Estudos transversais
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- Melissa Catarina Lameira de Sequeira
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1 Curso Dinâmica Populacional Canina e Felina 7-11 fevereiro 2011 Estudos transversais Rita de Cassia Maria Garcia, MSc., PhD Instituto Técnico de Educação e Controle Animal (ITEC)
2 Estudos transversais ou seccionais ou de prevalência
3 Definição Estratégia de estudo epidemiológico que se caracteriza pela observação direta de indivíduos (unidades de observação) em uma única oportunidade Local e época demarcados) (Klein;Bloch, 2009) Estimam a prevalência da doença na população total ou em estratos dessa população.
4 Definição População: conjunto de indivíduos que pode ser descrito de acordo com uma característica comum a todos critérios geográficos políticos e Administrativos características mais freqüentes que define uma população, alvo de estudo seccional
5 Estudo seccional: dinâmica populacional canina e felina
6 Last, 2001: Definição estudo seccional: Pesquisa que avalia a relação entre doenças, agravos ou características relacionadas à saúde e outras variáveis de interesse a partir de dados coletados simultaneamente em uma população.
7 Kitala, 2001, Kenya 12 meses Inquérito sorológico Inquérito sorológico
8 População a ser estudada: Amostra Censo: exame de todas as unidades de observação que constituem a população Recursos financeiros;
9 Coleta de dados: menor prazo possível; Estratégias de delineamento Geralmente há um intervalo de tempo entre a observação do primeiro e do ultimo indivíduos; considera-se nesse estudo que todas as observações foram feitas num mesmo instante corte: Coleta: pode ser considerada transversal (por ser oblíqua ou diagonal em relação ao eixo do tempo);
10 indivíduos Tempo inicial Tempo final Momento da coleta de dados
11 Estudo seccional: dinâmica populacional canina e felina, 2009 Procedimento Caracterização da área geográrica e comunidade Pesquisa descritiva: cortes transversais Pesquisa ação: intervenções 2004 Anos Meses Meses Meses Meses Corte seccional: setembro a dezembro 2005
12 Estratégias de delineamento Coleta de dados: Análise dados: feita como se houvesse sido uma secção perpendicular de observações na população, quanto ao eixo temporal. Todas as informações devem ser coletadas em único instante; Instrumento: questionários, observação direta ou com aparelhos ou associação desses instrumentos;
13 Kitala, 2001, Kenya 12 meses Inquérito sorológico Aplicação de questionários para estudo da dinâmica populacional Inquérito sorológico Aplicação de questionários para estudo da dinâmica populacional
14 Estudo seccional: dinâmica populacional canina e felina, 2009 Procedimento Caracterização da área geográrica e comunidade Pesquisa descritiva: cortes transversais Pesquisa ação: intervenções 2004 Anos Meses Meses Meses Meses Aplicação questionários Leitura de chip Observações
15 Usos e limitações Aplicação mais comum: conhecer de que maneira uma ou mais características (variáveis), tanto individuais como coletivas, distribuem-se em uma determinada população. Descrever características de uma população, em uma determinada época. Descrição da distribuição de um agravo de saúde em uma população é uma das fontes imprescindíveis para o planejamento e a administração de ações voltadas para prevenção, tratamento e reabilitação, tanto em nível coletivo como individual.
16 Propriedades dos instrumentos de coleta: Questionários: Perguntas abertas: possíveis respostas não são conhecidas ou previstas antes de sua aplicação o estudo com caráter exploratório, de busca de hipóteses que expliquem inter-relações de fenômenos ainda não conhecidas;
17 P.26 Você gostaria de esterilizar / castrar seu animal? (ESPONTÂNEA E RESPOSTA ÚNICA) 1. Sim, gostaria 2. Não gostaria 3. Já é castrado 4.Não sabe 98. Não respondeu P.27 (SOMENTE PARA P.26 = 1, 2, 3 E 4) Por que? (ESPONTÂNEA E RESPOSTA MÚLTIPLA) 1. O animal pode morrer 8. Assim não tem tanto animal jogado na rua 15. Não vai se ocupar com isso / não quer ter trabalho 2. O animal pode adoecer 9. Isso controla a população animal 16. Não tem dinheiro para gastar com isso 3. Tem pena do animal 10. Não quer porque o animal é muito velho 17. Castrado 4. Gasta dinheiro com cria 11. O animal é doente pode piorar 18. isso é um crime 5. Fêmea no cio dá muito trabalho 12. O animal é filhote 6. Para o macho não sair atrás de fêmea 13. Cria dá muito trabalho Outra resposta(anote): 7. É contra porque tira a vida sexual do animal 14. Faz prevenção: confinado / pílula 98. Não respondeu
18 Propriedades dos instrumentos de coleta: Questionários: Perguntas abertas: possíveis respostas não são conhecidas ou previstas antes de sua aplicação o estudo com caráter exploratório, de busca de hipóteses que expliquem inter-relações de fenômenos ainda não conhecidas; Informações: leva a novas percepções sobre as conexões entre eventos, dando origem ao planejamento de novos estudos, com metodologias apropriadas para investigar as hipóteses derivadas do estudo seccional de caráter exploratório.
19 Usos e limitações Informações relativas a tempos passados são obtidas de forma indireta dependem da memória e dos interesses peculiares dos indivíduos em relação aos temas de investigação; Dificulta a padronização, uniformização de procedimentos de coleta, o que pode distorcer a análise.
20 Painéis (cortes) repetidos Estudos seccionais em momentos variados, em uma mesma população: painéis repetidos. interesse principal: avaliação de impactos ocasionados em uma população dinâmica, submetida a mudanças nos intervalos entre os painéis.
21 Estudo seccional: dinâmica populacional canina e felina Procedimento Caracterização da área geográrica e comunidade Pesquisa descritiva: cortes transversais Pesquisa ação: intervenções 2004 Anos Meses Meses Meses Meses Corte seccional: setembro a dezembro 2005 Corte seccional: setembro a dezembro 2006 Corte seccional: junho a novembro 2008
22 Usos e limitações: Em comparação a estudos de coorte, os estudos seccionais apresentam duas vantagens: São bem mais rápidos São menos custosos.
23 Fases de um Estudo Seccional 1. Planejamento: 2. Execução 3. Análise e divulgação de resultados
24 Fases de um Estudo Seccional 1. Planejamento: Construção de um protocolo ou projeto de pesquisa; Preparação dos instrumentos para tomada de informações Processo de amostragem Seleção e capacitação dos pesquisadores de campo
25 1. Planejamento Projeto de pesquisa: Por que da pesquisa; Objetivos e justificativas do estudo seccional Qual o estágio que se encontra o conhecimento atual sobre o tema a ser investigado; Qual a importância para a população-alvo como problema de saúde pública Metodologia, instrumentos de coleta de dados, critérios de classificação, armazenamento de informações, controle da qualidade da coleta e os procedimentos de análise quantitativas, etc, cronograma das atividades, recursos financeiros necessários e outros recursos, protocolos para a coleta de dados Comissão de bioética, consentimento livre esclarecido dos indivíduos participantes Metodologia de trabalho
26 1. Planejamento Sucesso do estudo: definição precisa dos objetivos; Delimitar população alvo e critérios de sua eleição; Indicadores quantitativos que expressarão os resultados principais e a época de referência da coleta de dado
27 1. Planejamento Questionários: Instrumentos de tomada de informações; Conteúdo e formato determinados pelas características culturais específicas da população-alvo; Observações dos próprios pesquisadores (medidas diretas); Auto-aplicados : preechidos pelos próprios entrevistados (linguagem corrente da população alvo; podem conter desenhos para facilitar); Aplicados por entrevistadores; Questões abertas (devem ser registradas de forma literal), fechadas ou mistas; Mistas: podem conter, por exemplo, uma ultima alternativa de resposta que tem o formato: Outra, qual? Fechadas: oferecem menores dificuldades para os tratamentos necessários para as análises quantitativas.
28 1. Planejamento Seleção e treinamento de pesquisadores de campo: seleção mulheres são menos rejeitadas pelos entrevistados; casais são bem aceitos; livre de preconceitos, a presença do pesquisador não deve afetar a medida do sujeito observado e suas percepções sobre o que é inquirido: conveniente que o pesquisador de campo se assemelhe aos entrevistados em relação a várias características pessoais, inclusive gênero, grupo étnico e aparência geral) Capacitação visa padronizar procedimentos na coleta de dados; abordagem aos entrevistados (adesão da população). Treinar número maior;
29 2. Execução Estudo piloto: consiste em um ensaio que reproduz todas as estratégias e os métodos utilizados na coleta de dados; Amostra menor, 1-2 dias de trabalho; Testar de forma definitiva: instrumentos (viabilidade); pesquisadores de campo; Correção dos questionários, implementação do planejamento; corrigir falhas pesquisadores;
30 2. Execução Coleta de dados Divulgação dos objetivos gerais do estudo meios de comunicação de massa, cartas, radios comunitários divulgação de massa: legitima os objetivos, os executores e seus patrocinadores. Escolha dos dias e horários;
31 2. Execução Controle de qualidade Atividade de supervisão. Evitar perda de informações. Fraudes mais comuns (remuneração): Omissão de entrevistas com indivíduos disponíveis; Criação de indivíduos inexistentes. Replicações: visitas a uma amostragem dos domicílios pesquisados (pelo menos 10% do total); Controlar pesquisa com dados existentes gênero, n de habitantes, etc)
32 2. Execução Codificação dos questionários Crítica dos questionários
33 3. Análise e divulgação dos resultados
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35 Objetivo: obtenção de dados para caracterizar a demografia das populações de cães e gatos em área de São Paulo; Avaliar o impacto de participação voluntária de controle reprodutivo de cães e gatos
36 Tabela 1 - Cadastro de animais segundo o tipo, a fase do projeto e a espécie - Bairro Condomínio Vargem Grande, Cratera da Colônia - Parelheiros - São Paulo, 2009 Fases do Projeto Cadastro Fase 1 (2005) Fase 2 (2006) Fase 3 (2008) de Canina Felina Canina Felina Canina Felina animais n % n % n % n % n % n % Novos , , , , , ,38 Antigos 0 0,00 0 0, , , , ,62 Total (85,62) (14,38) (84,41) (15,59) (72,36) (27,67)
37 Quadro 1 - Médias de habitantes por domicílios com e sem animais Bairro Condomínio Vargem Grande, Cratera da Colônia - Parelheiros - São Paulo, setembro a dezembro de 2005 Média de habitantes por domicílio total 3,61 Média de habitantes por domicílio com cães 3,82 Média de habitantes por domicílio com gatos 3,91 Média de habitantes por domicílio sem cães 3,37 Média de habitantes por domicílio sem gatos 3,58
38 Figura 1 - Pirâmide etária da espécie canina segundo o sexo - Bairro Condomínio Vargem Grande, Cratera da Colônia - Parelheiros - São Paulo, setembro a dezembro de 2006
39 Figura 1 - Pirâmide etária da espécie felina segundo o sexo - Bairro Condomínio Vargem Grande, Cratera da Colônia - Parelheiros - São Paulo, setembro a dezembro de 2006
40 Taxas de natalidade TN canina 2005: 41,82% 2008:33,45% TN felina: 2005: 56,57% 2008: 38,07% 8,37% 18,50%
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