerável sobre o núcleo é adicionada, logo a temperatura aumenta. Análises espectrais indicam que o núcle chega a Temperatura de ~ K.
13 Portanto a pressão aumenta já que a densidade de massa não pode aumentar apreciavelmente e assim a pressão cinética do canal excede a pressão do ar. Logo, o canal expande com velocidade super-sônicas, produzindo ondas de choque cilindricas as quais eventualmente se tornam um trovão.
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15 e) Lider subsequente Se as cargas negativas não são transferidas inteiramente durante uma descarga de retorno, o líder subsequente tomará lugar e se propagará no canal anterior do relâmpago a partir da nuvem para o o solo.
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